Blog de celebridades, fofocas, opinião e notícias



15 de dezembro
de 2014

de SB

Arce reporter do FSB agora pode sentar na cadeira do deco almeida. quando ele não está, na rádio cultura.

* Acho que o Alberi Cogo, que foi correspondente da Guaíba, teria boas histórias pra redigir. mas eles são todo spreguiçosos....

* O ramão Aguilar também sabe muitas mas não escrevem....ficam tudo nof eice.

* Po, eu escrevo mais coisas de SB que muita escriba de lá.

* admiro muito a Gelci,repórter policial da FSB.

* boataria sobre Jango....muita coisa inventada e passada adiante como verdade.

* Ouvi dizer que a Celeste Penalvo iria tocar o Juremir no pau....mas aí parece que o Governador entrou em campo e acalmou os ânimos.

* Olivio Dutra, o bigode derrotado não tem mais tanto prestígio assim, depois que perdeu pro Lasier, até na Terra dos Presidentes.

* O museu do jango é uma coisa que funciona em SB. Tá aberto sabado e domingo pela manhã. neste sabado não tinha viva alma mas os funcionários tavam lá. e vendem bons livros também.

* Outra coisa que funciona o bar do chita...os vagos ficam o dia lá coçpando. alguns só tomam um cafezinho por dia. como o chita se aguenta, ninguém sabe.

* Tem gente na CMSB ganhando 12 paus por mes. Um vereador ganha 6....

 

simon

acho que o simon foi torrado na história dos dentes de ouro.

2. encontrei o xuvisco, seu assessor tempos atrás e lhe disse que fosse procurar emprego.

3. o turco fez politica até na hora de sair. o discurso dele vou ler com calma.

4. e que estive no ITU nesta 6, lembrei de um tempo que os gaúchos tinhamg randes politicos. não vivi esta época.

5. mas os atuais também dão pro gasto.

 

prezado fiol del zator

1. passei toda minha vida de eleitor, ouvindo ou votando no PS...por isto resolvi publicar seu longo discurso.

2. trabalhei com ele em 98, e vi como é a politica na prática.

3. o simon tem seu sdefeitos - alguns acham que muitos - mas também tem suas virtudes. é um clássico politico.

 

DISCURSO

From: m-rocha
Sent: Sex 12/12/14 14:23

OLIDES !

DESEJO CUMPRIMENTÁ-LO PELA PUBLICAÇÃO EM TEU BLOG DO DIA 12.12,
QUINTA-FEIRA, DO ÚLTIMO DISCURSO DO SENADOR PEDRO SIMON EM PLENÁRIO.
UMA VERDADEIRA OBRA DA LITERATURA POLÍTICA.

NÃO PERDI A ESPERANÇA DE QUE TU POSSAS SER SEU BIÓGRAFO.......EMBORAA
ARENOSO DE ORIGEM !!!!

Prof. Mauro Santos Rocha
UPF PALMEIRA - DIRETOR

 

ANGELA DAVIS

o clube do cinema encerro esta manhã o ano com o filme da pantera negra.

belissimo filme. não percam. está no sindibancários.

 

Jair Bolsonaro

mais essa do araponga rekern(olides)

De: rekern
Enviada: Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2014

Rola lá no Rio, que o Jair Bolsonaro arrota valentia com as mulheres para disfarçar que tem pau pequeno. Só transa no escuro e não deixa as moças pegar no tiquinho.

Renato Kern

 

Boas Festas

acho que o cassiá vai ter que concorrer a prefa de SB(olides)

De: Cassia.Carpes
Enviada: Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2014

 

Sartori recebe medalha alusiva aos 80 anos de emancipação política de Farroupilha

Foto: Luiz Chaves
Governador eleito José Ivo Sartori com o prefeito de Farroupilha Claiton Gonçalves -

O governador eleito José Ivo Sartori foi homenageado em sua terra natal na noite desta quinta-feira (11/12), ao lado de diversas personalidades, entidades e instituições, durante cerimônia de outorga alusiva aos 80 anos de emancipação política da cidade de Farroupilha. O governador eleito e a deputada estadual Maria Helena Sartori foram recepcionados pelo prefeito Claiton Gonçalves e demais autoridades farroupilhenses, no Centro de Eventos do Parque Cinquentenário.

Durante jantar comemorativo, foram entregues medalhas a homenageados nos segmentos político, religioso, educacional, cultural, esportivo, agrícola, industrial, do comércio, da área de serviços, além de empreendedores, ex-prefeitos, ex-dirigentes do Legislativo local e descendentes de famílias de imigrantes italianos, que chegaram à região a partir de 1875 e ajudaram a construir o município.

José Sartori, que nasceu na Capela São Valentin do distrito de São Marcos, recebeu a Medalha 80 Anos na categoria Filho de Farroupilha. “Reconhecer as pessoas que auxiliaram no crescimento e no desenvolvimento do município é uma forma de valorizar a história e resgatar as memórias dessas oito décadas. A cidade é um bom exemplo de desenvolvimento e de progresso, tanto para o Rio Grande, quanto para o Brasil”, destacou o governador eleito.

 

da Folha Popular de Teutônia


12 de dezembro
de 2014

O ESCRITOR QUE TEM PISCINA EM CASA...



JBMarçal tem uma bela piscina na casa onde vive em Viamão, na vila Sta Isabel.

Era segundo FAGomes a ' voz das vilas'...

Aqui ele autografa na recente feira do livro um livro de sua lavra sobre Quarai.

Está aposentado e pegou também uma ' bolsa-ditadura', me parece...

 

de sb

tudo em familia....



qualquer hora destas o FANTASTICO descobre....

RAMÃO AGUILAR é sogro e cunhado ao mesmo tempo....

sim senhor. faleceu a sogra este ano e seu sogro, um mulherengo inveterado,casou - juntou as escovas de dente -com a irmã do Ramão....agora o sogro é também cunhado...

durma-se com um barulho destes. mas eles dormem sim,apesar do som dos clubes que toca a noite toda no bairro do tiro onde ramão vive...com a esposa Kátia.

 

almoço na fiergs

rosane de oliveira, que gasparotto chama ' aquela moça da politica' chegou e sentou no chão. logo acharam uma cadeira pra ela...

* não vi o mazzarino por lá. deve estar em serafina vendendo anúncios pro bico branco....

* affonso ritter disse que agora ele não tem mais coluna, mas sim piso...referencia ao piso do tumelero do sartori.

 

São Borja

estarei nesta 6 feira em são borja, onde vou com o capincho e cia ao ITUa fazenda de onde getulio partiu em 1950 pra sua ultima campereada...

 

Errata

a grana do enterro do meu pai foi ele que tinha guardado ninguém mexeu na guaiaca.

 

Jango

sossela assina a presença na esviazada homenangem ao jango dia 6 passado na cmsb

 

de sb

TEREZINHA CONSPIRAVA!

Quando chegou do exilio, em 7 de setembro de 1979, Brizola desceu em SB.

E lá havia chegado de todos os cantos, companheiros e ex-compnheiros...

Terezinha Chaise, que havia amargado muito a ditadura - ela tem um livro sobre o que sofreu chamado " a sombra da revolução" -conspirava contra Brizola.

Na casa de Mário Weis, que foi prefeito e pai do outro prefeito, Mariowane, Terezinha fazia de tudo pra dividir os companheiros.

Alguém assoprou pro Brizola que deu um jeito e ela saiu do partido que ele fundou

 

Viagem ao Itu...

botaram o poeta no basquete!

De: ramaoaguilar
Enviada: Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2014

Amigo Olides:
A partir de amanhã não estarei em São Borja vou viajar com o Alencar para participar em uma licitação e uma reunião com o Cezar Paraná. Voltaremos no Domingo.
Desejo votos de sucesso na jornada na Estância que foi do maior Estadista da América o Presidente Vargas.
Ramão Aguilar.

 

Getúlio Vargas

estarei em sb nesta sexta. vamos ao itu. vão ai umas fotos do getulio, mandadas pela neuza penalvo.

 

Revelados os vencedores do Prêmio Literário do Grupo Habitasul

Foto: Edu Andrade


Maria Gorete Rodrigues, confeiteira do Hotel Laje de Pedras, do Grupo Habitasul, foi a grande vencedora do II Premio Literário Elida de Freitas e Castro Druck. A decisão ocorreu ao final da tarde da última quarta-feira, 10/12, na sede da empresa em Porto Alegre. "Foi uma surpresa. Eu quase desisti porque esse ano foi difícil cumprir a leitura dos oitos livros," contou ela ao final da seletiva. Com 57 anos, Maria Gorete se diz uma leitora voraz. "Leio até bula de remédio", brinca a funcionária, que no primeiro ano do concurso tinha ficado entre os 15 selecionados, mas não tinha conseguido alcançar as primeiras colocações. "Eu insisti e ainda estimulei meus colegas a participar". A obra de Josué Montello "Tambores de São Luís" foi o preferido da vencedora, pois ela conseguiu "fazer uma relação da trama com a atualidade". Maria Gorete levou para casa R$ 10 mil em premiação.
A tarde toda foi cercada de expectativa no Grupo Habitasul pelo resultado dos vencedores do Prêmio. Os funcionários do escritório central juntaram-se aos 17 selecionados para acompanhar a escolha final. Cada um dos colaboradores tiveram 10 minutos para contar aos jurados suas experiências com as oitos obras lidas ao longo do ano. "A coerência, a autenticidade do relato, a sinceridade e a grande capacidade de síntese foram os fatores decisivos para a escolha da Maria Gorete", disse o coordenador do corpo de jurados, Juremir Machado da Silva, que ao lado de Antônio Carlos Hohlfeldt e o editor Luis Antônio Paim Gomes elegeram também os funcionários Camila Ester Franco, da Irani Celuse, em segundo lugar e premio de R$ 5 mil; Ana Claudia Pereira, do Jurerê Internacional, em terceiro lugar e premio de R$ 3 mil; Daniel Farias da Silva, da Koch Metalúrgica, em quarto lugar e R$ 2 mil; e João Batista Silveira, do escritório central, que levou o quinto lugar e R$ 1mil. Ao total, foram distribuídos R$ 21 mil entre eles.
Um dos pontos altos da tarde foi a leitura da mensagem enviada por David Coimbra, um dos jurados que não pôde acompanhar a seleção em função do tratamento realizado nos EUA. Tendo como pano de fundo a história de Luis Augusto Felix dos Santos, conhecido como o Monstro do Partenon, e que ganhou uma segunda chance na vida através leitura, Coimbra se disse entusiasmado com ações como da Habitasul. Para ele, a leitura humaniza e cada um dos participantes tornou-se mais humano ao participar desse concurso.

Na avaliação da diretora de Gestão de Pessoas da Área Imobiliária do Grupo Habitasul, Maria Thereza Druck Bastide, a participação de funcionários de todas as unidades do Grupo demonstra que o esforço da empresa pela difusão da leitura foi acolhido por todos. "Nos sentimos honrados com a participação dos colaboradores e incentivados a continuar com o projeto", disse ela ao fazer o lançamento da terceira edição do Prêmio, em 2015.
O II Prêmio Literário Elida de Freitas e Castro Druck foi lançado em abril e mobilizou a empresa ao longo de todo o ano. Com acervo de 25.000 obras, as três Bibliotecas do Grupo (uma no Rio Grande do Sul e duas em Santa Catarina-Jurerê Internacional e Vargem Bonita) serviram de referências dos participantes na busca dos livros selecionados de 2014. As obras selecionadas para a II edição do Prêmio foram Ed Mort, de Luis Fernando Veríssimo, autor que está completando 70 anos e tem uma sólida carreira. Este é um dos seus textos mais conhecido; Vidas Secas, de Graciliano Ramos; Malagueta, Perus e Bacanaço - Cosac & Naify, de João Antonio, um dos maiores escritores deste país e este é seu primeiro livro e desde logo premiado; "Os Varões Assinalados", de Tabajara Ruas; "Bonequinha de Luxo", de Truman Capote; Extensão do Domínio da Luta, de Michel Houellebecq; Os tambores de São Luís, de Josué Montello; e Ficções, de Jorge Luís Borges.

Grupo Habitasul

De origem gaúcha, o Grupo Habitasul atua nas áreas Industrial, com celulose, papel e embalagem, madeiras e resinas, metal-mecânica; Imobiliária, com desenvolvimentos urbanos e de destinos imobiliários; e Hotelaria. O Grupo está presente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina , São Paulo e Minas Gerais mas mantém seu escritório central em Porto Alegre.

 

2ª Feira Vegana de Porto Alegre mantém o sucesso da estreia

Bombou de gente a Feira Vegana de Porto Alegre, especial de Natal. Foi o domingo todo na Casa Liberdade, próximo ao IPA, com muita comida e produtos - tudo livro de ingredientes de origem animal. Apesar do forte calor, o fluxo foi constante o dia inteiro, inclusive com pessoas vindas de cidades como Caxias do Sul e Carlos Barbosa, e até mesmo um turista alemão. Além da farta gastronomia, houve também palestra, oficina, distribuição de materiais sobre o veganismo, feira de adoção de cachorros e brechó beneficente.

 

balseiros

balseiros do rio uruguai. as fotos foram cedidas pelo clemar dias

 

Discurso de despedida do senador Pedro Simon

Senado Federal
Secretaria-Geral da Mesa
Secretaria de Registro e Redação Parlamentar

O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Meu querido amigo e meu irmão Senador Paulo Paim, que para a honra nossa preside esta sessão; minha querida amiga, companheira de longo tempo, na vida profissional, na imprensa e na política, querida Senadora Ana Amélia; meu querido amigo, brilhante, extraordinário jornalista de rádio e televisão, que já poderia ter ingressado na vida pública, lá se vão 20 anos, tantos convites que eu lhe fiz para ingressar, e agora está aqui, e tenho certeza de que honrará esta Casa, é uma emoção e eu agradeço ao Sr. Presidente que neste instante estejam os três Senadores gaúchos presidindo a Mesa na hora em que este gaúcho volta para os seus pares.
Querida Ivete; agora Deputado Tiago, que tem uma longa vida, que está começando; minha querida Miriam, minha nora; Pedrinho, lá na faculdade; querida Ana Clara e minha querida netinha – eu, com 85 anos, e é minha primeira netinha, que faz exatamente aniversário, quando eu faço aniversário; eu vou fazer 85 anos, no dia 31 de janeiro, no dia em que saio desta Casa, e ela, a Isabela, vai fazer três anos. Meus amigos de toda uma vida na política, na Casa, meus amigos Parlamentares, senhoras e senhores, hoje eu vou deixar que a emoção sopre palavras no meu ouvido. Não há razão para tristeza quando o coração tem a sensação do dever cumprido.
Se brotarem lágrimas, que elas irriguem o que de melhor eu pude plantar, enquanto eu aqui estive, nas Comissões, nos corredores, no plenário do Senado, por este Congresso! Ainda que eu tenha cultivado a humildade de reconhecer que fiz menos do que eu poderia e muito menos do que eu desejei fazer, aqui eu não só plantei, eu colhi. Esta Casa, Sr. Presidente, sempre foi para mim terra fértil, e o que mais espero é que a minha colheita possa ter saciado, na medida das minhas limitações como semeador, o desejo de democracia, de soberania, de cidadania e de justiça do povo brasileiro.
Pelo que fiz, ainda que pouco na minha imensidão, na imensidão da minha vontade de fazer, agradeço em primeiro lugar a Deus, porque de Deus sentimos a presença nas pequenas coisas, nos pequenos gestos – nos pequenos! Como disse o poeta tão citado Manoel de Barros: “Não precisei de ler São Paulo, Santo Agostinho, São Jerônimo, nem São Tomás de Aquino, nem São Francisco de Assis, para chegar a Deus. Formigas me mostraram ele. Eu tenho doutorado em formigas”, completa o notável poeta.
Eu, da minha parte, tenho conhecimento de ser formiga. Reconheço a minha insignificância diante do conjunto da criação divina, mas tenho procurado dedicar a minha vida a bem servir. Tenho buscado ser instrumento nessa travessia.
Para dar o merecimento às pequenas coisas, aos pequenos gestos, aos pequenos, para bem representar a grandeza do povo gaúcho e brasileiro e, humildemente, aproximar-me de Deus, eu me vali sempre do meu São Francisco, encontrando permanente inspiração tão poética quanto a das obras do já encantado Manoel – Manoel dos barros e das formigas. E, pensando na minha existência, diante dos postulados deixados pelo Santo que tanto me inspira, eu digo: acho que fui mais consolado do que consolei nesta Casa; acho que fui mais compreendido do que compreendi; acho que fui mais amado do que amei; acho que mais recebi do que doei; acho que mais fui perdoado do que perdoei; acho que mais vivi que morri, mas eu lutei, confesso que lutei.
Onde eu vi o ódio, lutei para levar o amor; onde eu vi a ofensa, lutei para levar o perdão; onde eu vi a discórdia, lutei para levar a união; onde eu vi dúvida, lutei para levar a fé; onde eu vi o erro, lutei para levar a verdade; onde eu vi desespero, lutei para levar a esperança; onde eu vi tristeza, lutei para levar alegria; onde eu vi trevas, lutei para levar a luz; onde eu vi repressão, lutei para levar a liberdade; onde eu vi tirania, lutei para levar a democracia; onde eu vi corrupção, lutei para levar a ética; onde eu vi impunidade, lutei para levar a justiça.
Agora, contemplando essa minha caminhada e admitindo que ela deixou marcas profundas na minha alma, faço minhas as palavras do querido poeta gaúcho Mário Quintana: “queria ser eu mesmo”. Não por orgulho, nem por soberba, mas por gratidão. Gratidão pela vida. Gratidão por poder emprestar a minha voz a quem teve a voz silenciada. Gratidão por me saber finito. Gratidão por entender que: “Eu não sou eu [mesmo], sou o momento: passo”.
Eu passei. Confesso que passei.
Eu sei que não tenho doutorado e que conheço pouco da vida, afeto que sempre fui às pequenas coisas, aos pequenos gestos, aos pequenos.
Saio daqui como entrei: ainda um aprendiz. E vou seguir o meu destino fazendo o meu caminho.
Terei mais tempo agora para ler São Paulo, Santo Agostinho, São Jerônimo, São Tomás de Aquino.
Terei mais tempo agora para ler Mário Quintana, Manoel de Barros, Pablo Neruda, João Cabral de Melo Neto.
Terei mais tempo agora para ouvir Chico e Caetano, Mercedes Sosa e Vítor Ramil.
Terei mais tempo agora para seguir os postulados de Chico de Assis.
Terei mais tempo agora para ouvir os pequenos.
Terei mais tempo agora para observar as formigas.
Terei mais tempo agora para conversar com os jovens.
Tereis mais tempo agora para “fotografar o silêncio, o perfume, o perdão, o sobre, a nuvem, a existência”, como disse o poeta.
Terei mais tempo agora para conversar com os meus amigos. Jogar fora a conversa que guardei, por tanto tempo, debaixo do colchão dos meus sonhos.
Terei mais tempo agora para mergulhar no Mar Vermelho da torcida colorada, do meu Internacional.
Terei mais tempo agora para conviver com a minha família, com os meus irmãos.
Terei mais agora para curtir o sorriso das crianças, para aprender a ser feliz com (e como) a minha querida neta.
Terei mais tempo, enfim, para conhecer melhor a mim mesmo.
E mesmo que não reste tempo para tudo me responder, peço a Deus que me conceda a graça de que tenha o tempo suficiente para as minhas perguntas, as minhas angústias, as minhas dúvidas, as minhas eventuais faltas de fé.
Terei mais tempo agora para dar conta a Deus dos meus fraquejos e desatinos, para que eu possa, ao menos, me sentir perdoado por Ele e por quem eu os pratiquei.
Terei mais tempo, não importa se me reste menos tempo. Já disse alguém: “quanto menos tempo a gente tem, mais coisas consegue fazer”.
As minhas palavras deixam agora o relento dos discursos, mas não recorrerão ao agasalho do silêncio. Vou soprá-las a outros ouvidos, vou semear em outros campos férteis como este do qual agora me despeço.
Vou agora para onde estão os jovens, porque é deles o reino do futuro. E a missão lá fora também urge.
Vou caminhar por este imenso País e semear as minhas ideias nos campos fecundos do saber de uma juventude que clama por mudanças. Não mais uma juventude de palavras silenciadas pela repressão; agora, elas são impelidas pela indignação. A indignação com a impunidade que alimenta a corrupção. A mesma corrupção responsável pelas nossas maiores mazelas.
Eu não consigo imaginar como são as noites de sono do corrupto e do corruptor, que veem no noticiário da noite o choro da mãe, filho desfalecido no colo, pela falta do hospital que poderia ser construído com o dinheiro público que eles escondem debaixo de seus colchões – colchões com etiquetas de paraíso fiscal.
Que sonhos ilustram esses mesmos sonos, se eles sabem que mais de 10 milhões de brasileiros ainda são considerados indigentes, miseráveis que vivem dos restolhos do nosso desdém e que morrem, severinamente, um pouco por dia, por falta de comida, de remédio, de cidadania?
Eu vou às universidades, às associações de classe, às igrejas, a todas as tribunas que me permitam lançar as minhas sementes de ética na política no Brasil de hoje e do amanhã.
Eu vou, enfim, aonde o povo está.
Foram 32 anos só nesta Casa, ao longo dos meus 60 anos de vida total na política. Mais de três décadas.
A minha vontade é de dirigir-me a cada um dos companheiros que aqui tive, para abraçá-los e agradecer-lhes a dádiva da convivência. Bem-aventurados sejam todos!
Choramos, nesses anos, a partida de muitos dos nossos. A bênção ,todos os que são saudade. Suas vozes ainda ecoam no silêncio destes corredores e plenários. Seus exemplos continuam apontando o caminho do bem.
Lembro-me de alguns, em homenagem a todos.
A bênção, Teotônio Vilela, Tancredo Neves, Ramez Tebet, Mário Covas, Franco Montoro, Jefferson Péres, Itamar Franco.
A bênção, Alberto Pasqualini, meu grande mestre e inspirador maior da minha trajetória na política e na vida social.
A bênção, Ulysses Guimarães, maestro da cidadania da nossa Constituição, que não foi Senador, mas teve o dom de ocupar todas as nossas mesas e cadeiras, os nossos corações e as nossas mentes, de quem eu disse no dia depois – havia um grande silêncio nas ruas do Brasil, após a sua morte; sim, houve e ainda há um grande silêncio neste plenário na ausência das falas do grande Ulysses:
Não obstante o silêncio e a ausência, silêncio que perturba os nossos ouvidos, ausência que fere os nossos olhos, a voz forte de Ulysses Guimarães ecoa na consciência moral deste Parlamento, de nosso povo e de nosso tempo.”

A bênção, Darcy Ribeiro, professor e aprendiz, que tão bem retratou o povo brasileiro, na sua obra extraordinária, e que traduziria, assim, este momento:
Fracassei em tudo o que tentei na vida.
Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.
Tentei salvar os índios, não consegui.
Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.
Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.
Mas os fracassos são minhas vitórias.
Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.

Eu também, como Darcy Ribeiro, tentei. Confesso que tentei.
À sua semelhança, Darcy, jamais vou querer ocupar o lugar daqueles que me venceram nessa minha luta pela ética, pela moral, pela dignidade na política. Levo comigo a certeza de que, para eles, a história será implacável.
Quisera voltar no tempo, ao momento mesmo de recomeçar. No exame de consciência da volta, encontrar a vida que se inicia.
Queria, nesse ir e vir de mim mesmo, me encontrar no tempo da Assembleia Nacional Constituinte, período em que o destino mobilizou o povo gaúcho e me levou ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
Sonho com uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva, se Deus permitisse, para fazer o que o povo exigiu nas ruas, no ano passado, e hoje exige: verdadeira reforma política, ética, moral do povo brasileiro.
Já disse, um dia, que eu teria renunciado ao meu mandato de Senador, caso recebesse do povo brasileiro a missão de elaborar um novo aparato legal que permitisse erradicar o malfeito da política brasileira. Saio hoje, e o malfeito teima em ficar.
O Congresso, em muitos casos, fez ouvidos moucos para os gritos roucos. O grito das ruas, o meu grito, o grito das mulheres e dos homens de boa vontade e de conduta reta. O grito de quem não pactua com os desmandos dos que mandam.
Louvado sejam os bons mandos!
O Supremo Tribunal Federal deu um enorme passo ao combater o que eu sempre defendi ser o maior de todos os males brasileiros: a impunidade. O julgamento do mensalão pode ter sido um divisor de águas. Turvas, observamos, a montante; límpidas, esperamos, a jusante. Leito seguido, agora, pela Justiça Federal do Paraná.
Os escândalos da Petrobras, pelo que aquela empresa significa na nossa história de luta pela soberania nacional, é algo assim como uma punhalada traiçoeira em quem tem, de fato, coração valente. Que não morre, mas sangra. Sangra pelo recurso que jorra, bruto, pela corrupção; o mesmo que falta, refinado, na dor do hospital, na escuridão do analfabetismo e na guerra civil não declarada das nossas ruas.
Bem-aventurado Joaquim Barbosa! Bem-aventurado Sérgio Moro! Bem-aventurados todos aqueles que, abnegados, gritam e lutam contra a corrupção e contra a impunidade!
Bem-aventurados os que, apostolados, empunham a bandeira da ética na política. Bem-aventurados sejam todos os que, por meio de assinaturas e da pressão sobre o Congresso Nacional, alcançaram êxito na aprovação da Lei da Ficha Limpa.
Esse foi um caso em que o Parlamento dignificou a sua existência. As portas de muitas consciências foram arrombadas de véspera, é bem verdade. Mas valeu, nesse exemplo, o grito estridente das ruas. A unanimidade na aprovação do projeto da Ficha Limpa neste Senado esteve longe de ser burra, como desta maneira também diria, eu estou certo, Nelson Rodrigues. Pelo contrário, foi uma das votações mais inteligentes e mais memoráveis do Senado da República.
A Lei da Ficha Limpa foi um grande passo rumo à moralidade na representação política. Melhor seria se não necessitássemos de uma lei para exigir que a representação política seja “limpa”. A moralidade na representação popular deveria ser, na sua essência, uma cláusula pétrea. Sem emendas. Algo da própria constituição moral de quem se propõe candidatar-se a um cargo público. Que deve ser assim como um sacerdócio, nunca um negócio.
Volto agora para o meu Rio Grande. Uma viagem no trem da história.
Volto ao Rio Grande, com o seu passado de lutas e resistência, de derrotas e vitórias que marcam o caráter e a têmpera de nossa gente, da brava gente gaúcha que brigou e morreu para ser brasileira, para ser parte inseparável do Brasil.
Volto para o meu Rio Grande do Pampa largo e derramado como a liberdade e a democracia, que ecoam na nossa história com a força do vento minuano e o caráter indomável dos povos Charrua, que nos deram origem.
Volto ao Rio Grande de minhas raízes, de meus princípios, de meus valores, de meus amores, de minhas crenças, de minhas querenças, de minhas coerências, para sorver outra vez os exemplos que me fizeram, que me instruíram, que me moldaram.
Volto para o meu Rio Grande, de onde nunca saí, que nunca me faltou, que nunca me deixou, que nunca me abandonou, porque nunca se aparta daquilo que nos define como ser e como alma.
Volto para o Rio Grande no trem da história, que partiu do Rio Grande e retorna ao Rio Grande, na longa viagem de começo e fim que marca a trajetória de vida de cada um de nós.
Volto para o Rio Grande com a mansidão e a leveza de nunca ter partido, no trem da memória que nunca sai dos trilhos, nem perde o rumo, nem esquece a chegada.
Quis Deus que a minha presença nos acontecimentos mais importantes da história de nosso País acontecesse.
Ainda guri, lá estava eu no enterro de Getúlio Vargas em 1954.
Moço, fui testemunha e atuei, com vigor de jovem, no governo do Presidente Juscelino, que governou 50 anos em 5.
Maduro, participei da Campanha da Legalidade, depois da renúncia de Jânio Quadros, para garantir a posse de João Goulart.
O Sr. Luiz Henrique (Bloco Maioria/PMDB - SC) – V. Exª pode me conceder um aparte, Senador.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Com todo o carinho, Senador. Só queria logo mais, porque darei todos os apartes depois, se V. Exª me permitir.
O Sr. Luiz Henrique (Bloco Maioria/PMDB - SC) – Eu só queria dizer a V. Exª que, se fosse possível no Regimento desta Casa, deixaria aquela bancada vazia, aquela cadeira que V. Exª ocupou durante tanto tempo desocupada em homenagem à vida pública de V. Exª. E quero lembrar, como lembrei em outras oportunidade, os versos de Sérgio Bittencourt, naquela mesa onde estava V. Exª sempre presente neste plenário, no ano que vem, vamos dizer: “Naquela mesa está faltando ele e a saudade dele vai doer em nós”. (Palmas.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Muito obrigado.
E assim continuei a minha vida política, com Teotônio Vilela, Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, contra os cães da ditadura, na luta pelo fim da tortura e de todos os tipos de calabouços, pelas Diretas Já, pela anistia ampla, geral e irrestrita, pela Assembleia Nacional Constituinte e pela ética na política.
Caminhei com Itamar Franco, com quem vivenciei, como líder do seu governo nesta Casa, os verdadeiros postulados da oração de São Francisco, não o sentido perverso do “dando que se recebe” dos nossos dias.
A História ainda haverá de fazer justiça ao Presidente Itamar Franco.
Se me perguntassem quais desses momentos mais me marcaram a alma, citaria dois, no mesmo ano de 1984. Um, como um enorme ganho para toda a Nação brasileira; outro, como a maior das minhas perdas na vida toda.
Aquele foi o último ano de duas décadas de noites sombrias da ditadura militar, com a vitória de Tancredo Neves. Aquele, também, foi o último de uma década de dias ensolarados do meu querido filho Mateus.
Havia um plantão em Brasília para sustentar a Aliança Democrática que levou Tancredo ao último Colégio Eleitoral. Aquele que iria escolher o Presidente da República, o primeiro civil depois de vinte anos de generais.
Era Dia de Finados e eu me ofereci para permanecer em Brasília, para fazer a fiscalização, para que a Mesa não vetasse a candidatura de Tancredo. Fiquei em Brasília, em detrimento da companhia da família, em viagem com programação feita para praia.
De repente, a exemplo de Abraão, o plantão transformou-se para mim em imolação. Não fui a Porto Alegre, eu não estava lá naquela viagem. Viagem interrompida.
Talvez Deus tenha soprado em mim como provação uma nova versão de Moriá, a terra onde Abraão levou seu próprio filho para oferecê-lo a Deus.
Moriá significa “Deus providenciará”.
Embora tamanha perda, eu me fortaleci, sinceramente, na providência divina.
Não posso deixar de manifestar que quis Deus que esse meu momento também fosse de profunda tristeza pela perda jovem, no fim da noite de ontem, de minha querida sobrinha e afilhada Ana Eliza David. No hospital, em São Paulo, morreu nessa madrugada.
Confesso que pelos laços afetivos que sempre uniram a nossa família, pensei em não fazer este pronunciamento. De repente, seu irmão que estava ao lado dela me telefonou. E soube que, naquela que seria a sua última fala, ela convidou a todos que a acompanhavam naquele momento de quase despedida para virem ouvir juntos, hoje, nesse exato momento, o discurso do tio Pedro.
Eu não tive o direito de deixar de vir aqui, hoje, e de atender a um dos últimos desejos de minha querida Ana Eliza.
Tenho certeza de que ela está me vendo e ouvindo, agora no plenário mais iluminado da nossa existência, na companhia do Criador, depois dessa passageira travessia terrena.
A bênção, Ana Eliza David. Esteja em paz no repouso que tu mereces.
Dia desses, eu voltei a subir as escadarias da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, depois de muitos anos. Segurei, por alguns instantes, os ponteiros do relógio do meu tempo. Não sei se me emocionei mais com o barulho dos corredores, ou com o silêncio das salas de aula. Com o abraço saudoso dos professores, meus contemporâneos que lá permanecem, ou com o olhar esperançoso dos novos alunos, que agora se ocupam mais da tecnologia do que da caligrafia.
Ali eu senti, na pele e na alma, a saudade do passado e a esperança no futuro. Sim, saudade de meu passado e esperança no nosso futuro.
Talvez seja assim, no duro confronto das duas realidades conjuntas, que eu veja a minha volta ao Rio Grande. Subir e descer as escadarias do meu tempo. Abraçar a saudade e alimentar a esperança.
As escadarias da Câmara Municipal de Caxias do Sul, as escadarias da Assembleia Legislativa do Rio Grande, as escadarias da União Nacional dos Estudantes, do Governo do Rio Grande do Sul, do Ministério da Agricultura e de outros lugares por onde andei, não sei se deixando saudade, mas certamente cultivando-a em mim.
Não posso negar que deverá ser dolorida a saudade do nosso convívio diário. De todos os caminhos que nos levam ou que nos trazem, a Roma ou a Meca, neste plenário.
Do abraço, do dar as mãos, dos cochichos, dos microfones e dos holofotes, de todos aqueles que nos chamam pelo nome e pelo sobrenome, e de quem, para nós, a lembrança já é vaga.
Franciscano, dividirei a minha saudade, pelo menos assim espero, com todos aqueles que comigo comungaram das mesmas ideias e dos mesmos ideais.
Deles levo a metade. Para eles, deixo a outra.
Tenho certeza de que, àqueles a quem incomodei com o meu discurso e com a minha prática, deixo pouca saudade. Mas deles eu também não levarei qualquer rancor. Transformei-o, deste pranto, em esperança.
A esperança de que reflitam e que mudem. Para que deixem, aqui, a boa rima da melhor herança.
Levarei saudade incontida dos funcionários desta Casa. Eles são, para mim, a verdadeira “Mesa do Senado”. Uma mesa de comunhão que eu tive a honra e o privilégio de participar.
Também gostaria de abraçar todos eles, sem uma única exceção, porque eles ajudaram a construir a nossa história nestas três décadas.
Deixo o meu agradecimento emocionado a todos os funcionários do meu gabinete, os de agora e os de sempre. Eles são, também, a minha grande família. A família que eu escolhi. Juntos, além do trabalho que nos deu o sustento, construímos o que há de mais puro e sincero no sentimento.
Uma amizade que guardarei do lado esquerdo do peito. Como na canção, “mesmo que o tempo e a distância digam não”.
No dia 1º de fevereiro de 2015 será o meu primeiro dia, em 60 anos, que eu não terei um mandato por escolha direta do povo do Rio Grande.
Em seis décadas, vou experimentar, pela primeira vez, uma vida sem o meu nome nas urnas. Votar, sem ser votado; escolher, sem ser escolhido.
No meu primeiro minuto daquele dia, terei eu 85 anos. E a minha querida neta Isabela, presente de Deus que veio ao mundo exatamente no dia do meu aniversário, completará três anos.
Eis a vida em movimento: começando para ela; recomeçando para mim.
Foram seis décadas de vida pública para a qual eu acordei naquele discurso de formatura, como orador da turma de 1957, da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Tanto tempo, e parece agora, no tempo do discurso feito, lá e cá, na forma da oração. Dizia eu, em 1957:

Aqui está a geração acadêmica de 1957, comovidos, porque esta é uma hora da despedida, pensativos, porque é impossível não refletir sobre a gravidade da vida que se inicia. E é nesta hora limiar, nesta hora fronteira, compreendendo que é preciso partir, pois há novas gerações, subindo no fluxo incessante das idades, mas ouvindo, lá fora, temerosos, o rumor áspero da vida, indecisos ainda sobre os rumos a seguir, é nesta hora, que, segundo o rito da tradição acadêmica, devemos falar.

Emocionado, também lá como cá, eu continuei:

Há, sempre, no contínuo suceder dos povos e civilizações, tempos de semeadura e tempos de colheita, épocas de sacrifício e épocas de glória. Nós somos a idade da renúncia. Somos os legionários da honra de salvar as gerações amanhecentes, nesta fase singular da história do mundo.

Cabe-nos cooperar na obra imensa de reespiritualização da humanidade, reintegrando a vida na sua legítima e suprema inspiração, auxiliando os homens de boa vontade que não abandonaram nunca as linhas avançadas da dignidade humana, vigilantes e destemidos, à espera do inimigo que não dorme.

Mais uma vez, lá como cá, podia terminar o meu discurso com as mesmas palavras:

[...] a saudade seguirá a estrada do passado, a esperança, o caminho do futuro. É que a saudade é a flor do coração e o coração é que recorda. É que a esperança é a luta do espírito, e o espírito é que sonha.

Seis décadas separam esses meus dois discursos, um lá e outro cá. Nesse tempo eu continuo o mesmo, o mesmo espírito que sonha. Nesse tempo, como Pablo Neruda, em quem me inspirei nessas minhas confissões, eu vivo, completo e confesso que vivi. Vivi o tempo todo e dele tomo conhecimento. E tomo como emprestadas as minhas palavras finais, que deixo como mensagem aos que virão:

Se não puderes ser um pinheiro,
no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale, mas sê
o melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma
árvore.
Se não puderes ser um ramo; sê um pouco
de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou
fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que fizeres, com garra, com vontade e com disposição.

Assim são as palavras que eu digo, com muito carinho e com muito amor aos meus irmãos. Eu me despeço com duas palavras do maior significado para mim e que registram nesta Casa o meu sentimento, a minha fé, a minha essência e que se identificam: Paz e bem, meus irmãos. (Palmas.)
O Sr. Casildo Maldaner (Bloco Maioria/PMDB - SC) – Quem sabe até, pela idade...
O SR. PRESIDENTE (Paulo Paim. Bloco Apoio Governo/PT) – A partir deste momento, vamos abrir o aparte aos Senadores e Senadoras. O senhor é quem manda. Só um sinal e já será uma orientação para a Mesa.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Agradeço de coração entenderem o que eu falei.
Quero transcrever para meu discurso duas cartas: uma do Governador José Ivo Sartori, Governador eleito do Rio Grande do Sul; a outra, de Sebastião Melo, Vice-Prefeito de Porto Alegre, que coordenou a campanha para as eleições no Rio Grande do Sul. Eles analisam a campanha e falam sobre minha participação. Eu não era candidato, mas, na última hora, houve uma determinação. O Partido exigiu e eu aceitei. Muitos diziam que eu não devia coroar minha vida com um resultado desses de última hora, mas eu respondi: eu tenho de fazer isso.
E houve a vitória de Sartori. Eu desejo que ele faça um bom governo. Acho que valeu a pena, independente do que aconteceu comigo.
Eu peço a transcrição...

O SR. PRESIDENTE (Paulo Paim. Bloco Apoio Governo/PT) – Será, com certeza, reconhecida toda sua fala e os seus registros ficarão nos Anais da Casa.
Eu queria, antes de os Senadores usarem da palavra, com enorme satisfação, para que todos saibam, que estão aqui no plenário a esposa do Senador Simon, Dona Ivete, seu filho Pedro – levanta, Pedro, para a turma saber –, o Deputado Tiago, filho também. Tomás está lá em Porto Alegre, mas ligou para cá e disse que está assistindo neste momento; a Mirian, nora, com a neta Isabela (Palmas.).
E me permita, Simon. Estão vendo aquela menina que corre ao fundo do plenário? Aquela é Ana Clara. Um dia, numa janta na casa do Senador Simon com a Bancada gaúcha, a Ivete e o Senador Simon me disseram: “Tivemos três filhos – estão aqui os três –, com a maior alma e o maior sentimento. E esta é nossa filha também, que amamos com o mesmo coração, que é Ana Clara.” Levante-se, Ana Clara, com as palmas do Plenário. (Palmas.)
Daqui para frente, o Senador Simon é quem cederá os apartes a cada Senador e a cada Senadora.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Senadora Ana Amélia.
A Srª Ana Amélia (Bloco Maioria/PP - RS) – Eu só queria pedir licença, na condição de Senadora do Rio Grande do Sul, e dizer que trago aqui, Senador Simon, a reverência que os brasileiros e as brasileiras nutrem pelo senhor, o homem de cabelos brancos. E não é de um gaúcho, poderia ser. É de um carioca, melhor, de um fluminense – cariocas são os que nascem no Rio de Janeiro –, escrita a mão, uma carta que recebi do Cristovão Machado Lopes, de Cabo Frio, no Estado do Rio de Janeiro.
E pelo tipo de mensagem que, claro, não vai evocar esta belíssima história de comprometimento com as instituições, com o regime democrático, do Senador Pedro Simon, mas pela forma como ele enxerga um homem de cabelos brancos, exemplar na conduta política e outros tantos.
Esta é a mensagem que eu trago, porque prometi ao Cristovão Machado Lopes, Senador, que recebeu a sua biografia numa carta que ele lhe enviou e o senhor lhe remeteu. Ele tem 65 anos e escreveu, entre outras coisas, está aqui a carta dele, de próprio punho, na era digital, o que tem mais um significado.
Um senhor pleno de retidão [cabelos brancos] e justiça que infelizmente deixará uma lacuna impreenchível [a cadeira vazia, Senador Luiz Henrique]. Se me permite falar, alguém um dia disse: “Ninguém é insubstituível”. Este alguém errou, pois pessoas como o senhor, Senador Pedro Simon, são deveras insubstituíveis, não só ele como mais alguns que fazem parte deste Congresso e que, depois de um dia de expediente exaustivo e na hora do seu deitar, não ficam olhando um teto vazio e até sombrio em busca de atenuantes...
O seu sono [Senador Simon] é tranquilo, o sono daquele que tem a certeza de que sempre fez a sua parte e que a sua consciência é pura e tranquila e que seu alvorecer sempre será aos acordes do madrigal dos pássaros, o seu entardecer será embalado pela brisa mansa que embala os trigais e, no seu anoitecer, virão os sonhos que se concretizarão na próxima alvorada feliz.
[Escreveu o seu admirador – como tantos brasileiros – Cristovao Machado Lopes, lá de Cabo Frio].
A pátria são aqueles que ojerizam a corrupção. A pátria é a história, é o bem comum, para onde convergem todos os corações.
A pátria é o compartilhamento de mentes solidárias na construção de um mundo melhor, onde se deve ojerizar a ganância, a soberba, o racismo, a corrupção, a ironia, o sadismo e ignorar os fracos de coração e mentes.
Ser feliz [Senador Simon, esta é a mensagem do Cristovão, que é abraçada por todos nós e por nós da Bancada gaúcha] é ter a certeza de ainda encontrar em uma pátria seres que trazem em si a plenitude de caráter, retidão e justiça no combate aos nocivos que plantam pimenta e, na sua prepotência, acreditam colher maçãs!
Um agradecimento muito especial ao Senador Pedro Simon e aos que nos dão esperanças, pois somos muito fracos e não temos uma tribuna à mão para narrarmos os nossos sofrimentos.

O Cristovão Lopes, lá do Rio de Janeiro, endossa os sentimentos de grande parte ou da maioria dos brasileiros, especialmente dos seus conterrâneos, Senador Pedro Simon. (Palmas.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Muito obrigado, Ana Amélia, pelas suas palavras, pelas palavras do amigo do Rio de Janeiro.
Foi com grande satisfação que convivi contigo e com o Senador Paim. Nós fizemos um trabalho realmente emocionante para o Rio Grande do Sul.
Tenho certeza, meu bravo companheiro do Rio de Janeiro, de que a minha cadeira será ocupada, com muito brilho, pelo meu amigo Lasier Martins. Pelo seu passado, pela sua história, pela sua biografia, ele tem a competência e a dignidade de isso fazer.
Quero agradecer ao meu companheiro Luiz Henrique o aparte que deu e que deixei para responder agora. Na verdade, se está faltando um para nós, é o velho Ulysses. Esse, sim, é um fenômeno fantástico.
Uma coisa que deve ser analisada: o acidente aconteceu, e se encontrou tudo que havia naquela viatura, tudo: os corpos, os ossos, a roupa, tudo. Só não se encontrou o corpo do Dr. Ulysses.
Eu me lembro de que, uma semana depois, não encontrando nada, não acontecendo nada, nós fomos lá, na praia fluminense, e caminhamos por ali, onde tinha caído a aeronave. Perguntamos aos marinheiros que estavam ali: “Vocês não viram nada? Nesses dias, não apareceu nada flutuando, que o mar jogasse para a terra?”. “Não.”
Aí, um rapazinho disse: “Olha, o que se conta aqui é que para quem se levanta cedo, de madrugada, quando o sol está raiando, aparece uma figura alta, de uns dois metros ou mais, magra, caminhando de pés descalços pela beira da praia, que diz: ‘Até a liberdade, meus irmãos.’”
Esse é o Ulysses de quem nós guardamos, no fundo do coração, a imagem permanente.
Pois não, companheiro Suplicy.
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco Apoio Governo/PT - SP) – Querido Senador Pedro Simon, eu quero, sobretudo hoje, lhe dizer obrigado. V. Exª foi, aqui, para mim, um professor, um irmão, uma pessoa que tantas vezes ensinou a todos nós o bom exemplo, o caminho. Foi, especialmente, um Senador que sempre disse a todos nós, inclusive àquela pessoa que estivesse na Presidência da República, que cada um, aqui, deveria sempre agir e votar em função daquilo que considerasse o melhor para o interesse público, nunca porque houve a designação de pessoas por esse Parlamentar indicadas ou porque tivesse sido liberada uma emenda de sua autoria. V. Exª também mostrou-nos, com muita amizade até para com os Presidentes da República que, desde 1991, estiveram no Governo, as suas avaliações críticas, que V. Exª sempre fez em tom de quem era um verdadeiro amigo. Quero lhe dizer que foram muitas as ocasiões em que eu segui as recomendações, os apelos que V. Exª dirigia a mim e aos companheiros de meu Partido, o Partido dos Trabalhadores. Houve até um dia em que eu, instado por recomendação de V. Exª, por uma vez só, agi de maneira diferente do que a direção nacional do Partido havia recomendado porque se tratava de um dever de consciência. Naquele dia, V. Exª me alertou e, depois, na verdade, isso acabou sendo objeto de respeito e consideração até por meus companheiros. Portanto, muito obrigado pelo exemplo, pelas observações e recomendações que V. Exª deu a todos nós e ao povo brasileiro e, sobretudo, por sua luta incansável pelo aperfeiçoamento da democracia, pela continuidade das recomendações e palavras de pessoas como Ulysses Guimarães, Teotônio Vilela e Darcy Ribeiro. Sempre terei em V. Exª um grande amigo, um grande irmão, um conselheiro. Parabéns. (Palmas.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Meu amigo Suplicy, somos dois irmãos que estão se despedindo. Eu quero falar a V. Exª da admiração e o respeito que eu tenho por V. Exª. V. Exª foi o primeiro Senador do PT nesta Casa, e, durante o tempo em que foi o único Senador do PT nesta Casa, o PT tinha uma Bancada notável na dignidade, na seriedade, na honradez, defendendo os princípios pelo qual ele foi fundado da busca da solidariedade e da busca dos interesses da sociedade brasileira. V. Exª foi um homem de uma palavra só. V. Exª teve uma linha, teve uma ética, teve uma firmeza de ação. V. Exª foi um incompreendido. V. Exª não teve no PT a honra e o merecimento que tinha. V. Exª tinha que ser um membro honorário do Partido, um cargo garantido no Partido, com respeito garantido no Partido. Mas V. Exª permaneceu no Partido, não saiu. Podia ter saído. Muitos saíram e muitos trilharam outros caminhos, mas V. Exª ficou. Mas ficou mantendo a sua dignidade, mantendo a sua honradez. Se dependesse de V. Exª, o PT seria hoje um quadro magnífico, com grandes glórias e grandes realizações. O que tem de negro, o que tem de escuro foi feito à revelia de V. Exª, contra o pensamento e contra a vontade de V. Exª. Eu o louvo, eu o admiro. V. Exª sairá daqui, não sei se muitos petistas haverão de chorar, mas o povo de São Paulo haverá de se lembrar sempre de quem foi Suplicy neste Senado, e eu sou testemunha para o resto da vida. (Palmas.)

