"O Blog dos Colegas"

 

Roteiro do findi!!!


*Pra quem gosta de um barral a EXPOINTER fica aberta até domingo. Divertam-se então no meio daquela multidão comendo pipocas,carne assada e afins. Eu prefeiro o cheiro da gasolina, como a Neusinha Brizola...Fico por aqui. Pego uma cineminha num canto bem retirado. Tenho horror a multidão....

*No cine bancários( na ladeira,) tem um festival de filmes sobre saúde, muito interessante. E de graça....

*Também tem filmes bons na cinemateca do Santander....

*Dia 8/10 começa a peça Sexo, Mentiras e Gargalhadas do Claudio Benavenga, no Renascença....

UMA BRINCADEIRA PERIGOSA



Por Carlos Chagas


Justiça se faça ao presidente Lula, foi ele a rejeitar o terceiro mandato. Houve tempo, no começo do ano passado, em que bastaria um estalar de dedos para a hipótese consolidar-se. Deputados do PT e de outros partidos já tinham pronta emenda constitucional permitindo uma segunda reeleição aos titulares de mandatos executivos, incluindo prefeitos e governadores, além dos presidentes da República. Um sinal verde da parte do primeiro-companheiro e apesar dos estrilos da oposição, e a matéria passaria no Congresso até mais facilmente e com menos despesas do que passou a reeleição, nos tempos de Fernando Henrique.
Naqueles idos o Lula parecia num beco sem saída, apesar de sua popularidade em alta indiscutível. Perdera José Dirceu e Antônio Palocci, os dois principais auxiliares que sonhavam sucede-lo. O PT parecia um deserto de candidatos e ele começava a pensar em Dilma Rousseff, mas sem convicções no seu próprio partido. Andava em alta a possibilidade de Aécio Neves transferir-se para o PMDB e ser lançado candidato, mas nem o governador mineiro confiava no maior partido nacional e nem o PMDB confiava no Lula. Malogrou o desembarque de Aécio do ninho dos tucanos e o presidente continuou declarando não aceitar o terceiro mandato. Nas pesquisas espontâneas que começavam a pipocar, era o nome dele que pontificava, mesmo depois de haver lançado Dilma.
A natureza seguiu seu curso, sua popularidade aumentou ainda mais e a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil começou a ser considerada, até chegar ao favoritismo de hoje.
Por que se recordam detalhes do processo sucessório, agora em sua reta final?
Porque o presidente Lula não se emenda. Esta semana, em solenidade no recém-inaugurado palácio do Planalto, na frente do ministro da Defesa e dos comandantes das três forças armadas, não resistiu ao que a totalidade da mídia chamou de brincadeirinha. Dirigindo-se a Nelson Jobim, disse que ele devia ter mandado para o Congresso uma “emendinha” capaz de dar-lhe mais uns anos de mandato. É claro que não falava a sério, mas qualquer estudante de Psicologia concluiria haver alguma coisa a mais na jocosa referência.Um pouco do subconsciente presidencial aflorando na linha d’água, agora que faltam quatro meses para ele deixar o poder. Uma afirmação totalmente dispensável, inócua pela própria consciência.

A CONTA QUE NINGUÉM FAZ
Quando tomou posse, em 2003, o presidente Lula prometeu criar dez milhões de empregos. De lá para cá, já se vão oito anos, a equipe econômica e o ministério do Trabalho divulgam com freqüência o número de postos de trabalho criados com carteira assinada. Se alguém somasse todas as informações, a conta facilmente passaria dos vinte milhões. Como isso não aconteceu, salta aos olhos a omissão de percentuais paralelos, ou seja, o número das demissões acontecidas no período. Como números negativos nenhum governo anuncia, mas, pelo contrário, esconde, a dúvida permanecerá por muito tempo a respeito do mercado de trabalho, computados os jovens que anualmente ingressam nele, sem ter emprego, além dos demitidos. Criar empregos é uma coisa.Manter os existentes, outra bem diferente.

ARGENTINA: O CASO MAURICIO MACRI, ATINGE KIRCHNER

Por Gelson Farias, de Buenos Aires(Argentina)
Trama de espionagem ameaça futuro político do prefeito de Buenos Aires

Uma trama de espionagem digna de filme ameaça o futuro do prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, um empresário com aspirações à Presidência que enfrenta um processo por escutas ilegais, e um atentado contra um candidato a presidência Jose Carlos Acevedo. Um advogado judeu, um ex-espião, um ex-delegado e um pai milionário brigado com seu filho são os atores principais desta trama.


Macri ( acima, com a mão na boca) ao lado de seu advogado, e o carro do candidato com o vidro da porta direita furado a bala

 


Macri, rico desde que nasceu, ficou popular durante sua gestão à frente do clube de futebol Boca Juniors, saltou para a política em 2003 e conquistou a Prefeitura de Buenos Aires quatro anos depois, com a coalizão conservadora Unión PRO, um passo gigante em sua corrida rumo à Presidência do país. Apesar de não ter tido acertos significativos em sua gestão municipal, Macri conseguiu galgar posições como aspirante à Casa Rosada, depois que a aliança que fechou com outro empresário bem-sucedido, o peronista dissidente Francisco de Narváez, proporcionou um grande revés eleitoral ao ex-presidente Néstor Kirchner (peronista) nas eleições legislativas do ano passado. Agora seus anseios políticos podem ir por água abaixo graças ao seu envolvimento em um caso de escutas telefônicas ilegais organizadas por funcionários municipais a suas ordens.
O escândalo, batizado de "Macrigate", explodiu em outubro do ano passado com a ação de Sergio Burstein, um advogado judeu parente de uma vítima do atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em 1984. Burnstein denunciou que foi objeto de escutas telefônicas por parte de Jorge "Fino" Palacios, ex-delegado denunciado por suposto encobrimento na investigação do atentado contra a Amia. Palacios foi quem comandou as investigações do sequestro do próprio Macri, em 1991, e de sua irmã Florença. Ele foi encarregado pelo Prefeito de criar a Polícia Metropolitana de Buenos Aires.
ESPIÃO
No entanto, não há um romance que não aprecie um espião: Ciro James, um personagem polêmico que trabalhou na Polícia Federal, relacionado com o serviço de inteligência, especialista em grampear celulares alheios e que terminou contratado como assessor no Ministério da Educação do governo de Macri. Os investigadores do caso encontraram informações sobre espionagem ilegal em computadores apreendidos em uma agência de segurança controlada por Palacios e com a qual também está supostamente relacionado o antigo subchefe da Polícia Metropolitana Osvaldo Chamorro, que Macri destituiu em novembro.
Tendo em vista estes elementos, o juiz federal Norberto Oyarbide ordenou o processo contra o prefeito e um tribunal superior formado por três magistrados confirmou a decisão na semana passada. O prefeito, que reconheceu que não esteve certo ao contratar os funcionários envolvidos na trama, acusa o ex-presidente Kirchner (2003-2007), marido da governante Cristina Fernández de Kirchner, de comandar a causa contra ele.
Um polêmico argumento que seu pai, o empresário Franco Macri, se encarregou de desmontar: "Eu colocaria as mãos no fogo: o governo não tem nada a ver", afirmou este fim de semana, trazendo à tona graves desavenças desta família. "As declarações do meu pai doeram", reconheceu o próprio Mauricio Macri na segunda-feira, disposto a não jogar a toalha, pelo menos até que a Justiça decida.
Reeleição de Cristina Kirchner
Sobre o atentado contra o candidato a presidência Jose Carlos Acevedo, a polícia ainda mantém as investigações em absoluto sigilo. Ninguém por enquanto sabe se Mauricio Macri será acusado formalmente. Para muitos, existe muita carne debaixo deste angu. As informações que se tem aqui sopbre o caso, são vagas. A polícia, raramente fala sobre o caso. A não ser em alguns comunicados dos noticiosos das rádios e televisão.
Por outro lado, o que é muito bom, é que; o presidente Corte Suprema, se manifestou e indicou três juízes para julgarem o caso. A certeza até agora é a seguinte: se for confirmada a acusação contra o ex-presidente Nestor Kirchner a reeleição de sua esposa, Cristina Kirchner terá sérios problemas a partir do dia 10 de dezembro, quando inicia o período das eleições presidenciais na Argentina. Os adversários políticos dos Kirchner vão usar este caso para lavar a roupa suja.




Kirchner, considerado o verdadeiro poder do governo de sua esposa e sucessora, Cristina Kirchner, pretende ter um cargo internacional

 

Diplomatas consultados pelo Estado ressaltam que Kirchner não se enquadra no papel de um líder regional para armar consensos e desativar crises, já que não tem papas na língua e aplica a estratégia de ‘bater primeiro para conversar depois’. Eles ressaltaram que o próprio possui aversão às cúpulas. “Não gosto de ir por aí de coquetel em coquetel”, disse Kirchner durante seu governo.
No entanto, em Buenos Aires, no âmbito político também se comenta que Kirchner não se adapta à sua nova função, isto é, a de deputado federal (foi eleito em junho e tomou posse em dezembro). O marido da presidente Cristina só foi à sessão de juramento do cargo e à abertura do ano parlamentar. Nunca mais colocou os pés no plenário, apesar do salário que recebe para desempenhar a função (seu colega ex-presidente, Carlos Menem, atualmente senador, tampouco costuma dedicar-se às atividades de seu cargo, embora também seja pago para estar no plenário).
O regulamento da Unasul determina que a pessoa escolhida para coordenar essa entidade sul-americana não poderá intervir na política nacional de seu país. Isso levou os analistas em Buenos Aires a perguntar: “Kirchner conseguirá conter a si próprio e não intervir na política argentina?”
ORIGENS
A Unasul é composta pelos 12 países da América do Sul: a Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Suriname e Guiana (a ex-Guiana Britânica). As únicas exclusões da Unasul na América do Sul são a Guiana Francesa (departamento de além-mar da França) e as Ilhas Malvinas (pertencente à Grã-Bretanha). A Unasul foi criada em 2007 com a intenção de aprofundar a integração econômica e política da região. Ela foi constituída formalmente em maio deste ano em Brasília. Sua antecessora foi a Comunidade Sul-americana de Nações (CSN), fundada em 2004.
A suposta praticidade da Unasul como organização supranacional é constante alvo de críticas por parte de partidos da oposição dos vários governos da região, que consideram que este organismo só acrescenta mais burocracia regional.

 

TERMINA FESTIVAL DE TANGO EM BUENOS AIRES

Gelson Farias



Japonesa e Argentino são os vencedores do festival de tango de Buenos Aires

A dupla formada pela japonesa Chizuko Kuwamoto e pelo argentino Diego Ortega conquistou, na noite desta terça-feira (31/8), o Campeonato Mundial de Tango 2010, disputado em Buenos Aires entre 400 casais de dançarinos profissionais.

"Não consigo pensar, apenas sentir, sentir e sentir esta emoção", disse entre lágrimas a dançarina nascida em Tóquio, onde vive com Ortega.

A cerimônia de encerramento do VIII Mundial de Tango ocorreu no estádio Luna Park, diante de milhares de pessoas, e a dupla conquistou o titulo representando a cidade argentina de Colón, onde nasceu Ortega.

De Canoas para o mundo

 

São 12,7 milhões o número de famílias que recebem o Bolsa Família no Brasil, cada uma recebendo em média 86 reais e são 10 milhões de empregos formais gerados no Governo Lula, mais ou menos o que ele havia prometido na campanha presidencial de 2002. Estes 86 reais podem ser uma esmola para pessoas bem de vida, mas para este povo sofrido é comida na mesa. Com as políticas sociais o PT está tirando milhões da miséria, fazendo aumentar o consumo no Brasil e gerando mais empregos. O Lula encontrou a formula do crescimento e a Dilma vai se encarregar de que estas engrenagens continuem girando por mais 8 anos. Provavelmente o Bolsa Família poderá então ser aposentado. Graças a este modo e governar que o Lula tem 80% de aprovação. E conseguiu isto democraticamente e com toda grande mídia contra ele.

Remindo Sauim

Mensalão do Banrisul

 

Atenção jornalistas estourou o Mensalão do Banrisul aqui em Porto Alegre. Está dando a tremedeira nos partidos que tem influência política lá dentre. A saber, PSDB, PMDB e PP. As águas vão rolar!


Remindo Sauim

Esclarecimento


Amigo Olides,
Após dar uma das navegadas semanais pelo teu blog, gostaria de adicionar duas informações a nota de falecimento do Nestor Fips Schneider: ele foi Prefeito Municipal de Campo Bom pelo PDS em 1977/1982, também foi Rei Momo do Carnaval de Novo Hamburgo por vários anos. Um anexo duas fotos:como Rei Momo e como político.
Um grande abraço.
João Antonio Pinto de Carvalho


Carnaval de rua, em 1962: Rei Momo Nestor Fips Schneider, desfilando pela rua central de Novo Hamburgo.
(foto: www.bauderecordacoes.com.br)

Na Padaria Modelo, de Hamburgo Velho, na década de 70: Miguel Schmitz, Nestor Fips Schneider, Carlos Chiarelli, Erno Heckler e Arnaldo da Costa Prieto
(foto:www.bauderecordacoes.com.br)

Expointer


O almoço do Banrisul com a imprensa,ontem, deve ter sido uma " felicidade" só....


O assunto: ora bolas, como dizia o Cid Pinheiro Cabral....


Vai rolar muita água embaixo desta ponte...

Um coleguinha passou ontem de manhã na Cel Genóino e viu cinco viaturas da PF estacionados lá. Pensou tratar-se de um assalto a agência da CEF. Não, não era nada disto! O endereço " batido" era outro.....

Pá de cal

Pá de cal


A ação da PF ontem,no DEpto de Marketing do Banrisul parece ser a pá de cal no Governo Yeda...


Pá de Cal(1)

O vice-governador, Paulo Afonso Feijó foi muito lembrado,ontem, em função da ação da PF...

Pá de Cal(2)

SE Feijó ainda fosse candidato a deputado estadual estaria seguramente eleito deste desta batida no Banrisul
e em duas agencias de propaganda que cuidavam de sua conta.

Coleguinhas

As feras doJB


A sucursal gaúcha do JB eram formado por feras da reportagem. Nilson Luiz de Souza, Humberto Andreatta,Betão,Carlos Alberto Kolecza,Barbara Regina de Oliveira,Mara Terezinha Frantz,Josef Zukauskas, Juarez Porto entre outros. De fotógrafos vale recordar que passaram por lá, Luis Antônio Guerreiro, Rubens Borges(Goiano),Jurandir Soares,entre outros.


Carlos Alberto Kolecza


Humberto Andreatta "Betão"


Bárbara de Oliveira


Lauro Dieckmann


Mara Terezinha Frantz


Nilson Souza


José Zukauskas "O Zuca"


Rubens Borges "Goiano"


Zelo

Lauro Dieckmann que trabalhou no JB me disse ontem que Josef Zukauskas era tão organizado que que guardou todos os releases que o major Barcellos distribuía sempre que se prendia algum subversivo. A Secretaria de Segurança distribuía o release contendo os dados dos guerrilheiros presos com fotos e tudo:

- Quando fui trabalhar no JB, que ficava no prédio da ARI, vi ali numa pastas que o "ZUCA" ( apelido de Zukauskas) tinha psoto em pastinhas todos os releases com fotos que eram distribuídos quando eram presos os grupos guerrilheiros. Daí depois quando veio a anistia e os caras voltavam, o JB tinha uma grande vantagem sobre os outros jornais: tinha um arquivo completo de quem era quem na guerrilha. Assim podia fazer matérias mais completas que os outros jornais porque os repórteres dos outros tinham raiva da ditadura e botavam aqueles releases fora no arroio Dilúvio assim que saíam da coletiva no prédio da av. Ipiranga.

Demissão de Mitchell do JB depois de 30 anos de

aplicação ininterrupta!

No meu livro Pauta, relato o drama do repórter mais vinculado com o JB no EStado:

" José Mitchell, depois de ter trabalhado 30 anos no JB, foi demitido, na metade do ano de 201, por telefone,às 11 da noite, pelo chefe de redação,do Rio de Janeiro. Mitchell se abalou. As duas horas da madrugada tocou o telefone de José Carlos Torves . Mitchell está chorando. Conta como fora sua demissão,mas o que lhe preocupa éque nos últimos 10 anos o JB não depositou seu FGTS.( Ainda não foi pago,segundo me disse Mitchell na última quarta-feira, dia 1.09)

O editor-chefe que o demitiu ocomunicou do fato do FGTS não ter sido pago. Torves acha a situação complica e se assuta com a angústia de MItchell. Lembra-se de Lucídio Castelo Branco,que fora chefe de Mitchell no JB. Assim que o colega demitido desliga, Torves acorda em plena madrugada um ancião, com mais de 80 anos, no caso o Lucídio Castelo Branco.E pede aoLucídio que ligue na mesma hora para MItchell com medo que o colega tivesse um treco, um enfarte, tal seu nível de ansiedade.


As seis da manhã em ponto o despertador do telefone celular deTorves toca. Ele se apressa porque tinha que estar às sete em ponto no sindicato(era o presidente) para atender Mitchell. Pontualmente, como fora marcado, Mitchell chega ao sindicato.

Torves aquela hora já havia localizado o advogado Luis Carlos Colachi Moraes(já falecido). Naquele mesmo dia, no entanto, a RBSTV convidou José MItchell para integrar seus quadros como pauteiro. Isto aliviou a enorme tensão de sua demissão da sucursal doJB na qual cumpriu com zelo todos seus deveres por mais de 30 anos.

Coleguinhas

Num Texto enviado tempos atrás, o colega Lauro Dieckmann lembrou o que foi a sucursal do JB em Porto Alegre. Aqui duas fotos da coleção dele. O JB fechou no dia 31.08.Agora só circula on line!

A Sucursal do JB

Fotos: acervo de Lauro Dickmann

Foi só eu falar algumas linhas sobre a sucursal doJB que vários profissionais que trabalharam lá me mandaram fotos e textos.Nestas duas fotos do acervo de Lauro Dickmann aparecem na primeira o repórter Alexandre Garcia e o motorista Davi, numa festa.


Na segunda foto, tem mais gente conhecida.Alexandre Garcia, de barba, ao seu lado o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis no RS, José Mitchell,tendo a sua frente um litro de " Chivas"( da melhor qualidade) mas o Mitchell não bebe, o Quidinho Lisboa( Euclides Lisboa) então estagiário do JB, à esquerda, na ponta o operador de telex da sucursal do JB e um funcionário do Depto. Comercial da sucursal( loiro).

O fotógrafo José Antônio Guerreiro, que foi da Objetiva Press que prestava serviços ao JB diz que 60 por cento das sugestões de pauta que ele como prestador apresentava eram aceitas. A sucursal do JB sempre teve um fotógrafo fixo, que foi o Jurandir Silveira, depois o Mauro Mattos e antes deles todos o falecido Goiano(Rubens Borges).



PALOCCI VAI HERDAR UM CACHORRO


Carlos Chagas


PALOCCI VAI HERDAR UM CACHORRO


Por Carlos Chagas
Tancredo Neves tomaria posse a 15 de março e, mesmo assediado pela imprensa inteira para divulgar seu ministério, mantinha-se irredutível. Anunciaria a equipe de uma vez só, dia 12. Não admitia exceções, mas como os convites vinham sendo feitos, tornava-se impossível evitar as especulações, a maioria delas corretas.
Aureliano Chaves tinha sido peça fundamental para formar a dissidência contra Paulo Maluf, no PDS, e ninguém duvidava de que ocuparia as Minas e Energia. Dia sim, outro também, o então vice-presidente da República era assediado para confirmar o convite e informar quem seria o presidente da Petrobrás. Fez chegar ao presidente eleito o constrangimento e a necessidade da antecipação de seu nome para o ministério, mas Tancredo continuava irredutível: só no dia 12, todos juntos. Matreiro, porém, sentia estar se armando um choque com Aureliano, de temperamento mais do que forte.
Veio a solução. Instalado na Granja do Riacho Fundo, surpreendeu os jornalistas aparecendo de repente no jardim, pronto para conversar com eles, fato inusitado naqueles dias. Estava tudo armado. Um dos repórteres amigos tinha recebido a instrução de perguntar quem seria o presidente da Petrobrás. Perguntou. Tancredo, fingindo surpresa e irritação, antes de dar as costas ao grupo,
Estava resolvida a questão, afastada a primeira sombra de crise. O presidente eleito não anunciara a nomeação de Aureliano para as Minas e Energia, mas, ao mesmo tempo, deixara óbvia sua escolha. Mais uma jogada de mestre, que comemorou entre sorrisos mineiros...
Por que se conta essa historinha? Para Dilma Rousseff adquirir jogo de cintura quando indagada pela milésima vez se Antônio Palocci será seu ministro-chefe da Casa Civil. Sempre haverá um jeito de dizer que ele está aprendendo a gostar de cachorros, tanto que vai herdar o bicho que foi de José Dirceu e era dela até a formalização de sua candidatura...

ELOCUBRAÇÕES FUTURAS
Não tem limites o galope do cavalo branco da imaginação. Diante da mais do que provável eleição de Dilma Rousseff, já se especula sobre a sucessão de 2014, com as candidaturas do presidente Lula, pelo PT, e Aécio Neves e Geraldo Alckmin, pelo PSDB, além do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pelo PSB. Fica no ar a pergunta: e o PMDB, prestes a confirmar a previsão de que continuará como maior partido nacional, crescendo em número de governadores, senadores e deputados? Parece impossível que essa formidável estrutura partidária abra mão, pela
Mas quem? Que nomes poderiam, hoje, despontar como futuros possíveis pretendentes ao palácio do Planalto, já que as legendas concorrentes dispõem de nomes mais do que fortes? Roberto Requião, prestes a voltar ao Senado? Sérgio Cabral, governador reeleito do Rio? Michel Temer, vice de Dilma Rousseff? A safra ainda não foi plantada, fazendo lembrar a colheita que revelou Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Teotônio Vilela, Orestes Quércia, Waldir Pires e outros.

