Um blog pros inteligentes!



3 de julho
de 2015

JARDS MACALE´....

terminhou há pouquinho - cheguei faz 5 min - vindo com o bela vista ....

ainda deve ter gente em volta da urgs

grande show do macalé....

* lembrou 69, quando cantou no maracanazinho e recebeu puta vaia....

* sem mágoas, porém....

- tres anos depois eu fui em cana, comentou, como que dizendo pra ele mesmo,sabendo que quem tava lá cagava e andava pra isto....

* macalé é um artista...não se vendeu pro stablishment.....(acho que tá errada a grfafia) mas queria dizer pro sistema. ele faz arte, inventa, canta, debocha...

* qdo pediram pra ele intervir pra que outros entrassem no show, ele desconversou

- depois falamos...como quem diz, nãotenho nada a ver com o povo que não entrou, não é assunto meu.

* tá certo ele.

* teve um idiota que grityou

- Cunha(se referia ao presidente da Camara dos deputados..nada a ver....)

quem foi não vai esquecer tão facil.....

* com uma banda tri competente...

ah, macalé fumou um cigarro careta no palco.....

indo pro show do jards macalé peguei estas fotos do tunel da conceição sentido c-b..eram 7 e meia da noite

 

Getúlio Vargas

será entregue hj depois de 18 meses em sb o museu de getulio.

* foram gastos 2 milhoes via LIC...

* Fico sabendo que no museu do jango não se pode reproduzir maisque 2 fotos ...deviam estar pirateando as fotos que tão nas paredes..

* po,até isto....

 

São Pedro

na 4 feira no tsp o quarteto quatricelli lotou o local de sempre.

 

do Anônio Lanches

a hora da boia dos funcionários no antonio lanches...hj de meio dia

 

HISTORIAS DO PINHEIRINHO...

Conheci muito o falecido dr. pinheiro machado netto, pai do anonimus gourmet....

era um brilhante advogado....

comunista até a cepa....

na casa dele ficava o prestes,quando vinha a porto...

espero uma biografia do veio há tempos.

mas de uma feita, minha ex-sogra convidou seu cunhado pra uma festa do marido na mesma casa, na antonio parreiras...

- não vou, eu e o gugliani(ex-presidente da fgf) não cabemos no mesmoe spaço, reagiu pinheirinho que tava de broncas com o giuliani.

- não te preocupas, tonico(apelido de familia) a casa tem 500 metros quadrados, disse minha ex-sogra....

tonico não foi...(OC)

 

MAZZA

JA VI QUE ESCREVESTES SOBRE O NICO....

* ONTEM TEVE MISSA DE 7 DIA. NÃO FUI. TINHA QUE CORRIGIR LIVRO DE SERAFINA.

QUE ESTARÁ LÁ PROXIMAMENTE.

CHEGOU O JR. ANTENA....

VE SE VAI A SERAFINA NA FESTIPIZZA. NÃO VAI LÁ SO PRA MORDER O BB(BICO BFANCO)

* DEIXA UM POUCO PRA NÓS, QUE SOMOS DE LÁ....

* ME LIGOU O LAMPERT, DAI, QUE É HISTORIADOR.

* PESQUISA COISAS DE MUNICIPIOS.(oc)

 

estreela X lajeado

até hj as duas cidades se inticam....

foi lá que vi o que é o bairrimsmo....

* qdo rigotto foi a lajeado, gov. eu tava em estrela. o que debochavam naquele dia nos bares de estrela dizendo piadinhas da grossuro de lajeado....

em sb não vejo este bairrismo com brasileiros. só com os correntinos de santo thomé, onde capincho e cia vão gastar ou com as putas, ou nos cassinos. saem de lá pelados....

conheço uma senhora de sb que vai tomar seus tragos em santo thomé e não tá nem ai...

* alias qdo te convidam pra ir a sb te apresentam a santo thomé,..dizem.depois vamos nos cassinos de santo thomé.

* a ponte uniu as duas cidades.

 

Programação do Clube de Cinema para o próximo final de semana

No próximo Sábado (dia 04/07/2015) as 10h15min no Espaço Multiuso Santander assistiremos ao filme "A Batalha de Argel" (La Battaglia di Algeri - 1966). Os eventos decisivos da guerra pela independência da Argélia, marco do processo de libertação das colônias européias na África. Entre 1954 e 1957 é mostrado o modo de agir dos dois lados do conflito, a Frente de Libertação Nacional e o exército francês. Enquanto que o exército usava técnicas de tortura e eliminava o maior número possível de rebeldes, a FLN desenvolvia técnicas não-convencionais de combate, baseadas na guerrilha e no terrorismo. As indicações recebidas pelo filme ao Oscar foram em anos diferentes. Em 1967 A Batalha de Argel foi indicado na categoria de melhor filme estrangeiro, sendo que dois anos depois, quando estreou nos cinemas americanos, foi indicado nas demais categorias.

No próximo Domingo (dia 05/07/2015) as 10h15min no Cine Capitólio assistiremos ao filme "Almas Silenciosas" (Silent Souls - 2010). Quando Miron perde a sua esposa Tanya, ele pede ao melhor amigo Aist para realizarem juntos os rituais funerários da antiga tribo Merja, no intuito de respeitar a vontade da falecida. Entre os costumes encontra-se ocultação do cadáver, para que ninguém além dos dois veja Tanya morta, e também a celebração do enterro no mesmo local onde foi realizada a lua de mel. Durante a viagem até a margem de um riacho, onde deve ser enterrado o corpo, Miron revela os segredos mais íntimos com a esposa, e Aist também compartilha as suas lembranças. Logo, o viúvo percebe que não foi o único homem apaixonado por Tanya.

Almas Silenciosas aborda os rituais da cultura Merja, há muito tempo desaparecida na Rússia. Esse povo, existente antes da dominação ortodoxa, não acreditava em nenhum deus, mas venerava o amor e a água como dois valores essenciais. Os Merja eram conhecidos pelos numerosos rituais utilizados para celebrar a vida e a morte. O título original de Almas Silenciosas é "Ovsyanki", que em russo é o nome de um pássaro da mesma família do pardal. Para filmar a importante cena do farol, a equipe do filme precisou de mais de vinte autorizações do governo russo. Quando finalmente conseguiram o último documento necessário, o sol apareceu e a filmagem foi concluída sem dificuldade. Almas Silenciosas venceu quatro prêmios no festival de Veneza em 2010, incluindo o prêmio FIPRESCI, atribuído pela crítica internacional. O drama também recebeu os prêmios de melhor diretor e melhor roteiro no festival de Mar del Plata em 2010, e levou o prêmio de melhor roteiro no Asia Pacific Screen Awards e no Nika Awards, ambos em 2011.

 

O DESASTRE DE VER

por Eron Duarte Fagundes

Sabe-se que o gênero muito hollywoodiano do cinedesastre nasceu nos anos 70 com os filmes da série Aeroporto. Sabe-se também que o clássico desta vertente é Inferno na torre (1974), de John Guillermin e Irvin Allen. Sabe-se ainda que os roteiros destes filmes, fiados na grande produção de efeitos visuais megalomaníacos, propõem uma série de puerilidades que não se peja de inserir melodramas intersticiais dentro do foco maior que é a encenação barulhenta de um grande desastre. Alargando-se o conceito do gênero, pode-se dizer que há elementos do cindesastre desde as inundações de Metrópolis (1926), do alemão Fritz Lang, até os ataques do monstro marinho do americano Steven Spielberg em Tubarão (1975) na costa americana. Então chegamos ao atual Terremoto: a falha de San Andreas (San Andreas; 2015), de Brad Peyton, onde se vê que, apesar da bulha tecnológica, as coisas não mudaram muito com os desastres americanos; os melodramas permanecem intersticiais à beira do importa, a agitação visual-sonora. Um filme como Titanic (1996), de James Cameron, interferiu nestas marcações e trouxe o melodrama dos interstícios para o centro, mas um pouco do desastre permanecia o mesmo em Cameron.

Os liames familiares triviais costuram a precária trama de Terremoto. O moralismo do narrador se evidencia, condenando o divórcio, o intruso destruidor da família e recompondo, passada a tempestade (o mau tempo da natureza corresponde um pouco ao mau tempo matrimonial), o lar desfeito: a mulher vai compreender que o marido heroico é mais bom-caráter que o novo companheiro, que a filha sempre tem razão e que um novo lar se avizinha com a chegada do namorado bom-moço da garota. O que sobra para o observador é o desastre de ver estes choros ingênuos sem se impacientar.

 

JUSTIÇA CONCEDE LIMINAR EM FAVOR DOS ASSOCIADOS DA ACEG

A Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos – ACEG – tem, dentre as diversas atividades previstas no seu estatuto, a tarefa de credenciar os cronistas esportivos que cobrem os eventos nos estádios de futebol no Estado do Rio Grande do Sul.

Desde meados de setembro de 2014 a CBF vem tentando implementar um “Protocolo de Imprensa” para o campeonato brasileiro da série A e B em todo o país. Neste protocolo, por exemplo, são expostos os posicionamentos dos profissionais no campo de jogo, o número de profissionais que podem ingressar no gramado, distribuição de jalecos, e diversas orientações neste sentido, inclusive a questão do credenciamento dos profissionais.

Esta ingerência no credenciamento, implementada pela CBF, executando um credenciamento seletivo, fere frontalmente a Lei 9.615/98, denominada de Lei Pelé e que rege o esporte brasileiro, conforme o Art. 90-F.

Por esses motivos, no dia 06 de junho de 2015, a ACEG ingressou na justiça com um pedido de liminar que garantisse o seu trabalho de credenciamento em defesa dos seus associados, o que foi concedido de imediato.

A garantia desta liminar veio com a negativa da justiça, no dia 12 de junho de 2015, ao agravo impetrado pela CBF, e que foi negado pelo desembargador Otávio Augusto de Freitas Barcellos, remetendo a decisão final para análise do mérito.

Diante disto a ACEG é a única entidade autorizada a realizar o credenciamento dos profissionais de mídia nos eventos esportivos no Estado do Rio Grande do Sul.

