Coleguinhas
* Recebo esclarecimentos do colega Glei
Soares sobre o Jornal da ARI que transcrevo:
" Sabes o quanto é difícil fazer um
jornal sem verba. Portanto, o Jornal da Ari só
sai quando a verba estiver garantida para pelo menos 12
edições . E isto não é papo,
é precaução. Saudações.
Glei Soares".
* Gostei muito na última Press de uma longa entrevista
com o dono da Gang.Aprendi mais com ele do que com o Dadeus
Grings,também entrevistado na edição
e que deu repercussão por causa de suas declarações
sobre os mortos do holocausto.Em tempo: o dono da Gang
não foi também sócio dos restaurantes
da Eleonora Rizzo? Acho que sim. E na matéria o
fato foi omitido. Nem uma linha sobre isto.
* A prefeitura municipal não libera
a utilização de carro de som na esquina
democrática, por lei.
Eu X Eles - Coleguinhas

NORBERTO SILVEIRA, O PATRULHEIRO TODDY
" Incompetente, gritava o pai pro
patrulheiro Toddy"
Sábado último estava me
preparando para dormir quando tocou o telefone. Era o
Serginho Ros, de Brasília. Ele havia lido o livro
do velho João Aveline e me contou que participou
do episódio em que soltaram um porco no centro
de Porto Alegre pra fustigar justamente o governador Carlos
Lacerda, que visitava o RS num sábado do começo
dos anos 60.
Segundo me disse o Serginho, que também era da
UH(Ultima Hora) do Samuel Wainer, quem armou tudo foi
o Nestor Fedrizi e João Aveline.Um porco no centro
de Porto Alegre, mais precisamente na Ladeira, pra incomodar
o Carlos Lacerda, que estava em Porto Alegre.
E um dos encarregados da operação foi o
Norberto Cavalcante Silveira, chamado pelos colegas de
" Patrulheiro Toddy" por sua semelhança
com um personagem da televisão que tinha este nome.
Na redação da ZH, o Norbertinho, tinha oapelido
de " Ana Paula" o motivo não saberia
explicar.
Norbertinho durante a operação de soltar
o porco na rua da Ladeira(Gal. Câmara caiu da camionete
e se machucou feio.
Serginho Ross foi levá-lo em casa, na na av. Getúlio
Vargas, 275( um casarão) onde seu pai,Paulo Gomes
da Silveira( representante dos interesses da URSS) no
Brasil morava junto com a esposa,Iolanda Holanda da Silveira.
" Peguei um táxi e fui levar o Norberto em
casa. Só que na casa dos pais dele, tinha uma escada
muito grande e eu achando que eles iriam me ajudar a carregá-lo
pra cima.Que nada. os velhos lá de cima só
olhavam o filho machucado. Eu tive que carregá-lo
sozinho escada acima. E o pai dele ainda o chamou de incompetente
por ter-se machucado. Ralhou e muito com ele.
Serginho Ros ainda contou que o velho,pai do " patrulheiro
Toddy" negou-se a lhe dar dinheiro pra pagar o táxi.
Ele então voltou pra Utima Hora,onde a redação
pagou a corrida. O Norbertinho era funcionário
da UH,ou estava sempre por lá porque cumpria tarefas
que João Aveline e Nestor Fedrizi lhe davam. Todos
eram ligados ao PCB, o Partidão.
Norbertinho Silveira(falecido) nasceu em Porto Alegre
em 13/09/1942. Além da Getúlio Vargas, residiu
também na Lopo Gonçalves,61/11.
Teve como companheira Leontina Fontoura,( 20.02.1949)
e filhos Alexandre e Alex.
Norbertinho Silveira na ZH exerceu o cargo de editor e
de secretário gráfico. Na TVE,segundo Josi
Negreiros, fez comentários internacionais.
memória
da imprensa
A ingenuidade de um gráfico
José Nelson Gonzalez que foi nos anos 40 da Tribuna
Gaúcha, na Ladeira, contou-me um episódio
que demonstra como quando se é jovem e idealista
comete-se gafes pela ingenuidade.