QUANDO BATER FAZ CRESCER
Caso verdadeiras as informações de estarem os tucanos mudando de tática eleitoral para tentar salvar a candidatura José Serra, seria bom que prestassem atenção na cozinha. Na cozinha? Sem dúvida, porque se os novos planos envolverem críticas ainda mais contundentes a Dilma Rousseff, é bom pensar na massa de bolo, aquela que quanto mais se bate, mais cresce.
Desde o início da campanha que o PSDB enveredou pelo caminho errado. Quando Serra liderava as pesquisas e chegou a ser tido como imbatível por importante diretor de instituto de pesquisa, deixou de definir uma linha coerente. Hesitou entre preservar o presidente Lula ou expor as mazelas do governo. Enfrentar o próprio ou contemporizar. Agora, ainda poupando o criador, pensa em flagelar a criatura. Não vai dar.

SEVERIDADE E IMPACIÊNCIA
Dizia Juscelino Kubitschek que as urnas eram severas e o eleitorado, impaciente. Dilma Rousseff terá condições de, eleita, traçar o roteiro de seu mandato e partir não só para a continuidade do governo Lula, mas para projetos próprios. Se ficar apenas como um vídeo-tape do antecessor, logo sentirá a impaciência de seus eleitores. É bom lembrar que o Lula anunciou o Fome-Zero e a criação de dez milhões de empregos nos primeiros dias de sua posse.

De São Borja


Morreu na quarta e foi enterrada ontem a assessora de imprensa da Câmara Municipal, jornalista Otília Pereira. ERa a secretária de Celso Lopes quando este foi candidato a prefeito ( e perdeu)

Celso ainda postula em 2012 ser candidato a prefeito da Terra dos Presidentes.

Agenda Tarso Genro 3 setembro


Agenda sexta-feira (3/9)

Manhã = atende imprensa interior
Tarde = reuniões internas

Tarso Genro lança programa para Região Metropolitana


Convite

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO PARA REGIÃO METROPOLITANA

A Unidade Popular Pelo Rio Grande lança na sexta-feira (10), em São Leopoldo, documento com o planejamento estratégico para responder as necessidades urgentes de desenvolvimento para a Região Metropolitana e capital do Estado.
O ato de lançamento será na Sociedade Ginástica de São Leopoldo, rua José Bonifácio, 698, no centro, dia 10 de setembro, às 12 horas, com as presenças de Tarso Genro, Beto Grill e Olívio Dutra.

No documento, dirigido aos 32 municípios da Região Metropolitana e Porto Alegre, Tarso assume compromissos “sérios e irrevogáveis” e anuncia metas e projetos para, caso seja eleito, implantar no seu governo à frente do Estado.

Entre os compromissos, Tarso Genro prevê a criação de um Grupo Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul; do Plano Metropolitano de Segurança Pública; intensificar as ações na saúde publica com a criação de 20 Unidades de Pronto Atendimento UPA; prioriza a qualificação do Transporte Coletivo Metropolitano; se compromete com a abertura de 50 mil novas vagas nas Escolas de Ensino Médio e com a revitalização da Uergs para atender a Região.
O documento prevê as ações articuladas para o desenvolvimento da capital e dos 32 municípios da Região Metropolitana entre elas, o Desenvolvimento Urbano e Ambiental; Infraestrutura e Energia e o Desenvolvimento Econômico e Tecnológico.

Os compromissos para a Região Metropolitana, “são plataformas para a construção de um novo Rio Grande, para o qual nós convocamos todas as forças políticas democráticas que querem mudar o Rio Grande, tirá-lo do atraso e da letargia”, adianta Tarso Genro. O candidato ao governo pela Unidade Popular pelo Rio Grande também disse que o documento apresenta metas determinadas e convoca gaúchos e gaúchas para construírem um novo Rio Grande.

O documento tem como marca a participação de todos os segmentos da sociedade e foi resultado de mais de seis meses de debates das Caravanas pelo Rio Grande, que envolveram mais de 20 mil pessoas em todas as regiões do Estado. Também contou com a participação dos partidos que fazem parte da Unidade Popular, das 150 Plenárias Livres e do estudo técnico de viabilidade pelos técnicos dos partidos.

SERVIÇO:
O QUE: Lançamento do Programa de Governo para a Região Metropolitana da Unidade Popular pelo Rio Grande
PRESENÇAS: Tarso Genro, Beto Grill e Olívio Dutra
QUANDO: 10 de setembro de 2010 (sexta-feira)
ONDE: São Leopoldo, na Sociedade Ginástica, rua José Bonifácio, 698.
HORÁRIO: 12 horas
ALMOÇO: R$ 15,00

Jorge Branco - coordenador programa de governo campanha Tarso Genro
Jornalista Tina Griebeler (51) 9304 1127 (51) 9304 1127
Mtb 5131

AINDA O CASO DA FORD EM GUAÍBA


A história da Ford, que deveria ter sido instalada em Guaíba, mas que foi parar lá em Camaçari, na Bahia, é controversa. Ela foi embora ou foi forçada a desistir de se instalar aqui no Estado ?
Recentemente foi emitida uma sentença judicial, que provocou nos defensores da idéia de que ele foi embora uma certa euforia; segundo eles a sentença, que manda a Ford devolver os valores que já tinha recebido, é a prova de que ela se retirou do Estado; outros leem de maneira contrária; a Ford, por justiça, deve devolver os valores recebidos, já que não pode ficar aqui.
Como diria o personagem aquele da Escolinha do Professor Raimundo, o Rolando Lero, há controvérsia, querido mestre.
O certo é que lá na Bahia, segundo jornal O Sul, de 24.11.2009, está proporcionando 8,5 mil empregos diretos e 90 mil indiretos. Em 25.11.2009. no site WWW.vermelho.com.br, do PCdoB,constou que a criação de cerca de dez mil empregos diretos e outros dez mil indiretos, seria o principal resultado do investimento de R$ 2,4 bilhões anunciado pela direção da Ford na última sexta-feira (20.11), para ampliação da unidade baiana da montadora, localizada no município de Camaçari, Região metropolitana de Salvador. O montante será investido a partir de 2011 e permitirá o aumento da capacidade de produção da fábrica de 250 mil para 300 mil veículos por ano.
Quem estava presente no anúncio: Lula e o atual Governador da Bahia, do PT, Jaques Wagner.
Resumindo: se forem verídicos os números, estamos diante de 118,5 mil empregos. Já imaginaram estes empregos aqui em nossa região ?
Voltando ao dilema, que não é shakesperiano ( ser ou não ser ), mas foi ou não foi, embora ou mandada embora,em relação a Ford, será que podemos dirimir a dúvida ?
Vamos lá: no dia 16.10.99 Zero Hora publicou um texto intitulado Lula apóia a saída da Ford, em pronunciamento na Federasul; dirigindo-se a Olívio Dutra, então Governador, ele disse:
- Foi com muito orgulho que um certo dia pela manhã abri o jornal e vi que você, Olivio, disse que não tinha dinheiro para financiar multinacionais, e mandou a Ford embora.

POPULARIDADE DE LULA

Segundo as pesquisas, anda ao redor de 80%. Mas o que motiva isto ? O que de substancial ele fez para todo o povo ? É só ver ao redor, nas nossas cidades. Bolsa Família ? Para obtê-la não é necessário trabalhar. Há um vídeo na internet em que Lula agradece ao ex-Governador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás, a sugestão de união de todos os cartões de ajuda, instituídos no Governo anterior ( Bolsa Escola, Vale Gás, Bolsa Alimentação,etc.), num só, surgindo assim o Bolsa Família.
Nada contra o Bolsa Família, mas ela não pode se tornar eterna, senão estaremos diante daquilo que Luiz Gonzaga e Zé Dantas escreveram na letra da música Vozes da Sêca, em 1953 : ( ... ) mas doutô, uma esmola a um homem qui é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão. (...)
Noutra parte da letra temos:
Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage
Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage
Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage
Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage
Aí fico imaginando qual seria a popularidade de Getúlio Vargas e Jango, com os quais já compararam Lula, se governassem nos dias de hoje, com toda esta mídia.
Getúlio Vargas criou o salário mínimo, as 48 horas semanais ( na época os trabalhadores eram quase que como escravos ), a CLT, a Justiça do Trabalho, a Carteira Profissional, a Previdência Social, nos moldes hoje existentes; tudo relacionado com trabalho , diferente do Bolsa Família. Estas ações de Getúlio perduram até hoje; no que se refere à Previdência Social são mais de 27 milhões de beneficiários, que recebem valores muito maiores que os do Bolsa Família.
Qual seria,então, o percentual de aprovação de Getúlio, se ele governasse nos dias de hoje, com toda esta mídia ? Fazendo um chiste: mais de 1.000 %.
E João Goulart ? No seu Governo o então Deputado Federal Floriceno PaIxão, muito conhecido na região, quanto ainda militava politicamente ( hoje está acometido pelo Mal de Alzheimer ), apresentou os projetos do décimo terceiro ( um em co-autoria ), que, na época, era denominado Gratificação de Natal, que, aprovados e transformados em lei, estas foram sancionadas por Jango. Você aí, que todo o ano recebe o décimo terceiro, sabe disto ? São milhões de trabalhadores, aposentados e pensionistas que recebem, em valores, também, muito maiores que os do Bolsa Família.
Será que, fazendo um chiste, também, poderíamos dizer que, se Jango governasse hoje, com toda a divulgação que temos, sua popularidade estaria ao redor de, digamos, 500% ?

SERGIO OLIVEIRA
CHARQUEADAS - RS

O EMBATE FUTURO ENTRE LULA, AÉCIO E GERALDO



Por Carlos Chagas
Surpreendente ou não, dá o que pensar o crescimento de Antônio Anastásia em Minas, já ultrapassando Hélio Costa. Trata-se do fenômeno da transferência de votos, no caso, de Aécio Neves para o candidato que foi seu vice-governador até pouco. Sem tirar nem pôr, a mesma coisa verificada entre o presidente Lula e Dilma Roussef, na sucessão federal. Antes, parecia verdade absoluta que votos não se transferiam. Agora, acontece o contrário, de onde se tira a cristalina evidência de que para transferir é preciso ter. Lula e Aécio tem aos montes. Em São Paulo a situação é outra: Geraldo Alckmin lidera com vantagem a corrida para o palácio dos Bandeirantes, mas não terá recebido muitos votos de José Serra, pela simples razão de que já possuía o seus. Como governador, em dois mandatos, e candidato à presidência da República em, 2006, mesmo derrotado, tornou-se estrela com luz própria, amplamente conhecido. A conclusão é de que tanto Dilma quanto Anastásia são tutelados, criaturas girando em órbita dos criadores. Se mantidas as previsões e as pesquisas, a nova presidente da República e o novo governador mineiro administrarão pela metade o país e o estado. Sobre ambos irá pairar a sombra do Lula e do Aécio. Na hora de governar. Com Alckmin, será diferente: nenhuma influência de José Serra.
Eis aí, se mantidos os caprichosos números das consultas populares, os três atores principais da peça ainda não escrita a respeito da sucessão de 2014. Lula, Aécio e Geraldo sairão na frente, numa hoje longínqua projeção futura. Os dois tucanos travarão, antes, florentino duelo para saber qual deles disputará o poder maior: um, assentado no comando do estado mais poderoso da federação; o outro, compensando o desequilíbrio econômico entre São Paulo e Minas através de suposta ação dinâmica no Senado.
É claro que uma vez instalada no palácio do Planalto, Dilma Rousseff sempre poderá reivindicar a reeleição, não faltando quem desde já a estimule a ocupar os espaços naturalmente pertencentes ao Lula. Prevalece aquele ditado árabe de que “bebe água limpa quem chega primeiro na fonte”...

UM QUE DEU CERTO
Para a composição do ministério de Dilma não devem ser esperadas consultas, muito menos nos quartéis, para o preenchimento do ministério da Defesa. Mas se por hipótese valesse a opinião dos chefes militares, quase por unanimidade prevaleceria a tendência de que “se está bom assim, para que mudar?” Nelson Jobim conta hoje com o apoio do Exército, Marinha e Aeronáutica, como um dos melhores ministros que já ocuparam a pasta. Poliu arestas, atendeu reivindicações e conteve bissextos arroubos de insatisfação castrense. Cuidou da “sua turma” com firmeza e competência. Se a provável nova presidente da República decidir manter alguns auxiliares do governo Lula, provavelmente começaria pela Defesa.

ABANDONADA A AVENTURA
Indicações começam a fluir do PT e adjacências a respeito de haver Dilma Rousseff abandonado a perigosa proposta de convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusiva, a se reunir nos primeiros tempos de seu governo, destinada a promover ampla reforma em nossa Lei Fundamental.
Primeiro porque a Constituição não se encontra posta em frangalhos, muito pelo contrário. Sempre serão necessárias reformas, mas nada retumbante ou catastrófico. Para promovê-las, sempre haverá o poder constituinte derivado, de que todos os Congressos estão investidos, tornando-se desnecessário apelar para o poder constituinte originário.
Depois, porque realizar eleições exclusivas para uma Constituinte, provavelmente ano que vem, seria abrir um risco do diabos em termos de representatividade. Quem disputaria com mais avidez senão os derrotados do próximo outubro, trazendo como credencial maior a vontade de dar a volta por cima na derrota? Senão os piores, os candidatos a deputado constituinte seriam os menos votados nas diversas eleições deste ano. Impossível se tornaria exigir deles conhecimentos aprofundados de Direito ou, pior ainda, diploma de advogado ou professor.
Ignora-se terem sido esses os argumentos que levaram Dilma a arquivar a proposta semanas atrás por ela elogiada. Melhor assim, porque atrás dessa estranha tentativa estão as elites econômicas interessadas em suspender direitos sociais e eliminar exigências e obrigações ligadas ao poder público que o então presidente Fernando Henrique não conseguiu suprimir...

EM BUSCA DA UNIDADE
O Ministério Público da União e o Ministério Público do Rio de Janeiro realizaram, no fim de semana que passou, o primeiro encontro institucional denominado “Em Busca da Unidade”, reunindo mais de quinhentos procuradores e promotores públicos. Lá estavam membros do Conselho Nacional do Ministério Público, do Ministério Público Estadual, do Ministério Público Federal, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Militar e do Ministério Público Eleitoral, liderados pelo Procurador Geral da República e o Procurador Geral de Justiça do Rio de Janeiro, além do governador do estado. A proposta foi de conquistar a unidade entre os diversos setores do Ministério Público, estimulando a ação conjunta de todos. Um excelente começo, envolvendo discussões entre temas criminais, de tutela coletiva, institucionais e eleitorais.

Estudo acadêmico sobre a revista Veja

Caro Olides
Vi a matéria de um estudo academico sobre a Revista Veja no link abaixo:

http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/pesquisa-da-puc-veja-se-transformou-no-maior-fenomeno-de-anti-jornalismo.html

Acho que seria interessante para teus leitores, que sei muitos serem jornalistas.

Abraços

Remindo

Estudo acadêmico sobre a revista Veja

Só na minha área (Biologia) eu já li mais de uma matéria da Veja com erros e “tendências” grosseiros. E foi por isso que parei de ler a revista há mais de 10 anos... imagino que em outros assuntos mais polêmicos pode ser isso também...acho que nunca devemos acreditar numa única revista ou jornal.

Ellen Augusta, bióloga

Recebo do Antônio Goulart e publico!

 

Mas qualquer hora destas vou meter o bedelho neste assunto, que conheço muito bem até porque participei da elaboração desta reportagem!

Edição 605 de 31/8/2010
www.observatoriodaimprensa.com.br

JORNAL JÁ


Como calar e intimidar a imprensa
Luiz Cláudio Cunha


"Quando o mal é mais audacioso, o bem precisa ser mais corajoso." (Pierre Chesnelong, 1820-1894, político francês
Agosto, mês de cachorro louco, marcou o décimo ano da mais longa e infame ação na Justiça brasileira contra a liberdade de expressão.
É movida pela família do ex-governador Germano Rigotto, 60 anos, agora candidato ao Senado pelo PMDB do Rio Grande do Sul e supostamente alheio ao processo aberto em 2001 por sua mãe, dona Julieta, hoje com 89 anos. A família atacou em duas frentes, indignada com uma reportagem de quatro páginas, publicada em maio daquele ano em um pequeno mensário (tiragem de 5 mil exemplares) de Porto Alegre, o JÁ, que jogava luzes sobre a maior fraude da história gaúcha e repercutia o envolvimento de Lindomar Rigotto, filho de Julieta e irmão de Germano.
Uma ação, cível, cobrava indenização da editora por dano moral. A outra, por injúria, calúnia e difamação, punia o editor do JÁ e autor da reportagem, Elmar Bones da Costa, hoje com 66 anos. O jornalista foi absolvido em todas as instâncias, apesar dos recursos da família Rigotto, e o processo pelo Código Penal foi arquivado. Mas, em 2003, Bones acabou sendo condenado na área cível ao pagamento de uma indenização de R$ 17 mil. Em agosto de 2005 a Justiça determinou a penhora dos bens da empresa. O JÁ ofereceu o seu acervo de livros, cerca de 15 mil exemplares, mas o juiz não aceitou. Em agosto de 2009, sempre agosto, quando a pena ascendera a quase R$ 55 mil, a Justiça nomeou um perito para bloquear 20% da receita bruta de um jornal comunitário quase moribundo, sem anúncios e reduzido a uma redação virtual que um dia teve 22 jornalistas e hoje se resume a dois Bones e Patrícia Marini, sua companheira. Cinco meses depois, o per ito foi embora com os bolsos va zios, penalizado diante da flagrante indigência financeira da editora.
Até que, na semana passada, no maldito agosto de 2010, a família de Germano Rigotto saboreou mais um giro no inacreditável garrote judicial que asfixia o jornal e seu editor desde o início do Século 21: o juiz Roberto Carvalho Fraga, da 15ª Vara Cível de Porto Alegre, autorizou o bloqueio online das contas bancárias pessoais de Elmar Bones e seu sócio minoritário, o também jornalista Kenny Braga. Assim, depois do cerco judicial que está matando a editora, a família Rigotto assume o risco deliberado de submeter dois dos jornalistas mais conhecidos do Rio Grande ao vexame da inanição, privados dos recursos essenciais à subsistência de qualquer ser humano.


O personagem de Scorsese
Afinal, qual o odioso crime praticado pelo JÁ e por Elmar Bones que possa justificar tanta ira, tanta vindita, ao longo de tanto tempo, pelo bilioso clã Rigotto? O pecado do jornal e seu editor só pode ter sido o jornalismo de primeira qualidade, ousado e corajoso, que lhe conferiu em 2001 os prêmios Esso Regional e ARI (Associação Riograndense de Imprensa), os principais da categoria no sul do país, pela reportagem "Caso Rigotto Um golpe de US$ 65 milhões e duas mortes não esclarecidas".
A primeira morte era a de uma garota de programa, Andréa Viviane Catarina, 24 anos, que despencou nua do 14º andar de um prédio na Rua Duque de Caxias, no centro da capital gaúcha, no fim da tarde de 29 de setembro de 1998. O dono do apartamento, Lindomar Rigotto, estava lá na hora da queda. Ele contou à polícia que a garota tinha bebido uísque e ingerido cocaína. Nenhum vestígio de álcool ou droga foi confirmado nos exames de sangue coletados pela criminalística. O laudo da necropsia diz que a vítima mostrava três lesões duas nas costas, uma no rosto que não tinham relação com a queda. Ela estava ferida antes de cair, o que indicava que houve luta no apartamento. Um teste do Instituto de Criminalística indicou que o corpo de Andréa recebeu um impulso no início da queda.
No relatório que fez após ouvir Rigotto, o delegado Cláudio Barbedo, um dos mais experientes da polícia gaúcha, achou relevante anotar: "[Lindomar] depôs sorrindo, senhor de si, falando como se estivesse proferindo uma conferência". Os repórteres que o viram chegar para depor, no dia 12 de novembro, disseram que ele parecia "um personagem de Martin Scorsese", famoso pelos filmes sobre a Máfia: Lindomar usava óculos escuros, terno azul marinho, calça com bainha italiana, camisa azul, gravata colorida e gel nos cabelos compridos. O figurino não impressionou o delegado, que incluiu na denúncia o depoimento de uma testemunha informando que Lindomar era conhecido como "usuário e traficante de cocaína" na noite que ele frequentava por prazer e ofício como dono do Ibiza Club, uma rede de quatro casas noturnas que agitavam as madrugadas no litoral do Rio Grande e Santa Catarina. Em dezembro, o delegado Barbedo concluiu o inquérito, denunciando Lindomar Rigot to por homicídio cu lposo e omissão de socorro.


Lindomar só não sentou no banco dos réus porque teve também uma morte violenta, 142 dias após a de Andréa. Na manhã de 17 de fevereiro, ele fechava o balanço da última noite do Carnaval de 1999, que levou sete mil foliões ao salão do Ibiza da praia de Atlântida, a casa mais badalada do litoral gaúcho. Cinco homens armados irromperam no local e roubaram a féria da noitada. Lindomar saiu em perseguição ao carro dos assaltantes. Emparelhou com eles na praia vizinha, Xangrilá, a três quilômetros do Ibiza. Um assaltante botou a arma para fora e disparou uma única vez. Lindomar morreu a caminho do hospital, com um tiro acima do olho direito. Tinha 47 anos.
O choque de Dilma
A trepidante carreira de Lindomar Rigotto sofrera um forte solavanco dez anos antes, com seu envolvimento na maior fraude da história gaúcha: a licitação manipulada de 11 subestações da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), uma tungada em valores corrigidos de aproximadamente R$ 840 milhões 21 vezes maiores do que o escândalo do Detran que submeteu a governadora Yeda Crusius a um pedido de impeachment, quase três vezes mais do que os desvios atribuídos ao clã Maluf em São Paulo, quinze vezes maior do que o total contabilizado pelo Supremo Tribunal Federal para denunciar a "quadrilha dos 40" do mensalão do governo Lula.
Afundada em dívidas, a estatal gaúcha de energia tinha dificuldades para captar os US$ 141 milhões necessários para as subestações que gerariam 500 mil quilowatts para 51 pequenas e médias cidades do Rio Grande. Preocupado com a situação pré-falimentar da empresa, o então governador Pedro Simon (PMDB) tinha exigido austeridade total.