Na noite desta quarta-feira, 01 de julho, o preposto de um terceirizado da CBF, durante a partida realizada na Arena, entre Grêmio e Cruzeiro, determinou a retirada do gramado, de forma injustificada, do repórter da rádio Independente de Lajeado, Leandro Schabbach, enquanto o mesmo realizava seu trabalho. O repórter já registrou ocorrência policial na 4ª Delegacia de Polícia Distrital, em Porto Alegre-RS.

Tratou-se de um claro desrespeito à ACEG, aos profissionais da crônica esportiva gaúcha e até mesmo à decisão judicial.

A ACEG, prestou toda a assistência ao seu associado, colocando inclusive seu departamento jurídico à disposição do profissional.

Porto Alegre, 02 de julho de 2015.

Diretoria da ACEG
Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos - ACEG-RS
+ 55 51 3286 8480
Twitter: @acegrs
E-mail: acegpoa@gmail.com
Facebook: Aceg
Site: www.aceg-rs.com.br

 

Governo do Estado entrega 3,2 mil netbooks para uso em sala de aula

foto: Evandro Oliveira, Seduc

O governador José Ivo Sartori e o secretário da Educação, Vieira da Cunha, entregaram nesta quinta-feira (2), em solenidade no Palácio Piratini, 3.210 netbooks do projeto Laboratórios Móveis. Os equipamentos são parte de um investimento de R$ 38 milhões que será realizado em 2015 na área de tecnologia da informação para qualificação do ensino gaúcho.

Setenta e duas escolas de 36 municípios das regiões de Canoas, Santa Rosa e São Leopoldo receberam os equipamentos nesta primeira das três entregas previstas para 2015.

“Eu acho que o maior desafio que nós temos na educação é manter o interesse dos alunos pelo conteúdo que precisa ser aprendido. E esta é a forma, a ferramenta e a maneira que precisa cada vez mais ser ampliada. Aos poucos, vamos nos habituando a esse novo modelo de ensino, mais dinâmico e, ao mesmo tempo, muito complexo”, discursou Sartori, para a plateia formada por alunos, professores e diretores das escolas envolvidas.

Em sua fala, Vieira salientou a importância da formação dos professores que utilizarão os equipamentos com os alunos em sala de aula. O cronograma da Secretaria da Educação prevê quatro etapas de capacitação em 2015: a primeira com 4 mil docentes, a segunda com 2,2 mil, a terceira com 5,9 mil e, por fim, a última etapa, envolvendo 13,5 mil professores.

“Isso vai fazer com que, até o final deste ano, nós tenhamos na nossa rede 26 mil professores e professoras capacitados para bem utilizar essa máquina no processo de aprendizagem em sala de aula. Penso que nós, a partir da execução deste projeto, estamos fazendo a nossa parte para tornar a atividade em sala de aula mais prazerosa”, disse Vieira.

Programas em curso

Finalizar os projetos Laboratórios Móveis e Um Computador por Aluno, que estavam em andamento, é uma das metas do Acordo de Resultados 2015 da Secretaria da Educação, firmado pelo secretário Vieira da Cunha com o governo do Estado.

Até esta quinta-feira o Programa Laboratórios Móveis contava com 11,7 mil netbooks em 298 escolas. Quando estiver concluído, serão 36,3 mil netbooks, contemplando 661 instituições de Ensino Médio. Os equipamentos ficam conectados a armários com rodinhas, o que permite que os professores os transportem e utilizem em mais de uma sala de aula.

Outro projeto em curso é o Um Computador por Aluno, que contempla hoje 94 escolas com mais de 35 mil netbooks. Este ano, mais 4.010 unidades deverão ser entregues em outras dez escolas, o que totalizará 104 instituições beneficiadas.

No site www.educacao.rs.gov.br está disponível a lista com as escolas beneficiadas e as fotos dos representantes de cada região.

 

Escola de Governo e FACOS firmam parceria

A assinatura do Termo de Adesão entre a Escola de Governo e a Faculdade Cenecista de Osório (FACOS), na tarde de quinta-feira, 02, selam o compromisso do Governo Sartori com a Educação e Formação de servidores Públicos, agentes sociais e estagiários. Em mensagem, o governador, José Ivo Sartori, afirma que a Gestão pública combina com qualificação e que os servidores públicos são o motor do governo do Estado. "É através do capital humano que o trabalho acontece, chega nas comunidades, melhora a vida do cidadão. Sempre estaremos empenhados em valorizar e aprimorar as capacidades do funcionalismo. Uma gestão pública de excelência se faz com pessoas motivadas e bem preparadas", exaltou Sartori agradecendo a nova parceria no Litoral Norte do Estado.

Com esta nova parceria, a Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), através da Escola de Governo passa a contar com 33 Universidades e 7 centros de ensino em todo o Estado. Desde abril, a FDRH já realizou 11 cursos de Formação Continuada, o que soma a participação de mais de 600 servidores do poder executivo estadual e municipal de diversas regiões. Em seu discurso o diretor de Educação e Formação da Escola de Governo, Carlos Macchi, vibrou com a ampliação do Comitê Pedagógico na região e disse estar ansioso para o lançamento do curso em Gestão em plataforma EAD. "Esperamos que o lançamento do curso venha com a parceria da FACOS", enalteceu Macchi.

A assessora da Divisão de Educação e Formação da Escola de Governo, Beatriz Kohlrausch, fez um breve relato da atuação da FDRH e ações educativas da FDRH. "No primeiro semestre realizamos a formação de mais de 600 servidores e estamos com um calendário de mais de 16 cursos para o segundo semestre o que somará mais de 1000 capacitações. Agora, torcemos pelo EAD com a FACOS", lembrou.

De acordo com o diretor da FACOS, o prof. Júlio César Lindermann, a parceria vem agregar a atuação da Faculdade, principalmente pela importância em estar contribuindo para a melhoria da Gestão Pública. "Somos parceiros e faremos o melhor pela formação dos servidores. Isso é desenvolvimento para a região", afirmou.

O presidente da FDRH, Luciano Silveira, ressaltou o engajamento da equipe da Escola de Governo em ampliar as ações educativas em todos os cantos do Rio Grande do Sul, pela melhoria da entrega dos serviços públicos. "A Escola de Governo amplia a sua atuação para melhor atender as demandas. Mais um passo foi dado para atender as demandas do Estado e assim garantir serviços de qualidade aos gaúchos. Fico feliz de estar formalizando esta parceria em minha região", avalia.

Estavam presentes, ainda, o Coordenar de Relações Comunitárias, professor Marcelo Terra Reis, professor Alexandre Ramos e demais coordenadores de formação da Faculdade.

 

do mironneto.com

Gramado é a sexta cidade do RS em número de museus

Gramado é a sexta cidade do Rio Grande do Sul com maior número de museus, segundo o Cadastro Nacional do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Com 12 museus, Gramado fica somente atrás de Porto Alegre (77), Pelotas (19), Santa Maria (18) e Caxias do Sul (17). De acordo com o cadastro, o Rio Grande do Sul é o Estado com mais museus considerando o número de habitantes – há um para cada 25.063 pessoas.

 

Festival de Cinema mantém formato e distribui R$ 310 mil

Durante entrevista coletiva em Porto Alegre, a GramadoTur divulgou, nesta terça-feira (30), os filmes selecionados para o Festival de Cinema deste ano. A edição 2015 segue o mesmo formato dos últimos anos com mostras competitivas de longas brasileiros e estrangeiros, curtas brasileiros e o Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas (dias 7 e 8). A grande noite de premiação acontece no dia 15 agosto. A premiação em dinheiro segue como um firme compromisso assumido pelo festival com a classe cinematográfica em 2014. São R$ 280 mil distribuídos entre os vencedores das mostras competitivas de longas brasileiros e estrangeiros e curtas brasileiros. A Mostra Gaúcha de Curtas – segue com o apoio da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, que distribui um total de R$ 30 mil entre os vencedores.

 

ONG de proteção aos animais realiza brechó beneficente neste domingo

A Bichos & Amigos, entidade que ampara 150 cachorros e gatos vítimas do abandono, realiza brechó neste domingo, 5 de julho, para levantar fundos e saldar dívidas. À venda, roupas, livros, brinquedos, bijouteria, LPs em excelente estado, CDs, sapatos, acessórios, equipamentos eletrônicos, enfeites. Tudo em bom estado, e muita coisa é nova, sem uso. Preços de ocasião. Os visitantes também podemfazer doação de ração, o que é muito bem-vindo. O evento acontece na Zona Norte de Porto Alegre, na rua Aliança, 289, transversal da Assis Brasil, entre o Bourbon Wallig e o Shopping Lindoia. O horário de atendimento será das das 11h às 17h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 51-8461-5077, além do facebook.com/OngBichosEAmigos. Os animais agradecem.

2 de julho de 2015

O Colono - Teixeirinha

"Eu vi um moço bonito, numa rua principal
Por ele passou um colono, que trajava muito mal
O moço pegou a rir, fez ali um carnaval
Resolvi fazer uns versos, pra este fulano de tal.

Não ri seu moço daquele colono
Agricultor que ali vai passando
Admirado com o movimento
Desconfiado lá vai tropicando
Ele não veio aqui te pedir nada
São ferramentas que ele anda comprando
Ele é digno do nosso respeito
De sol a sol vive trabalhando
Não toque flauta, não chame de grosso
Pra ti alimentar, na roça está lutando.

Se o terno dele não está na moda
Não é motivo pra dar gargalhada
Este colono que ali vai passando
É um brasileiro da mão calejada
Se o seu chapéu é da aba comprida
Ele comprou e não te deve nada
É um roceiro que orgulha a pátria
Que colhe o fruto da terra lavrada
E se não fosse este colono forte
Tu ias ter que pegar na enxada.

E se tivesse que pegar na enxada
Queria ver que mocinho moderno
Pegar no coice de um arado nove
E um machado pra cortar o cerno
E enfrentar doze horas de sol
Num verão forte tu suavas o terno
Tirar o leite, arrancar mandioca
No mês de julho no forte do inverno
Tuas mãozinhas finas delicadas
Criava calo e virava um inferno.

Este colono enfrenta tudo isto
E muito mais eu não disse a metade
Planta e colhe com suor do rosto
Pra sustentar nós aqui na cidade
Não ri seu moço mais deste colono
Vai estudar numa faculdade
Tire um "dr", chegue la na roça
Repare lá quanta dificuldade
Faça algo por nossos colonos
Que Deus lhe pague por tanta bondade".

