Roteiro
do findi!!!
*Pra quem
gosta de um barral a EXPOINTER fica aberta até domingo.
Divertam-se então no meio daquela multidão comendo
pipocas,carne assada e afins. Eu prefeiro o cheiro da gasolina,
como a Neusinha Brizola...Fico por aqui. Pego uma cineminha
num canto bem retirado. Tenho horror a multidão....
*No
cine bancários( na ladeira,) tem um festival de filmes
sobre saúde, muito interessante. E de graça....
*Também
tem filmes bons na cinemateca do Santander....
*Dia
8/10 começa a peça Sexo, Mentiras e Gargalhadas
do Claudio Benavenga, no Renascença....
UMA
BRINCADEIRA PERIGOSA

Por Carlos Chagas
Justiça se faça ao presidente Lula, foi ele a
rejeitar o terceiro mandato. Houve tempo, no começo do
ano passado, em que bastaria um estalar de dedos para a hipótese
consolidar-se. Deputados do PT e de outros partidos já
tinham pronta emenda constitucional permitindo uma segunda reeleição
aos titulares de mandatos executivos, incluindo prefeitos e
governadores, além dos presidentes da República.
Um sinal verde da parte do primeiro-companheiro e apesar dos
estrilos da oposição, e a matéria passaria
no Congresso até mais facilmente e com menos despesas
do que passou a reeleição, nos tempos de Fernando
Henrique.
Naqueles idos o Lula parecia num beco sem saída, apesar
de sua popularidade em alta indiscutível. Perdera José
Dirceu e Antônio Palocci, os dois principais auxiliares
que sonhavam sucede-lo. O PT parecia um deserto de candidatos
e ele começava a pensar em Dilma Rousseff, mas sem convicções
no seu próprio partido. Andava em alta a possibilidade
de Aécio Neves transferir-se para o PMDB e ser lançado
candidato, mas nem o governador mineiro confiava no maior partido
nacional e nem o PMDB confiava no Lula. Malogrou o desembarque
de Aécio do ninho dos tucanos e o presidente continuou
declarando não aceitar o terceiro mandato. Nas pesquisas
espontâneas que começavam a pipocar, era o nome
dele que pontificava, mesmo depois de haver lançado Dilma.
A natureza seguiu seu curso, sua popularidade aumentou ainda
mais e a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil começou
a ser considerada, até chegar ao favoritismo de hoje.
Por que se recordam detalhes do processo sucessório,
agora em sua reta final?
Porque o presidente Lula não se emenda. Esta semana,
em solenidade no recém-inaugurado palácio do Planalto,
na frente do ministro da Defesa e dos comandantes das três
forças armadas, não resistiu ao que a totalidade
da mídia chamou de brincadeirinha. Dirigindo-se a Nelson
Jobim, disse que ele devia ter mandado para o Congresso uma
“emendinha” capaz de dar-lhe mais uns anos de mandato.
É claro que não falava a sério, mas qualquer
estudante de Psicologia concluiria haver alguma coisa a mais
na jocosa referência.Um pouco do subconsciente presidencial
aflorando na linha d’água, agora que faltam quatro
meses para ele deixar o poder. Uma afirmação totalmente
dispensável, inócua pela própria consciência.
A CONTA QUE NINGUÉM FAZ
Quando tomou posse, em 2003, o presidente Lula prometeu criar
dez milhões de empregos. De lá para cá,
já se vão oito anos, a equipe econômica
e o ministério do Trabalho divulgam com freqüência
o número de postos de trabalho criados com carteira assinada.
Se alguém somasse todas as informações,
a conta facilmente passaria dos vinte milhões. Como isso
não aconteceu, salta aos olhos a omissão de percentuais
paralelos, ou seja, o número das demissões acontecidas
no período. Como números negativos nenhum governo
anuncia, mas, pelo contrário, esconde, a dúvida
permanecerá por muito tempo a respeito do mercado de
trabalho, computados os jovens que anualmente ingressam nele,
sem ter emprego, além dos demitidos. Criar empregos é
uma coisa.Manter os existentes, outra bem diferente.
ARGENTINA:
O CASO MAURICIO MACRI, ATINGE KIRCHNER
Por
Gelson Farias, de Buenos Aires(Argentina)
Trama de espionagem ameaça futuro político do
prefeito de Buenos Aires
Uma trama de espionagem digna de filme ameaça o futuro
do prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, um empresário
com aspirações à Presidência que
enfrenta um processo por escutas ilegais, e um atentado contra
um candidato a presidência Jose Carlos Acevedo. Um advogado
judeu, um ex-espião, um ex-delegado e um pai milionário
brigado com seu filho são os atores principais desta
trama.

Macri ( acima, com a mão na boca) ao lado de seu advogado,
e o carro do candidato com o vidro da porta direita furado a
bala
Macri, rico desde que nasceu, ficou popular durante sua gestão
à frente do clube de futebol Boca Juniors, saltou para
a política em 2003 e conquistou a Prefeitura de Buenos
Aires quatro anos depois, com a coalizão conservadora
Unión PRO, um passo gigante em sua corrida rumo à
Presidência do país. Apesar de não ter tido
acertos significativos em sua gestão municipal, Macri
conseguiu galgar posições como aspirante à
Casa Rosada, depois que a aliança que fechou com outro
empresário bem-sucedido, o peronista dissidente Francisco
de Narváez, proporcionou um grande revés eleitoral
ao ex-presidente Néstor Kirchner (peronista) nas eleições
legislativas do ano passado. Agora seus anseios políticos
podem ir por água abaixo graças ao seu envolvimento
em um caso de escutas telefônicas ilegais organizadas
por funcionários municipais a suas ordens.
O escândalo, batizado de "Macrigate", explodiu
em outubro do ano passado com a ação de Sergio
Burstein, um advogado judeu parente de uma vítima do
atentado contra a Associação Mutual Israelita
Argentina (Amia) em 1984. Burnstein denunciou que foi objeto
de escutas telefônicas por parte de Jorge "Fino"
Palacios, ex-delegado denunciado por suposto encobrimento na
investigação do atentado contra a Amia. Palacios
foi quem comandou as investigações do sequestro
do próprio Macri, em 1991, e de sua irmã Florença.
Ele foi encarregado pelo Prefeito de criar a Polícia
Metropolitana de Buenos Aires.
ESPIÃO
No entanto, não há um romance que não aprecie
um espião: Ciro James, um personagem polêmico que
trabalhou na Polícia Federal, relacionado com o serviço
de inteligência, especialista em grampear celulares alheios
e que terminou contratado como assessor no Ministério
da Educação do governo de Macri. Os investigadores
do caso encontraram informações sobre espionagem
ilegal em computadores apreendidos em uma agência de segurança
controlada por Palacios e com a qual também está
supostamente relacionado o antigo subchefe da Polícia
Metropolitana Osvaldo Chamorro, que Macri destituiu em novembro.
Tendo em vista estes elementos, o juiz federal Norberto Oyarbide
ordenou o processo contra o prefeito e um tribunal superior
formado por três magistrados confirmou a decisão
na semana passada. O prefeito, que reconheceu que não
esteve certo ao contratar os funcionários envolvidos
na trama, acusa o ex-presidente Kirchner (2003-2007), marido
da governante Cristina Fernández de Kirchner, de comandar
a causa contra ele.
Um polêmico argumento que seu pai, o empresário
Franco Macri, se encarregou de desmontar: "Eu colocaria
as mãos no fogo: o governo não tem nada a ver",
afirmou este fim de semana, trazendo à tona graves desavenças
desta família. "As declarações do
meu pai doeram", reconheceu o próprio Mauricio Macri
na segunda-feira, disposto a não jogar a toalha, pelo
menos até que a Justiça decida.
Reeleição de Cristina Kirchner
Sobre o atentado contra o candidato a presidência Jose
Carlos Acevedo, a polícia ainda mantém as investigações
em absoluto sigilo. Ninguém por enquanto sabe se Mauricio
Macri será acusado formalmente. Para muitos, existe muita
carne debaixo deste angu. As informações que se
tem aqui sopbre o caso, são vagas. A polícia,
raramente fala sobre o caso. A não ser em alguns comunicados
dos noticiosos das rádios e televisão.
Por outro lado, o que é muito bom, é que; o presidente
Corte Suprema, se manifestou e indicou três juízes
para julgarem o caso. A certeza até agora é a
seguinte: se for confirmada a acusação contra
o ex-presidente Nestor Kirchner a reeleição de
sua esposa, Cristina Kirchner terá sérios problemas
a partir do dia 10 de dezembro, quando inicia o período
das eleições presidenciais na Argentina. Os adversários
políticos dos Kirchner vão usar este caso para
lavar a roupa suja.
Kirchner, considerado o verdadeiro poder do governo de sua esposa
e sucessora, Cristina Kirchner, pretende ter um cargo internacional
Diplomatas
consultados pelo Estado ressaltam que Kirchner não se
enquadra no papel de um líder regional para armar consensos
e desativar crises, já que não tem papas na língua
e aplica a estratégia de ‘bater primeiro para conversar
depois’. Eles ressaltaram que o próprio possui
aversão às cúpulas. “Não gosto
de ir por aí de coquetel em coquetel”, disse Kirchner
durante seu governo.
No entanto, em Buenos Aires, no âmbito político
também se comenta que Kirchner não se adapta à
sua nova função, isto é, a de deputado
federal (foi eleito em junho e tomou posse em dezembro). O marido
da presidente Cristina só foi à sessão
de juramento do cargo e à abertura do ano parlamentar.
Nunca mais colocou os pés no plenário, apesar
do salário que recebe para desempenhar a função
(seu colega ex-presidente, Carlos Menem, atualmente senador,
tampouco costuma dedicar-se às atividades de seu cargo,
embora também seja pago para estar no plenário).
O regulamento da Unasul determina que a pessoa escolhida para
coordenar essa entidade sul-americana não poderá
intervir na política nacional de seu país. Isso
levou os analistas em Buenos Aires a perguntar: “Kirchner
conseguirá conter a si próprio e não intervir
na política argentina?”
ORIGENS
A Unasul é composta pelos 12 países da América
do Sul: a Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia,
Colômbia, Equador, Peru, Chile, Suriname e Guiana (a ex-Guiana
Britânica). As únicas exclusões da Unasul
na América do Sul são a Guiana Francesa (departamento
de além-mar da França) e as Ilhas Malvinas (pertencente
à Grã-Bretanha). A Unasul foi criada em 2007 com
a intenção de aprofundar a integração
econômica e política da região. Ela foi
constituída formalmente em maio deste ano em Brasília.
Sua antecessora foi a Comunidade Sul-americana de Nações
(CSN), fundada em 2004.
A suposta praticidade da Unasul como organização
supranacional é constante alvo de críticas por
parte de partidos da oposição dos vários
governos da região, que consideram que este organismo
só acrescenta mais burocracia regional.
TERMINA
FESTIVAL DE TANGO EM BUENOS AIRES
Gelson
Farias
Japonesa e Argentino são os vencedores do festival de
tango de Buenos Aires
A
dupla formada pela japonesa Chizuko Kuwamoto e pelo argentino
Diego Ortega conquistou, na noite desta terça-feira (31/8),
o Campeonato Mundial de Tango 2010, disputado em Buenos Aires
entre 400 casais de dançarinos profissionais.
"Não
consigo pensar, apenas sentir, sentir e sentir esta emoção",
disse entre lágrimas a dançarina nascida em Tóquio,
onde vive com Ortega.
A cerimônia de encerramento do VIII Mundial de Tango ocorreu
no estádio Luna Park, diante de milhares de pessoas,
e a dupla conquistou o titulo representando a cidade argentina
de Colón, onde nasceu Ortega.
De
Canoas para o mundo
São
12,7 milhões o número de famílias que recebem
o Bolsa Família no Brasil, cada uma recebendo em média
86 reais e são 10 milhões de empregos formais
gerados no Governo Lula, mais ou menos o que ele havia prometido
na campanha presidencial de 2002. Estes 86 reais podem ser uma
esmola para pessoas bem de vida, mas para este povo sofrido
é comida na mesa. Com as políticas sociais o PT
está tirando milhões da miséria, fazendo
aumentar o consumo no Brasil e gerando mais empregos. O Lula
encontrou a formula do crescimento e a Dilma vai se encarregar
de que estas engrenagens continuem girando por mais 8 anos.
Provavelmente o Bolsa Família poderá então
ser aposentado. Graças a este modo e governar que o Lula
tem 80% de aprovação. E conseguiu isto democraticamente
e com toda grande mídia contra ele.
Remindo
Sauim
Mensalão
do Banrisul
Atenção
jornalistas estourou o Mensalão do Banrisul aqui em Porto
Alegre. Está dando a tremedeira nos partidos que tem
influência política lá dentre. A saber,
PSDB, PMDB e PP. As águas vão rolar!
Remindo Sauim
Esclarecimento
Amigo Olides,
Após dar uma das navegadas semanais pelo teu blog, gostaria
de adicionar duas informações a nota de falecimento
do Nestor Fips Schneider: ele foi Prefeito Municipal de Campo
Bom pelo PDS em 1977/1982, também foi Rei Momo do Carnaval
de Novo Hamburgo por vários anos. Um anexo duas fotos:como
Rei Momo e como político.
Um grande abraço.
João Antonio Pinto de Carvalho

Carnaval de rua, em 1962: Rei Momo Nestor Fips Schneider, desfilando
pela rua central de Novo Hamburgo.
(foto: www.bauderecordacoes.com.br)
Na Padaria Modelo, de Hamburgo Velho, na década de 70:
Miguel Schmitz, Nestor Fips Schneider, Carlos Chiarelli, Erno
Heckler e Arnaldo da Costa Prieto
(foto:www.bauderecordacoes.com.br)
Expointer
O almoço
do Banrisul com a imprensa,ontem, deve ter sido uma " felicidade"
só....
O assunto: ora bolas, como dizia o Cid Pinheiro Cabral....
Vai rolar muita água embaixo desta ponte...
Um
coleguinha passou ontem de manhã na Cel Genóino
e viu cinco viaturas da PF estacionados lá. Pensou tratar-se
de um assalto a agência da CEF. Não, não
era nada disto! O endereço " batido" era outro.....
Pá
de cal
Pá
de cal
A ação da PF ontem,no DEpto de Marketing do Banrisul
parece ser a pá de cal no Governo Yeda...
Pá de Cal(1)
O
vice-governador, Paulo Afonso Feijó foi muito lembrado,ontem,
em função da ação da PF...
Pá
de Cal(2)
SE
Feijó ainda fosse candidato a deputado estadual estaria
seguramente eleito deste desta batida no Banrisul
e em duas agencias de propaganda que cuidavam de sua conta.
Coleguinhas
As
feras doJB
A sucursal gaúcha do JB eram formado por feras da reportagem.
Nilson Luiz de Souza, Humberto Andreatta,Betão,Carlos
Alberto Kolecza,Barbara Regina de Oliveira,Mara Terezinha Frantz,Josef
Zukauskas, Juarez Porto entre outros. De fotógrafos vale
recordar que passaram por lá, Luis Antônio Guerreiro,
Rubens Borges(Goiano),Jurandir Soares,entre outros.

Carlos Alberto Kolecza

Humberto Andreatta "Betão"

Bárbara de Oliveira

Lauro Dieckmann

Mara Terezinha Frantz

Nilson Souza

José Zukauskas "O Zuca"

Rubens Borges "Goiano"
Zelo
Lauro
Dieckmann que trabalhou no JB me disse ontem que Josef Zukauskas
era tão organizado que que guardou todos os releases
que o major Barcellos distribuía sempre que se prendia
algum subversivo. A Secretaria de Segurança distribuía
o release contendo os dados dos guerrilheiros presos com fotos
e tudo:
-
Quando fui trabalhar no JB, que ficava no prédio da ARI,
vi ali numa pastas que o "ZUCA" ( apelido de Zukauskas)
tinha psoto em pastinhas todos os releases com fotos que eram
distribuídos quando eram presos os grupos guerrilheiros.
Daí depois quando veio a anistia e os caras voltavam,
o JB tinha uma grande vantagem sobre os outros jornais: tinha
um arquivo completo de quem era quem na guerrilha. Assim podia
fazer matérias mais completas que os outros jornais porque
os repórteres dos outros tinham raiva da ditadura e botavam
aqueles releases fora no arroio Dilúvio assim que saíam
da coletiva no prédio da av. Ipiranga.
Demissão
de Mitchell do JB depois de 30 anos de
aplicação
ininterrupta!
No
meu livro Pauta, relato o drama do repórter mais vinculado
com o JB no EStado:
"
José Mitchell, depois de ter trabalhado 30 anos no JB,
foi demitido, na metade do ano de 201, por telefone,às
11 da noite, pelo chefe de redação,do Rio de Janeiro.
Mitchell se abalou. As duas horas da madrugada tocou o telefone
de José Carlos Torves . Mitchell está chorando.
Conta como fora sua demissão,mas o que lhe preocupa éque
nos últimos 10 anos o JB não depositou seu FGTS.(
Ainda não foi pago,segundo me disse Mitchell na última
quarta-feira, dia 1.09)
O
editor-chefe que o demitiu ocomunicou do fato do FGTS não
ter sido pago. Torves acha a situação complica
e se assuta com a angústia de MItchell. Lembra-se de
Lucídio Castelo Branco,que fora chefe de Mitchell no
JB. Assim que o colega demitido desliga, Torves acorda em plena
madrugada um ancião, com mais de 80 anos, no caso o Lucídio
Castelo Branco.E pede aoLucídio que ligue na mesma hora
para MItchell com medo que o colega tivesse um treco, um enfarte,
tal seu nível de ansiedade.
As seis da manhã em ponto o despertador do telefone celular
deTorves toca. Ele se apressa porque tinha que estar às
sete em ponto no sindicato(era o presidente) para atender Mitchell.
Pontualmente, como fora marcado, Mitchell chega ao sindicato.
Torves
aquela hora já havia localizado o advogado Luis Carlos
Colachi Moraes(já falecido). Naquele mesmo dia, no entanto,
a RBSTV convidou José MItchell para integrar seus quadros
como pauteiro. Isto aliviou a enorme tensão de sua demissão
da sucursal doJB na qual cumpriu com zelo todos seus deveres
por mais de 30 anos.
Coleguinhas
Num
Texto enviado tempos atrás, o colega Lauro Dieckmann
lembrou o que foi a sucursal do JB em Porto Alegre. Aqui duas
fotos da coleção dele. O JB fechou no dia 31.08.Agora
só circula on line!
A
Sucursal do JB
Fotos:
acervo de Lauro Dickmann

Foi só eu falar algumas linhas sobre a sucursal doJB
que vários profissionais que trabalharam lá me
mandaram fotos e textos.Nestas duas fotos do acervo de Lauro
Dickmann aparecem na primeira o repórter Alexandre Garcia
e o motorista Davi, numa festa.

Na segunda foto, tem mais gente conhecida.Alexandre Garcia,
de barba, ao seu lado o presidente do Sindicato dos Revendedores
de Combustíveis no RS, José Mitchell,tendo a sua
frente um litro de " Chivas"( da melhor qualidade)
mas o Mitchell não bebe, o Quidinho Lisboa( Euclides
Lisboa) então estagiário do JB, à esquerda,
na ponta o operador de telex da sucursal do JB e um funcionário
do Depto. Comercial da sucursal( loiro).
O fotógrafo
José Antônio Guerreiro, que foi da Objetiva Press
que prestava serviços ao JB diz que 60 por cento das
sugestões de pauta que ele como prestador apresentava
eram aceitas. A sucursal do JB sempre teve um fotógrafo
fixo, que foi o Jurandir Silveira, depois o Mauro Mattos e antes
deles todos o falecido Goiano(Rubens Borges).
PALOCCI
VAI HERDAR UM CACHORRO

Carlos Chagas
PALOCCI VAI HERDAR UM CACHORRO
Por Carlos Chagas
Tancredo Neves tomaria posse a 15 de março e, mesmo assediado
pela imprensa inteira para divulgar seu ministério, mantinha-se
irredutível. Anunciaria a equipe de uma vez só,
dia 12. Não admitia exceções, mas como
os convites vinham sendo feitos, tornava-se impossível
evitar as especulações, a maioria delas corretas.
Aureliano Chaves tinha sido peça fundamental para formar
a dissidência contra Paulo Maluf, no PDS, e ninguém
duvidava de que ocuparia as Minas e Energia. Dia sim, outro
também, o então vice-presidente da República
era assediado para confirmar o convite e informar quem seria
o presidente da Petrobrás. Fez chegar ao presidente eleito
o constrangimento e a necessidade da antecipação
de seu nome para o ministério, mas Tancredo continuava
irredutível: só no dia 12, todos juntos. Matreiro,
porém, sentia estar se armando um choque com Aureliano,
de temperamento mais do que forte.
Veio a solução. Instalado na Granja do Riacho
Fundo, surpreendeu os jornalistas aparecendo de repente no jardim,
pronto para conversar com eles, fato inusitado naqueles dias.
Estava tudo armado. Um dos repórteres amigos tinha recebido
a instrução de perguntar quem seria o presidente
da Petrobrás. Perguntou. Tancredo, fingindo surpresa
e irritação, antes de dar as costas ao grupo,
Estava resolvida a questão, afastada a primeira sombra
de crise. O presidente eleito não anunciara a nomeação
de Aureliano para as Minas e Energia, mas, ao mesmo tempo, deixara
óbvia sua escolha. Mais uma jogada de mestre, que comemorou
entre sorrisos mineiros...
Por que se conta essa historinha? Para Dilma Rousseff adquirir
jogo de cintura quando indagada pela milésima vez se
Antônio Palocci será seu ministro-chefe da Casa
Civil. Sempre haverá um jeito de dizer que ele está
aprendendo a gostar de cachorros, tanto que vai herdar o bicho
que foi de José Dirceu e era dela até a formalização
de sua candidatura...
ELOCUBRAÇÕES FUTURAS
Não tem limites o galope do cavalo branco da imaginação.
Diante da mais do que provável eleição
de Dilma Rousseff, já se especula sobre a sucessão
de 2014, com as candidaturas do presidente Lula, pelo PT, e
Aécio Neves e Geraldo Alckmin, pelo PSDB, além
do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pelo PSB. Fica
no ar a pergunta: e o PMDB, prestes a confirmar a previsão
de que continuará como maior partido nacional, crescendo
em número de governadores, senadores e deputados? Parece
impossível que essa formidável estrutura partidária
abra mão, pela
Mas quem? Que nomes poderiam, hoje, despontar como futuros possíveis
pretendentes ao palácio do Planalto, já que as
legendas concorrentes dispõem de nomes mais do que fortes?
Roberto Requião, prestes a voltar ao Senado? Sérgio
Cabral, governador reeleito do Rio? Michel Temer, vice de Dilma
Rousseff? A safra ainda não foi plantada, fazendo lembrar
a colheita que revelou Ulysses Guimarães, Tancredo Neves,
Teotônio Vilela, Orestes Quércia, Waldir Pires
e outros.
QUANDO BATER FAZ CRESCER
Caso verdadeiras as informações de estarem os
tucanos mudando de tática eleitoral para tentar salvar
a candidatura José Serra, seria bom que prestassem atenção
na cozinha. Na cozinha? Sem dúvida, porque se os novos
planos envolverem críticas ainda mais contundentes a
Dilma Rousseff, é bom pensar na massa de bolo, aquela
que quanto mais se bate, mais cresce.
Desde o início da campanha que o PSDB enveredou pelo
caminho errado. Quando Serra liderava as pesquisas e chegou
a ser tido como imbatível por importante diretor de instituto
de pesquisa, deixou de definir uma linha coerente. Hesitou entre
preservar o presidente Lula ou expor as mazelas do governo.
Enfrentar o próprio ou contemporizar. Agora, ainda poupando
o criador, pensa em flagelar a criatura. Não vai dar.
SEVERIDADE E IMPACIÊNCIA
Dizia Juscelino Kubitschek que as urnas eram severas e o eleitorado,
impaciente. Dilma Rousseff terá condições
de, eleita, traçar o roteiro de seu mandato e partir
não só para a continuidade do governo Lula, mas
para projetos próprios. Se ficar apenas como um vídeo-tape
do antecessor, logo sentirá a impaciência de seus
eleitores. É bom lembrar que o Lula anunciou o Fome-Zero
e a criação de dez milhões de empregos
nos primeiros dias de sua posse.
De
São Borja
Morreu na
quarta e foi enterrada ontem a assessora de imprensa da Câmara
Municipal, jornalista Otília Pereira. ERa a secretária
de Celso Lopes quando este foi candidato a prefeito ( e perdeu)
Celso
ainda postula em 2012 ser candidato a prefeito da Terra dos
Presidentes.
Agenda
Tarso Genro 3 setembro
Agenda sexta-feira (3/9)
Manhã
= atende imprensa interior
Tarde = reuniões internas
Tarso
Genro lança programa para Região Metropolitana