Até que, em março de 1987, inventou-se o cargo de "assistente da diretoria financeira" para acomodar Lindomar, irmão do líder do Governo Simon na Assembléia, o deputado caxiense Germano Rigotto. "Era um pleito político da base do PMDB em Caxias do Sul", confessaria depois o secretário de Minas e Energia, Alcides Saldanha. Mais explícito, um assessor de Saldanha reforçou a paternidade ao JÁ: "Houve resistência ao seu nome [Lindomar], mas o irmão [Germano] exigiu".
Com a chegada de Lindomar, as negociações com os dois consórcios das obras, que se arrastavam há meses, foram agilizadas em apenas oito dias. Logo após a assinatura dos contratos, os pagamentos foram antecipados, contrariando as normas estritas baixadas por Simon para evitar curtos-circuitos contábeis na CEEE. Três meses depois, a empresa foi obrigada a um empréstimo de US$ 50 milhões do Banco do Brasil, captado pela agência de Nassau, no paraíso fiscal das Bahamas. Uma apuração da área técnica da CEEE detectou graves problemas: documentos adulterados, folhas numeradas a lápis, licitação sem laudo comprovando a necessidade da obra. A sindicância da estatal propôs a revisão dos contratos, mas nada foi feito. A recomendação chegou ao governo seguinte, o de Alceu Collares (PDT), e à sucessora de Saldanha na pasta das Minas e Energia, uma economista chamada Dilma Rousseff. "Eu nunca tinha visto nada igual", diria ela, chocada com o que leu.
Dilma só não botou o dedo na tomada porque o PDT de Collares precisava dos votos do PMDB de Rigotto para ter maioria na Assembléia. Para evitar o risco de queimaduras, Dilma, às vésperas de deixar a secretaria, em dezembro de 1994, teve o cuidado de mandar aquela papelada de alta voltagem para a Contadoria e Auditoria Geral do Estado (CAGE), que começou a rastrear a CEEE com auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público. Dependendo do câmbio, o tamanho da fraude constatada era sempre eletrizante: US$ 65 milhões, segundo o CAGE, ou R$ 78,9 milhões, de acordo com o Ministério Público.
A denúncia energizou a criação de uma CPI na Assembléia, proposta pelo deputado Vieira da Cunha, líder da bancada do PDT em 2008 na Câmara Federal. Vinte e cinco auditores quebraram sigilos bancários e fiscais. Lindomar Rigotto foi apontado em 13 depoimentos como figura central do esquema, acusação reforçada pelo chefe dele na CEEE, o diretor-financeiro Silvino Marcon. A CPI constatou que os vencedores da licitação, gerenciados por Rigotto, apresentavam propostas "em combinação e, talvez, até ao mesmo tempo e pelas mesmas pessoas". O relatório final lembrava: "É forçoso concluir pela existência de conluio entre as empresas interessadas que, se organizando através de consórcios, acertaram a divisão das obras entre si, fraudando dessa forma a licitação". O JÁ foi mais didático: "Apurados os vencedores, constatou-se que o consórcio Sulino venceu todas as subestações do grupo B2 e nenhuma do B1. Em compensação, o Conesul venceu todas as obras do B1 e nenhuma do B1. A di ferença entre as propostas dos dois consórcios é de apenas 1,4%".

O aval de Dulce
A quebra do sigilo bancário de Lindomar revelou um crédito em sua conta de R$ 1,17 milhão, de fonte não esclarecida. O relatório final da CPI caiu na mão de um parlamentar do PT, o também caxiense Pepe Vargas, primo de Lindomar e Germano Vargas Rigotto. Apesar do parentesco, o primo Pepe, hoje deputado federal, foi inclemente na sua acusação final: "De tudo o que se apurou, tem-se como comprovada a prática de corrupção passiva e enriquecimento ilícito de Lindomar Vargas Rigotto". Além dele, a CPI indiciou outras 12 pessoas e 11 empresas, botando no mesmo balaio nomes vistosos como Camargo Corrêa, Alstom, Brown Boveri, Coemsa, Sultepa e Lorenzetti. No final de 1996, a Assembléia remeteu as 260 caixas de papelão da CPI ao Ministério Público, de onde nasceu o processo n° 011960058232 da 2ª Vara Cível da Fazenda Pública em Porto Alegre. Os autos somam 30 volumes e 80 anexos e mofam ainda na primeira instância do Judiciário, protegidos por um inacreditÍ vel "segredo de justiça". Em fevereiro próximo, o Rio Grande do Sul poderá comemorar os 15 anos de completo sigilo sobre a maior fraude de sua história.
Esta incrível saga de resistência e agonia do JÁ e de Bones provocada pela família Rigotto foi contada, em primeira mão, neste Observatório, em 24 de novembro de 2009 ("O jornal que ousou contar a verdade"). No dia seguinte, uma quarta-feira, Rigotto telefonou de Porto Alegre para reclamar ao autor que assina aquele e este texto.


Isso ficou muito ruim pra mim, Luiz Cláudio, pois o Observatório é um formador de opinião, muito lido e respeitado. Ficou parecendo que eu estou querendo fechar um jornal. Eu não tenho nada a ver com isso. O processo é coisa da minha mãe. Foi a minha irmã, Dulce, que me disse que a reportagem era muito pesada, irresponsável. Eu nem conheço este jornal, este jornalista...
Rigotto, a dona Julieta não é candidata a nada. O candidato és tu. A reportagem do JÁ tem implicações políticas que batem em ti, não na tua mãe. E acho muito estranho que, passados oito anos, tu ainda não tiveste a curiosidade de ler a reportagem que tanta aflição provoca na dona Julieta. Se tu estás te baseando na avaliação da Dulce, devo te alertar que ela não entende xongas de jornalismo, Rigotto! Esta matéria do Bones é precisa, calcada em fatos, relatórios, documentos e conclusões da CPI e do Ministério Público que incriminam o teu irmão. Não tem opinião, só informação. O teu processo...
Não é meu, não é meu... É da minha mãe...
Isso é o que diz também o Sarney, Rigotto, quando perguntam a ele sobre a censura que cala O Estado de S.Paulo. "Isso é coisa do meu filho, o Fernando"...
Eu fico muito ofendido com esta comparação! Eu não sou o Sarney, não sou!...
Lamento, mas estás usando a mesma desculpa do Sarney, Rigotto.
Luiz Cláudio, como resolver isso tudo com o Bones? A gente pode parcelar a dívida e aí...
Rigotto, tu não estás entendendo nada. O Bones não quer parcelar, não quer pagar um único centavo. Isso seria uma confissão de culpa, e ele não fez nada errado. Pelo contrário. Produziu uma reportagem impecável, que ganhou os maiores prêmios. Eu assinaria essa matéria, com o maior orgulho. Sai dessa, Rigotto!
Coincidência ou não, um dia depois do telefonema, na quinta-feira, 26, Rigotto convocou uma inesperada coletiva de imprensa em Porto Alegre para anunciar sua retirada como possível candidato ao Palácio Piratini, deixando o espaço livre para o prefeito José Fogaça.

O modelo de Roosevelt
Naquela mesma quarta-feira, 25 de novembro, a emenda ficou pior que o soneto. O advogado dos Rigotto, Elói José Thomas Filho, botou no papel aquela mesma proposta indecente que ouvi do próprio Germano Rigotto, confirmando por escrito ao editor a idéia de parcelar a indenização devida de R$ 55 mil em 100 (cem) módicas prestações. Diante da altiva recusa de Bones, o advogado pareceu incorporar a doutrina do big stick de Theodore Ted Roosevelt (1901-1909), popularmente conhecida como "lei do tacape" e inspirada pela frase favorita do belicoso presidente estadunidense: "Fale com suavidade e tenha na mão um grande porrete". O suave advogado Thomas Filho escreveu então para Bones: "... em nova demonstração de boa-fé, formalizamos nossa intenção em compor amigavelmente o litígio acima, bem como a possibilidade [sic] de nos abstermos de ajuizar novas demandas judiciais...".
Certamente para tranquilizar o filho candidato, o advogado reafirmava na carta a Bones que a ação contra o jornal era movida "unicamente" por dona Julieta, que buscava na justiça o ressarcimento pelo "abalo moral" provocado pela reportagem do JÁ, que misturava "irresponsavelmente três fatos diversos que envolveram a figura do falecido". Ou seja, dona Julieta Rigotto, que entende de jornalismo tanto quanto os filhos Dulce e Germano, não consegue perceber a obviedade linear de uma pauta irresistível para qualquer repórter inteligente: o objetivo relato jornalístico sobre um homem público Lindomar morto num assalto pouco antes de ser julgado pelo homicídio culposo de uma prostituta e pouco depois de ser denunciado no relatório de uma CPI, redigido pelo primo deputado, pela prática comprovada de "corrupção passiva e enriquecimento ilícito" na maior fraude já cometida contra os cofres públicos do Rio Grande do Sul. Mas, na lógica simplória da mãe dos Rigotto, uma coi sa não tem nada a ver com a outra...
Para garantir o tom "amigável" entre as partes, o advogado de dona Julieta propôs a Bones os termos de uma retratação pública, suave como um porrete, enfatizando três pontos:

1."Dona Julieta nunca teve a intenção de fechar o jornal";

2."a ação não é promovida pela família Rigotto, mas apenas por dona Julieta";

3."retirar o jornal de circulação, para estancar a propagação do dano".
Tudo isso, incluindo o ameno confisco de um jornal das bancas em pleno regime democrático, segundo o tortuoso raciocínio do advogado, serviria para "tutelar a honra e a imagem de seu falecido filho". Neste longo, patético episódio, que intercala demonstrações de coragem e altivez com cenas de pura violência, fina hipocrisia ou corrupção explícita, ficou pelo caminho o contraste de atitudes que elevam ou rebaixam. Diante da primeira ação criminal de dona Julieta na Justiça, o promotor Ubaldo Alexandre Licks Flores ensinou, em novembro de 2002:
"[não houve] qualquer intenção de ofensa à honra do falecido Lindomar Rigotto. Por outro lado, é indiscutível que os três temas [a CEEE e as duas mortes] estavam e ainda estão impregnados de interesse público".


O orgulho de Enedina
Apesar da lucidez do promotor, o caso tonitruante da CEEE não ecoa nos ouvidos surdos da imprensa gaúcha, conhecida no país pela acuidade de profissionais talentosos, criativos, corajosos. Nenhum grande jornal do sul Zero Hora, Correio do Povo, Jornal do Comércio, O Sul , nenhum colunista de peso, nenhum editorialista, nenhum blog de prestígio perdeu tempo ou tinta com esse tema, que nem de longe parece um assunto velho, batido ou nostálgico. O que lhe dá notória atualidade não é o ancestral confronto entre a liberdade de expressão e a prepotência envergonhada dos eventuais poderosos de plantão, mas a reaparição de seus principais personagens no turbilhão da corrida eleitoral de 2010.
Germano Rigotto, o líder governista que emplacou o filho de dona Julieta na máquina estatal, é hoje o candidato do maior partido gaúcho ao Senado Federal. A ex-secretária Dilma Rousseff, que ficou estarrecida com o que leu sobre as fraudes de Lindomar Rigotto na CEEE, é apontada pelas pesquisas como a futura presidente do Brasil, numa vitória classificada pelo renomado jornal inglês Financial Times como "retumbante". Tarso Genro, o ex-comandante supremo da Polícia Federal, que executou as maiores operações contra corruptos da máquina pública, lidera a corrida ao governo gaúcho e, certamente, tem os instrumentos para saber hoje o que Dilma sabe desde 1990. O primo Pepe Vargas, que mostrou isenção e coragem no relatório da CPI sobre a maior fraude da história do Rio Grande, é candidato à reeleição, assim como o deputado federal que inventou a CPI, Vieira da Cunha.
É a lógica perversa do interesse eleitoral que explica o desinteresse até dos principais adversários de Rigotto na disputa pelo Senado. O candidato do PMDB está emparedado entre a líder na pesquisa da Datafolha, a jornalista Ana Amélia Lemos (PP) que subiu de 33% em julho para 44% na semana passada e o candidato à reeleição pelo PT, senador Paulo Paim que cresceu de 35% no início do mês para 38% agora. Rigotto caiu de 43% para 42% no espaço de três semanas. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, Ana Amélia bate Rigotto por 47% a 39%. Seus oponentes desprezam o potencial explosivo do "Caso CEEE" porque todos sonham em ganhar o segundo voto dos outros candidatos, o que justifica a calculada misericórdia e o piedoso silêncio que modera a estratégia de adversários historicamente tão diferentes e hostis como são, no Rio Grande do Sul, o PT, o PMDB e o PP.


O que é recato na política se transforma em omissão nas entidades que, ao longo do tempo, marcaram suas vidas na luta pela democracia e pela liberdade de expressão e no repúdio veemente à ditadura e à censura. Siglas notáveis como OAB, ABI, SIP, Fenaj e Abraji brilham pelo silêncio, pela omissão, pelo desinteresse ou pelo trato burocrático do caso JÁ vs. Rigotto, que resume uma questão crucial na vida de todas elas e de todos nós: a livre opinião e o combate à prepotência dos grandes sobre os pequenos, apanágio de toda democracia que se respeita.
A OAB e seus advogados, no Rio Grande ou no Brasil, que impulsionaram a queda de um presidente envolvido em denúncias de corrupção, não se sensibilizam pela sorte de um pequeno jornal e seu bravo editor, punidos por seu desassombrado jornalismo e mortalmente asfixiados pelo cerco econômico surpreendentemente avalizado pela Justiça, que deveria proteger os fracos contra os fortes e não o contrário.
A inerte Associação Brasileira de Imprensa jamais se pronunciou sobre as agruras de Bones e seu jornal. Só em setembro de 2009, um mês após a denúncia sobre o bloqueio judicial das receitas do JÁ, é que a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do RS trataram de fazer alguma coisa: uma nota gelada, descartável, manifestando solidariedade à vítima e lamentando a decisão "equivocada" da Justiça. A Associação Riograndense de Imprensa, que em 2001 conferiu à reportagem contestada do JÁ o seu maior prêmio jornalístico, só quebrou o seu constrangedor silêncio ao ser cobrada publicamente por este Observatório, em novembro passado. Todos os membros da brava Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo têm a obrigação de conhecer a biografia de Elmar Bones, que nos anos de chumbo pilotou o CooJornal, um mensário da extinta Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (1976-1983) que virou referência da imprensa nanica que resistia à ditadura.
Bones chegou a ser preso, em 1980, pela publicação de um relatório secreto em que o Exército fazia uma autocrítica sobre as bobagens cometidas na repressão à guerrilha do Araguaia. Algo mais perigoso, na época, do que falar na roubalheira operada pelo filho de dona Julieta na CEEE... No site da Abraji, a entidade emite sua opinião em quatro notas, nos últimos dois anos. Critica o sigilo eterno de documentos públicos, defende o seguro de vida para repórteres em zona de risco, repudia um tapa na cara que uma repórter de TV do Centro-Oeste levou de um vereador e, enfim, faz uma vigorosa, firme, veemente manifestação a favor da liberdade de expressão... no México. Ao pobre JÁ e seu editor, lá no sul do Brasil, nenhuma linha, nada.


A poderosa Sociedade Interamericana de Imprensa, que reúne os maiores veículos das três Américas, patrocina uma influente Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação, hoje sob a presidência de um jornal do Texas, o San Antonio Express News. Entre os 26 vice-presidentes regionais, existem dois brasileiros: Sidnei Basile, do Grupo Abril, e Maria Judith de Brito, da Folha de S.Paulo. Envolvidos com os graves problemas da Paulicéia, eles provavelmente não podem atentar para o drama vivido por um pequeno jornal de Porto Alegre. Mas, existem outros 17 membros na Comissão de Liberdade da SIP, e dois deles bem próximos do drama de Bones: os gaúchos Mário Gusmão e Gustavo Ick, do jornal NH, de Novo Hamburgo, cidade a 40 km da capital gaúcha. Nem essa proximidade livra as aflições do JÁ e seu editor do completo desdém da SIP.
Este monumental cone de silêncio e omissão, que atravessa fronteiras e biografias, continua desafiando a sensibilidade e a competência de jornais e jornalistas, que deveriam se perguntar o que existe por trás do amaldiçoado caso da CEEE, que afugenta em vez de atrair a imprensa. A maior fraude da história do Rio Grande, mais do que uma bomba, é uma pauta em aberto, origem talvez da irritação dos Rigotto contra o editor e o jornal que ousaram jogar luz nessa história mal contada. Os volumes empoeirados deste megaescândalo continuam intocados nas estantes da Justiça em Porto Alegre, protegido por um sigilo inexplicável que só pode ser útil a quem mente e a quem rouba, não a quem luta pela verdade e a quem é ético na política, como fazem os bons repórteres e como devem ser os bons políticos.
O bom jornalismo não é aquele que produz boas respostas, mas aquele que faz as boas perguntas e as perguntas são ainda melhores quando incomodam, quando importunam, quando constrangem, quando afligem os consolados e quando consolam os aflitos.


A emoção é a última fronteira de quem perde os limites da razão. Elmar Bones tinha ganhado todas as instâncias do processo criminal, quando um juiz do Tribunal de Justiça, na falta de melhores argumentos, preferiu se assentar nos autos impalpáveis do sentimento para decidir em favor da mãe de Germano Rigotto:
"Não há como afastar a responsabilidade da ré pelas matérias veiculadas, que atingiram negativamente a memória do falecido, o que certamente causou tristeza, angústia e sofrimento à mãe do mesmo (...)".
Dona Julieta Rigotto, viva e forte aos 89 anos, ainda sofre com a honra e a imagem maculadas de seu falecido filho, Lindomar.
Dona Enedina Bones da Costa tinha 79 anos quando morreu, em 2001, poupada assim da tristeza, angústia e sofrimento que sentiria ao ver o drama vivido agora por seu filho, Elmar. Mas ela teria, com certeza, um enorme, um insuperável orgulho pelo filho honrado e corajoso que trouxe ao mundo e ao jornalismo.

Ladrões trocam tiros com seguranças da filha de Cristina Kirchner, outra vez.


De Buenos Aires , Gelson Farias
O serviço de proteção policial de Florencia Kirchner, 18, filha da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, respondeu com tiros a uma tentativa de roubo de um automóvel da equipe, em Buenos Aires. A filha da presidente escapou ilesa.


Argentina Florencia Kirchner posa entre os pais, Néstor e Cristina

O episódio aconteceu pouco antes da meia-noite deste sábado diante da casa onde Florencia visitava uma amiga em Vicente López. Quatro homens armados tentaram roubar o automóvel e foram afastados pela segurança oficial. Um assaltante foi ferido a tiros, outro foi preso e dois conseguiram fugir em uma caminhonete que havia sido roubada horas antes. De acordo com a investigação preliminar, os criminosos agiram ao acaso, sem saber que o carro era um automóvel da segurança policial da filha da presidente Cristina Kirchner. Florencia é a filha mais nova da presidente e do ex-presidente Néstor Kirchner.
Sem poder mais publicar suas farras no fotoblog, por ordem da mamãe e do papai Kirchner, Florencia K vive arranjando jeitos de se exibir. A última foi na sua festa de formatura, na boate La City, onde desfilou com outras formandas fantasiadas de "Minnie hot".
De minissaia e barriga de fora, a filha da presidente Cristina Kirchner fez de tudo para driblar os seguranças, mas não as câmeras. Bebeu, fumou e dançou até o chão, ao som de cambia e reggaeton.
Dançou, mas não deu bola pra nenhum dos meninos, apesar dos apelos nos cartazes espalhados pelo clube que diziam "Flor Chu, deixe de partir corações". Segundo as revistas locais, a jovem está cada dia mais parecida com a mãe. No mesmo dia em que Flor se arrumava e se acabava em sua festa de formatura, sem ligar para o que ia pensar o casal presidencial, Cristina e Nestor Kirchner finalizavam os detalhes do projeto de estatização da previdência. Sem imaginar as conseqüências (e as fotos) que as ações da família naquele dia iam render.




A filha Kirchner se divertindo pra valer


A filha dos Kirchner com a língua de fora


O Tango Uno, um Boeing 757 que transporta a presidente da Argentina

Este é o avião da presidente da Argentina, Christina Kirchner, chamado de Tango Uno, o Boeing 757 que transporta a governante principalmente em viagens internacionais. Para muitos argentinos, no entanto, a aeronave ficou mais conhecida por causa da polêmica causada quando a filha de Christina, Florência, pegou uma "caroninha" para visitar alguns amigos na Patagônia. Fato que comentamos aqui, semana passada.

 

A inteligência policial na prevenção e na repressão ao crime


(Archimedes Marques)


Com a crescente onda da criminalidade em que os delinqüentes buscam cada vez mais a modernidade para a concretização dos seus atos delituosos, estudando sempre novos métodos para dificultar o trabalho da Polícia, esta por sua vez, há sempre de acompanhar a evolução dos tempos para que então realize integralmente seu potencial como função efetivamente especializada de combate ao crime.