O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco Apoio Governo/PT - SP) – Muito obrigado, Senador Pedro Simon.
O Sr. Casildo Maldaner (Bloco Maioria/PMDB - SC) – Pedro, não só porque o Senador Luiz Henrique citou, inclusive, que essa cadeira ficará vazia, não só porque o Lasier Martins, Senador que está chegando, vai ter um trabalho extraordinário para poder substituí-lo, sem dúvida alguma; não só porque esta Casa está enchendo para ver e ouvir o pronunciamento de V. Exª, não só porque o Senador Loyola veio, especialmente, de Joinville, o Prefeito de São Joaquim, o Brighenti, veio também para isso, lá da Serra, assim como a Deputada Carmen, lá de Lages, como o Senador Neuto de Conto, que veio para cá também... Como o Luiz Henrique falou, não é fácil. Recordava-me o Luiz, inclusive, que uma cadeira não pode ser ocupada. Mas o Lasier vai ter um grande trabalho. Lá no centenário Mercado Público de Porto Alegre, existe uma cadeira pendurada, a daquele compositor extraordinário, o...
(Intervenção fora do microfone.)
O Sr. Casildo Maldaner (Bloco Maioria/PMDB - SC.) – ... Lupicínio Rodrigues. Está lá, naquele restaurante do centenário Mercado Público de Porto Alegre, aquela cadeira pendurada. De quem é? É do famoso compositor Lupicínio Rodrigues. A gente vai lá, e está lá a cadeira pendurada. Se aqui ela não puder ficar ali, porque o Lasier vai ocupá-la, vai ter um trabalho extraordinário, na nossa imaginação, ela vai estar desocupada ou vai estar pendurada em algum lugar deste Senado, em algum lugar desta Casa, sem dúvida alguma – viu, Pedro? Pedro, eu nunca esqueço – serei rápido –, em 1986, na ponte do Rio Uruguai, entre Iraí e Palmitos: V. Exª era candidato a Governador do Rio Grande do Sul e o seu Vice, Sinval Guazzelli – de saudosa memória –, por Santa Catarina, outro Pedro, o Pedro Ivo, e eu tive a honra de ser candidato a Vice. Nós quatro nos encontramos em cima da ponte, no meio do Rio Uruguai – o Rio Grande e Santa Catarina –, e os senhores, os dois Pedros, deram-se as mãos, para dizer: “Vamos lutar pelo Rio Grande e por Santa Catarina.” Os dois Pedros. E eu dizia, na época... Recordando, e te digo agora... Não só na semana passada, também recordando, quando V. Exª foi condecorado pela União Nacional dos Vereadores, no auditório que leva o nome de Ulysses Guimarães, lotado de Vereadores do Brasil, quando V. Exª foi homenageado pelos Vereadores do Brasil, eu tive a honra de dizer, quando V. Exª afirmou – e hoje de novo – que vai sair pelo Brasil afora com seu cajado: “Sai, Pedro, continue a pregar para a juventude – não só o Francisco, que veio de Roma há pouco –, pregar para a juventude pelo Brasil afora. Não pare, continue. V. Exª, que representa para nós uma resistência, é um ícone não só para nosso partido, mas para a ética, para a moral brasileira, até não querendo.” Mas está na Bíblia. Ele já disse uma vez – está lá na Bíblia, sobre aquele Pedro, o apóstolo – que sobre ela ia edificar a Igreja, porque representa uma rocha. Para nós, o Pedro – outro Pedro –, que aqui está, é que representa essa resistência sem dúvida alguma. Saia pelo Brasil afora e, como também estou saindo, com o nosso Suplicy, saio para o Brasil, se precisar, quero ser seu coroinha, para acompanhá-lo nessas caminhadas. Muito obrigado. Um abraço, Pedro. (Palmas.)
O Sr. Randolfe Rodrigues (Bloco Apoio Governo/PSOL - AP) – Senador Pedro Simon.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Meu amigo Casildo, se eu pudesse destacar, nesta Casa, alguém para dizer da pureza, da humildade, da grandeza de sentimentos, sem inveja, sem mágoa, da simplicidade na busca, não procura valores nem vantagens nem aparecer, mas o homem que está firme no momento da dificuldade – e o Luiz Henrique pode ser –, é V. Exª. V. Exª é um dos quadros mais respeitáveis que conheço nesse, hoje, partido de Santa Catarina, que, depois do nosso Luiz Henrique, transformou-se em um Estado excepcional no seu desenvolvimento.
Daquela reunião ali na ponte, o nosso querido Pedro Ivo não está mais. Ele foi o grande nome nosso que iniciou essa caminhada e, ao nosso lado, o Synval Guazzelli, um homem emocionante, extraordinário, digno correto, também não está.
Falando no Synval e falando no Pedro. O Pedro, na luta intensa para, quando chegar ao governo, com a vontade de fazer, realizar aquilo que o Luiz Henrique fez depois. Teve uma doença dura e um sofrimento tremendo, mas S. Exª completou o seu mandato com grande capacidade e com grande dignidade. E eu, que vi no Synval Guazzelli um homem emocionante, pedi a fita e consegui na Câmara dos Deputados, um momento daqueles da Câmara que era uma guerra, todo mundo dizendo desaforo para todo mundo, um assunto que era simples de aceitar, mas que ninguém queria aceitar.
O Guazzelli, na cadeira de rodas, praticamente quase já imóvel, só falando e balbuciando, pediu a palavra no microfone. Ninguém ouviu, e aí alguém deu um berro: “É o Deputado Guazzelli que está falando!” Um silêncio. De repente, aquele tumulto se transformou em um silêncio impressionante. E ele disse: “Eu estou aqui, vim aqui no meu caminho para a morte, vim aqui dizer que vocês não podem fazer isso. Esta sessão do Congresso não pode continuar assim, não votando essa matéria por causa disso, por causa disso, por causa disso. Faço um apelo: Vamos votar o que importa para o Brasil. Vamos nos dar as mãos. Vamos ter um ato de coragem e de respeito!” E o povo de pé, os Parlamentares de pé, aplaudiram por unanimidade.
São fatos que acontecem na vida da gente. Esse, eu nunca vou esquecer na minha vida, foi um dos mais notáveis a que assisti. O Plenário numa guerra total, e ele, balbuciando, falando o que tinha que falar colado ao microfone, silenciou a plateia inteira, e, de repente, aqueles que pareciam que iam se matar, com a palavra dele, se uniram e deram a vitória.
O Sr. Randolfe Rodrigues (Bloco Apoio Governo/PSOL - AP) – Senador Pedro Simon.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Apenas, primeiro o nosso Aécio e, depois, V. Exª.
O Sr. Randolfe Rodrigues (Bloco Apoio Governo/PSOL - AP) – Perfeitamente.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Nosso Aécio, que tive a honra de lembrar do seu avô, que foi meu mestre, que foi, na minha geração, o grande condutor – Ulysses e ele. Ulysses mais político e apaixonado; e o Tancredo é que mostrava o caminho que, geralmente, ia dar lá. E, geralmente, deu lá, e deu com ele, embora acontecesse o que aconteceu.
O Sr. Aécio Neves (Bloco Minoria/PSDB - MG) – Ilustre Senador Pedro Simon, é com uma alegria muito grande que dirijo a V. Exª algumas palavras que vêm do local mais profundo do meu coração e da minha alma. Eu ouvia com atenção o pronunciamento de despedida de V. Exª desta Casa, e não havia como deixar de me lembrar de outra despedida ocorrida nesta Casa, na tribuna à nossa direita, há 32 anos, quando esse seu dileto e, como sei eu, querido amigo Tancredo Neves se despedia também do Senado Federal para enfrentar outro desafio: a partir do Governo de Minas, com a sua participação e de outros ilustres brasileiros – entre eles, Ulysses Guimarães, Teotônio Villela e tantos outros –, construir o caminho do reencontro do Brasil com a democracia e com a liberdade. Ouvi aqui, daquela tribuna à direita, depoimentos de aliados e de adversários, que registravam a dimensão do homem público que deixava esta Casa. Vejo o enorme paralelo, Senador Pedro Simon, entre a trajetória de Tancredo e a sua trajetória e, talvez, por isso, durante tantas décadas militaram juntos, sempre compreendendo que a vida pública – na dimensão maior que essa expressão possa significar – é a mais digna das atividades que um cidadão pode exercer no seio de uma sociedade. V. Exª, com mandato desde o ano de 1959, é hoje entre nós o mais bem acabado exemplo de que a vida pública e a honradez, a vida pública e a ética, a vida pública e o compromisso com aqueles que mais precisam são absolutamente indissociáveis. V. Exª deixará o Senado dentro de algumas semanas, mas estou certo de que não deixará a vida pública, porque os brasileiros continuarão a ter em V. Exª uma das mais importantes referências da ética na vida pública e, sobretudo, nessa quadra de tamanho divórcio entre parcela expressiva da sociedade e os seus representantes pelos desatinos sucessivos com que são confrontados. A palavra de V. Exª será sempre uma palavra referencial e V. Exª, Senador Pedro Simon, é um dos poucos homens públicos que não necessita de cargo, de mandato para exercer a sua liderança, mas, em especial, para ter a sua voz acatada e respeitada por todos os brasileiros. A minha geração de homens públicos continuará a ter em V. Exª, a partir de 1º de fevereiro do ano que vem, a mesma referência de dignidade, de honradez, de espírito público e de enorme amor a este País, da mesma forma que ouvi de alguns dos Parlamentares que apartearam o meu avô Tancredo há 32 anos. Eu quero me dirigir aqui aos seus familiares, aos seus filhos e à sua esposa: vocês podem ter um enorme orgulho, imensurável orgulho da trajetória deste gaúcho, brasileiro, um dos mais qualificados homens públicos que o Brasil produziu no último século. Vida longa, Senador Pedro Simon, porque o Brasil ainda conta imensamente com V. Exª! (Palmas.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Acredite, meu querido Aécio, com que emoção eu falo agora, dizendo que trabalhei, briguei e lutei pelo amigo nas eleições. Fizemos um esforço muito grande, nós e o nosso Partido, no Rio Grande do Sul. V. Exª tem as condições para ser o grande governador do Brasil inteiro. (Palmas.)
Quero lembrar, porque era emocionante: naquela época, eu era um dos mais jovens, no meio dos velhinhos – Tancredo, Ulysses, Teotônio –, mas tinha um guri, um jovem, que era o secretário particular do Tancredo, que era exatamente o Aécio. Era do Aécio a palavra final, porque, consolidada a vitória, a organização do governo, foi um trabalho feito de pedacinhos e pedacinhos. Fazer uma costura já tinha sido difícil num Colégio Eleitoral, para onde vieram pessoas de outros partidos, como Arena, e nós tínhamos que fazer uma composição para governar. E como dizia Tancredo: eu quero um governo para governar, mas para cumprir os preceitos da carta que nós lançamos.
Eu dizia, agora na campanha, que, se há uma pessoa que, se eleito, tem experiência, desde o primeiro ao último dia, desde o início da campanha até às vésperas da posse, este é o Aécio. O Aécio acompanhou os lances de maestria. Cá entre nós, o Aécio acompanhou quando veio a burguesia empresarial de São Paulo toda falar com Tancredo. “Nós queremos o Ministério da Fazendo para o Sr. Setúbal.” Eu levei um susto, ele também, ficou silencioso. O Tancredo ficou na maior tranquilidade, na maior tranquilidade, falando e falando. Conclusão: “Não tem problema, vocês estarão no meu governo.” E saíram os paulistas felizes da vida. Tancredo tinha dito que eles estariam no governo dele. Saíram com o Setúbal Ministro da Fazenda. Quando eles saíram, o Aécio, com mais coragem do que eu, disse: “Mas, vô, o Setúbal Ministro da Fazenda?”
“Mas onde tu ouviste isso, rapaz?”
“Mas o senhor disse.”
“O que eu disse?”
“O senhor disse que eles estariam...”
“Eles vão estar no meu governo.”
“E, o Setúbal?”
“O Setúbal, no exterior.”
E, naquele momento, o Fernando Henrique
caiu do Ministério, porque era ele o Ministro do Exterior, e ele botou o Setúbal. Essas experiências todas, o Aécio acompanhou. Era ele quem dava, era ele quem botava, era ele quem discutia. Tinha uma experiência fantástica, um rapaz, naquelas condições, de planejar, de construir uma plataforma de governo que vinha para mudar, para substituir uma ditadura de 20 anos numa heterogeneidade de personagens. Eu dizia não há dúvida nenhuma de que quem teve aquela experiência tem ainda uma experiência ainda maior.
E agora eu vou dizer. Ele vai ficar chateado, mas eu vou dizer. Eu não devia dizer, mas eu vou dizer: ganhar no Brasil e perder em Minas Gerais! Esse povo mineiro, vamos ter que conversar com ele.
V. Exª, um grande Governador. Oitenta e seis por cento, em oito anos, foi um grande Governador. O seu sucessor, um grande Governador. Ele se elege Governador, ele se elege Senador, e não sei o que esse governo fez. Eu confesso que não sou 100% confiável nessas urnas. Não sei por que, no mundo inteiro, ninguém copia, ninguém quer imitar. E, quando saiu no jornal que, por causa do Amapá e do Amazonas, um trocinho desse tamanho, ficou duas horas... Algumas pessoas numa sala fechada, todo mundo sabendo do resultado, mas não falando, esperando aquele outro? Não sei. Mas Minas Gerais, achei estranho. Se desse para contar os votos...
Mas muito obrigado, Aécio, pelo seu carinho, pelo seu afeto. E tenho certeza. Afinal, o Lula perdeu três. Depois ganhou. V. Exª é um jovem e tem a mocidade pela frente.
O Sr. Aécio Neves (Bloco Minoria/PSDB - MG) – Agradeço a V. Exª. Se servir de consolo, o Rio Grande compensou o resultado de Minas Gerais. (Palmas.) E o voto de V. Exª no segundo turno me honrou imensamente.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Muito obrigado.
Meu Presidente, Senador Raupp.
O Sr. Valdir Raupp (Bloco Maioria/PMDB - RO) – Nobre Senador Pedro Simon, V. Exª é um homem iluminado. Sessenta e dois anos de vida pública, Vereador em Caxias, cidade do nosso Governador José Ivo Sartori, quatro mandatos de Deputado Estadual pelo Rio Grande do Sul. E olhe que, com todo respeito às assembleias legislativas do nosso País, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul nunca protagonizou um escândalo até hoje. Governador, e um grande Governador. Eu tenho muitos parentes no Rio Grande, tenho visitado anualmente o Rio Grande do Sul, e até hoje as obras de V. Exª são lembradas no Rio Grande Sul, como a Estrada do Mar, em que já tive o privilégio de dirigir muitas vezes, visitando parentes em Torres, em Capão da Canoa, em Porto Alegre e em outras cidades do Rio Grande do Sul. Ministro do Governo Tancredo, Tancredo e Sarney. Quis o destino que o Tancredo não pudesse governar o nosso País; foi governado por José Sarney. E V. Exª foi mantido, porque tenho certeza de que Tancredo o levaria para o Ministério. Então, foi um grande Ministro também, que é lembrado até hoje, daquele tempo. Quatro mandatos de Senador, 32 anos nesta Casa. Realmente, o Senador Luiz Henrique tem razão quando fala da cadeira, que é muito difícil. E saiu agora, por um instante, o Senador que vai sucedê-lo, o Lasier Martins. Eu estava aqui imaginando como estava a cabeça dele, pensando, enquanto todos estavam falando, como é que ele ia fazer para substituí-lo à altura de um Senador com o quilate de V. Exª, mas V. Exª, com a humildade que lhe é peculiar, já disse que ele vai sucedê-lo com galhardia, como é típico dos gaúchos. V. Exª, com todo o respeito àqueles que não tiveram a mesma sorte... Alguns heróis brasileiros, alguns líderes da nossa política brasileira morreram para entrar na história, inclusive um gaúcho que deixou uma carta-testamento dizendo: “Saio da vida para entrar na história”. Foi também um grande político, Getulio Vargas. V. Exª está saindo da política para ampliar o convívio com a família. E certamente Deus, que tem sido muito generoso com V. Exª, vai lhe dar vida longa, como falou o Senador Aécio Neves. Vida longa para conviver com os seus amigos, com os seus familiares. Então V. Exª sai da política, já fez história e certamente vai ficar na história, porque V. Exª tem história. Eu tenho procurado, não sei se estou conseguindo, mas tenho procurado, desde muito jovem, de Vereador, de Prefeito, de Governador e agora, no segundo mandato do Senado, me espelhar em V. Exª. Parabéns. Que Deus lhe dê vida longa. Obrigado. (Palmas.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Meu querido Presidente Raupp, eu tenho muito carinho e respeito por V. Exª. E é muito importante a tarefa que V. Exª está executando, inclusive com o nosso Presidente na Vice-Presidência e V. Exª no comando do Partido. Eu tenho rezado para que V. Exªs tenham condições, capacidade e firmeza. A hora que nós estamos vivendo é uma hora muito difícil. Muito difícil!
E nós temos que ter grandeza para sair dela. Essa é uma hora em que nós não temos que torcer por “a” ou por “b”, mas o Brasil não pode continuar como está.
Que V. Exª tenha condições de influenciar, lá no Governo, na seleção de atos e de fatos para que o Brasil reencontre o seu destino, para que essas coisas todas que aconteceram e que fazem uma interrogação no mundo inteiro com relação a quem é esse Brasil aonde essas coisas acontecem, que se tenha uma saída, que se tenha uma saída. E a saída é uma só.
O Ministro Hage, que saiu, renunciou ontem, era um homem que, quando nós o visitamos alguns anos atrás, nos mostrava a cópia do projeto que ele e o seu Ministério tinham levado à Chefe da Casa Civil, para exatamente adotar a Ficha Limpa no Executivo, aquilo que se faz e que o Congresso aprovou em termos de vida pública e parlamentar valer no Executivo, que fosse feita a fiscalização antes da nomeação e que fosse feita a fiscalização durante o Governo.
Ontem ele renunciou. É uma pena! E o projeto que ele entregou na Chefia da Casa Civil até hoje não foi convertido em lei. Várias vezes eu o encontrei e perguntei: e aí, Ministro? “Vai sair. Vai sair.” Mas não saiu.
Agora, quando a Presidenta está se preparando para escolher o seu novo Ministério, que não aconteça de ser nomeado um ministro que não se sabe quem é nem quem não é, e depois de nomeado vai se tomar conhecimento de que festejou o aniversário dele, os oitenta anos, num bordel, ou melhor dito, mentira, numa casa de encontros, e que a conta ele tinha pago com a sua verba de representação de deputado.
Cá entre nós, nós temos que entender esse fato. Não adianta! Não se pode pedir à Presidenta ou ao governador. Eu tenho dito isso ao Sartori, e eu sei que ele vai fazer isso. Não se pode receber uma indicação, uma solicitação de “a”, de “b” ou de “c”: é o fulano. Vai ver quem é, vai ver a biografia, vai ver a história, vai ver quem foi para não acontecerem depois as coisas que acontecem.
Com relação ao que aconteceu, eu acho que as coisas têm que ser passadas a limpo. Sei que a situação é difícil. Chegamos a uma situação de uma interrogação. Alguns acham inclusive que, com o envolvimento de tantas empresas, tem que se ter cuidado, porque se não o Brasil para. E o Brasil não pode parar. Mas entre o Brasil não poder parar e fazer um arreio no sentido de botar a mão em cima e esquecer tudo há uma diferença muito grande. Há uma diferença muito grande!
Eu nunca vi um momento tão impressionante como esse. Eu diria para os senhores, e olhe que passei por dramáticos momentos em toda a minha vida, mas a circunstância heterogênea, complexa que nós estamos vivendo, o Governo parece que não consegue terminar. Lá está o Sr. Mantega, Ministro da Fazenda, e o outro não consegue começar. Lá está o outro cidadão, Ministro da Fazenda. O novo Ministro da Fazenda despachando no Palácio, e o antigo Ministro da Fazenda despachando lá na Fazenda. E não se sabe o que o Brasil quer, para onde vai, o que ele quer.
Uma coisa é certa: eu vi com emoção a manifestação do Procurador-Geral da República quando apareceu numa capa de jornal que ele estava fazendo um entendimento entre as empresas e o Governo para fazer o abafa. Eu me apavorei. Juro por Deus que eu me apavorei. Mas ele veio à tona, falou, esclareceu, e, a exemplo de seus antecessores, um melhor do que o outro – dois notáveis brasileiros os dois últimos Procuradores da República –, o atual vai, com independência, com autoridade e com altivez, buscar a verdade, buscar a verdade, seja ela qual for.
O Sr. Randolfe Rodrigues (Bloco Apoio Governo/PSOL – AP) – Senador Pedro Simon.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB – RS) – Ao mais jovem se dirigindo ao mais velho.
O Sr. Randolfe Rodrigues (Bloco Apoio Governo/PSOL - AP) – Mais jovem é o senhor, Senador Pedro Simon. Mário Lago definia que a juventude está na dignidade humana. E o senhor é exemplo para todos nós nisso. Senador Pedro Simon, permita-me tirar dos Anais da Casa um pronunciamento que foi dito aqui, pronunciado no dia 26 de novembro de 1992. Neste pronunciamento, o orador disse o seguinte – o senhor lembrará:
Há homens que nascem para contemplar o mundo e há homens que nascem para construir o mundo.
Há homens que se contentam com a rotina, com as muralhas erguidas pela brevidade da vida e a consomem na volúpia e na ostentação.
Há homens para os quais o poder é mera licença para o hedonismo, e há homens para os quais a alegria está na luta pela ordem que se funda na justiça, pela liberdade que se alicerça no respeito sagrado ao direito alheio.
V. Exª deve se lembrar desse pronunciamento, afinal de contas esse pronunciamento foi feito no dia 26 de novembro de 1992 por V. Exª em homenagem a Ulysses Guimarães. Esse pronunciamento em homenagem a Ulysses Guimarães feito por V. Exª, essas palavras ditas, eu retiro da palavra de V. Exª para dizê-las em homenagem a V. Exª. Esses homens, essa definição sobre homens com que V. Exª, em 1992, definiu Ulysses cabe para definir a vossa história. A vossa história é o antônimo do que V. Ex definiu, do que Darcy definiu sobre como foi a sua história. Darcy, V. Exª disse ainda há pouco, dizia que tinha lutado, e tinha perdido, mas não queria estar no lugar dos vencedores. Pois bem, V. Exª esteve ao lado de Jango – eu disse ainda ontem – no dia em que os golpistas estavam derrubando uma das melhores democracias do ocidente, naquela madrugada de 1º de abril de 1964. V. Exª estava lá, na casa do General Comandante do 3º Exército e ao lado das tropas legalistas, ao lado do Presidente constitucional João Belchior Marques Goulart.