A Tribua Gaúcha, jornal do PCB, deixava sempre
um funcionário dormindo nos fins de semana na oficina
justamente para a Polícia nem entrar lá
e quebrar as máquinas impedindo de imprimir o jornal
do Partidão.Este jornal,por sinal, era distribuido
de uma forma muito singular. Um rapaz entregava nos bondes
aos motorneiros que ao longo da linha ia deixando jornal
para as bancas que simpatizavam com o PCB. Dias depois
passava um funcionário da Tribuna Gaúcha
pra recolher a sobra eo dinheiro dos vendidos.
Mas num sábado o vigia ficou dormindo e quando
os funcionários voltaram na segunda cadê
vigia. A máquina impressora fora demolida a golpes
de machado. O vigia havia sumido e até hoje nunca
mais apareceu.
Ou a Polícia deu sumiço nele depois que
fez o serviço ou ele foi embora mesmo...
Mas a Tribuna e seus dirigentes tiraram a decisão
de que Nelson,que era gráfico e o mais novo deles,
deveria ir pedir a Breno Caldas peças para consertar
a máquina.Nelson se apresentou na redação
do Correio do Povo e alguém lhe disse:
- O Breno está ali no cafezinho.
Era o café Eden, que ficava ali onde hoje há
uma agência da CEF.
Nelson chegou ,pediu licença,sentou e contou o
drama da Tribua. Breno ouviu e depois apenas disse:
- Sim eu tenho peças, mas é claro que não
vou emprestá-las a vocês...
Também queriam o que, um representante do capitalismo
dar peças pro jornal que pregava o fim do capitalismo???
Eu X Eles - Coleguinhas
Bruno Augê Ferreira
" O batedor de Rabecão"
Bruno Augê Ferreira trabalhava na secretaria dos
transportes do Estado quando o secretário Adão
Faraco assumiu a pasta em janeiro de 1987. Um dos primeiros
atos de Faraco foi atender um conterrâneo que foi
lhe pedir que ele conseguisse um carro funerário
para levar um morto até o Alegrete,terra natal
de Faraco, para o enterro.
Faraco, que como todo político não é
de dizer não a ninguém disse que sim ao
conterrâneo que estava com o familiar morto no Institudo
Médico Legal (IML).Aí ele chamou seu assessor
de imprensa, Serginho Araujo e lhe deu a incumbência:arranjar
um rabecão e carregar o morto até Alegrete.
Os parentes lá aguardavam o morto para o enterro.
Serginho conseguiu o carro fúnebre, mas aí
não havia gasolina. Então conseguiu a gasolina
no DEPREC (hoje SPH) e foram buscar o corpo no IML. Passaram
pro DEPREC pra botar gasolina, mas como era março
e fazia um calor como o que está fazendo agora(
30 e tantos graus) tinha que ter pressa senão o
defunto começava a feder...
Mas Faraco como é centralizador pediu pro Serginho
passar pela frente da Secretaria dos Transportes, na av.
Borges de Medeiros (prédio do DAER) que ele controlador
como é, exigia ver que tudo estava dentro dos conformes.
Demorou pra abastecer no DEPREC e era quase uma da tarde,
um sol senegalesco em Porto Alegre, quando o Serginho
Araujo, sentado no lado do carona no rabecão, estacionou
junto ao prédio do DAER. Lá de cima do 17
andar, Bruno Augê Ferreira, que não era deperder
uma chance de fazer uma swacanagem, pediu pra fotógrafa
Denise Arruda bater uma foto do rabecão com o Serginho
aparecendo na frente.
No outro dia colocou no mural da entrada da secretaria
a foto com os dizeres:
" Batedor de Rabecão".
O carro fúnebre seguiu viagem e o ente querido
foi enterrado no Alegrete.
Bruno Augê Ferreira nasceu em Porto Alegre em 17.06.1941.
Filho de Propício Ferreira e de Jeaninne Augê
Ferreira.
Morou na rua Riachuelo, 934/304. Hoje transferiu-se para
Gravataí. Foi depois de trabalhar anos no Correio
do Povo - onde os coleguinhas o chamavam de " motorista
de kombi",ou de " carregador de melancia"
por causa de um pequeno defeito que tem num dos braços
- assessor de imprensa da Fiergs, na gestão anterior
a de Renam Proença,teve uma coluna no Jornal do
Comércio,chamada " Em OFF"- arrumou algumas
broncas com o Sindicato dos Jornalistas neste período
- e não faz muito formou-se numa outra faculdade
pela Ulbra.