A fuga do controle da violência gerada por vários motivos, dentre os quais, pelo sucateamento da Polícia ao longo dos anos, fez com que o atual Estado brasileiro passasse a correr atrás de novas soluções na tentativa de conter, ou pelo menos amenizar o problema da insegurança reinante no país.

Dentre as controversas tentativas advindas de articulações policiais ilusionistas tipo ações pirotécnicas e miraculosas ou outros tantos super planos que morreram quase sempre no nascedouro da proposta de superar o problema da violência, sobreviveu a alternativa plausível que demonstrou melhor sua força e vitalidade, se transformando em real trilha a ser seguida por todas as Policias do Brasil, qual seja, a inteligência policial como ótima ferramenta que deve ser usada para revitalizar os obsoletos paradigmas da nossa segurança publica.

Para superficialmente entrar no tema com o breve texto é de bom alvitre assinalar o entendimento do Delegado de Polícia aposentado, hoje Consultor de Inteligência, Escritor e Professor, CELSO FERRO, um dos maiores estudiosos no assunto, quando diz: “A inteligência policial é a atividade que objetiva a obtenção, analise e produção de conhecimentos de interesse da segurança pública, sobre fatos e situações de imediata ou potencial influencia da criminalidade, atuação de organizações criminosas, controle de delitos sociais, assessoramento às ações de polícia judiciária e ostensiva por intermédio de analise, compartilhando a difusão de informações.”

Assim, a inteligência policial busca e produz conhecimentos para auxiliar as ações policiais, ou seja, destaca-se como se fosse uma assessoria administrativa inerente a levantar dados, informes, a fabricar informação do interesse da segurança pública, que tanto pode ser usada na prevenção quanto na repressão ao crime.

Dentro deste patamar ideológico alguns Estados brasileiros saíram na frente nesta verdadeira corrida de obstáculos para melhor proteger o seu povo, formando então nas suas Polícias as modernas e boas equipadas divisões, serviços ou setores de inteligência policial, transformando-as até em bases de exemplos positivos das suas gestões administrativas.

Neste sentido o Estado de Sergipe é referencia e possui um bom projeto de inteligência policial. Os fatos noticiados pela mídia comprovam esta assertiva através das inúmeras ações positivas em prol da sociedade decorrentes do desmonte de quadrilhas perigosas de marginais, da apreensão constante de grandes traficantes de drogas, doutros bandidos não menos perigosos e da solução de investigações policiais de maiores repercussões no nosso Estado, embora muito ainda falte para se alcançar o auge.

Entretanto, nesta mesma trajetória a maior parte dos Estados brasileiros continua caminhando tímida e lentamente, talvez até freados pelo desestímulo salarial pertinente às classes policiais que ainda toma conta da maioria dos seus membros, ou talvez pela falta de consciência dos seus gestores para investirem em melhores políticas de segurança pública.

Assim, de uma maneira geral, infelizmente ainda assistimos as falhas da Polícia preventiva que não consegue evitar o crime, assistimos as falhas da Polícia repressiva que não consegue reprimir o crime com boas investigações, assistimos a Justiça rapidamente soltar os diversos criminosos de toda espécie, às vezes, por conta dos inquéritos policiais frágeis, desprovidos de boas provas que conseqüentemente transformam as denúncias Ministeriais em instrumentos fáceis de serem vencidos pela Advocacia criminal e, assistimos enfim, o povo atônito sem saber o que fazer diante da crescente violência que assola todos os lugares, vez que, com a impunidade decorrente disso tudo crescem os valores criminosos.

Correndo na contramão desta esperançosa espécie de panacéia policial, muitas políticas de segurança pública dos Estados ainda teimam em repetir projetos fracassados e do fracasso usam-se doses maiores de remédios inúteis ou com validades vencidas no afã de estancar a epidemia da insegurança que se alastra por todo canto.

Reconhecer o papel essencial como recurso digno de investimento voltado para a inteligência policial, deve ser preeminente em todos os Estados brasileiros, pois em assim sendo, estaremos somando os esforços para fazer frente à preocupante e crescente problemática.

Os principais e mais adiantados países do mundo estão combatendo a criminalidade e a violência melhor investindo em planos relacionados e interligados à inteligência policial e é dentro deste contexto que o Brasil também deve caminhar, ao mesmo tempo em que deve ceifar de vez aqueles projetos que restaram infrutíferos.


Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br

Salve o Corinthians

PARABÉNS CORINTHIANS CENTENÁRIO!


Por Luiz Oscar Matzenbacher


Eu até queria homenagear o SC Corinthians Paulista, que comemora o centenário de fundação um ano depois do SC Internacional. Exatamente no mesmo ano - 2010 - no qual o Colorado dos Pampas comemora os 101 anos com a faixa de Bicampeão da América e disputando o Mundial de Clubes da FIFA. Mas supostos jornalistas corinthianos que invadem o Comunique-Se e outros sites, como se fossem neutros, não o permitem.
Por isso manifesto meu desejo de ver o Corinthians, essa imitação do verdadeiro Sport Club - Internacional - conseguir obter em um futuro não muito longínquo o primeiro título da Copa Libertadores da América. Pretendo estar vivo, quando isso ocorrer, para ver esse troféu chegar lá na Fazendinha, pelo menos um pouco antes de chegar o ano do Sesquicentenário desse SC Corinthians Paulista.
E aproveito para perguntar para qual dos dois Inter, os corintianos e os verdadeiros jornalistas esportivos brasileiros, vão torcer em dezembro, no Mundial de Clubes da FIFA em Abu Dhabi? Vão torcer para a Inter azul italiana; ou para o glorioso Inter vermelho e branco do Brasil?

Memória da Imprensa


1 - O Jornal do Brasil, que era o "Jornal dos jornalistas", fechou a edição impressa. Agora só na internet....O presidente Lula assinou um artigo ontem na nova versão. Sim, mas o Lula assina tudo...isto não faz a menor diferença....


2 - No dia 31.08, sempre agosto, circulou a última edição impressa.Pra variar houve protestos de cerca de 200 funcionários e ex-funcionários, no Rio.

3 - Conheci a redação do JB na av. Brasil. Quando fui lá a primeira vez, acho que nos anos 70,começo dos 80, conheci um jornalista que era então repórter político, que depois ficou muito conhecido: Francisco Vargas. Se não me engano,era gaúcho, mas tinha um excelente texto.

4 - O sonho de todo jornalista aqui do sul era ser chamado pra trabalhar na sucursal do JB. Quem diz o contrário,está enganado. Também tinha a VEJA,EStadão, O GLOBO, mas o JB pontificava...


5 - O JB hoje está nas mãos do empresário TANURE( que os sindicatos vêem como UM MONSTRO) - quem diria,hein e o presidente Lula chegadinho nele,assinando artigos da nova versão, nada como o tempo -

6 - Sobre a sucursal do JB em Porto Alegre, vou contar o pouco que sei!

 

Jornal do Brasil

Os leitores se manifestam!!!

Recebo da Naira Sanes!


E o JB morreu ? como acabaram com um jornal desses ?

 

O dia que Mitchell quase chorou !!!!!




Falei ontem com a " cara do JB" aqui no Sul, mais precisamente no RS.José Mitchell estava muito triste, como todos os que trabalharam no JB e ficaram sabendo que ele deixou de circular no dia 31.08. Ele estav a com a voz muito embargada ao falar do fechamento do JB e quase chorou ao me passar alguns tópicos sobre o funcionamento da sucursal do JB,onde ele trabalhou mais de 30 anos, no Sul.

Mitchell foi demitido em 2001 do JB. Ele viu a glória e a agonia do jornal. Trabalhou mais de 30 anos no JB em Porto Alegre.

Ele disse ontem que não daria entrevista porque lhe devem 9 anos de FGTS e acha que tudo isto está perdido....


Mauro Mattos

Mitchell lembrou dos tempos que a sucursal do JB em Porto Alegre tinha 10 funcionários( 9 repórteres e um fotógrafo) fixo. As vezes contratavam frilas....

Os chefes da sucursal do JB em Porto Alegre foram Lucídio Castelo Branco (piauiense,irmão do famoso colunista político Carlos Castelo Branco) e Josef Zukauskas, chamado pelos colegas de ZUCA!

Ambos ainda vivem...

Mitchell disse que Zukauskas foi mais um chefe de redação do que um diretor do JB local.

A primeira sede do JB em Porto Alegre, fundada na segunda metade dos anos 60, foi localizada na ARI, na av. Borges de Medeiros,915 conjuntos 401,404.

Ali trabalhou o futuro governador Antônio Britto Filho, como estagiário.

Ali também começou o hoje famoso repórter da TV Globo, Alexandre Garcia.


Alexandre Garcia

Depois o JB mudou-se para a rua Tenente Correa Lima, nos altos do Morro Santa Tereza, no prédio onde hoje está a rádio Cidade( que pertence a RBS).

Ali ficou muitos anos. Com a crise, o JB alugou uma sala na av. José de Alencar, num prédio em frente ao Hospital Mãe de Deus.

Por fim, a sucursal funcionou na casa do próprio sobrevivente do JB no sul, José Mitchell que fica na av. Getúlio Vargas.

Entre os repórteres que lembro que trabalharam na sucursal local do JB estão Carlos Alberto Kolecza, Geraldo Canalli, Juarez Porto,Humberto Andreatta, o Betão, Angela Maria Lopes Caporal, Bárbara de Oliveira,
Lauro Dieckmann. Fotógrafos Luís Antônio Guerreiro, Goiano( Rubens Borges) e Mauro Mattos
Quando Mitchell trabalhou no JB formou uma série de histórias a seu redor, que ele criou como produto de sua aplicação na apuração de fatos.


Geraldo Canalli

Com Leonel Brizola, por exemplo, tinha uma missão especial:queria saber do líder onde foram gastos os dólares que Fidel Castro havia mandado para o líder trabalhista para fazer a revolução no Brasil, por meio de atividades guerrilheiras.

Brizola se irritava com as perguntas insistentes de Mitchell e o acusou de tudo....

Uma vez durante uma coletiva no Plaza, Brizola,diante da insistente pergunta de Mitchell, quase perdeu as estribeiras e se atracou nele!

Mas foi Mitchell durante uma entrevista na TV Guaíba que arrancou de Brizola a confissão de que realmente era portador de uma carteira de passe livre na Varig que lhe dava o direito de viajar o mundo todo, quando quisesse. Tudo porque Brizola atuara favoravelmente a Varig quando esta empresa colocou uma linha direta entre Buenos Aires e Rio de Janeiro, aos tempos que Brizola era governador gaúcho.

Mitchell também atuou muito como repórter no caso dos uruguaios sequestrados, Universindo Diaz e Lilian Celiberti.
Um sábado, assisti uma cena que é digna de louvor a um grande repórter: saiu uma decisão judicial do caso dos uruguaios e o Jornal do Brasil no Rio de Janeiro já tinha fechado. Era um sábado de manhã e Mitchell, não teve dúvidas: "invadiu" a redação da Zero Hora, falou com o editor-chefe Carlos Machado Fehlberg e redigiu a notícia que saiu publicada na edição dominical do jornal de Porto Alegre.

Mitchell, com aquela informação na mão, não poderia aguentar até o domingo para mandar para o Rio de Janeiro, com medo que alguém o furasse.
Como se diz sempre:não se choca notícia e Mitchell não costuma chocar informação!

 

A " grossura em pessoa"

wp.clicrbs.com.br

Paixão Cortes

é o novo patrono da feira
do Livro de Porto Alegre!

Nada como o tempo!
Mais grosso não é por falta de espaço. A Câmara Riograndense do Livro (CRL) escolheu e ontem de manhã, dia 1/09,anunciou num café da manhã, o folclorista Paixão Cortes, como o novo patrono da feira de Porto Alegre. A primeira coisa que ouvi: escolha política. Como Paixão está com o pé na cova, deram o troféu pra ficar bem com todo mundo. Não foi por acaso que ele foi o indicado da ARI pra este cargo.

Pessoalmente acho o Paixão Cortes um grande marqueteiro.Ontem no programa Jornal Gente, o coleguinha Affonso Ritter, num rasgo de elogios, assim que a repórter da Band AM entrou do café da manhã noticiando o Paixão rasgou-se em elogios e exagerou;
- DOS PESQUISADOS GAUCHOS É O UNICO SÉRIO!!!!!!!!!!!!!!

Cruiz credo!!!!!

Até o Osíris Marins se deu conta do que foi dito e corrigiu, aí o affonso saiu pela tangente.


Dizem que estes elogios todos é por a Ana,filha do Paixão, é diretora comercial da Band AM; Não acredito???!!!!

Ana era casada com o falecido diretor de jornalismo da Band, o Bira Valdez....

Uma vez quando este escriba era repórter da ZH foi numa entrevista com o Paixão Cortes, que era funcionário da Secretaria da Agricultura. Ele é agronomo. Lhe perguntei se era verdade que nas viagens a serviço,ele também ocupava seu tempo livro pra fazer suas pesquisas de folclore.

O homem começou a lamber os bigodes de ódio....espumava....

TERNO DE REIS

Estava fazendo a cobertura de praias, nos anos 70, quando fui designado pra ir fazer a matéria de Terno de Reis em Osório. O secretário de turismo daquele município era o Eduardo Renda, dono da rodoviária local e o prefeito Jorge Dariva, hoje nome de estádio no município.

Anoitecia e viu um baita de um rolo entre o Carlos Dornelles, reporter então da TV Gaúcha e o Paixão Cortes. O folclorista não queria botar os caras dos Ternos de Reis a se apresentar um pouco antes apenas para gravar para o Dornelles que queria mandar o material para a TV Globo daquela noite e para o Jornal da Noite.

Mas deu um arranca rabo daqueles. Achei que iam se meter de facão, mas depois de acalmaram os dois.

- VEDETE!!!

- VEDETE és tu e por aí afora, eram os termos que um usava pro outro....

Os demais candidatos a patrono eram o Luis Augusto Fischer, o Juremir Machado da Silva( também conhecido por o eterno PALOMAS, só fala disto) Jane Tutikian, e o também conhecido por Indiana Jones, o editor e agora escritor Airton Ortiz, que outrora tinha a editora Tchê!

Pra estes valeu a mídia,enquanto eram patronáveis....

Um deles, ontem,depois do anúncio, saiu enfurecido e gritando do local;

VOLTAREMOS!!!!

Teve quem entrou em pânico: pensavam que era mais um lançamento do livro do ANNONYMUS GOURMET SOBRE SUAS JÁ FAMOSAS RECEITAS( que ele copiou tudo do caderninho de sua mãe CIRCE GOMES)

De São Borja

 


Um perdigueiro me contou que o neto do presidente João Goulart, Chisthopher anda madrugando e correndo as vilas de São Borja cumprimentando todo mundo. EStá fazendo o que o Mariovane Weis fez na primeira vez que se elegeu prefa da Terra dos Presidentes. Cristhopher,parece, que em princípio ser deputado estadual (PDT) mas também mira a prefeitura.Cristhopher está com dois comitês montados no município. Um deles fica no PASSO, como dizem em São Borja. É que o Passo é quase uma cidade independente. Ela se localizava no passo, mesmo, junto ao rio Uruguai.

Dependendendo, até uma vereança cai bem para o neto do presidente Jango!


Túnel da Conceição será fechado


Túnel da Conceição


Túnel da Conceição


O Lazari ,de Serafina, me manda estas fotos do túnel da conceição, de Porto Alegre, que segundo ele é do tempo em que o autor se tornou portoalegrense. então é de 1969?

Eram outros tempos. Dá pra ver, os ônibus da Navegantes e a menor quantidade de carros na rua.....
Segundo a ZH, o túnel da Conceição, inaugurado no fim dos anos 60, obra do prefeito Telmo Thompson Flores, ficará 18 meses fechado. Bah,. o caos no trÂNSITO vai ser total!!!! No fim do mês, o túnel será fechado!

 

Caçando votos


Na Expointer de Esteio, os candidatos buscam votinhos...

Tem sido vistos por lá o ex-goleiro Damrlei de Deus( Grêmio), Cassiá Carpes, Gaúcho da Fronteira....


Na frente do pavilhão, vários caminhões anunciam seus candidatos, entre eles Marco Maia(POT) Dilma Rousseff(PT) e outros....

É um local onde acorre muita gente....

A vida como ela é....

 


O " irmão"


Um motorista da VAP,de Porto Alegre, tinha deixado a vida mundada e se convertido á Igreja evangélica. E não parava de encher o saco dos colegas com sua bíblia embaixo do braço. O fanatismo do novo irmão- ele ganhou este apelido dos colegas da empresa - era tanto que no fim da linha ele fazia os cobradores se ajoelharam dentro do veículo vazio e orarem....e ele lá com a Bíblia na mão dirigindo a cena....

Até que ele foi passando de empresa em empresa. Passou pela VTC, Trevo, Sudeste, Nortran, Sopal e outras...Um dia mandaram ele embora, porque ninguém mais aguentou aquela pregação dele...

De uma feita, o " irmão" exagerou na dose. Uma passageira não quis passar a roleta, ele não abriu a porta, ela passou então a roleta, ele não abriu a porta atrás e ela teve que ir até o fim da linha da VAP,lá perto de Viamão, pra descer. Aí ela queria apresentar queixa e o " irmão" disse pra ela se dirigir aquela casinha que tinha nos fundos de um barzinho de fim de linha. Era a banheira química dos motoristas, mas ele a indicou como sendo o local onde o fiscal a atenderiam...

O " irmão" anda sumido das linhas de õnibus, mas esta história eu a ouvi dentro do ônibus Protásio, contada pelo motora e pelo cobrador. O " irmão" virou uma lenda entre os colegas.....

Coleguinhas


Nestor Fips Schneider

Morre ex-deputado
que foi jornalista


Morreu no último dia 31.08, depois de sete anos como paciente de um AVC, o ex-deputado estadual do PDS, Nestor Fips Schneider.

Nascido em 7.02.1937 em Novo Hamburgo,residiu a vida toda em Campo Bom. Foi funcionário da Strassburger( voce sabe onde pisa).

Filho de Leopoldo G. Schnedier e de Elly M. Schneider, residiu na rua Joaquim Pedro Soares, 299, em Novo Hamburgo.
Foi Secretário da Indústria e Comércio do EStado e depois foi deputado estadual pelo PDS Foi casado com Terezinha( 30.08.1943) e tem os filhos Henrique( 21.12.1963) e Guilherme( 27.07.1966).

De São Borja

Na Terra doTrabalhismo, PDT não tem

um candidato preferencial!

A FSBorja publicou na sua edição de ontem matéria da ACISB que solicita apoio dos são-borjenses aos candidatos da terra.

Em São Borja, existem candidatos locais como Cassiá Carpes(PTB) que sempre faz entre 5 e 7 mil votos( considerando que o município tem 30 mil e poucos eleitores é um elevado percentual). Tem ainda Nadine Dubal,ex-vereadora do PSDB que deverá fazer boa votação. Já o PDT, partido do prefeito local, não conta com um candidato preferencial. Mariovane, como é público, está apoiando o ex-prefeito de Victor Graeff, Flávio Lammel por compromisos assumidos com ele quando este era presidente da Famures. Foi Lammel quem intermediou uma questão de São Borja que era o pagamento do transporte escolar.

E dois herdeiros do trabalhismo, Crhisthopher Goulart, neto de Jango mais Juliana Brizola, vereadora de Porto Alegre, também disputam o eleitorado são-borjense.

No PP, os apostadores da eleição local indicam o ex-vereador Rangel, que está coligado com Luiz Carlos Heinze, deputado federal e candidato à reeleição, como um candidato com potencial para fazer uma votação razoável.

DE São Borja!


Mariovane Weis

 

Mariovane, prefeito de São Borja,

prepara caminho pra ser deputado!


Alguns observadores da cena política são-borjense interpretam o fato de Mariovane Weis( filho do prefeito Mário Weis) não apoiar ninguém da terra para a eleição a deputado estadual do seu partido, como uma preparação para ele se tornar candidato competitivo na próxima eleição.

Ele deixará o cargo em 2012 e terá dois anos para se tornar deputado estadual, que é o que almejam, dizem alguns.

Isto no momento está até contrariando algumas opiniões locais como a da ACISB/CDL( Clube Diretores Lojistas) que escancaradamente está apoiando ovoto nos candidatos locais, ou seja,contra os candidatos de fora. E quem mais de fora do que Flávio Lammel, ex-prefeito de Victor Graeff, que fica do outro lado do Estado, como dizem aqui na fronteira Oeste.

Os lojistas e empresários querem fazer uma campanha para não pulverizar os votos de São Borja porque gente sem vinculação com a cidade e com a região não traria dividendos. A FSB publica até chamamento das entidades na edição de ontem sobre isto.

Mas o candidato Flávio Lammel já distribuiu até uma carta aos sã0-borjenses pedindo seu voto e entre seus apoiadores está o prefeito Local, Mariovane Weis.

Mas os fatos são que todos aqui já sabem que o prefeito colocou à disposição do candidato Flávio Lammel a Secretaria do Trabalho,Ação Social e Cidadania e neste momento todos os CCs tem que ser cabos eleitorais de Flávio Lammel.

Neste sentido, odeputado Adroaldo Loureiro(PDT) tem se queixado que seus cabos eleitorais dentro da prefeitura estão sofrendo represálias.

E na Câmara Municipal os quatro vereadores do PDT se dividiram salomonicamente: cada um deles apoia um candidato.A seguir, daremos os nomes de quem trabalha para quem na Câmara de São Borja...

Visitas ao site!


O número de visitantes ao site no mês de agosto totalizou 10164 acessos!

O número de visitas gratifica o que a equipe tem trabalhado para isto.