 

DESCONFIADOS, COLONOS ' INVADEM' A PR DA MATRIZ

No começo,qdo saí da ALRS hj, lá pelas 2 hs achava que fosse uma passeata dos palestinos, pelas cores das bandeiras. mas vinha gente subindo como borbotões..pensei, não tem tanto simpatizantes da causa palestina assim no RS...

ai vi o dep. Schuck, do PSB, ligado ao campo, aos colonos que plantam fumo....

evi logo que o assunto era com os colonos mesmo....(olides)

 

DEPOIMENTO



OS COLONOS QUE EU VI HJ NA PR DA MATRIZ ESTÃO DE SACO CHEIO...

AS MULHERES, PRINCIPALMENTE, INDIGNADAS....

* ALGUMAS GRITAVAM PALAVRAS DE ORDEM....

* E OLHA QUE ALI SÓ TINHA GENTE ORDEIRA, TRABALHADORA....

* QUE ACORDA AS 4 DA MANHA PRA TRABALHAR.

* MUITA GENTE DEVE -POR AS BARBAS DE MOLHO.....

colonos vieramprincipalmente da zona do fumo, de pontão, de sobradinho,sta cruz, 4 colonia....

colonos querem verba do minha casa, minha vida pra zona rural.....foram na CEF

colonos da fetag protestam na frente do piratini!!!!

colonos protestam em porto!!!!

 

da Rodoviária

DESDE A SEMANA PASSADA, A CATARINENSE, EMPRESA DE ONIBUS DE FLORIPA, TEM AS LINHAS DA PLUMA QUE ERAM PRA CURITIBA, JOINVILLE E BLUMENAU.

QUEM OPERA A LINHA BAIRES E A jbr.

informações que colhi junto a catarinense hj na rodoviária.

 

Paraguai

isto é plagio mas vai...POBRE PARAGUAI TÃO LONGE DE DEUS E TÃOPERTO DA ARGENTINA(oLIDES)

 

ABIMAQ anuncia a promoção de três importantes exposições entre 2016 e 2017

Eventos prometem atrair importantes expositores de segmentos altamente relevantes para a economia brasileira

A ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – anuncia a realização de três importantes exposições que englobam segmentos altamente relevantes na economia brasileira: metalmecânica, máquinas-ferramenta e plástico. A ação, que se alinha à tendência mundial de um modelo de feiras próprias de entidades, terá a organização da BTS Informa, uma das maiores promotoras de feiras de negócios do mundo, e será realizada no São Paulo Expo, que será o mais moderno centro de exibições e convenções da América Latina.

O primeiro dos três eventos, a FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos -, acontecerá de 2 a 6 de maio de 2016 e estima trazer mais de 2 mil marcas expositoras voltadas tanto para as áreas de produção quanto manutenção da indústria em geral, fazendo da exposição uma plataforma ideal para lançar produtos, gerar negócios e divulgar marcas e serviços voltados ao público do setor industrial.

Já as outras duas exposições promovidas pela ABIMAQ ocorrerão em 2017. Entre 20 e 14 de março, será realizada a Plástico Brasil - Feira Internacional do Plástico e da Borracha -, que promoverá o desenvolvimento tecnológico e econômico da cadeia industrial do plástico e da borracha. Dois meses depois, entre 8 e 12 de maio, será a vez da Expomafe – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial – abrir as portas e posicionar o setor como base essencial da cadeia produtiva.

“Estamos deixando de ser clientes para nos firmarmos como organizadores, com total controle para traçar estratégias em defesa dos setores”, celebra José Velloso Dias Cardoso, presidente executivo da ABIMAQ.

Os três eventos serão realizados no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center. Situado na capital paulista, o local promete se consolidar como o maior e mais moderno centro de exposições do Brasil. Conta com pavilhão totalmente novo com 90 mil m2 de área de exposição, ambiente climatizado, mais de 5 mil vagas de estacionamento (4,5 mil cobertas) e localização estratégica: 850 metros do metrô Jabaquara, a 10 minutos do aeroporto de Congonhas e com acesso rápido aos principais hotéis da região.

As feiras foram apresentadas nesta quarta-feira (1º/7/15) em encontro organizado pela ABIMAQ-RS na sede da Fiergs, em Porto Alegre, para fabricantes e fornecedores gaúchos do setor de máquinas e equipamentos. Na oportunidade, os executivos das empresas puderam esclarecer suas dúvidas sobre os eventos, conhecer as vantagens de participar e reservar espaço como expositores.

MAIORES INFORMAÇÕES PODEM SER OBTIDAS COM A ABIMAQ-RS – TELEFONE (51) 3364.5643 OU E-MAIL cleia.denize@abimaq.org.br.

 

de São Borja

historias de São Borja....

O SANGUE ROLAVA PELO CHÃO DO ONIBUS.....


Alguns anos atrás, um motorista urbano de SB , foi levar a turma do gargareio prum baile em S. Miguel. S. Miguel pra quem não sabe é local de acampamento dos sem-terra e de assentamentos....

Ali tinha um fandango...quem iria tocar era um conjunto missioneiro de nome GAUCHITAS MISSIONEIRAS....

O onibus encontou numa praça central de SB, a XV de Novembro, e o motora logo viu que só tinha bagaceira que tava indo pro baile. Tb o onibus era de graça, imagina,então...tudo gente da pior espécie...ou seja, pobretão...

Não por ser pobre, mas no meio tinha a turma da pesada, do trago, da maconha e por ai afora...

No baile, a coisa rolou bem, até que um dos que tavam na exvcursão de SB passou a mão na bunda de uma mulher casada, que tinha dado bola pra ele a noite inteira.

O probelam é que o marido simplesmente deu uma garrafada de cerveja fechada na cabeça do sujeiro.

Voou estilhaço de v iidro, voou sangue pra tudo que era lado....

O motorista, que não tava dentro do salão e que me contou esta história ( tinha já encostado o onibus porque na hora que o cara passou a mão na bunda da mulher, as cantoras tinham avisado que aquilo era a ultioma musica, pq já vinham surgindo o raiar do dia.

aquilo era um novo dia, um domingo que raiava.

os amigos e irmãos do ferido o arrastaram dentro do onibus e ele veio rolando no chão, ensanguentando todo o chão do onibus até sb....ai fizeram o motoria deixar eles no hospital ivan goulart e deram ordem:

- tu não vai embora daqui, disseram pro motoria, fica esperando nóis aqui.

assim que desceram do onibus, o motora largou fora, porque os outros passageiros queriam ir embora e tava já dando rolo dentro do busun....

ele nunca mais ficou swabendo o que acvonteceu com o ferido, mas pediu pro dono da empresa nunca mais botar ele pra levar excursão de bagaceira pra bailão em lugar nenhum...

e hj trabalhava numa grande empresa. ficaram apenas estas histórias de SB(Olides canton, bas4ado nor elato do motora que pediu sigilo. a historia, por supueste, é verdadeira)

roteiro dep loureiro neste 2 e 3 em sb

De: letier12
Enviada: Quarta-feira, 1 de Julho de 2015 20:25

São Borja – 02-07-2015

Chegada - 19 horas

Coordenadoria de Educacao – 19h10m

Sandro – 19h40m

Sede PDT Passo – 20h15m

São Borja – 03-07

Radio Lider - 7h30m ao lado lan tur - loja celular 1 andar

Radio Cultura – 8h10m

Butui – 8h40m

Folha de São Borja – 9h15 – Humberto Andres

Inauguracao Museu Getulio Vargas – 11h

TARDE

VISITAS

 

Museu

nests 6 feira, em sb, reinaugura o museu getulio v argas. as 11 da matina.

* sb pode muito bem explorar o filão do turismo politico.

* mas fica longe....

 

Cinema

OS DESGASTES DO CINEMA DE BAUMBACH

por Eron Duarte Fagundes

O novo filme do norte-americano Noah Baumbach, Enquanto somos jovens (While we’re Young; 2014), parece uma máquina enferrujada; se o casal de protagonistas, nas peles de Ben Stiller e Naomi Wats, topa um impasse (ele é um documentarista sem renovações, ela cansa sentimentalmente das atribulações dele) que impede o crescimento, ou desenvolvimento, dos dois, a realização de Baumbach se perde na ferrugem de seus trilhos, acavalando mal dispostas citações intelectuais (começa com uma epígrafe buscada num trecho sofisticado do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen) e dispersando possíveis resquícios emocionais que despertariam o interesse do espectador do cinema americano.

Baumbach, sabemos, deu o pontapé inicial de seu cinema com uma obra surpreendente, A lula e a baleia (2005). Margot e o casamento (2007) ainda tinha boas coisas. Mas Frances ha (2012) resvalava na opacidade, entidade que surge agressiva e imperiosa em Enquanto somos jovens. A referência a Godard na boca dum ator como Stiller parece bastante deslocada. Se o propósito do realizador era espelhar suas inquietações artísticas neste intérprete, as coisas ficaram mal paradas. Mesmo quando a personagem desce a guarda para aludir à literatura de Stephen King, a citação se oferece deslocadamente. Stiler não faz, definitivamente, o gênero da criatura encucada com estas coisas que parecem interessar ao cinema de Baumbach, um dos mais intelectuais cineastas americanos de hoje. Não funciona estra transferência que o diretor quer impor a seu ator. Mais funcional, à primeira vista, parece ser a linha que mistura as personas fílmicas da Naomi Wats e Amanda Seyfrid, apesar das diferenças etárias: são duas manteigas que se desmancham nas ferrugens de Enquanto somos jovens. Isto não melhora o filme; mas é uma curiosidade.

 

de Serafina

55 anos de emancipação

o mapa de GUAPORÉ qdo serafina se desmembrou....

fonte. arq pub estadual

 

CIDADES VIZINHAS

O lampert de encantado mandou aqui uma história sobre uma história que está naquele meu livro.

* é só ele ler o resto que está no livro mesmo....

* é o meu livro mais pedido....

*qdo tem sacanagem todo mundo quer.....

* aquela história do estrela x lajeadense tem mil versões

* foi uma grande pauleira que deu num jogo....