Convite
PROGRAMA
DE DESENVOLVIMENTO PARA REGIÃO METROPOLITANA
A
Unidade Popular Pelo Rio Grande lança na sexta-feira
(10), em São Leopoldo, documento com o planejamento estratégico
para responder as necessidades urgentes de desenvolvimento para
a Região Metropolitana e capital do Estado.
O ato de lançamento será na Sociedade Ginástica
de São Leopoldo, rua José Bonifácio, 698,
no centro, dia 10 de setembro, às 12 horas, com as presenças
de Tarso Genro, Beto Grill e Olívio Dutra.
No documento, dirigido aos 32 municípios da Região
Metropolitana e Porto Alegre, Tarso assume compromissos “sérios
e irrevogáveis” e anuncia metas e projetos para,
caso seja eleito, implantar no seu governo à frente do
Estado.
Entre os compromissos, Tarso Genro prevê a criação
de um Grupo Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico
e Social do Rio Grande do Sul; do Plano Metropolitano de Segurança
Pública; intensificar as ações na saúde
publica com a criação de 20 Unidades de Pronto
Atendimento UPA; prioriza a qualificação do Transporte
Coletivo Metropolitano; se compromete com a abertura de 50 mil
novas vagas nas Escolas de Ensino Médio e com a revitalização
da Uergs para atender a Região.
O documento prevê as ações articuladas para
o desenvolvimento da capital e dos 32 municípios da Região
Metropolitana entre elas, o Desenvolvimento Urbano e Ambiental;
Infraestrutura e Energia e o Desenvolvimento Econômico
e Tecnológico.
Os compromissos para a Região Metropolitana, “são
plataformas para a construção de um novo Rio Grande,
para o qual nós convocamos todas as forças políticas
democráticas que querem mudar o Rio Grande, tirá-lo
do atraso e da letargia”, adianta Tarso Genro. O candidato
ao governo pela Unidade Popular pelo Rio Grande também
disse que o documento apresenta metas determinadas e convoca
gaúchos e gaúchas para construírem um novo
Rio Grande.
O documento tem como marca a participação de todos
os segmentos da sociedade e foi resultado de mais de seis meses
de debates das Caravanas pelo Rio Grande, que envolveram mais
de 20 mil pessoas em todas as regiões do Estado. Também
contou com a participação dos partidos que fazem
parte da Unidade Popular, das 150 Plenárias Livres e
do estudo técnico de viabilidade pelos técnicos
dos partidos.
SERVIÇO:
O QUE: Lançamento do Programa de Governo para a Região
Metropolitana da Unidade Popular pelo Rio Grande
PRESENÇAS: Tarso Genro, Beto Grill e Olívio Dutra
QUANDO: 10 de setembro de 2010 (sexta-feira)
ONDE: São Leopoldo, na Sociedade Ginástica, rua
José Bonifácio, 698.
HORÁRIO: 12 horas
ALMOÇO: R$ 15,00
Jorge
Branco - coordenador programa de governo campanha Tarso Genro
Jornalista Tina Griebeler (51) 9304 1127 (51) 9304 1127
Mtb 5131
AINDA
O CASO DA FORD EM GUAÍBA
A história da Ford, que deveria ter sido instalada em
Guaíba, mas que foi parar lá em Camaçari,
na Bahia, é controversa. Ela foi embora ou foi forçada
a desistir de se instalar aqui no Estado ?
Recentemente foi emitida uma sentença judicial, que provocou
nos defensores da idéia de que ele foi embora uma certa
euforia; segundo eles a sentença, que manda a Ford devolver
os valores que já tinha recebido, é a prova de
que ela se retirou do Estado; outros leem de maneira contrária;
a Ford, por justiça, deve devolver os valores recebidos,
já que não pode ficar aqui.
Como diria o personagem aquele da Escolinha do Professor Raimundo,
o Rolando Lero, há controvérsia, querido mestre.
O certo é que lá na Bahia, segundo jornal O Sul,
de 24.11.2009, está proporcionando 8,5 mil empregos diretos
e 90 mil indiretos. Em 25.11.2009. no site WWW.vermelho.com.br,
do PCdoB,constou que a criação de cerca de dez
mil empregos diretos e outros dez mil indiretos, seria o principal
resultado do investimento de R$ 2,4 bilhões anunciado
pela direção da Ford na última sexta-feira
(20.11), para ampliação da unidade baiana da montadora,
localizada no município de Camaçari, Região
metropolitana de Salvador. O montante será investido
a partir de 2011 e permitirá o aumento da capacidade
de produção da fábrica de 250 mil para
300 mil veículos por ano.
Quem estava presente no anúncio: Lula e o atual Governador
da Bahia, do PT, Jaques Wagner.
Resumindo: se forem verídicos os números, estamos
diante de 118,5 mil empregos. Já imaginaram estes empregos
aqui em nossa região ?
Voltando ao dilema, que não é shakesperiano (
ser ou não ser ), mas foi ou não foi, embora ou
mandada embora,em relação a Ford, será
que podemos dirimir a dúvida ?
Vamos lá: no dia 16.10.99 Zero Hora publicou um texto
intitulado Lula apóia a saída da Ford, em pronunciamento
na Federasul; dirigindo-se a Olívio Dutra, então
Governador, ele disse:
- Foi com muito orgulho que um certo dia pela manhã abri
o jornal e vi que você, Olivio, disse que não tinha
dinheiro para financiar multinacionais, e mandou a Ford embora.
POPULARIDADE
DE LULA
Segundo
as pesquisas, anda ao redor de 80%. Mas o que motiva isto ?
O que de substancial ele fez para todo o povo ? É só
ver ao redor, nas nossas cidades. Bolsa Família ? Para
obtê-la não é necessário trabalhar.
Há um vídeo na internet em que Lula agradece ao
ex-Governador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás, a sugestão
de união de todos os cartões de ajuda, instituídos
no Governo anterior ( Bolsa Escola, Vale Gás, Bolsa Alimentação,etc.),
num só, surgindo assim o Bolsa Família.
Nada contra o Bolsa Família, mas ela não pode
se tornar eterna, senão estaremos diante daquilo que
Luiz Gonzaga e Zé Dantas escreveram na letra da música
Vozes da Sêca, em 1953 : ( ... ) mas doutô, uma
esmola a um homem qui é são ou lhe mata de vergonha
ou vicia o cidadão. (...)
Noutra parte da letra temos:
Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage
Dê cumida a preço bom, não esqueça
a açudage
Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage
Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage
Aí fico imaginando qual seria a popularidade de Getúlio
Vargas e Jango, com os quais já compararam Lula, se governassem
nos dias de hoje, com toda esta mídia.
Getúlio Vargas criou o salário mínimo,
as 48 horas semanais ( na época os trabalhadores eram
quase que como escravos ), a CLT, a Justiça do Trabalho,
a Carteira Profissional, a Previdência Social, nos moldes
hoje existentes; tudo relacionado com trabalho , diferente do
Bolsa Família. Estas ações de Getúlio
perduram até hoje; no que se refere à Previdência
Social são mais de 27 milhões de beneficiários,
que recebem valores muito maiores que os do Bolsa Família.
Qual seria,então, o percentual de aprovação
de Getúlio, se ele governasse nos dias de hoje, com toda
esta mídia ? Fazendo um chiste: mais de 1.000 %.
E João Goulart ? No seu Governo o então Deputado
Federal Floriceno PaIxão, muito conhecido na região,
quanto ainda militava politicamente ( hoje está acometido
pelo Mal de Alzheimer ), apresentou os projetos do décimo
terceiro ( um em co-autoria ), que, na época, era denominado
Gratificação de Natal, que, aprovados e transformados
em lei, estas foram sancionadas por Jango. Você aí,
que todo o ano recebe o décimo terceiro, sabe disto ?
São milhões de trabalhadores, aposentados e pensionistas
que recebem, em valores, também, muito maiores que os
do Bolsa Família.
Será que, fazendo um chiste, também, poderíamos
dizer que, se Jango governasse hoje, com toda a divulgação
que temos, sua popularidade estaria ao redor de, digamos, 500%
?
SERGIO
OLIVEIRA
CHARQUEADAS - RS
O
EMBATE FUTURO ENTRE LULA, AÉCIO E GERALDO