E V. Exª resistiu, nos anos seguintes, ao lado das forças legalistas, denunciando a tortura e o arbítrio, ao lado dos seus companheiros que V. Exª chamou aqui pela memória: Teotônio Vilela, Ulysses Guimarães e tantos outros. Ao longo dos anos seguintes, V. Exª esteve, como um Dom Quixote, denunciando os arbítrios da ditadura. E V. Exª não perdeu. V. Exª venceu. Quando todos acreditavam que era impossível conquistar a anistia, V. Exª, ao lado de Teotônio e ao lado de Ulysses, conquistou a anistia para os exilados. Quando todos, inclusive os grandes meios de comunicação, os poderosos deste País, achavam que era impossível reconquistar a democracia, V. Exª insistiu, ao lado de Tancredo e de Ulysses – Teotônio não estava mais junto. Mesmo perdendo, nas ruas, a mobilização; aliás, nesses salões verdes, mesmo ignoradas as vozes das ruas por eleição direta para Presidente, V. Exª veio com seus companheiros e reconquistou a democracia. V. Exª venceu! Nos anos seguintes, V. Exª lutou por ética na política e conquistou a Ficha Limpa. V. Exª bradou, neste plenário, por uma CPI das empreiteiras. V. Exª hoje sai deste plenário do Senado, e a história mostra a V. Exª que a CPI das empreiteiras – pela qual V. Exª outrora bradou – é mais do que necessária, quando os principais donos de empreiteiras do País vão parar na cadeia, presos por um juiz que tem a coragem, junto com o Ministério Público brasileiro, de dizer que este País tem de ser passado a limpo. Permita-me, Senador Pedro Simon: eu sei que V. Exª disse ainda há pouco, no seu pronunciamento, que quer descansar ao lado dos seus filhos, netos e da sua amada, lá no Rio Grande; que quer ler Neruda, os versos de Vítor Ramil e de tantos outros poetas. Desculpe-me, mas o Brasil clama que V. Exª, como o menestrel do século XXI – assim como o seu companheiro Teotônio foi o menestrel da democracia, da anistia e das liberdades no final do século XX –, convoque agora a juventude brasileira para que ela não desista do Brasil. Neste momento de gravidade das instituições brasileiras, em que é necessária uma profunda reforma política no Brasil; neste momento em que as instituições precisam de uma profunda reforma; neste momento, V. Exª, como menestrel da luta pelas reformas, como menestrel da luta pela ética, é chamado para percorrer as universidades, para percorrer as ruas, para caminhar como novo menestrel, para dizer para a juventude brasileira que ela não pode desistir da política, que ela não pode desistir do Brasil! V. Exª é chamado.
E assim como diz o hino do vosso Rio Grande, V. Exª é chamado para essa luta, que é mais uma luta pelo Brasil. Como diz o hino do vosso Rio Grande, V. Exª é chamado para que mostre valor, constância nessa ímpia e injusta guerra. Que sirva vossa façanha de modelo para toda a Terra.
(Palmas.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Olha, eu conheço esse guri... Quando entrei no plenário, eu me dirigi ao rapaz do cafezinho e disse: “Olha, aquele guri deve sair, porque vai começar a sessão”. Dali a 15 minutos, deu-me o nome: “Esse é o Senador que vai concorrer para Presidente”. Primeira sessão, entrando aqui, lá do Amapá, candidato a Presidente. E, do lado de lá, um homem muito simples, muito pequenino, Dr. Sarney, candidato à reeleição.
Ele vai para a tribuna e faz um discurso. Eu tenho guardado o seu discurso, porque ele fez uma plataforma de Presidente do Senado tão positiva, tão concreta que parecia que ele tinha 40 anos de Senado. Argumentando item por item, ponto por ponto, foi tão impressionante e tão positivo que o Presidente Sarney, falando depois dele, fez questão de elogiar, de reconhecer e de dizer que ia aproveitar a plataforma dele na Presidência, porque tinha muito de importante e muito de significativo.
Eu agradeço, amigo Randolfe.
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco Apoio Governo/PT - SP) – Senador Pedro Simon...
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Já lhe darei; já lhe darei.
Eu me lembro apenas de uma vez em que nós estávamos numa reunião, o Tancredo Neves conversando, e eu apresentei um amigo meu, Deputado do Rio Grande do Sul, Schirmer, um guri de 23 anos, o Deputado estadual mais moço. O Schirmer viu o Tancredo, o Tancredo o abraçou, e o Schirmer disse assim: “Dr. Tancredo, quando eu contar para o meu pai, ele não vai acreditar! Eu estou aqui do seu lado! Nós amamos o senhor. O senhor é fantástico! O senhor é extraordinário! O senhor é uma maravilha! O senhor é isso, é isso, é isso...” O Tancredo bate nas costas dele e diz: “Meu filho, tudo isso são coisas passadas; eu gostaria de trocar tudo isso pela sua idade neste fim de semana”. (Risos.)
A tua idade vai longe, Randolfe. Pela tua história, pelo que tu fizeste, eu digo hoje o que te disse ontem na nossa reunião: tu tens um encontro marcado com nosso País, e nós esperamos que tu faças a tua parte.
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco Apoio Governo/PT - SP) – Permita-me, Senador Pedro Simon?
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Senador Suplicy.
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco Apoio Governo/PT - SP) – Está aqui justamente, e acabou de ser entregue ao Senador Presidente, Renan Calheiros, o relatório da Comissão Nacional da Verdade. Eu convidei Pedro Dallari, coordenador da Comissão Nacional da Verdade, e a Srª Rosa Cardoso da Cunha, que estão aqui e fizeram um trabalho de excepcional qualidade. Hoje entregaram à Presidenta Dilma Rousseff algo que vai ficar como uma contribuição extraordinária, sobretudo quanto ao que aconteceu de 1946 até 1988, especialmente durante 1964 a 1985. Vieram aqui inclusive cumprimentá-lo, ainda que não possam usar da tribuna, Senador Pedro Simon.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Meu amigo Suplicy, acompanhei profundamente o trabalho da Comissão, do Dr. Dallari e da Drª Rosa. Admiro a competência e a capacidade. Caminhando em um campo mais ou menos minado, onde muitos achavam que o assunto estava encerrado e que não tinham o que fazer, com muita categoria, com muita competência, foram esclarecendo as coisas.
E tiveram V. Exªs espírito de grandeza, de consciência do dever a ser feito, e foram avançando, foram fazendo, e os outros foram entendendo que nós não éramos adversários. Não havia ódio, não havia rancor, não havia desejo de vingança, mas havia o desejo de buscar a verdade, porque a Nação tinha o direito de saber a verdade, as pessoas que sofreram tinham o direito de saber as coisas que tinham acontecido.
Olha, D. Rosa, Dr. Dallari, eu acompanhei de perto. Eu acompanhei, vi, vibrei e me emocionei. É verdade que alguns fatos são duros, alguns são trágicos, mas é verdade que, se é necessário, era importante como o monumento que se inaugurou em São Paulo. Como aquela casa onde as coisas aconteceram e ficam lá marcadas as coisas que aconteceram.
Aquilo vai ser muito importante. Aquilo servirá de marco, de orientação. Servirá de escudo que nos prenderá ao passado para não nos esquecermos desses fatos, e servirá de foco que nos apontará o futuro na hora de fazer.
Não há dúvida, vocês marcaram um tento excepcional. Logo no início, incompreendidos alguns, vieram com iniciativas duras, difíceis, acusativas e coisas que o valham. E faço justiça à Presidenta, que teve a competência de conduzir, mas V. Exªs tiveram a grandeza de buscar a verdade, de esclarecer. E, graças a Deus, a partir do trabalho de V. Exªs, nós podemos olhar para o mundo de cabeça erguida e não como um País que jogou tudo para debaixo do tapete e não teve a capacidade de fazer a sua auto-história.
É uma honra para mim incluir no meu discurso essa parte. E agradeço a Deus esta oportunidade de, nas pessoas de V. Exª, Dr. Dallari, de V. Exª, Drª Rosa, eu dizer aqui que realmente nós lutamos. Nós todos lutamos, e foi dura a luta pela anistia, foi dura a luta contra a tortura, foi dura a luta a favor dos presos políticos.
Quero lembrar aqui que Teotônio Vilela terminou o seu mandato de Senador. Quando ele ia ser reeleito, ele não pôde ser reeleito porque estava sendo operado. Terminou a eleição, ele ficou sem mandato. Durante dois anos e meio, ele morou no meu apartamento. O gabinete dele era o meu gabinete. E juntos andávamos. E ele, com os quatro cânceres e com as duas bengalas, percorria o Brasil, levando exatamente a anistia e o término da tortura política.
Eu me lembro muito bem. Eu me lembro do Teotônio lá no ABC, ainda no início, quando as coisas começaram. Uma praça lotada de gente, o Lula preso, o povo exigindo a soltura do Lula, e o coronel ali, pronto para entrar com as tropas – onde, inclusive, os operários não eram tantos; eram mais as mães, os filhos e as esposas. E ele queria avançar.
Eu me lembro quando o Teotônio se dirigiu ao coronel, que disse: “Mas eu tenho ordem”. E Teotônio: “Coronel, a imprensa do mundo inteiro não vai saber o nome de quem lhe deu a ordem, mas vai saber o seu nome, que foi o Coronel Fulano que, naquele dia, matou 200, 300, num massacre que foi feito na praça. E se resolveu. Ele queria que o povo saísse, e o Teotônio, eu e Suplicy conseguimos. Só que as tropas saíram primeiro. As tropas saíram, foram embora; então, sim, o povo livremente saiu.
Foi uma das passagens das milhares que nós tivemos, e V. Exªs terão esse grande lugar na história, na biografia do nosso País.
Meus cumprimentos, e tenho certeza de que V. Exªs haverão de representar o que temos de melhor, o que temos de mais puro e o que temos de maior.
Obrigado, Suplicy.
(Palmas.)
O Sr. Eduardo Braga (Bloco Maioria/PMDB - AM) – Meu caro Senador Pedro Simon, eu queria aqui expressar, primeiramente, a minha admiração e o meu respeito pessoal a V. Exª. Não apenas como Senador da República, como homem público, mas como ser humano. V. Exª que, durante décadas, não só inspirou peemedebistas, jovens, a liberdade, a democracia no nosso País e nesta Casa. Mas quero também dizer da alegria que tive de poder chegar ao Senado da República e conviver com V. Exª, como colega de partido, como um conselheiro, como um exemplo a ser seguido.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – E V. Exª como um grande Líder.
O Sr. Eduardo Braga (Bloco Maioria/PMDB - AM) – E V. Exª, como um grande líder a nos liderar; a nos liderar pela sabedoria, pela experiência, pela história de luta...
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria /PMDB - RS) – O Líder era V. Exª.
O Sr. Eduardo Braga (Bloco Maioria/PMDB - AM) – ... e pela sua simplicidade. V. Exª é um homem marcado pela simplicidade. Historiadores já dizem que ninguém conta o currículo pelo que foi, ou pelo que é, mas, acima de tudo, pelo que fez e pelo que faz.
V. Exª não vai ser lembrado pelos mandatos, não vai ser lembrado pelos cargos, não vai ser lembrado pela autoridade pública que sempre foi. V. Exª vai ser lembrado pelo grande legado político que V. Exª deixa no Senado da República, na história da redemocratização brasileira, na história política do nosso País e, não tenho nenhuma dúvida, no panteão das grandes lideranças e dos grandes estadistas do nosso País. Fica aqui, portanto, meu caro Senado Pedro Simon, a nossa admiração, o nosso respeito, o nosso eterno reconhecimento pelo homem público, pelo ser humano e pelo político que V. Exª é e sempre será para o nosso País, para a nossa Casa e para o nosso Partido. Portanto, o meu abraço e vida longa ao nosso querido Senador.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Agradeço com muito carinho ao nobre Líder. Confio que V. Exª, com a grande responsabilidade de conduzir o nosso Partido nessa difícil trajetória, tenha as condições e tenha a felicidade de encontrar um rumo que se identifique com o pensamento e o sentimento da sociedade brasileira.
Muito obrigado a V. Exª.
O Sr. Cássio Cunha Lima (Bloco Minoria/PSDB - PB) – Senador Pedro Simon.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Pois não.
O Sr. Cássio Cunha Lima (Bloco Minoria/PSDB - PB) – Nesse instante em que a bancada do fundo começa a ter a palavra, o Senador Requião também pede aparte, o Senador Jarbas, quero lembrar a memória do meu pai, Ronaldo Cunha Lima, e tentar buscar nele inspiração para a ode que todo o Senado e o Brasil inteiro devem a V. Exª neste instante, por sua trajetória belíssima, ética, coerente, íntegra, altiva, destemida, corajosa. Um brasileiro que orgulha o nosso País e que, neste instante, faz apenas um pronunciamento de despedida do Senado Federal, mas que, com certeza, não se despede da política brasileira, porque a sua voz, com ou sem mandato, será ouvida, de forma permanente, pelo nosso País e esperada, com esperança, pelos jovens do Brasil. Tal qual fez Teotônio, o Menestrel das Alagoas, percorrendo este Brasil, é o que V. Exª fará, porque convocado estará pelo País inteiro para levar essa palavra de esperança e de crença num futuro transformador que esperamos para o nosso País. Falo, portanto, neste instante, não apenas em meu nome, mas falo também pela memória do meu pai, do seu amigo, Ronaldo Cunha Lima; falo pelo meu tio, que também foi Senador ao seu lado, Ivandro Cunha Lima. Neste discurso de despedida, um ciclo da política brasileira, com personagens altivos, como Tancredo Neves, o próprio Teotônio, já citado, Ulysses Guimarães, assim como V. Exª, que escreveu tantos capítulos importantes da história do Brasil. Não se engane. Não estamos vendo aqui o epílogo dessa trajetória. Muitos outros capítulos serão escritos ainda pelo seu talento, pela sua brasilidade, pela sua competência e por tantos outros adjetivos que poderiam ser empregados para classificar Pedro Simon como um brasileiro a ser lembrado pela história do Brasil. Portanto, em nome do povo da Paraíba, me enfileiro a todos quantos já lhe prestaram as justas homenagens, para dizer que não estamos, de forma alguma, testemunhando o epílogo de sua trajetória, apenas tendo a honra de testemunhar mais um capítulo de uma história em construção e que ainda muito servirá ao Brasil e aos brasileiros. Parabéns por tudo até aqui. O Brasil continua contando com a sua atuação, com o seu trabalho, com a sua altivez, sua ética, coerência, competência e coragem na luta permanente para a construção de um Brasil melhor. (Palmas.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Eu lhe agradeço, meu amigo, Senador Cássio Cunha Lima.
V. Exª lembra o seu pai. Eu tinha um carinho e uma amizade muito grandes por ele. Seu pai foi uma pessoa fantástica, um grande orador, mas, mais do que tudo, um grande poeta. Era uma pessoa que, lá, no Rio Grande, nas reuniões que tivemos com ele, um gaúcho ficou alucinado com a improvisação que ele fez de tudo e de todos, com a perfeição, a pureza, a grandeza daquele político, daquele poeta, daquele homem voltado para o bem, para a verdade.
Eu digo isso, falando no Ronaldo, para lembrar o carinho que ele tinha por V. Exª. Quando V. Exª estava iniciando, ele e todo o pessoal diziam: “Esse guri vai longe.” Quando V. Exª estava lá, na primeira empresa, em Pernambuco, ele garantia: “Esse rapaz vai longe.” E foi. Foi Governador, brilhante, duas vezes, e Senador.
Eu agradeço muito a V. Exª.
O Sr. Alvaro Dias (Bloco Minoria/PSDB - PR) – Governador Pedro Simon.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – S. Exª, como eu, tem um filho que se chama Pedro; Pedrinho. O dele já é Deputado Federal. O meu tem um irmão, e acho que poderá seguir pelo mesmo caminho.
Um abraço e leve o meu abraço ao Deputado Pedro, pela sua competência.
E, agora, o nosso amigo.
O Sr. Alvaro Dias (Bloco Minoria/PSDB - PR) – Senador.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Pois não.
O Sr. Alvaro Dias (Bloco Minoria/PSDB - PR) – Senador Pedro Simon, eu quero registrar que, dos muitos belos discursos ouvidos nesta Casa, certamente o de V. Exª, neste dia histórico, é dos mais belos e emocionantes que já ouvi. E, ao ouvi-lo, pensava exatamente no que escreveu um cidadão fluminense: “Será que é verdade que não existe ninguém insubstituível?” Talvez, seja a regra, mas V. Exª é a exceção. Pelo conjunto de virtudes que sustenta a sua trajetória de vida, V. Exª se torna, sim, insubstituível. Eu tive a oportunidade e o privilégio de acompanhar, às vezes de perto, às vezes mais de longe, o seu tortuoso, mas fascinante itinerário na vida pública brasileira, especialmente quando Governador, ao final da década de 80, quando o Brasil vivia a mais perversa crise financeira da história da Administração Pública. V. Exª, no Rio Grande do Sul, revelava o seu dinamismo, a sua competência, a sua coragem para enfrentar e superar dificuldades incríveis que se colocavam à sua frente e à frente do povo do Rio Grande do Sul. Depois, a sua trajetória no Parlamento – para economizar espaço, todos nós a conhecemos –, a trajetória que faz com que hoje, na sua despedida, possamos afirmar: “V. Exª vai daqui, mas não sai daqui.” V. Exª deixa o Senado, certamente o Senado não deixa V. Exª. Nós não nos esqueceremos da sua presença altiva, honrada, digna, corajosa, lúcida, competente. V. Exª foi, para concluir, Senador Pedro Simon, e é, V. Exª é o advogado, o tribuno, o menestrel, o mensageiro da democracia, da liberdade, da sociedade justa, da fé e, sobretudo, da dignidade. Obrigado pelo exemplo que deixa. (Palmas.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Meu querido Senador Alvaro, começamos juntos no Governo do Estado. Eu, no Rio Grande do Sul, e V. Exª, no Paraná. De lá para cá, tenho acompanhado a luta, o trabalho e o esforço de V. Exª. Sou obrigado a reconhecer a sua garra e a sua disposição em busca de um Brasil melhor.
Aqui, como Líder da oposição e Líder do PSDB, V. Exª sustentou, com muita firmeza, com muito brilho e com muita capacidade, uma luta muito difícil, em que os adversários eram praticamente tudo. E V. Exª fez com que a oposição tivesse realmente a grandeza, o respeito e a credibilidade de todos nós.
V. Exª vem de longe, e tenho certeza de que, jovem, longe vai.
Quero agradecer o carinho, a amizade e o respeito que nós tivemos ao longo da história.
Senador.
O Sr. Antonio Aureliano (Bloco Minoria/PSDB - MG) – Grande Senador Pedro Simon, eu quero lembrar, neste momento, a letra escrita por Violeta Parra e cantada por Mercedes Sosa: “Volver a los 17.” E quero dizer que V. Exª decifrou signos, mas decifrou signos através do caminho correto, do caminho do bem fazer, do caminho da ética na vida pública. V. Exª é um exemplo para a juventude brasileira. E quero dizer a todos que a vida pública vale a pena. V. Exª assume esta tribuna neste dia e pode olhar de cabeça erguida para a sua esposa, para os seus filhos e netos, para todo o povo brasileiro e para todo o Senado da República. Senador Pedro Simon, V. Exª é o orgulho deste País. Parabéns por sua trajetória. E quero dizer que o povo brasileiro sempre lhe será grato por tudo o que fez e que fará por este País.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – É impossível ouvir a palavra de V. Exa sem me lembrar do seu pai. Não apenas a aparência física, mas a voz tem a mesma tonalidade, a mesma garra, o mesmo tom de vontade, a mesma firmeza.
Eu era um amigo, um admirador inseparável do Aureliano. Ele foi um grande condutor e um grande responsável pela transição. Nessa transição, ele exerceu um papel da maior importância. Ele era o Vice-Presidente. Era o homem que, como Vice-Presidente, mas como brasileiro, aceitou a tese de que o governo do Figueiredo era o último do regime militar e que devia vir uma democracia. E, desde o primeiro dia dele até o final, ele lutou nesse sentido.
Foi ele o grande fiel para que as coisas acontecessem, mas Aureliano tinha um timbre de voz, uma vocação, um ideal, uma firmeza. Ele via as coisas com convicção. Eu, às vezes, quando a gente conversava, eu pensava: “Ele deve ter razão, se ele está falando assim.”
V. Exa é isso. V. Exa inicia aqui, mas eu não consigo entender Minas Gerais. As coisas são muito engraçadas por lá. V. Exa já devia estar aqui há mais tempo. Há muito mais tempo. Espero que, logo ali adiante, nas próximas eleições, das duas vagas, que uma seja de V. Exa, para honrar a dignidade de Minas Gerais e a dignidade de Aureliano Chaves. Muito obrigado.
O Sr. Jarbas Vasconcelos (Bloco Maioria/PMDB - PE) – V. Exa me permite, Senador?
O Sr. Rodrigo Rollemberg (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Senador.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Jarbas.
O Sr. Jarbas Vasconcelos (Bloco Maioria/PMDB - PE) – Meu caro Senador Pedro Simon, eu imagino que...
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Senador Jarbas, são quarenta e tantos anos de vida juntos, levando mais bordoadas do que vitórias, mas com o mesmo objetivo e com a mesma bandeira.
O Sr. Jarbas Vasconcelos (Bloco Maioria/PMDB - PE) – Eu ia, nobre Senador Pedro Simon, iniciar por aí. Faz mais de quarenta anos que nós nos conhecemos. Fundamos o MDB e, com a extinção do MDB, fundamos o PMDB. As secções regionais do Rio Grande e de Pernambuco foram dirigidas, por muitos anos, por mim e por V. Exa. Não era um modelo, mas era exemplo para a oposição, não só em nível de organização, mas também de coragem cívica, de autenticidade, de coerência, da luta dentro do Partido.
V. Exª sempre teve uma sabedoria dentro do Partido que era incomum – só aqueles que nasceram para liderar. V. Exª nunca se perfilou quando o Partido se dividiu, na década de 70, entre os moderados e os autênticos. Como Presidente do Partido, Ulysses Guimarães reunia, constante, reiterada e periodicamente, alguns presidentes do Partido. E entre os convocados sempre estávamos eu, Jarbas Vasconcelos, e V. Exª, Pedro Simon, presidindo Pernambuco e o Rio Grande. V. Exª não foi Deputado Federal. Eu fui Deputado Federal nas décadas de 70 e 80. V. Exª era deputado estadual. Praticamente nos conhecemos mais amiúde, ficamos mais próximos, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em maio de 1971. Eu havia sido eleito deputado estadual e era Líder da oposição em Pernambuco; e V. Exª era um dos baluartes, um dos destemidos Deputados do Rio Grande. Lá, na Assembleia, houve uma reunião do Partido. Eu fui lá denunciar a morte do jovem estudante Odijas Carvalho de Souza, que havia sido assassinado nas dependências do Dops de Pernambuco. E lá fiz a denúncia, que teve repercussão nacional. Eu escolhi para fazer isso exatamente em Porto Alegre para que pudesse ter repercussão. E, naquela época, a revista Veja publicou. E ali nos conhecemos, estreitamos um relacionamento. Procuramos sempre estreitar esse relacionamento. V. Exª vinha sempre a Brasília, ora convocado pelo Dr. Ulysses, ora por iniciativa própria, vinha sempre para ajudar. Preocupava-lhe muito a divisão do Partido. V. Exª sempre teve um espírito partidário muito claro, muito transparente, muito lúcido. Achava sempre que aquela divisão de autênticos e moderados não era conveniente para o Partido. As dificuldades já eram imensas, e não poderíamos estar criando mais dificuldades ainda. E, quando do episódio da cassação dos Deputados Nadir Rosseti e Amaury Müller, do Rio Grande, denunciados por um dedo-duro da Arena, um Deputado Federal do Rio Grande, que terminaram sendo cassados, aí foi um inferno. Reunimo-nos aqui em Brasília. A direção nacional deu uma nota que não aceitávamos. A nota era fraca, a nota era tímida. A rigor, os autênticos nunca almejaram dirigir o Partido, tomar o Partido. O que os autênticos queriam, naquele momento, era imprimir uma linha mais agressiva ao Partido, uma linha mais respeitada, uma linha mais dura de oposição ao sistema. E V. Exª era um daqueles que concordava com isso. Não concordava, evidentemente, com a divisão. O próprio Dr. Ulysses se tornou uma pessoa mais agressiva exatamente em função, também, dos autênticos, da ajuda que as pessoas autênticas deram a ele dentro do Partido. Pois bem, então, não se chegou a um termo comum, e amanheceu o dia sem que concordássemos com a nota do Partido. E começamos a elaborar uma nova nota. O Dr. Ulysses chamou a mim, Chico Pinto e Freitas Nobre ao seu gabinete. Nós fomos, e, lá, sem tergiversar, eu expus a ele que era impossível. Era impossível. Dos três presentes, eu era o único que era Presidente de Diretório Regional. Nem Chico Pinto nem Freitas Nobre eram presidentes de suas secções. Eu disse a ele que era impraticável, que a nota ia sair. Ele fez uma ponderação para que não cometêssemos um desatino, um ato tresloucado como aquele e disse: “Eu vou chamar o Pedro”. Eu disse: “Que Pedro?”. Ele disse: “O Pedro Simon”. Ele lhe chamava sempre de Pedro. Daí, pela convivência que tive, ao longo dos anos, com Dr. Ulysses, eu também me refiro muito a V. Exª, e deveria me referir sempre, como irmão, mas acho mais carinhoso chamá-lo de Pedro. E, aí, V. Exª chegou aqui, às 11 horas da manhã, e ficou, ali, rodando, pelo Anexo IV, veio aqui na Presidência do Partido, conversou com o Dr. Ulysses e nos encontrou. Chamou essa comissão para conversar – Freitas, Chico e eu –, virou para mim e disse: “Você, que é presidente de diretório, não tem responsabilidade nisso não?”. Eu disse: “Tenho. Tenho muita responsabilidade”. “Vocês estão loucos? Vocês endoidaram de vez, ficaram doidos? O Partido vai dar uma nota e vocês querem dar uma nota, querem agravar mais ainda a situação.” E, por fim, aquela sua atitude, aquela sua coragem cívica de nos chamar a atenção, de cima para baixo, mas de forma amigável, entendemos aquilo e terminamos o dia, às quatro, cinco horas da tarde, permitindo só uma nota. Essa foi uma contribuição que V. Exª deu lá atrás. Estou falando da década de 1970, da época de Lyzâneas Maciel, de Chico Pinto, de Freitas Nobre, de Getúlio Dias, de Marcos Freire, de Fernando Lyra, Paes de Andrade, Marcondes Gadelha e de tantos outros companheiros do Partido. V. Exª sempre foi um exemplo para mim. Eu sempre segui o seu exemplo. Eu me criei em uma família pobre em Pernambuco. Meu pai era de classe média baixa e me ensinou a não roubar. Eu sempre conto uma história: ele me mandou fazer uma feira. Eu tinha 12 anos de idade e ele me mandou ao mercado. Quando eu voltei, ele me parabenizou pelas compras que eu havia feito, com 12 anos, e depois disse: “Eu gostei muito. Você prestou contas, tudo direitinho. Vou apenas lhe dar um conselho: nunca chegue em casa dizendo que achou dinheiro na rua”. Eu achei que aquilo era um chamado para eu não roubar, para não tirar dinheiro de dentro de casa e chegar em casa dizendo que havia achado dinheiro na rua. Ele disse: “Dinheiro não se acha na rua, dinheiro se acha com trabalho, com estudo. Você está estudando, é muito novo”. Aquilo foi uma lição de vida para mim. Outras lições de vida, do bom combate, do companheirismo, da lealdade, da correção, da coragem cívica e física, que muitas vezes V. Exa enfrentou no pelotão da frente, eu devo muito a V. Exa. Foi muito estimulante para mim. Há entre mim e V. Exa – não faz mal nenhum que diga isso em público – uma diferença de 13 anos de idade. V. Exa vai completar 85 anos, eu tenho 72 anos. Essa diferença de idade fazia sentido lá atrás. Agora não faz mais. Hoje, eu sou capaz de ser comparado a uma pessoa com a sua idade. V. Exa não vai se despedir da vida pública. V. Exa vai deixar o mandato no dia 31, quando completa, inclusive, 85 anos, e vai ser convocado permanentemente neste Brasil podre, neste Brasil em que o nosso Partido, o PMDB, cumpre um triste papel de se agarrar e se confundir com o que há de mais podre neste País, que é o Governo e que é o PT. V. Exa é uma pessoa diferenciada. Eu lhe agradeço e vou procurar visitar V. Exª. Lembra-se de quando eu estava em Pernambuco, era Prefeito do Recife? V. Exa me telefonou e disse: “Eu vou aí”. Eu disse: “Fazer o quê?”. “Conversar com você, não posso, não?” Eu disse: “Pode”. Eu esperei, V. Exª chegou à noite lá em casa. Conversamos até de madrugada. V. Exa foi para o hotel e, no outro dia, voltou para Brasília, porque queria conversar comigo, lá no Recife. Então, nós somos de uma geração – eu, V. Exa, Luiz Henrique, o nosso Requião – de pessoas que fizeram a vida dentro do Partido. Nós não enricamos dentro do Partido. Nós não construímos patrimônio dentro do Partido. O meu patrimônio é a mesma coisa, o de V. Exa também, o de Requião eu tenho a mesma certeza, como tenho sobre o de Luiz Henrique. São pessoas que queriam um partido, não um partido puro, porque não existe partido puro, mas um partido honesto, um partido correto, um partido sem ladrões, um partido sem vagabundos, que usam o partido para desmoralizá-lo. V. Exª, Pedro Simon, é uma pessoa que nos guia, é um norte dentro do Senado, é um norte dentro do PMDB. Hoje, esse norte está sendo pouco seguido, muito pouco seguido, mas é um norte para, pelo menos, 5%, 6%, 8%, 10% do Partido, eu acredito. V. Exª é um norte para aqueles que acreditam no Brasil e que têm honestidade. Por isso, para mim, a convivência de 50 anos com V. Exª foi muito proveitosa, muito proveitosa. Não estou deixando o mandato, como V. Exª. Eu indiquei um companheiro de partido para ser candidato a vice-governador em Pernambuco e disputei o mandato de Deputado Federal. Vou para a Câmara, procurar representar o povo de Pernambuco, mas sempre dentro do meu espírito de luta e, sobretudo, dentro daquilo que V. Exª ditou como ético, como correto, como sensato, como direito, para se seguir na vida política. Muito obrigado. (Palmas.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Os senhores me perdoem, mas o Jarbas deu a biografia da vida dele, não da minha. É fantástico seu depoimento, fiquei realmente emocionado.
Jarbas é isto aí. Jarbas era uma linha, tinha uma condução, tinha um pensamento. Assim como ele contou um fato que é verdadeiro, nós estávamos numa hora dramática, em que se falava até em fechar o Congresso Nacional, discutindo por mais duas palavras ou menos duas palavras de duas notas. Pelo amor de Deus! Vamos fazer isso. Fizemos, chegamos a um entendimento, eu com os autênticos. Fui ao Tancredo Neves, de madrugada, acordá-lo – isso ficou célebre no Partido –, com a nota em que o que os autênticos queriam é que se retirasse uma frase, porque aquela frase dava uma conotação de humilhação, de aceitação. E Tancredo falou uma frase que ficou célebre: “Tirar pode, o que não pode é botar”. Tiramos a frase. Na verdade, chegamos ao entendimento e não fomos para uma confrontação.
Esse é o Jarbas. Realmente, jovem; eu e o Ulysses com uma diferença grande, mas ele era menor ainda, e era um homem de ideias e de firmeza, um homem de convicção e um homem de caráter, um homem que realmente tem uma linha reta na sua vida.
Eu tenho um carinho muito grande por ti, Jarbas! Você sabe disso. A nossa identidade, a nossa identificação, nos bons e nos maus momentos, faz com que a gente sinta que a caminhada valeu à pena. E tenho certeza de que tu serás a grande voz na Câmara dos Deputados – a grande voz.
Eu podia contar uma coisa aqui, mas não vou contar. Mas eu teria vontade de contar. Muitas pessoas vieram me procurar por que sabem da minha amizade com Jarbas, pedindo: “Achamos que é hora. Nós podemos fazer de Jarbas o nosso candidato a Presidente da Câmara, para ser eleito”. Fui falar com ele, e ele disse: “Não sou candidato”. O resto eu não posso contar. (Risos.)
O Sr. Cyro Miranda (Bloco Minoria/PSDB - GO) – Senador Pedro Simon.
O Sr. Roberto Requião (Bloco Maioria/PMDB - PR) – Senador Pedro Simon, o Senador Jarbas Vasconcelos, neste momento, vai buscar imagens do nosso passado peemedebista. E isso, companheiro Pedro Simon, remete-me a um velho discurso do nosso Ulysses Guimarães – você deve se lembrar, Jarbas –: “O nosso índio errante vaga, mas por onde quer que ele vá, os ossos dos seus carrega. Carrega-os não para a vindita, mas porque também os mortos vigiam e governam os vivos”. Nós somos esses índios sobreviventes do velho MDB. Do velho MDB, companheiro Pedro Simon, quando Jarbas levava ao Paraná as ideias nacionais, democráticas e populares elaboradas por Arraes, depois do exílio. O PMDB de tantas esperanças, que nos traz recordações neste momento em que o companheiro Pedro, Jarbas Vasconcelos, não faz um discurso de despedida do Senado, faz um discurso de renovação de sua nova militância, quando troca a tribuna do Senado pelos espaços da sociedade civil, pelos espaços da pregação nas escolas, nas universidades, nas praças, nos sindicatos, porque as velhas ideias não podem ser abandonadas.
Eu o chamei por três vezes de “companheiro”, Pedro. E “companheiro” é uma palavra que vem do italiano compagno, com pão. Companheiro são os que, sentados à mesma mesa, repartem o pão, o pão farto e doce dos bons momentos e o pão amargo e difícil dos momentos como são os que estamos atravessando.
Nós vamos continuar juntos, companheiro Pedro Simon. Você vai nos encontrar em suas palestras nas universidades, nos sindicatos e nas praças. Os companheiros que, como eu, entraram no PMDB empolgados com o seu exemplo, lá atrás, e os companheiros que estarão presentes, como Luiz Henrique, Jarbas Vasconcelos, Casildo Maldaner e tantos outros, lembrando do Chico Pinto, da Cristina Tavares, de todos aqueles que nos motivaram na luta pela redemocratização e pela construção de um país de verdade.
Hoje, eu vejo no companheiro Pedro uma boa dose de ceticismo. Mas os céticos se diferenciam dos cínicos. O cínico é quem não acredita em mais nada e o cético não acredita, com uma vontade desesperada de voltar a acreditar e reconstruir, que é o que o Pedro Simon, abandonando a tribuna do Senado, vai fazer na tribuna, ou nas tribunas da sociedade civil brasileira.
Com uma boa dose de ceticismo, Senador Pedro, eu saúdo essa sua reentrada na militância da sociedade civil com uma frase que é uma paráfrase bíblica: Pedro, tu és pedra, e contigo e sobre ti reconstruiremos o velho MDB de guerra!
Seja bem-vindo a esta nova fase da sua militância. Uma militância que nunca foi abandonada, mas que entra com o vigor extraordinário da experiência parlamentar, em um apoio necessário ao restabelecimento do nosso velho MDB e da cura da doença que vive a sociedade política brasileira.
Iremos juntos, companheiro Pedro Simon! (Palmas.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Eu acho que ninguém, aqui neste Congresso, conhece mais o sentimento e a alma do Requião do que eu. Eu acho que estou me especializando em Requião. A nossa convivência, a nossa fraternidade e a franqueza em falarmos livremente as coisas que acontecem fazem com que eu veja o Requião, com a sua língua afiada, dura, que, quando quer cortar, ela corta e machuca, mas, quando quer trabalhar, ela trabalha e executa...
Eu me lembro, e disse ao nosso amigo Sartori – que vai governar o Rio Grande do Sul e que deve falar contigo e deve te levar lá – do trabalho que fizeste com a Brigada, no Paraná. A Brigada, antes de ti, ficava dois dias em uma vila, depois ia para outra, depois ia para outra, porque não podia ficar muito tempo parada senão dava guerra. E você criou o corpo permanente, que fica ali. E, em vez de ser a Brigada a procurar os bandidos, é a Brigada para garantir os bons, para orientar os bons, para dar tranquilidade. E a Brigada, junto com os bons, busca os que não prestam.
Pegou a TV Cultura do Estado, que não tinha audiência, que não valia nada, e deu força a ela, que cresceu e passou a ter um programa semanal. Um programa era local, para discutir os problemas do Paraná. O outro era nacional.
Eu fui convidado para um desses programas nacionais. Todo o seu Estado estava presente: a Polícia, os homens do lixo, os promotores, os juízes, os professores, todo o seu Governo estava ali representado, para que todos tivessem o mesmo pensamento. Não era como normalmente fazem os caras que estão aqui: o grupozinho fechado da Fazenda; o grupozinho fechado da Agricultura. Não! Todos debatiam e discutiam igualmente.
Na outra vez em que eu estive lá, o Requião fazia uma reunião e eu participei dela.
Nessa reunião de que participei, estavam todas as pessoas que direta ou indiretamente tinham responsabilidade no problema do menor. Aquela era a segunda ou terceira de uma série reuniões feitas. Lá estava o bispo, lá estava o delegado de Polícia, lá estava o juiz de menores, lá estavam os representantes de entidades que cuidavam de crianças, e ali discutiram se – ele tinha tomado uma decisão –, com a verba tal, se construía tal empreendimento. “Como é que é? Como é que é?” Ninguém sabia responder. Aí, levantou-se o primeiro: “Mas a Fazenda ainda não deu o dinheiro.” E o Secretário da Fazenda todo encabulado: “Ah, pois é, não sei o quê...” Parecia dizer que não era para valer. Ele lhe deu uma carraspana, não sei o que lá: “Assina agora!” E o cara assinou. Aí passou por aquela secretaria, pela Secretaria de Segurança; passou lá, passou pelo juiz, assinou, e ali se resolveu, naquela manhã, algo que levaria três, quatro anos, o que há um ano já estava na gaveta do secretário. Ele resolveu numa hora só.
Esse é o Requião, um grande nome, um grande líder. Considerando os nomes que eu lembrei – o dele e do Jarbas – que podiam, ao longo do tempo, ter sido nossos candidatos a Presidente da República, nós que, há quatro eleições, não temos candidato. Agora, como nas outras vezes, “na próxima nós teremos” – na próxima.
Obrigado, Requião. Obrigado pelo que tu és, pela amizade, pelas tuas ideias e pela tua firmeza, e até pela tua língua dura – ela pisa, mas ela é necessária.
O Sr. Cyro Miranda (Bloco Minoria/PSDB - GO) – Senador Pedro Simon. Primeiro, eu trago o abraço do Marconi Perillo, seu colega por quatro anos, e de todo o povo goiano. Quis o destino que eu fosse aqui, no Senado, colega de V. Exª por quatro anos. Na minha biografia, isto será uma coisa das mais importantes: convivi com o Senador Pedro Simon como colega, a quem admiro desde, quando Governador, me recebeu no Palácio Piratini. Eu era presidente de uma entidade nacional. Ali começou uma admiração e respeito. Hoje receba os meus agradecimentos por ter convivido esses quatro anos de muito ensinamento para a minha pessoa. Os brasileiros, Senador Pedro Simon, sentirão do homem público muita falta. Um homem honrado, generoso, combativo e, impressionantemente, imparcial. Serão saudades, saudades, saudades, muitas saudades, Senador. E eu termino aqui esta minha fala citando o nosso grande poetinha, Vinícius de Morais, que, em alguns versos dizia: “Existiria a verdade, verdade que ninguém vê, se todos fossem no mundo [Senador Pedro Simon] iguais a você”. Obrigado. (Palmas.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Olha, meu companheiro Senador Cyro Miranda, realmente nos conhecemos, mas a simpatia de V. Exª, o companheirismo de V. Exª, a presença constante de V. Exª correndo por várias comissões, a preocupação com Goiás e a defesa de Goiás fazem de V. Exª alguém de que eu posso dizer que tive muita felicidade em conviver.
O seu sorriso, a sua amizade, a sua fala, as palavras de estímulo são realmente de grande importância e de grande significado. Eu vejo com o maior carinho esse olhar que V. Exª está fazendo agora. Nesse sorriso, V. Exª expressa amizade, afeto, e eu me sinto muito grato. V. Exª é uma das pessoas que vieram ao mundo para ajudar, para acertar, para fazer o bem e para receber o bem.
Muito obrigado a V. Exª.
O Sr. Rodrigo Rollemberg (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Senador Pedro Simon.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Pois não.
O Sr. Rodrigo Rollemberg (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Eu quero cumprimentar V. Exª e dizer, Senador Pedro Simon, que neste momento eu sou tomado por um sentimento de melancolia. Também estou chegando aos dias em que me despedirei desta instituição, mas este meu sentimento é em função da perda que o Senado brasileiro vai ter sem a presença permanente, diária, de V. Exª nesta Casa. V. Exª é o mais jovem de todos os Senadores. Tive a oportunidade de conviver aqui com V. Exª ao longo das manifestações de junho, e talvez ninguém tenha incorporado tão bem aquele sentimento da juventude, aquele sentimento de mudança de uma nova política como V. Exª. Lembro-me do dia em que o Governador Eduardo Campos, ainda candidato, ligou para V. Exª e voltou com os olhos cheios de lágrimas, emocionado com a resposta que V. Exª deu naquele momento, dizendo que seu avô, Miguel Arraes, estaria orgulhoso daquele momento. Lembro-me de muitos momentos de V. Exª, muitas vezes em que eu, silencioso aqui, ouvindo V. Exª, admirava a sua coerência, a sua coragem, admirava a disposição de V. Exª em lutar por um país justo, solidário e generoso. O Senador Requião foi muito feliz ao dizer que V. Exª apenas muda de trincheira. V. Exª vai agora ficar exclusivamente onde sempre esteve: próximo à população, lutando ao lado da sociedade civil. Mas não tenho dúvida, Senador Pedro Simon, de que toda vez que um brasileiro ou uma brasileira entrar neste plenário e lançar os olhos sobre ele, vai pensar: “neste plenário, está faltando ele”. Senador Pedro Simon, quero dizer que V. Exª é uma referência para todos nós. V. Exª faz um bem enorme para o Brasil. Quero ter V. Exª sempre muito perto de Brasília, do Distrito Federal, como um conselheiro, para que o Distrito Federal possa voltar a cumprir a missão para a qual foi planejado pelo saudoso Presidente Juscelino Kubitschek. Todas as vezes que chego perto de V. Exª, sempre ouço palavras de estímulo, palavras que nos animam e nos dão coragem para enfrentar o nosso desafio. Agradeço a Deus a oportunidade de ter convivido com V. Exª aqui no Senado. Muito obrigado. (Palmas.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Em primeiro lugar, meu amigo Senador Rollemberg, alguém pode encarar como despeito, pode pensar que, por eu estar indo embora, por estar indo para casa, vou lhe dizer isto: não invejo a posição de V. Exª pegando esse governo que vai pegar. V. Exª é um herói!
Eu vejo pela nossa secretária lá de casa, um dia sim, outro, não, a gente tem que mandar buscá-la porque não há ônibus.
Não sei como V. Exª vai fazer, agora a culpa é porque não pagam, não é nem quem tem que aumentar as passagens, eles não pagam. E já há alguém dizendo: “Pois é, eu era candidato, se eu ganhasse, eu ia abaixar o preço a R$1,00”. Como eu não sei.
Mas o que a gente sente é um alívio por parte da população com o nome de V. Exª. O Distrito Federal precisava. Afinal, eu tenho a convicção de que, com V. Exª, o Distrito Federal deixará às margens as páginas da polícia para entrar nas páginas do seu desenvolvimento.
Tenho a convicção de que, pelo que V. Exª é, pelo que V. Exª representa, nós haveremos de viver dias melhores. Eu creio que aqui todos os Senadores são seus auxiliares para lhe ajudar a fazer esse trabalho realmente importante, realmente significativo para a nossa querida Brasília.
Eu vejo as coisas que acontecem quando estou ali, por exemplo, se não me engano, em Águas Claras, com edifícios de 30 andares um do lado do outro, eu fui lá especificamente, parei, em um dia de calor, e caminhei, e não se sente um golpe de ar, o ar não circula. Como permitiram construir aquelas coisas? Essas coisas que fizeram de Brasília ser praticamente o paraíso da licenciosidade e das fortunas que surgem da noite por dia. V. Exª tem uma responsabilidade muito grande. Muito grande a responsabilidade de V. Exª. Mas tenho a convicção de que V. Exª está à altura disso e, principalmente, contará com a sociedade toda, porque conheço as pessoas de Brasília, convivendo, aquelas que lutam, aqueles gaúchos e aqueles de todos os Estados que vieram para cá e ficam aqui e são apaixonados por esta cidade, V. Exª haverá de seguir esse caminho.
Tenho a convicção de que isso vai acontecer.
V. Exª lembra muito bem, quando a Senadora Marina não conseguiu fazer o seu partido, eu achei uma grosseria. Formam partidos sem saber como, da noite para o dia, com a maior facilidade, com a maior singeleza, e o da Marina, com os 20 milhões de votos que ela tinha feito, com assinaturas às milhares, como ela tinha tido, não foi registrado. Lá em Canoas, do Deputado Jorge Uequed, pessoa ultrarrequintada, o melhor advogado da cidade, foi rejeitada a assinatura dele, não sabiam quem era.
Quando aconteceu aquilo, o que Marina tinha que fazer? Ela tinha três dias para fazer alguma coisa, porque passava o prazo de registro de um partido para ser candidata, e eu realmente telefonei para ela. Ela tinha oferta de vários lugares e eu achei que a grande saída era se unir ao extraordinário companheiro, que era o Eduardo Arraes.
Eu o conheci pela administração, os oito anos de melhor governador do Brasil, e conheci o seu avô, Miguel Arraes, que foi uma das bandeiras mais emocionantes da vida deste País. Ela concordou de imediato. Falei com o Arraes. Telefonei, pensei que ele estava ali, mas estava em Paris. Ia ficar o fim de semana, e, no dia seguinte, ele estava aqui. Pegou o avião e fizeram o acerto, e fizeram o entendimento. A tragédia foi uma tristeza, porque seriam uma grande dupla e teriam um grande trabalho.
Realmente, V. Exª participou e V. Exª pertence a um partido que eu torço para que dê certo. O Partido Socialista é um partido que tem história, tem biografia no Brasil. É um partido que vem vindo firme ao longo do tempo. Não pode se dobrar. Não pode ir pra lá nem pra cá, mas tem que ter a verticalidade de ser um partido que ele sempre foi. E, a minha opinião, eu se pudesse pensar e tivesse o entendimento de fazer as grandes lideranças desses 33, 34 partidos que estão aí fazer um entendimento, alguns entendimentos lá no Partido Socialista, eu reuniria a esquerda com essas 12 siglas que estão aí, que terminam não representando nada, e seria uma sigla que teria grande representação.
Muito obrigado a V. Exª.
O Sr. Marcelo Crivella (Bloco Apoio Governo/PRB - RJ) – Senador Pedro Simon, o Rio de Janeiro quer-lhe prestar uma homenagem. Senador, permita-me consignar neste momento tão bonito da sua trajetória, um livro que li de V. Exª, chamado Fé e Política, em que V. Exª defendia as virtudes da religião na prática da política, ressaltando que Estado e Igreja estão separados – e devem permanecer separados –, mas que a política precisava, sim, do idealismo, da beleza da vida, pelo idealismo de servir e que se personifica na sua trajetória tão bonita. V. Exª aqui, neste Senado – acompanhei-o durante 12 anos – sempre foi a voz independente, altiva, nunca votou contra o interesse do trabalhador e nunca se conjugou ao lado daqueles que aqui faziam negócios. Vi foto sua, ainda jovem, no meio de uma multidão enorme, defendendo a volta da democracia no nosso País. Sem sombra de dúvida, pouco pode ser acrescentado de tudo o que seus companheiros falaram a seu respeito, e eu não quero ser fastidioso, Senador, para prestar a homenagem que o Rio de Janeiro, através do seu modesto e obscuro representante, lhe presta nesta hora. Seria fastidioso e até desnecessário, o nome de V. Exª já está gravado em letras indeléveis na gratidão nacional, mas me permita dizer – e V. Exª na sua caminhada me inspirou – que eu acho que os cristãos, quando entram na vida pública, pagam o preço. Talvez não alcancem ser aquele pinheiro no alto da colina, mas são exemplos de sacrifício e abnegação, de continuar lutando, às vezes, contra adversidades tão grandes e permanecer. Eu gostaria de um dia poder, assim como V. Exª hoje, ser exemplo dessa luta. V. Exª várias vezes se levantou contra as posições do seu Partido, mas seguiu o ensinamento de Cristo de que o fermento só pode levedar a massa se estiver na massa, e V. Exª sempre foi um levedo, um fermento no meio da massa, tentando mudar uma voz, um João Batista clamando no deserto. V. Exª é o apóstolo da porta estreita, do caminho apertado, tentando iluminar o olhar daqueles que sempre pegam a porta larga e o caminho espaçoso que, lá na frente, vão conduzir à tragédia, vão conduzir aos frutos amargos, mas, às vezes, clamava sabendo que não estava sendo ouvido e não o seria. Quantas vezes V. Exª foi ignorado, desprezado, chamado de desatualizado, mas não deixou de clamar?
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Dom Quixote.
O Sr. Marcelo Crivella (Bloco Apoio Governo/PRB - RJ) – É, bem lembrado, um Dom Quixote, um João Batista no deserto, um homem movido por um ideal mais forte. V. Exª é um Adão que não comeu a fruta, é um Sansão que não cortou o cabelo, é um Pedro que não negou. E eu tenho certeza de que Deus tem planos para a sua vida, Senador. A sua família é a representação mais bonita de tudo que o senhor fez na vida: a árvore que dá bons frutos. Estão aí seus frutos. Parabéns!. Seu exemplo há de brilhar nesta Casa e nunca se apagará. Sempre que se falar de Pedro Simon ou de um dos seus discursos, já ouvi vários, estão gravados na nossa discografia. Quem quiser acessar seus discursos, da morte de Tancredo, dos momentos solenes da República, da morte de Ulysses, em que V. Exª o compara a Camões navegando no mar infinito... Suas palavra jamais se apagarão. E que Deus o conforte na saudade, quando V. Exª assistir, pela televisão, a essa tribuna, quando olhar esta Casa, que Deus, no olhar da sua esposa, possa lhe dar toda a ternura que V. Exª, mesmo nos momentos mais duros dos seus discursos, jamais perdeu em relação ao nosso povo. O senhor sempre foi um servidor desse povo que sempre o honrou desde o seu primeiro mandato e jamais o deixou sem mandato. Mesmo, nós sabemos, sendo difícil competir, na vida pública, diante dos interesses do capital, que financia candidatos que voltam reiteradamente a esta Casa e ao Congresso Nacional para defender interesses que não são os do povo. V. Exª é um exemplo para nós todos, um legionário, um apóstolo, a fé de um mártir. Mais uma vez peço a Deus que, no seio de sua família, o faça cada vez mais feliz e, sempre que sentir saudade, esta Casa estará de braços abertos para receber seus conselhos, para ver a sua figura serena, mas firme, a sua voz sempre altiva a indicar a esta Pátria os horizontes sem fim da esperança. Parabéns, Senador, pela sua trajetória tão linda! (Palmas.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Meu amigo Senador Crivella, nós dois somos políticos de fé. Eu, quando jovem, tinha muitas restrições à Igreja na política. A Igreja Católica que havia lá no Rio Grande era a Liga Eleitoral Católica, onde havia em quem a gente podia votar e em quem a gente não podia votar. Meu maior líder, o homem que inspirou a minha vida como democrata e como cristão, com ideologia de solidariedade foi Alberto Pasqualini, candidato a Governador. No entanto, a Igreja o vetou, proibiu que católicos votassem nele. Eu fui candidato a Deputado, sempre fui muito cristão, muito católico, desde a origem da minha família. Identifiquei-me com a Igreja Católica não por ter sido coroinha, mas por seus princípios. Quando fui candidato a Deputado, a Liga Eleitoral Católica, na minha cidade de Caxias e nas cidades vizinhas, onde eu podia conseguir voto, indicou do meu Partido, o PTB, alguém de lá de Uruguaiana, do lado da fronteira, a mil quilômetros de distância. E eu, Pedro Simon, que era de Caxias, fui indicado para Uruguaiana, lá onde nunca tinham ouvido falar de mim, não sabiam que eu existia. Então, eu tive sempre restrições nesse sentido.
Mas vejo firmeza em V. Exª, nos seus pronunciamentos nesta Casa. Em primeiro lugar, V. Exª fala com autoridade. O seu trabalho com relação aos menores na Bahia é algo que existe, ficou, está frutificando e é exemplo. Aquilo ali é algo que só pode ser imitado, copiado. V. Exª, quando fala, defende ideias, fala do Cristianismo na verdade, mas tem a independência entre a fé e a política. Por isso, eu me identifico muito com V. Exª. Acho que fez uma campanha muito bonita no Rio de Janeiro. Mas o Rio de Janeiro é o Rio de Janeiro. Geralmente, a gente não sabe quem vai ganhar ou quem não vai ganhar. Todavia, V. Exª continuará – tenho certeza – brilhando nesta Casa.
Pois não.
O Sr. Ruben Figueiró (Bloco Minoria/PSDB - MS) – Senador Pedro Simon...
O SR. PRESIDENTE (Paulo Paim. Bloco Apoio Governo/PT - RS) - Senador Pedro Simon, permita-me. V. Exª está há quase três horas na tribuna. Nós queremos continuar ouvindo V. Exª por mais três horas. Eu queria convidá-lo, se achar possível, para o senhor sentar-se aqui e continuar da mesa do Senado. O senhor escolhe. É um convite em homenagem a V. Exª.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – V. Exª está fazendo uma afirmativa e um convite muito importante e muito emocionante. Eu, por mim, aceitaria o convite e iria sentar, mas peço que V. Exª me permita, pois eu prefiro ficar de pé.
O SR. PRESIDENTE (Paulo Paim. Bloco Apoio Governo/PT - RS) – Muito bem. (Palmas.)
O Sr. Ruben Figueiró (Bloco Minoria/PSDB - MS) – Senador Pedro Simon, vozes representativas dos Estados brasileiros já se manifestaram aqui. Permita V. Exª que, desta vez, fale a voz de Mato Grosso do Sul, por mim, neste instante, e, daqui a instantes, pela voz autorizada do Senador Waldemir Moka. V. Exª, Senador Pedro Simon, voltará para os Pampas do seu Rio Grande do Sul, Pampas de tantas tradições legendárias em luta pela liberdade e pela democracia. V. Exª volta para o Rio Grande do Sul com as homenagens da Nação brasileira. Eu, que estou nesta caminhada também, voltarei para os campos da Vacaria do meu Mato Grosso do Sul. Voltarei também honrado, porque tive a oportunidade de conhecer personalidades tão importantes da vida nacional. E, dentre elas, sobressai a figura de V. Exª. Aprendi muito nesses anos, aqui, com a convivência de V. Exª. V. Exª, para mim, como para muitos dos nossos colegas Senadores, constitui e constituirá sempre um fanal a nos orientar em favor de bons propósitos, em favor da nossa democracia e do bem-estar do povo brasileiro. Eu pensei hoje, sinceramente, Senador Pedro Simon, o que eu poderia dizer ao senhor. Não encontrei outras palavras senão aquelas de pensadores franceses, verdadeiras pérolas do pensamento humano. Permita-me V. Exª que aqui relate duas delas. Uma é de La Bruyère, que disse lapidarmente: “Aparecem de tempos em tempos na face da Terra homens raros, descomunais, os quais, por suas virtudes ou qualidades eminentes, projetam vários clarões em meio às sociedades onde vivem”. Saint-Exupéry não fica atrás e diz: “Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sozinhos. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo”. V. Exª, Senador Pedro Simon, representa perfeitamente essas duas pérolas. V. Exª deixa um legado a todos nós, à Nação brasileira, que jamais esquecerá dos seus passos em favor das liberdades e da democracia neste País. Eu espero, como disse o Presidente do meu Partido, o PSDB, que V. Exª tenha vida longa, longa para continuar servindo o seu grande Rio Grande do Sul e servir à Pátria brasileira. V. Exª tem essa mensagem e, se Deus quiser, haverá de cumpri-la. Minhas homenagens.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Meu bravo amigo Senador, foi um carinho muito grande, uma felicidade muito grande conviver com V. Exª, pela sua bondade, pela sua grandeza, pela pureza de suas intenções, pela sua dedicação à causa pública. V. Exª honrou o seu Estado e conquistou aqui grandes e profundas amizades.
Vejo V. Exª e me lembro, primeiro, do meu amigo Tebet, que ocupou a cadeira de V. Exª e que foi para mim uma das pessoas mais corretas e dignas que tivemos nesta Casa. O Tebet representou, no momento em que tivemos condições de escolher alguém para o Ministério, a unanimidade do Partido. Tebet teve um grande desempenho e fez um grande trabalho no Ministério. Ao enfrentarmos uma crise em que o Presidente do Senado, nosso colega, tinha que renunciar, e renunciou, nós tivemos que escolher alguém que unisse todo o Senado, que foi o Tebet.
Esse foi um grande homem, que eu nunca vou esquecer.
Nunca vou esquecer a vergonha que passei. Ele estava abatido, eu sabia que ele estava numa situação dura. De repente, entrei no Senado, e ele estava na tribuna, corado. Ele saiu, levantou, desceu. Eu disse a ele: “Tebet, como tu estás bem! Tu estás vindo de uma estação de águas?” E ele me respondeu: “É, Pedro, eu sempre fico bem quando faço uma transfusão de sangue”. Era uma das penúltimas que ele fez, pois, logo depois, ele veio a falecer.
Olhando para V. Exª e para o querido Moka, eu sinto não estar aqui, mas sinto a alegria e a emoção da Simone aqui, de ver que, ao lado de V. Exªs, estará a Simone. Até na identificação: não é o Simon, mas é a Simone, muito mais competente, muito mais bonita. Quando estive com ela, na sua prefeitura, eu fiquei impressionado. Nos oito anos na prefeitura, ela fez uma obra notável: aquela cidade, Três Lagoas, progrediu, desenvolveu, avançou. Falava-se olhando para o futuro: “Aqui, nós seguimos em direção ao Porto de Santos; aqui, nós seguimos em direção ao norte”. As obras e as indústrias que estavam sendo feitas ali eram qualquer coisa de espetacular. Dali, ela se elegeu Vice-Governadora. Sei da atuação excepcional, de grande profundidade, que ela teve naquele momento. Depois, exatamente depois, ela foi candidata a Vice-governadora. De Vice-Governadora, ela vem para o Senado.
Eu felicito V. Exª, como eu felicito ao Moka, como eu levo o meu abraço ao povo de Mato Grosso do Sul, pelo qual nós gaúchos temos muito carinho, muito afeto. Houve época em que havia até dois Senadores de lá que eram filhos do Rio Grande do Sul.
Eu estava com o Tebet, e fomos assistir a um Congresso Estadual dos Centros de Tradições Gaúchas do Mato Grosso do Sul. Lá estava o Governador, estava todo mundo. E aí eu vi que parecia que eu estava no Rio Grande: todo mundo estava pilchado, de bota, de bombachas, de chimarrão, todo mundo levando desenvolvimento.
Realmente, essa leva de gaúchos que saiu do Rio Grande, de Santa Catarina, do Paraná, que foi embora, está lá, nossa querida Senadora do Amazonas, levando o progresso e o desenvolvimento. Eu vejo com muita alegria, com muita emoção, a participação dos senhores no Estado.
Eu tenho que lembrar, eu estava aqui: quando se criou o Mato Grosso do Sul, foi uma luta, porque não queriam deixar. Mas eles provaram que ali era o desenvolvimento, ali era o progresso. E hoje eu vejo com uma emoção muito grande. Eu hoje digo e repito: ali, naquele centro, naquele coração, estão o futuro do Brasil e o futuro do mundo. O Rio Grande do Sul, que é um continente, que tem o território de um continente, que tem a população de um continente, que tem as maiores reservas de água natural, que tem as maiores reservas de terras agricultáveis, vai ser o grande celeiro do mundo inteiro. É ali, no Estado de V. Exªs, que terá o centro do progresso e o centro do desenvolvimento.
Fico contente com os gaúchos que estão ajudando. E a única coisa que quero selecionar é que nós, meu amigo Paim, vamos ter que fazer com que alguns deles fiquem lá, levando à nossa região de fronteira o progresso que estão levando ao Mato Grosso.
Muito obrigado a V. Exª.
Pois não.
O Sr. Waldemir Moka (Bloco Maioria/PMDB - MS) – Senador Pedro Simon, eu estava dizendo que eu me filiei ao MDB em 1978. Eu nunca tive outro Partido na minha vida, igual a V. Exª. E eu sou de uma geração que, na vida inteira, teve em V. Exª uma referência. Eu convivi com Wilson Barbosa Martins, seu colega ex-Governador, nosso grande líder no Estado. Eu convivi com o Senador Ramez. Aliás, eu cheguei à política com Ramez Tebet. E, por incrível que pareça, depois tive o privilégio de ser professor da sua filha, que hoje é nossa colega, Senadora eleita Simone Tebet. Eu lamento realmente que a Simone não possa conviver com V. Exª, mas ela me pediu que dissesse a V. Exª do seu enorme carinho – não só a Simone, mas a Dona Fairte e os outros filhos do Ramez. O Ramez, que, toda vez que eu chegava aqui, estava sempre conversando com V. Exª, era seu amigo, era seu parceiro. Confesso que eu o conheci mais proximamente através desse extraordinário homem público que é Ramez Tebet. Agora, eu gostaria de dizer a V. Exª que é muito difícil hoje para os filhos e os netos dos políticos, mas eu tenho certeza de que os seus filhos, os seus netos, a sua família tem um orgulho muito grande de V. Exª, porque V. Exa representa o que há de melhor. V. Exa representa exatamente aquilo que é o ideal que o homem público deveria ser. Eu, todas as vezes que vejo V. Exa ou na tribuna ou falando a respeito, eu sentia realmente que nosso Partido, o nosso velho MDB de guerra, como tantas e tantas vezes eu ouvi V. Exa falar e que eu uso também... Eu sou neto de gaúcho, meu avô veio de São Borja e foi parar em Bela Vista, a minha cidade natal, mas todos nós lá do Mato Grosso do Sul – aí eu tenho certeza de que falo em nome de toda a população –, aqueles que estão ouvindo a despedida de V. Exa, certamente todos os brasileiros vão dizer que o Senado perdeu ou deixou de ter o seu número 1, na minha avaliação, aquele que representa a inspiração, a referência, a ética na política. É isso tudo que V. Exa representa. Senador Pedro Simon, eu quero dizer a V. Exa que eu não perderia essa despedida, como disse ontem a V. Exa. Eu estava em uma comissão e tinha que ficar para votar, mas estava com um medo muito grande de não poder chegar aqui a este microfone e dizer do meu carinho e do meu respeito a este extraordinário homem público que o Brasil inteiro reverencia e em quem confia, o grande Senador do Rio Grande do Sul Pedro Simon. Grande abraço, meu velho amigo.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Meu amigo Moka, conheci V. Exa pela Bancada gaúcha federal, que falava e salientava a sua coerência e a sua firmeza na Câmara dos Deputados. E, quando V. Exa foi eleito, eles diziam da importância de V. Exa aqui, na Casa, e que V. Exa daria força ao nosso MDB na luta pela seriedade e pela credibilidade. V. Exa demonstrou isso, demonstrou garra, demonstrou firmeza, demonstrou uma posição pela qual eu tenho o maior respeito e o maior carinho. V. Exa fez bem em lembrar do companheiro Wilson Martins, que também foi nosso colega aqui, nesta Casa. E eu também vi, apesar da sua velhice, a sua firmeza, a sua convicção e a maneira com que ele comandava sem comandar.
Ele dava os passos, ele dava as linhas que fizeram com que, em Mato Grosso, o Partido se transformasse nesse grande Partido que realmente é.
Meu carinho muito grande a V. Exª do fundo do coração!
Pois não, Senador.
O Sr. Paulo Bauer (Bloco Minoria/PSDB - SC) – Senador Pedro Simon, eu apenas peço a palavra para transmitir a V. Exª meus cumprimentos pelo brilhante trabalho que realizou ao longo da sua vida pública, especialmente ao longo dos mandatos que exerceu aqui, no Senado Federal. Quero, em nome dos catarinenses, que represento nesta Casa, dizer que, sem dúvida nenhuma, se não fosse mais possível V. Exª atuar em outra atividade, V. Exª poderia ser um professor de Senador. Com certeza, esse título lhe caberia muito bem pelo que V. Exª já ensinou, pelo que V. Exª já demonstrou de capacidade, de conhecimento, de espírito público no exercício dos mandatos aqui desenvolvidos. Eu mesmo, quando cheguei aqui há quatro anos, em nome dos catarinenses, pude conviver mais proximamente com V. Exª e pude recolher muitos ensinamentos das suas manifestações, da sua posição, da sua coerência. Quero agradecer por essa oportunidade e quero felicitá-lo e desejar-lhe muita saúde e muito sucesso. Que Deus permita que, por muito tempo, o senhor possa contribuir com o seu Rio Grande do Sul, com o nosso Brasil, não se esquecendo, naturalmente, de Santa Catarina, Estado vizinho do seu, onde V. Exª tem muitos admiradores, muitos que o aplaudem e muitos que reverenciam suas manifestações, seus posicionamentos. Sempre que puder, já que no ano que vem começa um novo mandato de muitos novos Senadores, venha aqui para dar algumas aulas de como ser um grande Senador. V. Exª, com certeza, será muito ouvido e também aplaudido por todos. Muito obrigado.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Meu querido Senador Bauer, eu agradeço a sua gentileza e felicito V. Exª. Os entendimentos que V. Exª, o seu Partido e o meu Partido fizeram em Santa Catarina fazem esse crescimento espetacular, essa posição de relevo que Santa Catarina tem, que vai até ao exagero. Os cariocas não estão aceitando que eles têm três times na primeira divisão e que Santa Catarina tem quatro times. A gente está satisfeito. O Luiz Henrique espalha para a boca do mundo que a fábrica mais moderna de automóvel vai ser construída em Santa Catarina.
E a única representação do Ballet Bolshoi no mundo inteiro está em sua terra, Joinville.
Realmente, é impressionante o crescimento de V. Exªs naquela terra. Lá, com o Luiz Henrique e, agora, com o novo Governador, com esse entendimento que vocês fizeram, com essa integridade que vocês fizeram, é impressionante o progresso, o desenvolvimento e o avanço de Santa Catarina!
Durante muito tempo, nós, do Rio Grande, olhávamos para Santa Catarina como nosso filho mais velho e, hoje, estamos sentindo uma dificuldade muito grande, porque Santa Catarina, realmente, progrediu, avançou, desenvolveu, e V. Exª é um exemplo disso tudo, pelo que nós temos o maior orgulho e a maior simpatia.
Muito obrigado.
O Sr. Antonio Carlos Valadares (Bloco Apoio Governo/PSB - SE) – Senador Pedro Simon, peço licença a V. Exª para fazer uma breve, mas sincera homenagem ao trabalho atuante e profícuo que realizou durante todo esse período no Senado Federal. Eu cheguei aqui em 1995 e já encontrei V. Exª, que era uma figura, como hoje, respeitada e querida pelo Senado Federal, por uma atuação marcante, corajosa, voltada para os interesses não só do Rio Grande do Sul, como também do Brasil inteiro, atestada através da sua presença sempre constante nas comissões e na tribuna, em momentos decisivos deste Senado e da nossa Nação. A sua palavra, a sua opinião, as suas ideias sempre foram importantes neste Senado, no instante em que V. Exª proferia a sua opinião e dizia o que de errado estava acontecendo neste País e aqui mesmo, no Senado, apresentando sugestões que pudessem melhorar o funcionamento da Casa e aperfeiçoar o sistema político do nosso País. V. Exª lutou pela liberdade e pela democracia quando o Brasil mais precisava. E, aqui, no Senado Federal – tenha certeza V. Exª –, a sua falta vai ser grande. Eu me recordo, para terminar, de que fui autor de uma matéria que, hoje em dia, está sendo muito utilizada na legislação brasileira e que é referente à lavagem de dinheiro. V. Exª, entre tantas proposições de que foi Relator, deu parecer a essa matéria, que terminou se tornando lei. A Presidência da República a fez entrar em vigência, publicando-a no Diário Oficial, fazendo com que a Polícia Federal, o Ministério Público e o próprio Judiciário pudessem ter a base e os fundamentos jurídicos necessários para o combate à criminalidade. V. Exª deu essa contribuição. Por isso, a minha admiração, o meu respeito e, desde já, o desejo de que, no retorno ao Rio Grande do Sul, ou mesmo ficando aqui algum tempo, ao lado de sua família, V. Exª possa usufruir do descanso merecido do ponto de vista físico. Mas, politicamente falando, sei que V. Exª tem ainda muito serviço a prestar à nossa Nação. Muito obrigado.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Senador Valadares, nós nos conhecemos de longa data. Eu me lembro daquela célebre eleição, depois do Plano Cruzado, quando o MDB ganhou as eleições em todo o Brasil, menos em Sergipe, de V. Exª. Aí eu perguntava: “Mas quem é esse homem? Como ele consegue ganhar de nós todos, se ele é uma pessoa que não é do nosso Partido?” A resposta foi a seguinte: “Ele pode não ser do nosso Partido, mas ele tem as nossas ideias, ele tem o nosso pensamento, ele é um homem realmente de grandes condições e merecia ganhar.” Vejo que, realmente, o tempo passou, e V. Exa veio para o nosso lado, até foi mais para a esquerda, mas veio sendo sempre um grande Senador, um grande líder. Mas, naquele momento, como V. Exª há de se lembrar, era o Brasil inteiro de uma cor, e V. Exª, sozinho, representou-o com grande dignidade e com grande brilho. E, hoje, está aqui, da mesma maneira. Muito obrigado, meu querido Senador Valadares.
Ouço a Senadora Lúcia.
A Sra Lídice da Mata (Bloco Apoio Governo/PSB - BA) – Senador Pedro Simon, a Senadora Lídice da Mata lhe pede um aparte.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Logo depois, eu lhe concedo o aparte.
A Srª Lúcia Vânia (Bloco Minoria/PSDB - GO) – Senador Pedro Simon, eu gostaria de saudá-lo com uma das frases mais bonitas de um dos seus discursos nesta Casa. Hoje, quero dizer a V. Exª que temos uma inveja cristã da sua trajetória, uma trajetória ética, uma trajetória de um Parlamentar aplicado nas ações parlamentares, uma história de um Parlamentar corajoso que diz a verdade doa a quem doer, uma trajetória que mostra a todos nós políticos que é possível ser político associando todas essas qualidades. Portanto, V. Exª é referência nesta Casa. V. Exª é referência para essa juventude que descrê tanto da atividade política. V. Exª é exemplo. E nos orgulha dizer que V. Exª faz com que nos sintamos bem ao falar que somos políticos, embora hoje a sociedade brasileira rejeite os políticos. Mas V. Exª é, sem dúvida alguma, a referência que podemos ter e na qual podemos nos espelhar. Portanto, receba o meu carinho, receba os meus cumprimentos. E que essa inveja cristã que V. Exª desperta seja também um ânimo para a sociedade brasileira se reerguer e acreditar que a democracia é o melhor caminho para conseguirmos mudar este País! Meus parabéns!
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Minha querida amiga, Senadora, quero dizer a V. Exª que tive sempre grande admiração por V. Exª. O seu trabalho, a sua luta como Senadora da República e sua reeleição fazem com que reconheçamos que V. Exª, no PSDB, representa uma bandeira muito importante naquele grupo que, pelas ideias, pelo pensamento, pela defesa da democracia, busca realmente a consolidação do nosso País. É uma alegria e um orgulho ver V. Exª sempre firme, com a mesma independência, com o mesmo respeito, com as mesmas ideias, com a mesma bandeira. Tenho um carinho muito grande por V. Exª, minha querida Senadora. Levo de V. Exª um afeto realmente muito profundo. Obrigado.
O Sr. Eduardo Amorim (Bloco União e Força/PSC - SE) – Senador Pedro Simon...
A Srª Vanessa Grazziotin (Bloco Apoio Governo/PCdoB - AM) – Senador Pedro Simon, peço para me inscrever.
A Srª Lídice da Mata (Bloco Apoio Governo/PSB - BA) – A Senadora Lídice da Mata está inscrita. Peço perdão aos companheiros.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Ouço a Senadora Lídice.
A Srª Lídice da Mata (Bloco Apoio Governo/PSB - BA) – Senador Pedro Simon, tenho uma convivência com V. Exª, praticamente nesses quatro anos de Senadora, mais proximamente do ponto de vista físico, mas não vem dessas datas a minha admiração pela figura política que V. Exª é. Nos tempos de estudante, do movimento estudantil na Bahia, ou mesmo depois, quando da organização da juventude do MDB e, posteriormente, quando da organização do movimento de mulheres do MDB, quando da formação de todos esses movimentos existentes naquele que era o único Partido da oposição contra a ditadura no Brasil, V. Exª sempre foi referência para esses movimentos internamente quanto ao que significava um mandato em defesa do movimento popular no Brasil e quanto ao que significava no PMDB um parlamentar em defesa de um partido que se democratizava e que era organizado para representar essa pujança de busca da liberdade que o nosso povo tinha. Um Parlamentar saindo da ditadura militar e conquistando a democracia, V. Exª, imediatamente, reorientou o seu posicionamento político para consolidar esse momento de conquista democrática pelo qual o nosso País passava. E foi o líder do grande Presidente Itamar Franco, de Minas Gerais, naquele momento importante de transição que o nosso País viveu. Foi um líder, como sempre. Com a mesma coragem que teve para fazer oposição, com a mesma intrepidez que teve para enfrentar a ditadura militar, V. Exª foi governo, defendeu um governo em que V. Exª acreditava e em que o Brasil acreditou, capaz de consolidar a nossa democracia e de, com honestidade, conduzir o Brasil para o nosso momento de hoje, com a estabilidade da moeda. Portanto, V. Exª conseguiu sintetizar – e muitos são os companheiros que saem neste momento do Senado, e nós lamentamos a saída de todos eles – uma fase da história política brasileira. V. Exª sintetiza isso na sua ação parlamentar.
Então, V. Exª não será apenas um espaço vazio neste Senado. V. Exª leva consigo uma parte significativa da história democrática do Brasil. É uma pena, mas eu tenho certeza de que, mesmo fora do Senado Federal, V. Exª continuará com a sua militância, inspirando o Congresso Nacional na direção de representar o povo brasileiro, mesmo frente a essas novas dificuldades que a Nação brasileira enfrenta.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Querida Senadora Lídice da Mata, é com muito carinho que escuto a manifestação de V. Exª.
V. Exª, lá na Prefeitura de Salvador, com muita garra, com muita competência, teve uma vitória histórica e vem desempenhando um papel significativo dentro deste Parlamento.
V. Exª, Senadora Lídice, tem história e tem biografia. Nós sempre lembramos a sua ação e a sua presença no mundo das mulheres, na luta pela redemocratização, no trabalho para que a política fosse adiante pela ética e pela moral.
V. Exª está nessa campanha há longo tempo e, lá na Bahia, representa uma voz, um pensamento e uma bandeira que tenho a convicção que representam o que nós temos de melhor.
Quando V. Exª lembra o Presidente Itamar Franco e a nossa passagem como Líder de S. Exª, eu aproveito para lembrar aqui as teses que defendi e que debati, no sentido de que seria muito possível e muito importante que a Presidente, depois de uma eleição tão justa, quando a diferença foi de 1% para cá ou 1% para lá, pudesse fazer o entendimento, pudesse chamar os Presidentes de todos os Partidos e, dentro dessa reunião com os Presidentes de todos os Partidos, fazer um chamamento para estabelecer a linha, a bandeira, a orientação que deveria seguir, em vez de vermos o que estamos, infelizmente, vendo hoje: um partido tal buscando um ministério tal; um partido tal buscando os cargos tais. É o loteamento do Governo. Em uma hora como esta, o loteamento do Governo.
Em vez disso, se a Presidente tivesse se reunido com todos, estabelecido uma pauta, estabelecido uma determinação, estabelecido uma proposta, daria uma orientação para que tudo seguisse.
Se com o Itamar deu certo! Ele reuniu os Presidentes de todos os Partidos. Ele que não tinha nada atrás dele. Tinha atrás dele o Collor, que havia sido eleito Presidente da República e havia sido cassado. Ele não tinha nenhuma representação no Parlamento.
Fez isso. Chamou e, em cima disso, fez o Plano Real; e o Plano Real foi aprovado. O Plano Real, até hoje, é a razão de ser da sustentação da economia brasileira.
Por que não se faz isso? Por que, nesse momento, não se repete isso? Por que a Presidente da República tem até mágoa do próprio Partido? Não consulta nem o Partido dela! Nem o PT, nem os outros partidos. Por que não faz esse grande entendimento que ela tinha que fazer? Chama o PSDB, chama todos os Partidos aqui.
Esse que é um campo que precisamos discutir. Nós estamos vivendo uma hora trágica. A Petrobras está sendo processada, inclusive lá, nos Estados Unidos. Nós estamos vivendo uma hora dramática, independentemente do resultado da eleição. Eleição é eleição, a Presidência é a Presidência, o Governo é o Governo, mas vamos nos reunir aqui para debater o Brasil, o futuro do Brasil.
Tenho certeza de que o Líder do PSDB compareceria. Tenho certeza de que todos os Líderes compareceriam. E nós teríamos um movimento, nós teríamos uma bandeira, nós teríamos uma orientação, e não o que está acontecendo, em que, de um lado, o Ministro que era encarregado da ética se demite; e, de outro lado, o Procurador-Geral da República faz uma série de denúncias, e a Presidente da República está contestando o Procurador-Geral da República. Com quem está a razão, com o Procurador ou com a Presidente da República?
É lamentável! Nós estamos assistindo a um Governo que não consegue acabar, e outro que não consegue começar. Ainda seria tempo, apesar de ela já ter nomeado, ainda seria tempo de reunir os partidos, deliberar.
Nesse momento, nessa hora, nessa situação, o que vamos fazer para conduzir o Brasil daqui para diante?
Fez bem V. Exª aqui, Senadora Lídice da Mata, lembrar o que foi feito naquela oportunidade, porque lá foi feito, deu certo, foi positivo, e estamos até hoje vivendo a consequência daquilo. E, lamentavelmente, a nossa Presidenta, na vaidade de ser ela a autora, não faz o chamamento que deveria fazer a toda a Nação.
Querida Vanessa.
A Srª Vanessa Grazziotin (Bloco Apoio Governo/PCdoB - AM) – Obrigada, Senador Pedro Simon.
O SR. PRESIDENTE (Paulo Paim. Bloco Apoio Governo/PT - RS) – Eu só quero fazer um registro, Senadora Vanessa.
A Srª Vanessa Grazziotin (Bloco Apoio Governo/PCdoB - AM) – Pois não.
O SR. PRESIDENTE (Paulo Paim. Bloco Apoio Governo/PT - RS) – Registro a presença, aqui conosco, do Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal.
Seja bem-vindo, Ministro, que veio aqui assistir ao seu pronunciamento.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Eu agradeço muito, Sr. Presidente, com muito carinho e com muita alegria a presença do Sr. Ministro, que me honra com a sua presença neste momento
A Srª Vanessa Grazziotin (Bloco Apoio Governo/PCdoB - AM) – Senador Pedro Simon, tenho certeza de que, assim como o Ministro Fux, muitos brasileiros e brasileiras gostariam de estar aqui, neste momento, aparteando V. Exª. Eu quero dizer o tamanho da minha alegria, alegria maior ainda de ter podido conviver com V. Exª nesses últimos anos.
Senador Pedro Simon, eu me lembro de V. Exª em muitas passagens. V. Exª escolheu o dia de hoje. V. Exª, neste ano de 2014, completa 60 anos de vida pública e escolheu o dia de hoje, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, que completa 66 anos somente. O senhor, Senador Pedro Simon, como muitos que me antecederam já disseram, deixa um legado muito importante, porque não é somente o legado das palavras, o legado do bom pronunciamento, o legado do belo discurso. V. Exª deixa o legado maior, que é do exemplo de vida, Senador Pedro Simon. Eu me lembro de V. Exª, quando chegou à cidade de Manaus para o velório do Senador Jefferson Peres. Sentou-se ao lado do caixão e dali só saiu com o cortejo para o Cemitério São João Batista. E eu me lembro também do carinho com que o senhor recebeu neste plenário o nosso querido poeta amazonense Thiago de Mello. Eu não tenho nem palavras para homenageá-lo, para falar da sua correção, para falar da sua importância, Senador Pedro Simon, no cenário político brasileiro. Então, eu escolhi aqui ler – e vou fazê-lo rapidamente – uma estrofe. Estou aqui com a Declaração dos Direitos Humanos, mas eu quero ler apenas uma estrofe de um dos poemas que considero mais belos: Os Estatutos do Homem, de Thiago de Mello, que escreveu no Chile assim que iniciou seu exílio. O art. 3º diz o seguinte: “Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra e que as janelas devem permanecer o dia inteiro abertas para o verde, onde cresce a esperança.” Não importa que discurso faça o senhor, mas, ao final de cada um deles, existe a mensagem da esperança. Parabéns, Senador Pedro Simon! Muito obrigada pelo direito à convivência que tive com V. Exª.
O Sr. Eduardo Amorim (Bloco União e Força/PSC - SE) – Senador Pedro Simon, Senador Eduardo Amorim.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Já respondo.
Minha querida Vanessa, eu agradeço do fundo do coração o carinho de V. Exª.
V. Exª me lembra o Jefferson Peres. O Jefferson Peres foi um homem notável, foi um homem que emocionou esta Casa pela sua dignidade e pela sua correção. Quando aconteceram os casos de gravidade no governo Lula, o Jefferson Peres e eu pedimos ao Presidente da República que demitisse aquele que estava aparecendo na televisão.
Não demitiu. Pedimos uma CPI. Não deixaram criar a CPI. Aí, o Jefferson Peres e eu fomos ao Supremo, a CPI saiu e o mensalão aconteceu. O Jefferson Peres é homem de uma dignidade fantástica.
Não posso esquecer, minha querida Vanessa, quando, em uma sessão de debates, em meio às discussões, o orador teria feito alguma referência a ele, dizendo assim: “Eu poderia, se quisesse, nomear para o Senado a funcionária tal do meu gabinete.” Foram dizer isso ao Jefferson, cuja esposa trabalhava no gabinete dele. E todo mundo disse: “Você tem que responder, você tem que responder.” “Eu não vou responder. Não vejo nada demais”. “Tem que responder, tem que responder”. “Eu não vou responder. Não há nada demais”. Insistiram tanto que ele respondeu. A galeria estava cheia, com a televisão, com as máquinas. Ele entra, sobe à tribuna e diz: “Eu não vi nada, mas, como todo mundo insiste que eu tenho que falar, eu vou falar. A minha mulher trabalha no meu gabinete. Ela trabalha no meu gabinete porque eu sou uma pessoa muito antipática, muito ranzinza. Eu não sei agradar as pessoas, e ela é de uma simpatia total. O pessoal vem do Amazonas, lá daquele fim do mundo, e quer ser bem recebido, quer ser bem tratado. Ela faz isso tudo. Ela trabalha no meu gabinete e entra a noite. Só tem uma coisa: ela não é empregada nem do meu gabinete, nem do governo do Estado, nem do Governo Federal, nem de coisa nenhuma. Ela não é empregada de ninguém.”
Falou dois minutos e meio. Quando os caras se preparavam para filmar, ele já havia terminado o discurso. Disse tudo o que tinha a dizer com uma síntese que eu disse para ele: “Você não calcula a inveja que tenho de você, dessa tua competência e dessa tua capacidade.”
Meu nobre Líder.
O Sr. Aloysio Nunes Ferreira (Bloco Minoria/PSDB - SP) – Meu caro amigo, Senador Pedro Simon, eu queria dizer a V. Exª que, quando cheguei aqui ao Senado, quatro anos atrás, eleito por São Paulo, eu vim fascinado pela ideia de ser seu colega, de conviver com V. Exª, aqui, cotidianamente, no Senado, porque eu tenho por V. Exª uma admiração irrestrita e que vem de muito tempo. Eu acompanho a sua trajetória brilhante, meu caro Senador Pedro Simon. Eu acompanho a sua luta no Rio Grande do Sul, a sua luta ainda nas fileiras do trabalhismo, a sua presença corajosa no túmulo de Getúlio Vargas, ao lado de Oswaldo Aranha, de Tancredo Neves, de João Goulart. Tive notícias, no exílio, da sua presença no sepultamento do Presidente João Goulart, notícias da sua atuação na fundação do MDB, da sua presença extraordinária para dar forma à acessão do MDB, que era a mais avançada do nosso País, a mais combativa, aquela que tinha a visão mais larga sobre o futuro da democracia e o futuro do nosso povo na democracia. A juventude do MDB do Rio Grande do Sul exerceu uma enorme influência sobre a juventude do País, e havia também, na orientação da juventude do MDB do Rio Grande do Sul, a sua mão, a sua presença, a reminiscência dos seus tempos de jovem militante no movimento estudantil. A juventude do MDB do Rio Grande do Sul contribuiu para atrair para a luta democrática muitos jovens da minha geração que tinham enveredado pela luta armada e que voltaram à luta democrática, muito seguindo a influência da acessão da juventude do MDB do Rio Grande do Sul. O seu discurso hoje, meu caro Senador Pedro Simon, foi Pedro Simon inteiro. Inteiro! Típico do Pedro Simon. Começa com uma nota literária, uma nota sensível, uma nota poética de reminiscências, em que o senhor vai para trás, vai para frente no caminho da memória. Vai do movimento estudantil para o governo Itamar Franco; sobe as escadas dos palácios que o senhor frequentou; fala do Rio Grande do Sul no seu governo, um governo extraordinariamente austero, realizador, um governo que enfrentou o Rio Grande do Sul numa crise profunda e o entregou inteiro ao seu sucessor; fala da sua presença aqui como Líder do governo Itamar Franco, na aprovação do Plano Real; e, ao mesmo tempo em que o senhor se lembra desses episódios todos, coordenando-o num todo coerente, numa vida dedicada à luta democrática ao Rio Grande do Sul e ao Brasil, o senhor envereda também pela polêmica, com suas frases cáusticas, com sua gesticulação inimitável, abundante, com a exibição não exibicionista, mas com a demonstração de profundo conhecimento de Economia, de Ciência Política, de Relações Internacionais, de Direito.
O senhor pontua o seu discurso com observações, com frases, com proposições que ilustram uma vasta cultura, um enorme preparo. Isso tudo dito com simplicidade, sem nenhum desejo de aparecer. Esse é o Pedro Simon. Pedro Simon que tem a minha estima para sempre. Eu não terei saudades, meu caro Pedro, porque sei que o senhor continuará o seu caminho. Na fase inicial do seu discurso, o senhor se refere à semeadura. Eu não posso deixar de me lembrar da parábola do semeador: “Eis que o semeador saiu para semear”. O semeador tem que sair, ele tem que andar. O semeador não fica no mesmo lugar. Esse é Pedro Simon. Pedro Simon que anda, que se movimenta, que vai para frente, vai para trás, que, às vezes, semeia no terreno inóspito, como semeou, por exemplo, quando quis instalar aqui a CPI das Empreiteiras, mas semeou, sobretudo, no terreno fértil da consciência do povo brasileiro, abrindo, ao lado de Tancredo, ao lado de Ulysses Guimarães, ao lado de Luiz Henrique, nosso companheiro aqui, um futuro de democracia e de liberdade do nosso povo. Pedro Simon, a sua presença no Senado da República é uma das páginas mais gloriosas desta instituição. E o senhor ficará aqui para sempre, na nossa memória e na memória da instituição. Muito obrigado.
O Sr. Paulo Paim (Bloco Apoio Governo/PT - RS) – Senador Simon, na sequência.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Meu amigo Aloysio, o carinho que tenho por V. Exª, a admiração que tive ao longo de todo esse período por V. Exª, V. Exª é um homem completo. Na hora de lutar, lutou. Lutou na luta, lutou na guerrilha, foi para o exterior, esteve lá, voltou, se integrou, e hoje representa um papel realmente extraordinário.
V. Exª, dentro do PSDB, teve e tem um papel muito importante. O exagero de líderes e a falta de entendimento fizeram com que a presença de V. Exª fosse necessária. V. Exª é um homem que tem todos os instrumentos da capacidade, da cultura, do conhecimento, da ética, da dignidade, da firmeza e da convicção. V. Exª como vice do Aécio para ele poder entrar em São Paulo é um exemplo. V. Exª, que, na época, fez a maior votação na história do Brasil como Senador em São Paulo, agora o Aécio ganhou com uma vitória espetacular em São Paulo, o que ele não conseguiu nas Minas Gerais, porque lá não tem um Aloysio Nunes como teve na cidade de São Paulo.
O seu nome na Vice-Presidência garantiu o apoio e o estímulo. Esse é o nome de V. Exª, que representa aqui o que tem de melhor e o que tem de mais digno. É recíproco o amigo, o amor, o afeto e o respeito que eu tenho por V. Exª.
O Sr. Eduardo Amorim (Bloco União e Força/PSC - SE) – Senador Pedro Simon, nós políticos, de uma geração diferente da sua, sempre buscamos, temos que buscar, as nossas referências, e V. Exª, com toda a certeza, saiba que é e sempre será também para outras gerações uma grande referência. V. Exª nos ensinou e continua nos ensinando: desistir nunca. Não devemos desistir nunca de um Brasil melhor, de um Brasil mais cidadão, de um Brasil que, realmente, materialize a esperança de muitos. Então, saiba que, na minha formação política, V. Exª ajudou e continua ajudando, mesmo não tendo sempre essa presença física, o contato direto de todas as horas, mas V. Exª é um daqueles líderes que influencia e continuará influenciando muitas e muitas gerações. Com certeza, motivo de muito orgulho, não só para a sua família, mas para todos nós, mostrando que a política é, sim, o único instrumento de transformação, de justiça social que temos. É através de pessoas boas entrando na política e fazendo o que devem fazer, lutando e defendendo princípios e valores sempre, nunca abrindo mão deles por prior que seja a situação, que vamos melhorar e transformar verdadeiramente este País. Pode ter certeza de que V. Exª cumpriu sua missão como um bom soldado, um bom guerreiro, e continuará cumprindo, por meio dos bons exemplos. Abrir mão de princípios nunca.
(Soa a campainha.)
O Sr. Eduardo Amorim (Bloco União e Força/PSC - SE) – Nunca. É assim, Senador Pedro Simon, que eu particularmente procuro buscar o seu exemplo, e não só eu, mas milhares e milhares de políticos e de gerações de brasileiros. O orgulho que temos de estar aqui com V. Exª, e não só nós, mas aqueles que não têm nenhum contato, como o privilégio que nós temos de estar aqui nesse convívio, com certeza continuará por gerações e gerações. E volto a dizer como é bom, porque poucos brasileiros conseguiram o que V. Exª conseguiu, cumprir sua missão muito bem cumprida e tendo o reconhecimento não só dos que estão aqui presenciando este momento, mas, com certeza, de milhões e milhões de brasileiros, não apenas gaúchos, mas de milhões e milhões de brasileiros que estão lá fora. Este País tem jeito. O jeito quem dá somos nós, com nossas atitudes e com a manutenção, sempre, dos princípios. Muito obrigado, Senador Pedro Simon, pelos ensinamentos.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Senador Eduardo Amorim, eu agradeço profundamente a V. Exª, com muito carinho, com muito afeto e com muito respeito pelo que disse. Muito obrigado.
O Sr. Eunício Oliveira (Bloco Maioria/PMDB - CE) – Senador Pedro Simon...
O Sr. Ricardo Ferraço (Bloco Maioria/PMDB - ES) – Senador Pedro Simon...
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – É o Líder, não é?
O Sr. Eunício Oliveira (Bloco Maioria/PMDB - CE) – Senador Simon, o Senado Federal está hoje se despedindo de um dos homens públicos vivos mais importantes e respeitados no Brasil. Como militante do PMDB há cerca de 40 anos, aprendi a ver o nosso então 1º Vice-Presidente e depois Secretário-Geral da Executiva Nacional do MDB, Pedro Simon, ao lado de homens como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Paes de Andrade e tantos outros. Entre dezenas de companheiros nossos, Pedro Simon foi sempre o orgulho do MDB e o orgulho do PMDB e da política brasileira. Tenho o orgulho de dizer que as trajetórias de resistência e compromisso cívico desse nosso PMDB, antigo MDB, e um dos seus mais importantes nomes, como o do Senador Pedro Simon, permitiram aos brasileiros usufruir, hoje, desta democracia intensa e inédita na história política do nosso País, traçada por V. Exª, no seu Rio Grande do Sul, espalhando-se por todo o Brasil. Ainda muito jovem, Senador Pedro Simon, nos meus 40 anos de militância, sempre tive V. Exª como referência. Sempre tive V. Exª como homem que dignificava e dignifica a vida política brasileira. Então, o Senado da República se despede de V. Exª nesta tarde, nas quase cinco horas em que V. Exª está na tribuna sendo aparteado por todos os seus companheiros. O Brasil perde neste momento, pela sua saída desta Casa, um grande Senador, mas tenho a convicção de que esse grande brasileiro vai continuar na militância partidária, na militância daquilo em que acredita. V. Exª, que é devoto, como eu, de São Francisco, vai continuar sua luta, andando pelo Brasil inteiro, dando o exemplo do que significa ser um verdadeiro homem público deste País. Então, meus parabéns e a minha saudade, nesta Casa, do comportamento de V. Exª.
O SR. PEDRO SIIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Eu agradeço, nobre Líder, a manifestação de V. Exª. Agradeço a importância e o significado da presença e da ação de V. Exª, que, como Líder do PMDB, exerce hoje uma função muito importante.
Eu, que estou saindo, atrevo-me a dizer a V. Exª o que disse o nosso Vice-Presidente em exercício, e como seria importante nesta hora se nós pudéssemos, junto com o Governo, tentar buscar uma fórmula, como Itamar fez quando Presidente da República, no meio daquela confusão do impeachment, quando não sabia para onde ir, o que iria ou não acontecer. Antes, tinha havido a CPI dos Anões do Orçamento, com uma série de cassações. E o que aconteceu? Ele reuniu os presidentes de todos os partidos. De todos. Lá estavam Ulysses, Arraes, Brizola, Lula, todos para fazer um entendimento.
Ele disse que nós éramos oposição. Cada um tinha sua posição, seu partido, mas que deveríamos nos unir em torno de um projeto, tendo em vista a hora que estávamos vivendo. Estávamos em uma transição, ele era o Presidente, mas não representava o povo. O povo votou no Collor. O Congresso cassou o Collor e o colocou ali. Ele estava ali porque o Congresso o colocou ali. Então, deveríamos nos reunir para fazer um entendimento. E conseguiu vencer. Fruto daquela reunião, daquele entendimento, reuniu os Partidos e veio o Plano Real.
Agora era hora disso. Em vez de a Presidência hoje deixar de fora o PT, e o PT ficar magoado e não falar com ela, e o PMDB ficar de fora, magoado porque ela não fala, em vez disso, deveria reunir todos e fazer isso. Eu acho que a Presidência tem que fazer isso. Eu falo do fundo do coração: V. Exª, como Líder, e o companheiro Michel podem fazer com que o nosso Partido – tenho certeza – mostre para ela o momento que nós estamos vivendo.
Manchetes de jornais divulgaram ontem o Procurador-Geral da República dizendo uma série de coisas, pedindo a demissão de toda a Diretoria da Petrobras. Hoje, a Presidenta contesta o Procurador. É difícil! Nós estamos trilhando um caminho tortuoso, que não é bom para ninguém. Eu acho que V. Exª, o nosso Partido e os outros partidos, como eu disse – e o Senador Aloysio disse que o PSDB concorda que seria importante –, chegarem a um entendimento seria uma grande saída.
O Sr. Ricardo Ferraço (Bloco Maioria/PMDB - ES) – Senador Pedro Simon.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Pois não.
O Sr. Ricardo Ferraço (Bloco Maioria/PMDB - ES) – Há mais ou menos quatro horas V. Exª participa, com seus companheiros, seus colegas, aliados como eu, admiradores como eu, colegas como eu, que milito com V. Exª no PMDB, de discussões conjunturais e estruturais sobre a nossa realidade, o cenário atual e o futuro. Quase sempre, ocupamos a casa, o espaço físico tão agradável do nosso amigo comum, Senador Jarbas Vasconcelos, onde nos reunimos para conversar e refletir sobre o papel do nosso Partido, a conjuntura que vivemos, a necessidade e a responsabilidade de o nosso Partido ter um projeto, uma pauta, uma agenda para contribuir de maneira efetiva com o Brasil. V. Exª está colhendo tudo aquilo que plantou: o respeito e a admiração não apenas de seus aliados e amigos, como eu, mas também daqueles que divergiram e divergem de V. Exª no discurso, na prática e no dia a dia. Tudo isso é legado, é extensão, é trajetória, é caminhada. V. Exª nos inspira ao longo desses anos todos, não apenas nos últimos quatro anos em que tenho o privilégio de conviver com V. Exª, mas também antes disso, lá na minha longínqua Cachoeiro de Itapemirim, onde comecei minha militância política como vereador, em 1982. Portanto, lá se vão mais de 30 anos de militância política, como vereador, como deputado estadual, como Deputado Federal, como Vice-Governador do Estado, acompanhando a capacidade de V. Exª de se reinventar sem perder a identidade e a personalidade. Esse é o traço que marca a vida de V. Exª, que não tem duas caras. V. Exª não é uma pessoa no on e uma pessoa no off. V. Exª não é uma pessoa na tribuna e uma pessoa na planície. V. Exª é o que é. E de tudo me vem a reflexão de Thomas More, quando diz: “Que eu mostre com meus atos aquilo que eu professo por minhas palavras”. V. Exª é, na essência, ato e palavra. E o que o torna um gigante e marca a história do Senado é essa militância extraordinária.
Não dou um adeus a V. Exª, mas um até logo, porque sei que V. Exª vai continuar a percorrer o País. Desde já, o meu convite e, se permitir, a convocação, para que os capixabas possam ter V. Exª, a qualquer momento, a qualquer instante, para que juntos possamos dialogar sobre o futuro do País. Saudações. Vida longa a V. Exª.
O Sr. Walter Pinheiro (Bloco Apoio Governo/PT - BA) – Senador Pedro Simon.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – O convite já está aceito. É só marcar, e eu faço questão.
O Sr. Walter Pinheiro (Bloco Apoio Governo/PT - BA) – Já tive oportunidade de dizer isso a V. Exª. Talvez eu não tenha começado na atividade parlamentar tão cedo quanto o Senador Ricardo Ferraço, mas, na minha juventude, no movimento estudantil, por diversas vezes, tive oportunidade de botar os ouvidos no velho radinho de pilha – como costumávamos chamar – para ouvir a Voz do Brasil. Tínhamos oportunidade de ouvir, lá na Bahia, o que era dito aqui no Senado, o Senado com grandes figuras da sua época, como Marcos Freire, Paulo Brossard. Era algo que nos aproximava muito o fato de escutar aquelas mensagens do Senador Pedro Simon, uma das figuras importantes do PMDB – naquela época, MDB –, uma das figuras decisivas desse caminho da democracia e da redemocratização do País, uma das figuras que trazia consigo toda a resistência, toda a tenacidade e até – diria mais – o vigor lá do Sul. Como dizem os gaúchos, “o norte vem do Sul”. V. Exª, naquele momento, significava para todos nós o norte na política. E foi uma alegria muito grande poder compartilhar com V. Exª o período em que aqui estive, tendo a oportunidade de estar com V. Exª nas relações entre Senado e Câmara. Mas foi muito diferente nestes quatro anos, quando pude ver de perto uma figura que só conseguia enxergar através dos sons ou das ondas do rádio, quando pude tocá-lo, quando pude abraçá-lo, quando pude compartilhar esse período com V. Exª, tendo a oportunidade de beber dessa experiência.
Portanto, este não é um momento de despedida. Aliás, o poeta mineiro Milton Nascimento, quando canta uma de suas importantes canções, fala exatamente que às vezes o momento da despedida é também o momento do encontro, que o ponto de partida também é o ponto de chegada. Então, este momento, eu diria, é exatamente esse ponto de encontro para essa caminhada. Se a tribuna não será mais esse palco, com certeza, V. Exª fará desses caminhos do Brasil a tribuna mais importante, que é a tribuna de proximidade com o povo. Essa é a experiência que a gente extrai de um homem que é verdadeiro, de um homem que é puro nas suas ideias, de um homem que é firme nos seus propósitos, de uma figura que é, ainda no outono da vida, extremamente vigoroso nas suas ações. Eu creio que aqui deve ter figuras da sua família. Eu poderia dizer para qualquer um de nós: quem não gostaria de ser filho de Pedro Simon? Vejo ali uma criancinha, sua neta, uma das coisas mais bonitas na vida de quem é avô. Quantos brasileiros não gostariam de poder dizer: sou neto ou neta de uma figura que dignifica o País, dignifica a política e que, portanto, serve como referência para as nossas vidas? Deixo aqui, como disse o Ferraço, não o abraço, não a despedida, mas exatamente o convite para essa caminhada, para que a tribuna de proximidade com o povo, para que esses caminhos do Brasil possam ser frequentados exatamente por essa figura que está no coração de todos nós, está no coração dos brasileiros.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB – RS) – Senador Pinheiro, calcule V. Exª a simpatia que V. Exª tem no nosso Partido no Rio Grande do Sul, a começar pelo Odacir Klein. Todos eles, quando falaram da sua vinda para cá, disseram: “esse é grande”. E V. Exª tem demonstrado, realmente, uma grande capacidade. Admiro muito V. Exª, pois diz as coisas. V. Exª é daquelas pessoas, pela sua capacidade, pela sua compenetração, pela sua firmeza, que diz quando deve dizer. Às vezes, dizem que é melhor ficar quieto. As coisas estão erradas, mas deixe que alguém fale. E V. Exª fala.
V. Exª tem falado. E isso é significativo.
V. Exª é daqueles que se tivessem sido mais ouvidos, na hora que estamos vivendo, o Brasil estaria vivendo uma hora diferente, o Brasil estaria vivendo um momento diferente, porque V. Exª pensa isso, V. Exª sente isso, V. Exª briga por isso.
Que bom se a nossa querida Presidente ouvisse mais V. Exª, chamasse mais V. Exª para falar, para conversar, porque V. Exª pode dizer não o que ela gosta de ouvir, mas o sentimento que é bom para ela e é bom para o Brasil.
Muito obrigado a V. Exª.
O Sr. Armando Monteiro (Bloco União e Força/PTB - PE) – Senador.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Nosso Ministro.
O Sr. Armando Monteiro (Bloco União e Força/PTB - PE) – Senador Pedro Simon, eu teria muitas razões para poder me associar aqui a essas manifestações e trago a minha palavra aqui, de forma modesta, mas para lhe dizer, de forma muito verdadeira, que tenho, como quase todos os brasileiros, uma grande admiração por V. Exª, pela sua trajetória, pela sua firmeza, pelo espírito público, pela honradez. Graças a isso, V. Exª deixou marcas muito fortes. E agora, quando se despede, aqui nesta Casa, V. Exª nos deixa exemplos, referências, que haveremos todos aqui de guardar e de cultivar, porque V. Exª é referência e é também inspiração. Portanto, eu teria que tributar a V. Exª o meu respeito, a minha admiração. Mas eu tenho outra razão também para falar aqui. É que meu pai, que é seu amigo, Armando Monteiro Filho, e que tem 88 anos bem vividos, não me perdoaria se eu não tivesse hoje também manifestado a V. Exª o apreço nosso, da nossa família. Portanto, receba este abraço, Senador Pedro Simon, com a certeza de que, mesmo concluindo esta etapa da sua trajetória, V. Exª continuará a dar a este País exemplos que dignificam a vida pública. Seja muito feliz, Senador Pedro Simon.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Eu agradeço a V. Exª.
Na verdade, quando a imprensa publicava que não sabia qual seria o Ministro, se V. Exª ou seu pai, e alguns achando – perdoe-me V. Exª – que o pai seria muito bom, mas eu creio que o filho – como a fruta não cai longe do pé – deverá ser tão brilhante como é, foi e continua sendo o pai de V. Exª.