* eu apenas reuni vários causos e os pus num livro...

* todas as cidades tem brigas com os vizinhos....

* quando fui lançar no solar dos camara,entrou por acaso um italiano (legitimo) não destes gringos aqui da roça, e perguntou o que era ali:

minha filha disse é um livro do meu pai sobre brigas entre cidades. ele respondeu:

- é como roma e milão...

tu vê que isto é mundial....

* aquele livro foi feito nas graficas do senai, meio por b aixo do pano....

* o zortea, que é de bento, que mandou imprimir.

* eu busquei ele com minha filha dirgindo.

 

TRASNSCRIÇÕES DA FOLHA DA TARDE

por LEANDRO LAMPERT, Historiador

de 19 e 20 de agosto de 1947. Curioso o linguajar da crônica esportiva da época:

NUVENS NEGRAS NO ALTO TAQUARÍ – Perturbado o ambiente esportivo naquela região do Estado.
Não é só no foot-ball, mas em todos os setores, que a rivalidade entre as duas progressistas cidades do Alto Taquari, Lageado e Estrela, se espraia, trazendo no seu bojo, em parte, largos benefícios pela emulação que domina seus habitantes, cada qual procurando colocar o “seu chão” numa posição de maior destaque do aquela ocupada pelo “lugarejo” do outro lada do rio….. Porém, nem tudo é azul nessa rivalidade entre Lageado e Estrela. De vez em quando surgem casos que entristecem àqueles que acompanham com interesse a evolução e o progresso das duas cidades. São casos que, infelizmente, acontecem justamente no esporte, que deveria ser um veículo seguro para a aproximação, já não diremos de povos estranhos, mas dos filhos de uma mesma Pátria, separadas apenas por um curso dágua – o correntoso Taquari.

DOCUMENTOS SELADOS E REGISTRADOS NÃO ADIANTARAM.

Vamos passar a contar o fato, conforme nos foi relatado pelo esportista Orlando Fischer, representante do C. E. Lageadense junto à FRGF: no dia 7 de maio do ano corrente, parecia que a paz tinha voltado ao foot-ball de Alto Taquari porquê os presidentes dos clubes de Lageado e Estrela, respectivamente Hugo Ruthner e Heitor Ivo Kirst, resolveram chegar a um acordo e assinar um documento comprometendo seus clubes em duas partidas de confraternização – uma em cada cidade a realizarem-se nos dias 13 de junho em Estrela e no dia 20 do mesmo mês. em Lageado. Feito isso, o documento recebeu todos os “sacramentos”: firmas reconhecidas, testemunhas, registro em cartório, etc, etc.
Mas não adiantou ……

A PRIMEIRA PARTIDA NÃO TERMINOU.

Chegou o dia do primeiro encontro, e Estrela recebeu a visita dos lageadenses, em grande número. A renda cresceu nas bilheterias até atingir Cr$ 5.752,00, quantia bastante apreciável no foot-ball daquela zona. E o jogo começou. Começou, mas não terminou. Quando ia o prélio, aliás cheio de “coizinhas”, na altura do 23º minuto do segundo tempo, o goleiro estrelense “Negrão” aplicou, violento ponta-pé no ponteiro lageadense Domingos Cé, o qual ficou estirado no gramado. Interrompido o match, foi o jovem player visitante atendido pelos médicos, que determinaram sua imediata hospitalização, e no posterior auto de corpo delicto, feito pela polícia, foi constatada grava contusão no fígado e no rim direito, nematuria, etc. Em face do acontecido e da invasão de campo, etc, os lageadenses, sentindo o ambiente inseguro, resolveram retirar-se do gramado já que tudo aconselhava a suspensão da partida – então empatada em dois tentos – devido à fraca atuação do árbitro e à exaltação dos ânimos.

AGORA A RENDA ………

Terminado o encontro, na maneira que relatamos acima, os dirigentes do C. E. Lageadense foram receber a parte que lhes tocava na renda do match – 50% e mais Cr$ 1.500,00 para o transporte – de acordo com o estipulado no contrato, mas, com surpresa geral, o presidente do clube de Estrela, negou-se a fazer o respectivo pagamento, alegando que o encontro não havia terminado, embora não fizesse a devolução dos ingressos ao público.

Posteriormente, os dirigentes do grêmio lageadense tentaram de conseguir um acordo, propondo a disputa dos minutos restantes e, por fim, chegado o momento, solicitando à FRGF a respectiva licença para a realização do segundo jogo, a fim de dar cumprimento ao ajustado. Porém, os dirigentes do Estrela negaram-se a tudo. Os lageadenses enviaram ofícios para autenticar seus propósitos, e solicitaram a firma do presidente do clube contrário, para poderem provar a qualquer tempo a sua boa vontade em solucionar a questão. Todavia, o primeiro mandatário do grêmio de Estrela declarou que não assinaria nada …..

VEM O CASO PARA A FRGF

Foi então, que o esportista Hugo Ruthner, presidente do Lageadense, resolveu trazer o caso para a FRGF. O Dr. Arando Borsatto, vice presidente em exercício da entidade máxima, tentou uma reconciliação e, por duas vezes convocou os dirigentes dos dois clubes de Alto Taquari para estudarem um acordo. Em vão, só compareceram às reuniões da FRGF reuniões determinadas pelo primeiro mandatário, os representantes do clube de Lageado.
Em vista disso, a Federação resolveu tratar do caso em caráter oficial e, na reunião do seu Conselho Diretor ontem efetuada, determinou que o E. F. Clube o recolhimento imediato dos Cr$ 5.752,00 aos cofres a FRGF, onde ficarão até que a questão seja solucionada. Foi dado ao clube faltoso um determinado prazo e, findo este, se não for atendida a determinação do Conselho Diretor, o Estrela F. C. será denunciado ao Tribunal de Justiça Esportiva, já agora, não só por ter deixado de cumprir o acordo com o Lageadense, por desobediência a uma resolução da Diretoria da Federação.
E então, portanto, em maus lençóis os estrelenses ……

IRÃO ATÉ A JUSTIÇA CIVIL

Por último disse-nos o Sr. Orlando Fischer, no caso de entrar a questão no Tribunal de Justiça Esportiva, é pensamento do meu clube convidar, para defender seus pontos de vista, o conhecido causídico Paulino de Vargas Vares, presidente do Internacional. Também, se o “caso” não ficar somente nisso: iremos à Justiça Civil, para processar os agressores do jogador Domingos Cé e exigir o pagamento de indenizações que julgarmos devidas, não só pela perda da renda do segundo jogo, como, também pelos gastos feitos com a hospitalização por mais de 15 dias do player agredido, que até hoje não retornou a seu estado físico normal.

A TEMPESTADE ESPORTIVA NO ALTO TAQUARÍ

A verdade, para o Estrela, não combina com a verdade Lageadense – Fala à nossa reportagem o ex-secretário do Estrela, contradizendo declarações do representante do clube de Lageado.
O último vencedor do Prêmio Nobel, o alemão Herrmann Hesse, disse certa vez que “o contrário de todas as verdades deve ser também verdade, se comprova diariamente nos “casos” footbalísticos. Em nossa edição de ontem, por exemplo, divulgamos as declarações do Sr. Orlando Fischer, representante do C. E. Lageadense junto à F.R.G.F., através dos quais esse esportista relatava os acontecimentos desenrolados, antes, durante e depois do choque footbalístico entre o clube acima citado e o Estrela, da cidade do mesmo nome, o qual, como se sabe, não primou pela regularidade.
Acontece, porém, que o contrário de muita coisa que nos disse o Sr Orlando Fischer, é também verdade, ao menos no ponto de vista do Estrela, segundo nos veio dizer o esportista Sr. Aury de Azeredo, ex secretário do Estrela e autorizado pela direção deste clube para contestar muitos dos pontos de vista do Sr. Fischer.
E eis então que a nossa reportagem se viu envolvida no meio de um fogo cruzado de pontos de vista contraditórios que foram pedir justiça a Salomão, cada um reivindicando para si a verdade verdadeira ……

Como ontem demos a palavra ao Lageado, toca hoje ao Estrela falar. Eis o que nos disse o Sr. Azeredo, empunhando um recorte da ”FOLHA DA TARDE”, onde estavam as declarações do esportista Fischer, com certos trechos prudentemente sublinhados:
- Vamos por ordem – começou o Sr. Azeredo: aqui se vê, é o que o match foi “cheio de coisinhas”. O que não é verdade. Tudo ia correndo normalmente até o momento do choque entre o guardião do Estrela e o ponteiro do Lageado. Só então é que se registraram os incidentes. O fato decorreu da seguinte maneira: após um passe longo, a bola se ofereceu igualmente pata o nosso arqueiro Negrão e para o winger visitante. E, como era natural, os dois correram em direção à bola, cada um procurando chegar primeiro. E quem primeiro chegou e imobilizou a bola em suas mãos, foi o nosso arqueiro. Como o seu adversário vinha na corrida, e para proteger a bola e o próprio corpo, o guarda-vala ergueu um joelho. Foi quando o ponteiro Domingos Cé se chocou contra o keeper. Não houve como diz o “representante” do Lageadense, agressão por parte do arqueiro, que foi quem primeiro, pegou a bola. Ao contrário, o ponteiro adversário é que, a despeito de ter perdido o lance, não se deteve senão quando se esbarrou contra o goleiro, ou porquê não pôde se deter ou porquê não quis. Este é um detalhe que pouco importa. E tanto o lance foi considerado proposital, que o árbitro não marcou falta alguma. As consequências, porém, do choque foram lamentáveis, pois o jogador visitante se machucou. A torcida de Lageadense, então invadiu o campo, não tanto com intuitos agressivos, mas para induzir os seus jogadores a se retirarem do campo.
O árbitro está sendo acusado de inepto. É curioso. O Sr. Mário Coelho, residente em Taquara, foi indicado pelo próprio Lageadense para apitar o cotejo. Tocava à esse clube indicar o juiz e, como nãou houvera ele providenciado junto à F.R.G.F. para conseguir um árbitro, apresentou, à última hora, o nome do Sr. Mário Coelho, o qual, diga-se de passagem, por várias vezes controlou partidas entre o Estrela e o Lageadense, sempre com a maior correção e imparcialidade. Em vista disso, o Estrela não teve dúvida em aceitar a sua indicação para juiz desse encontro.