Antes havia feito a Famecos, na PUC. Uma colega do Bruno,a
Maria Luiza, lembra que ele seguidamente era expulso da
sala de aula,e sempre reclamava:
- Mas porque eu desta vez?
Nos anos de chumbo, como chamam agora, Bruno trabalhou
no Depato de Diversões Públicas e por conta
deste período arrumou alguns desafetos.
Quando foi repórter do Correio do Povo era um dos
funcionários de maior dedicação e
tinha a confiança de Breno Caldas, dono do jornal,
e do secretário de redação do mesmo,
Antônio Carlos Ribeiro a quem chamava de "
padrinho".
Fizemos uma viagem a BR-364, na Rondônia, em que
Bruno tinha o prazer de viajar na camionete do DNER com
as janelas abertas pra poder " comer pó"
como ele dizia. Este era o tipo de cenário que
o agradava. Era tanto pó que tínhamos que
colocar nossas malas em sacos de lixo de plástico,
porque senão no outro dia era impossível
usá-las mesmo dentro das malas.
Bruno sempre foi uma pessoa sensível: num dos trechos
da BR-364, feita por um destacamento do Exército,
o único que ganhou mimos foi o ministro dos Transportes,
Cloraldino Severo. Bruno puniu do seu jeito o gesto:
- Este trecho não existe. Não vai sair no
Correio do Povo.
Quando Mário Andreazza baixava no RS, se Bruno
Ferreira não estivesse no Salgado Filho o esperando
era coisa muito complicada. E sempre dando uma risadinha,
demonstrando intimidade maior que os demais com as autoridades.
Golpe de 64
Hoje, dia 31/03/ nos 45 anos da revolução
de 1964, às 19 horas no Teatro Dante Barrone, na
Assembléia Legislativa do Estado, exibição
do filme " Jango" do Sílvio Tendler.
E dia 01/04, às 19 horas, no mesmo local, palestra
sobre o fato com a Historiadora Maria Aparecida de Aquino.
Entrada franca nos dois dias.
Coleguinhas
* Barzinho da ARI bombou no sábado,dia
28/03.Mas também foi ajudado pela presença
de partidários do PR que fez encontro no auditório
da entidade.
*Há rumores de que a Justiça teria tirado
do ar o site do professor Wladmiir Ungaretti Neto por
conta de uma ação que lhe move um coleguinha.
* Najar Tubino está vendendo seu livro de porta
em porta. Como fazia o ator de teatro Plínio Marcos
que ia na frente dos teatros vender suas obras.
* Não levem para o mesmo debate o gordo João
Garcia e o narrador Pedro Ernesto Denardim.
* Na sexta,27/03, o locutor Claudio Brito esteve no sindicato
dos jornalistas para fazer sua carteira de jornalista
internacional. Também passou por lá Otacílio
Grivot,que foi editor do Globo Rural, da RBS TV anos atrás.
ZH(RBS) com novo
parque gráfico
UZHOMI da RBS estiveram com o presidente
Lula, no dia 26/03,convidando0o a vir inaugurar seu novo
parque gráfico.
Bom, o que este escriba levantou é o seguinte:o
parque gráfico da RBS junto ao Salgado Filho é
um puta parque gráfico,algo assim como o que o
Globo tem no Rio de Janeiro( na avenida Brasil).
Este novo parque gráfico da RBS vai receber,segundo
minhas fontes, uma máquina nova, que irá
direto para lá e será também transferida
para lá a maior e mais nova máquina que
a RBS tem na av. Ipiranga, ou será Erico Verissimo?
Pouco muda.
Outras duas máquinas que estão na Ipiranga(Erico
Verissimo) deverão ir para os jornais da RBS no
interior( Diário de Santa Maria,Pioneiro, por enquanto)
Esta última máquina instalada naav. Ipiranga/Erico
Verissimo, a maior e a mais nova, estaria com problemas
e não conseguiria rodar toda a ZH em cores( como
o j ornal O SUL o faz e se gaba tanto disto).