Por Carlos Chagas
Surpreendente ou não, dá o que pensar o crescimento
de Antônio Anastásia em Minas, já ultrapassando
Hélio Costa. Trata-se do fenômeno da transferência
de votos, no caso, de Aécio Neves para o candidato que
foi seu vice-governador até pouco. Sem tirar nem pôr,
a mesma coisa verificada entre o presidente Lula e Dilma Roussef,
na sucessão federal. Antes, parecia verdade absoluta
que votos não se transferiam. Agora, acontece o contrário,
de onde se tira a cristalina evidência de que para transferir
é preciso ter. Lula e Aécio tem aos montes. Em
São Paulo a situação é outra: Geraldo
Alckmin lidera com vantagem a corrida para o palácio
dos Bandeirantes, mas não terá recebido muitos
votos de José Serra, pela simples razão de que
já possuía o seus. Como governador, em dois mandatos,
e candidato à presidência da República em,
2006, mesmo derrotado, tornou-se estrela com luz própria,
amplamente conhecido. A conclusão é de que tanto
Dilma quanto Anastásia são tutelados, criaturas
girando em órbita dos criadores. Se mantidas as previsões
e as pesquisas, a nova presidente da República e o novo
governador mineiro administrarão pela metade o país
e o estado. Sobre ambos irá pairar a sombra do Lula e
do Aécio. Na hora de governar. Com Alckmin, será
diferente: nenhuma influência de José Serra.
Eis aí, se mantidos os caprichosos números das
consultas populares, os três atores principais da peça
ainda não escrita a respeito da sucessão de 2014.
Lula, Aécio e Geraldo sairão na frente, numa hoje
longínqua projeção futura. Os dois tucanos
travarão, antes, florentino duelo para saber qual deles
disputará o poder maior: um, assentado no comando do
estado mais poderoso da federação; o outro, compensando
o desequilíbrio econômico entre São Paulo
e Minas através de suposta ação dinâmica
no Senado.
É claro que uma vez instalada no palácio do Planalto,
Dilma Rousseff sempre poderá reivindicar a reeleição,
não faltando quem desde já a estimule a ocupar
os espaços naturalmente pertencentes ao Lula. Prevalece
aquele ditado árabe de que “bebe água limpa
quem chega primeiro na fonte”...
UM QUE DEU CERTO
Para a composição do ministério de Dilma
não devem ser esperadas consultas, muito menos nos quartéis,
para o preenchimento do ministério da Defesa. Mas se
por hipótese valesse a opinião dos chefes militares,
quase por unanimidade prevaleceria a tendência de que
“se está bom assim, para que mudar?” Nelson
Jobim conta hoje com o apoio do Exército, Marinha e Aeronáutica,
como um dos melhores ministros que já ocuparam a pasta.
Poliu arestas, atendeu reivindicações e conteve
bissextos arroubos de insatisfação castrense.
Cuidou da “sua turma” com firmeza e competência.
Se a provável nova presidente da República decidir
manter alguns auxiliares do governo Lula, provavelmente começaria
pela Defesa.
ABANDONADA A AVENTURA
Indicações começam a fluir do PT e adjacências
a respeito de haver Dilma Rousseff abandonado a perigosa proposta
de convocação de uma Assembléia Nacional
Constituinte exclusiva, a se reunir nos primeiros tempos de
seu governo, destinada a promover ampla reforma em nossa Lei
Fundamental.
Primeiro porque a Constituição não se encontra
posta em frangalhos, muito pelo contrário. Sempre serão
necessárias reformas, mas nada retumbante ou catastrófico.
Para promovê-las, sempre haverá o poder constituinte
derivado, de que todos os Congressos estão investidos,
tornando-se desnecessário apelar para o poder constituinte
originário.
Depois, porque realizar eleições exclusivas para
uma Constituinte, provavelmente ano que vem, seria abrir um
risco do diabos em termos de representatividade. Quem disputaria
com mais avidez senão os derrotados do próximo
outubro, trazendo como credencial maior a vontade de dar a volta
por cima na derrota? Senão os piores, os candidatos a
deputado constituinte seriam os menos votados nas diversas eleições
deste ano. Impossível se tornaria exigir deles conhecimentos
aprofundados de Direito ou, pior ainda, diploma de advogado
ou professor.
Ignora-se terem sido esses os argumentos que levaram Dilma a
arquivar a proposta semanas atrás por ela elogiada. Melhor
assim, porque atrás dessa estranha tentativa estão
as elites econômicas interessadas em suspender direitos
sociais e eliminar exigências e obrigações
ligadas ao poder público que o então presidente
Fernando Henrique não conseguiu suprimir...
EM BUSCA DA UNIDADE
O Ministério Público da União e o Ministério
Público do Rio de Janeiro realizaram, no fim de semana
que passou, o primeiro encontro institucional denominado “Em
Busca da Unidade”, reunindo mais de quinhentos procuradores
e promotores públicos. Lá estavam membros do Conselho
Nacional do Ministério Público, do Ministério
Público Estadual, do Ministério Público
Federal, do Ministério Público do Trabalho, do
Ministério Público Militar e do Ministério
Público Eleitoral, liderados pelo Procurador Geral da
República e o Procurador Geral de Justiça do Rio
de Janeiro, além do governador do estado. A proposta
foi de conquistar a unidade entre os diversos setores do Ministério
Público, estimulando a ação conjunta de
todos. Um excelente começo, envolvendo discussões
entre temas criminais, de tutela coletiva, institucionais e
eleitorais.
Estudo
acadêmico sobre a revista Veja
Caro
Olides
Vi a matéria de um estudo academico sobre a Revista Veja
no link abaixo:
http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/pesquisa-da-puc-veja-se-transformou-no-maior-fenomeno-de-anti-jornalismo.html
Acho
que seria interessante para teus leitores, que sei muitos serem
jornalistas.
Abraços
Remindo
Estudo
acadêmico sobre a revista Veja
Só
na minha área (Biologia) eu já li mais de uma
matéria da Veja com erros e “tendências”
grosseiros. E foi por isso que parei de ler a revista há
mais de 10 anos... imagino que em outros assuntos mais polêmicos
pode ser isso também...acho que nunca devemos acreditar
numa única revista ou jornal.
Ellen
Augusta, bióloga
Recebo
do Antônio Goulart e publico!
Mas
qualquer hora destas vou meter o bedelho neste assunto, que
conheço muito bem até porque participei da elaboração
desta reportagem!
Edição
605 de 31/8/2010
www.observatoriodaimprensa.com.br
JORNAL JÁ
Como calar e intimidar a imprensa
Luiz Cláudio Cunha
"Quando o mal é mais audacioso, o bem precisa ser
mais corajoso." (Pierre Chesnelong, 1820-1894, político
francês
Agosto, mês de cachorro louco, marcou o décimo
ano da mais longa e infame ação na Justiça
brasileira contra a liberdade de expressão.
É movida pela família do ex-governador Germano
Rigotto, 60 anos, agora candidato ao Senado pelo PMDB do Rio
Grande do Sul e supostamente alheio ao processo aberto em 2001
por sua mãe, dona Julieta, hoje com 89 anos. A família
atacou em duas frentes, indignada com uma reportagem de quatro
páginas, publicada em maio daquele ano em um pequeno
mensário (tiragem de 5 mil exemplares) de Porto Alegre,
o JÁ, que jogava luzes sobre a maior fraude da história
gaúcha e repercutia o envolvimento de Lindomar Rigotto,
filho de Julieta e irmão de Germano.
Uma ação, cível, cobrava indenização
da editora por dano moral. A outra, por injúria, calúnia
e difamação, punia o editor do JÁ e autor
da reportagem, Elmar Bones da Costa, hoje com 66 anos. O jornalista
foi absolvido em todas as instâncias, apesar dos recursos
da família Rigotto, e o processo pelo Código Penal
foi arquivado. Mas, em 2003, Bones acabou sendo condenado na
área cível ao pagamento de uma indenização
de R$ 17 mil. Em agosto de 2005 a Justiça determinou
a penhora dos bens da empresa. O JÁ ofereceu o seu acervo
de livros, cerca de 15 mil exemplares, mas o juiz não
aceitou. Em agosto de 2009, sempre agosto, quando a pena ascendera
a quase R$ 55 mil, a Justiça nomeou um perito para bloquear
20% da receita bruta de um jornal comunitário quase moribundo,
sem anúncios e reduzido a uma redação virtual
que um dia teve 22 jornalistas e hoje se resume a dois Bones
e Patrícia Marini, sua companheira. Cinco meses depois,
o per ito foi embora com os bolsos va zios, penalizado diante
da flagrante indigência financeira da editora.
Até que, na semana passada, no maldito agosto de 2010,
a família de Germano Rigotto saboreou mais um giro no
inacreditável garrote judicial que asfixia o jornal e
seu editor desde o início do Século 21: o juiz
Roberto Carvalho Fraga, da 15ª Vara Cível de Porto
Alegre, autorizou o bloqueio online das contas bancárias
pessoais de Elmar Bones e seu sócio minoritário,
o também jornalista Kenny Braga. Assim, depois do cerco
judicial que está matando a editora, a família
Rigotto assume o risco deliberado de submeter dois dos jornalistas
mais conhecidos do Rio Grande ao vexame da inanição,
privados dos recursos essenciais à subsistência
de qualquer ser humano.
O personagem de Scorsese
Afinal, qual o odioso crime praticado pelo JÁ e por Elmar
Bones que possa justificar tanta ira, tanta vindita, ao longo
de tanto tempo, pelo bilioso clã Rigotto? O pecado do
jornal e seu editor só pode ter sido o jornalismo de
primeira qualidade, ousado e corajoso, que lhe conferiu em 2001
os prêmios Esso Regional e ARI (Associação
Riograndense de Imprensa), os principais da categoria no sul
do país, pela reportagem "Caso Rigotto Um golpe
de US$ 65 milhões e duas mortes não esclarecidas".
A primeira morte era a de uma garota de programa, Andréa
Viviane Catarina, 24 anos, que despencou nua do 14º andar
de um prédio na Rua Duque de Caxias, no centro da capital
gaúcha, no fim da tarde de 29 de setembro de 1998. O
dono do apartamento, Lindomar Rigotto, estava lá na hora
da queda. Ele contou à polícia que a garota tinha
bebido uísque e ingerido cocaína. Nenhum vestígio
de álcool ou droga foi confirmado nos exames de sangue
coletados pela criminalística. O laudo da necropsia diz
que a vítima mostrava três lesões duas nas
costas, uma no rosto que não tinham relação
com a queda. Ela estava ferida antes de cair, o que indicava
que houve luta no apartamento. Um teste do Instituto de Criminalística
indicou que o corpo de Andréa recebeu um impulso no início
da queda.
No relatório que fez após ouvir Rigotto, o delegado
Cláudio Barbedo, um dos mais experientes da polícia
gaúcha, achou relevante anotar: "[Lindomar] depôs
sorrindo, senhor de si, falando como se estivesse proferindo
uma conferência". Os repórteres que o viram
chegar para depor, no dia 12 de novembro, disseram que ele parecia
"um personagem de Martin Scorsese", famoso pelos filmes
sobre a Máfia: Lindomar usava óculos escuros,
terno azul marinho, calça com bainha italiana, camisa
azul, gravata colorida e gel nos cabelos compridos. O figurino
não impressionou o delegado, que incluiu na denúncia
o depoimento de uma testemunha informando que Lindomar era conhecido
como "usuário e traficante de cocaína"
na noite que ele frequentava por prazer e ofício como
dono do Ibiza Club, uma rede de quatro casas noturnas que agitavam
as madrugadas no litoral do Rio Grande e Santa Catarina. Em
dezembro, o delegado Barbedo concluiu o inquérito, denunciando
Lindomar Rigot to por homicídio cu lposo e omissão
de socorro.
Lindomar só não sentou no banco dos réus
porque teve também uma morte violenta, 142 dias após
a de Andréa. Na manhã de 17 de fevereiro, ele
fechava o balanço da última noite do Carnaval
de 1999, que levou sete mil foliões ao salão do
Ibiza da praia de Atlântida, a casa mais badalada do litoral
gaúcho. Cinco homens armados irromperam no local e roubaram
a féria da noitada. Lindomar saiu em perseguição
ao carro dos assaltantes. Emparelhou com eles na praia vizinha,
Xangrilá, a três quilômetros do Ibiza. Um
assaltante botou a arma para fora e disparou uma única
vez. Lindomar morreu a caminho do hospital, com um tiro acima
do olho direito. Tinha 47 anos.
O choque de Dilma
A trepidante carreira de Lindomar Rigotto sofrera um forte solavanco
dez anos antes, com seu envolvimento na maior fraude da história
gaúcha: a licitação manipulada de 11 subestações
da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), uma
tungada em valores corrigidos de aproximadamente R$ 840 milhões
21 vezes maiores do que o escândalo do Detran que submeteu
a governadora Yeda Crusius a um pedido de impeachment, quase
três vezes mais do que os desvios atribuídos ao
clã Maluf em São Paulo, quinze vezes maior do
que o total contabilizado pelo Supremo Tribunal Federal para
denunciar a "quadrilha dos 40" do mensalão
do governo Lula.
Afundada em dívidas, a estatal gaúcha de energia
tinha dificuldades para captar os US$ 141 milhões necessários
para as subestações que gerariam 500 mil quilowatts
para 51 pequenas e médias cidades do Rio Grande. Preocupado
com a situação pré-falimentar da empresa,
o então governador Pedro Simon (PMDB) tinha exigido austeridade
total.
Até que, em março de 1987, inventou-se o cargo
de "assistente da diretoria financeira" para acomodar
Lindomar, irmão do líder do Governo Simon na Assembléia,
o deputado caxiense Germano Rigotto. "Era um pleito político
da base do PMDB em Caxias do Sul", confessaria depois o
secretário de Minas e Energia, Alcides Saldanha. Mais
explícito, um assessor de Saldanha reforçou a
paternidade ao JÁ: "Houve resistência ao seu
nome [Lindomar], mas o irmão [Germano] exigiu".
Com a chegada de Lindomar, as negociações com
os dois consórcios das obras, que se arrastavam há
meses, foram agilizadas em apenas oito dias. Logo após
a assinatura dos contratos, os pagamentos foram antecipados,
contrariando as normas estritas baixadas por Simon para evitar
curtos-circuitos contábeis na CEEE. Três meses
depois, a empresa foi obrigada a um empréstimo de US$
50 milhões do Banco do Brasil, captado pela agência
de Nassau, no paraíso fiscal das Bahamas. Uma apuração
da área técnica da CEEE detectou graves problemas:
documentos adulterados, folhas numeradas a lápis, licitação
sem laudo comprovando a necessidade da obra. A sindicância
da estatal propôs a revisão dos contratos, mas
nada foi feito. A recomendação chegou ao governo
seguinte, o de Alceu Collares (PDT), e à sucessora de
Saldanha na pasta das Minas e Energia, uma economista chamada
Dilma Rousseff. "Eu nunca tinha visto nada igual",
diria ela, chocada com o que leu.
Dilma só não botou o dedo na tomada porque o PDT
de Collares precisava dos votos do PMDB de Rigotto para ter
maioria na Assembléia. Para evitar o risco de queimaduras,
Dilma, às vésperas de deixar a secretaria, em
dezembro de 1994, teve o cuidado de mandar aquela papelada de
alta voltagem para a Contadoria e Auditoria Geral do Estado
(CAGE), que começou a rastrear a CEEE com auditores do
Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público.
Dependendo do câmbio, o tamanho da fraude constatada era
sempre eletrizante: US$ 65 milhões, segundo o CAGE, ou
R$ 78,9 milhões, de acordo com o Ministério Público.
A denúncia energizou a criação de uma CPI
na Assembléia, proposta pelo deputado Vieira da Cunha,
líder da bancada do PDT em 2008 na Câmara Federal.
Vinte e cinco auditores quebraram sigilos bancários e
fiscais. Lindomar Rigotto foi apontado em 13 depoimentos como
figura central do esquema, acusação reforçada
pelo chefe dele na CEEE, o diretor-financeiro Silvino Marcon.
A CPI constatou que os vencedores da licitação,
gerenciados por Rigotto, apresentavam propostas "em combinação
e, talvez, até ao mesmo tempo e pelas mesmas pessoas".
O relatório final lembrava: "É forçoso
concluir pela existência de conluio entre as empresas
interessadas que, se organizando através de consórcios,
acertaram a divisão das obras entre si, fraudando dessa
forma a licitação". O JÁ foi mais
didático: "Apurados os vencedores, constatou-se
que o consórcio Sulino venceu todas as subestações
do grupo B2 e nenhuma do B1. Em compensação, o
Conesul venceu todas as obras do B1 e nenhuma do B1. A di ferença
entre as propostas dos dois consórcios é de apenas
1,4%".
O
aval de Dulce
A quebra do sigilo bancário de Lindomar revelou um crédito
em sua conta de R$ 1,17 milhão, de fonte não esclarecida.
O relatório final da CPI caiu na mão de um parlamentar
do PT, o também caxiense Pepe Vargas, primo de Lindomar
e Germano Vargas Rigotto. Apesar do parentesco, o primo Pepe,
hoje deputado federal, foi inclemente na sua acusação
final: "De tudo o que se apurou, tem-se como comprovada
a prática de corrupção passiva e enriquecimento
ilícito de Lindomar Vargas Rigotto". Além
dele, a CPI indiciou outras 12 pessoas e 11 empresas, botando
no mesmo balaio nomes vistosos como Camargo Corrêa, Alstom,
Brown Boveri, Coemsa, Sultepa e Lorenzetti. No final de 1996,
a Assembléia remeteu as 260 caixas de papelão
da CPI ao Ministério Público, de onde nasceu o
processo n° 011960058232 da 2ª Vara Cível da
Fazenda Pública em Porto Alegre. Os autos somam 30 volumes
e 80 anexos e mofam ainda na primeira instância do Judiciário,
protegidos por um inacreditÍ vel "segredo de justiça".
Em fevereiro próximo, o Rio Grande do Sul poderá
comemorar os 15 anos de completo sigilo sobre a maior fraude
de sua história.
Esta incrível saga de resistência e agonia do JÁ
e de Bones provocada pela família Rigotto foi contada,
em primeira mão, neste Observatório, em 24 de
novembro de 2009 ("O jornal que ousou contar a verdade").
No dia seguinte, uma quarta-feira, Rigotto telefonou de Porto
Alegre para reclamar ao autor que assina aquele e este texto.
Isso ficou muito ruim pra mim, Luiz Cláudio, pois o Observatório
é um formador de opinião, muito lido e respeitado.
Ficou parecendo que eu estou querendo fechar um jornal. Eu não
tenho nada a ver com isso. O processo é coisa da minha
mãe. Foi a minha irmã, Dulce, que me disse que
a reportagem era muito pesada, irresponsável. Eu nem
conheço este jornal, este jornalista...
Rigotto, a dona Julieta não é candidata a nada.
O candidato és tu. A reportagem do JÁ tem implicações
políticas que batem em ti, não na tua mãe.
E acho muito estranho que, passados oito anos, tu ainda não
tiveste a curiosidade de ler a reportagem que tanta aflição
provoca na dona Julieta. Se tu estás te baseando na avaliação
da Dulce, devo te alertar que ela não entende xongas
de jornalismo, Rigotto! Esta matéria do Bones é
precisa, calcada em fatos, relatórios, documentos e conclusões
da CPI e do Ministério Público que incriminam
o teu irmão. Não tem opinião, só
informação. O teu processo...
Não é meu, não é meu... É
da minha mãe...
Isso é o que diz também o Sarney, Rigotto, quando
perguntam a ele sobre a censura que cala O Estado de S.Paulo.
"Isso é coisa do meu filho, o Fernando"...
Eu fico muito ofendido com esta comparação! Eu
não sou o Sarney, não sou!...
Lamento, mas estás usando a mesma desculpa do Sarney,
Rigotto.
Luiz Cláudio, como resolver isso tudo com o Bones? A
gente pode parcelar a dívida e aí...
Rigotto, tu não estás entendendo nada. O Bones
não quer parcelar, não quer pagar um único
centavo. Isso seria uma confissão de culpa, e ele não
fez nada errado. Pelo contrário. Produziu uma reportagem
impecável, que ganhou os maiores prêmios. Eu assinaria
essa matéria, com o maior orgulho. Sai dessa, Rigotto!
Coincidência ou não, um dia depois do telefonema,
na quinta-feira, 26, Rigotto convocou uma inesperada coletiva
de imprensa em Porto Alegre para anunciar sua retirada como
possível candidato ao Palácio Piratini, deixando
o espaço livre para o prefeito José Fogaça.
O
modelo de Roosevelt
Naquela mesma quarta-feira, 25 de novembro, a emenda ficou pior
que o soneto. O advogado dos Rigotto, Elói José
Thomas Filho, botou no papel aquela mesma proposta indecente
que ouvi do próprio Germano Rigotto, confirmando por
escrito ao editor a idéia de parcelar a indenização
devida de R$ 55 mil em 100 (cem) módicas prestações.
Diante da altiva recusa de Bones, o advogado pareceu incorporar
a doutrina do big stick de Theodore Ted Roosevelt (1901-1909),
popularmente conhecida como "lei do tacape" e inspirada
pela frase favorita do belicoso presidente estadunidense: "Fale
com suavidade e tenha na mão um grande porrete".
O suave advogado Thomas Filho escreveu então para Bones:
"... em nova demonstração de boa-fé,
formalizamos nossa intenção em compor amigavelmente
o litígio acima, bem como a possibilidade [sic] de nos
abstermos de ajuizar novas demandas judiciais...".
Certamente para tranquilizar o filho candidato, o advogado reafirmava
na carta a Bones que a ação contra o jornal era
movida "unicamente" por dona Julieta, que buscava
na justiça o ressarcimento pelo "abalo moral"
provocado pela reportagem do JÁ, que misturava "irresponsavelmente
três fatos diversos que envolveram a figura do falecido".
Ou seja, dona Julieta Rigotto, que entende de jornalismo tanto
quanto os filhos Dulce e Germano, não consegue perceber
a obviedade linear de uma pauta irresistível para qualquer
repórter inteligente: o objetivo relato jornalístico
sobre um homem público Lindomar morto num assalto pouco
antes de ser julgado pelo homicídio culposo de uma prostituta
e pouco depois de ser denunciado no relatório de uma
CPI, redigido pelo primo deputado, pela prática comprovada
de "corrupção passiva e enriquecimento ilícito"
na maior fraude já cometida contra os cofres públicos
do Rio Grande do Sul. Mas, na lógica simplória
da mãe dos Rigotto, uma coi sa não tem nada a
ver com a outra...
Para garantir o tom "amigável" entre as partes,
o advogado de dona Julieta propôs a Bones os termos de
uma retratação pública, suave como um porrete,
enfatizando três pontos:
1."Dona
Julieta nunca teve a intenção de fechar o jornal";
2."a
ação não é promovida pela família
Rigotto, mas apenas por dona Julieta";
3."retirar
o jornal de circulação, para estancar a propagação
do dano".
Tudo isso, incluindo o ameno confisco de um jornal das bancas
em pleno regime democrático, segundo o tortuoso raciocínio
do advogado, serviria para "tutelar a honra e a imagem
de seu falecido filho". Neste longo, patético episódio,
que intercala demonstrações de coragem e altivez
com cenas de pura violência, fina hipocrisia ou corrupção
explícita, ficou pelo caminho o contraste de atitudes
que elevam ou rebaixam. Diante da primeira ação
criminal de dona Julieta na Justiça, o promotor Ubaldo
Alexandre Licks Flores ensinou, em novembro de 2002:
"[não houve] qualquer intenção de
ofensa à honra do falecido Lindomar Rigotto. Por outro
lado, é indiscutível que os três temas [a
CEEE e as duas mortes] estavam e ainda estão impregnados
de interesse público".
O orgulho de Enedina
Apesar da lucidez do promotor, o caso tonitruante da CEEE não
ecoa nos ouvidos surdos da imprensa gaúcha, conhecida
no país pela acuidade de profissionais talentosos, criativos,
corajosos. Nenhum grande jornal do sul Zero Hora, Correio do
Povo, Jornal do Comércio, O Sul , nenhum colunista de
peso, nenhum editorialista, nenhum blog de prestígio
perdeu tempo ou tinta com esse tema, que nem de longe parece
um assunto velho, batido ou nostálgico. O que lhe dá
notória atualidade não é o ancestral confronto
entre a liberdade de expressão e a prepotência
envergonhada dos eventuais poderosos de plantão, mas
a reaparição de seus principais personagens no
turbilhão da corrida eleitoral de 2010.
Germano Rigotto, o líder governista que emplacou o filho
de dona Julieta na máquina estatal, é hoje o candidato
do maior partido gaúcho ao Senado Federal. A ex-secretária
Dilma Rousseff, que ficou estarrecida com o que leu sobre as
fraudes de Lindomar Rigotto na CEEE, é apontada pelas
pesquisas como a futura presidente do Brasil, numa vitória
classificada pelo renomado jornal inglês Financial Times
como "retumbante". Tarso Genro, o ex-comandante supremo
da Polícia Federal, que executou as maiores operações
contra corruptos da máquina pública, lidera a
corrida ao governo gaúcho e, certamente, tem os instrumentos
para saber hoje o que Dilma sabe desde 1990. O primo Pepe Vargas,
que mostrou isenção e coragem no relatório
da CPI sobre a maior fraude da história do Rio Grande,
é candidato à reeleição, assim como
o deputado federal que inventou a CPI, Vieira da Cunha.
É a lógica perversa do interesse eleitoral que
explica o desinteresse até dos principais adversários
de Rigotto na disputa pelo Senado. O candidato do PMDB está
emparedado entre a líder na pesquisa da Datafolha, a
jornalista Ana Amélia Lemos (PP) que subiu de 33% em
julho para 44% na semana passada e o candidato à reeleição
pelo PT, senador Paulo Paim que cresceu de 35% no início
do mês para 38% agora. Rigotto caiu de 43% para 42% no
espaço de três semanas. Na Região Metropolitana
de Porto Alegre, Ana Amélia bate Rigotto por 47% a 39%.
Seus oponentes desprezam o potencial explosivo do "Caso
CEEE" porque todos sonham em ganhar o segundo voto dos
outros candidatos, o que justifica a calculada misericórdia
e o piedoso silêncio que modera a estratégia de
adversários historicamente tão diferentes e hostis
como são, no Rio Grande do Sul, o PT, o PMDB e o PP.
O que é recato na política se transforma em omissão
nas entidades que, ao longo do tempo, marcaram suas vidas na
luta pela democracia e pela liberdade de expressão e
no repúdio veemente à ditadura e à censura.
Siglas notáveis como OAB, ABI, SIP, Fenaj e Abraji brilham
pelo silêncio, pela omissão, pelo desinteresse
ou pelo trato burocrático do caso JÁ vs. Rigotto,
que resume uma questão crucial na vida de todas elas
e de todos nós: a livre opinião e o combate à
prepotência dos grandes sobre os pequenos, apanágio
de toda democracia que se respeita.
A OAB e seus advogados, no Rio Grande ou no Brasil, que impulsionaram
a queda de um presidente envolvido em denúncias de corrupção,
não se sensibilizam pela sorte de um pequeno jornal e
seu bravo editor, punidos por seu desassombrado jornalismo e
mortalmente asfixiados pelo cerco econômico surpreendentemente
avalizado pela Justiça, que deveria proteger os fracos
contra os fortes e não o contrário.
A inerte Associação Brasileira de Imprensa jamais
se pronunciou sobre as agruras de Bones e seu jornal. Só
em setembro de 2009, um mês após a denúncia
sobre o bloqueio judicial das receitas do JÁ, é
que a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do RS trataram de
fazer alguma coisa: uma nota gelada, descartável, manifestando
solidariedade à vítima e lamentando a decisão
"equivocada" da Justiça. A Associação
Riograndense de Imprensa, que em 2001 conferiu à reportagem
contestada do JÁ o seu maior prêmio jornalístico,
só quebrou o seu constrangedor silêncio ao ser
cobrada publicamente por este Observatório, em novembro
passado. Todos os membros da brava Associação
Brasileira de Jornalismo Investigativo têm a obrigação
de conhecer a biografia de Elmar Bones, que nos anos de chumbo
pilotou o CooJornal, um mensário da extinta Cooperativa
dos Jornalistas de Porto Alegre (1976-1983) que virou referência
da imprensa nanica que resistia à ditadura.
Bones chegou a ser preso, em 1980, pela publicação
de um relatório secreto em que o Exército fazia
uma autocrítica sobre as bobagens cometidas na repressão
à guerrilha do Araguaia. Algo mais perigoso, na época,
do que falar na roubalheira operada pelo filho de dona Julieta
na CEEE... No site da Abraji, a entidade emite sua opinião
em quatro notas, nos últimos dois anos. Critica o sigilo
eterno de documentos públicos, defende o seguro de vida
para repórteres em zona de risco, repudia um tapa na
cara que uma repórter de TV do Centro-Oeste levou de
um vereador e, enfim, faz uma vigorosa, firme, veemente manifestação
a favor da liberdade de expressão... no México.
Ao pobre JÁ e seu editor, lá no sul do Brasil,
nenhuma linha, nada.
A poderosa Sociedade Interamericana de Imprensa, que reúne
os maiores veículos das três Américas, patrocina
uma influente Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação,
hoje sob a presidência de um jornal do Texas, o San Antonio
Express News. Entre os 26 vice-presidentes regionais, existem
dois brasileiros: Sidnei Basile, do Grupo Abril, e Maria Judith
de Brito, da Folha de S.Paulo. Envolvidos com os graves problemas
da Paulicéia, eles provavelmente não podem atentar
para o drama vivido por um pequeno jornal de Porto Alegre. Mas,
existem outros 17 membros na Comissão de Liberdade da
SIP, e dois deles bem próximos do drama de Bones: os
gaúchos Mário Gusmão e Gustavo Ick, do
jornal NH, de Novo Hamburgo, cidade a 40 km da capital gaúcha.
Nem essa proximidade livra as aflições do JÁ
e seu editor do completo desdém da SIP.
Este monumental cone de silêncio e omissão, que
atravessa fronteiras e biografias, continua desafiando a sensibilidade
e a competência de jornais e jornalistas, que deveriam
se perguntar o que existe por trás do amaldiçoado
caso da CEEE, que afugenta em vez de atrair a imprensa. A maior
fraude da história do Rio Grande, mais do que uma bomba,
é uma pauta em aberto, origem talvez da irritação
dos Rigotto contra o editor e o jornal que ousaram jogar luz
nessa história mal contada. Os volumes empoeirados deste
megaescândalo continuam intocados nas estantes da Justiça
em Porto Alegre, protegido por um sigilo inexplicável
que só pode ser útil a quem mente e a quem rouba,
não a quem luta pela verdade e a quem é ético
na política, como fazem os bons repórteres e como
devem ser os bons políticos.
O bom jornalismo não é aquele que produz boas
respostas, mas aquele que faz as boas perguntas e as perguntas
são ainda melhores quando incomodam, quando importunam,
quando constrangem, quando afligem os consolados e quando consolam
os aflitos.
A emoção é a última fronteira de
quem perde os limites da razão. Elmar Bones tinha ganhado
todas as instâncias do processo criminal, quando um juiz
do Tribunal de Justiça, na falta de melhores argumentos,
preferiu se assentar nos autos impalpáveis do sentimento
para decidir em favor da mãe de Germano Rigotto:
"Não há como afastar a responsabilidade da
ré pelas matérias veiculadas, que atingiram negativamente
a memória do falecido, o que certamente causou tristeza,
angústia e sofrimento à mãe do mesmo (...)".
Dona Julieta Rigotto, viva e forte aos 89 anos, ainda sofre
com a honra e a imagem maculadas de seu falecido filho, Lindomar.
Dona Enedina Bones da Costa tinha 79 anos quando morreu, em
2001, poupada assim da tristeza, angústia e sofrimento
que sentiria ao ver o drama vivido agora por seu filho, Elmar.
Mas ela teria, com certeza, um enorme, um insuperável
orgulho pelo filho honrado e corajoso que trouxe ao mundo e
ao jornalismo.
Ladrões
trocam tiros com seguranças da filha de Cristina Kirchner,
outra vez.
De Buenos
Aires , Gelson Farias
O serviço de proteção policial de Florencia
Kirchner, 18, filha da presidente da Argentina, Cristina Kirchner,
respondeu com tiros a uma tentativa de roubo de um automóvel
da equipe, em Buenos Aires. A filha da presidente escapou ilesa.