Tenho para mim, porém, que a interrupção da partida, provocada pela invasão ao campo dos torcedores lageadenses, foi proposital, isto é, que havia intenção preconcebida de impedir o seu prosseguimento em face da inequívoca certeza de que o Estrela venceria o jogo, muito embora o escore estivesse empatado em dois tentos. É que os lageadenses haviam apostado grandes quantias em seus favoritos e estavam em eminência de perder a aposta, em virtude da flagrante superioridade técnica que vinham demonstrando os locais e aproveitaram-se do incidente com seu ponteiro para truncar a partida e, assim, fugir ao compromisso de pagar a aposta perdida.
Quanto à questão da renda, o que se passou foi o seguinte: desconformes com o abandono do campo, o público de Estrela exigiu do presidente do clube que não fizesse a entrega da parte que cabia ao Lageadense, chegando mesmo um grande número de associados a ameaçar de demitir-se no caso de ser entregue 50% da renda. O presidente, interpelado pelos dirigentes visitantes a respeito da parte da renda que lhes cabiam ponderou que, diante da situação que se creára, não tomaria não tomaria a decisão enquanto não consultasse a diretoria. Após o que a parte que cabia aos Lageadenses foi depositada num Banco, onde se encontra à disposição dos visitantes apenas seja resolvida a questão.
Não é verdade, também, que o lageadense tenha feito propostas para a disputa dos minutos restantes. Assim como também não exprime a verdade a alegação de que por duas vezes o presidente do Estrela tenha sido convocado para comparecer F.R.G.F. por sugestão do vice-presidente desta entidade, Sr. Arnaldo Borsatto a fim de resolver a pendência amistosamente. Apenas uma vez foi ele convidado e não compareceu porquê, de momento estava em excursão com seu clube numa cidade próxima conforme mandou oportunamente notificar.
Afirma o representante do Lageadense se que seu clube irá convidar para defender seus direitos o Dr. Paulino de Vargas Vares, presidente do Internacional, a instaurar, junto à Justiça Civil, um processo de agressão ao ponteiro Domingos Cé., afigura-se-me difícil que o Lageadense consiga provar que houve tal, pois o juiz, no lance, não marcou falta e nem podia marcar, tratando-se um choque tão comum em partidas de foot-ball. De mais a mais, como dizíamos, se houve agressão, partiu essa do ponteiro, a ponto de ser o arqueiro Negrão, para se defender da entrada violenta, ter-se protegido com o levantamento do joelho.

Fala também o Lageadense de exigir, por meios legais, indenizações pelos gastos feitos com a hospitalização do seu defensor. Que vamos dizer nós que tivemos nosso gramado simplesmente depredado pelos torcedores do Lageadense, os quais, ao se retirar, derrubaram parapeitos e arrasaram cercas? Não entregarem a parte da renda ao clube visitante enquanto também nós não formos ressarcidos desses prejuízos.
Aí está pois, segundo as palavras do Sr. Azeredo, a outra face da verdade. Que os “Salomões” da F.R.G.F. resolvam o caso com a sua proverbial sabedoria.

SPRITO DE MICO – EPÍLOGO

Ao escrever e distribuir a crônica sobre o Sprito de Mico tomei por base as páginas que eu possuía do livro Cidades Vizinhas, de Olides Canton.
O que eu vi e escrevi, existe nas cinco páginas, mas nelas existem fatos que eu omiti, pois não os vi. Agora explicáveis.
Distribuí minha crônica para cerca de quarenta habituais correspondentes e, como sempre, com mínimas referências. Se leem, não prestam muita atenção.
Duas pequenas pistas me deixaram desconfiado e me levaram ao reestudo da crônica. Historiador tem que ser meticuloso. Alguma coisa não estaria certa:
Fato um: Quando menino conheci o Negrão, citado como goleiro do EFC no jogo em 1940. Negrão era amigo de meus primos de Estrela, Alvinho e Fritz e seria da mesma idade deles, na época 12 ou 13 anos;

Fato dois: Domingos Cé, a vítima do choque com o Negrão, casaria mais tarde com uma colega minha de ginásio pouco mais nova que ele. No meu entender, na época, também teria mais ou menos 13 anos e nem residiria em Lajeado.
Sérgio Mello Jaeger, outro amigo de Lajeado a quem seguidamente peço e forneço informações históricas, enviou-me xerox de um recorte de jornal (Folha da Tarde) com duas crônicas intituladas – Nuvens Negras no Alto Taquari – e – A Tempestade Esportiva do Alto Taquari – No topo de uma delas, escrita à mão a data de 19-8-1947, que revela conflitos em jogos de futebol entre Lajeado e Estrela. Seguem em outro anexo. Mostram perfeitamente que foram duas histórias diferentes. Para mim, isso foi suficiente para eu inferir que Olides Canton recebeu as informações de um estrelense agora identificado. Sérgio Jaeger encontrou o livro do Canton na biblioteca da Prefeitura de Lajeado e informou-me a parte final da crônica, pg 60, que eu não possuía: ……do Avenida, do Taquariense, do Juventude e do Caxias, que o sabor jamais se igualava a uma vitória no braço e na bola no clássico. Tinha mais guerra do que jogo. Hoje serve apenas para contar histórias. Como esta.
Também o nome do colaborador. Nada menos que Antônio Carlos Porto, o Talo Porto, nosso leal amigo desde a juventude e um pouco mais jovem que eu (deve ter nascido em 1931/32), aguerrido jogador de futebol do EFC e conceituado cronista esportivo do Correio do Povo, lido e respeitado pela sua notável capacidade de comunicação, legou seu apelido e sobrenome à posteridade esportiva do RS.
A parte inicial crônica do Talo Porto foi a transcrição de informações esparsas que recebera dos torcedores estrelenses que lhe contaram as peripécias de duas partidas de futebol, separadas por sete anos uma da outra, acumuladas dos habituais exageros e meias verdades comuns em brigas coletivas. Misturaram as informações de duas épocas numa só e o Talo assim as relatou. A parte final é toda de sua lavra.
Se lermos as crônica dos anexos, somadas ao que eu escrevi, teremos a crônica do Talo editada com delicioso humor no livro do Canton, descontando, é lógico, os exageros e inverdades.
O Olides editou uma história constituída por duas verdades independentes entre si e separadas por sete anos uma da outra.
As duas vítimas lajeadenses, O Arno Klein, mordido na paleta por João Porto, a pedido, mostrava as marcas dos seus ferimentos. Diziam que exigira do médico do Esportivo que fosse inoculado com vacina antirrábica. Seguramente conversa fiada. Eu acredito que o Sprito foi sovado pelos dois policiais muito mais por ser o único afrodescendente do que por ser participante da torcida do lajeadense e envolvido no rolo. Pau nele.

COMENTÁRIO FINAL: O clima de antipatia recíproca entre as duas cidades que já foram similares, já tem mais de um século e deverá perdurar para o todo o sempre. Não procurei saber qual foi a sentença da FRGF, pois absolutamente não interessa qual tenha sido. A baderna foi lamentável sob todos os pontos de vista. Nada que se possa imaginar modificará sensivelmente a relação entre as barrancas do Taquari. Iremos conviver eternamente com a rivalidade. Se possível, com dignidade.

A ITAPUCA DE JOÃO LAMPERT

Johannes Lampert era o quinto filho de Friedrich Wilhelm Lampert, jovem imigrante alemão, que chegou ao Brasil junto com a família de seus pais e irmãos em 1827.
Nasceu em Dois Irmãos em 10 de fevereiro de 1851 e foi batizado na Igreja evangélica da comunidade, local de residência de seus pais agricultores.
Em 1875 mudou-se para a localidade de Brochier, no então município de Montenegro, onde se casou com Maria Ehrig, de Maratá, localidade vizinha, também em Montenegro e com o prenome de Johann.
Em Brochier, nasceram três filhos, entre 1878 e 1880 (dois gêmeos)
Mudaram-se para a Linha Franck, no distrito de Teutônia, então município de Estrela, onde nasceram mais sete filhos até o ano de 1892.
Os encontramos mais tarde, participando da igreja evangélica de Conventos, município de Lajeado, mas residindo do outro lado do rio Forqueta, em Arroio do Meio. Não encontramos registro de compra de propriedade. Lá nasceram mais duas filhas, Belarmina (+-1896) e Guilhermina (1898).

Cremos que eram apenas meeiros, o que levou-os a correr todos os riscos. Era tudo ou nada e mais uma vez trocaram de residência, cremos que em 1898, e desta vez para a região de Arvorezinha, nos altos do Planalto Médio, então município de Soledade. Na região já se encontravam outros interessados que também tinham obtido o Direito de Posse de áreas devolutas junto à Comissão de Terras do Governo do Estado, gente de origem luso-brasileira com quem os Lampert mantiveram convívio. Era o único posseiro de origem alemã, isso mais de oito anos antes da chegada dos primeiros italianos. Sem dúvida, já haviam adotado a religião católica. Não seriam os únicos luteranos da região, o que facilitava o convívio com os católicos. Batizou toda a família e passou a chamar-se João. Faleceu em 1929 e sua esposa em 1943. Estão sepultados no cemitério da capela de São Lourenço, nos arredores de Arvorezinha. Deixaram enorme legado, mais de 300 descendentes e familiares. Um patriarca.

O que teria levado João e sua família, já com doze filhos, para essa grande aventura? Seria um visionário, um pioneiro, um maluco ou um desbravador? Ou apenas mais um herói anônimo que ajudou a formar a pátria gaúcha? Deixara Teutônia, uma comunidade já formada, com igreja, pastor evangélico, cemitério, escola, parentes, amigos e transporte fácil de mercadorias pelo rio Taquari, para embrenhar-se no meio da mata virgem de beleza agreste, mas ainda com animais selvagens e bugres traiçoeiros, isolados e distantes de tudo e de todos? Viveram com produtos da caça e coleta de pinhões até que as lavouras iniciassem a produção agrícola.