Então esta máquina ficará para rodar
o Diário Gaúcho( o jornal dos pobres, ou
o jornal da maioria,como queiram).Enquanto a que chegar
rodará a ZH.
Outra coisa: me informa ainda esta fonte
que a ZH hoje não possui uma estrutura de diretor
de redação,ou diretor-editor, como exercia
o cargo o Lauro Schirmer) e secretário de redação,
ou editor-chefe, como foi o Armando Burd, entre outros.
Depois da passagem do Augusto Nunes, o comando da redação
ficou com editores de área e agora nem isto teria....
Eu X Eles - Coleguinhas

Nilson Souza
Nilson Souza era o "escritor-oculto"
do Falcão!
Só agora que o P.R. Falcão não renovou
contrato com a ZH e rádio Gaúcha é
que se ficou sabendo - muita gente sabia, mas ninguém
escrevia,isto - que quem escrevia a coluna do Falcão
era o Nilson Luiz de Souza,nascido em Porto Alegre, em
31.08.1948.
Esta parceria havia nascido em 1982, quando Nilson Souza
estava no Esporte da Folha da Tarde e Falcão era
um astro da Seleção Brasileira que perdeu
para a Itália de 3 x 2 no estádio Sarriá,
em Barcelona( já não existe),Espanha. Nilson
pegava o depoimento do Falcão e a a coluna na Folha
da Tarde saía como depoimento a Nilson Souza, lembrou
o subeditor de esportes
de então da Folha da Tarde, Alberto Blum.
Depois,quando Nilson se mudou para a RBS, com o fechamento
dos jornais da Caldas Junior, em 1984, Falcão passou
a escrever no jornal da RBS.Sempre assinado por ele, mas
redigido pelo Nilson.
" O Nilson´ pegava ´a coluna pelo telefone.
O Falcão ligava pra ele e dava a idéia básica
da coluna e o Nilson desenvolvia" lembra um colega
que trabalhou na ZH.
Segundo Lauro Dieckmann, que foi colega de Nilson na redação
do Jornal do Brasil, quando esta ficava na avenida Borges
de Mederios, 915 (prédio da ARI)Nilson era o repórter
esportivo da sucursal. Lauro diz: " ele pegou bem
o estilo ´JB´de redação(objetividade,concisão,clareza
e a estrutura do texto:lead,sublead eo corpo da matéria).Lauro,
que depois do jornalismo formou-se advogado na UFRGS,
foi fazer um concurso pra CEEE e encontrou lá uma
crõnica do ex-colega pra prova de português.
As saracuras de
Petrópolis
Ainda pra rebarba do niver de Porto
Alegre( afinal, como é que foram 237 anos se eu
vi um filme estes dias em que em 1971, o Telmo Thompson
Flores,então prefeito nomeado pela "ditabranda"
comemorou os 231 anos de Portinho? Por favor, historiadores,
entendam-se por favor. Mas vamos a crônica que eu
escrevi em em maio de 1998 e que foi publicada pela Beatriz
Dornelles em seu jornalzinho de bairro, o Bela Vista.
O tema que me intrigava era o fim das saracuras em Petrópolis.
Eis a crônica:
As saracuras de Petrópolis
Por incrível que pareça, ainda há
saracuras em Porto Alegre. E elas cantam. Cantam sempre
três dias antes de chover.Refiro-me à saracura,
uma ave típica gaúcha.
Como morador de Petrópolis,perto da Churrascaria
Barranco, sou um privilegiado porque ouço este
bicho canta, coisa que ainda pouca gente pode fazê-lo.
Sempre que as ouço cantar,ligo para meu pai no
Interior e aviso que o bicho cantou.Às vezes ele
me responde:" é aqui também cantaram".
As saracuras moram entre o Brranco e a avenida Neusa Brizola.,
num matagal que, graças a Deus, ainda não
foi derrubado.Num domingo deste verão,ouvi uma
gritaria medonha quando saía para caminhar e fui
ver o que havia acontecido com os bichos. Dois baita dobermans,
conduzidos por um moço, haviam adentrado o matagal
fazendo com que os bichos ficassem em pânico.