Acho muito feliz a escolha. V. Exª é um daqueles nomes que nos representam, porque o seu passado, a sua biografia, a sua história estão aí transparentes para serem conhecidas.
Agradeço a gentileza de V. Exª e peço a Deus que a Presidenta ouça de V. Exª o que deve ouvir. E que Deus dê força a V. Exª para dizer no ouvido dela o que ela deve ouvir.
O Sr. Paulo Paim (Bloco Apoio Governo/PT - RS) – Senador Pedro Simon, talvez eu tenha sido o primeiro a chegar e, se for o último a falar, ficarei feliz, mas eu quero falar.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Acho que só falta apenas o Senador João Capiberibe.
O Sr. João Capiberibe (Bloco Apoio Governo/PSB - AP) – Senador Pedro Simon, permita-me ficar de pé porque, diante de V. Exª, eu não posso falar sentado. Eu tenho convicção de que não se trata de uma despedida, mas de um até breve, até porque, há poucos dias, eu perguntei: “Senador Pedro Simon, o que vai acontecer a partir do ano que vem?” E V. Exª me disse que vai percorrer o Brasil. Então, significa, Senador, que a luta continua. É de fato muito gratificante, muito forte ouvir de V. Exª essa manifestação de vontade de continuar lutando por este País. Mas eu lhe diria, Senador Pedro Simon, que a democracia deste País deve muito a V. Exª. O povo brasileiro tem uma enorme gratidão por V. Exª. Eu, em particular, e a minha companheira, que é a Deputada Federal Janete Capiberibe, também temos uma gratidão pessoal por V. Exª. Nós participamos da resistência à ditadura; passamos pela prisão e, depois de nove anos de exílio, o desejo intenso de retornar ao nosso País, mas o acompanhávamos de longe. De longe, acompanhávamos a luta daqueles que ficaram lutando para que nós pudéssemos retornar à nossa Pátria. Entre eles, eu destacaria aqui Ulysses Guimarães, Franco Montoro, Teotônio Vilela, Almino Afonso e tantos outros que ficaram no País abrindo caminho para que a gente pudesse voltar, e uma das figuras que muito trabalhou e lutou foi V. Exª. Por isso, nós temos esse dever, essa gratidão com V. Exª.
Não só gratidão, mas também uma enorme admiração. Esses nomes que eu citei são ídolos políticos do nosso retorno ao Brasil. Tanto é que, na volta ao Brasil, nós tínhamos uma enorme discussão sobre qual caminho seguir. E, claro, muito influenciado por Miguel Arraes, eu terminei ingressando no PMDB, no seu MDB. No MDB, que terminou construindo esse processo de abertura democrática, junto com outras forças políticas do País, mas que liderou todo esse processo. Eu voltei e, já fora do Brasil, mandei uma carta manifestando o meu desejo de voltar e me filiar ao PMDB, em função dessas Lideranças e, também, em função de V. Exa. Eu me lembro de uma vez em que eu fui a Porto Alegre e ainda não exercia cargo eletivo. E eu passei em frente a sua casa, por curiosidade, pelo menos para ver se podia vê-lo de longe, um dos ídolos da minha juventude nesse período em que nós estávamos retornando ao Brasil. Portanto, o nosso reconhecimento. E eu lhe diria que nós vamos nos encontrar nessa luta. O Brasil espera V. Exª. Percorra o Brasil porque isso vai fazer bem à democracia. Vai continuar fazendo bem, como fez bem a sua atividade nesta Casa. Vai continuar fazendo bem ao Brasil como fez no passado. Portanto, não é um adeus é um até breve.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Muito obrigado, Senador Capiberibe. V. Exa realmente lutou, sofreu, esteve no exílio, voltou, sofreu injustiça de novo: um afastamento – duas passagens de ônibus, determinou o que determinou. Mas V. Exa voltou pelo voto popular e merece a dignidade, o nosso respeito e o nosso carinho.
Apenas voltando ao que disse o meu amigo Pinheiro, eu quero deixar aqui consagrado e mandar daqui o meu recado – provavelmente, esteja me assistindo – ao meu amigo Paulo Brossard. Eu não podia deixar de citar aqui aquele que foi, talvez, uma das vozes mais brilhantes, mais dignas, mais lúcidas da história deste Parlamento. Na hora mais difícil, na hora mais dramática, o Congresso parava porque todos vinham aqui ver a coragem, a bravura e a grandeza de Brossard.