Graças à tradição oral de seus descendentes, sabemos que suas terras se iniciavam cerca da cidade de Ilópolis e seguiam na direção norte até a gruta nas margens do rio Guaporé, distante cerca de 10 km. Não identificamos a largura da gleba, mas deve ter sido no mínimo 1 km o que já representava mais de 1.000 ha de matas nativas, com araucárias e ervais.

Decidiram residir no local que mais tarde se chamaria Itapuca (pedra furada), hoje em Anta Gorda, que pertenceu sucessivamente a Lajeado e posteriormente Encantado, onde foram os primeiros moradores.
Somente a partir de 1906, chegaram madeireiros de origem italiana, provenientes de Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Garibaldi em busca da colossal floresta de araucárias existente no local. Um verdadeiro El Dorado para uma serraria. Mais tarde, agricultores vindos de Encantado, passaram a adquirir lotes dos posseiros legalizados e algumas terras devolutas ainda existentes. Logo se tornaram a maioria da população. Mais tarde, outros colonos de origem alemã também vieram.

A integração das etnias processou-se com naturalidade (para a sobrevivência, todos precisavam de todos).
Apesar da integração inicial, uma geração mais tarde, famílias de origem alemã tiveram desavenças com as de origem italiana. Consta ter sido por razões de limites de terras, mas acreditamos que existissem principalmente divergências étnico-religiosas.

A foto acima, por volta de 1925, sem a nitidez desejável, mostra o momento do ”acordo”, os contendores, com a mão sobre uma bíblia, juram a paz, mas sem olhar um para o outro e nem para o livro. Parece sugerir e nos inclina a acreditar, que na verdade pode ter havido uma imposição por parte do subdelegado de polícia de Ilópolis, o pioneiro italiano e comerciante Leopoldo Spézia, identificado no meio dos três, de pé na porta da sua casa de comércio, vestindo um fardamento militar de sua própria criação. À direita na foto, um colono de origem italiana, vestindo um pala, satisfeito com a solução. À esquerda, certamente um de origem alemã, vestindo casaco preto. Ninguém conseguiu identificá-lo. Por dedução, cremos que poderia ser o próprio João Lampert, mesmo com mais de 70 anos. Era o pioneiro e líder. Não haveria acordo sem ele. Aparentemente contrariado e com a cabeça recuada, parece manifestar repulsa silenciosa à solução apresentada, tanto que, logo após, todos os colonos de origem alemã venderam suas propriedades e foram adquirir outras em Arvorezinha, incluindo entre eles João Lampert e seus familiares, que adquiriram 300 ha. À direita, mais ao lado, um auxiliar do subdelegado está portando ostensivamente uma espingarda, argumento definitivo para o acordo.

Pode se comprovar a influência luso-brasileira no vestuário das testemunhas.
Ainda reside, em Arvorezinha, uma família remanescente, a de Ernesto Lampert. As demais foram para Passo Fundo, Jaraguá do Sul – SC, Barracão – PR e outras localidades.
Cremos que essa disputa entre descendentes de italianos e alemães, que motivou o êxodo dos germânicos, deve ser a única ocorrida no RS.

Os filhos de João se casaram com esposos das três origens étnicas e consolidaram uma nova sociedade. Identificamos: Bôrtolo Girardi, um dos novos proprietários, que casou com Marcolina Suzana Emília Lampert, filha de João; a filha Oswaldine casou com Wilhelm Haas e o filho Guilherme casou com Maria de Lima Gomes, descendente de outro posseiro. Um neto dele, Pedro, casou com Italina Toigo, bisneta de Antônio Toigo que, juntamente com seu irmão Ângelo, foram também povoadores iniciais. Os Toigo adquiriram terras de João e mais tarde, por herança, parte das mesmas terras voltou à propriedade da família Lampert, cujos descendentes voltaram para Itapuca, hoje município de Anta Gorda. Era de se esperar que as famílias pioneiras casassem seus filhos e netos entre si. E assim foi.

Com o correr do tempo, os de origem italiana tornaram-se a maioria absoluta da população de Ilópolis e impuseram com naturalidade seus próprios costumes, prenomes, linguajar, sotaque inconfundível, culinária, cantorias, religiosidade, vestuário, cultura, comunicação ruidosa, economia, divertimentos e assim permanece na atualidade. Hoje, Ilópolis se encaminha para sua vocação e destino turístico, preservando e valorizando suas origens.

Bibliografia:
Monografia ”Itapuca” de Claudete Toigo Lampert (hoje Gruginskie)
Livros: Ilópolis – Origens e Raízes de André Bozzetto Júnior e
Os Lampert, Origens, História e Genealogia de Leandro Lampert

 

Festa Junina na Escola Estherina Marubin

A Festa Junina caracteriza-se como uma das manifestações culturais mais tradicionais e divertidas do nosso país com vestuários, danças, folguedos, músicas e comidas. Sendo a Festa Junina uma manifestação cultural que acontece nos quatro cantos do país, a Escola Municipal Professora Estherina Marubin desenvolveu o projeto Festa Junina na escola, com o objetivo de manter viva uma importante tradição da nossa cultura, promovendo momentos de lazer e trabalhando as manifestações culturais com os alunos. O projeto foi desenvolvido no mês de Junho, os alunos pesquisaram sobre o assunto, desenvolveram diversas atividades na sala de aula, enfeitaram a escola, ensaiaram quadrilha. O encerramento aconteceu com muita alegria e diversão, no dia 23, na Escola com apresentações de danças ensaiadas pelas professoras, no turno da manhã e tarde, além das barraquinhas de doces e salgados típicos, como pipoca, pivica, rapadura, cachorro-quente, batata assada, chocolate quente. Foi muito agradável e no final as crianças se divertiram com a pescaria.

 

Comemoração ao Dia de São João

A Prefeitura de Serafina Corrêa, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, realizou na tarde do dia 25 de Junho uma linda festa em comemoração ao Dia de São João. Participaram da festa realizada no salão do CRAS, os grupos de Convivência de Idosos Vita e Sapienza e Santa Rita. A festa foi muito animada, muitos idosos estavam vestidos de caipira, o que tornou a festa ainda mais animada. Foram realizadas danças de roda e os idosos puderam dançar, festejar e realizar esta importante integração entre grupos. Os idosos foram acompanhados pela orientadora de Atividades da 3ª Idade, Gabriela Assoni Grechi e pelo Professor de Ed. Física Gean Grisa. A Secretaria de Assistência Social visa o bem estar e o lazer de todos os idosos atendidos nos Grupos de Convivência, sendo tardes como esta de extrema importância para criar e manter os vínculos entre os idosos.

 

Mais de R$ 1 milhão e 250 mil em investimentos para Serafina Corrêa

O Prefeito Ademir Antonio Presotto está em Brasília, em importante viagem de trabalho. Na oportunidade, está visitando os Gabinetes dos Deputados em busca de recursos para o município em todas as áreas. Nesta quarta-feira, 1º de Julho, foram anunciados mais de R$ 1 milhão e 250 mil em recursos em infraestrutura, mobilidade urbana, turismo e saúde para Serafina Corrêa e o Distrito de Silva Jardim. As emendas são do Deputado Federal Luiz Carlos Busato (PTB); José Otávio Germano (PP); Jerônimo Goergen (PP); Renato Molling (PP); e Giovani Cherini (PDT). Segundo o Prefeito Municipal, a viagem também tem o objetivo de buscar o pagamento de importantes obras que estão em andamento no município como a Escola Modelo FNDE e o Centro Municipal de Saúde. Além disso, assegurar recursos para a pavimentação em diversas ruas do município e do Distrito de Silva Jardim, investimentos na área de turismo e recursos para o Hospital Nossa Senhora do Rosário são importantes conquistas para toda a população.

 

Oficina Bate-Papo no CRAS

O Centro de Referência de Assistência Social de Serafina Corrêa está implantando uma nova Oficina dentro do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Ela tem o objetivo de proporcionar aos adolescentes momentos de conversa em relação a diversos assuntos como:
cidadania, adolescência saudável, qualidade de vida, educação sexual, dentre outros. A Oficina Bate-Papo no CRAS acontece todas as quartas-feiras na parte da manhã, das 10h às 11h, e à tarde, das 17h às 18h, sempre com a presença da psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS. Participe da Oficina Bate-Papo no CRAS, todas as quartas-feiras, das
10h às 11h; e das 17h às 18h. É gratuito, participe! Mais informações 3444 3814.

 

Legislativo estará em Silva Jardim para Sessão Descentralizada

Reunião contará com homenagem aos representantes daquela comunidade que atuaram como Vereadores

Na noite de segunda-feira da próxima semana a tradicional Sessão da Câmara de Vereadores deixa de acontecer no Plenário para ser realizada no único Distrito de Serafina Corrêa. A Sessão Descentralizada da Câmara de Vereadores faz parte da programação do 55º Aniversário do Município e contará, também, com reconhecimento aos representantes daquela comunidade que atuaram no Poder Legislativo, contribuindo com a história e desenvolvimento Serafinense.

Através de um Requerimento, o Vereador Adir Soranzo solicitou a realização desta Sessão Plenária na comunidade de Silva Jardim, sendo que o pedido foi votado e aprovado com o voto de todos os demais colegas.

A comunidade é convidada a participar desta que é a primeira sessão da Câmara fora de sua sede neste ano, oportunizando que os moradores de Silva Jardim acompanhem de perto as atividades legislativas.

Sessão Descentralizada em Silva Jardim
Data: 6 de julho de 2015, segunda-feira
Horário: 19 horas e 30 minutos
Local: Salão Comunitário de Silva Jardim.

1º de julho de 2015

O AMOR É LINDO

repetiu-se hj no estacionamento do Nacional da Carazinho a cena de segunda.....

* Deixa que o amor é lindo!!!!!

* engraçado que o motora pica a mula,qdo nota a presença de quem o viu no primeiro dia.

 

do Antônio Lanches

pq gosto so antonio lanches. lá vc pode ficar trabalhando numa nice. ng te diz nada.....

 

cenas do dia

as carmelitas saem do convent0 e pegam onibus como qq mortal....ao meio dia na perimetral

e a av. ganzo arborizada do MD....