As saracuras em Petrópolis são os sinais
exteriores de vida. Sim, ainda há vida em Porto
Alegre. Já morei na Venâncio Aires,quando
aqui cheguei, em 1969, já morei na Oscar Pereira,
numa república hippie, já morei no Moinhos
de Ventoe já morei na Bela Vista, na rua Antônio
Parreira, durante muito temp, onde aos primeiros sinais
de calor havia o som dos tamborins do " Clarão
da Lua" anunciando os ensaios do carnaval em fevereiro.
Agora moro em Petrópolis junto das saracuras. Não
sei mais por quanto tempo, mas,enfim, sou um privilegiado.
Ultimamente,depois da inauguração da Neusa
Brizola, as saracuras têm cantado menos. Muitas
devem ter tomado outro rumo. Umas, poucas, ficaram poara
a alegreia de quem aprecia um bicho tipicamente gaúcho
e nativo.Atenção senhores dos loteamentos.
Por favor, não comprem este matagal porque senão
as saracuras vão embora e me deixarão mais
saudoso d3e um tempo que existia em Porto Alegre um bicho
que inspirou um conjunto de rcok dá decada de 80,de
onde saiu, inclusive, o conhecido ator Nico Nicolaweski,
do " Tangos e Tragédias".
Feriadão
de Páscoa, última chance de uma prainha
antes do inverno!

Garopaba 1975
Os gaúchos têm por tradição
pegar uma prainha no feriadão de Páscoa.
Muitos vão ao litoral de Santa Catarina,como o
Rosa, Garopaba, Porto Belo, Piçarras,Imbituba,entre
outros locais. O Carlos e sua esposa, que têm um
cyber onde eu escaneio as fotos estão contando
os dias pra ir pro Rosa, onde passaram suas mais recentes
férias.

Prai do Rosa - atual
O Rosa, onde o alemão Uda, fotógrafo,
comprou uma pá de terrenos no começo dos
anos 70, a preço de banana porque os pescadores
não entendiam bem o que estava acontecendo com
aquela chegada de turistas do Sul. Venderam muitos terrenos
a preços de maça....
Já Garopaba virou um bairro de Porto Alegre.
É só caminhar por lá que se enconta
muita gente do Sul.
Pois então preparam as malas O próximo fim
de semana é Domingos de Ramos e depois o feriadão
de Páscoa. Muita gente se manda na quarta-feira
mesmo. Antigamente, a quinta-feira já era meio
que um feriado mas hoje em dia já se para de trabalhar
apenas na sexta-feira Santa. Junto com tudo isto, duas
tradições: a malhação de Judas,
no sábado de Aleluia e a festa dos ovinhos de Páscoa,
no domingo seguinte.
Poisentão vão preparando as malas...Só
não se deve ir a Roma na semana Santa porque a
Cidade Eterna é tomada de freiras e padres.Os hotéis
ficam literalmente tomados pelos turistas religiosos.
Historinhas do
Barranco
* Vai comer mijo na puta que te pariu....
O Barranco mantinha o costume de servir rins(não
sei se ainda serve).Mas era um baita trabalho manter este
costume, muito apreciado pelos seus frequentadores. É
que queando o rim vai pra brasa, ele larga água
e apaga o fogo incomodando o assador. Este hábito
de servir rim foi abolido justamente por causa disto.
Uma noite, um casal sentou perto da churrasqueira e pediu
rins de entrada e uma picanha de fundo. Quando o garção
foi encaminhar o pedido assador Antônio deu-se este
diálogo:
- Antônio, tens rins,disse o garção.
- Vai comer mijo na puta que pariu,desferiu ele.
Para comemorar os 40 anos da churrascaria
Barranco que se completam no dia 11/04/09, estou publicando
alguns tópicos sobre a famosa churrascaria. O que
se segue foi escrito pelo garção da casa,
melhor ex,Cesar Tasca, sobrinho do fundador da casa, Santo
Tasca. Eis o texto do Cesar:
A Assombração de de "Juarez - Pata"
Eram anos de chumbo. Anos de fazer o bolo crescer para
depois reparti-lo,como diria o Delfim.