Agradeço particularmente a todos os que se dedicam para me mandar
assuntos interessantes e exclusivos que os outros não dão!



DE São Borja!


Weis prepara candidatura a deputado pra daqui há 4 anos!


Lopes, apoia agora Juliana Brizola, mas quer ser prefeito de SB em 2012!

Mariovane, prefeito de São Borja,

prepara caminho pra ser deputado!


Alguns observadores da cena política são-borjense interpretam o fato de Mariovane Weis( filho do prefeito Mário Weis) não apoiar ninguém da terra para a eleição a deputado estadual do seu partido, como uma preparação para ele se tornar candidato competitivo na próxima eleição.

Ele deixará o cargo em 2012 e terá dois anos para se tornar deputado estadual, que é o que almejam, dizem alguns.

Isto no momento está até contrariando algumas opiniões locais como a da ACISB/CDL( Clube Diretores Lojistas) que escancaradamente está apoiando ovoto nos candidatos locais, ou seja,contra os candidatos de fora. E quem mais de fora do que Flávio Lammel, ex-prefeito de Victor Graeff, que fica do outro lado do Estado, como dizem aqui na fronteira Oeste.

Os lojistas e empresários querem fazer uma campanha para não pulverizar os votos de São Borja porque gente sem vinculação com a cidade e com a região não traria dividendos. A FSB publica até chamamento das entidades na edição de ontem sobre isto.

Mas o candidato Flávio Lammel já distribuiu até uma carta aos sã0-borjenses pedindo seu voto e entre seus apoiadores está o prefeito Local, Mariovane Weis.

Mas os fatos são que todos aqui já sabem que o prefeito colocou à disposição do candidato Flávio Lammel a Secretaria do Trabalho,Ação Social e Cidadania e neste momento todos os CCs tem que ser cabos eleitorais de Flávio Lammel.

Neste sentido, odeputado Adroaldo Loureiro(PDT) tem se queixado que seus cabos eleitorais dentro da prefeitura estão sofrendo represálias.

E na Câmara Municipal os quatro vereadores do PDT se dividiram salomonicamente: cada um deles apoia um candidato.A seguir, daremos os nomes de quem trabalha para quem na Câmara de São Borja...

PP SABE
QUE YEDA NÃO EMPLACA

 

O SEGUNDO TURNO!!!

O PP( partido progressista) já tem como certa a não ida ao segundo turno da candidato que apoia, no caso Yeda Crusius. E preve que o segundo turno entre Fogaça e Tarso Genro será de arrepiar....Quem viver,verá!!!

Minha neta


Olha,gente, minha neta, toda exibida!!!

 

Agenda Tarso Genro - 2 de setembro de 2010

 

Manhã
entrevistas a radio e jornal

Tarde
Grava programa TV e Rádio

AGENDA 2 de setembro - quinta-feira


PORTO ALEGRE
12h30 – Almoço com a FECOMERCIO
Local: Restaurante Solarium – 15° Andar
End. Alberto Bins, 665


20h00 – Participa da assinatura do Pacto da Juventude e do Encontro dos Estudantes do PROUNI
Local: Salão de Atos do Campus ll da FEVALLE
End. RS-239, n° 2755, Bairro Vila Nova


AGENDA Novo Hamburgo

02/09/2010 Quinta-feira


Novo Hamburgo
19 horas: Participa da assinatura do Pacto da Juventude e do Encontro dos Estudantes do PROUNI
RS-239, n° 2755, Bairro Vila Nova

Sexo, Mentiras e Gargalhadas - Estréia em Porto Alegre no próximo dia 08/10 no Teatro Renascença

Oi Olides!
Tudo bem?
A data do release foi errada. O certo é de 08 a 31/10/2010 no Teatro Renascença.
Abraço!

Claudio Benevenga

Candidato a deputado estadual

Um candidato sério precisa ter propostas. Pensado nisso, eu e minha equipe passamos os últimos meses percorrendo o estado e ouvindo gaúchos de todas as regiões. O grande erro da maioria é querer entender o Rio Grande como se fosse um só, o que é um grande engano. A multiplicidade étnica e social da nossa gente, bem como as peculiaridades de cada local, fazem com que seja preciso pensar individualmente cada canto da nossa terra.

Acesse nosso site e veja as propostas para a sua região e se não concordar com elas ou se tiver outras sugestões entre contato conosco.


Fogaça a caminho do Piratini quer Caio Rocha na Assembleia. Veja o Vídeo.


TECON RIO GRANDE CRIA
O IMPORT DESK



O Terminal de Contêineres de Rio Grande está colocando em operação o IMPORT DESK. O novo canal de comunicação permite o acesso direto dos clientes com o terminal. Assuntos como presença de carga, desovas e posicionamentos para vistoria ficam facilitados. O serviço pode ser acessado através do e-mail importdesk@tecon.com.br

Todt Comunicação

Recebo e publico

 

As fotos chegaram e serão publicadas oportunamentes. Obrigado pelo incentivo. Trabalho diuturnamente para agradar aos leitores....

Obrigado Sr. Olides pela publicação do nosso convite no seu blog!!!
Seu blog é demais, tornei-me visita constante!
A propósito, as fotos que enviei chegaram? (dos ex-vereadores A. Cândido e A. Hohlfeldt)
Atenciosamente,
Rosa Ângela.

Recebo e publico!




Prezado (a) Amigo (a),
Estou me dirigindo a VOCÊ para anunciar a minha candidatura a Deputado Federal e pedir o teu apoio. Faço isso com a tranquilidade, pois, ao longo de quatro mandatos como deputado estadual, sempre honrei a nossa relação, especialmente, a confiança que foi em mim depositada.
Como Deputado Estadual, dediquei-me à área social, ao trabalho com jovens, às ações coletivas e individuais, realizando atividades em todo o Estado. Tenho orgulho de dizer que sou o parlamentar com a maior produção legislativa na história da Assembleia Gaúcha, com 101 leis aprovadas e 650 projetos apresentados. Honrei o Rio Grande. O fato de trabalhar no apoio de doentes e de seus familiares quase custou o meu mandato, mas você pode ficar certo de que jamais desistirei desta causa.
Agora, quero fazer muito mais pelo Rio Grande e pelo Brasil. Sou candidato a Deputado Federal e quero representá-lo em Brasília. Lá é o centro das decisões. É onde tudo se resolve. É lá que eu quero estar com a minha força, juventude, coragem, experiência e com o seu APOIO.
Por isso, peço o seu voto de confiança. Voto de Amigo. Voto de fé. Voto de qualidade. Um voto de verdade.
Além de votar em mim, peça apoio, também, aos seus familiares, amigos e vizinhos.

Acredite. Vem comigo!
Vote 1221

DE BRASILIA-ESPECIAL 12

 

Um banho de descarrego


Por falar em banhos de descarrego, rezas etc...que são encomendadas, principalmente por políticos, vou contar
para vocês, uma historinha que aconteceu comigo.
O ano era de 1990. Collor estava eleito e tomaria posse no dia 15 de março. O Palácio do Planalto passava por uma limpeza geral, sob o comando de Dona Leda, mãe do presidente. Dona Leda não teve dúvidas, convocou então um Pai de Santo, aí do Rio Grande, para que desse um banho de descarrego no Palácio. A mãe do presidente achava que com isso estava protegendo o seu “pimpolho”.
O Pai de Santo escolhido foi um amigão que eu conheci em Pelotas, quando estava no jornal Ultima Hora e fui viver naquela cidade por um ano, para implantar a UH do Samuel Wainner, na zona Sul. Esse Pai de Santo, na época muito jovem ainda, não tinha 20 anos, era o Ailton Albuquerque, que hoje mora aí em Porto Alegre.
Depois,quando nas Empresas Bloch, fiz para a Fatos e Fotos, um matérinha com ele. A matéria fez um sucesso danado, principalmente na Argentina. Uma das pessoas que leu a minha história, foi o senhor Lopes Rega, que mais tarde com o apelido de El Bruxo, no governo de Izabelita Peron, comandou o país.
Lopes Rega, era um peronista que, quando exilado, viveu alguns anos em Porto Alegre, na casa do Vijones, outro exilado que trabalhava no Diário de Noticias,como o homem da publicidade. Com a posse de Izabelita, voou para Buenos Aires e levou para a sua equipe, nada mais, nada menos, que o meu amigo Ailtinho. El Bruxo por vários anos não tomou nenhuma decisão no governo sem ouvir o Pai de Santo pelotense.
Uma ocasião a Manchete me mandou para Buenos Aires e eu fiquei hospedado na casa do Ailton e pude constatar pessoalmente esse fato.

Com o fim de Izabelita no poder argentino,Ailton voltou a morar em Porto Alegre, me parece que na Glória. Dona Leda,chegada ao espiritismo, nas vésperas da posse de seu filho,mandou buscá-lo em Porto Alegre. Ailtinho antes de viajar, ligou para mim e pediu para se hospedar na minha casa. Fui buscá-lo no aeroporto. Vi o homem chegar todo paparicado por vários deputados e até um senador gaúcho. No caminho do aeroporto até a minha casa ele foi me contando o motivo da sua viagem. Disse que havia sido convidado pela dona Leda para benzer o terceiro andar do Palácio do Planalto, onde Collor teria o seu gabinete. Estava feliz da vida e cheio de orgulho. Me dizia que a turma do espiritismo de Porto Alegre estavam morrendo de inveja do sucesso dele. Almoçamos e ele nem quis comer a sobremesa. Precisava se vestir com toda a indumentária de Pai de Santos para ir ao encontro da Dona Leda. Todo paramentado, cheio de panos coloridos e cheio de colares e um turbante enorme, embarcou num carro da Presidência que fora até a minha casa para buscá-lo.
Uma hora depois de sua triunfal saída, para a minha surpresa o Ailtinho entrava no meu apartamento furioso da vida.


Pai de Santo Ailtinho


Quis logo saber o que tinha acontecido. Ele me contou, que antes mesmo de entrar no Palácio foi chamado por um assessor de Dona Leda, que lhe informou que não era preciso mais a limpeza que estava prevista. Recebeu o seu dinheiro, os agradecimentos e foi mandado embora.
O Ailtinho estava chocado. Me dizia, falando cerrando os dentes, que não sabia como voltar para Porto Alegre. Seria gozado e humilhado pelos demais pais de Santos de lá.
Fique com pena dele e propus uma solução, não muito honesta, mas que na hora valia. Disse que falaria com uma repórter amiga e que faria uma bela matéria com ele. Imediatamente liguei para a minha amiga e conterrânea Marlene Galeazzi, que na época estava no Estadão.
Liguei para a Marlene e disse: tu te lembras da história, que dias atrás te contei sobre o meu amigo pai de Santo de Pelotas e que mandou no governo de Izabelita Peron???? Ela me respondeu que se lembrava sim. Aí completei dizendo que o Ailtinho estava em Brasília, hospedado na minha casa. Ela gritou então pelo telefone: já estou chegando aí.
Meia hora depois a Marlene estava no meu apartamento com o fotografo do Estadão, o André Dussek, que hoje é o chefe dos fotógrafos da sucursal aqui em Brasília.
O Ailtinho contou para ela rapidamente o motivo da sua vinda à Brasília. Claro que emitiu que não tinha nem entrado no Palácio e deixou essa parte para mim.
Os três correram para o Palácio. Claro que não puderam entrar. Fizeram então várias fotos na rampa do Planalto, na Praça dos Três Poderes e arredores. A segunda parte da entrevista ficou para mim.
Falei como se fosse o nosso pai de Santo. Esmerei-me na narrativa. Fui dizendo que o Collor teria um inicio de governo dos mais brilhantes, mas que passado algum tempo, começaria a enfrentar problemas. E não é que deu certo...
O Estadão deu uma foto na primeira página e a matéria da Marlene em quase meia página do jornal. Já o Jornal da Tarde, do grupo, deu na capa uma imensa foto do Ailtinho descendo a rampa do Palácio do Planalto e uma página inteira de texto nas páginas internas.
É claro que não fui muito decente. Mas salvei a reputação dele diante dos espíritas gaúchos.
Por isso que não acredito muito no espiritismo. Mesmo sendo criado e educado na religião católica,também não acredito em mais nada. Hoje sou agnóstico. Mas sou daquela velha teoria: eu não creio em bruxas,mas que elas existem,elas existem...


Dilma e o seu Ministério
Com a certeza da vitória, Dilma continua pensando em seu futuro Ministério. Já sabe quem será o seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorin, o ministro da Casa Civil Antonio Palloci e o presidente do Banco do Brasil, Henrique Meireles.
Agora, já escolheu o seu futuro ministro da Justiça. E o cara é... o deputado paulista José Eduardo Cardoso.
José Eduardo nasceu em 1959 e hoje é o secretario-geral do Diretório Nacional do PT. Está no seu segundo mandato e é muito bem relacionado no Congresso. Mas segundo o Claudio Humberto,ele acha que o José Eduardo Cardoso, vai ser o Chefe da Casa Civil. E mais um nome surgiu: é o de José Pimentel. Para a onde,ninguém sabe ainda.

Militares querem ouvir os três candidatos

Os comandantes militares ( leia-se Marinha,Exercito e Aeronáutica),convidaram os três candidatos a presidência da republica,para que fizessem nos clubes que presidem,um debate. Seria só para o militares. Nada de coleguinhas na festa.
Alegam que em 64,eram tenentes e capitães e por isso pouco participaram da “redentora”.Gostaria então agora,de ouvir os candidatos para saberem deles, o que pretendem fazer,caso eleitos. Serra e Marina Silva,toparam. Já a nossa cumpanheira,mandou dizer que não aceita fazer o debate. É uma pena...

Sergio Ross


Maragatos


Brizola

( do dicionário político de SCF)

Apelido atribuído aos federalistas pelos seus adversários castilhistas, na guerra civil de 1893/95 e que perpetuou ao longo de todo período de dominação castilhista e borgista. A origem da alcunha deriva da circunstância de Gumercindo Saraiva trazer em suas forças, quando da invasão de 1893, numerosos uruguaios do DEpartamento de San José, onde avultavam os originários da Maragateria, " área de cerca de 350 quilômetros quadrados, situada na Província de Léon e localizada entre Astorga e El Teleno. Cambarros e Santiago Millas " ( Reverbel, Maragatos e PicaPaus, da LPM,1985, p. 5)

Per terem ascendência bérbere e hábitos nômades ,sendo inclinados ao ofício de mensageria e tropeada,os maragatos sofriam na Espanha alguma discriminação. Reverbel acrescenta: " Como acontecera anteriormente com os farrapos,os federalistas não tardaram a dar a volta por cima, assimilando, adotando e legitimando, com orgulho, a alcunha que lhes fora endereçada para desprestigiá-los. E eles próprios pasaram a intitular-se maragatos, com muita honra.."


Brizola


Chimangos

Apelido pelo qual eram chamados, pelos seus antagonistas na campanha eleitoral de 1922 e nas revoluções que se lhe seguiram, os partidários do presidente do Estado, Antônio Augusto Borges de Medeiros. Este fora satirizado em 1915, pelo famoso poema " Antônio Chimango", de autoria do senador Ramiro Barcellos, este sob o pseudônimo de Amaro Juvenal.

Por sua debilidade física,, o chefe republicano foi comparado à menor ave de rapina dos campos gaúchos, o ximango, de porte menor que o carcará.

Em razão da sátira política, muito difundido no meio oposicionista,, a alcunha se popularizou e se estendeu também aos correligionários de Borges de Medeiros.

Numa acepção mais antiga,que é informada pelo cronista Pereira Coruja, em suas " Antigualhas", " chimangos" seriam chamados os soldados do batalhão de infantaria sediado em Porto Alegre , o qual teve depois denominação de Oitavo.

Em outras províncias brasileiras,, a alcunha também foi aplicada a facções políticas, com sentido pejorativo, confome o Dicionário Aurélio.( com dicionário político de SCF).

O LEONEL BRIZOLA MARAGATO!!!!


cOMO ESTAMOS NO MES DA REVOLUÇÃO FARROUPILHA, UM ASPCETO DO LIDER DO TRABALHISMO, LEONEL BRIZOLA, COMENDO UM CHURRA DE LENÇO VERMELHO. GIOVANI CHERINI, VIEIRINHA,ENTRE OUTROS PEDETISTAS ACOMPANHAM BRIZOLA NESTA OPORTUNIDADE.

Exibição de filmes no Museu Hipólito


Prezados amigos:

As exibições de filmes no Museu Hipólito serão retomadas, a partir de setembro.
Nesse mês, como sempre, exibimos filmes gaúchos, ou de temática riograndense.
Faremos uma atividade conjunta - Cinema e Imprensa. Historiadores e jornalistas comentarão o tema dos filmes selecionados.

Lembramos que os filmes serão exibidos aos sábados, às 16 h, e a entrada é franca.

Abraço a todos,
Carlinda
Coord. do setor de Cinema
do Musecom

" Cinema e Imprensa: a História Gaúcha


04/09/2010 / 16 h

Apresentação: Roberto Rossi Jung / escritor, jornalista e historiador.


Anahy de las Missiones (Brasil, 1998 – 115m), de Sérgio Silva

Anahy de Las Missiones é a saga de uma mulher e seus filhos lutando pela sobrevivência durante a Revolução Farroupilha (1835 - 1845). Juntos, arrastando um velho carroção, enfrentam a guerra, a morte e o medo. Mãe-Coragem, Anahy só tem um objetivo: manter sua família unida a qualquer custo. Para sobreviver, perambulando pelo Rio Grande recolhendo os pertences dos combatentes mortos e negociando-os com os soldados de ambas as facções. Evitando comprometer-se com qualquer um dos lados, acredita que assim a tragédia da guerra não irá envolvê-la. Inevitavelmente, porém o conflito se infiltrará em suas vidas, e Anahy vai, sem saber, ao encontro de um obstáculo além de sua determinação.

11/09/2010 /16h

Apresentação: Sérgio Roberto Dillenburg / jornalista / escritor/ fundador do MUSECOM.

A Paixão de Jacobina (Brasil, 2002 – 100m), de Fábio Barreto

Em 1871, na cidade de São Leopoldo, uma colônia de imigrantes alemães luta para sobreviver em uma região marcada pelos efeitos da Guerra do Paraguai. É lá que vive Jacobina Mentz (Letícia Spiller). Líder de uma seita religiosa dissidente do protestantismo que é conhecida como "os Mucker", Jacobina tem visões e recebe mensagens que acredita serem de Jesus Cristo, passando então a cuidar dos pobres e desválidos. Com o passar do tempo a comunidade de seguidores dos Mucker aumenta cada vez mais, fazendo com que os líderes da sociedade local passem a discutir meios de neutralizar o poder cada vez maior que Jacobina exerce sobre a população.


18/09/2010 /16h

Apresentação: Drª Elizabeth W. Rochadel Torressini / historiadora, escritora e professora universitária.

Netto Perde Sua Alma (Brasil, 2001 – 103m), de Tabajara Ruas e Beto Souza

Ferido durante a Guerra do Paraguai (1864-1870), o general brasileiro Antônio de Souza Netto é recolhido ao hospital. Ali percebe coisas estranhas acontecendo com outros pacientes ao seu redor. Numa noite, recebe a visita de um antigo companheiro, sargento Caldeira, ex-escravo. Juntos rememoram o passado comum durante Guerra dos Farrapos (1835-1845). São muitas histórias, encontros trágicos, amigos e inimigos, amores e desafetos. Netto recorda o exílio em Piedra Sola, Uruguai, depois da derrota dos farroupilhas; o convívio com os fantasmas do passado; a descoberta do amor, com Maria Escayola e a Guerra do Paraguai. Naquela noite, unidos por duras lembranças, revelações surpreendentes e um terrível segredo, os dois veteranos enfrentam o derradeiro desafio.

25/09/2010

Apresentação: Antônio Goulart / jornalista e escritor.Vice-diretor do Departamento de Divulgação da ARI e Coordenador do Setor de Concursos desta entidade.


Cerro do Jarau (Brasil, 2005 – 86m), de Beto Souza
Três primos foram criados em um local mágico do sul do Brasil conhecido como Cerro do Jarau. Eles cresceram sob a influencia da lenda de uma princesa aprisionada no corpo de uma lagartixa, e que vive em uma caverna. Entre os três primos, é a menina, Rebeca, a mais corajosa, e a que teve coragem de desafiar essa lenda. Porém, todos cresceram e ela foi ajudar o seu marido na venda de um clube. Mas o comprador do local os engana, e recusa -se a pagar o que deve. Seu marido, pressionado por um criminoso a saudar uma dívida, acaba praticando um assalto. Rebeca, traída e humilhada, decide fugir para o Cerro do Jarau, onde reencontra suas lembranças e as antigas lendas da região.
* O tempo da apresentação que antecede ao filme é de 20 min.