Argentina Florencia Kirchner posa entre os pais, Néstor
e Cristina
O
episódio aconteceu pouco antes da meia-noite deste sábado
diante da casa onde Florencia visitava uma amiga em Vicente
López. Quatro homens armados tentaram roubar o automóvel
e foram afastados pela segurança oficial. Um assaltante
foi ferido a tiros, outro foi preso e dois conseguiram fugir
em uma caminhonete que havia sido roubada horas antes. De acordo
com a investigação preliminar, os criminosos agiram
ao acaso, sem saber que o carro era um automóvel da segurança
policial da filha da presidente Cristina Kirchner. Florencia
é a filha mais nova da presidente e do ex-presidente
Néstor Kirchner.
Sem poder mais publicar suas farras no fotoblog, por ordem da
mamãe e do papai Kirchner, Florencia K vive arranjando
jeitos de se exibir. A última foi na sua festa de formatura,
na boate La City, onde desfilou com outras formandas fantasiadas
de "Minnie hot".
De minissaia e barriga de fora, a filha da presidente Cristina
Kirchner fez de tudo para driblar os seguranças, mas
não as câmeras. Bebeu, fumou e dançou até
o chão, ao som de cambia e reggaeton.
Dançou, mas não deu bola pra nenhum dos meninos,
apesar dos apelos nos cartazes espalhados pelo clube que diziam
"Flor Chu, deixe de partir corações".
Segundo as revistas locais, a jovem está cada dia mais
parecida com a mãe. No mesmo dia em que Flor se arrumava
e se acabava em sua festa de formatura, sem ligar para o que
ia pensar o casal presidencial, Cristina e Nestor Kirchner finalizavam
os detalhes do projeto de estatização da previdência.
Sem imaginar as conseqüências (e as fotos) que as
ações da família naquele dia iam render.
A filha Kirchner se divertindo pra valer

A filha dos Kirchner com a língua de fora

O Tango Uno, um Boeing 757 que transporta a presidente da Argentina
Este é o avião da presidente da Argentina, Christina
Kirchner, chamado de Tango Uno, o Boeing 757 que transporta
a governante principalmente em viagens internacionais. Para
muitos argentinos, no entanto, a aeronave ficou mais conhecida
por causa da polêmica causada quando a filha de Christina,
Florência, pegou uma "caroninha" para visitar
alguns amigos na Patagônia. Fato que comentamos aqui,
semana passada.
A
inteligência policial na prevenção e na
repressão ao crime
(Archimedes
Marques)
Com a crescente onda da criminalidade em que os delinqüentes
buscam cada vez mais a modernidade para a concretização
dos seus atos delituosos, estudando sempre novos métodos
para dificultar o trabalho da Polícia, esta por sua vez,
há sempre de acompanhar a evolução dos
tempos para que então realize integralmente seu potencial
como função efetivamente especializada de combate
ao crime.
A
fuga do controle da violência gerada por vários
motivos, dentre os quais, pelo sucateamento da Polícia
ao longo dos anos, fez com que o atual Estado brasileiro passasse
a correr atrás de novas soluções na tentativa
de conter, ou pelo menos amenizar o problema da insegurança
reinante no país.
Dentre
as controversas tentativas advindas de articulações
policiais ilusionistas tipo ações pirotécnicas
e miraculosas ou outros tantos super planos que morreram quase
sempre no nascedouro da proposta de superar o problema da violência,
sobreviveu a alternativa plausível que demonstrou melhor
sua força e vitalidade, se transformando em real trilha
a ser seguida por todas as Policias do Brasil, qual seja, a
inteligência policial como ótima ferramenta que
deve ser usada para revitalizar os obsoletos paradigmas da nossa
segurança publica.
Para
superficialmente entrar no tema com o breve texto é de
bom alvitre assinalar o entendimento do Delegado de Polícia
aposentado, hoje Consultor de Inteligência, Escritor e
Professor, CELSO FERRO, um dos maiores estudiosos no assunto,
quando diz: “A inteligência policial é a
atividade que objetiva a obtenção, analise e produção
de conhecimentos de interesse da segurança pública,
sobre fatos e situações de imediata ou potencial
influencia da criminalidade, atuação de organizações
criminosas, controle de delitos sociais, assessoramento às
ações de polícia judiciária e ostensiva
por intermédio de analise, compartilhando a difusão
de informações.”
Assim,
a inteligência policial busca e produz conhecimentos para
auxiliar as ações policiais, ou seja, destaca-se
como se fosse uma assessoria administrativa inerente a levantar
dados, informes, a fabricar informação do interesse
da segurança pública, que tanto pode ser usada
na prevenção quanto na repressão ao crime.
Dentro
deste patamar ideológico alguns Estados brasileiros saíram
na frente nesta verdadeira corrida de obstáculos para
melhor proteger o seu povo, formando então nas suas Polícias
as modernas e boas equipadas divisões, serviços
ou setores de inteligência policial, transformando-as
até em bases de exemplos positivos das suas gestões
administrativas.
Neste
sentido o Estado de Sergipe é referencia e possui um
bom projeto de inteligência policial. Os fatos noticiados
pela mídia comprovam esta assertiva através das
inúmeras ações positivas em prol da sociedade
decorrentes do desmonte de quadrilhas perigosas de marginais,
da apreensão constante de grandes traficantes de drogas,
doutros bandidos não menos perigosos e da solução
de investigações policiais de maiores repercussões
no nosso Estado, embora muito ainda falte para se alcançar
o auge.
Entretanto,
nesta mesma trajetória a maior parte dos Estados brasileiros
continua caminhando tímida e lentamente, talvez até
freados pelo desestímulo salarial pertinente às
classes policiais que ainda toma conta da maioria dos seus membros,
ou talvez pela falta de consciência dos seus gestores
para investirem em melhores políticas de segurança
pública.
Assim,
de uma maneira geral, infelizmente ainda assistimos as falhas
da Polícia preventiva que não consegue evitar
o crime, assistimos as falhas da Polícia repressiva que
não consegue reprimir o crime com boas investigações,
assistimos a Justiça rapidamente soltar os diversos criminosos
de toda espécie, às vezes, por conta dos inquéritos
policiais frágeis, desprovidos de boas provas que conseqüentemente
transformam as denúncias Ministeriais em instrumentos
fáceis de serem vencidos pela Advocacia criminal e, assistimos
enfim, o povo atônito sem saber o que fazer diante da
crescente violência que assola todos os lugares, vez que,
com a impunidade decorrente disso tudo crescem os valores criminosos.
Correndo
na contramão desta esperançosa espécie
de panacéia policial, muitas políticas de segurança
pública dos Estados ainda teimam em repetir projetos
fracassados e do fracasso usam-se doses maiores de remédios
inúteis ou com validades vencidas no afã de estancar
a epidemia da insegurança que se alastra por todo canto.
Reconhecer
o papel essencial como recurso digno de investimento voltado
para a inteligência policial, deve ser preeminente em
todos os Estados brasileiros, pois em assim sendo, estaremos
somando os esforços para fazer frente à preocupante
e crescente problemática.
Os
principais e mais adiantados países do mundo estão
combatendo a criminalidade e a violência melhor investindo
em planos relacionados e interligados à inteligência
policial e é dentro deste contexto que o Brasil também
deve caminhar, ao mesmo tempo em que deve ceifar de vez aqueles
projetos que restaram infrutíferos.
Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de
Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica
de Segurança Pública pela Universidade Federal
de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br
Salve
o Corinthians
PARABÉNS
CORINTHIANS CENTENÁRIO!
Por Luiz Oscar Matzenbacher
Eu até queria homenagear o SC Corinthians Paulista, que
comemora o centenário de fundação um ano
depois do SC Internacional. Exatamente no mesmo ano - 2010 -
no qual o Colorado dos Pampas comemora os 101 anos com a faixa
de Bicampeão da América e disputando o Mundial
de Clubes da FIFA. Mas supostos jornalistas corinthianos que
invadem o Comunique-Se e outros sites, como se fossem neutros,
não o permitem.
Por isso manifesto meu desejo de ver o Corinthians, essa imitação
do verdadeiro Sport Club - Internacional - conseguir obter em
um futuro não muito longínquo o primeiro título
da Copa Libertadores da América. Pretendo estar vivo,
quando isso ocorrer, para ver esse troféu chegar lá
na Fazendinha, pelo menos um pouco antes de chegar o ano do
Sesquicentenário desse SC Corinthians Paulista.
E aproveito para perguntar para qual dos dois Inter, os corintianos
e os verdadeiros jornalistas esportivos brasileiros, vão
torcer em dezembro, no Mundial de Clubes da FIFA em Abu Dhabi?
Vão torcer para a Inter azul italiana; ou para o glorioso
Inter vermelho e branco do Brasil?
Memória
da Imprensa
1 - O Jornal do Brasil, que era o "Jornal dos jornalistas",
fechou a edição impressa. Agora só na internet....O
presidente Lula assinou um artigo ontem na nova versão.
Sim, mas o Lula assina tudo...isto não faz a menor diferença....
2 - No dia 31.08, sempre agosto, circulou a última edição
impressa.Pra variar houve protestos de cerca de 200 funcionários
e ex-funcionários, no Rio.
3
- Conheci a redação do JB na av. Brasil. Quando
fui lá a primeira vez, acho que nos anos 70,começo
dos 80, conheci um jornalista que era então repórter
político, que depois ficou muito conhecido: Francisco
Vargas. Se não me engano,era gaúcho, mas tinha
um excelente texto.
4
- O sonho de todo jornalista aqui do sul era ser chamado pra
trabalhar na sucursal do JB. Quem diz o contrário,está
enganado. Também tinha a VEJA,EStadão, O GLOBO,
mas o JB pontificava...
5 - O JB hoje está nas mãos do empresário
TANURE( que os sindicatos vêem como UM MONSTRO) - quem
diria,hein e o presidente Lula chegadinho nele,assinando artigos
da nova versão, nada como o tempo -
6
- Sobre a sucursal do JB em Porto Alegre, vou contar o pouco
que sei!
Jornal
do Brasil
Os
leitores se manifestam!!!
Recebo
da Naira Sanes!
E o JB morreu ? como acabaram com um jornal desses ?
O
dia que Mitchell quase chorou !!!!!
Falei ontem com a " cara do JB" aqui no Sul, mais
precisamente no RS.José Mitchell estava muito triste,
como todos os que trabalharam no JB e ficaram sabendo que ele
deixou de circular no dia 31.08. Ele estav a com a voz muito
embargada ao falar do fechamento do JB e quase chorou ao me
passar alguns tópicos sobre o funcionamento da sucursal
do JB,onde ele trabalhou mais de 30 anos, no Sul.
Mitchell
foi demitido em 2001 do JB. Ele viu a glória e a agonia
do jornal. Trabalhou mais de 30 anos no JB em Porto Alegre.
Ele
disse ontem que não daria entrevista porque lhe devem
9 anos de FGTS e acha que tudo isto está perdido....

Mauro Mattos
Mitchell
lembrou dos tempos que a sucursal do JB em Porto Alegre tinha
10 funcionários( 9 repórteres e um fotógrafo)
fixo. As vezes contratavam frilas....
Os
chefes da sucursal do JB em Porto Alegre foram Lucídio
Castelo Branco (piauiense,irmão do famoso colunista político
Carlos Castelo Branco) e Josef Zukauskas, chamado pelos colegas
de ZUCA!
Ambos
ainda vivem...
Mitchell
disse que Zukauskas foi mais um chefe de redação
do que um diretor do JB local.
A
primeira sede do JB em Porto Alegre, fundada na segunda metade
dos anos 60, foi localizada na ARI, na av. Borges de Medeiros,915
conjuntos 401,404.
Ali
trabalhou o futuro governador Antônio Britto Filho, como
estagiário.
Ali
também começou o hoje famoso repórter da
TV Globo, Alexandre Garcia.

Alexandre
Garcia
Depois
o JB mudou-se para a rua Tenente Correa Lima, nos altos do Morro
Santa Tereza, no prédio onde hoje está a rádio
Cidade( que pertence a RBS).
Ali
ficou muitos anos. Com a crise, o JB alugou uma sala na av.
José de Alencar, num prédio em frente ao Hospital
Mãe de Deus.
Por
fim, a sucursal funcionou na casa do próprio sobrevivente
do JB no sul, José Mitchell que fica na av. Getúlio
Vargas.
Entre
os repórteres que lembro que trabalharam na sucursal
local do JB estão Carlos Alberto Kolecza, Geraldo Canalli,
Juarez Porto,Humberto Andreatta, o Betão, Angela Maria
Lopes Caporal, Bárbara de Oliveira,
Lauro Dieckmann. Fotógrafos Luís Antônio
Guerreiro, Goiano( Rubens Borges) e Mauro Mattos
Quando Mitchell trabalhou no JB formou uma série de histórias
a seu redor, que ele criou como produto de sua aplicação
na apuração de fatos.

Geraldo Canalli
Com
Leonel Brizola, por exemplo, tinha uma missão especial:queria
saber do líder onde foram gastos os dólares que
Fidel Castro havia mandado para o líder trabalhista para
fazer a revolução no Brasil, por meio de atividades
guerrilheiras.
Brizola
se irritava com as perguntas insistentes de Mitchell e o acusou
de tudo....
Uma
vez durante uma coletiva no Plaza, Brizola,diante da insistente
pergunta de Mitchell, quase perdeu as estribeiras e se atracou
nele!
Mas
foi Mitchell durante uma entrevista na TV Guaíba que
arrancou de Brizola a confissão de que realmente era
portador de uma carteira de passe livre na Varig que lhe dava
o direito de viajar o mundo todo, quando quisesse. Tudo porque
Brizola atuara favoravelmente a Varig quando esta empresa colocou
uma linha direta entre Buenos Aires e Rio de Janeiro, aos tempos
que Brizola era governador gaúcho.
Mitchell
também atuou muito como repórter no caso dos uruguaios
sequestrados, Universindo Diaz e Lilian Celiberti.
Um sábado, assisti uma cena que é digna de louvor
a um grande repórter: saiu uma decisão judicial
do caso dos uruguaios e o Jornal do Brasil no Rio de Janeiro
já tinha fechado. Era um sábado de manhã
e Mitchell, não teve dúvidas: "invadiu"
a redação da Zero Hora, falou com o editor-chefe
Carlos Machado Fehlberg e redigiu a notícia que saiu
publicada na edição dominical do jornal de Porto
Alegre.
Mitchell,
com aquela informação na mão, não
poderia aguentar até o domingo para mandar para o Rio
de Janeiro, com medo que alguém o furasse.
Como se diz sempre:não se choca notícia e Mitchell
não costuma chocar informação!
A
" grossura em pessoa"
wp.clicrbs.com.br

Paixão
Cortes
é
o novo patrono da feira
do Livro de Porto Alegre!
Nada
como o tempo!
Mais grosso não é por falta de espaço.
A Câmara Riograndense do Livro (CRL) escolheu e ontem
de manhã, dia 1/09,anunciou num café da manhã,
o folclorista Paixão Cortes, como o novo patrono da feira
de Porto Alegre. A primeira coisa que ouvi: escolha política.
Como Paixão está com o pé na cova, deram
o troféu pra ficar bem com todo mundo. Não foi
por acaso que ele foi o indicado da ARI pra este cargo.
Pessoalmente
acho o Paixão Cortes um grande marqueteiro.Ontem no programa
Jornal Gente, o coleguinha Affonso Ritter, num rasgo de elogios,
assim que a repórter da Band AM entrou do café
da manhã noticiando o Paixão rasgou-se em elogios
e exagerou;
- DOS PESQUISADOS GAUCHOS É O UNICO SÉRIO!!!!!!!!!!!!!!
Cruiz
credo!!!!!
Até
o Osíris Marins se deu conta do que foi dito e corrigiu,
aí o affonso saiu pela tangente.
Dizem que estes elogios todos é por a Ana,filha do Paixão,
é diretora comercial da Band AM; Não acredito???!!!!
Ana
era casada com o falecido diretor de jornalismo da Band, o Bira
Valdez....
Uma
vez quando este escriba era repórter da ZH foi numa entrevista
com o Paixão Cortes, que era funcionário da Secretaria
da Agricultura. Ele é agronomo. Lhe perguntei se era
verdade que nas viagens a serviço,ele também ocupava
seu tempo livro pra fazer suas pesquisas de folclore.
O
homem começou a lamber os bigodes de ódio....espumava....
TERNO DE REIS
Estava
fazendo a cobertura de praias, nos anos 70, quando fui designado
pra ir fazer a matéria de Terno de Reis em Osório.
O secretário de turismo daquele município era
o Eduardo Renda, dono da rodoviária local e o prefeito
Jorge Dariva, hoje nome de estádio no município.
Anoitecia e viu um baita de um rolo entre o Carlos Dornelles,
reporter então da TV Gaúcha e o Paixão
Cortes. O folclorista não queria botar os caras dos Ternos
de Reis a se apresentar um pouco antes apenas para gravar para
o Dornelles que queria mandar o material para a TV Globo daquela
noite e para o Jornal da Noite.
Mas
deu um arranca rabo daqueles. Achei que iam se meter de facão,
mas depois de acalmaram os dois.
-
VEDETE!!!
-
VEDETE és tu e por aí afora, eram os termos que
um usava pro outro....
Os
demais candidatos a patrono eram o Luis Augusto Fischer, o Juremir
Machado da Silva( também conhecido por o eterno PALOMAS,
só fala disto) Jane Tutikian, e o também conhecido
por Indiana Jones, o editor e agora escritor Airton Ortiz, que
outrora tinha a editora Tchê!
Pra
estes valeu a mídia,enquanto eram patronáveis....
Um
deles, ontem,depois do anúncio, saiu enfurecido e gritando
do local;
VOLTAREMOS!!!!
Teve
quem entrou em pânico: pensavam que era mais um lançamento
do livro do ANNONYMUS GOURMET SOBRE SUAS JÁ FAMOSAS RECEITAS(
que ele copiou tudo do caderninho de sua mãe CIRCE GOMES)
De
São Borja
Um perdigueiro me contou que o neto do presidente João
Goulart, Chisthopher anda madrugando e correndo as vilas de
São Borja cumprimentando todo mundo. EStá fazendo
o que o Mariovane Weis fez na primeira vez que se elegeu prefa
da Terra dos Presidentes. Cristhopher,parece, que em princípio
ser deputado estadual (PDT) mas também mira a prefeitura.Cristhopher
está com dois comitês montados no município.
Um deles fica no PASSO, como dizem em São Borja. É
que o Passo é quase uma cidade independente. Ela se localizava
no passo, mesmo, junto ao rio Uruguai.
Dependendendo,
até uma vereança cai bem para o neto do presidente
Jango!
Túnel
da Conceição será fechado

Túnel
da Conceição

Túnel
da Conceição
O Lazari
,de Serafina, me manda estas fotos do túnel da conceição,
de Porto Alegre, que segundo ele é do tempo em que o
autor se tornou portoalegrense. então é de 1969?
Eram
outros tempos. Dá pra ver, os ônibus da Navegantes
e a menor quantidade de carros na rua.....
Segundo a ZH, o túnel da Conceição, inaugurado
no fim dos anos 60, obra do prefeito Telmo Thompson Flores,
ficará 18 meses fechado. Bah,. o caos no trÂNSITO
vai ser total!!!! No fim do mês, o túnel será
fechado!
Caçando
votos
Na Expointer
de Esteio, os candidatos buscam votinhos...
Tem
sido vistos por lá o ex-goleiro Damrlei de Deus( Grêmio),
Cassiá Carpes, Gaúcho da Fronteira....
Na frente do pavilhão, vários caminhões
anunciam seus candidatos, entre eles Marco Maia(POT) Dilma Rousseff(PT)
e outros....
É
um local onde acorre muita gente....
A
vida como ela é....
O " irmão"
Um motorista da VAP,de Porto Alegre, tinha deixado a vida mundada
e se convertido á Igreja evangélica. E não
parava de encher o saco dos colegas com sua bíblia embaixo
do braço. O fanatismo do novo irmão- ele ganhou
este apelido dos colegas da empresa - era tanto que no fim da
linha ele fazia os cobradores se ajoelharam dentro do veículo
vazio e orarem....e ele lá com a Bíblia na mão
dirigindo a cena....
Até
que ele foi passando de empresa em empresa. Passou pela VTC,
Trevo, Sudeste, Nortran, Sopal e outras...Um dia mandaram ele
embora, porque ninguém mais aguentou aquela pregação
dele...
De
uma feita, o " irmão" exagerou na dose. Uma
passageira não quis passar a roleta, ele não abriu
a porta, ela passou então a roleta, ele não abriu
a porta atrás e ela teve que ir até o fim da linha
da VAP,lá perto de Viamão, pra descer. Aí
ela queria apresentar queixa e o " irmão" disse
pra ela se dirigir aquela casinha que tinha nos fundos de um
barzinho de fim de linha. Era a banheira química dos
motoristas, mas ele a indicou como sendo o local onde o fiscal
a atenderiam...
O
" irmão" anda sumido das linhas de õnibus,
mas esta história eu a ouvi dentro do ônibus Protásio,
contada pelo motora e pelo cobrador. O " irmão"
virou uma lenda entre os colegas.....
Coleguinhas

Nestor
Fips Schneider
Morre
ex-deputado
que foi jornalista
Morreu no último dia 31.08, depois de sete anos como
paciente de um AVC, o ex-deputado estadual do PDS, Nestor Fips
Schneider.
Nascido
em 7.02.1937 em Novo Hamburgo,residiu a vida toda em Campo Bom.
Foi funcionário da Strassburger( voce sabe onde pisa).
Filho
de Leopoldo G. Schnedier e de Elly M. Schneider, residiu na
rua Joaquim Pedro Soares, 299, em Novo Hamburgo.
Foi Secretário da Indústria e Comércio
do EStado e depois foi deputado estadual pelo PDS Foi casado
com Terezinha( 30.08.1943) e tem os filhos Henrique( 21.12.1963)
e Guilherme( 27.07.1966).
De
São Borja
Na
Terra doTrabalhismo, PDT não tem
um
candidato preferencial!
A
FSBorja publicou na sua edição de ontem matéria
da ACISB que solicita apoio dos são-borjenses aos candidatos
da terra.
Em
São Borja, existem candidatos locais como Cassiá
Carpes(PTB) que sempre faz entre 5 e 7 mil votos( considerando
que o município tem 30 mil e poucos eleitores é
um elevado percentual). Tem ainda Nadine Dubal,ex-vereadora
do PSDB que deverá fazer boa votação. Já
o PDT, partido do prefeito local, não conta com um candidato
preferencial. Mariovane, como é público, está
apoiando o ex-prefeito de Victor Graeff, Flávio Lammel
por compromisos assumidos com ele quando este era presidente
da Famures. Foi Lammel quem intermediou uma questão de
São Borja que era o pagamento do transporte escolar.
E
dois herdeiros do trabalhismo, Crhisthopher Goulart, neto de
Jango mais Juliana Brizola, vereadora de Porto Alegre, também
disputam o eleitorado são-borjense.
No
PP, os apostadores da eleição local indicam o
ex-vereador Rangel, que está coligado com Luiz Carlos
Heinze, deputado federal e candidato à reeleição,
como um candidato com potencial para fazer uma votação
razoável.
DE
São Borja!

Mariovane
Weis
Mariovane,
prefeito de São Borja,
prepara
caminho pra ser deputado!
Alguns observadores da cena política são-borjense
interpretam o fato de Mariovane Weis( filho do prefeito Mário
Weis) não apoiar ninguém da terra para a eleição
a deputado estadual do seu partido, como uma preparação
para ele se tornar candidato competitivo na próxima eleição.
Ele
deixará o cargo em 2012 e terá dois anos para
se tornar deputado estadual, que é o que almejam, dizem
alguns.
Isto
no momento está até contrariando algumas opiniões
locais como a da ACISB/CDL( Clube Diretores Lojistas) que escancaradamente
está apoiando ovoto nos candidatos locais, ou seja,contra
os candidatos de fora. E quem mais de fora do que Flávio
Lammel, ex-prefeito de Victor Graeff, que fica do outro lado
do Estado, como dizem aqui na fronteira Oeste.
Os
lojistas e empresários querem fazer uma campanha para
não pulverizar os votos de São Borja porque gente
sem vinculação com a cidade e com a região
não traria dividendos. A FSB publica até chamamento
das entidades na edição de ontem sobre isto.
Mas
o candidato Flávio Lammel já distribuiu até
uma carta aos sã0-borjenses pedindo seu voto e entre
seus apoiadores está o prefeito Local, Mariovane Weis.
Mas
os fatos são que todos aqui já sabem que o prefeito
colocou à disposição do candidato Flávio
Lammel a Secretaria do Trabalho,Ação Social e
Cidadania e neste momento todos os CCs tem que ser cabos eleitorais
de Flávio Lammel.
Neste
sentido, odeputado Adroaldo Loureiro(PDT) tem se queixado que
seus cabos eleitorais dentro da prefeitura estão sofrendo
represálias.
E
na Câmara Municipal os quatro vereadores do PDT se dividiram
salomonicamente: cada um deles apoia um candidato.A seguir,
daremos os nomes de quem trabalha para quem na Câmara
de São Borja...
Visitas
ao site!
O número de visitantes ao site no mês de agosto
totalizou 10164 acessos!
O
número de visitas gratifica o que a equipe tem trabalhado
para isto.
Agradeço
particularmente a todos os que se dedicam para me mandar
assuntos interessantes e exclusivos que os outros não
dão!
DE São Borja!