Os restaurantes, os bares, viviam permanentemente cheios.
Afinal, o milagre estava acontecendo e, este, refletia-se
no consumo da população.
A Protásio até que nem mudou muito. A Caverna
do Ratão está lá,o Prinz também,talvez
dois ou três desfalques de peso.
O fato que se narra aqui aconteceu no Barranco e o nosso
personagem trabalhava lá como garção,
tinha por nome Juarez, que, para diferenciar de outro
Juarez, o " Berg" ( de Underberg) era chamado
de " Juarez Pata".
Era cria da casa,tinha sido trazido da Churrasquita pelo
Santo, o Tasca. Como morava em Alvorada,às vezes,
no sábado pra domingo dormia no próprio
Barranco, num espaço que hoje provavelmente tenha
outra destinação mas na época era:
um terço depósito, um terço escritório,
um terço dormitório, o qual denominaremos
"espaço-assombração".
O Barranco, como diziam, tinha sido a sede da fazendo
dos Abott, que se estendia da Vila Jardim até ond
eestá hoje o Hospital das Clínicas.Mais
tarde teria sido um dos grandes quartéis-generais
da guerra entre chimangos e maragatos.
Tanto é que tem gente que afirma,confirma, e mostra
vários bracos de bala no tronco daquelas belas
e centenárias árvores do Barranco,resultado
do confronto de grupos rivais.
Inclusive, dizem que lá se realizavam jultamentos
e execuções de pronto, no que restaram algumas
almas vagando pelo recinto. Até hoje.
Naquele espaço onde era um terço disto,
um terço daquilo, as paredes seriam ocas, contendo
moedas de ouro ou almas de guerreiros esperando uma chance
para serem enviadas ao destino definitivo que lhes está
devidamente reservado. As moedas poderiam estar enterradas
também em qualquer outro lugar do restaurante.
E o " espaço-assombração"
tinha antecedentes. Um dos Tascas, o Albino, que foi um
dos sócios de então, estava lá descansando
quando alguém começou a lhe fazer cócegas
nos pés. Pensando em se tratar de " Maria
Espingarda", uma copeira muito brincalhona, fingiu
estar realmente dormindo e quando pegaram seus pés
de novo, levantou-se abruptamente para revidar o susto,
só que... não tinha ninguém.
Desnecessário dizer que o velho Albino não
tomou as cautelas devidas para descer a escada de 20 degraus
numa velocidade superior a do Barrichelo.
Mas estamos num sábado.E o nosso personagem que
às vezes trabalhava como assador e como tal tinha
trabalhado naquela noite foi um pouco mais cedo até
o "espaço-assombração"
para descansar, já que no domingo tinha que começar
no batente cedo. Eram duas horas da madrugada e a casa
ainda estava lotada. É oportuno situar este espaço.
Na época o Barranco, internamente, dividia-se em
três áreas: o salão novo, onde já
teve até piano, a área propriamente dita
que é logo que se entra e o salão velho
onde ficavam o banheiro masculino e feminino, uma espécie
de sala VIP.
Para chegar até o espaço tinha-se que cruzar
a área e o salão velho, já que no
meio do salão tinha um vão de 20 degraus
onde ao final haviam duas salas que compunham o espaço.
Dito isto nosso personagem " Juarez Pata" já
estava no terceiro sono quando aconteceu, muito rápido,
o acontecido.
Segundo seu próprio relato " Juarez Pata"
foi acordado por três belas mulhares, cada qual
empnhando uma espada e estavam a fim de lhe propor alguma
coisa, que ele não quis nem tomar conhecimento,
já que as três estavam acéfalas,sem
cabeça.
E saiu em corrida desabalada, tropeçando pela escada,
passando pelo salão velho e pela área para
chegar à churrasqueira, onde queria se armar de
espetos para fazer frente à aparição.
O que ninguém entendeu, os clientes que lotavam
a casa é porque de repente alguém passou
correndo pelo sazlão todo estressado, cabelos em
pé, olhos saltitando, vestindo apenas cueca, segundo
depoimento de uma cliente, cueca um tanto gasta e falando
coisas desencontradas.