UM JORNAL QUE COMEÇOU
NUM GALINHEIRO



O ano de 1960 estava chegando ao fim. Um cheiro de crise política estava no ar. O Governador Leonel Brizola, no Piratini, já se preparava para iniciar uma campanha pelo Legalidade no país. Mas tudo bem...Este é um outro assunto.
O jornal Ultima Hora,do Samuel Wainer, era um sucesso no meio jornalístico do país. Estava circulando em Porto Alegre, onde enfrentava a dura concorrência dos jornais da Caldas Junior, o Correio do Povo e a Folha da Tarde. Eu era repórter esportivo.
Como fui jogador do Grêmio,o Nestor Fedrizzi, achou que eu devia cobrir o Olímpico. Que tempo bom. O time era uma equipe séria, dirigida por Osvaldo Rolla, o “seu Foguinho”.
Enquanto no Grêmio era só alegria, eu andava muito triste. Chorando pelos cantos (vocês pensam que homem não chora????). Tinha levado o fora da minha namorada, que me trocou pelo teatro. Que fazer? O teatro era a alma dela...
O Samuel Wainer, nas suas loucuras, estava lançando jornais pelo Brasil inteiro. No sul, pretendia lançar a UH em Caxias do Sul, para concorrer com O Pioneiro e em Pelotas, para concorrer com o Diário Popular e com o seu vespertino, a Opinião.
Aí o Neu Reiner e o Nestor Fedrizzi que comandavam aí em Porto Alegre a Ultima Hora, mais com pena de mim do que preocupados com a minha competência, me chamaram e disseram: tu és o homem para dirigir a Ultima Hora na região sul. É claro que levei um susto. E eu sabia o que era dirigir um jornal? Eu sabia era conseguir noticias do Grêmio para as páginas de esporte. E outra coisa, ia tirar da cidade de Pelotas do meu amigo Carlos Camargo, que lá estava a um ano, comandando a sucursal do jornal. Mas tudo bem, pensei cá com os meus botões, ia pra longe e assim curar a minha fossa amorosa.
Logo que cheguei em Pelotas comecei a montar a minha equipe e inocentemente, a primeira coisa que fiz, foi procurar a redação do jornal o Diário Popular. Lá, conheci uma grande cara, diretor do jornal, que pertencia a família Fetter, era o Clair Rocheffort que me disseram,dias atrás, está com 80 anos, sendo que 60 desses anos, passou dentro do Diário,ali na rua Quinze de Novembro,bem no centro de Pelotas. Fui lá, pedir a ele que me indicassem gente para eu contratar.
Hoje me dou contra da minha ingenuidade. O Clair, achou meio estranho, mas mesmo assim, colocou a redação do Diário a minha disposição. Imagina, ir na casa do inimigo pedir apoio. Mas ele me deu esse apoio e eu contratei algumas pessoas como o Wilson Lima,um dos melhores fotógrafos que eu já conheci e filho de um outro grande fotógrafo do Diário, o Ramão Barros. Contratei mais um repórter, que estudava direito e fazia um bico como redator, para poder pagar seus estudos. Era o Oscarzinho . O Oscar Valério Borges, um grande cara também. Um texto maravilhoso. E assim comecei a montar a redação do jornal que começou a circular imediatamente.


Homenagens aos 120 do Diário Popular, de Pelotas...realizadas na semana passada.


Nós mandávamos os texto de ônibus para Porto Alegre por volta das 18 horas e no dia seguinte, às seis da matina, íamos para a rodoviária esperar a edição da UH/ Pelotas. Foi um sucesso. Mas eu, ainda inocentemente,não tinha avaliado o mal que estava fazendo para os companheiros do Diário Popular.
À noite, antes de ir para o Bar Bavária
onde eu gostava de beber o melhor chope do Brasil e comer o melhor sanduíche aberto que já comi passava na redação do jornal para conversar com o Clair. Aí fui conhecendo a história do Diário.
O jornal que agora completa 120 anos de existência, começou por incrível que pareça,dentro de um galinheiro. Claro que vai aqui, um pouco de exagero mas muito carinho. É que apareceu na redação do jornal, que dava os seus primeiros passos,uma pessoa oferecendo a venda de uma impressora que, servia, acreditem, como poleiro de um galinheiro numa fazenda nos arredores da cidade. No fundo,nunca fiquei sabendo como essa impressora foi parar nesse lugar tão feio.
Mas o jornal cresceu. Tornou-se o jornal sério e respeitado que é hoje, na zona sul do nosso estado.
Nesse jornal,além do Clair, conheci gente fabulosa. Por exemplo: o Wilson Lima, que não quis ir para o Rio comigo,trabalhar na Manchete. Conheci o velho Ramão Barros,pai do Wilson,que fazia milagres
com uma maquina toda amarrada com arames e e fitas durex.
Na espera de um eclipse lunar, o seu Ramão, que já tinha ouvido falar que existiam nos departamentos fotográficos de jornais mais modernos do país, um equipamento chamado teleobjetiva. Esse canudo, aproximava mais a imagem das velhas máquinas tipo caixão que os fotógrafos usavam.
Seu Ramão não teve dúvida. Foi para a oficina, apanhou dois tubos de papelão que vinham nas bobinas do papel do jornal e ao seu modo,não sei como,criou a primeira tele-objetiva de papelão. Não sei o que ele fez. A verdade, me contava o seu filho Wilson, que a tele funcionou e o seu Ramão, conseguiu fotos maravilhosas como só ele conseguia fazer.
O jornal tinha uma tiragem diária de 4 mil exemplares. Mas não vendia tudo, porque alguém da circulação, desviava 2 mil exemplares para vender como papel velho. Um crime. Mas um dia, os 4 mil foram esgotados em poucos minutos depois de terem sido colocados nas bancas.
É que a turma da oficina resolveu brigar com o colunista Carlos Alberto Motta, um ícone do colunismo social no sul.
O Motta, muito cuidadoso, exigia que a paginação de sua coluna saísse como ele queria. Isso irritava a turma da oficina. Aliás, esse problema sempre aconteceu em todas as redações. As brigas dos repórteres com a turma da gráfica era uma constante.
A turma da oficina, para se vingar do Motta, resolveu acrescentar, no final do texto da coluna, o seguinte: “Seu fresco (fresco era o que ninguém gostava de ser chamado no sul), vai pra puta que te pariu...
O texto passou pelo revisor, que também resolveu participar da vingança, deixando que a coluna fosse impressa. Resultado, assim que o jornal estava nas ruas e os leitores leram a gracinha, sem graça dos gráficos, o jornal ficou esgotado em poucos minutos. Não foi bonito isso,mas história é história.
Lá na redação do Diário conheci gente maravilhosa. Profissionais competentes como o repórter Carlos Alberto Chiarelli, que foi anos depois, ministro do Fernando Collor. Conheci o Bachieri Duarte, que mudou-se para Porto Alegre. Conheci o Ubirajara Tim, que acabou em Brasília, ocupando importantes cargos no governo Geisel. Conheci um velho comunistão, o Curvello, que estava na redação para cobrir tudo o que acontecia nos sindicatos pelotenses. Na verdade, estava ali para agitar. Elegeu-se vereador, acabou preso e depois exilado em Montevidéu. O Curvelo estava na Câmara de Vereadores, que ficava na Prefeitura,quando um capitão do exército, do Nono Regimento de Infantaria, avisou ao Presidente da Câmara, que estava ali, com a sua tropa para prender o Curvelo. Disse, não muito amistosamente, que se os vereadores não entregassem ele, muitos outros vereadores seriam também detidos. É claro que os companheiros, depois de entregarem o Curvello, correram para ver a saída do herói. O Curvelo, quando chegou na porta do carro, que ia transportá-lo para o quartel, olhou para os vereadores debruçados na sacada, levantou os braços e todo mundo ficou esperando um discurso histórico. Ele olhou firme para a sua turma e lascou: Getúlio... (Getúlio Dias,anos depois foi eleito deputado federal pelo partido de Brizola) joga daí a minha “buena.”, que era como ele chamava a sua boina.
Anos depois, encontrei o Curvelo, exilado no Uruguai,como lavador de pratos em um restaurante da cidade. Um grande cara. Que saudades desses comunistas... Conheci o Irajá Nunes,o Mirim. Um craque como repórter policial. Meu pessoal fazia marcação cerrada sobre ele, para não serem furados. Conheci o
Álvaro Piegas, que depois virou, com sucesso, diretor de teatro. O Piegas montou numa semana santa, um espetáculo da crucificação de Cristo. O espetáculo foi na Praia do Laranjal. Além dos atores principais, foi obrigado a contratar alguns artistas extras, para completar o elenco. Era uma tarde fria e chuvosa.
Mesmo assim o publico foi em massa para a beira da lagoa, assistir às cenas religiosas. Os dois artistas extras ficaram sendo soldados e acompanhavam bem de perto o Jesus, carregando a sua pesada cruz.
Receberam então instruções do diretor, para de vez em quando, darem umas chicotadas no pobre do Cristo. Mas como estava frio e chovendo, como disse, os nossos guardinhas em cada parada irresponsavelmente,
corriam para os bares que estavam ao longo da cena e bebiam umas cachaças a mais, para esquentar o corpo. Resultado: ficaram completamente bêbados e resolveram descontar no pobre Jesus. O Jesus, lá pelas tantas não agüentou, largou a cruz no meio da rua e partiu para cima dos seus guardas, chamando eles aos gritos de filhas da puta e outros palavrões, nenhum dignos de um Cristo. Os guardas se mandaram, deixando o espetáculo sem eles. Mas mesmo assim o Piegas foi aplaudido como diretor do espetáculo.
O fotógrafo Santos Vidarte, trabalhava na Caldas Júnior. Era o cobrão da fotografia e também era professor na URGS. Numa de suas aulas, resolveu fazer uma crítica ao Diário Popular. Disse que o jornal pelotense, era um exemplo de que,como não se devia fazer um jornal. Santos Vidarte foi infeliz nessa sua aula. Ele não conhecia bem o jornal de Pelotas. Mas tenho certeza, conhecendo o Santos como eu o conheci, que ele se arrependeu do que disse. Ele não era pessoa de fazer esse tipo de comentário.
Que saudades dos tempos que vivi em Pelotas e era obrigado acordar bem cedo para ler o Diário, que estava ainda quente, recém saído das barulhentas rotativas, para saber se não tinha sido furado. Muitas manhãs sofria, porque era furado seguidamente.

Sergio Ross

A inteligência policial na prevenção e na repressão ao crime


(Archimedes Marques)


Com a crescente onda da criminalidade em que os delinqüentes buscam cada vez mais a modernidade para a concretização dos seus atos delituosos, estudando sempre novos métodos para dificultar o trabalho da Polícia, esta por sua vez, há sempre de acompanhar a evolução dos tempos para que então realize integralmente seu potencial como função efetivamente especializada de combate ao crime.

A fuga do controle da violência gerada por vários motivos, dentre os quais, pelo sucateamento da Polícia ao longo dos anos, fez com que o atual Estado brasileiro passasse a correr atrás de novas soluções na tentativa de conter, ou pelo menos amenizar o problema da insegurança reinante no país.

Dentre as controversas tentativas advindas de articulações policiais ilusionistas tipo ações pirotécnicas e miraculosas ou outros tantos super planos que morreram quase sempre no nascedouro da proposta de superar o problema da violência, sobreviveu a alternativa plausível que demonstrou melhor sua força e vitalidade, se transformando em real trilha a ser seguida por todas as Policias do Brasil, qual seja, a inteligência policial como ótima ferramenta que deve ser usada para revitalizar os obsoletos paradigmas da nossa segurança publica.

Para superficialmente entrar no tema com o breve texto é de bom alvitre assinalar o entendimento do Delegado de Polícia aposentado, hoje Consultor de Inteligência, Escritor e Professor, CELSO FERRO, um dos maiores estudiosos no assunto, quando diz: “A inteligência policial é a atividade que objetiva a obtenção, analise e produção de conhecimentos de interesse da segurança pública, sobre fatos e situações de imediata ou potencial influencia da criminalidade, atuação de organizações criminosas, controle de delitos sociais, assessoramento às ações de polícia judiciária e ostensiva por intermédio de analise, compartilhando a difusão de informações.”

Assim, a inteligência policial busca e produz conhecimentos para auxiliar as ações policiais, ou seja, destaca-se como se fosse uma assessoria administrativa inerente a levantar dados, informes, a fabricar informação do interesse da segurança pública, que tanto pode ser usada na prevenção quanto na repressão ao crime.

Dentro deste patamar ideológico alguns Estados brasileiros saíram na frente nesta verdadeira corrida de obstáculos para melhor proteger o seu povo, formando então nas suas Polícias as modernas e boas equipadas divisões, serviços ou setores de inteligência policial, transformando-as até em bases de exemplos positivos das suas gestões administrativas.

Neste sentido o Estado de Sergipe é referencia e possui um bom projeto de inteligência policial. Os fatos noticiados pela mídia comprovam esta assertiva através das inúmeras ações positivas em prol da sociedade decorrentes do desmonte de quadrilhas perigosas de marginais, da apreensão constante de grandes traficantes de drogas, doutros bandidos não menos perigosos e da solução de investigações policiais de maiores repercussões no nosso Estado, embora muito ainda falte para se alcançar o auge.

Entretanto, nesta mesma trajetória a maior parte dos Estados brasileiros continua caminhando tímida e lentamente, talvez até freados pelo desestímulo salarial pertinente às classes policiais que ainda toma conta da maioria dos seus membros, ou talvez pela falta de consciência dos seus gestores para investirem em melhores políticas de segurança pública.

Assim, de uma maneira geral, infelizmente ainda assistimos as falhas da Polícia preventiva que não consegue evitar o crime, assistimos as falhas da Polícia repressiva que não consegue reprimir o crime com boas investigações, assistimos a Justiça rapidamente soltar os diversos criminosos de toda espécie, às vezes, por conta dos inquéritos policiais frágeis, desprovidos de boas provas que conseqüentemente transformam as denúncias Ministeriais em instrumentos fáceis de serem vencidos pela Advocacia criminal e, assistimos enfim, o povo atônito sem saber o que fazer diante da crescente violência que assola todos os lugares, vez que, com a impunidade decorrente disso tudo crescem os valores criminosos.

Correndo na contramão desta esperançosa espécie de panacéia policial, muitas políticas de segurança pública dos Estados ainda teimam em repetir projetos fracassados e do fracasso usam-se doses maiores de remédios inúteis ou com validades vencidas no afã de estancar a epidemia da insegurança que se alastra por todo canto.

Reconhecer o papel essencial como recurso digno de investimento voltado para a inteligência policial, deve ser preeminente em todos os Estados brasileiros, pois em assim sendo, estaremos somando os esforços para fazer frente à preocupante e crescente problemática.

Os principais e mais adiantados países do mundo estão combatendo a criminalidade e a violência melhor investindo em planos relacionados e interligados à inteligência policial e é dentro deste contexto que o Brasil também deve caminhar, ao mesmo tempo em que deve ceifar de vez aqueles projetos que restaram infrutíferos.


Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br

Coleguinhas

*A mesa, como eles dizem, do Stella Gril na segunda última esteve de casa cheia. Começou com o Carlos Chagas, o Serginho, o Claudio Humberto e hoje tem jornalista de tudo quanto é veículo que pinta lá. Na segunda, foi também o Josias de Souza, do FOLHÂO.

Eles conversam e o Serginho por baixo da mesa fica tomando nota dos furos que eles contam e não dão nos seus veículos. São uns baucos, como dizem lá em Serafina!


*A matéria daqui sobre o Diário Popular, dos 120 anos dele, que o Serginho fez, nasceu assim: eu achei no sábado um exemplar na rodoviária,atirado num banco. Li a matéria e liguei pra ele no domingo de manhã, que literalmente enlouqueceu. Mas só mandou a matéria ontem...

*Matéria boa é aquela que o cara ri quando lê..Diz o Serginho que seu colega Edson do MT, ria enquanto lia a matéria.


*Eu ria muito quando o MAZZARINO fazia o GUAXO. Agora ele virou homem sério. Nem meu livro sobre Serafina leu..


*Deixa estar jacaré, que a lagoa há de secar!

REPARTINDO O PÃO



Por Carlos Chagas


Diz o refrão popular que quem parte e reparte fica com a melhor parte. Outro dia o presidente do PMDB, vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, repartiu o pão. Disse aos seus deputados e senadores, num jantar de gala, que o partido não abriria mão do que tem direito, no futuro.
Mais tarde, Temer desmentiu estar o PMDB loteando o governo Dilma. Se alguém pensasse assim estaria enganado e desautorizado. O novo ministério dependerá da presidente, o partido não vão exigir nem impor ministérios.
A conclusão a tirar dessa aparente contradição é de que o pão será primeiro repartido no Congresso, nessa refeição inicial da aliança do PMDB com o PT. A chefia e a condução do Executivo será da candidata, se ganhar a eleição, como parece.
Mas o comando do Congresso será deles, peemedebistas, da mesma forma se elegerem as maiores bancadas na Câmara e no Senado. Traduzindo: preparam-se para ocupar as presidências das duas casas. Num caso com Henrique Eduardo Alves. No outro, com José Sarney. Aos companheiros serão oferecidos pedaços de pão, como lugares importantes nas mesas diretoras. Para os partidos menores, migalhas.
Como se trata do café da manhã, será preciso projetar as refeições seguintes, o almoço, o jantar e a ceia. Repartir o pão, claro, mas se Dilma Rousseff fizer o mesmo, ou seja, se abrir para o PMDB vagas no ministério, em troca do apoio para a aprovação dos múltiplos projetos de interesse do futuro governo. Nessa hora valerá atéservir pão dormido, prelúdio das negociações. Quanto a saber o seu tamanho e paladar, dependerá do resultado das eleições.


POR QUE NÃO FIZERAM?
Uns poucos dias de propaganda eleitoral obrigatória no rádio e na televisão servem para mostrar como a busca de votos aproxima-se do ridículo. Todos prometem tudo, dos candidatos presidenciais aos pretendentes aos governos estaduais, ao Congresso e às Assembléias. Seria cômico se não fosse trágico assistir velhos e moços, homens e mulheres, anunciando escolas, hospitais, estradas, hidrelétricas, transportes coletivos, segurança pública, ascensão social, empregos, distribuição de renda e até felicidade.
Razão mesmo parece ter Plínio de Arruda Sampaio, que em seus curtos segundos de exposição na mídia consegue perguntar em tom hilariante: tiveram dezesseis anos para realizar tudo o que prometem agora e não realizaram. Quem acredita?
No caso, a referência é para os oito anos do tucanato de Fernando Henrique e os oito do Lula...

AGORA NÃO VAI DAR
Uma característica do processo político brasileiro é de que, como regra, todo presidente chega ao poder culpando o antecessor pelas dificuldades encontradas. Criticar o passado constitui saída fácil para quem se mostra em dificuldades para enfrentar o futuro. Há exceções, como no caso de Juscelino Kubitschek, mas é bom lembrar que Getúlio Vargas assumiu jogando farpas em Eurico Dutra. Depois,Café Filho prometeu exorcizar a era Vargas. Aliás, foi o primeiro mas não o último. Jânio Quadros disse o diabo de Juscelino, ainda que estrategicamente pelo rádio, sabendo que levaria um soco na cara se discursasse de corpo presente. João Goulart mandou rever a política econômica e social de Jânio, a quem acusava de desequilibrado.
Dos militares, é bom lembrar que o marechal Castello Branco escreveu ao filho dizendo-se síndico de uma massa falida. Costa e Silva, ao prometer humanizar o governo, atingiu Castello na moleira, ao tempo em que Garrastazu Médici meteu a faca na metade do governo Costa e Silva. Ernesto Geisel referia-se na intimidade de forma pejorativa aos tempos do “milagre brasileiro” de Médici, enquanto João Figueiredo deu o gelo em Geisel.
Com a democratização, mesmo cauteloso enquanto candidato, Tancredo Neves apelidava certos juristas do período militar de “jurilas”, metade gorilas. José Sarney não sossegou até reformar o ministério escolhido por Tancredo e foi ofendido por Fernando Collor, a ponto deste anunciar que mandaria prender aquele. Itamar Franco isolou completamente Fernando Collor, a quem acusava de pecar contra os dez mandamentos. Fernando Henrique, mesmo eleito por obra e graça de Itamar, jamais perdeu uma oportunidade de expô-lo ao ridículo. E quanto ao Lula, por longo tempo lembrou a “herança maldita” recebida do sociólogo.
Essas lembranças vem à tona por conta da impossibilidade técnica de Dilma Rousseff fazer o mesmo diante do antecessor. Ou não?

Convite

 

Antigua Bodega Stagnari, promove nesta quarta-feira (1/9) degustação dos seus premiados vinhos no Parque de Exposições de Esteio, na Expointer 2010


Antigua Bodega Stagnari, promove nesta quarta-feira (1/9) degustação dos seus premiados vinhos no Parque de Exposições de Esteio, na Expointer 2010. Evento faz parte de recepção no Pavilhão Internacional, com a presença de autoridades uruguaias. Marco Vanzini, da COMERSUR, recepciona clientes e convidados. A Antigua Bodega Stagnari foi fundada em 1880.
Todt Comunicação

Histórias de La Ùndeze

Nilton Zalta

Deise Nunes

No dia que Deise Nunes,

a Miss Brasil, negra,


parou Serafina...

Quando fui pesquisar para meu livro Cosi La ze stata, falei com o inspetor de Polícia Nilton Zalta da delegacia local para me contar causos de enforcamentos na cidade. Eu sabia que eles eram em número muito grande.

Aí ele me disse que tinha uma foto, que ele mesmo havia tirado, de um desfile da ex-Miss Brasil, Deise Nunes, em Serafina. Fiquei meio a fim de colocar a foto no livro, mas ele só agora me mandou a preciosidade....

Então publico aqui para os leitores verem um desfile em Serafina. A data é o aníversário do município,seguramente. Nilton a tirou de cima do prédio onde reside, no centro da cidade. O corso com as rainhas está passando na frente do primeiro posto de gasolina local, o posto do Gheller, como é conhecido na cidade....


ROTA ALTERNATIVA - Machu Picchu, La Paz e Lago Titicaca

 

Memória de um repórter


Olides Canton


Nos tempos da FOLHINHA!

Trabalhei na Folha da Manhã entre março e abril de 1974. Tempos difíceis, da ditadura....Mas o editor de Polícia, Licínio Silveira, a quem me vinculava e que foi quem me convidou pra ir pra lá, queria '' DAR PAU NOS RATOS""...

sIGNIFICA QUE era pra ferrar a Polícia....

Às vezes não tinha como e dava cada arranca rabo dentro da redação do jornal.