Weis prepara
candidatura a deputado pra daqui há 4 anos!

Lopes, apoia agora Juliana Brizola, mas quer ser prefeito de
SB em 2012!
Mariovane,
prefeito de São Borja,
prepara
caminho pra ser deputado!
Alguns observadores da cena política são-borjense
interpretam o fato de Mariovane Weis( filho do prefeito Mário
Weis) não apoiar ninguém da terra para a eleição
a deputado estadual do seu partido, como uma preparação
para ele se tornar candidato competitivo na próxima eleição.
Ele
deixará o cargo em 2012 e terá dois anos para
se tornar deputado estadual, que é o que almejam, dizem
alguns.
Isto
no momento está até contrariando algumas opiniões
locais como a da ACISB/CDL( Clube Diretores Lojistas) que escancaradamente
está apoiando ovoto nos candidatos locais, ou seja,contra
os candidatos de fora. E quem mais de fora do que Flávio
Lammel, ex-prefeito de Victor Graeff, que fica do outro lado
do Estado, como dizem aqui na fronteira Oeste.
Os
lojistas e empresários querem fazer uma campanha para
não pulverizar os votos de São Borja porque gente
sem vinculação com a cidade e com a região
não traria dividendos. A FSB publica até chamamento
das entidades na edição de ontem sobre isto.
Mas
o candidato Flávio Lammel já distribuiu até
uma carta aos sã0-borjenses pedindo seu voto e entre
seus apoiadores está o prefeito Local, Mariovane Weis.
Mas
os fatos são que todos aqui já sabem que o prefeito
colocou à disposição do candidato Flávio
Lammel a Secretaria do Trabalho,Ação Social e
Cidadania e neste momento todos os CCs tem que ser cabos eleitorais
de Flávio Lammel.
Neste
sentido, odeputado Adroaldo Loureiro(PDT) tem se queixado que
seus cabos eleitorais dentro da prefeitura estão sofrendo
represálias.
E
na Câmara Municipal os quatro vereadores do PDT se dividiram
salomonicamente: cada um deles apoia um candidato.A seguir,
daremos os nomes de quem trabalha para quem na Câmara
de São Borja...
PP
SABE
QUE YEDA NÃO EMPLACA
O
SEGUNDO TURNO!!!
O
PP( partido progressista) já tem como certa a não
ida ao segundo turno da candidato que apoia, no caso Yeda Crusius.
E preve que o segundo turno entre Fogaça e Tarso Genro
será de arrepiar....Quem viver,verá!!!
Minha
neta
Olha,gente, minha neta, toda exibida!!!

Agenda
Tarso Genro - 2 de setembro de 2010
Manhã
entrevistas a radio e jornal
Tarde
Grava programa TV e Rádio
AGENDA
2 de setembro - quinta-feira
PORTO ALEGRE
12h30 – Almoço com a FECOMERCIO
Local: Restaurante Solarium – 15° Andar
End. Alberto Bins, 665
20h00 – Participa da assinatura do Pacto da Juventude
e do Encontro dos Estudantes do PROUNI
Local: Salão de Atos do Campus ll da FEVALLE
End. RS-239, n° 2755, Bairro Vila Nova
AGENDA Novo
Hamburgo
02/09/2010 Quinta-feira
Novo Hamburgo
19 horas: Participa da assinatura do Pacto da Juventude e do
Encontro dos Estudantes do PROUNI
RS-239, n° 2755, Bairro Vila Nova
Sexo,
Mentiras e Gargalhadas - Estréia em Porto Alegre no próximo
dia 08/10 no Teatro Renascença





Oi
Olides!
Tudo bem?
A data do release foi errada. O certo é de 08 a 31/10/2010
no Teatro Renascença.
Abraço!
Claudio
Benevenga
Candidato
a deputado estadual

Um candidato sério precisa ter propostas. Pensado nisso,
eu e minha equipe passamos os últimos meses percorrendo
o estado e ouvindo gaúchos de todas as regiões.
O grande erro da maioria é querer entender o Rio Grande
como se fosse um só, o que é um grande engano.
A multiplicidade étnica e social da nossa gente, bem
como as peculiaridades de cada local, fazem com que seja preciso
pensar individualmente cada canto da nossa terra.
Acesse nosso site e veja as propostas para a sua região
e se não concordar com elas ou se tiver outras sugestões
entre contato conosco.
Fogaça a caminho do Piratini quer Caio Rocha na Assembleia.
Veja
o Vídeo.
TECON
RIO GRANDE CRIA
O IMPORT DESK
O Terminal de Contêineres de Rio Grande está colocando
em operação o IMPORT DESK. O novo canal de comunicação
permite o acesso direto dos clientes com o terminal. Assuntos
como presença de carga, desovas e posicionamentos para
vistoria ficam facilitados. O serviço pode ser acessado
através do e-mail importdesk@tecon.com.br
Todt Comunicação
Recebo
e publico
As
fotos chegaram e serão publicadas oportunamentes. Obrigado
pelo incentivo. Trabalho diuturnamente para agradar aos leitores....
Obrigado Sr. Olides pela publicação do nosso convite
no seu blog!!!
Seu blog é demais, tornei-me visita constante!
A propósito, as fotos que enviei chegaram? (dos ex-vereadores
A. Cândido e A. Hohlfeldt)
Atenciosamente,
Rosa Ângela.
Recebo
e publico!

Prezado (a)
Amigo (a),
Estou me dirigindo a VOCÊ para anunciar a minha candidatura
a Deputado Federal e pedir o teu apoio. Faço isso com
a tranquilidade, pois, ao longo de quatro mandatos como deputado
estadual, sempre honrei a nossa relação, especialmente,
a confiança que foi em mim depositada.
Como Deputado Estadual, dediquei-me à área social,
ao trabalho com jovens, às ações coletivas
e individuais, realizando atividades em todo o Estado. Tenho
orgulho de dizer que sou o parlamentar com a maior produção
legislativa na história da Assembleia Gaúcha,
com 101 leis aprovadas e 650 projetos apresentados. Honrei o
Rio Grande. O fato de trabalhar no apoio de doentes e de seus
familiares quase custou o meu mandato, mas você pode ficar
certo de que jamais desistirei desta causa.
Agora, quero fazer muito mais pelo Rio Grande e pelo Brasil.
Sou candidato a Deputado Federal e quero representá-lo
em Brasília. Lá é o centro das decisões.
É onde tudo se resolve. É lá que eu quero
estar com a minha força, juventude, coragem, experiência
e com o seu APOIO.
Por isso, peço o seu voto de confiança. Voto de
Amigo. Voto de fé. Voto de qualidade. Um voto de verdade.
Além de votar em mim, peça apoio, também,
aos seus familiares, amigos e vizinhos.
Acredite. Vem comigo!
Vote 1221
DE
BRASILIA-ESPECIAL 12
Um
banho de descarrego
Por falar em banhos de descarrego, rezas etc...que são
encomendadas, principalmente por políticos, vou contar
para vocês, uma historinha que aconteceu comigo.
O ano era de 1990. Collor estava eleito e tomaria posse no dia
15 de março. O Palácio do Planalto passava por
uma limpeza geral, sob o comando de Dona Leda, mãe do
presidente. Dona Leda não teve dúvidas, convocou
então um Pai de Santo, aí do Rio Grande, para
que desse um banho de descarrego no Palácio. A mãe
do presidente achava que com isso estava protegendo o seu “pimpolho”.
O Pai de Santo escolhido foi um amigão que eu conheci
em Pelotas, quando estava no jornal Ultima Hora e fui viver
naquela cidade por um ano, para implantar a UH do Samuel Wainner,
na zona Sul. Esse Pai de Santo, na época muito jovem
ainda, não tinha 20 anos, era o Ailton Albuquerque, que
hoje mora aí em Porto Alegre.
Depois,quando nas Empresas Bloch, fiz para a Fatos e Fotos,
um matérinha com ele. A matéria fez um sucesso
danado, principalmente na Argentina. Uma das pessoas que leu
a minha história, foi o senhor Lopes Rega, que mais tarde
com o apelido de El Bruxo, no governo de Izabelita Peron, comandou
o país.
Lopes Rega, era um peronista que, quando exilado, viveu alguns
anos em Porto Alegre, na casa do Vijones, outro exilado que
trabalhava no Diário de Noticias,como o homem da publicidade.
Com a posse de Izabelita, voou para Buenos Aires e levou para
a sua equipe, nada mais, nada menos, que o meu amigo Ailtinho.
El Bruxo por vários anos não tomou nenhuma decisão
no governo sem ouvir o Pai de Santo pelotense.
Uma ocasião a Manchete me mandou para Buenos Aires e
eu fiquei hospedado na casa do Ailton e pude constatar pessoalmente
esse fato.
Com
o fim de Izabelita no poder argentino,Ailton voltou a morar
em Porto Alegre, me parece que na Glória. Dona Leda,chegada
ao espiritismo, nas vésperas da posse de seu filho,mandou
buscá-lo em Porto Alegre. Ailtinho antes de viajar, ligou
para mim e pediu para se hospedar na minha casa. Fui buscá-lo
no aeroporto. Vi o homem chegar todo paparicado por vários
deputados e até um senador gaúcho. No caminho
do aeroporto até a minha casa ele foi me contando o motivo
da sua viagem. Disse que havia sido convidado pela dona Leda
para benzer o terceiro andar do Palácio do Planalto,
onde Collor teria o seu gabinete. Estava feliz da vida e cheio
de orgulho. Me dizia que a turma do espiritismo de Porto Alegre
estavam morrendo de inveja do sucesso dele. Almoçamos
e ele nem quis comer a sobremesa. Precisava se vestir com toda
a indumentária de Pai de Santos para ir ao encontro da
Dona Leda. Todo paramentado, cheio de panos coloridos e cheio
de colares e um turbante enorme, embarcou num carro da Presidência
que fora até a minha casa para buscá-lo.
Uma hora depois de sua triunfal saída, para a minha surpresa
o Ailtinho entrava no meu apartamento furioso da vida.

Pai de Santo
Ailtinho
Quis logo saber o que tinha acontecido. Ele me contou, que antes
mesmo de entrar no Palácio foi chamado por um assessor
de Dona Leda, que lhe informou que não era preciso mais
a limpeza que estava prevista. Recebeu o seu dinheiro, os agradecimentos
e foi mandado embora.
O Ailtinho estava chocado. Me dizia, falando cerrando os dentes,
que não sabia como voltar para Porto Alegre. Seria gozado
e humilhado pelos demais pais de Santos de lá.
Fique com pena dele e propus uma solução, não
muito honesta, mas que na hora valia. Disse que falaria com
uma repórter amiga e que faria uma bela matéria
com ele. Imediatamente liguei para a minha amiga e conterrânea
Marlene Galeazzi, que na época estava no Estadão.
Liguei para a Marlene e disse: tu te lembras da história,
que dias atrás te contei sobre o meu amigo pai de Santo
de Pelotas e que mandou no governo de Izabelita Peron???? Ela
me respondeu que se lembrava sim. Aí completei dizendo
que o Ailtinho estava em Brasília, hospedado na minha
casa. Ela gritou então pelo telefone: já estou
chegando aí.
Meia hora depois a Marlene estava no meu apartamento com o fotografo
do Estadão, o André Dussek, que hoje é
o chefe dos fotógrafos da sucursal aqui em Brasília.
O Ailtinho contou para ela rapidamente o motivo da sua vinda
à Brasília. Claro que emitiu que não tinha
nem entrado no Palácio e deixou essa parte para mim.
Os três correram para o Palácio. Claro que não
puderam entrar. Fizeram então várias fotos na
rampa do Planalto, na Praça dos Três Poderes e
arredores. A segunda parte da entrevista ficou para mim.
Falei como se fosse o nosso pai de Santo. Esmerei-me na narrativa.
Fui dizendo que o Collor teria um inicio de governo dos mais
brilhantes, mas que passado algum tempo, começaria a
enfrentar problemas. E não é que deu certo...
O Estadão deu uma foto na primeira página e a
matéria da Marlene em quase meia página do jornal.
Já o Jornal da Tarde, do grupo, deu na capa uma imensa
foto do Ailtinho descendo a rampa do Palácio do Planalto
e uma página inteira de texto nas páginas internas.
É claro que não fui muito decente. Mas salvei
a reputação dele diante dos espíritas gaúchos.
Por isso que não acredito muito no espiritismo. Mesmo
sendo criado e educado na religião católica,também
não acredito em mais nada. Hoje sou agnóstico.
Mas sou daquela velha teoria: eu não creio em bruxas,mas
que elas existem,elas existem...
Dilma e o seu Ministério
Com a certeza da vitória, Dilma continua pensando em
seu futuro Ministério. Já sabe quem será
o seu ministro das Relações Exteriores, Celso
Amorin, o ministro da Casa Civil Antonio Palloci e o presidente
do Banco do Brasil, Henrique Meireles.
Agora, já escolheu o seu futuro ministro da Justiça.
E o cara é... o deputado paulista José Eduardo
Cardoso.
José Eduardo nasceu em 1959 e hoje é o secretario-geral
do Diretório Nacional do PT. Está no seu segundo
mandato e é muito bem relacionado no Congresso. Mas segundo
o Claudio Humberto,ele acha que o José Eduardo Cardoso,
vai ser o Chefe da Casa Civil. E mais um nome surgiu: é
o de José Pimentel. Para a onde,ninguém sabe ainda.
Militares
querem ouvir os três candidatos
Os
comandantes militares ( leia-se Marinha,Exercito e Aeronáutica),convidaram
os três candidatos a presidência da republica,para
que fizessem nos clubes que presidem,um debate. Seria só
para o militares. Nada de coleguinhas na festa.
Alegam que em 64,eram tenentes e capitães e por isso
pouco participaram da “redentora”.Gostaria então
agora,de ouvir os candidatos para saberem deles, o que pretendem
fazer,caso eleitos. Serra e Marina Silva,toparam. Já
a nossa cumpanheira,mandou dizer que não aceita fazer
o debate. É uma pena...
Sergio Ross
Maragatos

Brizola
(
do dicionário político de SCF)
Apelido
atribuído aos federalistas pelos seus adversários
castilhistas, na guerra civil de 1893/95 e que perpetuou ao
longo de todo período de dominação castilhista
e borgista. A origem da alcunha deriva da circunstância
de Gumercindo Saraiva trazer em suas forças, quando da
invasão de 1893, numerosos uruguaios do DEpartamento
de San José, onde avultavam os originários da
Maragateria, " área de cerca de 350 quilômetros
quadrados, situada na Província de Léon e localizada
entre Astorga e El Teleno. Cambarros e Santiago Millas "
( Reverbel, Maragatos e PicaPaus, da LPM,1985, p. 5)
Per
terem ascendência bérbere e hábitos nômades
,sendo inclinados ao ofício de mensageria e tropeada,os
maragatos sofriam na Espanha alguma discriminação.
Reverbel acrescenta: " Como acontecera anteriormente com
os farrapos,os federalistas não tardaram a dar a volta
por cima, assimilando, adotando e legitimando, com orgulho,
a alcunha que lhes fora endereçada para desprestigiá-los.
E eles próprios pasaram a intitular-se maragatos, com
muita honra.."

Brizola
Chimangos
Apelido
pelo qual eram chamados, pelos seus antagonistas na campanha
eleitoral de 1922 e nas revoluções que se lhe
seguiram, os partidários do presidente do Estado, Antônio
Augusto Borges de Medeiros. Este fora satirizado em 1915, pelo
famoso poema " Antônio Chimango", de autoria
do senador Ramiro Barcellos, este sob o pseudônimo de
Amaro Juvenal.
Por
sua debilidade física,, o chefe republicano foi comparado
à menor ave de rapina dos campos gaúchos, o ximango,
de porte menor que o carcará.
Em
razão da sátira política, muito difundido
no meio oposicionista,, a alcunha se popularizou e se estendeu
também aos correligionários de Borges de Medeiros.
Numa
acepção mais antiga,que é informada pelo
cronista Pereira Coruja, em suas " Antigualhas", "
chimangos" seriam chamados os soldados do batalhão
de infantaria sediado em Porto Alegre , o qual teve depois denominação
de Oitavo.
Em
outras províncias brasileiras,, a alcunha também
foi aplicada a facções políticas, com sentido
pejorativo, confome o Dicionário Aurélio.( com
dicionário político de SCF).
O
LEONEL BRIZOLA MARAGATO!!!!
cOMO ESTAMOS NO MES DA REVOLUÇÃO FARROUPILHA,
UM ASPCETO DO LIDER DO TRABALHISMO, LEONEL BRIZOLA, COMENDO
UM CHURRA DE LENÇO VERMELHO. GIOVANI CHERINI, VIEIRINHA,ENTRE
OUTROS PEDETISTAS ACOMPANHAM BRIZOLA NESTA OPORTUNIDADE.
Exibição
de filmes no Museu Hipólito
Prezados amigos:
As
exibições de filmes no Museu Hipólito serão
retomadas, a partir de setembro.
Nesse mês, como sempre, exibimos filmes gaúchos,
ou de temática riograndense.
Faremos uma atividade conjunta - Cinema e Imprensa. Historiadores
e jornalistas comentarão o tema dos filmes selecionados.
Lembramos que os filmes serão exibidos aos sábados,
às 16 h, e a entrada é franca.
Abraço
a todos,
Carlinda
Coord. do setor de Cinema
do Musecom
" Cinema e Imprensa: a História Gaúcha
04/09/2010 / 16 h
Apresentação: Roberto Rossi Jung / escritor, jornalista
e historiador.
Anahy de las Missiones (Brasil, 1998 – 115m), de Sérgio
Silva
Anahy de Las Missiones é a saga de uma mulher e seus
filhos lutando pela sobrevivência durante a Revolução
Farroupilha (1835 - 1845). Juntos, arrastando um velho carroção,
enfrentam a guerra, a morte e o medo. Mãe-Coragem, Anahy
só tem um objetivo: manter sua família unida a
qualquer custo. Para sobreviver, perambulando pelo Rio Grande
recolhendo os pertences dos combatentes mortos e negociando-os
com os soldados de ambas as facções. Evitando
comprometer-se com qualquer um dos lados, acredita que assim
a tragédia da guerra não irá envolvê-la.
Inevitavelmente, porém o conflito se infiltrará
em suas vidas, e Anahy vai, sem saber, ao encontro de um obstáculo
além de sua determinação.
11/09/2010 /16h
Apresentação: Sérgio Roberto Dillenburg
/ jornalista / escritor/ fundador do MUSECOM.
A Paixão de Jacobina (Brasil, 2002 – 100m), de
Fábio Barreto
Em 1871, na cidade de São Leopoldo, uma colônia
de imigrantes alemães luta para sobreviver em uma região
marcada pelos efeitos da Guerra do Paraguai. É lá
que vive Jacobina Mentz (Letícia Spiller). Líder
de uma seita religiosa dissidente do protestantismo que é
conhecida como "os Mucker", Jacobina tem visões
e recebe mensagens que acredita serem de Jesus Cristo, passando
então a cuidar dos pobres e desválidos. Com o
passar do tempo a comunidade de seguidores dos Mucker aumenta
cada vez mais, fazendo com que os líderes da sociedade
local passem a discutir meios de neutralizar o poder cada vez
maior que Jacobina exerce sobre a população.
18/09/2010 /16h
Apresentação: Drª Elizabeth W. Rochadel Torressini
/ historiadora, escritora e professora universitária.
Netto Perde Sua Alma (Brasil, 2001 – 103m), de Tabajara
Ruas e Beto Souza
Ferido durante a Guerra do Paraguai (1864-1870), o general brasileiro
Antônio de Souza Netto é recolhido ao hospital.
Ali percebe coisas estranhas acontecendo com outros pacientes
ao seu redor. Numa noite, recebe a visita de um antigo companheiro,
sargento Caldeira, ex-escravo. Juntos rememoram o passado comum
durante Guerra dos Farrapos (1835-1845). São muitas histórias,
encontros trágicos, amigos e inimigos, amores e desafetos.
Netto recorda o exílio em Piedra Sola, Uruguai, depois
da derrota dos farroupilhas; o convívio com os fantasmas
do passado; a descoberta do amor, com Maria Escayola e a Guerra
do Paraguai. Naquela noite, unidos por duras lembranças,
revelações surpreendentes e um terrível
segredo, os dois veteranos enfrentam o derradeiro desafio.
25/09/2010
Apresentação:
Antônio Goulart / jornalista e escritor.Vice-diretor do
Departamento de Divulgação da ARI e Coordenador
do Setor de Concursos desta entidade.
Cerro do Jarau (Brasil, 2005 – 86m), de Beto Souza
Três primos foram criados em um local mágico do
sul do Brasil conhecido como Cerro do Jarau. Eles cresceram
sob a influencia da lenda de uma princesa aprisionada no corpo
de uma lagartixa, e que vive em uma caverna. Entre os três
primos, é a menina, Rebeca, a mais corajosa, e a que
teve coragem de desafiar essa lenda. Porém, todos cresceram
e ela foi ajudar o seu marido na venda de um clube. Mas o comprador
do local os engana, e recusa -se a pagar o que deve. Seu marido,
pressionado por um criminoso a saudar uma dívida, acaba
praticando um assalto. Rebeca, traída e humilhada, decide
fugir para o Cerro do Jarau, onde reencontra suas lembranças
e as antigas lendas da região.
* O tempo da apresentação que antecede ao filme
é de 20 min.
UM
JORNAL QUE COMEÇOU
NUM GALINHEIRO
O ano de 1960 estava chegando ao fim. Um cheiro de crise política
estava no ar. O Governador Leonel Brizola, no Piratini, já
se preparava para iniciar uma campanha pelo Legalidade no país.
Mas tudo bem...Este é um outro assunto.
O jornal Ultima Hora,do Samuel Wainer, era um sucesso no meio
jornalístico do país. Estava circulando em Porto
Alegre, onde enfrentava a dura concorrência dos jornais
da Caldas Junior, o Correio do Povo e a Folha da Tarde. Eu era
repórter esportivo.
Como fui jogador do Grêmio,o Nestor Fedrizzi, achou que
eu devia cobrir o Olímpico. Que tempo bom. O time era
uma equipe séria, dirigida por Osvaldo Rolla, o “seu
Foguinho”.
Enquanto no Grêmio era só alegria, eu andava muito
triste. Chorando pelos cantos (vocês pensam que homem
não chora????). Tinha levado o fora da minha namorada,
que me trocou pelo teatro. Que fazer? O teatro era a alma dela...
O Samuel Wainer, nas suas loucuras, estava lançando jornais
pelo Brasil inteiro. No sul, pretendia lançar a UH em
Caxias do Sul, para concorrer com O Pioneiro e em Pelotas, para
concorrer com o Diário Popular e com o seu vespertino,
a Opinião.
Aí o Neu Reiner e o Nestor Fedrizzi que comandavam aí
em Porto Alegre a Ultima Hora, mais com pena de mim do que preocupados
com a minha competência, me chamaram e disseram: tu és
o homem para dirigir a Ultima Hora na região sul. É
claro que levei um susto. E eu sabia o que era dirigir um jornal?
Eu sabia era conseguir noticias do Grêmio para as páginas
de esporte. E outra coisa, ia tirar da cidade de Pelotas do
meu amigo Carlos Camargo, que lá estava a um ano, comandando
a sucursal do jornal. Mas tudo bem, pensei cá com os
meus botões, ia pra longe e assim curar a minha fossa
amorosa.
Logo que cheguei em Pelotas comecei a montar a minha equipe
e inocentemente, a primeira coisa que fiz, foi procurar a redação
do jornal o Diário Popular. Lá, conheci uma grande
cara, diretor do jornal, que pertencia a família Fetter,
era o Clair Rocheffort que me disseram,dias atrás, está
com 80 anos, sendo que 60 desses anos, passou dentro do Diário,ali
na rua Quinze de Novembro,bem no centro de Pelotas. Fui lá,
pedir a ele que me indicassem gente para eu contratar.
Hoje me dou contra da minha ingenuidade. O Clair, achou meio
estranho, mas mesmo assim, colocou a redação do
Diário a minha disposição. Imagina, ir
na casa do inimigo pedir apoio. Mas ele me deu esse apoio e
eu contratei algumas pessoas como o Wilson Lima,um dos melhores
fotógrafos que eu já conheci e filho de um outro
grande fotógrafo do Diário, o Ramão Barros.
Contratei mais um repórter, que estudava direito e fazia
um bico como redator, para poder pagar seus estudos. Era o Oscarzinho
. O Oscar Valério Borges, um grande cara também.
Um texto maravilhoso. E assim comecei a montar a redação
do jornal que começou a circular imediatamente.