Ele continua o mesmo, com a mesma lucidez, com a mesma capacidade, com a mesma dignidade, com seus artigos no Zero Hora, dizendo aquilo que deve ser dito, da maneira como deve ser dito.
O Sr. Paulo Paim (Bloco Apoio Governo/PT - RS) – Senador Simon.
O Sr. José Agripino (Bloco Minoria/DEM - RN) – Senador Simon, depois se lembre aqui de José Agripino.
O Sr. Paulo Paim (Bloco Apoio Governo/PT - RS) – Senador Simon, acho que fui o que chegou a este plenário em primeiro lugar. Eu tinha uma missão, do seu gabinete, de assegurar a minha inscrição para ceder o lugar para V. Exª. E fiz isso com orgulho enorme. Eu estava rindo sozinho. E eles diziam: “por que tanta alegria, Paim?” Enfim, numa sessão histórica como esta, eu vou ceder o meu lugar ao grande Senador Pedro Simon. Senador, eu quero falar três questões rápidas. Primeiro, eu tenho orgulho, como gaúcho, de dizer que, como estudante e como líder sindical na época, o meu primeiro voto – na época, MDB e Arena – só podia ser, com certeza, do grande Líder que sempre foi V. Exª. Segunda questão, que nem todos sabem: conjunto Guajuviras em Canoas, V. Exª já Governador, e eu, com 5 mil famílias, ocupava aquele conjunto. A imprensa dizia: “Paim, está chegando a cavalaria, a brigada militar. Tire esse povo daí porque vai haver morte!” Aí chega o emissário do Governador Pedro Simon e diz: “Diga para o Paim que ninguém, ninguém será espancado.” Eu fui para a tribuna e disse: Entrem, ocupem as casas, plantem as flores porque o Governador garantiu que ninguém será espancado. O tempo passou, meu querido Governador e Senador Pedro Simon. Permita que eu diga que, na biografia da minha vida, quero botar lá “um dia, eu fui candidato e tive o voto do Senador Simon”. Não importa em que data nem em que ano. O importante é que vou poder escrever lá e vou poder também dizer que, neste dia histórico, eu presidi a sessão para ouvir o pronunciamento de V. Exª. Senador Simon, 12 anos ao seu lado. Deixe-me confessar aqui algo – e aqui termino já: Senadora Heloísa Helena estava para sair do PT, e V. Exª chama uma reunião comigo e com ela e fez um apelo para que ela não saísse e fizesse o bom debate com as divergências que existem em qualquer partido, como existe no MDB. Eu terminaria dizendo: quando esta sessão terminar, nós todos deveremos levantar e bater palmas de pé porque um grande homem público, orgulho do Brasil, está descendo da tribuna, mas vai continuar na vida pública para o bem do povo brasileiro. Muito obrigado, Senador Simon.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Meu amigo, Senador Paim, não existe, nem na Câmara, nem no Senado, um Parlamentar que tenha uma biografia tão firme, tão correta, tão excepcional a favor das grandes teses que defende como V. Exª. Nem os jovens, nem os velhos, nem os sindicalistas, nem os aposentados, nem as mulheres.
V. Exª, inclusive, revolucionou essa Casa. Segunda-feira, 9 horas da manhã, nem o leite chegou a esta Casa, ninguém chegou. V. Exª marcou reuniões de Direitos Humanos para segunda-feira, às 8 horas da manhã. E, a partir de V. Exª na Presidência da Comissão de Direitos Humanos, às 8 horas da manhã, estava superlotado. Dezenas e dezenas de pessoas estavam lá, porque a TV Senado estava sendo vista, e a TV Senado transmitia, porque não havia outra Comissão, e V. Exª revolucionou essa Casa.
V. Exª é um grande nome, é um grande Líder. Também o PT não olha para V. Exª como merecia, porque V. Exª tem todas as condições. E eu digo, com toda sinceridade, se os Estados Unidos já tiveram um Presidente negro e nós já tivemos uma Presidenta mulher, se houver a hora de um Presidente negro, V. Exª é um grande nome, e eu votei em V. Exª para Senador, naquela oportunidade, com muita alegria e com muita emoção, porque disse que votava num dos melhores brasileiros que eu conheço. (Palmas.)
O Sr. Flexa Ribeiro (Bloco Minoria/PSDB - PA) – Senador Pedro Simon, Flexa Ribeiro.
O Sr. Vital do Rêgo (Bloco Maioria/PMDB - PB) – Pedro Simon, eu me perfilei, aqui, de forma paciente, porque estava embevecido com tantas homenagens prestadas à história política brasileira, que tem o senhor como um dos mais fulgurantes nomes que encantam gerações. Eu sou dessa geração, Senador Simon, que me orgulhava em poder ouvi-lo, lá, da Paraíba, e não esperava este encontro e que traduz a história de uma vida de um Parlamentar despojado, franciscano – franciscano –, que tem uma vida marcada por exemplos de altivez, honrado, sério, compenetrado. Receba, Senador Simon, desta geração, da humildade daquele que o aparteia e o admira profundamente, a certeza de que sua voz não se calará, porque o senhor tem exemplos que vão permanecer eternos.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Eu agradeço muito a V. Exa, Senador Vital do Rêgo. Foi com muito respeito que recebi a presença de V. Exa aqui nesta Casa. Digo com toda a sinceridade: não foi com alegria que eu vi a indicação de V. Exa para o Tribunal. V. Exa é um jovem tão brilhante, tão dinâmico e com tanta capacidade, que o Tribunal poderia esperar uns dez ou doze anos, para V. Exa continuar na vida pública, porque V. Exa realmente tem condições, tem capacidade, e é um grande líder pelo qual eu tenho a melhor admiração.
O Sr. Flexa Ribeiro (Bloco Minoria/PSDB - PA) – Senador Pedro Simon!
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Pois não.
O Sr. Flexa Ribeiro (Bloco Minoria/PSDB - PA) – Eu quero, primeiro, parabenizar V. Exa por esta sessão histórica. Já se vão cinco horas, com V. Exa sendo aparteado e homenageado por todos os seus pares. Quero agradecer a V. Exa, Senador Pedro Simon, pelo convívio que me foi proporcionado ao longo de dez anos, por ter em V. Exa um exemplo de um homem, pai de família, Senador, político, com ética, com honradez, e que dá a todos nós o exemplo a ser seguido na política. Como Walter Pinheiro, antes de chegar à política, já lia e ouvia sobre Pedro Simon e já tinha o respeito por V. Exa. Aqui foram citados os nomes que fizeram história juntamente com V. Exa em nosso País, como Ulysses Guimarães, Teotônio Vilela, Tancredo Neves, Paulo Brossard e Jarbas Passarinho, da minha terra, o Pará. Foram homens que defenderam e que tiveram embates memoráveis na tribuna do Senado Federal. V. Exa deixa para todos nós o exemplo a ser seguido, e tenho certeza absoluta de que o lugar que V. Exa ocupou por décadas, com brilhantismo, em defesa do nosso País e do seu Estado do Rio Grande do Sul, vai ser sempre lembrado como a cadeira do Senador Pedro Simon. E quando eu passar por lá, vou ter a oportunidade sempre de cumprimentá-lo, mesmo que V. Exª já lá não esteja. E quando começar a sua viagem por todo Brasil, não se esqueça de dar essa alegria ao Pará, indo até lá para que os paraenses todos tenham o momento de conhecer essa figura que ficará para história de nosso País como um político, como já disse, honrado, sério e capaz. Parabéns a V. Exª! Parabéns ao Brasil! Vida longa a V. Exª!
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Muito obrigado, querido Senador Flexa Ribeiro. Eu que aprendi a respeitá-lo ao longo de sua presença nesta Casa, pela sua atuação quer nas comissões, quer na Secretaria-Geral, quer na Liderança, quer no debate do dia a dia. V. Exª é uma pessoa que se impõe ao respeito, admiração pela garra, pela vontade e pela competência. Muito, muito obrigado a V. Exª.
Senador Agripino.
O Sr. José Agripino (Bloco Minoria/DEM - RN) – Senador Pedro Simon, veja V. Exª, V. Exª vai embora em fevereiro e eu que vou ficar só por aqui. Sou muito claro, porque V. Exª, o Senador Sarney e eu somos os veteranos da Casa, temos quatro mandatos na Casa. Vai embora V. Exª, vai embora Sarney, fico eu sozinho aqui. Vou ficar aqui continuando minha batalha e me lembrando dos bons tempos que vivemos juntos aqui. V. Exª deve se lembrar, e acho que este é um momento interessante, da convivência com figuras que se foram e que são emblemáticas da boa política do Brasil. V. Exª se lembra de João Calmon. Nós convivemos com ele aqui. Franco Montoro, convivemos com ele aqui. O velho Afonso Arinos, ainda lépido, fagueiro, foi Senador junto conosco aqui. Somos do tempo de Afonso Arinos. Darcy Ribeiro ficava ali atrás, ao meu lado. Naquele tempo, ficava sentado o Rio Grande do Norte ao lado do Rio de Janeiro, e ele sentava do meu lado. Prosávamos muito. Eu gostava muito de Darcy Ribeiro, foi um grande companheiro e o vi definhar. Eu vi o câncer matá-lo devagarzinho. Deixou saudade. Jarbas Passarinho ficava aqui na frente, grande líder! Eu tinha uma inveja dos discursos de Passarinho, eu novato no Senado, Passarinho já líder, veterano. O velho Jefferson Peres. Mário Covas, que falava com rara facilidade, engenheiro como eu. Todos esses foram homens que conviveram conosco Senadores e que fazem parte da história política do Senado, como V. Exª é uma parte importante mais do que da política do Senado, é da política do Brasil. V. Exª atravessou vários momentos, momentos difíceis no seu PMDB. V. Exª, como eu, participou da eleição de Tancredo; eu rompi com o meu partido para apoiar Tancredo, que tinha compromisso com a redemocratização, com as eleições diretas e, a distancia, mesmo a distancia, convivemos, construindo o Brasil que nós queremos ver diferente. Eu acho que este é o momento importante para rememorarmos porque V. Exª vai deixar o Senado, vai voltar para casa, mas vai ter aquilo que – desculpe-me a modéstia – eu também tenho: o direito de andar nas ruas do Brasil, seja na sua Porto Alegre, seja na sua praia de veraneio, seja no Rio de Janeiro, seja em São Paulo, seja em Natal, de cabeça erguida, só sendo cumprimentado pelas pessoas. Eu duvido que alguém o admoeste na rua, que alguém o trate mal, que alguém lhe dirija alguma palavra de censura porque V. Exª é dos políticos que praticam a boa política no Brasil, é daqueles que já não se fazem mais, é daqueles que já não se fazem mais.
(Soa a campainha.)
O Sr. José Agripino (Bloco Minoria/DEM - RN) – E é por isso que V. Exª vai fazer falta a este Plenário e à política do Brasil, mas eu quero aqui, com este meu aparte, relembrando esses momentos bons que vivemos, em que pelejamos, em que ganhamos, em que perdemos, desejar a V. Exª e a sua família bons tempos pela frente, muita saúde e muita paz porque a vida pública de V. Exª o faz merecedor disso tudo.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Senador Agripino, V. Exª realmente é uma voz que há longo tempo está nesta Casa como Líder do seu Partido. Na hora difícil, V. Exª foi uma das grandes vozes que se disse presente e veio para o lado da chapa de Tancredo Neves. O nome de V. Exª, o de Aureliano Chaves, alguns, mas significativos, mudaram o Brasil. Se V. Exª e esse grupo não tivessem tido a coragem de tomar aquela atitude que era de risco... Depois não aconteceu nada, mas nós não sabíamos o que podia acontecer, fechariam o Congresso, não fechariam, o que seria? Mas V. Exªs tiveram coragem, e V. Exª foi uma voz de tranquilidade, de serenidade e de respeitabilidade durante todo o tempo. Presidente de Partido, Líder da Bancada, Líder do Governo, Líder da Oposição, V. Exª merece o respeito e a admiração profunda desta Casa. Lembra V. Exª nomes realmente – e não sei como eu não citei Montoro, não sei como deixar de citar Mário Covas.
Dois nomes fantásticos, extraordinários. Montoro, um exemplo de renúncia, de sacrifício e de dedicação. Ele forjou um grupo de lideranças de primeira grandeza dentro de São Paulo. E Mário Covas, disse bem V. Exª, uma voz de uma vibração, de uma coragem acima de tudo, acima do bem e do mal.
Eu encerro, então, Sr. Presidente.
Agradeço...
O Sr. Magno Malta (Bloco União e Força/PR - ES) – Senador Pedro Simon.
O Sr. Luiz Henrique (Bloco Maioria/PMDB - SC) – Senador Pedro Simon.
O Sr. Ataídes Oliveira (PROS - TO) – Só um segundo, muito rápido.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Eu não tinha reparado. Com o maior prazer. Desculpe-me.
O Sr. Ataídes Oliveira (PROS - TO) – Permite-me, Senador Pedro Simon?
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Claro.
O Sr. Ataídes Oliveira (PROS - TO) – Eu quero até ficar de pé...
(Soa a campainha.)
O SR. PRESIDENTE (Jorge Viana. Bloco Apoio Governo/PT - AC) – Depois da fala dos colegas, eu tenho aqui – penso que em nome de todos – algo a falar para V. Exª. Então, eu só quero que os colegas concluam. Depois, nós vamos fazer esse gesto aqui em nome de todos, para depois fazermos a Ordem do Dia.
O Sr. Ataídes Oliveira (PROS - TO) – Eu quero ficar de pé neste minuto solidariamente a V. Exª que está aí, nessa tribuna, há mais de quatro horas. Senador Pedro Simon, com qualquer adjetivo que eu venha a falar aqui, neste momento, estaria eu cometendo aqui uma figura de linguagem, um pleonasmo, depois de ter assistido aos nossos colegas, Senadores e Senadoras, renderem tantas merecidas homenagens a V. Exª. Senador Pedro Simon, eu cheguei, efetivamente, a esta Casa em fevereiro deste ano – um novo na política. Chegando a esta Casa, eu comecei a observar os nossos companheiros, os nossos colegas. Imediatamente, V. Exª passou a ser para mim uma baliza. Eu não poderia deixar de dizer a V. Exª, muito breve, encerrando já, Senador Pedro Simon, que V. Exª deixa um legado para mim e para o povo brasileiro de que fazer política com ética e honestidade no Brasil é possível. E vou carregar isso comigo durante o meu mandato. Muito obrigado, Senador Pedro Simon.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Com muito carinho, eu agradeço ao Senador Ataídes Oliveira a gentileza da sua manifestação.
Muito obrigado.
Senador Malta.
O Sr. Magno Malta (Bloco União e Força/PR - ES) – Senador Pedro Simon, é um privilégio. Imagino ser este um momento ímpar em minha vida. É um momento ímpar na história do Brasil, porque nenhum de nós esperava que este momento um dia pudesse acontecer: que, pela via do voto – e em uma democracia é assim que se faz, mas a gente nunca espera –, pudesse haver o dia da despedida do Senador Pedro Simon desta Casa, do Senado. Para mim, este se constitui um momento ímpar, porque, quando me nasceram os dentes, V. Exª já era Pedro Simon! Eu cresci admirando V. Exª. E, quando me tornei Vereador, quantos discursos eu fiz dizendo: “Como diz o Senador Pedro Simon...” Eu citava uma frase e dizia: “O grande Pedro Simon”. Eu cresci saindo para ver comício e ficando debaixo do caminhão para ver Fernando Lyra falar, para ver Jarbas Vasconcelos falar. Eu nunca tive a oportunidade de, muito jovem, poder colocar os olhos em V. Exª e ter com V. Exª um tête-à-tête. Quando cheguei como Deputado Federal à Câmara dos Deputados, quando entrei nesta Casa e o vi pela primeira vez, eu bati uma foto com V. Exª – não sei se V. Exª se lembra – e falei para V. Exª um versículo da Bíblia. Eu disse: “Antes, eu te conhecia de ouvir falar, mas hoje os meus olhos te veem”. Senador Pedro, eu vou falar para V. Exª o que eu aprendi com Dona Dadá, minha mãe. V. Exª é um cristão como eu; V. Exª, que preserva e ama os valores da família, porque V. Exª, como eu, sabe que uma sociedade apodrece sem esses valores; V. Exª, que é um homem de posição definida e que, quando assume a tribuna e o microfone para dizer que continua na mesma posição, se precisar dar nomes, V. Exª os dá. V. Exª fala o que sente e o que pensa. Este plenário está cheio, este é outro momento ímpar. Eu nunca vi isso na minha vida. Eu já vi, por exemplo, um Senador que fazia um discurso se despedindo e, como não havia ninguém, pediu a um garçom para sentar ali. No dia seguinte, o garçom virou mídia nacional! Só havia ele e o garçom – e o garçom não ouviu, porque quis; ouviu, porque o Senador pediu para ele se sentar ali. E, então, explodiu o escândalo dos garçons do Senado! V. Exª, há horas, está nesta tribuna, mas é porque V. Exª escreveu, estabeleceu, concretizou este momento. V. Exª é um homem de posições tão firmes que as pessoas o reverenciam, porque V. Exª também sabe conviver com o limite do tolerável. V. Exª, para mim, é o que Dadá, minha mãe, dizia – é desta forma que eu quero concluir. V. Exª não é exemplo pra ninguém, eu ouvi muita gente dizendo que o senhor é um exemplo. Olhe para mim, Senador Pedro. O senhor não é exemplo para ninguém, porque os maus é que servem de exemplo, os bons servem para serem copiados. O Apóstolo Paulo dizia: “Sejam meus imitadores, como eu sou de Cristo Jesus”. Neste Senado, os mais jovens, os mais antigos, alguns não precisam fazer uma reciclagem e dar uma olhada no retrovisor para ver se há alguma coisa para melhorar ou consertar. Se alguma coisa há para melhorar ou consertar, V. Exª é aquilo que a Bíblia diz: um daqueles homens de que o mundo não era digno. V. Exª pode encerrar o seu pronunciamento – e tem a autoridade para tal – dizendo exatamente como disse Paulo: “Sejam meus imitadores, como eu sou de Cristo Jesus”. Se cada um de nós tiver a capacidade não de olhar para o senhor como exemplo – exemplo para nós é Paulo Roberto, exemplo é o doleiro, exemplo são os que estão envolvidos com eles; quem serve de exemplo são os maus –, V. Exª viveu, vive, aí está para ser imitado, para ser copiado. Que nós que ainda atuamos copiemos V. Exª, porque, sem dúvida alguma, será o maior presente que vamos dar a nós mesmos e a esta Nação. Muito obrigado pela oportunidade de poder conviver com V. Exª. Em um momento histórico como este, em que eu me emociono, eu recebo um presente ímpar em minha história que é o de participar de uma hora como esta falando e me dirigindo ao cidadão, ao político, ao homem público de extrema seriedade Pedro Simon. Meus parabéns.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Meu querido Magno Malta, nossa amizade, nosso carinho nos nossos encontros, inclusive lá em Porto Alegre, onde V. Exª foi saudado de pé pela mocidade do Rio Grande do Sul, pela sua garra, pela sua luta, pela coragem que V. Exª tem de defender as suas ideias. Eu lhe tenho o maior apreço, o maior respeito.
E tenho até o reconhecimento de dizer que V. Exª traça um caminho com a firmeza que eu não sei se eu teria condições de fazer, pela gravidade do tema, pela pujança da ação e pela realidade que V. Exª faz com muita convicção. Muito obrigado.
O Sr. Luiz Henrique (Bloco Maioria/PMDB - SC) – Senador Pedro Simon. Permite-me a Mesa?
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Nada como encerrar com o meu amigo Luiz Henrique.
O Sr. Luiz Henrique (Bloco Maioria/PMDB - SC) – Nesta sessão memorável, V. Exª me deu a honra do primeiro aparte, e eu me sentirei subidamente honrado ao lhe oferecer o último aparte a este discurso histórico que V. Exª faz nesta noite. O escritor norte-americano F. Scott Fitzgerald, que ficou famoso por obras inexcedíveis como O Grande Gatsby e Suave é a Noite, morreu aos 44 anos, praticamente provocando a sua morte pela ingestão demasiada, pela overdose de bebida alcoólica. Antes de morrer, ele deixou a frase-testamento que eu queria relembrar aqui, nesta noite, para homenagear V. Exª. O que escreveu Fitzgerald? Escreveu mais ou menos o seguinte:
Aos 18 anos, quando me alistei como voluntário na Primeira Guerra Mundial, as minhas convicções subiam lá no alto da cordilheira de onde eu procurava enxergar o mais longínquo dos horizontes. Aos 44 anos, as minhas convicções descem ao fundo de uma caverna onde procuro esconder a vergonha de ter desistido da luta.

Olho V. Exª nesta tribuna e o vejo lá no alto do Itaimbezinho, olhando aquela paisagem maravilhosa; vejo-o lá no alto da cordilheira, aos 85 anos de idade, sem desistir, um só dia, uma só manhã, uma só tarde, uma só noite, uma só segunda, um só domingo, da luta por um Brasil...
(Soa a campainha.)
O Sr. Luiz Henrique (Bloco Maioria /PMDB - SC) – ... melhor, por um Brasil fraterno, por um Brasil desenvolvido, por um Brasil com justiça social e distribuição de renda. Parabéns a V. Exª. Nós vamos sentir também, a cada dia, a cada manhã, a cada tarde e a cada noite, a ausência de V. Exª nesta Casa.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco Maioria/PMDB - RS) – Muito obrigado ao meu irmão de tão longa caminhada e um grande Líder do nosso Partido, no qual eu confio que ainda terá grande papel nesta Casa.
Eu encerro, Sr. Presidente, pedindo para que conste nos Anais, no meu discurso que eu deixo um abraço muito carinhoso ao Líder do PT, Senador Humberto Costa, e que eu deixo um abraço muito carinhoso ao Líder do Governo no Congresso, Senador José Pimentel, pelo que eles são, pelo que eles representam. Confio neles: um, o Líder do Governo nesta Casa, e outro, o Líder no Congresso. Que eles possam junto à Presidenta levar o pensamento e o sentimento e fazer aquilo que nós realmente esperamos.
Eu encerro contando uma história. Um homem, atravessando o meio de um deserto, caminhando nas entrecortadas, em um determinado momento, foi atacado por inimigos que o deixaram quase nu. E ele escreveu na areia: “Aqui eu fui agredido e quase morri pelo meu inimigo fulano de tal”. Mais adiante, caminhando, alguém o socorre e salva a sua vida. Ele escreve na rocha que estava ali do lado: “Aqui, o meu amigo João salvou a minha vida”.
Alguém que assistiu aos dois fatos, ele quase morto escrevendo na areia, veio a primeira onda e o levou; e ele, alguém que o salva, escreve na rocha para o resto da vida. Ele responde: “É que eu sou assim. Assim é que deve ser. As mágoas que me fizeram, eu as esqueço; os bens que me fizeram, eu os guardo o resto da vida.”
Quero deixar esse pensamento dizendo que é assim que saio desta Casa. Algumas mágoas, alguns ressentimentos, eu não os levo, eu não me lembro, não tenho conhecimento; mas as palavras, o carinho, o afeto, ao longo do tempo, de tantos companheiros nesta Casa, levo no fundo do meu coração e os guardarei para sempre.
Muito obrigado, meus irmãos. (Palmas.)

Para ouvir, acesse http://www.senado.gov.br/noticias/Radio.

 

Coredes vão auxiliar no desenvolvimento regional do Estado, afirma Sartori

Diálogo permanente com as comunidades e estímulo às vocações regionais de cada localidade gaúcha. Estes foram os pedidos do governador eleito José Ivo Sartori (PMDB), para os seis membros da diretoria dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (Coredes-RS), durante reunião realizada na manhã desta quinta-feira (11/12) na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre.

Para os demais conselheiros que representam as 28 regiões no Estado, Sartori enfatizou que valorizará o trabalho dos conselhos. “O Rio Grande precisa muito dos Coredes”, afirmou. Na oportunidade, o futuro governador designou o professor José Oltramari – que atua junto aos 14 grupos temáticos da transição – como interlocutor entre os Coredes e o Executivo.

Sartori expôs as dificuldades a serem encontradas já nos primeiros meses de administração e, neste sentido, pediu que cada representação dos Coredes tracem um diagnóstico real de cada região.A partir deste trabalho, o governador eleito pretende projetar as ações futuras para cada comunidade. “Vamos desenvolver uma estratégia de planejamento em conjunto com os Coredes para criar um ambiente e uma base de informações que contribua para reduzir as desigualdades econômicas regionais”, reforçou.

Para Sartori, valorizar o fórum dos Coredes, que possui a radiografia de cada região, é a alternativa para aproximar os municípios e o Governo. “Vamos dar autonomia aos Coredes sem retirar sua importante representação dos conselhos junto às regiões, pois auxiliará na identificação das principais necessidades que a população exige em relação aos serviços prestados pelo Estado”.

A construção do Plano Plurianual (PPA) de cada região, assim como a execução das estratégias regionais pela Consulta Popular estão asseguradas no futuro Governo como instrumento de articulação para o desenvolvimento. A Educação, segundo Sartori, terá uma atenção especial neste contexto. ”Não vou interferir na vida dos Coredes, mas vou pedir ajuda e buscar maneiras de estimular ações, como na Educação, por exemplo, para capacitar os professores”.

 

Scit e FEE lançam mapeamento das atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação no Estado

A Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (Scit) e a Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE) lançam, nesta terça-feira (16), a publicação Ciência, Tecnologia e Inovação no Rio Grande do Sul: Indicadores Selecionados 2014. O evento ocorre às 14h, no auditório da FEE (Rua Duque de Caxias, 1691).

O estudo apresenta um conjunto de indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) para o Rio Grande do Sul. O objetivo é que esses indicadores sejam representativos dos esforços de instituições de ensino e de pesquisa, empresas e Governo na realização de suas atividades relacionadas com a geração, a difusão e a utilização de conhecimentos científicos e tecnológicos.

Segundo o titular da Scit, Cleber Prodanov, os investimentos feitos em CT&I são recursos que sustentam o desenvolvimento de um país, de uma determinada região, e a produção de ciência e tecnologia possibilita a competitividade e a igualdade, a acumulação e a geração de riquezas. “E, para que o Rio Grande do Sul tenha um diferencial na área, deve investir na construção e na publicação de estatísticas e indicadores que sirvam de base para avaliar os investimentos realizados. Este é o papel desta publicação: instituir um sistema de indicadores de fácil acesso à sociedade, que seja útil para o planejamento, acompanhamento e avaliação das atividades de CT&I no Estado”.

Para o Presidente da Fundação de Economia e Estatística, Adalmir Antonio Marquetti, “Este trabalho sistematiza as estatísticas disponíveis sobre o tema, de modo a permitir a comparação entre os estados mais industrializados do Brasil”. Nesse sentido, a publicação “Oferece à sociedade gaúcha informações capazes de facilitar as decisões de investimento, bem como propicia elementos para a formulação da política pública no Estado do Rio Grande do Sul, no que tange à CT&I”.

A publicação será disponibilizada em formato impresso e também digital, para consulta no site da FEE e da Scit.

Você é nosso convidado! Participe!

Mais informações, entre em contato através do e-mail comunicacao@fee.tche.br ou do telefone 3216-9110.

 

de Serafina

Encerramento Gincana Literária 2014 da Escola Leonora Marchioro Bellenzier

No dia 10 de Dezembro de 2014, a direção, professores, alunos e
funcionários da Escola Municipal Leonora Marchioro Bellenzier
assistiram à 5ª e última Tarefa da Gincana Literária da Escola, cujo
objetivo é estimular a leitura de diferentes gêneros literários,
promovendo atividades que despertem o desejo de ler e levar à
descoberta do prazer que a leitura proporciona. Ao longo do ano
letivo, foram promovidas apresentações em que a leitura, a
criatividade e o empenho dos alunos transformaram as manhãs em grandes
e surpreendentes eventos.
A tarefa consistia em fazer a leitura de uma obra literária, contar
sua história através de coreografia e música, envolvendo todos os
alunos da turma. Após a leitura, organização e ensaios, os alunos
fizeram apresentações das seguintes obras literárias: 6º ano, a obra
Chega de saudade – Ricardo Azevedo; 7º ano, o livro A última nota –
Felipe Colbert e Lu Piras; 8º ano livro Quem é você, Alasca? - John
Green; 9º ano A, obra Dom de Natal – Nora Roberts e 9º ano B, obra
Presentes da Vida – Emily Giffin. Houve caracterização utilizando
figurino, música, enfeites, entre outros adereços, passando a mensagem
do espírito leitor, do trabalho em equipe, criatividade e
espontaneidade características do aluno adolescente que constrói sua
maturidade e aprimora seu conhecimento dentro da escola. Por isso, a
importância do estímulo a essas atividades.
Essa atividade representou o encerramento do ano letivo 2014 da
Escola, onde os jurados somaram a pontuação das tarefas, sendo
divulgada a turma vencedora da terceira edição da Gincana Literária,
que terá como premiação um jantar. Após as apresentações, todos
participaram da confraternização no Café Literário.


11 de dezembro
de 2014

de sb

o poeta da paz



ramão aguilar além de poeta, conta causos.

mas é juiz de paz desde 40 anos....

já fez muitos casamentos...

' enforcou' muita gente

uma vez um cara queria não casar e ele o maneou no muque indo pra forca o pobre homi que queria fugir da prisão do casamento.



sabado passado ramão foi casar gente no cartório...sai de casa todo gravateado porque a sessão é solene...

no cartório não se brinca. só louco pra rasgar dinheiro(OC)

 

Coleguinhas

O JC embarcando pra sto angelo as ll da noite na rodoviária

 

De SB

o resgate do zé vicente

Na semana que morreu Neuza Brizola - na páscoa de 1993 - o filho zé vicente - pai de tres politicos, carlitus, brizola neto e juliana - se enfurnou no hotel executivo, no centro da cidade.

de lá não saía....quem o abastecia era o ' maneco bigode' um ex-empregado do jango, que hoje vive em cachoeira do sul.

Celeste Penalvo, que morava ao lado - hoje museu do jango - sentiu que ia dar merda....os carros da PF passavam toda hora na frente. previu um escandalo. brizola governador do rio....

Percy penalvo e Florencio aquino guimarães não queriam ligar pro chefão no rio....

Celeste pegou o telefone, ligou direto pro governador.

- Dona celeste, não consigo mandar no filho, queixou-se briza....

Ela o alertou pra o que podia ocorrer....um escandalo o que não era bom pro briza.

- Deixa que eu ligo pro Collares, disse brizola, assim que terminou o papo via fone.

duas horas depois um avião taxiava na pista do aeroporto joão manoel pra tirar zé vic ente do hotel executivo.

parece que nunca mais botou os pés em são borja(OC)

 

Almoço na Fiergs

coleguinhas no t-7 voltando do almoço na fiergs e o julio cesar magalhães, de pé, que inventou este almoço de fim de ano.



Julio guarda uma relíquia. sua carteira do trabalho queimada pelo incendio na zh em 1973, março ou abril por aí.

 

almoço na fiergs

vi o previdi lá. podia ter me agradecido a foto que mandei pra ele depois que me encheu o saco dois meses. mas esperar o que???

* diferente do ucha hoje que me agradeceu umas fotos de são borja que mandei pro jn...

* esperar o que? do primeiro prepotencia, se acha o rei da cocada preta, ou melhor o rei da cidade baixa, do segundo gratidão.

almoço da fiergs

1. peguei o diretão e fui com o paparazzo pro boião do julio cesar magalhães...

2. na volta peguei carona da patricia do JC...

3. o presidente muller acha que vão ter demissões ai na frente

4. e isto que ele é comedido

5. o menu era bem recatado sem alcool.

 

almoço da fiergs

1. lizemara prates gosta de palitar os dentes, como eu...

2. pedi palito pro garção e ela também pediu um....

3 gosto de segurar um palito na boca. como caminhoneiro...

4 morreu a mãe do ayres cerrutti. tava doente há tempo

5. julinho cesar magalhaes arrumou uma cadeira bem na frente pro paulo sérgio pinto, da pampa.

6. o veio affonso chegou quase no fim da coletiva.

7 Ruas, o veio, teve um AVC. tá em casa. sua filha foi a fiergs no lugar dele.

8. mesmo nas coletivas, os caras ficam no celular, olhando.então porque vai a coletiva. fica em casa.

9. a maior praga dos tempos atuais são os celulares...

de sb

medo do bar do jango


tou achando que o capincho é o único machão com aquilo roxo em são borja. ele já deu tiro dentro do bar do jango...

* outros se pelam de medo do cara. inclusive um advogado muito famoso por obras literárias...

* meu deus o lugar é BOCA BRABA MESMo.

* dizem que o cara manda desta pruma melhor dois já....

 

Show

adriana calcanhoto na urgs. um show técnico,sem muita emoção....

 

pulando fora

o deputado adroaldo loureiro tá fazendo de tudo pra não pegar a secretaria esta do trabalho. é bucha pra ele.

* deve dar um escambau no sartoron das massas

* em 6 meses sartoron das massas vái tar frito....vão querer comer of igado. o desgaste será grande

 

de São Borja

foi fraco o movimento na homenagem a jango no sabado...

só quem tinha que ir mesmo...

38 anos depois jango está esquecido até em sb

 

de Serafina

buracos na estrada que leva ao carreiro. VRS851. ainda não foram tapados. te mexe bico branco!

 

O TEMPO DE ABORDAGEM ENTRA NO TEMPO REAL

por Eron Duarte Fagundes

O norte-americano Richard Linklater topa todas as suas vozes cinematográficas em Boyhood —da infância à juventude (Boyhood; 2013), um dos filmes fundamentais destes primeiros anos do milênio. Colhendo elogios e entusiasmos em toda a parte, o filme foi exibido no Festival do Rio 2014, mas, dada a procura intensa por ele, foi difícil adquirir ingresso para suas exibições.

Um das sacadas essenciais da narrativa de Linklater foi colar o tempo de abordagem no tempo real. Em lugar de filmar sua história em um ou dois anos, fazendo com que as personagens envelhecessem dez anos neste período (geralmente trocando os atores), Boyhood seguiu outro caminho, convertendo-se um pouco numa crônica em imagens das transformações físicas e emocionais dos próprios atores: foi filmado ao longo de pouco mais de uma década, justapondo o envelhecimento das personagens ao envelhecimento dos atores; assim, o que aconteceu com o ator Ellar Coltrane durante este tempo de filmagem em que a história também se passa é passado, meio subliminarmente, à criatura de Mason, o menino que vira adolescente no percurso de 164 minutos da narração cinematográfica de Boyhood, os 164 minutos que diegeticamente cobrem uma década.

Não chega a ser um processo inteiramente inusitado no cinema de hoje. Um filme menos badalado, mas igualmente grande, Todos os dias (2012), do inglês Micahel Winterbottom, acompanha o crescimento de quatro crianças, por cinco anos, período em que esperam a saída de seu pai da prisão: os cinco anos da história são os cinco anos de filmagem. O que há de novo em Boyhood é a sensibilidade própria de Linklater, já exibida em seus outros filmes, mas aqui levada a um êxtase visual e crítico, ou uma abrangência de ética cinematográfica, que elevam a realização a uma condição de fato excelsa dentro do panorama do cinema atual.

No centro da trama uma crise do casamento que parece herdeira americana das meditações do sueco Ingmar Bergman nos anos 70. A briga do casal moderno tem, nas mãos de Linklater, uma autenticidade e uma fluidez narrativa notáveis: tudo se conta e se vê sem enfado. Patricia Arquette e Ethan Hawke correspondem inteiramente às vivências concebidas pelo realizador. O amor findo e os novos e fugazes relacionamentos são observados pela câmara com o olhar do filho. O filho e sua geração: Harry Potter, a saga Crepúsculo e adjacências, nada é esquecido para caracterizar uma realidade que é também um imaginário. Linklater abraça estas coisas com raros vigor e engenho.

A imprecisão de viver nos dias de hoje —que talvez seja a imprecisão de sempre— é mimetizada na precisão cinematográfica de um filme como Boyhood.

 

Programação do Clube de Cinema para o próximo final de semana

No próximo Sábado (dia 13/12/2014) as 10h15min no Espaço Itaú assistiremos ao filme "Sétimo" (Séptimo-2013). Todos os dias, Sebastián (Ricardo Darín) e seus dois filhos, Luna (Charo Dolz Doval) e Luca (Abel Dolz Doval) fazem a mesma brincadeira. Eles apostam quem vai do sétimo andar ao térreo de forma mais rápida: o pai, no elevador, ou as crianças, de escada. Sebastián sempre ganha o jogo, mas quando, um dia, seus filhos desaparecem durante a "corrida", sem deixar pistas, ele não vai medir esforços para recuperá-los.

No próximo Domingo (dia 14/12/2014) as 10h15min no Cinebancários assistiremos ao filme "Libertem Angela Davis" (Free Angela & All Political Prisoners-2011). Este documentário retrata a vida de Angela Davis, uma professora de filosofia nascida no Alabama, e conhecida por seu profundo engajamento em defesa dos direitos humanos. Quando Angela defende três prisioneiros negros nos anos 1970, ela é acusada de organizar uma tentativa de fuga e sequestro, que levou à morte de um juiz e quatro detentos. Nesta época, ela se tornou a mulher mais procurada dos Estados Unidos. Ainda hoje, Angela é um símbolo da luta pelo direito das mulheres, dos negros e dos oprimidos. Conhecida por sua luta no movimento dos direitos civis dos Estados Unidos, Angela Davis foi uma participante do movimento comunista e diretora do departamento de estudos femininos da Universidade da Califórnia. Libertem Angela Davis é o segundo documentário realizado por Shola Lynch. A equipe do filme buscou imagens de arquivo e depois fez a restauração. Da sua concepção ao produto final, Libertem Angela Davis levou oito anos para ser concluído. Além da própria Angela Davis, sua sobrinha, Eisa Davis, foi escalada para viver a militante.

 

Programação Centro Cultural CEEE Erico Verissimo de 11 a 13 de dezembro

 

Grupos temáticos apresentam diagnóstico do Estado a Sartori

Foto: Luiz Chaves

Os grupos temáticos responsáveis pela elaboração do diagnóstico do Estado participaram de uma série de reuniões para apresentação dos resultados do trabalho desenvolvido à equipe de transição e ao governador eleito José Ivo Sartori (PMDB). Os encontros aconteceram ao longo desta quarta-feira (10), no Centro de Treinamento da Procergs, em Porto Alegre.

Pela manhã, foram realizadas três reuniões, com a apresentação de quatro grupos temáticos – Infraestrutura, Governança, Desenvolvimento Econômico e Ciência e Tecnologia. À tarde, aconteceram as exposições dos grupos temáticos de Educação, Administração, Agricultura, Cultura, Desenvolvimento Social, Meio Ambiente, Saúde, Segurança, Fazenda e Sistema Financeiro.

A cada reunião, os técnicos apresentaram o diagnóstico da situação atual do Estado em suas diversas áreas, bem como recomendações e propostas de ações em curto, médio e longo prazos. José Fogaça, membro da equipe política de transição, comentou que estão sendo apresentadas diversas proposições, que serão estudadas e avaliadas pelo governador eleito. “Teses estão sendo defendidas e opções estão sendo oferecidas. E o governador terá que fazer escolhas”, ressaltou Fogaça.

Sartori agradeceu o empenho dos técnicos que compuseram os grupos temáticos e afirmou que é preciso coragem para enfrentar as dificuldades apresentadas. “Temos que ter comprometimento e tratar as questões com altivez, vontade e convicção. A superação de conflitos não se faz da noite para o dia, mas com todos cedendo um pouco, com diálogo, envolvimento e comprometimento”, salientou.

Os 14 relatórios serão entregues à coordenação da equipe técnica de transição, que irá sistematizar o trabalho em um único texto. O documento final, com as principais propostas dos grupos, será encaminhado pelo governador eleito ao secretariado.

Além de Sartori e de Fogaça, estavam presentes o vice-governador eleito José Paulo Cairoli e os membros da equipe de transição Cezar Schirmer, Ibsen Pinheiro e Sebastião Melo.

 

Sartori recebe relatórios finais dos grupos temáticos da transição

Foto: Karine Viana

Os 14 grupos temáticos que se reúnem há três semanas para elaborar um diagnóstico do Estado deverão encaminhar seus relatórios até amanhã (10), quando apresentarão uma síntese do trabalho ao governador eleito José Ivo Sartori (PMDB). Os documentos contemplarão uma análise da situação do Estado e propostas de ações em curto e médio prazos para o novo governo. As reuniões reservadas acontecerão pela manhã e à tarde, no Centro de Treinamento da Procergs, em Porto Alegre.

Os 14 relatórios serão entregues ao coordenador da equipe técnica de transição, professor José Oltramari, que ficará encarregado de sistematizar o trabalho num único texto. O documento final, com as principais propostas dos grupos, será encaminhado pelo governador eleito ao secretariado.

Pelos grupos temáticos passaram aproximadamente 600 pessoas ligadas às seguintes áreas: Administração, Agricultura, Ciência e Tecnologia, Cultura, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Econômico, Educação, Fazenda, Governança, Infraestrutura, Meio Ambiente, Saúde, Segurança e Sistema Financeiro.

 

de Serafina

Encontro do Programa Bolsa Família foi um sucesso!

po bolsa familia em serafina!!!! quando vou lá vejo camionetes recatando gente pra trabalhar. se fosse em Sborja va lá, mas em serafina bolsa familia e vagabundice, é incentivo a preguiça(olides)

No dia 06 de Dezembro de 2014, no Camping Carreiro, Serafina Corrêa, ocorreu o Encontro das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, que teve como objetivo sensibilizar a população para a participação em ações, serviços e projetos ofertados pelo CRAS e demais serviços da rede de saúde, educação, do trabalho, bem como o acesso à oferta de cursos de qualificação através do PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). O evento foi organizado pelo Comitê Intergestor do Programa Bolsa Família, composto por representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social, de Saúde e de Educação. O Encontro também possibilitou a busca ativa das famílias que não atualizaram os seus cadastros do CADúnico, bem como o acompanhamento da saúde às famílias referente ao peso e medida das crianças. Também estava presente a equipe do ACESSUAS/Trabalho, onde foram disponibilizadas várias informações sobre os Cursos de Qualificação Profissional a serem ofertados em 2015. Nesse dia, as crianças divertiram-se com os brinquedos infláveis, pescaria, teve algodão doce, suco, pipoca e várias apresentações dos Grupos de Convivência do CRAS com crianças, adolescentes e idosos tais como: Coral da Melhor Idade; Coral de Crianças do Camping Carreiro; Grupo de Musicalização do CRAS com crianças, ambos sob a Coordenação do Professor Moisés Zaffari; Grupo de Danças do CRAS sob a Coordenação do Professor Sandro Ghisleni Dias; Grupo de Violão sob a Coordenação do Professor Heber Leandro Gomes Alves. A Mamãe Noel Ana Nardi também esteve presente e encantou as crianças com o seu saco de balas. O Poder Público Municipal agradece a parceria dos funcionários das Secretarias envolvidas, às Agentes Comunitárias, Grupos de Convivência de Idosos que serviram os lanches, as empresas que doaram os brindes: Lojas Beneduzzi; BRF SA e Supermercado Nova Alvorada; e demais pessoas que colaboraram com o sucesso desse evento.

 

Mais um Ônibus Escolar para Serafina Corrêa

O Prefeito Municipal Ademir Antonio Presotto participou, em Porto Alegre, da cerimônia de entrega de 112 ônibus escolares a 109 municípios gaúchos. O evento aconteceu na sexta-feira, 05 de Dezembro, e contou com a presença do Secretário de Estado da Educação, Jose Clovis de Azevedo, e do Governador Tarso Genro. Os veículos foram entregues aos Prefeitos das cidades os quais assinaram o termo de cessão de uso. O ato aconteceu no Anfiteatro Pôr-do-sol em Porto Alegre. Segundo dados do Governo Estadual, um total de 340 ônibus escolares foi entregue aos municípios visando à qualificação da frota de transporte escolar gaúcho entre 2013 e este ano. O município de Serafina Corrêa é um dos 109 municípios contemplados com o ônibus escolar, sendo que os critérios empregados para a distribuição foram o tamanho da área municipal e o número de alunos transportados. Mais educação, conforto, segurança e qualidade de vida para a população serafinense!

 

Prefeitura e Câmara recebem Prêmio Boas Práticas de Transparência na Internet

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) promoveu a primeira edição do Prêmio Boas Práticas de Transparência na Internet, que faz parte da campanha “Transparência, faça essa ideia pegar”, agraciando os Legislativos e Executivos Municipais. A solenidade de premiação aconteceu no Auditório Romildo Bolzan, Porto Alegre, na segunda-feira, 08 de Dezembro de 2014. O Prêmio foi conferido aos Executivos e Legislativos nas categorias abaixo e acima de 10 mil habitantes e consiste em um diploma e um selo digital. O Presidente do TCE/RS, Cezar Miola, falou na abertura do evento e ressaltou a importância das iniciativas governamentais que prestigiam a transparência e o controle social. “E a transparência é fundamental para a concretização da democracia e da República; instrumento essencial na prevenção e no combate à corrupção”, ressaltou o Presidente. Em nome dos homenageados, o Prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, discursou sobre a importância do Prêmio e a iniciativa do Tribunal de Contas.

O Município de Serafina Corrêa foi um dos agraciados com o “Prêmio Boas Práticas de Transparência na Internet”, sendo que participaram da Solenidade o Prefeito Municipal Ademir Antonio Presotto, recebendo o Prêmio entre os 99 Executivos agraciados. O Presidente da Câmara de Vereadores, Nelson Pedro Mezzomo, recebeu o Prêmio entre os 24 Legislativos do Estado que foram agraciados. O Vice-Prefeito Francisco Bernardo Mezzomo, a Primeira Dama Maria Carmen Montanari Presotto, o Secretário de Trabalho e Desenvolviemento Econômico Silmar Roberto Santin, o Coordenador Nelcídio Alban, a Coordenadora de Controle Interno Roberta Graziella Vivian Castro e o representante da Coordenação de Comunicação Social e Imprensa Jônatas Padilha também participaram da Cerimônia de Premiação. Essa importante conquista, tanto no Poder Executivo quanto no Poder Legislativo faz do Município destaque no quesito “transparência ativa”, sendo que os dois portais foram analisados pelo Tribunal de Contas do Estado e atingiram a pontuação necessária para receber o Prêmio e o Selo Digital.


10 de dezembro
de 2014

de sb

sempre que briza ia a sb ligava pro perci penalvo.

que lhe pedia o cardápio...

geralmente um espinhaço de ovelha

e lá ia janot providenciar a boia do chefão....

a ida de briza a sb daria um livro, mas não dava mais pra por os pés na cidade.

 

de SB

o chinaredo amanhece neste bar no sabado e no domingo. fica perto do cemitério mas é boca braba

 

Auxílio-moradia para juiz não!

De: valdir.d
Enviada: Terça-feira, 9 de Dezembro de 2014

Vamos apoiar este abaixo-assinado, se puder, repasse-o!!!
Abs,
Valdir

Change.org

O benefício do auxílio-moradia, o qual a maioria dos trabalhadores do país não recebe, será dado para 30 mil juízes - eles terão bônus de R$ 4,3 mil mensais. O custo será de R$ 1,5 bilhão para o Brasil. José Pantoja criou um abaixo-assinado pedindo a anulação do privilégio. Assine se você também é contra.


Ministros do STF: anulem o "auxílio-moradia" para juízes, promotores e procuradores do Brasil

José Pantoja Neto
Curitiba

Clique para assinar

Atualmente, há 12.262 integrantes do Ministério Público e 16.429 juízes. Portanto, se for considerado o valor de R$ 4,37 mil, o custo da concessão de auxílio-moradia será de aproximadamente R$ 125,5 milhões por mês! Isso dá R$ 1,5 bilhão por ano!

Além disso esse dinheiro não precisa ser comprovado que está sendo usado para pagamento de moradia. Por ter caráter indenizatório (compensar despesa gerada pelo trabalho), não é cobrado Imposto de Renda sobre a verba.

Os gastos particulares de cada agente público, inclusive com moradia, devem ser custeados pela sua própria remuneração, que não é baixa.

 

UM FILME Q SURPREENDE E DEPOIS SE RETRAI

por Eron Duarte Fagundes

Carolina Jabor demonstra maturidade em Boa sorte (2014). De uma certa maneira, a realizadora segue uma linha bressoniana de filmar: tudo é muito seco e despojado em cena, os atores (mesmo sendo em sua maioria de grande visibilidade no cinema e na televisão) se comportam um pouco como as texturas dos modelos do francês Robert Bresson, os diálogos dilaceram com sua simplicidade —sintática e vocabular— as imagens. No centro da trama, claro, a surpreendente evolução como intérprete da atriz Deborah Secco, geralmente considerada como uma estrelinha da televisão majoritária; em Boa sorte a beleza e a sensualidade de Deborah é convenientemente desglamurizada pela cineasta, e as cenas de sexo protagonizadas por aquela que já foi no cinema a prostituta Bruna Surfistinha (seus belos cheios namoram a tela aqui e ali e também a relação sexual inicial com seu parceiro de cena é significativa) são incorporadas ao interior da ação-imagem de que participa.

Natural e espontâneo em todas as linhas (falas, movimentos e gestos dos atores), Boa sorte conquista o observador pelo alto grau de veracidade de que se reveste. Está ambientado numa clínica de esquizofrênicos; digamos assim: os invisíveis inadaptados aos tempos midiáticos que vivemos. Nesta clínica um adolescente naturalmente incompreendido por seus pais vai relacionar-se com uma mulher um pouco mais madura, que é a interpretada por Deborah, a qual tem um relacionamento transverso com uma avó, que está na pele de Fernanda Montenegro (outros luminares “visíveis” do elenco são Cassia Kiss, Enrique Diaz e Felipe Camargo; somente o protagonista, João Pedro Zappa, me parece um pouco desconhecido).

Baseado num conto do gaúcho Jorge Furtado e roteirizado por Jorge e por seu filho Pedro, Boa sorte não apresenta as protuberâncias narrativas de Bicho de sete cabeças (2000), de Laís Bodansky, que também trata das inquietudes duma certa adolescência do século XXI; Boa sorte, ainda que se passe numa região de demências, tem uma contenção de meios e tons que surpreende e fascina.