Eu saí da Zero Hora pra ir pra Folhinha e por pouco não acabei ficando no antigo jornal. Quase cobriram a proposta, mas aí fui pro leilão, que depois, me custou muito caro, por sinal....


Mas o jornal fazia um jornalismo avantajado pra sua época, quase no começo de uma espécie de abertura, que só viria mesmo com o presidente Ernesto Geisel.

A folha do jornal onde fiquei registrado me possibilitou também a comprovação do tempo que morávamos no chamado " Baião", um apartamento na rua Cuiabá,358/10.

Este apê, por sinal, está passando erradamente pra história como uma comunidade hippie. Nunca o foi...Era alugado por cinco jornalistas...eu,caco barcellos, licínio da silveira, carlinhos mossmann e emilio chagas, que estava na rádio continental, mas que também atuava mais como publicitário.

A professora Sandra Moura, numa biografia que fez sobre Caco Barcellos diz que o apê era esta comunidade hippie. A minha ficha de empregado prova que não havia ninguém de hippie, ali, a não ser os vagabundos e fumadores de maconha que o Carlinhos Caramez, um amigo nosso, começou a levar pra lá...

Isto nos trouxe um enorme problema: o apê foi invadido duas vezes pela Polícia, atrás de drogas. Numa das invasões, ocorrida em plena madrugada de uma sexta-feira para um sábado, foi um desconforto enorme ver polícia percorrendo os quartos atrás de " fumo".

Os casais eram acordados com esta invasção...

Mas voltando a Folhinha:

O jornal era eminentemente pensado pelo Bicudo, Osmar Trindade, Rosvita Sauressig,entre outros. O diretor era o Ruy Carlos Ostermann,q ue pouco víamos...

Dali pedi demissão para viajar ao Peru, porque tinha brigado com minha companheira da época, a Nara Molina Davila.

Quando voltei do Peru fui procurar a minha turma no Baião e não havia mais ninguém lá. Os vizinhos me informaram que havia se mudado.

Descobri,então que estavam na av. Princesa Izabel, não todos, porque ocorrera uma diáspora...

Sempre que saio dos jogos do Grêmio e venho caminhando passo na frente do grande prédio onde fui morar depois...Ali estava o Licínio e o Caco...

Mas eu não voltei a Folhinha da Manhã, apesar da insistências dos meus ex-companheiros. Fui fazer um estágio na rádio da UFRGS já que era aluno da FABICO. Voltei a viajar para o Peru, de onde só voltaria em outubro de 1976, para começar outra etapa da minha vinha pessoal e profissional.

Assim que minha passagem pela Folhinha foi muito exígua....

Desistência


O candidato Reinaldo Nicola desistiu na última sexta-feira, dia 28.08 de ser candidato a deputado estadual do PDT. Para alegria dos demais, como Adroaldo Loureiro, que propugna a reeleição e que assim espera fazer votos na região, tanto que na segunda prestigiou a abertura da amostra de Ronda Alta, 30 km de Sarandi, na Assembléia Legislativa do Estado...Votos são votos, !!!!!

O papel da Veja no governo Lula

Recebo e publico( mas atenção: o editor não acha que VEJA pratique anti-jornalismo, mas respeito a opinião de quem a assina!) se fosse anônimo não publicaria!

 

Recebido de Valdir dos Santos

Eu sei que vários de vocês vão torcer o nariz para esta entrevista. Mas se tiverem um mínimo de isenção irão ver que a pesquisa é séria e inédita.
Depois dizem que não há liberdade de imprensa neste país e que o Lula quer controlar os meios de comunicação. Se quisesse, teria sérios motivos como os abaixo:


Pesquisa da PUC: “Veja se transformou no maior fenômeno de anti-jornalismo”
publicada terça-feira, 31/08/2010 às 13:40 e atualizada terça-feira, 31/08/2010 às 13:40



A obsessão da revista: derrubar Lula
Por Juliana Sada

Criada em setembro de 1968, a revista “Veja” é a publicação semanal brasileira de maior tiragem, teoricamente com cerca de um milhão e duzentos mil exemplares. Criada por Mino Carta, atualmente diretor de redação da Carta Capital, e Victor Civita – estadunidense filho de italianos, fundador do Grupo Abril – a revista foi por um longo período paradigma para o jornalismo brasileiro. Por sua redação, passaram nomes importantes da profissão; e, por suas páginas, grandes personagens da história – entre seus entrevistados estão Vinícius de Moraes, Yasser Arafat, Salvador Dalí, Tarsila do Amaral e Sérgio Buarque de Holanda.
Mas, em anos recentes, a revista tornou-se alvo de intensas críticas. Na internet, disseminam-se pequenas e grandes iniciativas de informação e contraponto ao tipo de jornalismo feito por lá. Esse mesmo Escrevinhador denunciou a entrevista que nunca existiu, mas que a revista publicou; e mostrou a história doprofessor que foi alvo de manipulação pelo veículo, além da peculiar análise do semanário sobre a Bolívia .
O jornalista Fábio Jammal Makhoul decidiu debruçar-se sobre a revista Veja para formular sua tese de mestrado em Ciência Política para a PUC de São Paulo. A dissertação analisou a publicação durante o primeiro mandato de Lula , de janeiro de 2003 a dezembro de 2006. Fábio constatou que houve, de modo deliberado, uma cobertura tendenciosa com o objetivo de desestabilizar o governo. Os números são impressionantes: “40,6% da cobertura de Veja sobre o primeiro governo petista noticiou os escândalos do Planalto e, conseqüentemente, Lula e o PT de forma negativa”. O governo ocupou “54 capas de Veja, das 206 publicadas no período”, destas “32 tratavam de escândalos, segundo classificação da própria Veja, ou seja, 59,3% do total”.
Segundo Fábio, esse sistemático ataque levou ao surgimento de inúmeras críticas que “abalaram a própria revista, que se sentiu na obrigação de reafirmar sua ‘imparcialidade e independência’ a todo o tempo em 2005 e 2006”.
O Escrevinhador entrevistou Fábio Jammal Makhoul para expor e debater seu estudo e o papel desempenhado pela revista. Confira a seguir.
Como surgiu a ideia de estudar a revista Veja?
O principal motivo que me levou a pesquisar a revista Veja é jornalístico. A degradação do jornalismo da revista nos últimos anos foi assustadora. Veja é a maior revista semanal de informação do Brasil, com tiragem superior a 1,2 milhão de exemplares. Um número muito maior que o das demais publicações do segmento. Veja é a quarta maior revista de informação do mundo e seu jornalismo já foi referência para toda mídia impressa brasileira. Mas, nos últimos anos, o semanário também se transformou no maior fenômeno de anti-jornalismo do país.
De 2005 para cá, a revista se perdeu completamente em reportagens baseadas em ilações e xingamentos, que ignoraram as regras mais básicas do jornalismo e rasgaram todos os códigos de ética da profissão. Virou um verdadeiro pasquim, com matérias que se revelaram fantasiosas e recheadas de ataques e manipulações da informação. Isso não quer dizer que o PT e o governo Lula sejam os bonzinhos da história e nem as vítimas da grande imprensa. Pelo contrário, houve erros gravíssimos na administração federal, que precisavam ser apurados e divulgados pela mídia.
Entretanto, o jornalismo da grande imprensa conseguiu ser mais antiético que os próprios políticos que eram acusados, com erros grosseiros que comprometeram a imagem desses veículos, principalmente a da revista Veja, que foi a mais engajada na tentativa frustrada de derrubar o presidente da República em 2005 e 2006.

Muito se fala sobre cobertura parcial da Veja. Por meio da sua pesquisa, foi possível constatar a veracidade dessas observações?
Sim, e nem precisava de uma pesquisa acadêmica ou mais aprofundada. Basta uma leitura simples da revista para constatar que Veja tem um lado quando o assunto é política. Hoje temos uma bipolarização partidária no Brasil, com PT e PSDB monopolizando a disputa eleitoral. E a revista Veja está claramente do lado do PSDB e completamente contra o PT. Se você pesquisar a revista desde o início dos anos de 1980 vai constatar que o Partido dos Trabalhadores e o próprio Lula nunca tiveram um tratamento positivo nas páginas de Veja.
Essa história de imparcialidade da imprensa não existe. Os veículos de comunicação são empresas e têm seus interesses e preferências políticas. O jornal O Estado de S. Paulo, por exemplo, sempre foi conservador e nunca escondeu isso. Assumir uma posição ideológica ou política não é ruim. É até saudável e democrático, os grandes jornais da Europa e dos Estados Unidos fazem isso. Pelo menos, o leitor sabe claramente qual é a orientação editorial da publicação. O problema é quando se abandona o jornalismo para se transformar num panfleto político-partidário. E foi o que aconteceu com Veja de 2005 para cá.
Nos dois primeiros anos do primeiro mandato de Lula, o semanário ainda fez jornalismo, mas, ao apostar que poderia derrubar o presidente da República em 2005, perdeu a aposta e a credibilidade. Com o escândalo do “mensalão”, Veja captou o antilulismo e o antipetismo da chamada classe média que lê a revista e iniciou sua campanha pelo impeachment do presidente. Só que a questão política serviu para que Veja se sentisse à vontade para cometer os abusos que quisesse. Uma coisa é a crítica política que se viu no Estadão e n’ O Globo, por exemplo. Outra coisa é partir para o xingamento, como fez Veja.

Você poderia citar capas e matérias que seguramente continham distorções, inverdades, ataques ou parcialidade?
Há muitos exemplos, principalmente em 2005 e 2006. Uma das capas que mais me chamou a atenção foi a da edição de 16 de março de 2005. A revista tentou fabricar uma crise para os petistas, com uma reportagem que prometia ser “bombástica”. A manchete da capa era: “Tentáculos das Farc no Brasil”. Em letras menores, a revista diz que “espiões da Abin gravaram representantes da narcoguerrilha colombiana anunciando doação de 5 milhões de dólares para candidatos petistas na campanha de 2002”.
A capa é chamativa, cheia de dólares ao fundo e uma foto do militante petista que teria recebido dinheiro das Farc. Embora a revista tenha considerado a reportagem forte o suficiente para ser a capa da edição, no corpo da matéria há três ressalvas de que o semanário não tinha como comprovar as acusações. O tema foi repercutido por um mês até sumir das páginas de Veja. O Ministério Público e o Congresso Nacional investigaram e não acharam nada e a revista sequer se desmentiu o publicou o final da história. Capa parecida foi a de 2 de novembro de 2005, que dizia que a campanha de Lula recebeu dólares de Cuba. A matéria é toda fantasiosa e com denúncias em off que nunca se confirmaram.

Levantamento e classificação das capas. Clique na imagem para vê-la maior.
Uma das partes da sua dissertação se intitula “O discurso político das capas”. Você poderia explicitar qual é este discurso?
Nos quatro anos do primeiro mandato de Lula, o governo e o PT foram os principais temas da capa de Veja, ocupando mais de um quarto das manchetes do período. Com 49 capas negativas, a revista lançou mão de uma estratégia discursiva que visava claramente dar a Lula o mesmo destino de Collor: o impeachment. Sem sucesso neste intento, o semanário passou a trabalhar para evitar a reeleição do petista. A revista não foinada sutil em sua estratégia, pelo contrário, foi arrogante, agressiva, preconceituosa. O preconceito, aliás, foi uma das modalizações discursivas contra o governo mais utilizadas pela publicação, principalmente na capa. Desde o primeiro ano do mandato, em 2003, a revista procurou tematizar sobre a ética no PT. O enunciador sempre deixou claro que ela não passava de discurso para chegar ao poder, mas, assim que os escândalos começaram, Veja tratou de provar que o PT era pior que os demais partidos neste quesito. Entre os muitos preconceitos despejados pelo enunciador na capa está a associação entre o PT e bandidos; de traficantes a assassinos.
A suposta falta de escolaridade e de atenção dos petistas com a educação também foram bastante exploradas, sendo que o enunciador não se intimidou para fazer alusão ao animal burro em diversas ocasiões. O esquerdismo do PT também foi apresentado negativamente e de forma preconceituosa. Veja mostrou aos leitores que a máquina pública foi tomada pelos petistas, que aparelharam o Estado como fizeram os soviéticos. Aliás, autoritarismo foi outro tema explorado, que procurou mostrar um PT stalinista e ditador.
A corrupção, entretanto, foi o tema mais explorado nas capas que retrataram o PT e o governo Lula. Com uma série de escândalos em pauta, a revista usou uma das estratégias mais controversas e criticáveis: a comparação entre Lula e Collor. Comparações são sempre complicadas, mas o enunciador de Veja, posicionado e ideológico, relacionou os dois presidentes de forma simplista e forçada.
Com esta modalização discursiva, Veja pôde finalmente trabalhar pelo impeachment de um Lula sem moral, sem ética, corrupto, chefe de quadrilha, despreparado e que fez um primeiro mandato pífio, segundo as capas do semanário. Assim, a revista ousou também decretar o fim do PT. Errou em todas as apostas. Para justificar suas derrotas, Veja encontrou uma explicação baseada e mais preconceitos. Na edição de 16 de agosto de 2006, quando as pesquisas apontavam vitória fácil de Lula na disputa pela reeleição, Veja veiculou uma capa com a foto de uma jovem negra segurando o título de eleitor. A manchete era: “Ela pode decidir a eleição”. O subtítulo explica quem é ela: “nordestina, 27 anos, educação média, 450 reais por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro”. Ou seja, ela é o retrato do Brasil e não dos leitores da revista, que são das classes A e B. Para esses, que o enunciador de Veja aposta que sabem votar, resta a resignação, já que os negros, pobres, analfabetos e nordestinos vão decidir as eleições.
Na introdução do seu trabalho, você apresenta a revista Veja como protagonista de escândalos. Ao que você se refere ao chamar a Veja de protagonista?
Podemos dizer que praticamente toda a chamada grande imprensa aproveitou os erros e desmandos do PT na primeira gestão do Lula para denegrir a imagem do partido e impedir a reeleição do presidente. Mas a revista Veja foi protagonista porque foi a mais enfática na campanha contra os petista e a que mais cometeu erros do ponto de vista jornalístico. Além disso, suas reportagens serviram tanto para iniciar um escândalo como para mantê-lo na pauta da mídia. Em muitos momentos, principalmente durante o escândalo “mensalão”, as reportagens de Veja alimentaram os jornais diários e a própria TV.
Você afirma que “ao todo, Veja publicou 206 edições entre 1° de janeiro de 2003 e o dia 31 de dezembro de 2006. Neste período, a revista produziu 621 reportagens sobre o primeiro governo do PT. Dessas, 252 trataram dos escândalos.” Isso quer dizer que, na média, havia três matérias sobre o governo por edição e sempre uma sobre algum escândalo?


Sim, e mesmo quando a matéria não era sobre escândalos, o enfoque que era dado ao Lula e ao PT era negativo. No meu trabalho deixo claro que o Partido dos Trabalhadores, uma vez no poder, cometeu uma série de irregularidades que deveria sim ser apurada e noticiada. Mas a forma com que a grande imprensa fez a cobertura, principalmente a Veja, visava apenas derrubar o PT do poder e não denunciar as mazelas do nosso sistemas político e eleitoral brasileiro, que estão no cerne do “mensalão” e de vários outros escândalos e que continuaram intactos. Muitos desses problemas que geram toda sorte de abuso de poder são antigos e foram mostrados por diversos autores.
Talvez o melhor lugar para se buscar conhecimento sobre o funcionamento da política seja na obra de Nicolau Maquiavel. Não é à toa que sua bibliografia é chamada de realismo político. Lá se encontra a pura realidade sobre a política. Para divagar um pouco, me arrisco a fazer um paralelo entre Maquiavel e o governo Lula. O PT sempre empunhou a bandeira da ética e bradou que é possível ter “pureza” dentro do jogo político e eleitoral brasileiro. Mas, para chegar ao poder, teve de lançar mão das mesmas práticas que condenava em outros partidos, assim como fez para governar o país. Um jornalismo investigativo sério e isento poderia constatar isso e denunciar de forma séria e isenta. Assim, o PT mostraria o realismo político, que desnudaria os problemas que assolam nossos sistemas político e eleitoral.
Uma cobertura sóbria, que não fosse tendenciosa ao ponto de mostrar que o governo do PSDB sim foi puro, poderia causar uma indignação suficiente para que o Brasil finalmente fizesse uma reforma que melhorasse efetivamente os nossos sistemas político e eleitoral. Mas, ao fazer uma cobertura parcial e tendenciosa, o jornalismo chamou mais a atenção do que os escândalos que noticiava, não contribuindo em nada com o país.



As capas analisadas, de 2003 a 2006, seguiram sempre o mesmo tom ao tratar do PT? É possível delimitar períodos de maiores ofensivas ou recuos?
Veja só se manteve recuada nos ataques no primeiro ano do mandato de Lula, 2003. Em 2004, começou sua ofensiva, embora de forma meio tímida. Mas em 2005 e 2006, Lula e o PT foram os principais temas da capa. Em 2005, das 52 edições, Lula e o PT aparecem de forma negativa em 24 capas, sendo 18 delas classificadas pela própria Veja no tema escândalo. Ou seja, quase a metade das edições abordaram o presidente negativamente. Em 2006, último ano de governo, Veja publicou 15 capas sobre Lula e o PT, todas desfavoráveis em pleno ano eleitoral.
Nos quatro anos do primeiro mandato de Lula, o governo e o PT foram os principais temas da capa de Veja, ocupando mais de um quarto das manchetes do período. Foram 49 capas negativas, sendo 39 só em 2005 e 2006. Comparativamente à atuação de governos passados, o tratamento da imprensa e de Veja à gestão Lula foi muito desigual. Durante a era tucana, por exemplo, as denúncias contra o governo federal não tiveram muito destaque. Em 1997, o presidente Fernando Henrique Cardoso foi acusado de comprar votos para a aprovação da emenda que permitiu sua reeleição, havia denúncias sobre as privatizações e corrupção em vários órgãos ligados ao governo federal, como a Sudam e a Sudene. Naquele ano, apenas uma capa foi feita sobre as acusações, com a foto de Sérgio Motta, então ministro-chefe da Casa Civil, e a chamada da capa era: “Reeleição”.


Já em 2005, com Lula na presidência, forma dezoito capas sequenciais durante quatro meses de puro bombardeio. Veja chegou a defender o fim do PT e que isso seria benéfico para a política brasileira, já que até na oposição sua atuação foi prejudicial para o país. Veja nunca havia defendido o fim de nenhum partido e nem usado tantos adjetivos negativos como usou para falar sobre os petistas.
Em 2006, em pleno período eleitoral, a revista veiculou cinco capas negativas para o governo, entre 23 de agosto e 25 de outubro. Isto quer dizer que as capas de metade das edições de Veja que circularam enquanto as eleições se definiam eram ruins para Lula. Enquanto isso, Geraldo Alckmin (PSDB), seu principal adversário, não apareceu negativamente em nenhuma capa de Veja neste período. Pelo contrário, neste período o candidato do PSDB era mostrado de maneira positiva. Só no período do segundo turno das eleições, Lula foi alvo de quatro reportagens de Veja e em todas elas ele aparece de forma negativa. Já Geraldo Alckmin aparece em duas matérias neste período. Ambas com abordagens positivas para o tucano.

As manchetes veiculadas nas capas estavam de acordo com a reportagem produzida ou havia discrepâncias com o intuito de chamar a atenção do leitor?
As manchetes eram mais sensacionalistas, mas as reportagens também seguiam a mesma linha. Ainda assim, é possível perceber muitas discrepâncias, como aquela capa das Farc que eu já citei. Na capa, Veja afirma que o PT recebeu dinheiro das Farc e na matéria há três ressalvas de que o repórter não conseguiu nenhuma prova. Outra capa que chama a atenção é aquela que eu também citei sobre a nordestina, negra e pobre que iria decidir a eleição em favor de Lula. O subtítulo diz que Gilmara Cerqueira tinha 27 anos. Mas na foto é possível observar a data de seu nascimento no título de eleitor e pode-se ver que ela tinha 30 anos na época e não 27 como rebaixou Veja para enquadrá-la ao perfil do eleitor médio. Ou seja, vale até mentir a idade da moça para montar um perfil da qual ela não se enquadra totalmente.
Além das capas, você analisou também os editorais da Veja. Foi possível encontrar correspondência entre a posição oficial da revista e o conteúdo por ela produzido, que em tese é independente?


As críticas que a revista Veja recebeu durante o primeiro governo Lula, principalmente nos dois últimos anos, abalaram a própria revista, que se sentiu na obrigação de reafirmar sua “imparcialidade e independência” a todo o tempo em 2005 e 2006. Durante a crise do “mensalão”, Veja usou a maior parte dos editoriais de junho a dezembro de 2005 para justificar a matéria da semana anterior e ratificar seu compromisso com um jornalismo sério. Logo no primeiro editorial do início da crise do mensalão, em 1º de junho de 2005, Veja garante que “não escolhe suas reportagens investigativas com base em preferências partidárias ou ideológicas”. E o curioso é que todos os editoriais das edições seguintes eram para justificar suas reportagens, sempre reafirmando uma imparcialidade que não se via nas reportagens.
Você discute o paradigma da imparcialidade e neutralidade no qual é baseado o discurso dos meios de comunicação entretanto você apresenta argumentos sobre a inviabilidade destes paradigmas se concretizarem. A partir da sua pesquisa, é possível concluir se a parcialidade da revista Veja é fruto de uma política deliberada ou consequência da inviabilidade de se fazer um jornalismo imparcial?
É fruto de uma politica deliberada. É claro que é quase impossível fazer um jornalismo totalmente isento. Mas você pode pelo menos buscar a isenção, ouvindo os dois lados, dando o mesmo peso para as diferentes versões e não utilizando adjetivos, por exemplo. Veja nem tentou ser imparcial, pelo contrário. Ela tinha uma estratégia discursiva e a seguiu até o fim com um objetivo bem claro: derrubar Lula da presidência.