Homenagens
aos 120 do Diário Popular, de Pelotas...realizadas na
semana passada.
Nós mandávamos os texto de ônibus para Porto
Alegre por volta das 18 horas e no dia seguinte, às seis
da matina, íamos para a rodoviária esperar a edição
da UH/ Pelotas. Foi um sucesso. Mas eu, ainda inocentemente,não
tinha avaliado o mal que estava fazendo para os companheiros
do Diário Popular.
À noite, antes de ir para o Bar Bavária
onde eu gostava de beber o melhor chope do Brasil e comer o
melhor sanduíche aberto que já comi passava na
redação do jornal para conversar com o Clair.
Aí fui conhecendo a história do Diário.
O jornal que agora completa 120 anos de existência, começou
por incrível que pareça,dentro de um galinheiro.
Claro que vai aqui, um pouco de exagero mas muito carinho. É
que apareceu na redação do jornal, que dava os
seus primeiros passos,uma pessoa oferecendo a venda de uma impressora
que, servia, acreditem, como poleiro de um galinheiro numa fazenda
nos arredores da cidade. No fundo,nunca fiquei sabendo como
essa impressora foi parar nesse lugar tão feio.
Mas o jornal cresceu. Tornou-se o jornal sério e respeitado
que é hoje, na zona sul do nosso estado.
Nesse jornal,além do Clair, conheci gente fabulosa. Por
exemplo: o Wilson Lima, que não quis ir para o Rio comigo,trabalhar
na Manchete. Conheci o velho Ramão Barros,pai do Wilson,que
fazia milagres
com uma maquina toda amarrada com arames e e fitas durex.
Na espera de um eclipse lunar, o seu Ramão, que já
tinha ouvido falar que existiam nos departamentos fotográficos
de jornais mais modernos do país, um equipamento chamado
teleobjetiva. Esse canudo, aproximava mais a imagem das velhas
máquinas tipo caixão que os fotógrafos
usavam.
Seu Ramão não teve dúvida. Foi para a oficina,
apanhou dois tubos de papelão que vinham nas bobinas
do papel do jornal e ao seu modo,não sei como,criou a
primeira tele-objetiva de papelão. Não sei o que
ele fez. A verdade, me contava o seu filho Wilson, que a tele
funcionou e o seu Ramão, conseguiu fotos maravilhosas
como só ele conseguia fazer.
O jornal tinha uma tiragem diária de 4 mil exemplares.
Mas não vendia tudo, porque alguém da circulação,
desviava 2 mil exemplares para vender como papel velho. Um crime.
Mas um dia, os 4 mil foram esgotados em poucos minutos depois
de terem sido colocados nas bancas.
É que a turma da oficina resolveu brigar com o colunista
Carlos Alberto Motta, um ícone do colunismo social no
sul.
O Motta, muito cuidadoso, exigia que a paginação
de sua coluna saísse como ele queria. Isso irritava a
turma da oficina. Aliás, esse problema sempre aconteceu
em todas as redações. As brigas dos repórteres
com a turma da gráfica era uma constante.
A turma da oficina, para se vingar do Motta, resolveu acrescentar,
no final do texto da coluna, o seguinte: “Seu fresco (fresco
era o que ninguém gostava de ser chamado no sul), vai
pra puta que te pariu...
O texto passou pelo revisor, que também resolveu participar
da vingança, deixando que a coluna fosse impressa. Resultado,
assim que o jornal estava nas ruas e os leitores leram a gracinha,
sem graça dos gráficos, o jornal ficou esgotado
em poucos minutos. Não foi bonito isso,mas história
é história.
Lá na redação do Diário conheci
gente maravilhosa. Profissionais competentes como o repórter
Carlos Alberto Chiarelli, que foi anos depois, ministro do Fernando
Collor. Conheci o Bachieri Duarte, que mudou-se para Porto Alegre.
Conheci o Ubirajara Tim, que acabou em Brasília, ocupando
importantes cargos no governo Geisel. Conheci um velho comunistão,
o Curvello, que estava na redação para cobrir
tudo o que acontecia nos sindicatos pelotenses. Na verdade,
estava ali para agitar. Elegeu-se vereador, acabou preso e depois
exilado em Montevidéu. O Curvelo estava na Câmara
de Vereadores, que ficava na Prefeitura,quando um capitão
do exército, do Nono Regimento de Infantaria, avisou
ao Presidente da Câmara, que estava ali, com a sua tropa
para prender o Curvelo. Disse, não muito amistosamente,
que se os vereadores não entregassem ele, muitos outros
vereadores seriam também detidos. É claro que
os companheiros, depois de entregarem o Curvello, correram para
ver a saída do herói. O Curvelo, quando chegou
na porta do carro, que ia transportá-lo para o quartel,
olhou para os vereadores debruçados na sacada, levantou
os braços e todo mundo ficou esperando um discurso histórico.
Ele olhou firme para a sua turma e lascou: Getúlio...
(Getúlio Dias,anos depois foi eleito deputado federal
pelo partido de Brizola) joga daí a minha “buena.”,
que era como ele chamava a sua boina.
Anos depois, encontrei o Curvelo, exilado no Uruguai,como lavador
de pratos em um restaurante da cidade. Um grande cara. Que saudades
desses comunistas... Conheci o Irajá Nunes,o Mirim. Um
craque como repórter policial. Meu pessoal fazia marcação
cerrada sobre ele, para não serem furados. Conheci o
Álvaro Piegas, que depois virou, com sucesso, diretor
de teatro. O Piegas montou numa semana santa, um espetáculo
da crucificação de Cristo. O espetáculo
foi na Praia do Laranjal. Além dos atores principais,
foi obrigado a contratar alguns artistas extras, para completar
o elenco. Era uma tarde fria e chuvosa.
Mesmo assim o publico foi em massa para a beira da lagoa, assistir
às cenas religiosas. Os dois artistas extras ficaram
sendo soldados e acompanhavam bem de perto o Jesus, carregando
a sua pesada cruz.
Receberam então instruções do diretor,
para de vez em quando, darem umas chicotadas no pobre do Cristo.
Mas como estava frio e chovendo, como disse, os nossos guardinhas
em cada parada irresponsavelmente,
corriam para os bares que estavam ao longo da cena e bebiam
umas cachaças a mais, para esquentar o corpo. Resultado:
ficaram completamente bêbados e resolveram descontar no
pobre Jesus. O Jesus, lá pelas tantas não agüentou,
largou a cruz no meio da rua e partiu para cima dos seus guardas,
chamando eles aos gritos de filhas da puta e outros palavrões,
nenhum dignos de um Cristo. Os guardas se mandaram, deixando
o espetáculo sem eles. Mas mesmo assim o Piegas foi aplaudido
como diretor do espetáculo.
O fotógrafo Santos Vidarte, trabalhava na Caldas Júnior.
Era o cobrão da fotografia e também era professor
na URGS. Numa de suas aulas, resolveu fazer uma crítica
ao Diário Popular. Disse que o jornal pelotense, era
um exemplo de que,como não se devia fazer um jornal.
Santos Vidarte foi infeliz nessa sua aula. Ele não conhecia
bem o jornal de Pelotas. Mas tenho certeza, conhecendo o Santos
como eu o conheci, que ele se arrependeu do que disse. Ele não
era pessoa de fazer esse tipo de comentário.
Que saudades dos tempos que vivi em Pelotas e era obrigado acordar
bem cedo para ler o Diário, que estava ainda quente,
recém saído das barulhentas rotativas, para saber
se não tinha sido furado. Muitas manhãs sofria,
porque era furado seguidamente.
Sergio
Ross
A
inteligência policial na prevenção e na
repressão ao crime
(Archimedes Marques)
Com a crescente onda da criminalidade em que os delinqüentes
buscam cada vez mais a modernidade para a concretização
dos seus atos delituosos, estudando sempre novos métodos
para dificultar o trabalho da Polícia, esta por sua vez,
há sempre de acompanhar a evolução dos
tempos para que então realize integralmente seu potencial
como função efetivamente especializada de combate
ao crime.
A
fuga do controle da violência gerada por vários
motivos, dentre os quais, pelo sucateamento da Polícia
ao longo dos anos, fez com que o atual Estado brasileiro passasse
a correr atrás de novas soluções na tentativa
de conter, ou pelo menos amenizar o problema da insegurança
reinante no país.
Dentre
as controversas tentativas advindas de articulações
policiais ilusionistas tipo ações pirotécnicas
e miraculosas ou outros tantos super planos que morreram quase
sempre no nascedouro da proposta de superar o problema da violência,
sobreviveu a alternativa plausível que demonstrou melhor
sua força e vitalidade, se transformando em real trilha
a ser seguida por todas as Policias do Brasil, qual seja, a
inteligência policial como ótima ferramenta que
deve ser usada para revitalizar os obsoletos paradigmas da nossa
segurança publica.
Para
superficialmente entrar no tema com o breve texto é de
bom alvitre assinalar o entendimento do Delegado de Polícia
aposentado, hoje Consultor de Inteligência, Escritor e
Professor, CELSO FERRO, um dos maiores estudiosos no assunto,
quando diz: “A inteligência policial é a
atividade que objetiva a obtenção, analise e produção
de conhecimentos de interesse da segurança pública,
sobre fatos e situações de imediata ou potencial
influencia da criminalidade, atuação de organizações
criminosas, controle de delitos sociais, assessoramento às
ações de polícia judiciária e ostensiva
por intermédio de analise, compartilhando a difusão
de informações.”
Assim,
a inteligência policial busca e produz conhecimentos para
auxiliar as ações policiais, ou seja, destaca-se
como se fosse uma assessoria administrativa inerente a levantar
dados, informes, a fabricar informação do interesse
da segurança pública, que tanto pode ser usada
na prevenção quanto na repressão ao crime.
Dentro
deste patamar ideológico alguns Estados brasileiros saíram
na frente nesta verdadeira corrida de obstáculos para
melhor proteger o seu povo, formando então nas suas Polícias
as modernas e boas equipadas divisões, serviços
ou setores de inteligência policial, transformando-as
até em bases de exemplos positivos das suas gestões
administrativas.
Neste
sentido o Estado de Sergipe é referencia e possui um
bom projeto de inteligência policial. Os fatos noticiados
pela mídia comprovam esta assertiva através das
inúmeras ações positivas em prol da sociedade
decorrentes do desmonte de quadrilhas perigosas de marginais,
da apreensão constante de grandes traficantes de drogas,
doutros bandidos não menos perigosos e da solução
de investigações policiais de maiores repercussões
no nosso Estado, embora muito ainda falte para se alcançar
o auge.
Entretanto,
nesta mesma trajetória a maior parte dos Estados brasileiros
continua caminhando tímida e lentamente, talvez até
freados pelo desestímulo salarial pertinente às
classes policiais que ainda toma conta da maioria dos seus membros,
ou talvez pela falta de consciência dos seus gestores
para investirem em melhores políticas de segurança
pública.
Assim,
de uma maneira geral, infelizmente ainda assistimos as falhas
da Polícia preventiva que não consegue evitar
o crime, assistimos as falhas da Polícia repressiva que
não consegue reprimir o crime com boas investigações,
assistimos a Justiça rapidamente soltar os diversos criminosos
de toda espécie, às vezes, por conta dos inquéritos
policiais frágeis, desprovidos de boas provas que conseqüentemente
transformam as denúncias Ministeriais em instrumentos
fáceis de serem vencidos pela Advocacia criminal e, assistimos
enfim, o povo atônito sem saber o que fazer diante da
crescente violência que assola todos os lugares, vez que,
com a impunidade decorrente disso tudo crescem os valores criminosos.
Correndo
na contramão desta esperançosa espécie
de panacéia policial, muitas políticas de segurança
pública dos Estados ainda teimam em repetir projetos
fracassados e do fracasso usam-se doses maiores de remédios
inúteis ou com validades vencidas no afã de estancar
a epidemia da insegurança que se alastra por todo canto.
Reconhecer
o papel essencial como recurso digno de investimento voltado
para a inteligência policial, deve ser preeminente em
todos os Estados brasileiros, pois em assim sendo, estaremos
somando os esforços para fazer frente à preocupante
e crescente problemática.
Os
principais e mais adiantados países do mundo estão
combatendo a criminalidade e a violência melhor investindo
em planos relacionados e interligados à inteligência
policial e é dentro deste contexto que o Brasil também
deve caminhar, ao mesmo tempo em que deve ceifar de vez aqueles
projetos que restaram infrutíferos.
Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de
Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica
de Segurança Pública pela Universidade Federal
de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br
Coleguinhas
*A
mesa, como eles dizem, do Stella Gril na segunda última
esteve de casa cheia. Começou com o Carlos Chagas, o
Serginho, o Claudio Humberto e hoje tem jornalista de tudo quanto
é veículo que pinta lá. Na segunda, foi
também o Josias de Souza, do FOLHÂO.
Eles
conversam e o Serginho por baixo da mesa fica tomando nota dos
furos que eles contam e não dão nos seus veículos.
São uns baucos, como dizem lá em Serafina!
*A matéria daqui sobre o Diário Popular, dos 120
anos dele, que o Serginho fez, nasceu assim: eu achei no sábado
um exemplar na rodoviária,atirado num banco. Li a matéria
e liguei pra ele no domingo de manhã, que literalmente
enlouqueceu. Mas só mandou a matéria ontem...
*Matéria
boa é aquela que o cara ri quando lê..Diz o Serginho
que seu colega Edson do MT, ria enquanto lia a matéria.
*Eu ria muito quando o MAZZARINO fazia o GUAXO. Agora ele virou
homem sério. Nem meu livro sobre Serafina leu..
*Deixa estar jacaré, que a lagoa há de secar!
REPARTINDO
O PÃO
Por Carlos Chagas
Diz o refrão popular que quem parte e reparte fica com
a melhor parte. Outro dia o presidente do PMDB, vice-presidente
na chapa de Dilma Rousseff, repartiu o pão. Disse aos
seus deputados e senadores, num jantar de gala, que o partido
não abriria mão do que tem direito, no futuro.
Mais tarde, Temer desmentiu estar o PMDB loteando o governo
Dilma. Se alguém pensasse assim estaria enganado e desautorizado.
O novo ministério dependerá da presidente, o partido
não vão exigir nem impor ministérios.
A conclusão a tirar dessa aparente contradição
é de que o pão será primeiro repartido
no Congresso, nessa refeição inicial da aliança
do PMDB com o PT. A chefia e a condução do Executivo
será da candidata, se ganhar a eleição,
como parece.
Mas o comando do Congresso será deles, peemedebistas,
da mesma forma se elegerem as maiores bancadas na Câmara
e no Senado. Traduzindo: preparam-se para ocupar as presidências
das duas casas. Num caso com Henrique Eduardo Alves. No outro,
com José Sarney. Aos companheiros serão oferecidos
pedaços de pão, como lugares importantes nas mesas
diretoras. Para os partidos menores, migalhas.
Como se trata do café da manhã, será preciso
projetar as refeições seguintes, o almoço,
o jantar e a ceia. Repartir o pão, claro, mas se Dilma
Rousseff fizer o mesmo, ou seja, se abrir para o PMDB vagas
no ministério, em troca do apoio para a aprovação
dos múltiplos projetos de interesse do futuro governo.
Nessa hora valerá atéservir pão dormido,
prelúdio das negociações. Quanto a saber
o seu tamanho e paladar, dependerá do resultado das eleições.
POR QUE NÃO FIZERAM?
Uns poucos dias de propaganda eleitoral obrigatória no
rádio e na televisão servem para mostrar como
a busca de votos aproxima-se do ridículo. Todos prometem
tudo, dos candidatos presidenciais aos pretendentes aos governos
estaduais, ao Congresso e às Assembléias. Seria
cômico se não fosse trágico assistir velhos
e moços, homens e mulheres, anunciando escolas, hospitais,
estradas, hidrelétricas, transportes coletivos, segurança
pública, ascensão social, empregos, distribuição
de renda e até felicidade.
Razão mesmo parece ter Plínio de Arruda Sampaio,
que em seus curtos segundos de exposição na mídia
consegue perguntar em tom hilariante: tiveram dezesseis anos
para realizar tudo o que prometem agora e não realizaram.
Quem acredita?
No caso, a referência é para os oito anos do tucanato
de Fernando Henrique e os oito do Lula...
AGORA NÃO VAI DAR
Uma característica do processo político brasileiro
é de que, como regra, todo presidente chega ao poder
culpando o antecessor pelas dificuldades encontradas. Criticar
o passado constitui saída fácil para quem se mostra
em dificuldades para enfrentar o futuro. Há exceções,
como no caso de Juscelino Kubitschek, mas é bom lembrar
que Getúlio Vargas assumiu jogando farpas em Eurico Dutra.
Depois,Café Filho prometeu exorcizar a era Vargas. Aliás,
foi o primeiro mas não o último. Jânio Quadros
disse o diabo de Juscelino, ainda que estrategicamente pelo
rádio, sabendo que levaria um soco na cara se discursasse
de corpo presente. João Goulart mandou rever a política
econômica e social de Jânio, a quem acusava de desequilibrado.
Dos militares, é bom lembrar que o marechal Castello
Branco escreveu ao filho dizendo-se síndico de uma massa
falida. Costa e Silva, ao prometer humanizar o governo, atingiu
Castello na moleira, ao tempo em que Garrastazu Médici
meteu a faca na metade do governo Costa e Silva. Ernesto Geisel
referia-se na intimidade de forma pejorativa aos tempos do “milagre
brasileiro” de Médici, enquanto João Figueiredo
deu o gelo em Geisel.
Com a democratização, mesmo cauteloso enquanto
candidato, Tancredo Neves apelidava certos juristas do período
militar de “jurilas”, metade gorilas. José
Sarney não sossegou até reformar o ministério
escolhido por Tancredo e foi ofendido por Fernando Collor, a
ponto deste anunciar que mandaria prender aquele. Itamar Franco
isolou completamente Fernando Collor, a quem acusava de pecar
contra os dez mandamentos. Fernando Henrique, mesmo eleito por
obra e graça de Itamar, jamais perdeu uma oportunidade
de expô-lo ao ridículo. E quanto ao Lula, por longo
tempo lembrou a “herança maldita” recebida
do sociólogo.
Essas lembranças vem à tona por conta da impossibilidade
técnica de Dilma Rousseff fazer o mesmo diante do antecessor.
Ou não?
Convite
Antigua
Bodega Stagnari, promove nesta quarta-feira (1/9) degustação
dos seus premiados vinhos no Parque de Exposições
de Esteio, na Expointer 2010
Antigua Bodega Stagnari, promove nesta quarta-feira (1/9) degustação
dos seus premiados vinhos no Parque de Exposições
de Esteio, na Expointer 2010. Evento faz parte de recepção
no Pavilhão Internacional, com a presença de autoridades
uruguaias. Marco Vanzini, da COMERSUR, recepciona clientes e
convidados. A Antigua Bodega Stagnari foi fundada em 1880.
Todt Comunicação
Histórias
de La Ùndeze
Nilton
Zalta

Deise Nunes
No
dia que Deise Nunes,
a
Miss Brasil, negra,
parou Serafina...
Quando
fui pesquisar para meu livro Cosi La ze stata, falei com o inspetor
de Polícia Nilton Zalta da delegacia local para me contar
causos de enforcamentos na cidade. Eu sabia que eles eram em
número muito grande.
Aí
ele me disse que tinha uma foto, que ele mesmo havia tirado,
de um desfile da ex-Miss Brasil, Deise Nunes, em Serafina. Fiquei
meio a fim de colocar a foto no livro, mas ele só agora
me mandou a preciosidade....
Então
publico aqui para os leitores verem um desfile em Serafina.
A data é o aníversário do município,seguramente.
Nilton a tirou de cima do prédio onde reside, no centro
da cidade. O corso com as rainhas está passando na frente
do primeiro posto de gasolina local, o posto do Gheller, como
é conhecido na cidade....
ROTA
ALTERNATIVA - Machu Picchu, La Paz e Lago Titicaca