Depois, ao ameaçar um voo quase bressoniano, Carolina retrai um pouco as mangas de seu filme ao idealizar (talvez presa demais ao roteiro de Jorge e Pedro Furtado) a morte da personagem de Deborah na memória da criatura masculina que lhe sobrevive. A parte final em que se relacionam, em lembranças, o garoto e a avó da mulher morta adota uma obviedade de condução do cotidiano que, antes, vinha sendo tratado com mais rigor e sensibilidade. Mesmo assim, uma realização acima da média no cinema brasileiro atual.


9 de dezembro
de 2014

De SB

Briza não queria Aldo Pinto

Numa das convenções do PDT, Leonel Brizola que mandava com mão de ferro no pDT não queria aldo pinto nada...ninguém nunca soube o motivo.

a convenção era em santa maria.

a turma de SB chegou lá e logo se deu conta de que Aldo Pinto estava escanteado.

Foram falar com a Carmen, mulher do Aldo que disse que o marido já tinha até vendido vacas pra campanha(naquele tempo os caras sepagavam a campanha).

E o aldo bem acabrunhado pel escanteio que o chefão do pdt lhe dera.

Dona Celeste Penalvo foi falar direto om Neuza Brizola sobre o assunto.

Ela manifestou surpresa e pouco depois retornou:

- Olha, o Aldo vai ser o candidato em homenagem ao Janguinho(seu irmão)

Aldo foi e se elegeu. Mas até hoje ninguém tinha entendido porque Briza tinha escanteado o Aldo Pinto. podia ser pura birra dele.

 

de sb

foifraca a presença na homenagem a jango...

muito calor no cemitério pouca gentefoi...

 

de sb

a camara municipal deu uma placa pra viuva do jango maria tereza.

* ela não foi. mandou uma carta, até bonite, politicamente correta.

* que foi lida pelo TAL SUPLENTE DE SENADOR ELEITO.

* SE ELEGEU SEM SABER PORQUE TODO MUNDO VOTOU NO LASIER.

 

de sb

Neuza penalvo nem ficou na cidade. como boa estanceira foi cuidar de suas ovelhinhas na estancia.

* neuza é filha do percy penalvo um dos braços direitos do jango no exilio. e ela é uruguaia porque nasceu lá.

* mas sua mãe dona celeste representou o clã.

* aliás dona celeste recebeu no sabado de tarde a visita do SENADOR SUPLENTE ELEITO....

* e a vizinhança toda ficou sabendo que ' o senador ' esteve aqui.

* dona celeste trabalhou na eleição passada pra juliana brizola.

* só tem uma coisa que intriga ela, que a tira do sério. é dizer que seu marido foi empregado do jango.

* celeste não foi embora convidada aos l00 anos do cassiano dutra, que já é falecido. trata-se do pai senador derrotado, que perdeu pro lasier martins.

* diz-se que quem convive com o BIGODE DE BOSSOROCA que nunca o viu tão brabo na vida como perder pro comunicador da RBS

* Olivio não gostou da derrota

* comenta-se que sairia do pt, eu não acredito.

 

de sb

quando conheci a neuza penalvo ela falava do MIR....

* fiquei impressionado com ela....

* como uma mulher aqui em SB falando das esquerdas armadas do chile.

* eu sou muito ingenuo mesmo....

* hoje ela conta ovelhas

so conheço um cara mais CREDUL DO QUE EU. O CAPINCHO. ACREDITA EM TUDO!

OUTRO GRANDE INGENUO E CREDULO ERA O VEIO AVELINE. ELE ACHAVA QUE TODOS GOSTAVAM DELE. EU OUVIA OS CARAS FALANDO MAL DELE E ELE ME DIZIA. FULANO GOSTA DE MIM. EU FICAVA QUIETO.

 

Bebida

alguns borrachos de são borja, que vivem no la barca e no jango, se assustaram com a morte deum colega...

* e até pensam em deixar esta idéia de juntar latão pra por no caixão dos defuntos. que idéia jerica esta....

* mas em sb tudo é possível. e como bebem nesta cidade. deve ser o isolamento.

* os jovens bebem muito em sb. fico impressionado.

 

Araponga

po Rekern tu é um grande araponga mesmo...

e fiquei estupefato com o comentário de que o felipinho, nosso vieira, é joranlista de segunda classe. quem seria de primeira. o dono do veículo????

 

Na mira da PF

De: rekern
Enviada: Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2014

Vai no endereço abaixo que talvez tenha a explicação da tua nota sobre a PF na mira de jornalista

http://naodeunojornal.wordpress.com/2010/04/08/jornalistas-gauchos-rbs-e-band-acobertam-corrupcao/

 

de sb

capincho se assusta sobre morte de um colega dele em sb...

no la barca já tão juntando latão pra por no caixão dele.

só em sb mesmo pra ter a idéia jerica de por latão em caixão de defunto....

mas os borrachos de lá pelo menos vão ao enterro dos colegas e sob um sol de 42 graus...

fazer o que...????

De: letier12
Enviada: Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2014

Qual borracho que morreu????

Letier Vivian
São Borja/RS

 

Coleguinhas

From: André Barrionuevo Rönnau
Sent: Sáb 6/12/14 06:26

Com relação aos políticos e a imprensa, gostaria de dizer uma coisa: Não te deita com os cachorros, que vais acordar com pulgas.

 

de sb

farelo de almeida, o prefa, foi no enterro domingo passado do que morreu ....

* chegou bem no fim....

* aquele que os amigos b orrachos levaram latão pra por no caixão e a filha não deixou. mas deixaram latões em volta do tumulo.

* não se sabe se o farelo provou da ceva dos gambás. estes gambás habitam a parrreira do chita do la barca. tão sempre ali falando mal da vida alheia.

* que gente fofoqueira esta terra dos presidentes.

 

de sb

tem gente juntando latão pra por no caixão do capincho.

* mas o capincho não morre tão cedo...

* diz ele como o brizola que sua familia é longeva....

 

de sb

diz-se aboca pequena que o barco esta afundando, ou seja, farelo não se reelejeria.

* seria a vez de reolon, do PP..

* outra coisa. cadó se queimou em ter apoiado a dilma. muita gente que votou nele achou bobagem ele apoiar a dilma, por birra com o luiz carlos heinze.

* farelo poderia dar um jeito na lei do silencio. em sb não tem silencio. os clubes tocam até o amanhecer nao deixando as pessoas dormirem...

* lei do silencio tem que valer.

 

de sb

no sabado de noite cristhopher goulart tomava cerveja com o márcio, chefe do pdt local de sb.

* bem acompanhados, por sinal!

 

PDT

se assumir juliana brizola vai mudar parte do seu gabinete. não se sabe se o chefe juscelino vai continuar.

 

de sb

domingo depois do almoço o sogro e cunhado ao mesmo tempo do poeta ramão aguillar ficou contando umas histórias de uma são borja que não existe mais.

* de um tempo em que criavam galinhas, porcos e afins dentro da cidade. ainda tem mas parece que querem acabar até com isto.

 

Fotos

SEGUNDO O FABIO MARÇAL DA GUAIBA, O PRESIDENTE DA oab TEM 42 FOTOS NA ULTIMA REVISTA DA ENTIDADE. O RAMÃO AGUILLAR MEU AMIGO DA TERRA DOS PRESIDENTES ME MANDOU UMAS 50 DO LANÇAMENTO DO LIVRO DELE. GANHA LONGE DO CACHIMBO DE BRASILIA(OLIDES)

 

Sessão de Autógrafo da Antologia Poética de Nívia Fonseca Mendes

E EU QUE ACHEI QUE O VAIDOSO DE SÃO BORJA FOSSE O ESCRITOR ISRAEL LOPES. PELA QUANTIDADE DE FOTOS AI, O NOSSO AMIGO RAMÃO GANHA DE LONGE. E O HOMI É BEM RELACIONADO. É JUIZ DE PAZ HÁ 40 ANOS DA TERRA DOS PRESIDENTES(OLIDES)

De: ramaoaguilar
Enviada: Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2014

Amigo Olides:
Se possível, pode divulgar no teu Blog o lançamento com sessão de autógrafo da Antologia Poética de Nívia Fonseca Mendes, na 29ª Feirado Livro de São Borja. No dia 08 de novembro do Corrente ano. Foi um sucesso, sendo o mais vendido da Feira, assim como foi Histórias Pitorescas de Geraldo Rodrigues na Feira do Livro de São Borja do ano anterior.

Ir.·. Ramão Carmos Rodrigues Aguilar - M.·.M.·.
Membro correspondente da Chico da Butica.
Sec.·. Loja "Luz Invisível" - GORGS - R.·.E.·.A.·.A.·.
São Borja RS

 

DE SÃO BORJA A PORTO ALEGRE!

De: escritor.israellopes
Enviada: Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2014

São Borja, RS, 8 de dezembro de 2014

Amigo, Jornalista Olides Canton!

Como te chegaste na Capital dos Pampas? ("De São Borja a Porto Alegre", não "De São Borja a Santo Tomé", como diz o chamamé do grande Mano Lima.) Olha, domingo de tarde, eu li o livro sobre Leonel Brizola e ontem, o sobre o Jango (este do Juremir Machado da Silva). Sobre o Brizola foram momentos de rever imagens de VELHAS MEMÓRIAS. Pois meu pai era "janguista" e minha mãe,"brizolista". Brizola era um autêntico! Pois quando, Constituinte de 1947 como atestam seus Discursos, no livro, ele já defendia os "injustiçados", os oprimidos, perseguidos durante o Governo do General Eurico Dutra. Lendo o livro foi um REENCONTRO da década de 1960. Pois não sou tão velho assim!
Abraços
Israel Lopes

 

do gilbertojasper.blogspot.com.br

Remington, Olivetti e o desmaio na hora da prova

por Henrique Jasper

Sou do tempo do curso de datilografia. Isso mesmo. Pelos idos dos anos 70/80 um vivente dificilmente estrearia no mercado de trabalho se não empunhasse um diploma deste calibre. À exceção de serviços braçais, era obrigatório ser dotado de grande destreza manual para produzir o mais simples texto. “Catar milho” – o que significa dedilhar sem o uso correto dos dedos das duas mãos, castigando o teclado apenas com os dois polegares – era mau sinal, um fracasso antecipado em uma entrevista de emprego.

Olivetti e Remington eram marcas consagradas nas escolas de datilografia. Em Arroio do Meio, pequeno município do Vale do Taquari, onde nasci, havia um lugar disputado onde se ensinavam os truques de um bom datilógrafo. Era de propriedade de Jorge Vaz de Vasconcelos que também mantinha um renomado escritório de contabilidade que serviu de estréia de emprego para muitos jovens daquela época.

oxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxo

O uso contínuo das máquinas de escrever provocava alguns problemas. Com aulas nos três turnos era comum que os teclados provocassem “pulos”, ou seja, ao acionar a barra do espaço o equipamento provocava dois, três ou mais espaços em branco. Isso comprometia o texto final.

Decorar, para a minha geração, era rotineiro. Por isso até hoje lembro as primeiras letras da aula de datilografia: a-s-d-f-g, acionadas com a mão esquerda. Também lembro os livros da Bíblia, as capitais européias, os ossos carpo-metacarpo-dedo ou falange-falanginha-falangeta que formam a mão, sem falar das músicas – inclusive em alemão, inglês e polonês! - que cantava naturalmente como membro dos Canarinhos do Colégio São Miguel.

A prova final do curso de datilografia era um verdadeiro terror para da gurizada! Meia folha de “papel ofício” – hoje folha A4 – era presa com fita durex acima do teclado, que ficava coberto. As mãos, dispostas sob a folha, tremiam diante do texto que era conhecido apenas na hora do exame. O pesadelo consistia na disposição errada dos dedos sobre as teclas antes de começar a datilografar. Isso significava que todo texto seria redigido equivocadamente.

oxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxo

Outro detalhe que exigia redobrada atenção era o alinhamento do texto à direita da folha de ofício. No caso do uso de uma máquina de escrever que “pulasse”, produzindo mais do que um espaço, era impossível cumprir esta exigência. O segredo estava em adotar um ritmo para dedilhar. Fui aprovado com louvor, apesar do suor que escorria das minhas mãos e axilas e da secura da minha boca.

Até hoje o curso de datilografia me ajuda na rotina de redigir com precisão. Observo muita gente “catando milho”, afundando o teclado com os dois polegares, Entre tantas facilidades oferecidas pelo computador, dispõem-se d modernos teclados que até corrigem textos copiados com precisão por modernas impressoras.

É uma realidade bastante diferente dos tempos da escola de datilografia, cuja prova final causou o desmaio de uma amiga sentado ao meu lado. Levada às pressas ao Hospital São José, com suspeita de infarto, ao abrir os olhos e indagou:

- Passei na prova?

 

Habitasul elege os vencedores do II Prêmio Literário Elida de Freitas e Castro Druck

Seleção e premiação ocorrem na quarta-feira, 10/12, a partir das 14h, na sede da Habitasul em Porto Alegre - (Rua General João Manoel, 157 - Centro).

No próximo dia 10 de dezembro, Juremir Machado, Antônio Carlos Hohlfeldt e o editor Luis Antônio Paim Gomes - em substituição ao jornalista David Coimbra, que está residindo nos EUA -, estarão reunidos na sede da Habitasul em Porto Alegre para selecionar e avaliar os colaboradores que estão participando da II Prêmio Literário Elida de Freitas e Castro Druck, iniciativa inédita do Grupo para estimular o hábito de leitura entre os funcionários. Ao total, 60 inscritos tiveram de ler oito livros indicados pelo regulamento do prêmio e, agora, preparam-se para uma prova oral, no formato de entrevistas. Durante a entrevista, todos os candidatos responderão à pergunta "Por que a leitura é importante para a vida?". "Saberemos no mesmo dia quem são os cinco premiados da edição 2014", conta a diretora de Gestão de Pessoas da Área Imobiliária do Grupo Habitasul, Maria Thereza Druck Bastide. Serão distribuídos R$ 21 mil entre os vencedores.

Com acervo de 25.000 obras, as três Bibliotecas do Grupo (uma no Rio Grande do Sul e duas em Santa Catarina-Jurerê Internacional e Vargem Bonita) serviram de referências dos participantes na busca dos livros selecionados de 2014. As obras selecionadas para a II edição do Prêmio foram Ed Mort, de Luis Fernando Veríssimo, autor que está completando 70 anos e tem uma sólida carreira. Este é um dos seus textos mais conhecido; Vidas Secas, de Graciliano Ramos; Malagueta, Perus e Bacanaço - Cosac & Naify, de João Antonio, um dos maiores escritores deste país e este é seu primeiro livro e desde logo premiado; "Os Varões Assinalados", de Tabajara Ruas; "Bonequinha de Luxo", de Truman Capote; Extensão do Domínio da Luta, de Michel Houellebecq; Os tambores de São Luís, de Josué Montello; e Ficções, de Jorge Luís Borges.

Grupo Habitasul

De origem gaúcha, o Grupo Habitasul atua nas áreas Industrial, com celulose, papel e embalagem, madeiras e resinas, metal-mecânica; Imobiliária, com desenvolvimentos urbanos e de destinos imobiliários; e Hotelaria. O Grupo está presente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina , São Paulo e Minas Gerais mas mantém seu escritório central em Porto Alegre.

 

O ANACRONISMO DO CINEMA ESPACIAL

por Eron Duarte Fagundes

O cinema espacial às vezes volta meio desengonçadamente ao cenário do crime cinematográfico. Interestelar (Interstellar; 2014), dirigido pelo norte-americano Christopher Nolan, é uma retomada da imaginação espacial no cinema. Menos bem articulada que aquela de Gravidade (2013), drama com Sandra Bullock dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón, Interestelar mantém as ambições de narrativa científica e mnemônica com o jeitão superficial do cinema de Nolan. As confusões perturbadas de tempo e espaço, hauridos pelo roteiro na física quântica, são mal digeridas pelas ambições comerciais do cineasta. O drama familiar do reencontro para além do tempo entre um pai (que saíra ao espaço) e uma filha (que viveu a esperar toda a vida sua chegada) deriva para um melodrama constrangedor, a que os aparatos espaciais da narrativa busca dar, em vão, alguma outra forma. Matthew McConaughey e Anne Hathaway são típicos hollywoodianos frouxos; Jessica Chastain está um pouco melhor; e o veterano Michael Caine é somente um figurante.

O que falta mesmo a um filme como Interestelar é tanto o descompromisso de George Lucas (que visava somente ao entretenimento, e caiu na época certa das aventuras espaciais, os anos 70) quanto o rigor intelectual e cinematográfico de Stanley Kubrick para estabelecer um ensaio de cinema. Anfíbio e com bandeira duvidosa, Interestelar não deve apaixonar muita gente. Uns o acharão enrolado e cansativo, outros o terão por conversa mole em torno de assuntos complicados.

 

Sartori reúne-se com lideranças empresariais em São Paulo

Foto: ABPA

Durante encontro com lideranças empresariais na Fiesp em São Paulo, nesta segunda-feira (08/12), o governador eleito José Ivo Sartori (PMDB) tratou sobre as potencialidades do Estado para novos empreendimentos. O presidente da entidade, Paulos Skaf, se mostrou bastante aberto para fomentar investimentos para o Rio Grande do Sul. Também foi acertado a realização de uma nova reunião com empresários na FIESP para avançar a interlocução. Falaram ainda, sobre Educação e o modelo do SESI São Paulo.

Em outro momento, Sartori marcou presença com empresários japoneses dos mais diversos ramos - até mesmo, banqueiros - interessados em promover acordos de cooperação e investimentos no Brasil. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra (PP) acompanhou a reunião. Sartori visitou ainda, grupos de comunicação paulistanos.

 

de Serafina

Limpeza do Arroio Feijão Cru e Afluentes

A Prefeitura de Serafina Corrêa, com o apoio de entidades, associações e a comunidade em geral, realizou, no dia 29 de Novembro de 2014, a terceira ação de Limpeza do Arroio Feijão Cru e Afluentes. A atividade aconteceu no sábado pela manhã, onde os voluntários foram divididos em seis grupos, englobando a limpeza de toda a extensão do Arroio Feijão Cru e seus Afluentes, em todo o perímetro urbano. Foram coletadas cerca de uma tonelada de resíduos sólidos, os quais serão destinados corretamente. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em parceria com a Secretaria de Turismo, Juventude, Esporte e Lazer e da Secretaria de Obras e Trânsito, agradece a colaboração de todos e solicita que a população colabore e não jogue lixo nos rios e córregos do município. Colabore, preserve o meio ambiente que é de todos!

 

Prefeito assina Convênio para a Construção de um Centro de Eventos CTG

O Prefeito Municipal Ademir Antonio Presotto assinou importante Convênio entre o município e o Ministério do Turismo para a Construção de um Centro de Eventos - CTG Centro de Tradições Gaúchas. Serão investidos mais de R$ 623 mil na obra que faz parte do Programa de Apoio a projetos de infraestrutura turística e que irá proporcionar um espaço adequado para a difusão cultural no município. A área a ser construída é de 1.504,15m² e está situada em terreno desapropriado no Bairro Gramadinho, próximo à Capela Fátima, em Serafina Corrêa. Embora o Convênio já tenha sido assinado, aguarda a aprovação do Projeto pela Caixa Econômica Federal para, posteriormente, ser encaminhada a licitação.


8 de dezembro de 2014

de sb

borrachos solidários


obebum que morreu hoje e foi enterrado tinha asolidariedadedos amigos. os companheiros detrago do la barca davam500 pilas por mes pra custear as despesas dele.

* ele foi pego pela filha pra cuidar dos seus ultimos dias. tinha 53anos. erafilho de um sapateiro da cidade muito conhecido.

* programa deindio hoje em sb foi ir ao cemitério no enterro do morto. fazia 41 graus no cemite´rio jardim da pa.

ele foi enterrado no fimda tarde.

 

amigos tomam ceva no enterro....

morreu ontem aqui emSborja um borracho conhecidopor magro, ou magrão...

os amigos do la barca -local de trago e fofoca dochita - bolaram de ir levar umlatão pro cemitério pra colocar dentro do caixão.

pediram licença pra filha, mas ela não deixou c0locar dentro do caixão...

assim eles beberam e deixarãm os latão no cemite´rio..

eta borrachão bons estes....

 

de sb

foifraca a presença na homenagem a jango...

muito calor no cemitério pouca gentefoi...

 

da Folha Popular de Teutônia

 

Eduardo Cunha pede apoio a deputados e ao futuro governador Sartori

Promover a independência e autonomia do Parlamento, com o livre debate dos temas exigidos pela sociedade são algumas das propostas que o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), candidato à presidência da Câmara dos Deputados, compartilhou com o governador eleito José Ivo Sartori (PMDB) na tarde desta sexta-feira (05/12) no escritório de reuniões partidárias, na Zona Norte em Porto Alegre.

Após visitas ao Paraná e Santa Catarina, Cunha – por cerca de 40 minutos – explanou suas propostas políticas e sinalizou apoio aos governadores no que tange a dívida dos Estados com a União. “Vamos construir um caminho de independência, para fortalecer a democracia e sem subserviência a outros Poderes”, afirmou. Por sua vez, Sartori agradeceu a visita. “É necessário marcar posição e dar continuidade no processo de discussão no Parlamento”, colocou.

Acompanharam a reunião, os deputados federais Alceu Moreira, Darcísio Perondi, Marcelo Castro (PI), Leonardo Picciani (RJ), Carlos Marun (MT) e Júlio Coimbra (TO), os deputados estaduais Alexandre Postal, Márcio Biolchi – futuro chefe da Casa Civil – o presidente da Fundação Ulysses Guimarães Eliseu Padilha e os membros do grupo de transição, Ibsen Pinheiro e José Fogaça.

 

de Serafina

Prefeitura e Hospital assinam Contrato

Na quarta-feira, 03 de Dezembro de 2014, o Prefeito Municipal Ademir Antonio Presotto recebeu, em seu Gabinete, a Presidente do Hospital Nossa Senhora do Rosário Selma Fávero Fincatto e a Administradora da entidade Paula de Paula Rodrigues, acompanhado pelo Secretário de Administração e Recursos Humanos Genoir Comunello, pela Coordenadora Geral dessa Secretaria Jaqueline Zanini e pelo Secretário Municipal de Saúde em Exercício André Bianchet. O objetivo do encontro foi a contratação do Hospital para prestação de serviços na área de saúde, no atendimento de urgência e emergência de plantão médico 24 horas, interpretações cirúrgicas de urgência e eletivas, serviços ambulatoriais e todo o aporte necessário para o paciente SUS, em complemento às ações desenvolvidas pelo município.

 

Formatura dos Cursos do PRONATEC 2014

A Prefeitura de Serafina Corrêa, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, promoverá importante Solenidade de Formatura dos alunos PRONATEC dos Cursos de: Cuidador de Idosos; Eletricista Instalador Predial de Baixa Tensão; Libras; Modelista, Torneiro Mecânico; e Vendedor, capacitados no ano de 2014 pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – PRONATEC. A Solenidade de Formatura acontecerá no dia 22 de Dezembro de 2014, às 19h, no Auditório da Escola Municipal Leonora Marchioro Bellenzier, Rua Minuano, 135, Bairro Gramadinho, Serafina Corrêa/RS. O evento marcará a entrega dos Certificados de Conclusão dos Cursos aos alunos do SENAC e SENAI. Participe!

5 de dezembro de 2014

de serafina

o prefeito informa que até fins de janeiro vindouro o problema da falta de rodoviária será resolvido.

não sei se vão abrir uma nova, ou se vão construir um terminal decente.

porque como tá sinceramente. é um descaso total.

* não sei como deixaram ficar no estado que tá.

* pelo que percebo houve alguma birra ali. sobrou pro passageiro que paga passagens caresimas e que sofre todo tipo de desconforto.

* mesmo sem a comissão da rodoviária, nem unesul,nem bento baixaram o valor da passagem. como pode isto??

cade a agergs pra fiscalizar isto, ou o DAER????

* Não é o caso do Ministério Público fazer alguma coisa. o de Guaporé pelo menos até agora não fez nada.

* eu mandei um dossie das noticias que publiquei sobre o fechamento da rodoviária de serafina meses atrás ao promotor de guaporé. ele me disse que daria uma respota. aguardo até hoje.

* a rodoviária de guaporé também está fechando parcialmente. fecha ao meio dia e as oito da noite.

* e não colocou nem um aviso na porta.

* os passageiros vão estrilar no bar do sardela que fica ao lado

* a esposa do sardela está puta da cara com a rodoviária por ccausa disto.

* entre o rochedo e o mar,sobra pro marisco.

 

O QUE TEM EM SERAFINA

jogo do bicho, em cada esquina tem um.....

* farmácia. em cada poucos metros tem uma....dizem que é por causa de uma doença endemica provocada pela perdigão. a secretaria da saúde que deve saber.

* loteamentos.os morros tão todos tomados por novas casas.

* gente de fora. muita em busca de trabalho.

* igrejas. abriram umas 15 nos ultimos anos.

* crack. é uma droga que campeia na cidade.

* O QUE NÃO TEM EM SERAFINA.

ONIBUS URBANO. HÁ TEMPOS SÓ PROMETEM

ONIBUS PRO CAMPING DO CARREIRO. NÃO TEM

FORO DE JUSTIÇA. FALAM QUE O POSTAL É QUE NÃO DEIXA.

* A RODOVIÁRIA FAZ 6 MSESES QUE FECHOU.

 

Barrio

segundo o site imprensa livre rs o barrionuevo estaria na mira da PF. Porque, o site não divulgou. o site apenas dá as iniciais dele.



aqui o barrio como é chamado,ou ' barbicha' é o do meio. está junto do vieirinha da coletiva e do felipão vieira..

barrio pra mim sempre foi um grande repórter(olides)

 

PDT

quer dizer que o deputado ' esoterico' vai virar secretario da agricultura. vai fazer pajelança pra chover no deserto do alegrete. só rindo

 

são borja

vou a sb neste findi. no sabado vou ver asessão em homenagem a jango.

* quero fazer uma materia com ob ar do jango, onde é o fim da noite de são borja.

* mas é sempre na madruga

 

TELEFONICA

LIDER DE MERCADO NO RS.TEM 41% DE PARTICIPAÇÃO NO MERCADO. AS OUTRAS SÃO TIM E CLARO E GVT.

COBRE 409 MUNICIPIOS GAÚCHOS.

TEM 3 G EM 392 MUNICIPIOS E 4 G EM 14 CIDADES GAÚCHAS.

A EMPRESA TEM CAPITAL ESPANHOL. PREDOMINA EM SP.

ESTÁ NAS BOLSAS DE LONDRES,NOVA YORK,LIMA E BAIRES.

 

adriana

fui e estou chegando do show da adriana na urgs...

* ela é um quase mestre de cerimonias, mas canta bem.

* é meia sem emoção...não faz espalhafatos....

* muita técnica mas não muita emoção. como é contida a moça.

* primeira vez que a vejo na vida....

* não entendi tanto a fama que tem, mas é assim, a urgs tava lotada.

* não é de muita discurseira, não....

 

São Borja

estarei em são borja neste findi....

* quero passear e descansar um pouco.

 

rio carreiro

fim de tarde do sabado passado no rio carreiro. o que estraga é o jet sky que a gente sabe derruba a barranca do rio.

rio carreiro no fim de tarde

o jet sky continua solto no rio carreiro

 

ÁRIDO E DESCONCERTANTE

por Eron Duarte Fagundes

A caça (La caza; 1965) é um filme do espanhol Carlos Saura que utiliza em sua forma uma aridez documental diferente dos filmes de memória que o consagraram nos anos 60 e 70; o jeito documental, rigoroso e seco, foi topado por Saura logo depois de sua fase-memória em Bodas de sangue (1981), porém a emoção do teatro de Federico García Lorca se misturava ao despojamento de Saura alterando-o; talvez as preocupações sociais diretas de Depressa, depressa (1980) pudessem mais assemelhar-se àquilo que A caça propõe em sua caça ao documental, mas A caça tem uma tensão estranha e uma simbologia de filmar que, apesar da coerência de todo o cinema de Saura, não se repetiria mais em toda a sua filmografia.

Três homens e um rapaz saem para caçar coelhos numa região íngreme e desolada do interior da Espanha. À aridez dos cenários corresponde uma lentidão árida e pensada com que Saura observa suas personagens, tão selvagens quando ocultas em suas origens civilizatórias. Desde o início, as diferenças sociais e emocionais das criaturas, especialmente dos homens maduros, são estabelecidas pela narrativa, especialmente nas necessidades financeiras de alguns e na abundância de um deles; o que seria um itinerário esportivo e entretenimento se vai convertendo pouco a pouco num enfrentamento surdo e perigoso, cuja violência, simbolizada ao longo do filme nos disparos contra os coelhos e em alguns coelhos mortos engaiolados, vai explodir no final, assim como Saura faria depois (a violência inesperada no final) em obras-primas como Peppermint frappé (1967; o protagonista empurra o carro com seu casal de amigos embriagados para o precipício) e em O olhos vendados (1978; uma chachina contra um grupo de teatro que se apresentava num palco).

A caça busca um correspondente ficcional da realidade espanhola franquista: a morte e o assassinato como funções sociais do ditador sanguinário. Uma alegoria transparente e formal como Saura passaria a depurar nos anos seguintes de sua carreira.

 

Lançamento do Atlas do Desenvolvimento Humano da Região Metropolitana de Porto Alegre ocorre dia 08

No dia 08 de dezembro ocorre o Lançamento do Atlas do Desenvolvimento Humano da Região Metropolitana de Porto Alegre. A organização deste material envolveu diferentes órgãos, entre eles a Fundação de Economia e Estatística, a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional, a Fundação João Pinheiro – Governo de Minas Gerais, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Observatório da Cidade de Porto Alegre e a Prefeitura de Porto Alegre.

O lançamento do Atlas será realizado no Auditório da Secretaria Municipal da Administração, na rua Siqueira Campos, 1300- 14º andar – Centro Histórico de Porto Alegre, sendo que inicia às 13h30min. O evento é gratuito, mas exige inscrição prévia através do e-mail eventos@smgl.prefpoa.com.br. Para mais informações, entre em contato através do telefone 3289-6664 ou 3289-6668.

 

PREMIO BELFORD DUARTE

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ganhadores_do_pr%C3%AAmio_Belfort_Duarte

Não descobri se era só para zagueiros, mas acho que não. Vale para qualquer jogador de qualquer posição.

Att.
Rafa

Todos os ganhadores do prêmio Belford Duarte

Adão Chaves 13/10/1966 Estrela Rio Grande do Sul
Alayne Pereira da Silva 04/01/1955 Bangu Rio de Janeiro
Alberto Ferreira Leite 30/07/1970 Portuguesa São Paulo
Alcidésio Antônio Souza Lima 1969 Náutico Pernambuco
Alex Kamianecky 10/08/1977 America Rio de Janeiro
Batatais 1948 Fluminense Rio de Janeiro
Alírio da Silva Bahia Vitória Bahia
Altino Nascimento 13/10/1966 Gaúcho Rio Grande do Sul
Amaury de Castro Cruzeiro Minas Gerais
Amilton João Benato 28/12/1967 E. C. Guaíra Paraná
Antônio Itarling Alves 18/03/1955 América Mineiro Minas Gerais
Toninho Almeida Cruzeiro Minas Gerais
Antonio Motta Espezim1 25/06/1948 Coritiba Paraná
Angelino Reinaldo Brum 14/08/1969 Nacional Rio Grande do Sul
Apel Adelino do Nascimento 4/05/1955 Madureira Rio de Janeiro
Aroldo Fedatto 1951 Coritiba Paraná
Áureo Arruda 14/08/1969 Grêmio Rio Grande do Sul
Benê 17/09/1968 São Paulo São Paulo
Castilho goleiro 4/01/1955 Fluminense Rio de Janeiro
Décio Quaresma 16/03/1955 Bonsucesso Rio de Janeiro
Edmir Lourenço Campos 04/01/1955 Canto do Rio Rio de Janeiro
Edson Caíres de Souza 31/10/1955 Fluminense Rio de Janeiro
Vavá atacante 29/12/1955 Vasco da Gama Rio de Janeiro
Nei ponta Palmeiras São Paulo
Elton Fensterseifer 16/04/1970 Internacional Rio Grande do Sul
Émerson Alves de Andrade 17/07/1969 Ferroviário Paraná
Evaristo de Macedo meia 6/06/1955 Flamengo Rio de Janeiro
Everaldo Marques da Silva lateral 27/06/1972 Grêmio Rio Grande do Sul
Félix goleiro 13/10/1970 Fluminense Rio de Janeiro
Fernando Domingos de Souza goleiro 31/10/1955 Bangu Rio de Janeiro
Francisco Nunes Rodrigues2 1999 Ceará Ceará
Franz August Heljreich 1º/09/1971 São Cristóvão Rio de Janeiro
Gentil Alves de Castro 27/01/1969 E. C. Nacional Rio Grande do Sul
Geraldo Antonio de Lima 29/12/1955 Bahia Bahia
Gilber Pereira de Oliveira 26/06/1967 Bonsucesso Rio de Janeiro
Gilmar goleiro 1966 Santos São Paulo
Hélcio Joviniano Barbosa 4/01/1955 Botafogo Rio de Janeiro
Helio de Araújo 31/10/1955 Portuguesa Rio de Janeiro
Helmiton Cardoso de Freitas 13/07/1966 Sport Pernambuco
Hercílio Treze Paraíba
Humberto de Campos Carvalho 8/10/1970 Rio Branco-RJ Rio de Janeiro
Ildefonso Debur 28/12/1967 União Bigorrilho F. C. Paraná
Izaias Luiz 16/03/1955 Bonsucesso Rio de Janeiro
Jackson Nascimento 1950 Atlético Paranaense Paraná
Jaime de Almeida 24/11/1949 Flamengo Rio de Janeiro
João Carlos Pires 14/05/1970 Sport Pernambuco
Joel Vitória Bahia
Jophe de Souza 4/01/1955 Flamengo Rio de Janeiro
Jorge Farah Ibrahim 10/09/1969 Madureira Rio de Janeiro
José Abílio Machado 14/10/1955 Atlético Paranaense Paraná
José Carlos Belzarena 2/02/1967 E. C. Guarany Paraná
José Centeno de Oliveira 28/12/1967 Sá Viana Rio Grande do Sul
Pepe ponta 21/09/1967 Santos São Paulo
José Mendonça dos Santos 4/01/1955 Flamengo Rio de Janeiro
Lauro Edimo Steigleder 06/08/1955 Floriano Rio Grande do Sul
Carlinhos 26/04/1965 Flamengo Rio de Janeiro
Luiz Zittermann Torres 8/06/1971 Grêmio Rio Grande do Sul
Marinho Treze Paraíba
Mario Ferreira 6/09/1972 C. A. União Paraná
Menasche Federbush 4/05/1955 G. E. Isaelita Rio Grande do Sul
Nelson Wojhan 10/09/1969 Glória Rio Grande do Sul
Nésio Correa Filho 29/12/1955 Cruzeiro-RJ Rio de Janeiro
Newton Xavier Santos 24/11/1955 Bangu Rio de Janeiro
Nilo Ventura Mendes 29/12/1955 Madureira Rio de Janeiro
Norberto Nascimento Lima 14/08/1972 Tamoio F. C. Rio Grande do Sul
Nivaldo 1975 Potiguar Rio Grande do Norte
Osni do Amparo 29/12/1955 America Rio de Janeiro
Orlando Alves Ferreira3 06/09/1973 Portuguesa São Paulo
Orlando Schilipake 14/10/1955 Belmonte Paraná
Paulo Inácio Heineck 06/09/1967 Lajeadense Rio Grande do Sul
Pedro Wntkynicz 28/12/1967 E. C. Guaíra Paraná
Puskas 1972 Internacional de Lages Santa Catarina
Ruivo Treze Paraíba
Sebatião Pinto 6/08/1970 Oriente Rio de Janeiro
Bita 01/08/1972 Santa Cruz Pernambuco
Sima 20004 Piauí
Sylvio Torres 29/12/1955 Diana Rio de Janeiro
Tadeu José da Costa Lima CSA/CRB Alagoas
Telê Santana ponta Fluminense Rio de Janeiro
Thomaz Mark 16/03/1955 Bonsucesso Rio de Janeiro
Valmir de Freitas 20/06/1972 Portuguesa São Paulo
Valter Gonzáles Fernandes 18/02/1972 Alumínio São Paulo
Didi 14/10/1955 Fluminense Rio de Janeiro

 

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

REFORÇAMOS QUE NESTA SEXTA-FEIRA (5) ÀS 15H OCORRERÁ, NA SEDE DA ENTIDADE, A ASSEMBLÉIA QUE DEFINIRÁ SOBRE AS ELEIÇÕES PARA O BIÊNIO 2015/2016 E ASSUNTOS DE INTERESSES GERAIS.
É IMPORTANTE A PRESENÇA DE TODOS OS ASSOCIADOS.

--
Att.
Rafael Souza
Administrativo ACEG
www.aceg-rs.com.br
(51) 3286.8480

 

Sartori anuncia os três primeiros nomes do seu secretariado

Foto: Luiz Chaves

O governador eleito José Ivo Sartori (PMDB) anunciou, em entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira (04), no Centro de Treinamento da Procergs, três nomes que vão compor o secretariado do próximo governo: Márcio Biolchi na Chefia da Casa Civil, Giovani Feltes na Secretaria da Fazenda e Carlos Búrigo na Secretaria-Geral de Governo.

Sartori mencionou que Feltes vai cumprir a tarefa de cuidar das finanças do Rio Grande do Sul. “Nós sabíamos que a situação financeira era difícil, mas não sabíamos a sua profundidade. No entanto, não vai faltar determinação e coragem para enfrentarmos as dificuldades que se apresentarem”, assegurou.

O governador eleito também assinalou que Márcio Biolchi aceitou a missão de ser o articulador político da nova gestão, ficando responsável pelo relacionamento com o conjunto de toda a sociedade gaúcha. “Com certeza não vai lhe faltar preparo e habilidade para empreender esta importante tarefa “, destacou Sartori.

Ao referir-se a Carlos Búrigo, Sartori comentou que ele terá o importante papel de comandar, articular e integrar os processos internos do governo e de cuidar de todas as ações das secretarias. “Essa função vai demandar uma capacidade de integração e unificação de propostas e atividades”, afirmou.

Abaixo, os currículos dos três secretários anunciados.

Carlos Antonio Búrigo
Idade: 50 anos
Data de nascimento: 05/07/1964
Formação superior: Ciências Contábeis ­ Unisinos
Filiado ao PMDB desde 1994
É casado com Danusa Liege Velho Búrigo e tem dois filhos, Larissa e Felipe.

Cargos que já ocupou:
­­ Coordenador geral da campanha vitoriosa de José Ivo Sartori para o governo do Estado.
­ Secretário de Gestão e Finanças de Caxias do Sul de 2009 a 2012
­ Secretário da Fazenda de Caxias do Sul de 2005 a 2008
­ Prefeito de São José dos Ausentes de 1997 a 2000 e de 2001 a 2004
­ Coordenador do PMDB na Região da Serra em 2003 e 2004
­ Presidente do Consórcio de Turismo dos Campos de Cima da Serra em 2003 e 2004
­ Presidente da Associação dos Prefeitos da Região das Hortênsias em 1998
­ Vice­presidente do COREDE Serra em 2001
­ Secretário de Administração e Chefe de Gabinete de São José dos Ausentes de 1993 a 1996

Márcio Biolchi

Natural de Carazinho, na Região da Produção, Márcio Della Valle Biolchi nasceu em 23 de maio de 1979. Filho do ex-deputado federal Osvaldo Biolchi e da professora universitária Vera Biolchi, é casado com Carolina Beatriz Fraga de Moura Biolchi e teve seu primeiro filho, Leonardo Biolchi, em 2 de março de 2011, realizando o sonho de ser pai. Ingressou na vida pública em 2000, quando foi eleito pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) o vereador mais jovem e mais votado de Carazinho, com 1.754 votos.

Em 2002, foi eleito deputado estadual com 35.241 votos, conquistando uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Em maio de 2007, Biolchi esteve na Presidência interina da sigla em todo o Rio Grande do Sul, posto que voltou a exercer em outubro 2010. Em 2008, assumiu como titular da Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai), onde permaneceu por dois anos.

Foi conselheiro do Sebrae/RS e presidente do Conselho Administrativo da Caixa RS (Badesul) de 2008 a 2010. Em 2010, foi reeleito para seu terceiro mandato no parlamento, como o terceiro parlamentar mais votado da bancada peemedebista, conquistando 63.932 votos, em 466 dos 496 municípios gaúchos. Aos 35 anos, foi eleito para o primeiro mandato como deputado federal, com 119.190 votos.

Giovani Feltes

Com o quarto melhor desempenho entre todos os candidatos no RS nas eleições deste ano, quando superou a marca de 151 mil votos, o deputado federal eleito Giovani Feltes (PMDB) está concluindo o seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa. Atualmente é o líder partidário do PMDB,senso reconhecido como um dos parlamentares mais atuantes. Em 2011, foi líder da Bancada do PMDB.
Giovani Feltes integra as Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Cidadania e Direitos Humanos, além de participar da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Coureiro-Calçadista, uma de suas principais bandeiras como deputado. Entre suas prioridades, destaca-se também o apoio aos municípios em busca do crescimento econômico nas mais diferentes regiões do estado, assim como ações para qualificar os serviços públicos, como a saúde, segurança e educação Feltes propôs e coordena a Comissão Pró-Aeroporto Internacional 20 de Setembro. Integrou, como membro titular, a CPI da Telefonia e atualmente atua na CPI da Energia Elétrica.
No atual mandato, liderou os debates em torno da necessidade de repactuação das dívidas do RS com a União. Além de presidir uma Comissão Especial sobre o tema, vem participando de ações para pressionar o Congresso a mudar as regras dos contratos, o que traria alívio às contas públicas do estado.
Diante da mobilização das principais entidades do varejo gaúcho, Feltes foi relator tanto de um projeto de lei, como de uma resolução para suspender a cobrança do chamado Imposto de Fronteira, que eleva em 5% a alíquota do ICMS para produtos comprados fora do estado. A retirada da Difa beneficia micro e pequenas empresas cadastradas no Supersimples Nacional, responsável por mais de 1q90 mil empregos diretos no RS.
É defensor de medidas mais firmes para enfrentar o déficit das previdência, que já compromete perto de R$ 7 bilhões por ano dos cofres públicos, dinheiro que faz falta para melhorar os serviços de saúde, segurança pública, educação e na infra-0estrutura de transportes.
Tem uma trajetória política de mais de 30 anos, iniciada como vereador na cidade de Campo Bom, onde também foi prefeito por três mandatos. Feltes nasceu no dia 10 de março de 1957, em São Leopoldo e é casado com Irenita Constante da Silva. O casal tem quadrigêmeos: Vinícius, Felipe, Guilherme e Gustavo.

Giovani Feltes (resumo)
• 1976 - Filiado ao MDB, seu primeiro e único partido, Giovani Feltes é eleito vereador de Campo Bom, sendo um dos mais jovens em todo o país
• 1982 – Concorrendo à reeleição, torna-se o mais votado para a Câmara Municipal de Campo Bom, período que ocupa a liderança da Bancada do PMDB
• 1988 – Eleito para o primeiro mandato de prefeito de Campo Bom, Giovani Feltes realiza uma gestão (1989 – 1992) marcada por transformações significativas na cidade, por conta de fortes investimentos para melhorar os serviços de saúde e a infraestrutura.
• 1994 – Concorrendo pela primeira vez a deputado estadual, Giovani Feltes conquista uma cadeira na Assembleia Legislativa
• 1996 – Torna-se o presidente do Diretório Regional do PMDB/RS, substituindo no cargo a figura histórica de André Foster.
• 1998 – É reeleito para mais um mandato na Assembleia gaúcha. Neste período, Giovani Feltes ocupou a liderança da Bancada do PMDB durante dois anos.
• 2000 – Vence as eleições municipais e se credencia para o segundo mandato como prefeito de Campo Bom
• 2004 – É reeleito para o terceiro mandato como prefeito. O município de Campo Bom recebe grandes investimentos nas áreas da educação, cultura, esporte e lazer, assim como na melhoria permanente em sua infraestrutura. Giovani Feltes marca também sua gestão por forte apoio ao desenvolvimento econômico da cidade, com o fortalecimento do setor coureiro-calçadista e a atração de novas empresas na área da tecnologia e prestação de serviços.
• 2010 – Giovani Feltes elege-se para o terceiro mandato como deputado estadual.
2014 – Concorre pela primeira vez a deputado federal, sendo eleito com 151.406 votos, sendo o quarto mais votado em todo o RS.

Em seu pronunciamento, o braço direito de Sartori e coordenador da campanha e da equipe de transição, Carlos Búrigo, afirmou como futuro secretário Geral de Governo que as ações a serem implementadas pelo Executivo estão sendo profundamente estudadas e dentro de uma ótica integrada entre os secretários."A tônica desta administração será de forma integrada, mas cada um tendo a responsabilidade de conduzir sua pasta. E a secretaria geral vai ser um caminho para tornar as ações e projetos das demais pastas de forma menos burocrática e mais rápida", antecipou. O ex-secretário de Gestão e Finanças de Caxias do Sul confirmou as tratativas em relação aos demais secretários anunciados, que estão se apropriando dos dados e informações repassadas pelo Piratini para auxiliar nas decisões do futuro governador. "Estou pronto para o desafio, assim como as demais pessoas indicadas que estão preparadas para percorrer um caminho difícil que vem pela frente". concluiu.