Ao se contrapor ao governo Lula e ao PT, a revista Veja apresentava qual projeto para o Brasil apoiava ou qual setor o representava?
A primeira edição após a reeleição de Lula, publicada em 8 de novembro de 2006, é a que mostra mais claramente a posição da revista. A matéria de capa defende que é preciso deixar para trás a “visão tacanha” de que a miséria pode ser superada pelo “princípio bolchevique” de tirar dos ricos e dar aos pobres.
Para Veja, a miséria só será superada pela produção de riqueza e para isso “o gênio humano não concebeu nada mais eficiente do que o velho e bom capitalismo, com seus mercados livres, empreendedores ambiciosos e empresas inovadoras”. Veja aconselha Lula a “aposentar para sempre a ideia de palanque de que o Brasil é como um sobrado – em que só há andar de cima e andar de baixo e, portanto, o único trabalho é fazer com que todos passem a habitar o pedaço de cima. Isso é uma interpretação tão tosca da sociedade brasileira que, na sua estupidez simplificadora, neutraliza o papel crucial e dinamizador exercido pela classe média”.
Veja diz que falta ao presidente maior clareza sobre como promover de maneira mais vigorosa as condições para que a iniciativa privada produza mais conhecimento tecnológico de ponta, inove mais e multiplique seus índices de produtividade. E acrescenta: “Para fazer o país avançar, produzir riqueza e gerar justiça, o presidente Lula tem muitos desafios para superar – e um deles começa em casa. O Partido dos Trabalhadores, que se transformou numa usina de escândalos, divulgou uma nota oficial cobrando que no novo mandato Lula faça um ‘governo de esquerda’. Ninguém sabe exatamente o que isso quer dizer, mas é certo que significa mandar às favas o equilíbrio fiscal e o controle da inflação em troca de um crescimento econômico tão duradouro quanto um voo de galinha”.
Essa é a primeira vez na cobertura do governo Lula que Veja assume com todas as letras que fala em nome das classes mais abastadas e que defende uma política e um projeto de Estado mais à direita do que voltados para o social. Sua intenção é proteger o capital como fica claro neste texto. Para a revista, é preciso esquecer a ideia de que “o único trabalho é fazer com que todos passem a habitar o pedaço de cima”. Ou seja, não interessa colocar os mais pobres no mesmo patamar dos ricos é preciso “promover de maneira mais vigorosa as condições para que a iniciativa privada produza mais conhecimento tecnológico de ponta, inove mais e multiplique seus índices de produtividade”.

 

Renovada, Rousseff seduce a todo Brasil

 


Alberto Armendariz
Corresponsal en Brasil

RIO DE JANEIRO.-Cuando falta un mes y medio para las elecciones presidenciales, la gran favorita para suceder al presidente Luiz Inacio Lula da Silva, la oficialista Dilma Rousseff, presenta a los brasileños una imagen muy distinta de la que tenía como tecnócrata del gobierno y alejadísima de la de sus días de guerrillera marxista.

Ya no están con ella compañeros de la radical Vanguardia Armada Revolucionaria Palmares, con los que sufrió tortura y prisión durante la dictadura.

Ahora hace campaña rodeada de expertos en marketing político, publicistas y vestuaristas, que, junto con una periodista, un cirujano plástico, un peluquero y una cosmetóloga, han creado una fantástica metamorfosis.

Rousseff, de 62 años, ya no es apodada la "Dama de Hierro", sino "la nueva Evita Perón". Ha logrado seducir a los votantes y está aun paso de convertirse en la primera mujer presidente de Brasil.

"En todo el mundo, las campañas electorales se han vuelto grandes espectáculos de comunicación y como en Brasil el nivel de escolarización es muy bajo, el aspecto físico que presenta un candidato es clave para convencer a un electorado que ve mucha televisión. No garantiza que gane, pero ayuda mucho", señaló a La Nacion Carlos Manhanelli, presidente de la Asociación Brasileña de Consultores Políticos.

Atrás quedaron para Rousseff las ojeras, arrugas y cabellos desalineados de su época de ministra de Lula, primero de Minas y Energía, y luego como jefa de Gabinete.

A principios del año pasado, con el mismo sigilo con que lleva adelante sus operaciones revolucionarias a fines de los 60, Rousseff se sometió a una cirugía plástica de párpados y para el rejuvenecimiento facial en la clínica Mohinos, de Porto Alegre, bajo la atención de Renato Viera, el mismo cirujano que operó a Sara Montiel.

El resultado fue un rostro con una piel mucho más lisa, con su nariz estilizada, que la rejuveneció unos diez años.

Hasta el famoso Ivo Pitanguy, uno de los mayores cirujanos plásticos del mundo, aplaudió la transformación. Ella misma luego bromeó al afirmar que su operación había sido un éxito de público y crítica.

Video:La máquina del tiempo: Dilma Rousseff

Al bisturí le siguieron las tijeras de Celso Kamura, el peluquero preferido de las modelos y celebridades brasileñas, que le dio un corte más moderno, con la cabellera hacia arriba, y le cambió el color de pelo a un tono más rojizo. Por otra parte, la primera dama, Marisa Leticia da Silva, le prestó a su cosmetóloga, Ivette Leloir, para que la maquillara.

Aunque la candidata presidencial del Partido de los Trabajadores (PT) se rehusaba en un comienzo a cambiar su imagen, quien la convenció fue Lula, que ya había tenido experiencia en el tema.

Tras haberse lanzado tres veces sin éxito al Palacio del Planalto (en 1989, 1994 y en 1998) como un líder sindical duro, en 2002 se recortó la barba, bajó de peso, comenzó a usar trajes elegantes, y ganó.

En ese entonces, su campaña la organizó el gurú de los publicitarios brasileños, Duda Mendonça, quien luego se alejó del presidente por estar involucrado en un escándalo de corrupción. Fue su ex socio, el consultor político João Santana, que trabajó en campañas de los Duhalde, quien aseguró la reelección de Lula y quien ahora dirige todos los aspectos relacionados con la imagen de Rousseff.

Santana la convenció de ponerse lentes de contacto en vez de gruesos anteojos, y de que cambiara su vestuario monocromático para usar más tailleurs de lino y seda con vivos colores. Además la puso a entrenarse con la ex periodista Olga Curado, experta en medios y gestión de crisis, para mejorar su dicción, dejar de lado los tecnicismos a los que estaba acostumbrada como ministra y lograr hablar de forma más directa y emotiva.

Un pasado lejano

El nuevo look de Rousseff se estrenó masivamente la semana pasada, con el comienzo de la campaña televisiva.

Y, como para evitar dejarle municiones a la oposición, el primer día, uno de sus spots ataca de entrada su pasado de guerrillera: allí explica que de joven tomó las armas porque pensaba que ésa era la mejor manera de luchar por la justicia en el país. Luego se la ve acompañada por su hija, Paula, mientras juega con su perro. Después se escucha la voz de Lula, que invita a votar por ella.

"Han sido muy eficientes en crear una candidata mucho más humana, de aspecto de madre moderna, que parece preocupada por los temas sociales y se emociona con las personas. La idea que buscan transmitir es la de la continuidad del gobierno de Lula", apuntó a La Nacion el politólogo Rubens Figueiredo, autor del libro Marketing político y persuasión electoral.

Según el analista, como Rousseff nunca detentó un cargo electivo y no era tan conocida por el gran público, la imagen creada será la que prevalecerá.

Los sondeos marcan que la gente compra cada vez más el "producto": desde que se inició la campaña mediática, Rousseff amplió su ventaja sobre su principal competidor, José Serra, del Partido de la Social Democracia Brasilera (PSDB).

Como los votos en blanco o nulos suman 7% y los indecisos 9%, si las elecciones fueran hoy, Rousseff ganaría en primera vuelta, al contar ya con más del 51% de los votos válidos.

 

Comício da Unidade Popular em Canoas não será realizado


Devido a alterações na agenda de Dilma Rousseff, o comício com Tarso Genro e o presidente Lula nesta quinta-feira, em Canoas, não será realizado.

Sem a presença da candidata à Presidência, a coordenação de campanha da Unidade Popular pelo Rio Grande decidiu por suspender o ato e, ao contrário do que chegou a ser noticiado pela imprensa, não será realizado comício em Santa Maria.

Coleguinhas

Claudio Humberto noticiou ontem em sua coluna a suspensão das contas bancárias do BICUDO(Elmar Bones da Costa) por não pagamento de honorários de um advogado.

Como a coluna do BATEU LEVOU é também publicada nos Jornais NH, VS e Diário de Canmoas, ficou ruim pro candidato ao Senado Germano Rigotto porque o colunista da um pau no candidato ao senado do PMDB

 

INDEPENDÊNCIA

DECOM/PSB

Desfiles cívicos começam nesta sexta-feira

Desfiles cívicos começam nesta sexta-feira

As comemorações da Semana da Pátria 2010 terão início nesta quarta-feira (01/09). O fogo simbólico será conduzido por militares do 2° Regimento de Cavalaria Mecanizada até a Plataforma Cívica Teotônio Vilella, na praça XV de Novembro. Na sexta-feira (03/09) a comunidade de São Miguel realizará o desfile cívico militar no interior de São Borja a partir das 14h na Escola Liôncio Pereira Aquino.

Confira as datas e ordem dos desfiles:
Data: 3 de setembro (6ª feira)
Local: São Miguel - EMEF Liôncio Silvio Pereira Aquino
Horário: 14h

Ordem de desfile:
1. Banda Municipal Tusnelda Lima Barbosa
2. EMEF Osvaldina Batista da Silva
3. EMEF Liôncio Silvio Pereira Aquino
4. EEM Timbaúva
5. EMEF Ordália Machado
6. EMEF São Judas
7. EMEF Bom Sucesso
8. Piquetes Tradicionalistas
9. Bandas participantes do Festival de Bandas Escolares
10. Banda de Música Regimento João Manoel
11. Desfile Militar Pelotão do 2º RC MEC

Data: 4 de setembro (sábado)
Local: Passo – em frente ao Centro Nativista Boitatá
Horário: 14h

Ordem de desfile:
1. 3ª Secção de Combate a Incêndio
2. 2º RC Mec João Manoel
3. 1ª CIA de Engenharia Mecanizada Souza Docca
4. Banda Municipal Tusnelda Lima Barbosa
5. Asilo São Vicente de Paula
6. Escola Municipal de Educação Infantil América Goulart Teixeira
7. Escola Municipal de Educação Infantil Maria Edi Grass dos Santos
8. Escola Municipal de Educação Infantil Ecilda Miranda
9. Escola Municipal de Educação Infantil Darcy Sarmanho Vargas
10. Escola Municipal de Educação Infantil Catarina Bengochêa
11. GIAMA
12. ASEMA Passo
13. ASEMA Centro Social Urbano
14. ASEMA Vila Progresso
15. Escola Municipal de Ensino Fundamental República Argentina
16. Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco Miranda
17. Escola Municipal de Ensino Fundamental Fernando Ferrari
18. Escola Estadual de Educação Básica Padre Francisco Garcia
19. Escola Municipal de Ensino Fundamental Duque de Caxias
20. Escola Municipal de Ensino Fundamental Ubaldo Sorrilha da Costa
21. Escola Estadual de Ensino Fundamental Tusnelda Lima Barbosa
22. Escola Estadual Técnica Olavo Bilac
23. Secretaria Municipal do Trabalho, Ação Social e Cidadania
24. Comissão Organizadora SMEC

Data: 5 de setembro (domingo)
Local: Nhu-Porã - EEEM Militina Pereira Alvarez
Horário: 9h

Ordem de desfile:
1. Banda do Regimento João Manoel
2. Desfile Militar 2º RC MEC
3. Escola Estadual de Ensino Fundamental Franco Baglione
4. Escola Estadual de Ensino Médio Militina Pereira Alvarez
5. Piquetes Tradicionalistas
6. Associação de Moradores
7. Bandas participantes do Festival de Bandas Escolares de São Borja

Data: 7 de setembro (3ª feira)
Local: Centro
Horário: 13h30

Ordem do desfile:
Liga da Defesa Nacional – Núcleo São Borja
3ª Secção de Combate a Incêndio
Brigada Militar
PRF
Banda Tusnelda Lima Barbosa
Escola de Educação Especial Cyro Aquino Ferreira
CAPS- Centro de Apoio Psico-Social
Asilo São Vicente de Paula
CETIM- Centro Escolar de Turno Integral Municipal Neuza Goulart Brizola
Escola Municipal de Educação Infantil Vicentina Goulart
Escola Municipal de Educação Infantil Luiz Antonio Rigo
Escola Municipal de Educação Infantil Tio Calandro
Escola Municipal de Educação Infantil Quero- Quero
Escola de Educação Infantil Turma do Trem Ltda
Escola de Educação Infantil Carinha de Anjo
Escola de Educação Infantil Pingo de Gente
Escola de Educação Infantil Abrakadabra
Escola de Educação Infantil Brincarte
AABB Comunidade
ASEMA Florêncio Aquino Guimarães
Escola Municipal de Ensino Fundamental Neith Aragon Motta
Escola Municipal de Ensino Fundamental Cândida Vargas
Escola Municipal de Ensino Fundamental Aparício Mariense
Escola Municipal de Ensino Fundamental Olinto Dornelles
Escola Municipal de Ensino Fundamental Vicente Goulart
Escola Municipal de Ensino Fundamental Sagrado Coração de Jesus
Centro de Formação Tereza Verzeri
Albergue Criança Feliz
Grupo Ambiental da Brigada Militar
Escola Estadual de Ensino Fundamental Viriato Vargas
Escola Estadual de Ensino Fundamental João Goulart
Escola Estadual de Ensino Médio Apparício Silva Rillo
Colégio Adventista
Escola Estadual de Educação Básica Arneldo Matter
Colégio Estadual de São Borja
Escola Estadual de Ensino Médio Tricentenário
Instituto Federal Farroupilha
Colégio Sagrado Coração de Jesus
Colégio Estadual Getúlio Vargas
SEBRAE
CEDEDICA
Rotary Clube São Borja Norte
Escolinhas de Futebol
SENAI
Clube de Desbravadores Sentinela da Fronteira
SENAC
Academias
UERGS
UNIPAMPA
Cursos Etec – Brasil
URCAMP
Secretaria Municipal de Trabalho, Assitência Social e Cidadania
SESC
Desfile Militar 2º RC MEC João Manoel
Desfile Militar 1ª CIA de Engenharia Mecanizada Souza Docca
Desfile Militar Coudelaria do Rincão
Comissão Organizadora SMEC

DECOM – Departamento de Comunicação da Prefeitura de São Borja

Palácio João Goulart
Rua Coronel Aparício Mariense, 2751
São Borja/RS - CEP: 97670-000

 

MÚSICA

DECOM/PSB

Festival bandas no cais do porto

Festival de Bandas anima estudantes no Cais do Porto
Evento visa a integração entre estudantes e bandas marciais

Vinte e cinco bandas escolares participaram neste sábado (28/08) do 9º Festival de Bandas que aconteceu no Cais do Porto, em São Borja. As apresentações anteciparam as homenagens à Semana da Pátria, que iniciam nesta quarta-feira (01/09).
Alunos de diversas idades e de diferentes séries, de escolas municipais e estaduais, se apresentaram nas três categorias do evento. No seu discurso de abertura, o prefeito Mariovane Weis destacou a sanção da lei número 4.275 de 18 de agosto deste ano, que torna obrigatória a realização do festival de bandas. “Agora, independente da administração que estiver na prefeitura, o evento será realizado, incentivando a participação das escolas”, afirmou o prefeito.
Mesmo com o céu nublado e a possibilidade, as arquibancadas lotaram aos poucos no Cais do Porto. Pais, professores e amigos dos alunos foram espectadores das apresentações que mesclavam coreografias às batidas das bandas marciais. Com a expressão de alegria, o metalúrgico Jorge Antônio da Silva observa a banda, em especial sua filha, que desfilava como baliza da escola Tricentenário. Perguntado sobre a empolgação na apresentação, ele resumiu “É emoção vendo a filha desfilar...”. Para ele, as dificuldades são superadas antes de iniciar a apresentação. “O custo em comprar o uniforme justifica a emoção de participar do festival e também do desfile do dia sete”, salientou.
Prestigiando o festival de bandas pela primeira vez, a promotora de vendas Cléia Colpo comentou: “É visível uma integração muito grande entre os alunos de diferentes escolas, isso é muito bom”. Para a professora Maria Olinda de Mattos o festival melhora a cada ano. “Os alunos demonstram esforço e desempenho nos treinos e depois vem para a apresentação”, destacou a professora, que leciona nas escolas Ubaldo Sorrilha da Costa e Padre Francisco Garcia.
Na concentração, estudantes eufóricos aguardam o início das apresentações. Alguns estavam nervosos antes de entrar na pista do desfile. “Vou dar meu melhor para a apresentação”, assinalou a baliza da escola Vicente Goulart, Ingrid Silveira Vargas.
A maioria das bandas começaram os treinos ainda nos meses de abril e maio, mesclando os horários dos ensaios com as aulas, conforme comentou a baliza da banda do Colégio Estadual São Borja Carla Trevisan. “Estamos ensaiando desde abril. O tempo fica curto, temos que conciliar os ensaios com o estudo, enfim organizar a rotina”, ponderou a estudante do ensino médio que participa pelo quinto ano do festival.
A Escola Municipal República Argentina, do bairro do Passo e o Centro Integral de Turno Integral Municipal (CETIM) Neuza Brizola, do bairro Pirahy, participaram pela primeira vez do Festival de Bandas Escolares. O aluno da escola República Argentina, Ederlon Rosa Paes, da sétima série, que também desfila pela primeira vez, salientou o empenho dos colegas na apresentação. “Nós estamos felizes por ser a primeira vez que a escola se apresenta”, ressaltou.
Sem visar a competição, as bandas não são premiadas. Após os desfiles foram entregues os troféus de participação às balizas, instrutores e diretores das escolas de cada categoria.

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Atividade do dia - campanha na Fronteira

O candidato Tarso em Livramento!


FOTO: CACO ARGEMI

Tarso e Abgail caminham pelas ruas de Santana do Livramento

 


Tarso fala aos setores hospitalares!

"Vamos dobrar os investimentos em Saúde", garante Tarso durante evento de Federação de Hospitais

Preocupada com a atual crise que vive o sistema público de saúde em Porto Alegre, causada pela omissão dos governos municipal e estadual, a Unidade Popular Pelo Rio Grande dedicou suas forças para elaborar a melhor proposta para solucionar problemas como este. Nesta terça-feira (31), durante painel promovido pela Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficientes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, Tarso Genro e Beto Grill apresentaram os projetos que constam no Programa de Governo da coligação e que visam aumentar, agilizar e qualificar o atendimento à sociedade gaúcha.
"Não vamos tratar a saúde como uma questão meramente contábil. De forma progressiva, até o fim do governo, iremos chegar aos 12% de investimentos na saúde. No nosso primeiro orçamento já iremos dobrar os investimentos em Saúde", garantiu o candidato ao governo do Estado.

Atualmente, o Estado investe apenas 4% do orçamento em Saúde.

Outras medidas que Tarso e Beto irão adotar:
- Ampliar as equipes do Programa de Saúde da Família para atuar na prevenção de doenças;
- Em parceria com o Governo Federal, espalhar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para agilizar o atendimento de urgência e emergência;
- Construção de Hospitais Regionais para atendimentos mais complexos.

"Com estas ações vamos diminuir a ambulancioterapia", afirmou Tarso.

O candidato ressaltou que o governador do Estado precisa apresentar projetos ao Ministério da Saúde para obter recursos do Governo Federal, que só no Rio de Janeiro já construiu mais de 40 UPAs. Além disso, Tarso destacou que irá manter os incentivos fiscais já concedidos para as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos.

Tarso também foi palestrante da reunião-almoço promovido pela Associação Rio Grandense de Transporte Intermunicipal

Para uma platéia de empresários do setor de transporte de passageiros do Rio Grande do Sul, Tarso Genro apresentou suas propostas para acelerar o desenvolvimento econômico e Social do Estado. O candidato da Unidade Popular Pelo Rio Grande destacou que irá mudar o sistema de pedágios e investir em infraestrutura rodoviária. Tarso ainda recebeu algumas demandas da RTI e garantiu que o setor será convidado para integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social que será instalado no Piratini, aos moldes do que ocorreu no Governo Federal.

Agenda Tarso Genro 1º 09 2010


1º/09/2010 – quarta-feira

PORTO ALEGRE
6h30min - Entrevista Bom Dia Rio Grande
Rua Rádio e TV Gaúcha, 189 - Santa Tereza

8 horas - Café da manhã com SINDIHOSPA
Rua Coronel Corte Real, 58 – Petrópolis

12 horas - Almoço com seguidores de Tarso Genro no Twitter
End. Dona Laura, 646

CANOAS
16horas
Reúne - com presidente nacional e diretoria estadual da Igreja Brasil para Cristo
Rua 15 de Janeiro, 193 - Conjunto 804

PORTO ALEGRE
19h50min - Ato de lançamento Programa de Governo – Educação
Participação Tarso Genro, Márcio Pochmann e Acácia Kuenzer
Rua Dr. Lauro de Oliveira, 19

Tarso Genro - Assessoria de Imprensa Tarso Genro - Assessoria de Imprensa

 
 
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Olides Canton - Jornalista e Escritor

Nascido em 16 de Janeiro de 1952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pela FABICO/UFRGS em 1982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Possui 9 livros publicados. Ganhou quatro prêmios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.

Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br

Autor de inúmeros livros, Olides Canton firmou-se como um
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