Naquela noite,mesmo a contragosto, " juarez pata"
foi dormir o resto em Alvorada.
Homenagem aos 237
anos de Porto Alegre
Quando cheguei em Porto Alegre, no verão
de 1969, a capital dos gaúchos era uma cidade bem
mais simples.
Não havia o Beira-Rio. Só foi inaugurado
a 6 de abril daquele ano e foi a manhã que mais
foguetório eu ouvi até hoje. Nem quando
o Inter ganhou o Mundial, vi tanto foguete.
ESTUDANTES NA REDENÇÃO
Era um domingo de um esplêndido
outono.
A av. Venâncio Aires,onde furi morar, era um oásis
de bucolismo. O bonde passava por ela,ainda lentamente.
De tardezinha sentávamos na frente da JUC-5, na
esquina com a rua Sta terezinha,vendo as " dosas"(
apelido preconceituosos de empregada doméstica)
passarem. Só com elas nós teríamos
alguma chance, ou com as putas mesmo... Casa de família,
naqueles anos, pra sexo, nem pensar. Hoje, dizem, as gurias
dormem nas casas e no outro dia,acordam,sentam na mesa
pra tomar café e se dirgem aos donos com um simples:
- Bom dia tio,ou tia...
E estamos conversados.
Com a retirada dos bondes, no ano de 1970, por obra e
graça do prefeito Telmo Thompson Flores, que também
queria demolir o Mercado Público Central, a Cia
Carris instalou uns ônibus que passavam pela "
barlândia" da av. Protásio Alves,com
rodomoça,cafezinho e tudo.Durou pouco. Nos anos
70,começo de 80, vieram os corredores de ônibus,
que mudaram a cidade pra sempre.Agora se fala em liberar
o táxi com passageiro dentro do corredor de ônibus.

ESTUDANTES NA JUC
A Porto Alegre é também
de lembranças.
Boas e ruins.
Tenho um livro,pronto, onde conto um pouco o que era os
anos 70 e 80, em Porto Alegre.
Bem feito, quem viveu,viveu. Estes dias fui ver um filmezinho
sobre a Porto Alegre de Thompson Flores e apareceu aquela
musiquinha que quem é do meu tempo lembra: aquela
do Dom e Ravel, o hino da copa do mundo de 1970.Era um
comercial que a ditadura transformou em seu hino. Lá,
lá,lá....
O niver de Porto Alegre me traz de volta todas estas recordações...
Nos anos 90,quando fui morar na Perpétua Teles,
ainda havia saracuras que cantavam nos fundos do Barranco.
Com a criação da Praça André
Foster, as aves foram embora.
O niver da cidade é lembrado pela prefeitura(oficialmente)
e nas escolas. Os municipes pouco estão aí,
pra isto....
Coleguinhas - Eu
X Eles
RAFAEL GUIMARAENS
Rafael foi um dos detidos da Coojornal
no episódio da matéria comprada de um soldado
sobre a Guerrilha rural no Brasil
Carlos Rafael Guimaraens Filho, o Rafaelzinho, acaba de
lançar pela sua editora, a Libretos, mais um título:
a Enchenbte de 41. Boa sacada.Havia muita coisa espalhada
sobre o episódio. O Beto Canarinho, do bar Odeon,
que já está lendo o livro, já que
se interessa pelos assuntos da cidade, me disse ontem
que no livro não consta que foi eleita até
uma Miss enchente de 1941.Mas que o fato teria ocorrido.
Rafael nasceu em Porto Alegre em 25.05.1956,filho do também
jornalista e escritor Carlos Rafael Guimaraens e de Vera
S. Guimaraens.
Já residiu na av. Independência, 1087/372.
Trabalhou na Folha da Manhã e depois passou para
a Cooperativa dos Jornalistas, onde se deu sua prisão,
por causa da matéria publicada pelo Coojornal,
em 1981.
Rafael estava fazendo um frila pra revista Veja sobre
a briga de Breno Caldas com o governador Amaral de Souza
( o famoso episódio do editorial Palmo e Meio)
quando ficou sabendo pela sua sogra de então que
um oficial de justiça batera a sua porta com ordem
de prisão.