Secretários

Já o futuro chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi (PMDB), que conclui seu quinto mandato como estadual e foi eleito para assumir uma cadeira na Câmara Federal, explicou a nova missão destinada a sua tarefa junto ao governador. "Vou juntar todos os esforços para atingir uma satisfação necessária e acredito que seguirei os preceitos de um Governo simples, honesto e eficiente durante os 4 anos", adiantou. O peemedebista também assumiu seu papel de articulador, a exemplo do que acontece como líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa. "Certamente as pessoas vão perceber uma evolução na presença do Governo em suas vidas. Então a Casa Civil tem esse poder de articulação junto com a sociedade", explicou.

O futuro secretário da Fazenda, o deputado estadual Giovani Feltes (PMDB), anunciado por Sartori na coletiva, estava ausente em de compromisso assumido fora do Estado. Na próxima terça-feira, retorna de viagem para então, comunicar sua expectativa diante do novo cargo. Em seu terceiro mandato parlamentar, o peemedebista foi prefeito de Campo Bom e assumiria uma vaga como deputado federal no Congresso em Brasília, com o quarto melhor desempenho entre todos os candidatos do Rio Grande do Sul.

 

de Serafina

Prefeito recebe Jornalista Mazzarino

tenho direito a uma comissão. fui eu que apresentei o mazza ao bico branco....e a parceria andou(olides)

O Prefeito Municipal Ademir Antonio Presotto e o Vice-Prefeito
Francisco Bernardo Mezzomo receberam, na Prefeitura Municipal, em 03
de Dezembro, o Jornalista Adriano Mazzarino e o Fotógrafo Juremir
Versetti. Na oportunidade, buscaram informações sobre o município para
divulgação regional, além de destacar os trabalhos de marketing e
promoção de Serafina Corrêa no cenário da região.

 

Convite Concerto de Natal

O Natal é um momento de reflexão, de celebração do nascimento de
Cristo, em que somos lembrados da sua benevolência, compaixão,
sabedoria, capacidade de perdoar e amar o próximo. O espírito natalino
é, na sua essência, o amor em ação, é a prática da bondade e da
generosidade que Cristo nos deixou como herança. E bondade e
generosidade não têm religião, são valores universais, que devem ser
cultivados por cada um de nós, contribuindo para tornar o mundo um
lugar melhor.
A Prefeitura Municipal de Serafina Corrêa, através da Secretaria
Municipal de Cultura, realizará o Concerto de Natal, com o objetivo de
resgatar canções natalinas em diferentes culturas, promovendo a
fraternidade e o real significado do Natal de Cristo para toda a
humanidade. O evento acontecerá no dia 13 de dezembro de 2014, sábado,
às 21h, em frente ao Santuário Nossa Senhora do Rosário e contará com
a participação do Tenor Dirceu Pastori, da Orquestra Municipal de
Farroupilha e dos grupos de Canarinhos dos seguintes municípios:
Garibaldi, Vila Flores, Nova Prata, Bento Gonçalves, Farroupilha,
Carlos Barbosa e Serafina Corrêa. Os grupos de Canarinhos apresentarão
em conjunto, serão cerca de 200 vozes de crianças e jovens cantando as
mais belas canções natalinas, acompanhados pela Orquestra e Tenor. Em
caso de mau tempo, o evento acontecerá dentro do Santuário Nossa
Senhora do Rosário.
Participe desse espetáculo de celebração e magia!

Apoio: Câmara Municipal de Vereadores e Lojas Benoit de Serafina Corrêa
Realização: Prefeitura Municipal de Serafina Corrêa – Viva com qualidade!

 

Reunião com Representantes da Caixa Econômica Federal

No dia 25 de Novembro de 2014, o Prefeito Municipal Ademir Antonio
Presotto recebeu, em seu Gabinete, do Gerente de Filial da GIGOV de
Caxias do Sul, Luís Carlos Vedovelli; o Gerente Regional da
Superintendência Regional da Serra Gaúcha, Victor Hugo Streich; e o
Gerente da Caixa Econômica Federal Agência de Serafina Corrêa, Júlio
Afonso Wallauer. Na oportunidade, participaram da reunião a Secretária
Municipal de Coordenação, Planejamento e Gestão, Olderes Piazza
Santin, a Chefe de Gabinete, Monique Soccol Pavan, e o Diretor do
Departamento de Engenharia Guilherme Migliavacca. Os assuntos
debatidos durante a reunião foram os 12 convênios que estão em
execução no município; um financiamento do PAC 2 – Mobilidade 3ª
Etapa; além de prestação de contas, habitação e acompanhamento de obras.

 

Concurso de Árvores Natalinas em Serafina Corrêa

A Prefeitura de Serafina Corrêa, através das Secretarias de Cultura;
de Educação; de Turismo, Esporte e Lazer; e o Gabinete da Primeira
Dama estão promovendo o Concurso de Árvores Natalinas Artesanais e
Ecológicas. Participam do Concurso entidades, estabelecimentos
comerciais, industriais, de serviços e escolas do município.
As Árvores Natalinas já podem ser apreciadas pela comunidade
serafinense e visitantes e estão expostas em frente ao Centro
Administrativo Amantino Lucindo Montanari, na Praça da Matriz, no
pátio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer, na Escola
Municipal Jeito de Criança, no Quiosque do Artesanato e na Empresa
Soma Distribuidora.


4 de dezembro
de 2014

Coleguinhas

lauro quadros não fará um livro de memórias.

* fez na 2 uma colonoscopia. tá tudo bem com ele.

Grande laurinho

 

Terlera

o quadro de Terlera é dado como ' irreversível".

 

a Longa Agonia de Terlera

JCCTerlera está na CTI do Mãe de Deus desde 19 de setembro ultimo. Vão pra 3 meses.

Está se alimentando por sonda.

Terlera tem uma companheira que tem ido diariamente ao Mãe de Deus visitá-lo.

 

PDT

Este pdt não é bobo. como sabe tirar cargos dos parceiros. tão empre no governo. pegaram a teta que era do ptb...

* e sabem acomodar os seus que ficaram de fora na eleição, tipo Juliana Brizola.neta do homi...

 

a rotula do papa.....

assim se conhece esta praça em porto alegre

 

de sb

os futuros secretários do sartoron da massa do pdt....até que levaram muito pelo pouco que fizeram(olides)

De: letier12
Enviada: Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2014

Os cotados é WASHINGTON para o Esporte, Vieira para Educação, Bacci para Segurança.
Pelo que sei...

Letier Vivian
São Borja/RS

 

de sb

ah, o homi dos planos esóterios vai pra sec da agricultura. vai fazer chover no deserto de alegrete. só rindo(olides)

De: letier12
Enviada: Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2014

e Cherine para Agricultura

Letier Vivian
São Borja/RS

 

Feira Vegana Especial de Natal acontece no próximo domingo em Porto Alegre

No dia 07 de dezembro, domingo, das 11h às 21h, acontece a Feira Vegana de Porto Alegre Especial de Natal, na Casa Liberdade (Rua Liberdade, 553 - bairro Rio Branco – Porto Alegre/RS). O evento contará com 17 expositores de produtos exclusivamente veganos, que comercializarão alimentos, cosméticos, produtos de higiene e limpeza, todos livres de crueldade animal.

Os grupos Bichos do Sarandi e Gatos da Redenção, que cuidam de animais carentes na capital, estarão promovendo um brechó beneficente. Um evento de adoção de animais abandonados será organizado pelo grupo Patas Dadas. O coletivo Vanguarda Abolicionista estará distribuindo material educativo sobre direitos dos animais e orientando as pessoas acerca do veganismo. A empresa Delivery Veg estará sorteando uma cesta de Natal, recheada de produtos veganos, para seus clientes.

Às 11h, acontece uma oficina de suco verde, oferecida pelo valor de R$ 10,00. Não é necessária inscrição antecipada. Às 14h, acontece a palestra "Alimentação Veg, o remédio Divino", com o terapeuta ayurvédico Radhanti Maharaj. Às 16h, a psicóloga e ativista Eliane Carmanim Lima falará sobre "O mito da proteína animal, da bioquímica às ciências sociais".

Link do Evento: https://www.facebook.com/events/1517971001795149/?fref=ts.

 

Entrega Relatório Final da Comissão Estadual da Verdade

Convidamos Vossa Excelência para a Solenidade de Entrega do Relatório Final da Comissão Estadual da Verdade, a realizar-se às 14 horas e 30 minutos do dia 04 de dezembro de 2014, no Salão Alberto Pasqualini, no Palácio Piratini, Porto Alegre/RS.

A confirmação de presença ou designação de representante poderá ser feita pelo email: comissao-verdade@casacivil.rs.gov.br ou pelo telefone (51) 3225-5823 e (51)8491-0629.

Atenciosamente,

Natália Bettim
Comissão Estadual da Verdade RS
51. 3225 .5823/ 51. 8491.0629
www.comissaodaverdade.rs.gov.br

 

Música italiana abre as programações de dezembro do Teatro Sinduscon

Evento faz parte do projeto Construção Cultural que comemora os 65 anos da Entidade.

No clima de natal, o projeto Construção Cultural do Sinduscon apresenta o Coral dos Italianos do Rio Grande do Sul – ACIRS – no dia 04 de dezembro, a partir das 19h30. A entrada é gratuita e o espetáculo acontece no Teatro da entidade, localizado na Av. Augusto Meyer, 146 – Higienópolis.

Com a regência de Gerson de Souza, o coral é composto de 26 participantes com amplo repertório de canções típicas italianas e dois CD's lançados. O primeiro foi em 2012, com canções como "Signore Delle Cime" e "O Sole Mio". Recentemente foi lançada uma coletânea com canções natalinas.
O show faz parte do projeto Construção Cultural, marcando os 65 anos do Sinduscon. As apresentações contaram com o patrocínio da NEX Group e Cyrela Goldsztein.

O teatro do Sinduscon está localizado na Av. Augusto Meyer, 146 – Higienópolis.

 

O COTIDIANO DA ARTE E DO ARTISTA

por Eron Duarte Fagundes

Davi Pretto é um realizador gaúcho talentoso. Tem o domínio de seu instrumento de trabalho. Quem viu seu filme de curta-metragem Quarto de espera (2009) sabe dos êxtases cinematográficos a que seu processo de filmar pode chegar. Agora ele estreia no mundo dos filmes longos, e dos grandes circuitos, com Castanha (2014).
Percorrendo festivais nacionais e internacionais, onde colecionou prêmios e elogios, Castanha chega enfim a seu habitat, Rio Grande do Sul, Porto Alegre: é uma narrativa que tem nosso cenário e nossa maneira de ver as coisas, nossa linguagem e as incorreções desta nossa linguagem. Pretto parte de um ser real e de suas vivências, o ator e transformista da noite porto-alegrense João Carlos Castanha. O que Pretto vai fazer em seu filme é documentar muito mais os sonhos de Castanha do que a realidade em que a personagem vive, embora esta realidade aparente - especialmente suas relações com a mãe - inste em permanecer diante do sonhos retratados.

Pretto revela o mesmo rigor cinematográfico que antes topamos em Quarto de espera. Mas, apesar do tom quase kafkeano de Castanha, está longe da constância criativa de seu filme curto; o lado turvo e misterioso de Quarto de espera se esboroa diante dos escrúpulos mais realistas ou cotidianos do filme longo.

Talvez exageradamente estimado, Castanha é, de qualquer maneira, um alentado pisar de um jovem realizador no tapete visível da indústria do cinema.

 

Programação do Clube para o próximo final de semana

No próximo Sábado (dia 06/12/2014) as 10h15min na Sala Multiuso Santander assistiremos ao filme "A Caça" (La Caza-1965). Parábola corajosa de Carlos Saura sobre a Guerra Civil Espanhola. Ganhou o prêmio de melhor diretor (Urso de Prata) no Festival de Berlim de 1966. José, Paco e Luís são três amigos e veteranos de guerra que um dia decidem ir à caça na companhia de Enrique, de 20 anos de idade, em sua primeira excursão. Eles vão praticar o seu esporte favorito nas terras de José, onde não há muito tempo uma importante batalha da Guerra Civil ocorreu. Um thriller nervoso, bem como um estudo altamente simbólico do ódio e da rivalidade, “A Caça” se torna uma alegoria da guerra. É considerado um clássico do Cinema Espanhol.

No próximo Domingo (dia 07/12/2014) as 10h15min no Cinebancários o filme "Meninos de Kichute" (2009). Beto (Lucas Alexandre) é filho do meio de uma família simples e sonha em ser goleiro de futebol. O menino encontrará alguns obstáculos para realizar seu sonho, sendo o principal deles a resistência do pai, autoritário e religioso, para quem, competição é pecado. Mas Beto é persistente e não desistirá de alcançar seus objetivos, tendo como ajuda, o apoio de Dona Leonor (Arlete Sales), sua vizinha.

 

Lançamento e Apresentação da Série RS 2030

No dia 09 de dezembroocorre o evento de Lançamento e Apresentação da Série RS 2030, organizada pela Secretaria do Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, em parceira com a Fundação de Economia e Estatística (FEE). O evento será realizado noAuditório da Fundação, a partir das 14h30min.

O RS 2030: Agenda de Desenvolvimento Territorial tem como objetivo identificar diretrizes para o desenvolvimento do território do Estado do Rio Grande do Sul em um futuro próximo, a partir da descrição das dinâmicas territoriais recentes. Nessa linha, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) propôs aos estados, em 2012, a formulação de Agendas de Desenvolvimento Territorial, para criar maior integração federativa na formulação e na implementação das políticas públicas, em especial por meio de maior alinhamento entre os Planos Plurianuais (PPAs) federal, estadual e municipais.

Em 2012 e 2013, o Ministério da Integração Nacional realizou a primeira Conferência Nacional de Desenvolvimento Regional, processo participativo que incorporou contribuições da sociedade civil e dos governos, para redefinição da política nacional de desenvolvimento regional. A esses esforços, somam-se documentos elaborados por instâncias de participação social no RS, como os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (COREDES) e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Você é nosso convidado. Participe!

Mais informações, entre em contato através do e-mail comunicacao@fee.tche.br ou do telefone 3216-9110.

 

Planta de Gaseificação ICEC Energia poderá gerar até 4 mil empregos

Foto: Caco Argemi

Um novo ciclo para utilização do carvão mineral gaúcho, a partir da extração de gás natural sintético, começa a ganhar forma com a implantação de uma planta de gaseificação em 2019, por meio de um empreendimento conjunto entre a Copelmi Mineração e o conglomerado asiático Posco E&C.

O protocolo de assinatura de intenções e de benefícios fiscais ocorreu na manhã desta quarta-feira (03/12), no Palácio Piratini, em Porto Alegre. A execução da Planta de Gaseificação ICEC Energia, entre 2020 e 2022, na divisa dos municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas - próximo ao Pólo Petroquímico e a tubulação de gasoduto, onde concentra a Mina de Guaíba -, receberá investimentos iniciais de US$ 1,8 bilhão, gerando até 4 mil empregos.

O projeto é planificado no fornecimento de 3,5 milhões de toneladas/ano de carvão para a produção de 2 milhões de metros cúbicos de "syngas", como é conhecido. Segundo o diretor-presidente da Copelmi, César W. de Faria, desde 2013 o projeto vem sendo desenhado para sua viabilidade técnica e econômica no Estado. "Fizemos uma amostragem do carvão do Baixo Jacuí para a adequação à gaseificação e os resultados foram positivos", anunciou.

Mais vagas - O projeto também poderá suprir as recentes vagas em aberto na Região Carbonífera em razão do rompimento de contrato entre a Petrobras e Iesa, bem como potencializar o fornecimento de gás, uma vez que o contrato de suprimento de gás boliviano para o Estado expira em 2019.

Para o governador Tarso Genro, a instalação de um pólo carboquímico no Estado consolida um novo ciclo que potencializa o carvão mineral gaúcho em um dos últimos atos de seu governo com a parceria da iniciativa privada. "Este novo ciclo carboquímico é positivo, pois coincide com o término do fornecimento do gás boliviano", apontou.

O Estado abriga uma das maiores reservas de carvão mineral no Brasil, com 33 bilhões de toneladas em jazidas já identificadas. Com base no uso da matéria-prima, o empreendimento servirá como atrativo para novas indústrias instalaram-se no Rio Grande do Sul.

O protocolo - O ato de assinatura do protocolo, por cerca de 20 minutos, reuniu cerca de 10 executivos das empresas, além de autoridades de Estado. Marcaram presença o secretário do Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik, o secretário-adjunto da Fazenda, André Paiva, o diretor-superintendente da Copelmi, Carlos Faria e o diretor sênior da Posco, Jin-Kyeong Kim, entre outros.

Certificação - A área de baixa mineração para a expansão de carvão mineral já foi certificada, com a aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) iniciado em fevereiro deste ano com previsão de licenciamento ambiental para a metade de 2015. As prefeituras de Eldorado do Sul e Charqueadas, além do Incra, também aprovaram o projeto. Há possibilidade de expansão da planta na área.

A exploração de 40 cavas com profundidade entre 40 e 90 metros possibilitará a extração de 200 milhões de toneladas de carvão das reservas estimadas. O projeto possui tempo útil de exploração em até 50 anos, dependendo do mercado. Após, a área poderá ser reutilizada para agricultura. Atualmente, o terreno ocupa o cultivo de arroz.

Além de fornecimento energético, o beneficiamento do mineral poderá ser processado na planta para matérias-primas como fertilizantes, diesel, metanol, nafta, gasolina e outros derivados. Seu processamento é balizado em uma plataforma sustentável, como alternativa econômica estratégica. Atualmente, o uso convencional é direcionado para geração de Energia Elétrica e vapor.

Ainda em abril deste ano em Seul, os grupos de trabalho da Copelmi, Posco e AGDI concentraram pesquisas para a adequação do gaseificador ao carvão mineral gaúcho, através de um acordo de cooperação. A previsão de término para os estudos de viabilidade técnica e econômica encerra no primeiro trimestre de 2015.

As empresas - A Copelmi é uma empresa nacional voltada à produção de Carvão Mineral, sendo considerada a maior mineradora privada deste mineral no país. Possui 80% do mercado industrial e 18% do total do mercado brasileiro de carvão mineral nacional.

A Posco E&C é uma empresa do Grupo Posco, uma das maiores da Coreia do Sul, com sede em Seul, considerada um dos símbolos do empreendedorismo asiático.

 

Eduardo Cunha visitará Porto Alegre nesta sexta-feira, 5

Foto: Wenzel Lopes

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), candidato à presidência da Câmara dos Deputados, cumpre agenda no Rio Grande do Sul na próxima sexta-feira, dia 5. O propósito dele é conversar com os deputados estaduais e federais de todos os partidos, atuais e eleitos.

Também faz parte da agenda de Cunha encontro com o governador eleito José Ivo Sartori e com o prefeito e vice de Porto Alegre, José Fortunati (PDT) e Sebastião Melo, respectivamente.

O parlamentar fluminense tem o apoio dos quatro deputados federais gaúchos do PMDB à presidência da Câmara. Para o deputado federal Darcísio Perondi, no comando da Casa, Cunha será advogado dos interesses do Rio Grande do Sul. Ele observa que como líder do partido o deputado esteve na linha de frente da recente negociação da dívida dos Estados.

Antes de desembarcar em Porto Alegre o deputado visitará Santa Catarina. Já na quinta-feira, 4, estará no Paraná e no Mato Grosso.

Agenda, sexta-feira, 5 de dezembro

15h30 – Desembarque e coletiva de imprensa na Sala VIP do Aeroporto Salgado Filho
16h30 – Visita ao prefeito José Fortunati e ao Vice Sebastião Melo
17h – Visita ao governador eleito José Ivo Sartori
19h30 – Jantar com deputados estaduais e federais eleitos (de todos os partidos)
Local: Churrascaria Na Brasa (Rua Ramiro Barcelos, 389, bairro Floresta), em Porto Alegre

 

Encaminhamento de denúncia de violência física, de violência psicológica e de maus tratos contra uma pessoa idosa de 79 (setenta e nove) anos, Senhora Ruth Gomes de Sá, ao Disque Direitos Humanos - DDH 100, sendo os agentes violadores os seguranças do Senado Federal e outros a mando do senhor José Renan Vasconcelos Calheiros, em atendimento ao pedido da senhora Jandira Feghali apoiada pela senhora Maria do Rosário Nunes e pelo senhor Amauri Santos Teixeira.

Brusque-SC, 3 de dezembro de 2014.

“É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito (...) à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito (...)”(art. 3º. da Lei nº. 10.741, de 1º X 2003).

“Sentir indignação contra qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo é a capacidade mais bela de um militante”(Ernesto Che Guevara de la Serna - 14 de junho de 1928, Rosário/Argentina - 9 de outubro de 1967, La Higuera/Bolívia).

À COORDENAÇÃO-GERAL DO DISQUE DIREITOS HUMANOS
Departamento de Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Endereço eletrônico: disquedireitoshumanos@sdh.gov.br
Endereço telefônico: (61) 2027-3738 – Fac-símile: (61) 2025-9733
Edifício Parque Cidade Corporate
Setor Comercial sul - B, Quadra 09, Lote C, Torre A, Sala 1005-B
70.308-200 - BRASÍLIA/DF

(via correio eletrônico: disquedireitoshumanos@sdh.gov.br)

Prezada equipe – Paz e Bem,

Com a satisfação de cumprimenta-los, considerando que “todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei (Estatuto do Idoso) que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento” (art. 6º. da Lei federal nº. 10.741, de 1º X 2003) e a atribuição desse Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos de receber, examinar e encaminhar denúncias que envolvam violações de direitos de pessoas idosas, apresento notícia de violência física, de violência psicológica e de maus tratos contra uma pessoa idosa de 79 (setenta e nove) anos, a Senhora Ruth Gomes de Sá.

Segundo o testemunho dos jornalistas João Domingos, Ricardo Della Coletta e Daniel Carvalho, da Agência Estado (leia a notícia no link: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,confusao-impede-votacao-de-projeto-do-ajuste-fiscal), no início da noite de ontem (terça-feira, dia 2 de dezembro de 2014), nas galerias do Plenário da Câmara dos Deputados "os seguranças foram truculentos". "Um pouco ao fundo, a administradora Ruth Gomes de Sá, de 79 anos, foi agarrada por outro agente do Senado, que lhe deu uma gravata e uns tapas na cara". Então a mulher idosa de 79 anos gritou e se livrou do agressor. "Depois, outro segurança lhe deu uma rasteira. Abaixo, um agente ameaçava todos com uma arma de choque".

A violência se originou num pedido da senhora Jandira Feghali (nascida em Curitiba/PR, no dia 17 de maio de 1957) – com o apoio da senhora Maria do Rosário Nunes (nascida em Veranópolis/RS, em 22 de novembro de 1966), do senhor Amauri Santos Teixeira (nascido em Jacobina/BA, no dia 1º. de dezembro de 1957) e outros que não consegui identificar – ao senhor José Renan Vasconcelos Calheiros (nascido em Murici/AL, em 16 de setembro de 1955) de que fosse retirada a vítima de 79 anos e outras pessoas que se encontravam nas galerias do Plenário da Câmara dos Deputados, tendo o senhor José Calheiros, que chefiava o encontro no Plenário da Câmara dos Deputados determinado aos seguranças a retirada da vítima e de outras pessoas que lá se encontravam.

As atitudes das senhoras Jandira e Maria e dos senhores Amauri e José e dos demais partícipes desta ignominiosa violência contra uma anciã violam as regras estabelecidas nos marcos legais brasileiros referentes a pessoa idosa. Nos lembra o eminente jurista e professor Dalmo de Abreu Dallari que “A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”. Assim reiteramos que Estatuto do Idoso, a Lei federal nº. 10.741 de 1º de outubro de 2003, tem uma representatividade ímpar no campo da conquista dos direitos da pessoa idosa. O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata o Estatuto do Idoso, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade, direitos estes que à cidadã anciã senhora Ruth Gomes de Sá foram violados pela ação das senhoras Jandira e Maria e dos senhores Amauri e José e dos demais partícipes desta ignominiosa violência.

Informo que os violadores Jandira, Maria e Amauri podem ser localizados em seu local de trabalho na Praça dos Três Poderes, Câmara dos Deputados - CEP 70160-900 – Brasília/DF. Já o violador José, que chefiou o grupo na prática da violência física, de violência psicológica e de maus tratos contra a anciã, pode ser localizado no Senado Federal - Praça dos Três Poderes - CEP 70165-900 – Brasília/DF.

É importante ressaltar que com o advento da Constituição Cidadã e especificamente do Estatuto do Idoso, não importando quanto se ache poderoso o violador dos direitos dos anciãos, os marcos legais estabelecem penas severas e exemplifico com o art. 96, do Estatuto do Idoso: “Discriminar pessoa idosa, impedindo ou dificultando (...) ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania (...) Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. § 1º. Na mesma pena incorre quem desdenhar, humilhar, menosprezar ou discriminar pessoa idosa, por qualquer motivo”.

Quadro Sinótico da Violência praticada contra a anciã:

1. Quem sofreu a violência? (vítima)

R.: Senhora Ruth Gomes de Sá, de 79 anos.

2. Qual tipo de violência?

R.: Violência física, psicológica e maus tratos

3. Quem praticou a violência?

Seguranças do Senado Federal e outros a mando do senhor José Renan Vasconcelos Calheiros, em atendimento ao pedido da senhora Jandira Feghali apoiada pela senhora Maria do Rosário Nunes e pelo senhor Amauri Santos Teixeira e outros não identificados

4. Local da prática da violência?

R.: Galerias do Plenário da Câmara dos Deputados

5. Data da violência?

R.: Dia 2 de dezembro de 2014.

Certo da tomada de todas as providências que a situação apresentada requer, apresentamos expressões de reconhecimento e estima cristã.

Fraternalmente, permanecemos à disposição,

Paulo Vendelino Kons

Rua Adelina Debatin, nº. 79 – bairro Águas Claras
Endereço telefônico: 47 9997 9581 – Endereço eletrônico: paulo_kons@yahoo.com.br
88353-610 - BRUSQUE/SC

 

de Serafina

Patrimônio foi tema de importante evento no Legislativo Serafinense

os nossos queridos edis de serafina poderiam dar uma olhada no patrimonio que são as margens do rio carreiro e que estão sendo completamente destruídas pelos jet ski que nos finais de semana infestam o rio(olides)


Painel foi realizado pela Comissão de Educação com participação de autoridades, lideranças e da comunidade

O Dia Nacional do Patrimônio Histórico foi comemorado em 17 de agosto, mas foi com o objetivo de destacar esta data e de promover o diálogo e ações voltadas em favor da educação patrimonial em nosso município que a Câmara de Vereadores de Serafina Corrêa realizou um evento informativo e educativo, na noite de quinta-feira (24). O painel sobre a importância da preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Município de Serafina Corrêa teve coordenação da Comissão de Cultura, Educação e Assistência Social (CCEAS) e o apoio do Poder Público Municipal, através da Secretaria Municipal de Cultura e da Secretaria Municipal de Educação.

“Nosso objetivo ao realizar este importante evento é concretizar ações indispensáveis para a preservação da memória local. Enquanto integrantes da Câmara de Vereadores podemos contribuir para o crescimento cultural de nossa sociedade”, disse a Vereadora Salete Cadore, Presidente da CCEAS na abertura dos trabalhos.

O painel contou com a presença e palestra de Telmo Padilha César, que é Presidente da Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico, do município de Cachoeira do Sul e da arquiteta Paula Lovatel Soso, responsável pelo escritório Técnico do IPHAN, do município de Antônio Prado. Telmo abordou conceitos relacionados à cultura e patrimônio, além da legislação brasileira, enquanto Paula falou sobre o exemplo de preservação do patrimônio de Antônio Prado, bem como de ações desenvolvidas com a comunidade e visitantes. “Acreditamos que através de uma sociedade consciente, organizada e ativa, ainda dá tempo de salvar o que resta da nossa memória e do nosso patrimônio Cultural”, enfatizou Telmo.

Após as explanações dos convidados, os presentes tiveram a oportunidade de também participarem da atividade, por meio de manifestações, perguntas e considerações sobre o tema.

 

Nossas crianças longe das drogas!

O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) é uma iniciativa da Polícia Militar de prevenção para crianças do Ensino Fundamental até o Ensino Médio. É baseado no Programa Americano chamado DARE que é desenvolvido em mais de 50 países e cerca de 40 milhões de crianças por ano têm instruções com policiais.
Os objetivos principais do PROERD são noções de cidadania, prevenir
ou reduzir o uso de drogas e a violência entre crianças e
adolescentes. Em Serafina Corrêa, a Secretaria Estadual de Segurança
Pública, através do Comando da Brigada Militar tem promovido,
anualmente, esse importante Programa Educacional de Resistência às
Drogas e à Violência. Dessa forma, centenas de crianças e jovens
participam do PROERD, o que representa destacada iniciativa,
objetivando a prevenção ao uso de drogas e à violência, além de
estimular o exercício da cidadania.
Na sexta-feira, 28 de Novembro de 2014, o Comandante da Brigada
Militar de Serafina Corrêa, 1º Sargento Valdelírio Dal Olmo Schons,
juntamente com o Instrutor do PROERD, Soldado Vinicius Razera
Carvalho, realizaram a Solenidade de Formatura do Programa Educacional
de Resistência às Drogas e à Violência, segundo semestre. O evento
aconteceu no Ginásio Municipal Irceu Antônio Gasparin, contando com a
presença de autoridades municipais, alunos, pais e a comunidade
serafinense. Durante a Solenidade foram realizadas homenagens,
premiações, juramento e a formatura dos alunos que participaram desse
importante Programa que objetiva deixar nossas crianças longe das
drogas!

 

Acompanhe a construção da Praça Planalto

A Prefeitura de Serafina Corrêa está executando importante obra: a construção da Praça no Bairro Planalto, ao lado da Unidade Básica de Saúde. Serão investidos mais de R$ 186 mil nessa importante obra que beneficia toda a comunidade.

 

Prefeito recebe Delegada de Polícia

Na quinta-feira, 27 de Novembro de 2014, o Prefeito Municipal Ademir
Antonio Presotto recebeu, em seu Gabinete, a Delegada de Polícia em
Substituição Carla Zanetti. Na oportunidade, as autoridades discutiram
assuntos referentes à segurança pública em Serafina Corrêa, além de
buscar alternativas que promovam o bem-estar e a tranquilidade da
população.

 

Painel sobre Proteção ao Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural

A Comissão de Cultura, Educação e Assistência Social da Câmara de Vereadores de Serafina Corrêa, com apoio das Secretarias Municipais de
Cultura e de Educação, realizou um Painel sobre a importância da Proteção ao Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do município. O encontro aconteceu no dia 27 de Novembro de 2014, no Plenário Darcy Sobreira Soccol e contou com a participação de autoridades, lideranças
e da comunidade serafinense. O Painel teve como palestrantes o Presidente da Defender – Defesa
Civil do Patrimônio Histórico, Telmo Padilha César; e da responsável pelo escritório Técnico do IPHAN, a arquiteta Paula Lovatel Soso.
Segundo dados da Câmara de Vereadores, o Presidente Telmo abordou conceitos relacionados à cultura e patrimônio, além da legislação
brasileira, enquanto a Arquiteta Paula falou sobre o exemplo de
preservação do patrimônio de Antônio Prado, bem como de ações
desenvolvidas com a comunidade e visitantes.

 

Acompanhe a Obra do Centro de Convivência de Idosos

A Prefeitura de Serafina Corrêa está implantando mais uma importante
obra com a reforma da Escola Estadual Santa Ana. O Projeto que prevê
políticas públicas de inclusão social e valorização dos idosos irá
adequar os espaços e transformar a antiga escola, localizada no interior do município, Linha Doutor Parobé, num importante Centro de
Convivência. O projeto para o local é amplo e irá beneficiar as centenas de idosos do município.

 

Viagem de Trabalho para a Capital

Na segunda-feira, 24 de Novembro de 2014, o Prefeito Municipal Ademir
Antonio Presotto e a Secretária Municipal de Coordenação, Planejamento
e Gestão Olderes Maria Piazza Santin estiveram em Porto Alegre
participando de uma importante viagem de trabalho.
A extensa agenda teve o objetivo de buscar, junto aos órgãos
competentes, apoio para a vinda de um Delegado para o município de
Serafina Corrêa e também junto à Secretaria Estadual de Educação onde
tiveram audiência com o Diretor do Departamento de Articulação com os
municípios, Antonio Marangon, solicitando um ônibus para transporte
escolar para o município de Serafina Corrêa. As autoridades
serafinenses estiveram na Secretaria Estadual de Segurança Pública,
entregando ofício para o Secretário Airton Michels, bem como para o
Delegado Chefe de Polícia Civil do Estado Guilherme Yates Wondracek.
Também tiveram a oportunidade de discutir o assunto segurança pública
com o Diretor do Departamento de Polícia do Interior Mário Wagner.
Durante o dia, o Prefeito Municipal e a Secretária de Coordenação,
Planejamento e Gestão estiveram pedindo o apoio dos Deputados Heitor
Schuch, Gilmar Sossella, Edgar Pretto, Ronaldo Santini, Vinícius
Ribeiro, Marlon Santos e Covatti.


3 de dezembro
de 2014

ESTUPRADOR DE SERAFINA VIRA CASO ECONOMICO

aquela passeata pela paz feita dias atrás tinha uma conotação de acalmar a cidade porque as mulheres diante de um suposto estuprador - que teria estuprado até uma vaca no Cristo Rei - estavam se negando a ir trabalhar de noite. como não tem onibus em serafina, as mulheres costumam caminhar nas ruas, algumas mal iluminadas e sem nenhuma segurança.

diante da negativa das mulheres irem trabalhar a delegada foi no rádio e disse que aquilo era um caso isolado, não era pra tanto alarde.

o prefeito não perdeu também o mote e foi no programa de rádio tentar acalmar a cidadania.

A mulher que foi estuprada, pelo menos é o que se diz na cidade, seria marines Borsatto. ela vem a ser irmã da viuva do caminhoneiro Battistel que foi encontrado morto anos atrás num desvio em Vila Maria, depois de andar sumido meses.

então tem todo este ingridente aí que transformou serafina numa boataria só.

ao ponto de dizerem que o estuprador também teria feito o serviço numa vaca, que ele a teria amarrado etc e tal....

a vitima foi atendida no hospital de serafina pelos médicos enio e paulo massolini que a mandaram a um hospital com mais recursos. só acharam vaga em Estrela. dias depois ela morreu.

- saiu no RBS, comenta-se em serafina.

o fato é que com haitianos e tudo, aumentou muito a tensão na cidade depois do episódio.

com muitos forasteiros, serafina virou uma cidade com certa violencia. mas não se tem registrado assaltos a bancos, por exemplo.

agora muitos dos moradores antigos costumam manter o que era hábito décadas atrás que era a porta sempre aberta. isto até favoreceria os larápios.

a delegada fez o papel dela que foi tentar acalmar as mulheres. a passeata pela paz realizada num domingo foi resultado de todo este clima. e o padre, um mexicano, ainda veio a falar no assunto. não sei bem o que o padre disse mas meteu sua colher no episódio.(olides)

 

Blog

fazer este blog dá despesa e trabalho.vamos levando...

* Chiquinho Tasca, do Barranco, teve que ir na Justiça do Trabalho agora de manhã.

* faz parte

 

VAIDADE POST MORTEM

MEUS IRMÃOS PAGARAM 7 MIL REAIS PRA BOM JESUS FAZER O ENTERRO DO MEU PAI. EM JULHO.

AGORA O FACCO PEDE 250 CONTOS PRA BOTAR UM PLAQUETA NO TUMULO DELE.

PO CUSTA CARO MORRER E SABER QUEM ESTÁ ALI ENTERRADO.

OLHA, SEM DEMAGORIA. ME ENTERREM SEM CAIXÃO, COM MINHA ROUPA DO CORPO, E SEM PLAQUETA NENHUMA.

OS QUE GOSTAVAM DE MIM VÃO SE LEMBRAR DE MIM.

QUANTO A GRANA, TORREM TUDO EM FESTA E BAGACEIRICE. VALE MAIS APENA DO QUE DAR GRANA PRA FUNEÁRIA.OU PROS PAPA DEFUNDOS, SEJAM LA COMO CHAMAM.

Fotos da aula com presença da Rbs TV

De: news.portoalegre
Enviada: Terça-feira, 2 de Dezembro de 2014

Oi, amigos:
Repasso as fotos da aula de ontem, filmada pela RBS.
A repórter Luciane Kohlmann disse que a matéria sai dia 16 de dezembro, no Jornal do Almoço.
A aula foi ótima, dinâmica, muito bom astral, como todas as aulas do nosso grupo 8 Adelante!!
Obrigado a todos vocês, e vamos continuar trabalhando com dedicação e entusiasmo para que o tango cresça em Porto Alegre.
Os créditos das fotos são da nossa amiga tanguera Melissa Marchi, melcom5@hotmail.com.

Abraço!

Daniel Osvaldo Carlos
Prof. argentino de tango
(51) 9911-1822 tango.poa@gmail.com
Grupo 8 Adelante: http://8adelante.webnode.com//
Aulas particulares- Shows - Eventos

 

EVOCANDO UMA VOZ DO BRASIL

por Eron Duarte Fagundes

Tim Maia foi uma das vozes da música popular brasileira no século XX. Nelson Motta, indefectivelmente, fez a biografia do cantor. E a história foi parar no cinema. Mauro Lima dirige o filme Tim Maia (2014). Como já ocorrera em seu trabalho anterior, Meu nome não é Johnny (2008), o diretor fala de temas anticonvencionais de maneira muito convencional. Os lugares-comuns a que se presta a trajetória de Tim Maia —o garoto pobre da Tijuca, no Rio, que comeu o pão que o diabo amassou antes de chegar ao estrelato e às extravagâncias monetárias e de seu fim drogado e inconsciente em 1998 durante um espetáculo— são usadas pelo realizador sem muitos pudores. Um dos momentos de constrangimento da narrativa é a caracterização caricata do cantor Roberto Carlos: parece um destes trechos humorísticos de quinta linha da televisão brasileira. Na verdade, o filme vale somente pela audição das canções de Tim; o mais é lixo biográfico que se vale do cinema como suporte.

 

Espetáculo Ensaio Sobre a Liberdade - CCCEV

"Eu preciso dizer que... eu não sou". "Ensaio sobre a liberdade" é uma mostra de processo criada a partir do texto praticamente desconhecido de Samuel Beckett: Eleutheria, que conta a história de Victor, um jovem que resolve isolar-se em um quarto de pensão com o intuito de não fazer absolutamente nada, sendo esta uma remota possibilidade de liberdade.

O espetáculo faz parte do Núcleo de Pesquisa Beckett-WE que integra uma pesquisa da mestranda Luciana Tondo do PPGAC – UFRGS tendo como objetivo a realização de releituras cênicas da obra de Beckett, aproximando-o da linguagem contemporânea e mesclando a linguagem teatral, com a dança e a performance.

Data: nesta quinta e sexta, às 20h, 04 e 05 de dezembro de 2014.
Duração: 60 min.
Classificação: livre
Ingresso: gratuito
Local: Auditório Barbosa Lessa, Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
Rua dos Andradas, 1223, Centro Histórico, Porto Alegre/RS
Coordenação: Luciana Tondo
Elenco: Ágata Borges, Arthur Cadmiel, Cláudia Cezar, Erik Bustamante, Fernanda Fiuza, Filipe Godot, Giovane Nunes, Guilherme Faller, Karol Geuer, Lídia Rodrigues, Lilian Monteiro, Lily Ribeiro, Lucas Oliveira, Rafael Domingues, Renan Barão, Suya Monteiro, Thiago Wyse, Valentina Curi, Vanessa Fiuza, Victória Netto, William Andrius.
Colaboradores: Katiúscia Machado, Bruno Prandini, Rafael Garcia, Maria Agnst, Mariana Horlle.
Apoio: Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Casa das Artes Villa Mimosa, PPGAC – UFRGS, Gaia Cultura e Arte.

 

Na Fecomércio, Sartori ouve recomendações para o setor terciário

Foto: Karine Viana

O reforço na agenda do governador eleito José Ivo Sartori (PMDB) com as entidades representativas gaúchas vem ganhando consistência em propostas encaminhadas para as ações do futuro governo. Depois de encontros na Farsul, Fetag e Fiergs nas últimas semanas – além de reuniões reservadas com os partidos coligados e equipe de transição –, nesta terça-feira (02/12) foi a vez da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), em Porto Alegre, onde marcou presença junto ao presidente da entidade Luiz Carlos Bohn. O vice José Paulo Cairoli (PSD) acompanhou o encontro.

Na ocasião, foi entregue o caderno “Propostas para a Gestão Pública”, em mãos, ao peemedebista, com apontamentos econômicos do setor varejista, entre outros itens. Ainda na pauta do encontro, os assuntos comentados foram as Finanças, o Salário Mínimo Regional, o Imposto de Fronteira e a descentralização das Juntas Comerciais no Estado, entre outros. “É preciso fazer uma boa construção coletiva, que atenda às necessidades do Rio Grande”, apontou Sartori.

Por parte da Fecomércio, Bohn sugeriu a aplicação do Fundopem para o setor terciário. “As empresas de comércio e serviços ampliarão sua competitividade no setor terciário, além de incentivar a instalação de novas indústrias no Estado, uma vez que o comércio escoa a produção”, comentou. Sartori analisará o tema junto às equipes temáticas da transição.

Também participaram da reunião o consultor político da Fecomércio, Rodrigo Giacometti, e o membro da coordenação de transição, Ademir Baretta.

 

de Serafina

14º Fórum de Políticas para as Mulheres das regiões da Serra, de Cima
da Serra e Hortênsias

No dia 26 de Novembro de 2014, aconteceu na cidade de Nova Roma do
Sul o 14º Fórum de Políticas Para as Mulheres das Regiões da Serra,
de Cima Da Serra e Hortênsias. A Primeira-Dama do Município de Serafina Corrêa, Maria Carmen Montanari Presotto, e a Coordenadora dos Conselhos Municipais,
Fernanda Castelli Fedrigo, estiveram presentes, participando deste
importante Fórum que visa a troca de informações e experiências para o
atendimento às vítimas de violência na rede de saúde pública.
A complexidade que envolve o tema da violência exige ações da
família, sociedade, órgãos governamentais e não governamentais, e vem
sendo cada dia mais abordado como uma questão de saúde pública, pois
afeta a integridade corporal e o estado psíquico e emocional da
vítima, comprometendo-lhe o exercício da cidadania e dos direitos
humanos.
Na ocasião, foi apresentado o efetivo da PATRULHA MARIA DA PENHA da
Brigada Militar de Caxias do Sul, que presta serviços de fiscalização
ao cumprimento de medidas protetivas às mulheres vítimas de violência
doméstica.
A Patrulha Maria da Penha pode atuar em Municípios onde a rede de
proteção é mais completa e tem a participação de todas as Secretarias
e Organismos Governamentais e Não Governamentais empenhados em
enfrentar a violência contra a mulher.
O próximo Fórum deverá ser realizado no mês de Março de 2015, sendo
que o Município que o sediará ainda não foi definido.

 

Polo de Apoio Presencial de Serafina Corrêa:
Transformando a Realidade Educacional do Município

O Polo de Apoio Presencial (PUAB) de Serafina Corrêa atualmente possui
mais de 200 alunos matriculados em diferentes áreas do conhecimento,
transformando a realidade de centenas de pessoas da cidade e da
região. Em parceria com a mantenedora, a Prefeitura Municipal de
Serafina Corrêa e, juntamente com quatro instituições de Ensino
Superior: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),
Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal de Santa
Maria (UFSM) e Universidade Federal de Rio Grande, oferta para toda a
região cursos gratuitos de graduação e pós-graduação.

Neste ano, quatro cursos de graduação serão concluídos: Licenciatura
em Matemática, Licenciatura em Educação do Campo, Licenciatura em
Letras Espanhol e Licenciatura em Pedagogia, todos oferecidos pela
UFPel. Além disso, há cinco cursos de pós-graduação com término
previsto para o segundo semestre de 2015: pós-graduação em Informática
Instrumental (UFRGS), pós-graduação em Mídias na Educação (UFRGS),
pós-graduação em Educação Física (UFSM), pós-graduação em Gestão
Pública (UFRGS) e pós-graduação em Gestão em Saúde (UFRGS).

Todos os cursos citados são oferecidos pelas Instituições de Ensino
Superior já citadas anteriormente na modalidade a distância (EaD),
facilitando o acesso ao ensino superior e à qualificação profissional
para as pessoas que trabalham, pois nessa modalidade elas têm como
conciliar o trabalho com os estudos. O ensino na modalidade EaD
permite ao acadêmico flexibilidade na organização do seu próprio
horário de estudos, sem a necessidade de se deslocar diariamente para
centros universitários distantes, o que demanda disponibilidade de
tempo, custos com transporte, alimentação, entre outras dificuldades.

Segundo o coordenador do Polo, o Professor Lindomar Paloschi, o
município vive um momento de desenvolvimento pleno em diversos setores
da economia e isso exige das pessoas mais qualificação profissional,
seja na área da educação, saúde ou no setor público. Nesse sentido, o
polo de apoio presencial transforma a realidade, pois através da
oferta de cursos em diferentes áreas do conhecimento, oportuniza aos
seus munícipes e aos municípios vizinhos capacitação profissional
gratuita e de qualidade.

Para os anos de 2015 e 2016, o PUAB de Serafina Corrêa tem previsto o
Curso de Mediação de Conflitos Escolares que será ofertado aos
professores da rede estadual de ensino, totalizando 30 vagas, pela
UFSM. Também está previsto o curso de graduação em Geografia, pela
UFSM, totalizando 25 vagas; curso de pós-graduação em Educação
Ambiental pela UFSM , totalizando 30 vagas; curso de graduação em
História pela FURG, totalizando 30 vagas e ainda, curso de graduação
em Letras Português pela UFSM. Finalizando serão mais de cem vagas em
diferentes áreas de formação e qualificação profissional,
disponibilizadas por renomadas instituições de ensino superior.

O horário de atendimento do Polo de Apoio Presencial é de segunda a
sexta-feira, nos turnos da manhã, tarde e noite. O endereço é Rua
Minuano, 135, Bairro Santa Lúcia/Gramadinho, Serafina Corrêa/RS.
Telefone para contato (54) 3444-3035, junto à escola Leonora Marchioro
Bellenzier.