Memória
de um repórter

Olides Canton
Nos tempos da FOLHINHA!
Trabalhei
na Folha da Manhã entre março e abril de 1974.
Tempos difíceis, da ditadura....Mas o editor de Polícia,
Licínio Silveira, a quem me vinculava e que foi quem
me convidou pra ir pra lá, queria '' DAR PAU NOS RATOS""...
sIGNIFICA
QUE era pra ferrar a Polícia....
Às
vezes não tinha como e dava cada arranca rabo dentro
da redação do jornal.
Eu saí da Zero Hora pra ir pra Folhinha e por pouco não
acabei ficando no antigo jornal. Quase cobriram a proposta,
mas aí fui pro leilão, que depois, me custou muito
caro, por sinal....
Mas o jornal fazia um jornalismo avantajado pra sua época,
quase no começo de uma espécie de abertura, que
só viria mesmo com o presidente Ernesto Geisel.
A
folha do jornal onde fiquei registrado me possibilitou também
a comprovação do tempo que morávamos no
chamado " Baião", um apartamento na rua Cuiabá,358/10.
Este
apê, por sinal, está passando erradamente pra história
como uma comunidade hippie. Nunca o foi...Era alugado por cinco
jornalistas...eu,caco barcellos, licínio da silveira,
carlinhos mossmann e emilio chagas, que estava na rádio
continental, mas que também atuava mais como publicitário.
A
professora Sandra Moura, numa biografia que fez sobre Caco Barcellos
diz que o apê era esta comunidade hippie. A minha ficha
de empregado prova que não havia ninguém de hippie,
ali, a não ser os vagabundos e fumadores de maconha que
o Carlinhos Caramez, um amigo nosso, começou a levar
pra lá...
Isto
nos trouxe um enorme problema: o apê foi invadido duas
vezes pela Polícia, atrás de drogas. Numa das
invasões, ocorrida em plena madrugada de uma sexta-feira
para um sábado, foi um desconforto enorme ver polícia
percorrendo os quartos atrás de " fumo".
Os
casais eram acordados com esta invasção...
Mas
voltando a Folhinha:
O
jornal era eminentemente pensado pelo Bicudo, Osmar Trindade,
Rosvita Sauressig,entre outros. O diretor era o Ruy Carlos Ostermann,q
ue pouco víamos...
Dali
pedi demissão para viajar ao Peru, porque tinha brigado
com minha companheira da época, a Nara Molina Davila.
Quando
voltei do Peru fui procurar a minha turma no Baião e
não havia mais ninguém lá. Os vizinhos
me informaram que havia se mudado.
Descobri,então
que estavam na av. Princesa Izabel, não todos, porque
ocorrera uma diáspora...
Sempre
que saio dos jogos do Grêmio e venho caminhando passo
na frente do grande prédio onde fui morar depois...Ali
estava o Licínio e o Caco...
Mas
eu não voltei a Folhinha da Manhã, apesar da insistências
dos meus ex-companheiros. Fui fazer um estágio na rádio
da UFRGS já que era aluno da FABICO. Voltei a viajar
para o Peru, de onde só voltaria em outubro de 1976,
para começar outra etapa da minha vinha pessoal e profissional.
Assim
que minha passagem pela Folhinha foi muito exígua....
Desistência
O candidato Reinaldo Nicola desistiu na última sexta-feira,
dia 28.08 de ser candidato a deputado estadual do PDT. Para
alegria dos demais, como Adroaldo Loureiro, que propugna a reeleição
e que assim espera fazer votos na região, tanto que na
segunda prestigiou a abertura da amostra de Ronda Alta, 30 km
de Sarandi, na Assembléia Legislativa do Estado...Votos
são votos, !!!!!
O
papel da Veja no governo Lula
Recebo
e publico( mas atenção: o editor não acha
que VEJA pratique anti-jornalismo, mas respeito a opinião
de quem a assina!) se fosse anônimo não publicaria!
Recebido
de Valdir dos Santos
Eu
sei que vários de vocês vão torcer o nariz
para esta entrevista. Mas se tiverem um mínimo de isenção
irão ver que a pesquisa é séria e inédita.
Depois dizem que não há liberdade de imprensa
neste país e que o Lula quer controlar os meios de comunicação.
Se quisesse, teria sérios motivos como os abaixo:
Pesquisa da PUC: “Veja se transformou no maior fenômeno
de anti-jornalismo”
publicada terça-feira, 31/08/2010 às 13:40 e atualizada
terça-feira, 31/08/2010 às 13:40

A obsessão da revista: derrubar Lula
Por Juliana Sada
Criada
em setembro de 1968, a revista “Veja” é a
publicação semanal brasileira de maior tiragem,
teoricamente com cerca de um milhão e duzentos mil exemplares.
Criada por Mino Carta, atualmente diretor de redação
da Carta Capital, e Victor Civita – estadunidense filho
de italianos, fundador do Grupo Abril – a revista foi
por um longo período paradigma para o jornalismo brasileiro.
Por sua redação, passaram nomes importantes da
profissão; e, por suas páginas, grandes personagens
da história – entre seus entrevistados estão
Vinícius de Moraes, Yasser Arafat, Salvador Dalí,
Tarsila do Amaral e Sérgio Buarque de Holanda.
Mas, em anos recentes, a revista tornou-se alvo de intensas
críticas. Na internet, disseminam-se pequenas e grandes
iniciativas de informação e contraponto ao tipo
de jornalismo feito por lá. Esse mesmo Escrevinhador
denunciou a entrevista que nunca existiu, mas que a revista
publicou; e mostrou a história doprofessor que foi alvo
de manipulação pelo veículo, além
da peculiar análise do semanário sobre a Bolívia
.
O jornalista Fábio Jammal Makhoul decidiu debruçar-se
sobre a revista Veja para formular sua tese de mestrado em Ciência
Política para a PUC de São Paulo. A dissertação
analisou a publicação durante o primeiro mandato
de Lula , de janeiro de 2003 a dezembro de 2006. Fábio
constatou que houve, de modo deliberado, uma cobertura tendenciosa
com o objetivo de desestabilizar o governo. Os números
são impressionantes: “40,6% da cobertura de Veja
sobre o primeiro governo petista noticiou os escândalos
do Planalto e, conseqüentemente, Lula e o PT de forma negativa”.
O governo ocupou “54 capas de Veja, das 206 publicadas
no período”, destas “32 tratavam de escândalos,
segundo classificação da própria Veja,
ou seja, 59,3% do total”.
Segundo Fábio, esse sistemático ataque levou ao
surgimento de inúmeras críticas que “abalaram
a própria revista, que se sentiu na obrigação
de reafirmar sua ‘imparcialidade e independência’
a todo o tempo em 2005 e 2006”.
O Escrevinhador entrevistou Fábio Jammal Makhoul para
expor e debater seu estudo e o papel desempenhado pela revista.
Confira a seguir.
Como surgiu a ideia de estudar a revista Veja?
O principal motivo que me levou a pesquisar a revista Veja é
jornalístico. A degradação do jornalismo
da revista nos últimos anos foi assustadora. Veja é
a maior revista semanal de informação do Brasil,
com tiragem superior a 1,2 milhão de exemplares. Um número
muito maior que o das demais publicações do segmento.
Veja é a quarta maior revista de informação
do mundo e seu jornalismo já foi referência para
toda mídia impressa brasileira. Mas, nos últimos
anos, o semanário também se transformou no maior
fenômeno de anti-jornalismo do país.
De 2005 para cá, a revista se perdeu completamente em
reportagens baseadas em ilações e xingamentos,
que ignoraram as regras mais básicas do jornalismo e
rasgaram todos os códigos de ética da profissão.
Virou um verdadeiro pasquim, com matérias que se revelaram
fantasiosas e recheadas de ataques e manipulações
da informação. Isso não quer dizer que
o PT e o governo Lula sejam os bonzinhos da história
e nem as vítimas da grande imprensa. Pelo contrário,
houve erros gravíssimos na administração
federal, que precisavam ser apurados e divulgados pela mídia.
Entretanto, o jornalismo da grande imprensa conseguiu ser mais
antiético que os próprios políticos que
eram acusados, com erros grosseiros que comprometeram a imagem
desses veículos, principalmente a da revista Veja, que
foi a mais engajada na tentativa frustrada de derrubar o presidente
da República em 2005 e 2006.
Muito se fala sobre cobertura parcial da Veja. Por meio da sua
pesquisa, foi possível constatar a veracidade dessas
observações?
Sim, e nem precisava de uma pesquisa acadêmica ou mais
aprofundada. Basta uma leitura simples da revista para constatar
que Veja tem um lado quando o assunto é política.
Hoje temos uma bipolarização partidária
no Brasil, com PT e PSDB monopolizando a disputa eleitoral.
E a revista Veja está claramente do lado do PSDB e completamente
contra o PT. Se você pesquisar a revista desde o início
dos anos de 1980 vai constatar que o Partido dos Trabalhadores
e o próprio Lula nunca tiveram um tratamento positivo
nas páginas de Veja.
Essa história de imparcialidade da imprensa não
existe. Os veículos de comunicação são
empresas e têm seus interesses e preferências políticas.
O jornal O Estado de S. Paulo, por exemplo, sempre foi conservador
e nunca escondeu isso. Assumir uma posição ideológica
ou política não é ruim. É até
saudável e democrático, os grandes jornais da
Europa e dos Estados Unidos fazem isso. Pelo menos, o leitor
sabe claramente qual é a orientação editorial
da publicação. O problema é quando se abandona
o jornalismo para se transformar num panfleto político-partidário.
E foi o que aconteceu com Veja de 2005 para cá.
Nos dois primeiros anos do primeiro mandato de Lula, o semanário
ainda fez jornalismo, mas, ao apostar que poderia derrubar o
presidente da República em 2005, perdeu a aposta e a
credibilidade. Com o escândalo do “mensalão”,
Veja captou o antilulismo e o antipetismo da chamada classe
média que lê a revista e iniciou sua campanha pelo
impeachment do presidente. Só que a questão política
serviu para que Veja se sentisse à vontade para cometer
os abusos que quisesse. Uma coisa é a crítica
política que se viu no Estadão e n’ O Globo,
por exemplo. Outra coisa é partir para o xingamento,
como fez Veja.
Você poderia citar capas e matérias que seguramente
continham distorções, inverdades, ataques ou parcialidade?
Há muitos exemplos, principalmente em 2005 e 2006. Uma
das capas que mais me chamou a atenção foi a da
edição de 16 de março de 2005. A revista
tentou fabricar uma crise para os petistas, com uma reportagem
que prometia ser “bombástica”. A manchete
da capa era: “Tentáculos das Farc no Brasil”.
Em letras menores, a revista diz que “espiões da
Abin gravaram representantes da narcoguerrilha colombiana anunciando
doação de 5 milhões de dólares para
candidatos petistas na campanha de 2002”.
A capa é chamativa, cheia de dólares ao fundo
e uma foto do militante petista que teria recebido dinheiro
das Farc. Embora a revista tenha considerado a reportagem forte
o suficiente para ser a capa da edição, no corpo
da matéria há três ressalvas de que o semanário
não tinha como comprovar as acusações.
O tema foi repercutido por um mês até sumir das
páginas de Veja. O Ministério Público e
o Congresso Nacional investigaram e não acharam nada
e a revista sequer se desmentiu o publicou o final da história.
Capa parecida foi a de 2 de novembro de 2005, que dizia que
a campanha de Lula recebeu dólares de Cuba. A matéria
é toda fantasiosa e com denúncias em off que nunca
se confirmaram.
Levantamento e classificação das capas. Clique
na imagem para vê-la maior.
Uma das partes da sua dissertação se intitula
“O discurso político das capas”. Você
poderia explicitar qual é este discurso?
Nos quatro anos do primeiro mandato de Lula, o governo e o PT
foram os principais temas da capa de Veja, ocupando mais de
um quarto das manchetes do período. Com 49 capas negativas,
a revista lançou mão de uma estratégia
discursiva que visava claramente dar a Lula o mesmo destino
de Collor: o impeachment. Sem sucesso neste intento, o semanário
passou a trabalhar para evitar a reeleição do
petista. A revista não foinada sutil em sua estratégia,
pelo contrário, foi arrogante, agressiva, preconceituosa.
O preconceito, aliás, foi uma das modalizações
discursivas contra o governo mais utilizadas pela publicação,
principalmente na capa. Desde o primeiro ano do mandato, em
2003, a revista procurou tematizar sobre a ética no PT.
O enunciador sempre deixou claro que ela não passava
de discurso para chegar ao poder, mas, assim que os escândalos
começaram, Veja tratou de provar que o PT era pior que
os demais partidos neste quesito. Entre os muitos preconceitos
despejados pelo enunciador na capa está a associação
entre o PT e bandidos; de traficantes a assassinos.
A suposta falta de escolaridade e de atenção dos
petistas com a educação também foram bastante
exploradas, sendo que o enunciador não se intimidou para
fazer alusão ao animal burro em diversas ocasiões.
O esquerdismo do PT também foi apresentado negativamente
e de forma preconceituosa. Veja mostrou aos leitores que a máquina
pública foi tomada pelos petistas, que aparelharam o
Estado como fizeram os soviéticos. Aliás, autoritarismo
foi outro tema explorado, que procurou mostrar um PT stalinista
e ditador.
A corrupção, entretanto, foi o tema mais explorado
nas capas que retrataram o PT e o governo Lula. Com uma série
de escândalos em pauta, a revista usou uma das estratégias
mais controversas e criticáveis: a comparação
entre Lula e Collor. Comparações são sempre
complicadas, mas o enunciador de Veja, posicionado e ideológico,
relacionou os dois presidentes de forma simplista e forçada.
Com esta modalização discursiva, Veja pôde
finalmente trabalhar pelo impeachment de um Lula sem moral,
sem ética, corrupto, chefe de quadrilha, despreparado
e que fez um primeiro mandato pífio, segundo as capas
do semanário. Assim, a revista ousou também decretar
o fim do PT. Errou em todas as apostas. Para justificar suas
derrotas, Veja encontrou uma explicação baseada
e mais preconceitos. Na edição de 16 de agosto
de 2006, quando as pesquisas apontavam vitória fácil
de Lula na disputa pela reeleição, Veja veiculou
uma capa com a foto de uma jovem negra segurando o título
de eleitor. A manchete era: “Ela pode decidir a eleição”.
O subtítulo explica quem é ela: “nordestina,
27 anos, educação média, 450 reais por
mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será
o fiel da balança em outubro”. Ou seja, ela é
o retrato do Brasil e não dos leitores da revista, que
são das classes A e B. Para esses, que o enunciador de
Veja aposta que sabem votar, resta a resignação,
já que os negros, pobres, analfabetos e nordestinos vão
decidir as eleições.
Na introdução do seu trabalho, você apresenta
a revista Veja como protagonista de escândalos. Ao que
você se refere ao chamar a Veja de protagonista?
Podemos dizer que praticamente toda a chamada grande imprensa
aproveitou os erros e desmandos do PT na primeira gestão
do Lula para denegrir a imagem do partido e impedir a reeleição
do presidente. Mas a revista Veja foi protagonista porque foi
a mais enfática na campanha contra os petista e a que
mais cometeu erros do ponto de vista jornalístico. Além
disso, suas reportagens serviram tanto para iniciar um escândalo
como para mantê-lo na pauta da mídia. Em muitos
momentos, principalmente durante o escândalo “mensalão”,
as reportagens de Veja alimentaram os jornais diários
e a própria TV.
Você afirma que “ao todo, Veja publicou 206 edições
entre 1° de janeiro de 2003 e o dia 31 de dezembro de 2006.
Neste período, a revista produziu 621 reportagens sobre
o primeiro governo do PT. Dessas, 252 trataram dos escândalos.”
Isso quer dizer que, na média, havia três matérias
sobre o governo por edição e sempre uma sobre
algum escândalo?

Sim, e mesmo quando a matéria não era sobre escândalos,
o enfoque que era dado ao Lula e ao PT era negativo. No meu
trabalho deixo claro que o Partido dos Trabalhadores, uma vez
no poder, cometeu uma série de irregularidades que deveria
sim ser apurada e noticiada. Mas a forma com que a grande imprensa
fez a cobertura, principalmente a Veja, visava apenas derrubar
o PT do poder e não denunciar as mazelas do nosso sistemas
político e eleitoral brasileiro, que estão no
cerne do “mensalão” e de vários outros
escândalos e que continuaram intactos. Muitos desses problemas
que geram toda sorte de abuso de poder são antigos e
foram mostrados por diversos autores.
Talvez o melhor lugar para se buscar conhecimento sobre o funcionamento
da política seja na obra de Nicolau Maquiavel. Não
é à toa que sua bibliografia é chamada
de realismo político. Lá se encontra a pura realidade
sobre a política. Para divagar um pouco, me arrisco a
fazer um paralelo entre Maquiavel e o governo Lula. O PT sempre
empunhou a bandeira da ética e bradou que é possível
ter “pureza” dentro do jogo político e eleitoral
brasileiro. Mas, para chegar ao poder, teve de lançar
mão das mesmas práticas que condenava em outros
partidos, assim como fez para governar o país. Um jornalismo
investigativo sério e isento poderia constatar isso e
denunciar de forma séria e isenta. Assim, o PT mostraria
o realismo político, que desnudaria os problemas que
assolam nossos sistemas político e eleitoral.
Uma cobertura sóbria, que não fosse tendenciosa
ao ponto de mostrar que o governo do PSDB sim foi puro, poderia
causar uma indignação suficiente para que o Brasil
finalmente fizesse uma reforma que melhorasse efetivamente os
nossos sistemas político e eleitoral. Mas, ao fazer uma
cobertura parcial e tendenciosa, o jornalismo chamou mais a
atenção do que os escândalos que noticiava,
não contribuindo em nada com o país.

As capas analisadas, de 2003 a 2006, seguiram sempre o mesmo
tom ao tratar do PT? É possível delimitar períodos
de maiores ofensivas ou recuos?
Veja só se manteve recuada nos ataques no primeiro ano
do mandato de Lula, 2003. Em 2004, começou sua ofensiva,
embora de forma meio tímida. Mas em 2005 e 2006, Lula
e o PT foram os principais temas da capa. Em 2005, das 52 edições,
Lula e o PT aparecem de forma negativa em 24 capas, sendo 18
delas classificadas pela própria Veja no tema escândalo.
Ou seja, quase a metade das edições abordaram
o presidente negativamente. Em 2006, último ano de governo,
Veja publicou 15 capas sobre Lula e o PT, todas desfavoráveis
em pleno ano eleitoral.
Nos quatro anos do primeiro mandato de Lula, o governo e o PT
foram os principais temas da capa de Veja, ocupando mais de
um quarto das manchetes do período. Foram 49 capas negativas,
sendo 39 só em 2005 e 2006. Comparativamente à
atuação de governos passados, o tratamento da
imprensa e de Veja à gestão Lula foi muito desigual.
Durante a era tucana, por exemplo, as denúncias contra
o governo federal não tiveram muito destaque. Em 1997,
o presidente Fernando Henrique Cardoso foi acusado de comprar
votos para a aprovação da emenda que permitiu
sua reeleição, havia denúncias sobre as
privatizações e corrupção em vários
órgãos ligados ao governo federal, como a Sudam
e a Sudene. Naquele ano, apenas uma capa foi feita sobre as
acusações, com a foto de Sérgio Motta,
então ministro-chefe da Casa Civil, e a chamada da capa
era: “Reeleição”.

Já em 2005, com Lula na presidência, forma dezoito
capas sequenciais durante quatro meses de puro bombardeio. Veja
chegou a defender o fim do PT e que isso seria benéfico
para a política brasileira, já que até
na oposição sua atuação foi prejudicial
para o país. Veja nunca havia defendido o fim de nenhum
partido e nem usado tantos adjetivos negativos como usou para
falar sobre os petistas.
Em 2006, em pleno período eleitoral, a revista veiculou
cinco capas negativas para o governo, entre 23 de agosto e 25
de outubro. Isto quer dizer que as capas de metade das edições
de Veja que circularam enquanto as eleições se
definiam eram ruins para Lula. Enquanto isso, Geraldo Alckmin
(PSDB), seu principal adversário, não apareceu
negativamente em nenhuma capa de Veja neste período.
Pelo contrário, neste período o candidato do PSDB
era mostrado de maneira positiva. Só no período
do segundo turno das eleições, Lula foi alvo de
quatro reportagens de Veja e em todas elas ele aparece de forma
negativa. Já Geraldo Alckmin aparece em duas matérias
neste período. Ambas com abordagens positivas para o
tucano.
As manchetes veiculadas nas capas estavam de acordo com a reportagem
produzida ou havia discrepâncias com o intuito de chamar
a atenção do leitor?
As manchetes eram mais sensacionalistas, mas as reportagens
também seguiam a mesma linha. Ainda assim, é possível
perceber muitas discrepâncias, como aquela capa das Farc
que eu já citei. Na capa, Veja afirma que o PT recebeu
dinheiro das Farc e na matéria há três ressalvas
de que o repórter não conseguiu nenhuma prova.
Outra capa que chama a atenção é aquela
que eu também citei sobre a nordestina, negra e pobre
que iria decidir a eleição em favor de Lula. O
subtítulo diz que Gilmara Cerqueira tinha 27 anos. Mas
na foto é possível observar a data de seu nascimento
no título de eleitor e pode-se ver que ela tinha 30 anos
na época e não 27 como rebaixou Veja para enquadrá-la
ao perfil do eleitor médio. Ou seja, vale até
mentir a idade da moça para montar um perfil da qual
ela não se enquadra totalmente.
Além das capas, você analisou também os
editorais da Veja. Foi possível encontrar correspondência
entre a posição oficial da revista e o conteúdo
por ela produzido, que em tese é independente?

As críticas que a revista Veja recebeu durante o primeiro
governo Lula, principalmente nos dois últimos anos, abalaram
a própria revista, que se sentiu na obrigação
de reafirmar sua “imparcialidade e independência”
a todo o tempo em 2005 e 2006. Durante a crise do “mensalão”,
Veja usou a maior parte dos editoriais de junho a dezembro de
2005 para justificar a matéria da semana anterior e ratificar
seu compromisso com um jornalismo sério. Logo no primeiro
editorial do início da crise do mensalão, em 1º
de junho de 2005, Veja garante que “não escolhe
suas reportagens investigativas com base em preferências
partidárias ou ideológicas”. E o curioso
é que todos os editoriais das edições seguintes
eram para justificar suas reportagens, sempre reafirmando uma
imparcialidade que não se via nas reportagens.
Você discute o paradigma da imparcialidade e neutralidade
no qual é baseado o discurso dos meios de comunicação
entretanto você apresenta argumentos sobre a inviabilidade
destes paradigmas se concretizarem. A partir da sua pesquisa,
é possível concluir se a parcialidade da revista
Veja é fruto de uma política deliberada ou consequência
da inviabilidade de se fazer um jornalismo imparcial?
É fruto de uma politica deliberada. É claro que
é quase impossível fazer um jornalismo totalmente
isento. Mas você pode pelo menos buscar a isenção,
ouvindo os dois lados, dando o mesmo peso para as diferentes
versões e não utilizando adjetivos, por exemplo.
Veja nem tentou ser imparcial, pelo contrário. Ela tinha
uma estratégia discursiva e a seguiu até o fim
com um objetivo bem claro: derrubar Lula da presidência.