 

de São Borja

cenas do frio...gente ao relento na praça XV de novembro.

diz que tem um albergue mas pra entrar lá não pode ter cachaça. a turma fica com a caninha mesmo....

cenas são borjenses...no frio, gente ao relento no praça XV de novembro

cenas numa manha fria de sabado em sb....

fui dar uma ' campeireada' e anotei isto daí....

além dos sem teto, fotos do pão saindo quentinho pra mesa dos sãoborjenses e o amenhecer.....num dia frio.na terra dos presidentes, queé a capital nacional da linguiça e do bolachão, proposto por um vereador. o ramão aguilar vai fazer um livro contando causos da linguiça e do bolachão(olides canton)

 

LOUREIRO

o proj do dep Loureiro ´´e + uma a deputação estadual.depois federal....

 

Cinema

OS ATRASOS DO MUNDO

por Eron Duarte Fagundes

De gravata e unha vermelha (2014), documentário brasileiro rodado por Miriam Schnaidermann sobre as diversas categorias de transgêneros no Brasil, é um filme provocativo e ao mesmo tempo um ponto de partida para se estabelecer uma reflexão sobre os atrasos inarredáveis das sociedades humanas. Nunca sabemos ver o outro nem muito menos compreender a extensão de seus dramas.

As pessoas entrevistadas pela realizadora apresentam um autêntico caleidoscópio do mundo-trans. Ao ouvir-se gente como Ney Matogrosso, Rogéria, Laerte, Leticia Lanz e uma cantora da noite, logo percebemos que os indivíduos são irredutíveis a um estereótipo e que cada ser é mesmo único. O que importa mesmo não é o feminino nem o masculino, que na verdade não existem, o que existe de verdade é o ser humano integral. Um homem sem pênis, uma mulher com pênis, a diversidade do prazer e a inexistência do gozo, o desejo (feminino?) de se apaixonar, o instinto (feminino?) de cuidar e de criar são questões que vão perturbando a normalidade do espectador.

As motivações de Ney para esconder o rosto à ditadura militar e suas mesmas motivações para não resumir seu desejo ao lado homem como partes de sua forma de contestação típica dos anos 70 são outras turbulências que beneficiam o belo documentário de Miriam.

 

do mirnonneto.com

Gramadense recusa proposta de R$ 8 milhões a mais por área

O Centro Esportivo Gramadense recusou uma proposta de R$ 8 milhões a mais pelo Estádio dos Pinheirais, na assembleia realizada na última quinta-feira (25). A Construtora Rotta Ely fez uma proposta global de R$ 43.948.220,00, contra os R$ 35.909.11,00 ofertados pela Toniolo Busnello. Os R$ 8.044.110,00 de diferença são representados por 10 quartos de hotéis a mais, seis salas comerciais a mais, 36 boxes de garagem a mais e 100 metros quadrados a mais de lojas.
A proposta de permuta exigida pelo Gramadense era de 21,5% da área. A Rotta Ely ofereceu 26,3%.

 

Decisão foi baseada exclusivamente na análise de balanços

A opção da maioria dos associados do Centro Esportivo Gramadense baseou-se mais na análise de balanços das empresas, feita por 3 contadores (dois deles ex-dirigentes do clube), do que na proposta pura e simples. Resta saber, agora, se a diretoria do Centro Esportivo Gramadense irá exigir da empresa vencedora que iguale a proposta da outra empresa, que estava disposta a pagar R$ 8 milhões a mais pela área do Estádio dos Pinheirais.

 

de Serafina

este encongtro dos carros antighos começou com meia duzia de exibicionistas aficionados em carros velhos....

* virou um evento. pega toda a região.

* quem gostga pode ir a serafina dom que vem que vão ver peças veias uma cacaredo que vou te contar. vem gente até do paraná,sc e por ai....

* ficou grande o troço.

 

S P R I T O D E M I C O

por Leandro Lampert, historidador

Lá pelo ano de 2002, encontrei, não lembro onde, cinco páginas avulsas de um livro de nome “Cidades Vizinhas”. O capítulo estava incompleto e faltava o final da sátira. Não consegui saber o nome do autor. O tema me interessou pois eu fora testemunha dessas ocorrências ainda menino. Fiz xerox das páginas e coloquei uma folha de papel dobrado servindo de capa com o título do conteúdo.
Guardei o impresso tão bem guardado que nunca mais o encontrei. Em fins de abril de 2015, numa pasta de couro, junto com outros trabalhos históricos meus que não seriam divulgados, encontrei o dito xerox. Ufa.
Como o tema era uma briga generalizada, em Estrela, depois de uma partida de futebol vencida pelo Estrela Futebol Clube contra o Clube Esportivo Lajeadense, por 2 x 1, passei a procurar o nome do autor. Pedi socorro a vários amigos e J. A. Schierholt descobriu e me indicou o nome, mas desconhecia o teor do livro. Era Olides Canton, de Arvorezinha, autor de várias obras editadas. Ele deve ter interrogado muitas pessoas, pois fez um relato saboroso e debochado da peleia ocorrida em 1940. Nem tudo confere com o que eu vi, mas decorridos mais de 60 anos, talvez, a memória dos entrevistados se confundira um pouco.
Entre meus amigos de Lajeado ou Estrela, nenhum sabia da existência desse livro.
Esclareço que o apelido de Spritu ou Sprito de Mico, apodo do personagem e sub título, foi originado por discussão com um cliente à respeito de um serviço de mecânica de automóvel. O mecânico acusou o outro de estar com espírito de mico com ele, tentando lográ-lo.
A seguir, o capítulo xeroqueado das páginas 55 a 59.

ESTRELA X LAJEADO

“Spritu de Mico”

Lá pelos idos de 1940, em plena ditadura do “bom velhinho”, o então chefe de polícia do Rio Grande do Sul, Cel. Dagoberto, baixou uma portaria e PROIBIU jogos de futebol entre o ESTRELA F.C. e SPORTIVO LAJEADENSE! Os antecedentes indicavam memoráveis peleias, que embora não alcançassem as famosas degolas de 23, estremeceram o Alto-Taquari. O rio cristalino e limpo daquele tempo era o divisor do ódio entre estrelenses e lajeadenses, rivais além do futebol. De repente, o bom senso voltou, foi instituída a Taça da Paz, para selar o reatamento das relações entre as margens esquerda e direita do Taquari. A Agência Chevrolet, capitaneada pelo velho Spohr, caprichou no troféu.
Trombetas e fanfarras saudaram a boa nova. A pomba da paz voltara a voar. Os bodoques e estilingues foram aposentados e os guerreiros das duas bandas deixaram enferrujar suas gloriosas adagas enfiadas em bainhas de couro de mula.
A “Baixada” estrelense viveu um dia de esplendor no dia do jogo. Gente até debaixo da cama da velha Moda, que fazia uns pastéis de carreira e “nariz entupido”, recheado com creme de ovos, amarelinho, amarelinho. Não era, porém, parecia.



Nosso glorioso Estrela tinha o Negrão no golo e logo na primeira investida do ataque do Lajeadense, o joelho de nosso arqueiro atingiu abaixo do umbigo do ponteiro Cé. A voz de comando veio do velho Caboclo, lá das bandas de Cruzeiro do Sul, território “inimigo” dos estrelenses. O pai do Ênio, um dos maiores craques de todos os tempos do Alto Taquari, deu o berro e as tropas adversárias passaram por baixo dos parapeitos (não existia alambrado) e tentou fazer uma manobra de “pinça”. O entrevero foi dos mais lindos, começando com uma bocha nos beiços do Cunha, um gurizote debochado barbaridade. A cerca de tábuas não resistiu ao entrechoque e ruiu como o muro de Berlim, deixando a alemoada e os pelos duro numa guerrilha de ruas, todas elas repletas de cascalhos das barrancas do Taquari.

Enquanto o João Porto mordia a mamica do Klein, o Mário Lampert, que chegou a ser deputados estadual levou um ½ tijolo na cabeça, protegida por um daqueles capacetes que os ingleses usavam quando saquearam o continente africano. Foi farelo para todos os lados e o sangue brotou na cabeça da grande figura que foi o Mário Lampert. Em um dado momento, as fileiras estrelenses estavam caindo feito pinos de bolão. Era o Spritu de Mico. Um negrão tipo os armários antigos de quatro portas, que vinha fazendo grande estrago. Tinha gente até cuspindo os dentes, perdendo a “chapa” e sangrando pelas ventas. Então os soldados da Brigada Militar, ainda herdeiros belicosos e valentes de seus antepassados guerreiros entraram em ação. Destaques para o Francelino e o Aires. Desembainharam suas espadas “rabo de galo” (parecidas com uma cimitarra) e afofaram as paletas do Spritu. Já com o matambre prá lá de espichado, o negrão procurou refúgio debaixo do Ford 23, acho que do seu Lulú Ruschel. Cercado e apertado como rato em guampa, reuniu as últimas forças e se mandou ladeira abaixo na Rua da Praia em direção à barca do Adelino Englert, que fazia a travessia do rio. Começou para os lajeadenses a longa retirada aquática, tipo a de Dunquerque dos ingleses na 2ª Guerra Mundial. Os estrelenses, com o farto material de cascalhos, bombardeou os lajeadenses encurralados e desprotegidos dentro da barcaça. Os “hospitais de campanha”, comandados pelo Dr. Breier, ficaram lotados com gente de côco quebrado pela mira certeira dos estrelenses. A paz, que nem fora selada, já se transformava em guerra declarada.
Anos mais tarde, com as feridas já lambidas e saradas, após muitas conferências de cúpula, a normalidade voltou a imperar. Surgiram os grandes times. O do Estrela (5x0) em cima do Lajeadense, com Negrão; Madeira e Nelsinho; Duca, Gregório e Markus; Lino, Ovídio, Acosta, Ado e Élico. Do lado direito surgiram craques de primeira grandeza, como Ênio Azevedo, que tinha um chute mais forte do que “peido de burro atolado”; os zagueiros Baldo e Klein, os arqueiros Schimitão, mais tarde Assis; Darcy Schmidt, Brauner (que jogou ao lado de Pelé no Santos), os irmãos Crespo, Pintado (jogaram no Grêmio POA), e o grande Pequeninho, Costinha, Ilmo Fleck, Boris, Moacir (jogou no Cruzeiros POA), Paulo Kieling e Paulinho Heineck.