2 de dezembro
de 2014

o estuprador de serafina

este é o assunto de serafina. ainda tá quente....

tenho muitos detalhes, mas quero dizer que em cidadepequena isto chegou ao ponto das mulheres e nisto sou solidário com elas não quererem mais sair pra trabalhar à noite.

os detalhes são mórbidos e impressionantes.

conto amanhã porque estou cansando.

 

VIEIRINHA

OLHA, O PDT TANTO FEZ FAROL QUE ACEITOU A EDUCAÇÃO....

* NADA DE NOVO.

* TRAIU O pt?

* SEI LÁ....

* O Pdt NÃO TRAI NINGUÉM. ELE SÓ QUER MESMO UMA SECRETARIA. FICOU NESTA CONDIÇÃO.

* SE ASSUMIU DO TAMANHO QUE É.

* SÓ EXISTE NA FRONTEIRA OESTE.

* NA CAPITAL VAI DE MAL A PIOR. CAXIAS NÃO SEI.

 

De Serafina

' Nazão' levou umas porradas do Jurides Santin

Faz alguns anos atrás, o Juarez Dellazeri, que todos chamam de ' nazão" -é porque ele fica cafungando a toda hora -levou umas porradas do Jurides Santin, numa bodega onde jogam canastra.Além de cafungar toda hora, o ' nazão' - que foi do Sus - me parece, também teria outros comportamentos assim meio largados. Mas isto é porque o povo o marcou...

Contam que estava o hoje prefeito Bico Branco, o sogro do ' nazão', o jurides e o próprio pra um jogo. mas o nazão ninguém quer pra parceiro,segundo dizem, porque seria muito mala mesmo.

O Jurides, louco pra uma carpeta, topou o jogo...A dupla começou mal no jogo - tipo o Gremio,assim -as cartas não vinham e o ' nazão começou a encher o saco.

Jurides partiu pra cima do parceiro, deu-lhe umas porradas...

Na cidade, ainda hoje, quando o encontram,alguém lembra do episódio e diz:
- bem feito, ele merecia.

Depois de algum tempo sem que fosse mais a bodega, ' nazão' voltou ao local e hoje se dá bem com o Jurides.

 

Chico César

e o show do chico cesar na urgs na 5, muito bom, um show politico!

 

Sol

o sol de serafina no sabado só mesmo com guarda chuva...

 

de Serafina

A cidade precisa ter um plano de transporte urbano. Não sei porque tanta demora. cresceu, os bairros estão distantes um do outro.

e tem gente que caminha nos bairros pros serviços. poderia ter onibus sim que cruzassem a cidade.

 

Rodoviária

na rodoviária de porto alegre gente de pé esperando o onibus na 6 passada!

rodoviária de porto alegre. poucos bancos pras pessoas sentarem....

muitos ficam de pé pra aguardar o busun.

uma mulher me reclamou que mesmo com nene de colo ninguém dá lugar pra ela sentar nos bancos.

 

fim de linha, mesmo...

no meio do ano passado, tinha pensado em me meio que me instalar no porão dos meus pais em serafina. mas eles disseram que tavam no fim da linha....

* meu pai morreu e minha mãe arruma as trouxas pra ir morar em SP.

* é um fim de linha mesmo....

 

serafina

6 meses sem rodoviária.



passageiros sentam no meio fio sob um sol de 35 graus.não há água, não há banheiro, não um banco nem pra idosos...

é ao relento mesmo. ninguém faz nada, nem prefeitura, nem daer, nem bento, a empres...todos tiram o corpo fora e com as passagens pela hora da morte....

loo reais se gasta uma passagem ida e volta entre poa e serafina.

conforto ZERO.



as passagens são vendidas ao relento, como eram há 60 anos atrás.

e isto que estamos na cidade dita simpatia....

o autor deste epiteto deveria pedir pra retirar porque o que é isto sim é um VERGONHA.

E NINGUÉM SE MEXE. TODOS TIRAM O CORPO FORA.



A EMPRESA BENTO COLOCOU UM VENDEDOR DE BILHETES. A UNESUL NEM ISTO. VENDE DENTRO DO ONIBUS MESMO.

COMO EU VI NO PERU E NA BOLIVIA NOS ANOS 70.

ERA RS VEIO ESTE.

 

DE SERAFINA

NO SABADO O RIO CARREITO TAVA CHEIO. UM DIA LINDAÇO DE SOL....

FUI PRA LÁ DE CARONA E VOLTEI IDEM DE CARONA. COMO JÁ FUI 2 X AO PERU DE CARONA, NÃO ME ACANHO COM ISTO.

MAS PODIA SIM TER UM ONIBUS URBANO QUE FOSSE EM DETERMINADO HORÁRIO ATÉ O CAMPING. NÃO TEM.

HAVIA UM DA BENTO QUE TE DEIXAVA LÁ. MAS NO SABADO E DOMINGO TÁ CORTADO.

É QUEM NÃO TE CARRO QUE SE FODA MESMO.SÓ DIZENDO ASSIM.

 

Adriana Calcanhoto

as 11 da matina acabaram os ingressos pro show da adriana calcanhoto.teve gente que madrugou em volta da urgs pra pegar.

peguei hoje um ingresso da adriana calcanhoto. eram lo da matina e já tava quase terminando. me deram apenas um.

 

de serafina

NA TERRA ONDE OS TAXIS TRABALHAM QUANDO QUEREM.

6 feira tava tudo escuro na rodoviária, digo no ponto onde os passageiros são largados em serafina.

não havia um táxi.

fiquei sabendo que trocou o taxista de lá. agora é um Braido...

* os táxis em serafina fazem o que querem. eu desisti.

dei uma pernada até a casa da minha mãe e desisti de pegar táxi...melhor fazer de conta que não existem. CONVENHAMOS VOCE CHEGA NUMA CIDADE QUE OUVIU DIZER QUE É UMA CIDADE SIMPATIA. ELA TÁ SEM LUZ, NÃO TEM RODOVIÁRIA, NÃO TEM UM TAXI, O MOTORISTA DO ONIBUS DIZ QUE NÃO PODE CHAMAR, SÓ FORNECE O CARTÃO DO TAXISTA E O TAXISTA GERALMENTE TÁ DESLIGADO.

DURMA-SE COM UM BARULHO DESTES.

BOM, EU DESISTI.SERAFINA É TERRA PRA QUEM TEM CARRO.

 

de serafina

Bico branco tá na fase dos prêmios....

* cadê a rodoviária???

* e os buracos na VRS-851 continuam todinhos lá.fiz fotos de novo neste fimdi. bem ali no jardim itália. dentro da cidade.

 

ETA GAUCHADA DE SEARFINA

 

de serafina

NAZÃO é o meu candidato a mala do ano de serafina.

* em SBorja a corrida é braba, mas fui pouco lá este ano. tou meio por fora.

* no país o mala do ano é...aécio neves...comemorou o que não tinha ganho ainda e eu votei nele no segundo turno.

 

PDT FAZ C...DOCE...

o pdt, o partido mais carguista que tem ai.agora tá fazendo charminho se vai ou não pegar umas boquinhas no governo do sartori. aposto 10 contra meio que vão pegar. toda esta onda é pra sair em jornal.é a noiva se fazendo de dificil. ora mais vai tomar no ...como diz o tasca do agapio.

* e o capincho que tava preparando a fatiota pra tomar posse numa diretoria do Banrisul voltou a esfriar os animos.

* foi tomar umas na pastelaria com o ' frente fria' que só lhe traz azar....

 

DE SERAFINA

NÃO TOU ME FAZENDO DE NENHUMA VITIMA DE SERAFINA. PELO CONTRÁRIO.

PERTENÇO AQUELA PARTE DO POVO QUE NÃO TEM CARRO...

E SINTO COMO A VIDA PRA ESTA GENTE É DIFICIL.

A INES PESSETTI QUERIDA AMIGA MORA NO RIO CARREIRO. ELA ME DISSE NESTE SABADO QUE ELA SABE O QUE SOFRE ESTA HISTÓRIA DE NÃO TER ONIBUS.

ELA CONHECE OS CARAS QUE MORAM EM VOLTA E QUE DÃO CARONA COBFRANDO COMO 20 OU 30 PILAS PRA TE LEVAR A SERAFINA.

PO BICO BRANCO, DÁ UM JEITO, BOTA ESTES VEREADORES A APROVAREM UMA LEI PRA TER UM ONIBUS URBANO DO CARREIRO PRA SERAFINA.

BAH, ISTO É TÃO DIFICIL.

PRA IR PRA FOZ DO IGUAÇU PEGAR COMENDA OU SEI LÁ O QUE DE TALIAN E SAIR NO JORNAL AI TEM GRANA, NÉ.MAS A ' RALÉ ' TEM QUE SE RALAR MESMO, SÓ DIZENDO ASSIM.(OLIDES)

 

de SB

De: letier12
Enviada: Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2014

Pára de colocar no teu blog que to pedindo boca...
Estou bem onde estou...

Letier Vivian
São Borja/RS

 

Locked love

por Marcio de Almeida Bueno

Pois esses dias alguém colocou um cadeado em uma das grades da passarela sobre a avenida Goethe, que une os dois lados do Parcão. Nele, os dizeres 'Nice & Zoca'. Imagino que um casal prafrentex tenha feito tal proeza, visando uma marca pública de seu compromisso amoroso. Talvez ambos tenham uma cópia da chave, com a jura de que somente ao - evantual - final da relação, algum vá abrir o cadeado para tirá-lo dali. Enquanto isso, no 'eterno enquanto dura', fica o objeto bem preso na passarela, ao olhar de tantos passantes, lembrando as próprias façanhas quando apaixonados, e outras lembranças. Daria um bom roteiro para cinema.

 

Flanando por Paris: A arte do Islam

Inaugurada em 2012, a mais nova ala do Museu do Louvre é dedicada à arte dos povos islâmicos. Depois que levaram o Ministério da Economia para a margem do Sena, no Bercy, sobrou uma boa área do prédio do Museu para novas instalações dedicadas exclusivamentes à arte. Assim, o pátio Visconti foi revitalizado e ganhou uma cobertura moderna. Sob ela, passaram a ser expostas ao público as peças proveniente dos territórios islamizados e que já compunham o acerto do maior museu da França. É o que mostram as fotos desta postagem. (Texto e fotos do Laurinho da Venâncio).

 

de SB

tem que tirar aquela turma do Koff(olides)

De: letier12
Enviada: Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2014

Até o Rubinho é campeão e o Grêmio... nada!!!!

Letier Vivian
São Borja/RS

 

OS PROBLEMAS E AS PAIXÕES DO CINEMA DE KI-DUK

por Eron Duarte Fagundes

Pietà (Pietà; 2012), filme sul-coreano dirigido por Kim Ki-duk, exibe os mesmos problemas narrativos que impediam seu diretor de, em outros filmes, atingir uma inquietação que muitas vezes explora: um certo formalismo da encenação, lento e oriental, oculta muitos lugares-comuns que se ligam a questões freudianas como estas relações entre um violento delinquente e sua mãe (que o abandonara em criança) que aparece do nada para justificá-lo ou defendê-lo.

A narrativa, apesar de seus problemas, não estorva que as paixões expostas por Ki-duk atinjam o observador. Apesar de sua opção por um melodrama gritadamente oriental que envereda por algumas crueldades extasiantes, Pietà mantém muito uma força de filmar que é própria do cineasta.

O protagonista de Pietà é duro e sofrido e impõe aos outros seu sofrimento interior materializando-o fisicamente. É um cobrador de dívidas que, para os maus pagadores, tem um castigo físico para, entre outras coisas, acionar um seguro que cubra as dívidas dos insolventes. Alguns devedores se desesperam, outros esperam mesmo pela decepção para resolver tudo. De par com as relações com os devedores, correm as relações do protagonista com sua mãe. Ele a humilha: chega até a um incesto mais ou menos grotesco. Enfeixando tudo, Pietà se equilibra a duras penas diante dos olhos do espectador.

 

Oscar

Já foi divulgado o nome de um importante filme "pré indicado ao Oscar 2015", o Documentário "Ivy Tower" (2014). O Título em Português é este: Torre de Marfim: A Crise Universitária Americana.

Lançamento 15 janeiro 2015 - Lançamento diretamente em DVD (1h30min)
Dirigido por Andrew Rossi
Com Andrew Delbanco, Richard Arum, Drew Gilpin Faust
Gênero Documentário
Nacionalidade EUA

Sinopse e detalhes

O ensino superior nos Estados Unidos vale a pena sob uma perspectiva de seus custos? Diversas instituições são avaliadas: desde Harvard até universidades públicas em crise financeira. Os empréstimos feitos para estudantes passam de 1 trilhão de dólares no país. As universidades, seus custos, importância e interesses são questionados nesse documentário. Documentário pré-indicado ao Oscar 2015.

Trailler original sem legendas:

 

Biólogos inauguram nova sede em Porto Alegre

Foto: Emerson Machado

Nova sede na rua Coronel Corte Real, 662, bairro Petrópolis

A inauguração da nova sede do Conselho Regional de Biologia 3ª Região (CRBio-03), na noite de 27 de novembro, marcou uma nova fase na história da instituição. Durante a cerimônia, a presidente do CRBio-03, Clarice Luz, relembrou a trajetória do Conselho. "Essa é a quarta casa que tivemos ao longo dos anos. Crescemos muito e nossa tarefa não foi fácil. A nova sede é fruto do nosso trabalho, esforço e dedicação para que pudéssemos oferecer uma estrutura física capaz de acolher melhor os funcionários e profissionais da Biologia do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina", declarou emocionada.

"Nossa luta nas décadas de 60, 70 garantiu a regulamentação da profissão de biólogo, fato que nos orgulha muito. Atualmente, somos mais de 14 mil registrados e aproximadamente 500 pessoas jurídicas na terceira região", destacou Inga Ludmila Mendes, representando os ex-presidentes do CRBio-03.

Como representante dos Conselhos Regionais presentes na solenidade, o presidente do CRBio-07, Jorge Augusto Callado Afonso, enalteceu o trabalho desenvolvido pela terceira região. "Nosso Conselho é oriundo do CRBio-03. Se hoje o Paraná tem independência é devido ao apoio dos colegas gaúchos e catarinenses", salientou. "A nova estrutura é prova do empenho dessa gestão."

O presidente do Conselho Federal de Biologia (CFBio), Wlademir João Tadei, cumprimentou a diretoria do CRBio-03 pela conquista da nova sede. "Esse momento é um plus para os biólogos deste regional. Cumprimento a diretoria da terceira região pelas ações realizadas para melhorar as condições de trabalho dos biólogos da região Sul. A nova sede, própria e ampla, possibilita que os biólogos de toda jurisdição sejam recebidos e atendidos com dignidade", manifestou.

Tadei interrompeu seu pronunciamento para prestar uma homenagem à presidente do CRBio-03, Clarice Luz. Ela foi agraciada com o troféu dos 35 anos da regulamentação da profissão de biólogo no Brasil, completados em 2014.

O presidente do CFBio falou ainda sobre o compromisso dos biólogos com o planeta. "Temos a missão de defender o meio ambiente e a saúde da população. É impossível recuperarmos totalmente o planeta, mas podemos impedir que se deteriore ainda mais. Precisamos promover uma agenda positiva para preservação ambiental", afirmou. "Nosso compromisso é a defesa de todas as espécies de vida, a defesa do planeta e da humanidade."

Áreas de atuação e avanços da profissão
Wlademir Tadei reforçou que cabe aos Conselhos Regionais acompanhar a inserção do biólogo no mercado de trabalho. "Hoje os profissionais da Biologia podem atuar nas áreas de Meio Ambiente e Biodiversidade; Saúde; Biotecnologia e Produção. Algumas resoluções são fundamentais para o exercício da profissão. A resolução nº 300/2012, por exemplo, estabelece o número mínimo de horas/aula em componentes curriculares para os biólogos atuarem nas referidas áreas", explicou. Ele comentou que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) determina a aplicação da lei nº 6684/1979, resoluções nº 227/2010 e nº 300/2012 no exame do ENEM. "Essa iniciativa é um casamento perfeito entre o CFBio e o MEC."

O ato de inauguração da nova sede do CRBio-03 contou com a presença de autoridades, representantes de entidades, diretoria do CFBio, presidentes do CRBio-02, CRBio-04 e CRBio-07, profissionais da Biologia e colaboradores do Conselho. O espaço fica localizado na rua Coronel Corte Real, 662, bairro Petrópolis.

Sobre o CRBio-03
O CRBio-03 foi oficialmente criado em 6 de novembro de 1986, pela Resolução CFB nº 006, e teve sua primeira diretoria eleita em 11 de junho de 1987.
É uma Autarquia Federal dotada de personalidade jurídica, de direito público e autonomia administrativa e financeira, com sede e foro no município de Porto Alegre.
Tem por objetivo orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de biólogo na área de jurisdição dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, conforme previsto nas resoluções CFBio nº 07/1999, e nº 061/2005.
Atualmente tem 14 mil biólogos registrados e aproximadamente 500 pessoas jurídicas.

 

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Convocamos a todos associados da ACEG para comparecerem no dia 05/12 (sexta-feira) em primeira chamada às 15h e segunda e última chamada às 15:30h na sede da entidade para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia:

a) Os termos da RESOLUÇÃO DE DIRETORIA que regulamentará as eleições da administração 2015/2016, apresentação oficial da "Comissão Eleitoral Prévia" e formação da "Comissão Eleitoral Definitiva", que, na forma dos artigos 39 e 40 do Estatuto, deverá ter a participação de um representante de cada chapa disputante.

--
Att.
Rafael Souza
Administrativo ACEG
www.aceg-rs.com.br
(51) 3286.8480

 

Sartori propõe a empresários diálogo e trabalho conjunto

Foto: Luiz Chaves

O início do diálogo entre a FIERGS e o governador eleito do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, contou com a presença de 36 industriais, entre vice-presidentes e coordenadores de Conselhos Temáticos, nesta segunda-feira (1º/12), em reunião-almoço na sede da entidade. O presidente da FIERGS, Heitor José Müller, ressaltou que neste primeiro encontro não seriam feitas reivindicações e os pedidos, substituídos pela vontade de colaborar. Neste sentido, entregou um documento para análise dos técnicos do governo contendo uma avaliação setorial nas diferentes áreas de atuação.

Müller apresentou uma radiografia da indústria gaúcha, que ocupa hoje a terceira posição no País, com 8,4% do PIB setorial, empregando 9% dos trabalhadores. Ao lembrar que a produção industrial se encontra no patamar de 2004, sem alcançar o nível desejado do crescimento, com queda de 4,5% neste ano, o presidente da FIERGS apontou como contraponto a esta realidade o convencimento do papel estratégico do setor industrial no centro da retomada do crescimento, ou seja, um forte processo de reindustrialização que levarão ao caminho do desenvolvimento sustentado.

Sartori mostrou-se aberto ao diálogo reafirmando que está analisando o quadro do Estado. Afirmou conhecer as dificuldades de infraestrutura que travam o crescimento do Rio Grande do Sul e declarou não ter preconceito com parcerias público-privadas para esta e outras áreas problemáticas. Também citou os consórcios regionais como uma das alternativas para resolver estas questões crônicas dos gaúchos.

No final do encontro, Sartori disse que ficou satisfeito com o desejo de colaboração externado pelos industriais. Reiterou estar aberto ao diálogo e à negociação e convidou os empresários para uma caminhada conjunta onde o governo, no mínimo, não atrapalhe o trabalho da iniciativa privada.

 

11º Acampamento da JPMDBRS contou com cerca de 300 jovens e a presença do Governador eleito

“Eu sou Sartori de coração. Eu fui pra rua e ganhei a eleição” foi o grito da juventude peemedebista ao recepcionar o Governador eleito, José Ivo Sartori, no 11º Acampamento da JPMDBRS. O tradicional evento, realizado todos os anos em Tramandaí, aconteceu no sábado, 29. O encontro contou com a presença de mais de 50 delegações e somou mais de 300 jovens de todas as regiões do Rio Grande do Sul. Uma Carta, que descreve o comprometimento da JMDB para o desenvolvimento de melhores Políticas Públicas para a Juventude do Rio Grande do Sul, foi entregue ao Governador eleito.

Lideranças

Ao saudar os participantes, o prefeito de Tramandaí, Edgar Rapach lembrou a presença de Sartori durante a campanha, o qual acreditou no potencial da militância do litoral. “E olha que Tramandai é pé quente, fez a maioria dos votos. Conhecemos o teu trabalho, confiamos na sinceridade e competência do nosso governador para realmente transformar o Rio Grande, que já foi o celeiro do Brasil”, afirmou o prefeito

Representando os vereadores da juventude, o presidente da Associação de Vereadores do PMDB, Rafael Braga,agradeceu o empenho do núcleo. “A juventude foi fundamental nas eleições. Fomos vitoriosos pelo empenho de cada um, que bateu de porta em porta e acreditou que o Sartori é o cara”, finalizou o vereador de Cruz Alta.

Na mesma linha, o secretário-geral do PMDBRS, João Alberto Machado enfatizou a importância do papel dos jovens em todos os segmentos da sociedade. “Não poderia ser diferente, a nossa juventude inserida nas principais discussões da sociedade, se empenhou, foi guerreira e elegeu Sartori”, comemorou o secretário do partido.

O deputado federal, Alceu Moreira, agradeceu as mobilizações da juventude durante a campanha de 2014 e afirmou estar a disposição do Governador eleito para lhe dar o suporto necessário para solucionar os problemas gigantescos enfrentados pelo Estado. “O sorriso largo de cada um de vocês traduz a confiança de um futuro promissor. Estaremos a postos, à disposição do governador, seremos seus escudeiros leais, porque o Governo precisa de gente que pense no Estado, com seriedade e sabedoria!”, disse o deputado mais votado do PMDB gaúcho.

O deputado eleito e representante da região do Litoral Norte, Gabriel Souza, agradeceu o núcleo de forma especial ao dizer que sem a juventude não estaria eleito e reverenciou o evento como símbolo da transformação da sociedade. “Os jovens precisam, sim, estar inseridos na política, mas precisam discutir política, debater as políticas públicas necessárias para transformar o conceito da sociedade, a juventude tem que estar presente nos debates”, finalizou.

A Carta da Juventude

Em seu pronunciamento, o presidente da JPMDBRS, Roberto Fantinel, fez a entrega da Carta da JPMDB a Sartori. Ao entregar o documento, Fantinel, avaliou a atuação da juventude em 2014 e em 2015 e afirmou que o núcleo pretende modernizar as políticas para o esportes, cidadania e outros. “Seremos uma Tropa de choque para defender o teu governo. Conhecemos a tua gestão e a tua tarefa é árdua, estaremos vigilantes. Esse é o nosso compromisso com o futuro do Rio Grande do Sul, ressaltou o presidente da JPMDBRS.

Carta da JPMDBRS

Com discurso divertido e bem-humorado, José Ivo Sartori, elogiou a gurizada – como costuma chamar os integrantes do núcleo – mas não deixou de chamar a atenção para o cenário econômico e social enfrentado pelo País. “É preciso atenção para uma nova realidade a partir dos próximos anos. É preciso encarar a realidade nacional que estamos vivendo. A realidade da crise financeira que se eleva vai gerar outro tipo de relacionamento com os municípios e estados brasileiros – com novos ajustes fiscais e econômicos”, chamou a atenção. E ao finalizar, agradeceu mais uma vez a todos que acreditaram que era possível e com iniciativa fizeram bem o papel do núcleo. “A nossa caminhada iniciou indo ao encontro de toda a base pelas 33 coordenadorias, e a juventude tem que tomou a dianteira, seu papel que é dinâmico. Tem que ter convivência nos grêmios estudantis e movimentos sociais pra saber como se organiza a vida das pessoas”, motivou Sartori.

Ao encerrar o ato político, o presidente do PMDBRS, Edson Brum, agradeceu a todos que estiveram atuantes durante a campanha, em especial aos prefeitos e vereadores que mobilizaram a base e a juventude que trabalhou e aos candidatos que comporam a nominata estadual e federal. “É preciso agradecer mais uma vez a participação forte de cada um. Aos candidatos que trabalharam e ajudaram a eleger as bancadas estadual e federal", agradeceu o presidente do PMDB gaúcho.

Presenças

Presidente da JPMDBRS, Roberto Fantinel; presidente do PMDBRS, Edson Brum; prefeito do PMDB de Tramandaí, Edgar Rapach; presidente do PMDB de Tramandaí, Antônio Rodrigues; secretário-geral do PMDBRS, João Alberto Machado; presidente da Câmara de Vereadores de Tramandaí, Paulo Costa; deputada estadual, Maria Helena Sartori; deputados federal, Alceu Moreira; deputados estaduais eleitos, Gabriel Souza, Vilmar Zanchin e Tiago Simon; presidente da Associação de Vereadores do PMDB, Rafael Braga; vice-prefeito de Dilermano de Aguiar, Claiton Ilha; vice-prefeito de Ibirapuitã, Aloísio; presidente da JPMDB de Tramandaí, Lucas Bolzan; prefeito de São Sebastião do Caí, Darci Laudemann, e demais lideranças municipais e estaduais.

Diretório Estadual realizará Convenção em 15 de março

Foto: Evelize Fabrício
Direção do PMDB se reuniu no final da tarde desta segunda-feira, 1º de dezembro

Reunido no final da tarde desta segunda-feira, 1º de dezembro, o Diretório Estadual escolheu a data do dia 15 de março de 2015 para realizar a sua Convenção Estadual. Até lá, o partido segue sob o comando do presidente Edson Brum e da atual Executiva. Na ocasião Brum conclamou: “Vamos trabalhar para continuar fortalecendo o partido.”

 

de Serafina

Crianças e Jovens do Rio Grande escrevendo histórias

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria de
Estado da Educação, promove o Projeto Crianças e Jovens do Rio Grande
escrevendo histórias. Em sua 22ª edição, o livro, resultante do
Projeto, contém as produções textuais e ilustrações dos alunos das
Escolas Públicas Estaduais.
Neste ano, 2.893 trabalhos foram inscritos nos temas: Superando
preconceitos; Superando os medos individuais e sociais; e Importância
da leitura no conhecimento da vida. Após avaliação feita pela Comissão
de Especialistas na Área de Educação e Literatura, foi publicado o
livro que apresenta 89 trabalhos de escolas infantis, com desenhos; e
produção textual de estudantes dos Ensinos Fundamental e Médio, da
Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial e, em 2014, a inclusão
de produções de escolas do campo.
As Escolas Estaduais de Serafina Corrêa pertencem à 16ª Coordenadoria
Regional de Educação, Bento Gonçalves, e também foram agraciadas.
A aluna Mariana Roso Gollo tem 8 anos e é estudante do 2º ano da
Escola Estadual Padre Marcos Rampi, do Distrito de Silva Jardim,
Serafina Corrêa. Com a orientação da Professora Ivani de Costa
Variani, Mariana escreveu o texto Medo de Cobras, o qual foi premiado
e faz parte do livro Crianças e Jovens do Rio Grande escrevendo
histórias, página 31.
A estudante Angélica Rossetto, 12 anos, é aluna da Escola Estadual
Geny Pinto Cadore de Serafina Corrêa. Com a orientação da Professora
Patrícia Maria Chiarello, a aluna do 7º ano do Ensino Fundamental
escreveu o poema Superando Preconceitos, o qual também foi premiado e
faz parte do livro, página 82.
O Poder Público Municipal sente-se honrado e parabeniza todas as
escolas participantes desse importante Projeto Crianças e Jovens do
Rio Grande escrevendo histórias, uma iniciativa do Governo do Estado
que promove a cultura, estimula a produção textual, o conhecimento e a
educação de nossas crianças e jovens. Parabéns às duas alunas
vencedoras: Mariana Roso Gollo e Angélica Rossetto, o nome dessas duas
estudantes eterniza-se no livro e também em nossas memórias,
destacando o nome do município entre as cidades do Rio Grande do Sul.
Confira os textos:

MARIANA ROSO GOLLO
2º Ano Ensino Fundamental – 8 Anos
Professora: Ivani de Costa Variani
ESCOLA PADRE MARCOS RAMPI – DISTRITO DE SILVA JARDIM – SERAFINA CORRÊA

Medo de Cobras

Eu tenho muito medo de cobras, porque elas podem me morder e muitas
delas são venenosas e podem me deixar muito mal, ou até mesmo me matar.
Mas eu não quero continuar vivendo com esse medo, por isso estou
querendo saber muito mais sobre cobras, tipos mais perigosos e seus
hábitos, já que devo me cuidar.
Devo evitar certos lugares como próximos a rios, matos, depósitos de
lenha, pedras e de lixo.
Já sei também que as mais perigosas têm hábitos noturnos, portanto,
devo redobrar os cuidados à noite.
Assim vou superando o meu medo de cobras.

ANGÉLICA ROSSETTO
7º Ano Ensino Fundamental – 12 Anos
Professora: Patrícia Maria Chiarello
ESCOLA GENY PINTO CADORE – SERAFINA CORRÊA

Superando Preconceitos

O Preconceito
Podemos superar,
Com um amigo
Pra nos ajudar.

Preto ou branco
Somos todos iguais,
Com algumas diferenças
Somos naturais.

Diferentes gostos,
Diferentes culturas
Vemos nos rostos
Diferentes caricaturas.

Estamos contentes
E igualmente indecisos,
Por sermos diferentes,
Por sermos parecidos.

 

Serafina Corrêa receberá Prêmio Boas Práticas de Transparência na Internet

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) promove
o Prêmio Boas Práticas de Transparência na Internet, agraciando os
Legislativos e Executivos municipais. A premiação consiste em um
diploma e um selo digital e será realizada durante solenidade no dia
08 de Dezembro de 2014, no Auditório Romildo Bolzan, Porto Alegre, às
15h30.
Os critérios utilizados na avaliação dos portais estão previstos no
Regulamento do Prêmio e reproduzem exigências da Lei da Transparência
na Gestão Pública (Lei Complementar nº 131/2009) e da Lei de Acesso à
Informação – LAI (Lei nº 12.527/2011).
“O Prêmio faz parte da Campanha Transparência, faça essa ideia pegar,
lançada pelo Tribunal de Contas RS no mês de Maio, com o objetivo de
estimular a população a usar os instrumentos da LAI e da Lei da
Transparência, bem como de sensibilizar os gestores públicos.”
Assim, o município de Serafina Corrêa foi um dos agraciados com o
Prêmio Boas Práticas de Transparência na Internet, com premiação para
o Poder Legislativo e Executivo. Dessa forma, o Prefeito Municipal
Ademir Antonio Presotto, bem como o Presidente da Câmara Nelson Pedro
Mezzomo receberão a premiação em cerimônia que será realizada no dia
08 de Dezembro de 2014, segunda-feira, às 15h30, no auditório Romildo
Bolzan, em Porto Alegre. Mais uma importante conquista para o
município de Serafina Corrêa que através dos sites:
www.serafinacorrea.rs.gov.br; e www.legislativoserafina.com.br presta
importante serviço a toda a comunidade, com transparência na gestão
pública.

 

Encerramento do Curso de Material Reciclável em Serafina Corrêa

No dia 27 de Novembro de 2014, aconteceu o encerramento do Curso de
Material Reciclável através do SENAR, com a professora Mareni C.
Bresolin, no Salão Comunitário Jardim Itália. A iniciativa tem o apoio
da Prefeitura de Serafina Corrêa, através da Secretaria Municipal de
Assistência Social, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Associação
Amigos do Artesanato Linha Onze. O Curso foi novamente um sucesso, com
a participação de 12 pessoas.

A Prefeitura de Serafina Corrêa informa que haverá, novamente, devido
à grande procura, o Curso de Artesanato em Palha de Milho que iniciará
na segunda-feira, dia 08 de Dezembro de 2014. Ainda há vagas, o Curso
é gratuito, participe! Informamos aos interessados que o mesmo é para
maiores de 18 anos e está aberto a toda a comunidade, não é necessário
ser associado à Associação Amigos do Artesanato Linha Onze. Mais
informações: 3444 2166.


1º de dezembro
de 2014

Desafio

desfilo pelado na miguel soccol se meu irmão paulo ainda botaros pés em serafina

 

la pasion....

vi 5 de tarde a mulher ao lado do françois truffau

os dois amantes acabam morrendo depois de transar....

ela o mata e mata a si....
ambos eram casados, padrão normal, mas tinham tido uma história. não vou contar o filme aki.

isto me lembrou uma história que eu vi de perto, como espectador....

vou contar aqui sem dar nomes. não posso.

ambos tão ai....

aconteceu na SMT nos anos 80...bem no comecinho, na época dos corredores de onibus, da sua implantação.

um empresário de onibus, que tinha dado um senhor bragetaço - ainda faço aquele livro os grandes bragetaços do rio grande onde entram alguns coleguinhas -ia muito na smt,por supuesto.

vira e vai, quando se deu conta, uma linda jovem estagiária, começou a lhe dar bola...

quem imaginaria que aquele já coroa, casadoc, om 4 filhos, que morava acho que na josé de bonifácio, por ai,fosse atrair a atenção e a libido de uma jovem linda na flor dos seus anos...

mas aconteceu....

as primeiras saídas foram sem compromisso, mas depois a coisa engatou.

iam muito no carlitus....

ele vinha de imbé onde veraneava pra ficar com ela em porto alegre em pleno verão. e a coisa não desatava....

sabe como é amor de pica bate e fica....

ela caída de amores pelo cara.

se engatou tanto que chegou a se fazer passar de vendedora de avon pra entrar na sua casa e conhecer os filhos e a ' gorda' como ela chamava a esposa do cara, que era filha de um dono de empresa de onibus.

depois de sete anos ele resolveu que era hora de por um fim nisto.
e ela achando que ele largaria a familia...coitada dela....

cachorro ovelheiro so matando se diz na fronteira....

não era seu primeiro ccaso...tinha tido outros....

e ela me fazia ir no ar1quivo da zero hora e rasgar umas fotos que tinha dele porque ela não gostava. eramos colegas na trensurb...

quando ele botou um fim na história, esta mulher sofreu pra caralho. acompanheir de perto. ela morava na esquina da fernando machado com a borges ...bebia tanto que começava a beber perto da cama pra se arrastyar pro leito depois de encharcada....

sofreu e comeu o pão que o diabo amassou....

ele me disse que ela fora a mulher que ele mais amou na vida, mas que não sabia se ela continuaria gostando dele depois que ele deixasse os onibus. ou seja, ele tinha dúvidas se ela gostava dele ou do seu dinheiro. boa pergunta....

como diz uma amiga minha amor numa cabana não dá....

ah, teve um lance muito engraçado ...num verão eles foram num baile de carnaval no petropolis tenis clube...ele evidentemente escondido da esposa...mas no dia seguinte tavam na cobertura que a folha datarde fazia do carnaval. a esposa deve ter visto aquilo em imbé, onde ele veraneava....

a desculpa pra deixar imbé no carnaval era og remio, onde naqueles anos era diretor juvenil. depois chegou a presidente e envolveu-se num tumultuoso caso.mas quero dizer que gosto dele.até hoje, grande sujeito,amigo dos amigos.

o caso deles não me interessa. é o caso dele4s e pronto. é aque me lembrei disto ao ver o filme do trufau...

o que será quepassa pela mente, pela alma de dois amangtes que não conseguem se separar...que estranho mistério é este....

vai ver por isto o amor é tão decantado pelos poetas.

bom a história dos dois terminou quando ela foi numa cartomante que lhe disse que ele voltaria apenas pra dizer que não ficaria com ela.

ela namorou um tempo um cara do trensurb, não deu certo....e depois casou com um viuvo do brasil....

seu sobrenome era Barreto.

tem muitos barretos por ai....

ele tinha dois filhos, a mulher tinha morrido de cancer e ela criou os dois filhso e teve dois com ele. Virou um bucho de gorda, deu um pé na bunda dele anos atrás, e nunca mais soube dela.

ele continua casado ao que sei, virou presidente do gremio e se envolveu num rumoroso caso...que hoje em dia tá abafado.

mas gosto dos dois...nunca mais os vi..

me lembrei destqa historia porque sempre que eu chegava ao trem ela me pedia pra tirar fora alguma foto que sai na zero do cara e ela não gostava.eu obedecia...claro....era minha amiga tri querida.

guardo dela grandes recordações porque quando chegava mal not rem, ela sempre me ouvia...

durante anos ela se tratou em terapia e a terapeuta lhe diazia que o caso dela com o empresário ainda não tava encerrado. é que ela acompanhava a vida dele. ainda sabia alguma coisa.

nas ultimas vezes que falei com ela, ela tinha deletado o cara. era apenas memória afetiva.

daria um belo livro a historia dos dois, desde que me deixassem claro. eu então dá pra fazer uma ficção mas oc aso é real, e felizmente não terminou na tragedia, como no filme.....

engraçado era o ciume que ela tinha da esposa do cara. chamava ela de ' a gorda'. depois ela virou gorda. um bucho.

 

de serafina


....Frusquera, Severino de Costa, Diles de Costa,...Frusquera

(filhos de ' angelin matoner'

Itaberaba, Sta Catarina em 1950.

 

Interesses

na teoria a coisa é uma na pratica é outra. antonio britto que o pt vive falando mal, é diretor da brasken que foi a maior doadora do tarso. interesses, dizia o briza.

 

Aumento

lancheira do parque aumentou 50 centavos em tudo.

* não é nada, mas no fim do mes conta.

* tomo batida lá. tá 5 pilas.

 

do Capincho

De: letier12
Enviada: Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Hoje é dia de perder peso...
Olha a foto
kkkkkk

Letier Vivian
São Borja/RS

 

boa grana

o gerente do agapio ganha 6 kilos de alcatre por mes

* e a casa fatura na média 160 kilos de alcatre.

* radar sabe tudo.

 

dos leitores!

From: EDUARDO LEITE LEAL
Sent: Sex 28/11/14 00:45

Você encontra a revista PRESS na revistaria e tabacaria RUA DA PRAIA ( Rua da Praia Shopping, Andradas 1001, Centro Histórico ).

 

Dulce et decorum...

De: tiberio.selva
Enviada: Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

 

Banrisul

capincho q ue agora é sartorn da massa já comprou o terno pra tomar posse no banrisul....

De: letier12
Enviada: Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Mas eu ia ficar bonito numa Diretoria do Banco do Rio Grande...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Letier Vivian
São Borja/RS

 

Oh E agora, quem poderá consolar-nos?

por Ellen Augusta Valer de Freitas

Hoje morre o ídolo e ícone de várias gerações, Roberto Gómez Bolaños, Chespirito. Minha amiga me ligou avisando. Não acreditei. Confirmei a notícia no rádio. Os comunicadores, emocionados, contaram a notícia. Para eles, foi como se o Chaves morresse. Para todos de nossa geração. Eu chorei.

Chaves já foi até mesmo, assunto em meus dias de terapia.
O Chavito recupera e cura a infância de todo mundo.
Ele é um ícone universal da infância sofrida, da felicidade simples, da criança pobre da América Latina, que não tem brinquedos, ou que está sozinha. Eu sempre tive pena do Chaves. No fim das contas, sempre gostei de todos os personagens. Entendia a situação deles, amava a todos. E eu me via em cada um deles.

Eu tive um aniversário lindo, agora, adulta, com a temática do Chaves. Elaborado pelos meus amigos. Chorei, minhas pernas ficaram moles. Eu tinha trauma com aniversários. Não tenho mais.


Velinhas - toda a comida foi vegana!



Chapolin é o herói torpe, honesto e tonto. Ele é o herói latino, é a nossa cara. Eu gosto muito dele pois me lembra Chaplin, na sua doçura. Os personagens criados por Chespiritos são amados, são arquétipos, são simbólicos e são críticas sociais.
Quem nunca chorou com Chaves?
O episódio Aniversário de Kiko, é muito triste, embora seja também engraçado. Ele critica muitas coisas e no final, Dona Florinda ainda nos pede para tentarmos conviver com as pessoas. Nossa, como isso é difícil não? Mas devemos tentar, diz ela! Eu lembro sempre desse episódio, por conta dos meus traumas com aniversários... Chaves sempre toca na alma de muitas pessoas, pois seus personagens são universais.

Reproduzo aqui a mensagem que copiei diretamente da biografia de Chespirito - Chaves - A história oficial ilustrada

Mensagem de Roberto Bolaños ao público brasileiro

"Nunca pude imaginar que meus programas e minhas obras chegariam a ser conhecidos em todo o território de meu país... Menos ainda em todo o continente americano! E também na Europa, na Ásia e na África!
Por que tudo isso aconteceu? Essa é uma pergunta que somente o público seria capaz de responder. Público ao qual desejo expressar minha infinita gratidão!
Também agradeço aos demais personagens, que contribuíram para que eu jamais me distanciasse de meu propósito fundamental: divertir sem causar danos às pessoas, sem distinção de idade, sexo, raça ou nacionalidade.
Agora, com a tradução de Chaves - A história oficial ilustrada para o português, quero agradecer de maneira especial aos meus amigos do Brasil, a quem jamais serei capaz de retribuir o apoio extraordinário ao longo de tantos anos.
Meu muito obrigado a vocês, que tiveram paciência comigo e que adotaram Chaves, Chapolin e todos os meus personagens como brasileiros de coração.
Espero que gostem dessas páginas tanto quanto eu gostei, já que elas trazem alguns dos momentos mais importantes da minha vida.
Deixo a todos meu enorme abraço.
Sigam-me os bons!"

Chespirito criou diversos personagens pouco conhecidos aqui no Brasil. O seriado La Chicharra, onde ele é um jornalista (Vicente Chambon), apaixonado pela fotógrafa Cândida (Florinda), Los Caquitos, Los super Gênios da Mesa Cuadrada (programa que iniciou Chapolin e mais tarde Chaves), Dr. Chapatin, Charles Chaplin, El Chompiras (seu personagem preferido), El gordo y el flaco, Chaparron Bonaparte, Don Calavera, e os personagens que criou para os outros atores, claro! Estes que nós conhecemos e outros mais. Além disso ele era compositor, criou muitas músicas para os episódios, atuava no teatro e era produtor. Suas qualidades foi o que lhe deram seu apelido Chespirito, o pequeno Shakespeare, por ele ser tão baixinho. Ou chaparro, como se diz em espanhol. Eu aprendi espanhol por causa dele!


Os outros personagens de Chespirito.


Os fãs de Chespirito acabam conhecendo os diversos personagens que ele criou, como este.

Algumas coisas de fã:

Que se há de fazer. Vão nos levando os pedaços da gente. Esta é a vida. Faço meu agradecimento. Mais uma das milhares de homenagens de fãs pelo mundo inteiro, ao nosso amigo Chespirito.
Por causa dele a gente riu e chorou. Nos curamos das dores do mundo. E ele se tornou universal.
Como o apresentador do rádio disse: Hoje a gente sabe tudo, tem opinião para tudo. Mas Chaves continua eterno, mesmo com aquele cenário, com as piadas repetidas, será sempre bom. E ele disse também, que um dia alguém poderia colocar um episódio do Chaves numa daquelas cápsulas que se manda para o espaço. Com certeza, seria um belo recorte de uma realidade indizível.

 

Sartori

capincho pede uma boquinha....

De: letier12@hotmail.com
Enviada: Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014 10:01
Para: olidescanton@bol.com.br
Assunto: RE:

Imagina...
Nós do Sartori...
kkkkkkkk

Letier Vivian
São Borja/RS

 

UMA FRIEZA LITERÁRIA EM CINEMA

por Eron Duarte Fagundes

Avôs (Abuelos; 2010), filme realizado pela chilena Carla Valencia d’Ávila, tem uma narrativa frouxa em termos de imagem, banhando o lado visual do filme em palavras catadas numa espécie de literatura fácil que se fia em suas ponderações intrínsecas. É um documentário em que a diretora fala de sua família, o que é algo que tem acontecido com frequência no cinema de hoje, criando-se aí um eu-documentário, subjetivando-se bastante o gênero que no princípio era objetivo.

Carla contrapõe dois avôs. Um deles pretende estudar um meio de atingir a imortalidade. O outro foi assassinado pelo regime militar chileno. Como diz a narradora, instância em que se vai convertendo a própria diretora do filme, ela —a protagonista, a realizadora, a narradora enfim— passou toda sua vida assombrada pela imortalidade buscada por um avô e a morte de outro, ansiando pela imortalidade de um topou a morte do outro. As coisas em cena têm sua dignidade, sua correção, o conceito chega a interessar, mas formalmente o funcionamento se esboroa na falta de vigor para a encenação cinematográfica. Espera-se que em seu próximo filme, ao que se diz um novo documentário, Carla possa surpreender.

 

da Folha Popular de Teutônia

 

de Serafina

Prefeito recebe representantes de Empresa de Pesquisa

O Prefeito Ademir Antonio Presotto recebeu, em seu Gabinete, no dia 27 de Novembro, representantes da empresa Alphaplan Inteligência em Pesquisa. Participaram da reunião a Secretária de Coordenação, Planejamento e Gestão, Olderes Piazza Santin, o Secretário de Finanças, Odeni Castro, o Engenheiro Guilherme Migliavacca e os representantes da empresa Giovana Ferreira e Tiago Dias. O objetivo da reunião foi a realização de uma pesquisa de mercado para possível instalação de novos empreendimentos no município de Serafina Corrêa.



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OLIDES CANTON - JORNALISTA E ESCRITOR

Nascido em 16 de Janeiro de 1952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pela FABICO/UFRGS em 1982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Possui 9 livros publicados. Ganhou quatro prêmios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.

Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br

Autor de inúmeros livros, Olides Canton firmou-se como um
exímio contador de histórias contemporâneas.
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Cidades vizinhas (A briga entre cidades gaúchas) • R$ 15


Cosi la ze stata (Breves histórias de Serafina Correa/RS) • R$ 20


Getulio Vargas, depoimentos de um filho (Maneco Vargas fala de Getulio) • R$ 20


Estradas do Rio Grande (A história da construção pesada no RS) • R$ 50

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