Ao se contrapor ao governo Lula e ao PT, a revista Veja apresentava
qual projeto para o Brasil apoiava ou qual setor o representava?
A primeira edição após a reeleição
de Lula, publicada em 8 de novembro de 2006, é a que
mostra mais claramente a posição da revista. A
matéria de capa defende que é preciso deixar para
trás a “visão tacanha” de que a miséria
pode ser superada pelo “princípio bolchevique”
de tirar dos ricos e dar aos pobres.
Para Veja, a miséria só será superada pela
produção de riqueza e para isso “o gênio
humano não concebeu nada mais eficiente do que o velho
e bom capitalismo, com seus mercados livres, empreendedores
ambiciosos e empresas inovadoras”. Veja aconselha Lula
a “aposentar para sempre a ideia de palanque de que o
Brasil é como um sobrado – em que só há
andar de cima e andar de baixo e, portanto, o único trabalho
é fazer com que todos passem a habitar o pedaço
de cima. Isso é uma interpretação tão
tosca da sociedade brasileira que, na sua estupidez simplificadora,
neutraliza o papel crucial e dinamizador exercido pela classe
média”.
Veja diz que falta ao presidente maior clareza sobre como promover
de maneira mais vigorosa as condições para que
a iniciativa privada produza mais conhecimento tecnológico
de ponta, inove mais e multiplique seus índices de produtividade.
E acrescenta: “Para fazer o país avançar,
produzir riqueza e gerar justiça, o presidente Lula tem
muitos desafios para superar – e um deles começa
em casa. O Partido dos Trabalhadores, que se transformou numa
usina de escândalos, divulgou uma nota oficial cobrando
que no novo mandato Lula faça um ‘governo de esquerda’.
Ninguém sabe exatamente o que isso quer dizer, mas é
certo que significa mandar às favas o equilíbrio
fiscal e o controle da inflação em troca de um
crescimento econômico tão duradouro quanto um voo
de galinha”.
Essa é a primeira vez na cobertura do governo Lula que
Veja assume com todas as letras que fala em nome das classes
mais abastadas e que defende uma política e um projeto
de Estado mais à direita do que voltados para o social.
Sua intenção é proteger o capital como
fica claro neste texto. Para a revista, é preciso esquecer
a ideia de que “o único trabalho é fazer
com que todos passem a habitar o pedaço de cima”.
Ou seja, não interessa colocar os mais pobres no mesmo
patamar dos ricos é preciso “promover de maneira
mais vigorosa as condições para que a iniciativa
privada produza mais conhecimento tecnológico de ponta,
inove mais e multiplique seus índices de produtividade”.
Renovada,
Rousseff seduce a todo Brasil
Alberto Armendariz
Corresponsal en Brasil
RIO
DE JANEIRO.-Cuando falta un mes y medio para las elecciones
presidenciales, la gran favorita para suceder al presidente
Luiz Inacio Lula da Silva, la oficialista Dilma Rousseff, presenta
a los brasileños una imagen muy distinta de la que tenía
como tecnócrata del gobierno y alejadísima de
la de sus días de guerrillera marxista.
Ya
no están con ella compañeros de la radical Vanguardia
Armada Revolucionaria Palmares, con los que sufrió tortura
y prisión durante la dictadura.
Ahora
hace campaña rodeada de expertos en marketing político,
publicistas y vestuaristas, que, junto con una periodista, un
cirujano plástico, un peluquero y una cosmetóloga,
han creado una fantástica metamorfosis.
Rousseff,
de 62 años, ya no es apodada la "Dama de Hierro",
sino "la nueva Evita Perón". Ha logrado seducir
a los votantes y está aun paso de convertirse en la primera
mujer presidente de Brasil.
"En
todo el mundo, las campañas electorales se han vuelto
grandes espectáculos de comunicación y como en
Brasil el nivel de escolarización es muy bajo, el aspecto
físico que presenta un candidato es clave para convencer
a un electorado que ve mucha televisión. No garantiza
que gane, pero ayuda mucho", señaló a La
Nacion Carlos Manhanelli, presidente de la Asociación
Brasileña de Consultores Políticos.
Atrás
quedaron para Rousseff las ojeras, arrugas y cabellos desalineados
de su época de ministra de Lula, primero de Minas y Energía,
y luego como jefa de Gabinete.
A
principios del año pasado, con el mismo sigilo con que
lleva adelante sus operaciones revolucionarias a fines de los
60, Rousseff se sometió a una cirugía plástica
de párpados y para el rejuvenecimiento facial en la clínica
Mohinos, de Porto Alegre, bajo la atención de Renato
Viera, el mismo cirujano que operó a Sara Montiel.
El
resultado fue un rostro con una piel mucho más lisa,
con su nariz estilizada, que la rejuveneció unos diez
años.
Hasta
el famoso Ivo Pitanguy, uno de los mayores cirujanos plásticos
del mundo, aplaudió la transformación. Ella misma
luego bromeó al afirmar que su operación había
sido un éxito de público y crítica.
Video:La
máquina del tiempo: Dilma Rousseff
Al
bisturí le siguieron las tijeras de Celso Kamura, el
peluquero preferido de las modelos y celebridades brasileñas,
que le dio un corte más moderno, con la cabellera hacia
arriba, y le cambió el color de pelo a un tono más
rojizo. Por otra parte, la primera dama, Marisa Leticia da Silva,
le prestó a su cosmetóloga, Ivette Leloir, para
que la maquillara.
Aunque
la candidata presidencial del Partido de los Trabajadores (PT)
se rehusaba en un comienzo a cambiar su imagen, quien la convenció
fue Lula, que ya había tenido experiencia en el tema.
Tras
haberse lanzado tres veces sin éxito al Palacio del Planalto
(en 1989, 1994 y en 1998) como un líder sindical duro,
en 2002 se recortó la barba, bajó de peso, comenzó
a usar trajes elegantes, y ganó.
En
ese entonces, su campaña la organizó el gurú
de los publicitarios brasileños, Duda Mendonça,
quien luego se alejó del presidente por estar involucrado
en un escándalo de corrupción. Fue su ex socio,
el consultor político João Santana, que trabajó
en campañas de los Duhalde, quien aseguró la reelección
de Lula y quien ahora dirige todos los aspectos relacionados
con la imagen de Rousseff.
Santana
la convenció de ponerse lentes de contacto en vez de
gruesos anteojos, y de que cambiara su vestuario monocromático
para usar más tailleurs de lino y seda con vivos colores.
Además la puso a entrenarse con la ex periodista Olga
Curado, experta en medios y gestión de crisis, para mejorar
su dicción, dejar de lado los tecnicismos a los que estaba
acostumbrada como ministra y lograr hablar de forma más
directa y emotiva.
Un
pasado lejano
El
nuevo look de Rousseff se estrenó masivamente la semana
pasada, con el comienzo de la campaña televisiva.
Y,
como para evitar dejarle municiones a la oposición, el
primer día, uno de sus spots ataca de entrada su pasado
de guerrillera: allí explica que de joven tomó
las armas porque pensaba que ésa era la mejor manera
de luchar por la justicia en el país. Luego se la ve
acompañada por su hija, Paula, mientras juega con su
perro. Después se escucha la voz de Lula, que invita
a votar por ella.
"Han
sido muy eficientes en crear una candidata mucho más
humana, de aspecto de madre moderna, que parece preocupada por
los temas sociales y se emociona con las personas. La idea que
buscan transmitir es la de la continuidad del gobierno de Lula",
apuntó a La Nacion el politólogo Rubens Figueiredo,
autor del libro Marketing político y persuasión
electoral.
Según
el analista, como Rousseff nunca detentó un cargo electivo
y no era tan conocida por el gran público, la imagen
creada será la que prevalecerá.
Los
sondeos marcan que la gente compra cada vez más el "producto":
desde que se inició la campaña mediática,
Rousseff amplió su ventaja sobre su principal competidor,
José Serra, del Partido de la Social Democracia Brasilera
(PSDB).
Como
los votos en blanco o nulos suman 7% y los indecisos 9%, si
las elecciones fueran hoy, Rousseff ganaría en primera
vuelta, al contar ya con más del 51% de los votos válidos.
Comício
da Unidade Popular em Canoas não será realizado
Devido a
alterações na agenda de Dilma Rousseff, o comício
com Tarso Genro e o presidente Lula nesta quinta-feira, em Canoas,
não será realizado.
Sem a presença da candidata à Presidência,
a coordenação de campanha da Unidade Popular pelo
Rio Grande decidiu por suspender o ato e, ao contrário
do que chegou a ser noticiado pela imprensa, não será
realizado comício em Santa Maria.
Coleguinhas
Claudio
Humberto noticiou ontem em sua coluna a suspensão das
contas bancárias do BICUDO(Elmar Bones da Costa) por
não pagamento de honorários de um advogado.
Como
a coluna do BATEU LEVOU é também publicada nos
Jornais NH, VS e Diário de Canmoas, ficou ruim pro candidato
ao Senado Germano Rigotto porque o colunista da um pau no candidato
ao senado do PMDB
INDEPENDÊNCIA
DECOM/PSB

Desfiles cívicos começam nesta sexta-feira
Desfiles
cívicos começam nesta sexta-feira
As comemorações da Semana da Pátria 2010
terão início nesta quarta-feira (01/09). O fogo
simbólico será conduzido por militares do 2°
Regimento de Cavalaria Mecanizada até a Plataforma Cívica
Teotônio Vilella, na praça XV de Novembro. Na sexta-feira
(03/09) a comunidade de São Miguel realizará o
desfile cívico militar no interior de São Borja
a partir das 14h na Escola Liôncio Pereira Aquino.
Confira as datas e ordem dos desfiles:
Data: 3 de setembro (6ª feira)
Local: São Miguel - EMEF Liôncio Silvio Pereira
Aquino
Horário: 14h
Ordem de desfile:
1. Banda Municipal Tusnelda Lima Barbosa
2. EMEF Osvaldina Batista da Silva
3. EMEF Liôncio Silvio Pereira Aquino
4. EEM Timbaúva
5. EMEF Ordália Machado
6. EMEF São Judas
7. EMEF Bom Sucesso
8. Piquetes Tradicionalistas
9. Bandas participantes do Festival de Bandas Escolares
10. Banda de Música Regimento João Manoel
11. Desfile Militar Pelotão do 2º RC MEC
Data: 4 de setembro (sábado)
Local: Passo – em frente ao Centro Nativista Boitatá
Horário: 14h
Ordem de desfile:
1. 3ª Secção de Combate a Incêndio
2. 2º RC Mec João Manoel
3. 1ª CIA de Engenharia Mecanizada Souza Docca
4. Banda Municipal Tusnelda Lima Barbosa
5. Asilo São Vicente de Paula
6. Escola Municipal de Educação Infantil América
Goulart Teixeira
7. Escola Municipal de Educação Infantil Maria
Edi Grass dos Santos
8. Escola Municipal de Educação Infantil Ecilda
Miranda
9. Escola Municipal de Educação Infantil Darcy
Sarmanho Vargas
10. Escola Municipal de Educação Infantil Catarina
Bengochêa
11. GIAMA
12. ASEMA Passo
13. ASEMA Centro Social Urbano
14. ASEMA Vila Progresso
15. Escola Municipal de Ensino Fundamental República
Argentina
16. Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco Miranda
17. Escola Municipal de Ensino Fundamental Fernando Ferrari
18. Escola Estadual de Educação Básica
Padre Francisco Garcia
19. Escola Municipal de Ensino Fundamental Duque de Caxias
20. Escola Municipal de Ensino Fundamental Ubaldo Sorrilha da
Costa
21. Escola Estadual de Ensino Fundamental Tusnelda Lima Barbosa
22. Escola Estadual Técnica Olavo Bilac
23. Secretaria Municipal do Trabalho, Ação Social
e Cidadania
24. Comissão Organizadora SMEC
Data: 5 de setembro (domingo)
Local: Nhu-Porã - EEEM Militina Pereira Alvarez
Horário: 9h
Ordem de desfile:
1. Banda do Regimento João Manoel
2. Desfile Militar 2º RC MEC
3. Escola Estadual de Ensino Fundamental Franco Baglione
4. Escola Estadual de Ensino Médio Militina Pereira Alvarez
5. Piquetes Tradicionalistas
6. Associação de Moradores
7. Bandas participantes do Festival de Bandas Escolares de São
Borja
Data:
7 de setembro (3ª feira)
Local: Centro
Horário: 13h30
Ordem do desfile:
Liga da Defesa Nacional – Núcleo São Borja
3ª Secção de Combate a Incêndio
Brigada Militar
PRF
Banda Tusnelda Lima Barbosa
Escola de Educação Especial Cyro Aquino Ferreira
CAPS- Centro de Apoio Psico-Social
Asilo São Vicente de Paula
CETIM- Centro Escolar de Turno Integral Municipal Neuza Goulart
Brizola
Escola Municipal de Educação Infantil Vicentina
Goulart
Escola Municipal de Educação Infantil Luiz Antonio
Rigo
Escola Municipal de Educação Infantil Tio Calandro
Escola Municipal de Educação Infantil Quero- Quero
Escola de Educação Infantil Turma do Trem Ltda
Escola de Educação Infantil Carinha de Anjo
Escola de Educação Infantil Pingo de Gente
Escola de Educação Infantil Abrakadabra
Escola de Educação Infantil Brincarte
AABB Comunidade
ASEMA Florêncio Aquino Guimarães
Escola Municipal de Ensino Fundamental Neith Aragon Motta
Escola Municipal de Ensino Fundamental Cândida Vargas
Escola Municipal de Ensino Fundamental Aparício Mariense
Escola Municipal de Ensino Fundamental Olinto Dornelles
Escola Municipal de Ensino Fundamental Vicente Goulart
Escola Municipal de Ensino Fundamental Sagrado Coração
de Jesus
Centro de Formação Tereza Verzeri
Albergue Criança Feliz
Grupo Ambiental da Brigada Militar
Escola Estadual de Ensino Fundamental Viriato Vargas
Escola Estadual de Ensino Fundamental João Goulart
Escola Estadual de Ensino Médio Apparício Silva
Rillo
Colégio Adventista
Escola Estadual de Educação Básica Arneldo
Matter
Colégio Estadual de São Borja
Escola Estadual de Ensino Médio Tricentenário
Instituto Federal Farroupilha
Colégio Sagrado Coração de Jesus
Colégio Estadual Getúlio Vargas
SEBRAE
CEDEDICA
Rotary Clube São Borja Norte
Escolinhas de Futebol
SENAI
Clube de Desbravadores Sentinela da Fronteira
SENAC
Academias
UERGS
UNIPAMPA
Cursos Etec – Brasil
URCAMP
Secretaria Municipal de Trabalho, Assitência Social e
Cidadania
SESC
Desfile Militar 2º RC MEC João Manoel
Desfile Militar 1ª CIA de Engenharia Mecanizada Souza Docca
Desfile Militar Coudelaria do Rincão
Comissão Organizadora SMEC
DECOM – Departamento de Comunicação da Prefeitura
de São Borja
Palácio
João Goulart
Rua Coronel Aparício Mariense, 2751
São Borja/RS - CEP: 97670-000
MÚSICA
DECOM/PSB

Festival
bandas no cais do porto
Festival
de Bandas anima estudantes no Cais do Porto
Evento visa a integração entre estudantes e bandas
marciais
Vinte e cinco bandas escolares participaram neste sábado
(28/08) do 9º Festival de Bandas que aconteceu no Cais
do Porto, em São Borja. As apresentações
anteciparam as homenagens à Semana da Pátria,
que iniciam nesta quarta-feira (01/09).
Alunos de diversas idades e de diferentes séries, de
escolas municipais e estaduais, se apresentaram nas três
categorias do evento. No seu discurso de abertura, o prefeito
Mariovane Weis destacou a sanção da lei número
4.275 de 18 de agosto deste ano, que torna obrigatória
a realização do festival de bandas. “Agora,
independente da administração que estiver na prefeitura,
o evento será realizado, incentivando a participação
das escolas”, afirmou o prefeito.
Mesmo com o céu nublado e a possibilidade, as arquibancadas
lotaram aos poucos no Cais do Porto. Pais, professores e amigos
dos alunos foram espectadores das apresentações
que mesclavam coreografias às batidas das bandas marciais.
Com a expressão de alegria, o metalúrgico Jorge
Antônio da Silva observa a banda, em especial sua filha,
que desfilava como baliza da escola Tricentenário. Perguntado
sobre a empolgação na apresentação,
ele resumiu “É emoção vendo a filha
desfilar...”. Para ele, as dificuldades são superadas
antes de iniciar a apresentação. “O custo
em comprar o uniforme justifica a emoção de participar
do festival e também do desfile do dia sete”, salientou.
Prestigiando o festival de bandas pela primeira vez, a promotora
de vendas Cléia Colpo comentou: “É visível
uma integração muito grande entre os alunos de
diferentes escolas, isso é muito bom”. Para a professora
Maria Olinda de Mattos o festival melhora a cada ano. “Os
alunos demonstram esforço e desempenho nos treinos e
depois vem para a apresentação”, destacou
a professora, que leciona nas escolas Ubaldo Sorrilha da Costa
e Padre Francisco Garcia.
Na concentração, estudantes eufóricos aguardam
o início das apresentações. Alguns estavam
nervosos antes de entrar na pista do desfile. “Vou dar
meu melhor para a apresentação”, assinalou
a baliza da escola Vicente Goulart, Ingrid Silveira Vargas.
A maioria das bandas começaram os treinos ainda nos meses
de abril e maio, mesclando os horários dos ensaios com
as aulas, conforme comentou a baliza da banda do Colégio
Estadual São Borja Carla Trevisan. “Estamos ensaiando
desde abril. O tempo fica curto, temos que conciliar os ensaios
com o estudo, enfim organizar a rotina”, ponderou a estudante
do ensino médio que participa pelo quinto ano do festival.
A Escola Municipal República Argentina, do bairro do
Passo e o Centro Integral de Turno Integral Municipal (CETIM)
Neuza Brizola, do bairro Pirahy, participaram pela primeira
vez do Festival de Bandas Escolares. O aluno da escola República
Argentina, Ederlon Rosa Paes, da sétima série,
que também desfila pela primeira vez, salientou o empenho
dos colegas na apresentação. “Nós
estamos felizes por ser a primeira vez que a escola se apresenta”,
ressaltou.
Sem visar a competição, as bandas não são
premiadas. Após os desfiles foram entregues os troféus
de participação às balizas, instrutores
e diretores das escolas de cada categoria.
DECOM
– Departamento de Comunicação da Prefeitura
de São Borja
Palácio
João Goulart
Rua Coronel Aparício Mariense, 2751
São Borja/RS - CEP: 97670-000
Atividade
do dia - campanha na Fronteira
O
candidato Tarso em Livramento!
FOTO: CACO
ARGEMI
Tarso e Abgail
caminham pelas ruas de Santana do Livramento

Tarso fala
aos setores hospitalares!
"Vamos
dobrar os investimentos em Saúde", garante Tarso
durante evento de Federação de Hospitais
Preocupada com a atual crise que vive o sistema público
de saúde em Porto Alegre, causada pela omissão
dos governos municipal e estadual, a Unidade Popular Pelo Rio
Grande dedicou suas forças para elaborar a melhor proposta
para solucionar problemas como este. Nesta terça-feira
(31), durante painel promovido pela Federação
das Santas Casas e Hospitais Beneficientes, Religiosos e Filantrópicos
do Rio Grande do Sul, Tarso Genro e Beto Grill apresentaram
os projetos que constam no Programa de Governo da coligação
e que visam aumentar, agilizar e qualificar o atendimento à
sociedade gaúcha.
"Não vamos tratar a saúde como uma questão
meramente contábil. De forma progressiva, até
o fim do governo, iremos chegar aos 12% de investimentos na
saúde. No nosso primeiro orçamento já iremos
dobrar os investimentos em Saúde", garantiu o candidato
ao governo do Estado.
Atualmente, o Estado investe apenas 4% do orçamento em
Saúde.
Outras medidas que Tarso e Beto irão adotar:
- Ampliar as equipes do Programa de Saúde da Família
para atuar na prevenção de doenças;
- Em parceria com o Governo Federal, espalhar as Unidades de
Pronto Atendimento (UPAs) para agilizar o atendimento de urgência
e emergência;
- Construção de Hospitais Regionais para atendimentos
mais complexos.
"Com estas ações vamos diminuir a ambulancioterapia",
afirmou Tarso.
O candidato ressaltou que o governador do Estado precisa apresentar
projetos ao Ministério da Saúde para obter recursos
do Governo Federal, que só no Rio de Janeiro já
construiu mais de 40 UPAs. Além disso, Tarso destacou
que irá manter os incentivos fiscais já concedidos
para as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos.
Tarso também foi palestrante da reunião-almoço
promovido pela Associação Rio Grandense de Transporte
Intermunicipal
Para uma platéia de empresários do setor de transporte
de passageiros do Rio Grande do Sul, Tarso Genro apresentou
suas propostas para acelerar o desenvolvimento econômico
e Social do Estado. O candidato da Unidade Popular Pelo Rio
Grande destacou que irá mudar o sistema de pedágios
e investir em infraestrutura rodoviária. Tarso ainda
recebeu algumas demandas da RTI e garantiu que o setor será
convidado para integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico
e Social que será instalado no Piratini, aos moldes do
que ocorreu no Governo Federal.
Agenda
Tarso Genro 1º 09 2010
1º/09/2010 – quarta-feira
PORTO ALEGRE
6h30min - Entrevista Bom Dia Rio Grande
Rua Rádio e TV Gaúcha, 189 - Santa Tereza
8 horas - Café da manhã com SINDIHOSPA
Rua Coronel Corte Real, 58 – Petrópolis
12 horas - Almoço com seguidores de Tarso Genro no Twitter
End. Dona Laura, 646
CANOAS
16horas
Reúne - com presidente nacional e diretoria estadual
da Igreja Brasil para Cristo
Rua 15 de Janeiro, 193 - Conjunto 804
PORTO
ALEGRE
19h50min - Ato de lançamento Programa de Governo –
Educação
Participação Tarso Genro, Márcio Pochmann
e Acácia Kuenzer
Rua Dr. Lauro de Oliveira, 19
Tarso
Genro - Assessoria de Imprensa Tarso Genro - Assessoria de Imprensa