Quase ao nascer dos anos 50, brotou na Baixada e se consagrou no então estádio Walter Jobim (hoje municipal), o campeão do Alto Taquari, defendido por Amaury (atuou pelo São Paulo, na capital bandeirante); Lamão e Nelsinho; Ataíde, Tito e Laurinho; Talo (adivinhem quem é este veloz e aguerrido pioneiro?)
Yéyé, Prego (que foi craque do Grêmio POA), Mirinho e Polaco ou Loy (que jogou com o Geada no Floriano NH), Renato Porto, Vicente Meira, Wilson Onzi o negro Chipi, Geraldo, o zaguero Carrion, o goleiro Stefani, o Bepi e tantos outros.

Entretanto, em todos os tempos, os dois símbolos do clássico, às vezes sangrentos entre Estrela x Lajeado, foram o zagueiro estrelense Nelsinho, o famoso pé de ouro, e um dos maiores atacantes de todos os tempos do futebol gaúcho, o grande comandante Ênio Martins de Azevedo.
Evocar este passado, sem lembrar as figuras magistrais de Aloysio Schwertner, Achiles de Vianna Morais (o eterno Quilote); o velho Viola, jogador da seleção uruguaia dos anos 20/30, Bertold Gaussmann, Edmundo Hergoemöler, Heitor Kist, Calvino Reis, o tesoureiro Kreutz, chefe da copa Edgar Müller (o schnaps e a cerveja davam mais renda que as bilheterias), Wilimar Schneider, Nilo Luchesi, Armando Gemmer, Salvo Abech, Fritz Seibot, pelo lado estrelense e de Lajeado, o Carlos Trierweiler, o Carlos Marques, o Roque Lopes e tantos outros abnegados e heroicos seria uma lacuna. A eles a nossa saudade e as nossas homenagens. No apresilhar destas linhas, destaco como craque que foi, dirigente que ia aos últimos sacrifícios, o grande Eugênio Noll, o Óigen. Com ele e já com quase mais ninguém reparto, quando nossos encontros, as evocações e um passado romântico, doce e que nos proporcionou, talvez, os mais significativos momentos de nossas vidas.
Ainda hay peleas nas barrancas? Não. Os peleadores morreram agarrando a alça do caixão do Estrela F. C. Sem inimigo, o Sportivo Lajeadense, ainda ativo e glorioso, perdeu a joia mais rara de sua já longa existência: o clássico das barrancas. Era a nossa Copa do Mundo. Podia se ganhar do Grêmio, do Inter, do Juventude, do Floriano, do Esportivo de Bento, do Santa Cruz, do …….. e aqui termina o Xerox, na página 59 do livro Cidades Vizinhas – Amor e Ódio, do escritor de Arvorezinha Olides Canton. De forma nenhuma consegui encontrar o restante do capítulo. Um dia irá aparecer.
Em 1940, eu tinha onze anos e fui testemunha ocular de alguns episódios acima referidos e de outros tomei conhecimento pelo depoimento do meu pai Mário Lampert, também presente no jogo e espectador da briga.

Me permito algumas retificações no trabalho do Olides, seguindo a sequência de sua sátira:
Durante a partida daquele domingo não houve briga, nem de jogadores nem de torcida, apesar das trombadas e caneladas recíprocas entre os atletas, saudadas com um “bah” pelas torcidas. Muito menos invasão de campo por torcedores e derrubada da cerca, fatos ocorridos anteriormente em outros jogos.
Entre as figuras proeminentes do Clube Esportivo Lajeadense, é citado Carlos Trierweiler. O Carlos tinha a minha idade e o dirigente lajeadense era seu pai Octávio Trierweiler
O campo de futebol do Estrela F.C. era na barranca do rio, na beira do local denominado Buraco dos Cachorros, propriedade do meu avô materno Mathias Ruschel Sobrº, que o alugava ao Clube estrelense.
A copa era explorada pelo clube, mas minhas tias, numa lateral, mantinham uma pequena banca, onde vendiam fatias de bolo aos espectadores.
A torcida estrelense ficava no lado da barranca, com o sol nas costas e os visitantes de frente para o rio e para o sol.
Assisti o jogo do segundo time (1 a 0) para o lajeadense e o jogo do primeiro time (2x1) para o Estrela, já mencionado.
Terminada partida, a retirada coletiva dos jogadores misturados ao público, pela rua perpendicular e contrária ao rio.
Eu, que assistira o jogo com outros meninos, decidi ir até a banca da tia Lena no lado oposto do campo e filar uma lasca de bolo: Leandro. Queres uma fatia der bolo? - Quero, e me dirigi ao portão de saída. Fui o último a sair.

Poucos metros à minha frente, um grupo de seis adultos, bem vestidos, caminhava em linha.
De repente, ouço passos apressados atrás de mim e alguém me ultrapassou, vestido com calças compridas e botina de futebol nos pés. Tinha o cabelo molhado e uma trouxa de roupa enrolada dentro de uma toalha debaixo do braço. Não o identifiquei.
Ao ultrapassar os seis, dois deles correram e um deles acertou um chute no traseiro do cidadão, que parou e voltou-se para ver quem era o agressor. Logo foi cercado pelos outros e deram chutes a vontade no coitado. Eu, surpreso, dava gargalhadas ao ver a cena inusitada. Não me dei conta que o ato era uma covardia desnecessária e sem motivos. Hoje, creio que ele deveria ser um jogador do 2º time do Lajeadense. Mesmo cercada, a vitima conseguiu uma brecha e disparou rua afora, sumindo-se dobrando a esquina para a rua da praia em direção à barca. Acho que vi sair faíscas da botina dele nas pedras do calçamento.

Logo que dobrei a mesma esquina, já vi meia quadra adiante o rolo. As torcidas, lajeadense no passeio esquerdo (iriam dobrar depois para o rio) e a estrelense no passeio direito. Iriam continuar pela rua da Praia ou subiriam o zigue-zague até a praça da matriz. No meio da rua, com calçamento de paralelepípedos estavam os guerreiros e muitos populares. Pugilatos, tapas, empurrões, desaforos, muitos pontapés nos traseiros e nas canelas, o diabo. O Sprito já debaixo de um fordeco, todo sovado de pranchaços de espada. Ele era um pacato mecânico em uma oficina de automóveis, grande e de porte atlético 1,90 m x 100 kg. Me assopraram que seu nome seria Benedito dos Santos. O Ubaldo Plein aos socos com um adversário, o Arno Klein também, só que nas costas dele havia mais um que lhe aplicava mordidas na paleta e depois encarapitou-se em seu dorso. Vi a esposa do seu Caboclo, vociferando desaforos e ameaçando com uma sombrinha já com o cabo quebrado e as varetas apontando para o chão. Muita gritaria de mulheres. Dá nele. Separa. Ataca. Cuidado. Aparta. A briga era volátil. Dá um soco ou um pontapé e corre, pois já vem mais dois atrás dele com intenções assassinas. Todos caminhando devagar e sem parar.
Meu pai assistiu a tudo na calçada e não se envolveu em brigas. Era um apaziguador. Usava o chapéu do explorador inglês que Olides referiu, mas o meio tijolo e o sangramento foram fantasiosos.

Quando chegaram à rua da descida para a travessia do rio, as torcidas se separaram e a peleia corpo a corpo terminou. Os lajeadenses, em bloco, se aproximavam do local de embarque, a barca já vinha atracando e um grupo de cerca de 20 estrelenses, com um claro de 30 metros atrás, esperava pelo embarque. Eu, atrás deles com alguma distância. Eu fora de carona com um tio e voltaria para Lajeado um pouco mais tarde.
A barca ficou lotada de pedestres e desatracou, iniciando a travessia. Nesse momento, dois ou três valentes correram até a prancha de embarque, juntaram alguns cascalhos grandes e os atiraram nos passageiros da barca. Tchum Tchum, caíram na água. Recarregaram com munição de menor tamanho e novamente tchum. A barca já estava muito longe. Os retirantes, apavorados no início e à medida que se afastaram dos projéteis, brindaram os artilheiros com uma estrondosa vaia. Diziam que fora ouvida até no morro de Cruzeiro do Sul. Duvido.
Entre mortos e feridos salvaram-se incólumes todos os lajeadenses. Voltei para a casa do meu avô, a primeira bem em cima da barranca, aguardando a minha carona junto com minha irmã Leonor.
Comentários correntes nas duas cidades: Demos uma surra nos lajeadenses. Entortamos os estrelenses a tapa. Todos vitoriosos.

A peleia teve grande repercussão e chegou aos ouvidos do chefe de Polícia em Porto Alegre, que mandou dois delegados às cidades para verificar o que acontecera. Essa medida não agradou aos barranqueiros. A alemoada já estava sofrendo as acusações e perseguições por ser taxada de “quinta-colunas” simpáticos ao nazismo e isso acabaria azedando mais a situação. Os delegados iniciaram por Estrela ouvindo as testemunhas. Todas se queixaram que apanharam dos malvados lajeadenses, que nem respeitaram uma idosa. Gente de maus bofes. Chegados a Lajeado, a mesma lamúria – Os estrelenses agrediam inocentes espectadores e mostravam improváveis vestígios de agressões. Meu pai havia coligido depoimentos nesse sentido e foi procurado pelos dois delegados.
Conhecidos os depoimentos dos lajeadenses, os delegados logo manifestaram sua opinião. Apanhar não é crime. E como todos apanharam sem bater em ninguém, sugerimos dar o acontecido por encerrado. Que acha seu Mário? – Acho muito bom – Agora iremos à Estrela e conferir. Também acharam muito bom encerrar a bagunça. Ficou por muito tempo registrada na memória com mil versões, depois quase esquecida e agora pertence à História
E assim, meus amigos, encerro o relato de acontecimentos ocorridos 75 anos atrás ainda vivos na minha memória.
Meninos! Eu vi.



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OLIDES CANTON - JORNALISTA E ESCRITOR

Nascido em 16 de Janeiro de 1952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pela FABICO/UFRGS em 1982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Possui 9 livros publicados. Ganhou quatro prêmios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.

Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br

Autor de inúmeros livros, Olides Canton firmou-se como um
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