A entrega dos quatro condenados no episódio- os
outros três foram Bicudo(Elmar Bones da Costa) Osmar
Trindade e Rosvita Saueressing - foi negociada pela então
presidente da Assembléia Legislativa do Estado,
deputada Eclea Fernandes.
Rafael trabalhou mais tarde na assessoria de imprensa
do PT, na Assembléia Legislativa do Estado e hoje
se dedica a pesquisas históricas e publicação
de livros sobre estes temas. É já tido como
o sucessor natural do historiador Sérgio da Costa
Franco.
Atualmente está casado com a designer Clô
Barcellos, com quem edita seus livros pela editora Libretos.
Coleguinhas - Eu
X Eles
MAURO CESAR SILVEIRA
"Cervejinha" parou em todos
os restaurantes que havia até a cidade para a qual
viajara...
Mauro Cesar Silveira, o popular Cervejinha, fez uma viagem
pela ZH pro interior. Saiu daqui lá pelas oito
da manhã e somente chegou ao seu destino quando
o sol se punha.É que conduzido pelo motorista Fernando,
o "pai", foi parando em todos os restaurantes
de beira de estrada que havia. Sem exceção.
Em todos, mandava ver uma cerveja. Por isto que era cervejinha.
Mauro Cesar nasceu em 01.03.1955,filho de Dgezzar Silveira
e de Zaira Lopes Silveira. Residiu na rua Silvio Hollembach,300/353.
Trabalhou em ZH e na revista VEJA.
Depois entrou pra área acadêmica.
Jogávamos muito futebol de salão no colégio
Protásio Alves, nas noites de dias de semana, nos
anos 70. Um dia, Cervejinha não conseguiu parar
e quase demoliu a parede que havia nos fundos de uma das
goleiras. Depois dos jogos, é claro, tudo terminava
numa grande cervejada. Ele não ia embora se não
o acompanhássemos a algum boteco nas redondezas,
o que sinceramente não precisava fazer muita força
pra levar gente, e tomáassemos umas quantas.
Cervejinha foi um dos mais assíduos frequentadores
do Porta-Larga, na Erico Verissimo.
Nos anos 70, cobriu um caso complicado. O médico
Guido Weck, da diretoria da Amrigs,foi acusado de aplicar
dinheiro da entidade em sua conta particular e ficar com
os rendimentos. O assunto rendeu panos pra manga. Cervejinha
cobriu o caso. Uma noite, a esposa do médico Guido,
literalmente invadiu a redação da ZH pra
falar com o repórter. Lembro-me do desabafo dela:
- O que tu tens contra o meu marido? perguntou.
O assunto foi aos poucos sendo esquecido.
Cervejinha foi um grande repórter. Nunca passou
pela edição. Casado com uma chilena(furiosa)
que o acompanhava até aos jogos de futebol, a Luiza
Fernanda( 01.10.1950) tiveram a filha Fernanda Valenzuela(
27.09.1978).
Nunca mais vi o Cervejinha, mas sei que ele andou um tempo
pelo Mato Grosso, como repórter da VEJA.
Agora estaria em Porto Alegre, ligado a UFRGS.
Cinco anos de Furacão
" CATARINA"!
Foto: Palácio Piratini

Na inauguração da rota do sol, pelo governadora
Yeda Crusius, engenheiros lembraram que
gaivotas foram levadas pelo Catarina até o local
O Luis Fernando, da Metsul, falou ontem,dia
26/03, sobre os cinco anos do furacão Catarina.
Falou como a Metsul previu o furacão, que deixou
destroços por todo o sul de SC e parte do RS,mormente
Torres.
O Catarina, que alguns metereologistas desdenharam, deixou
tantos estragos que dois anos atrás,quando estive
na Rota do Sol pra inauguração final da
rodovia, os engenheiros contaram que nas árvores
da Mata Atlântica ainda era possível encontrar
gaivotas mortas trazidas do mar pelo Catarina.
Pra ver o tamanho da violência.
Ontem o Luís Fernando deu uma pequena entrevista
pro Mendelski, na Guaíba,contando como eles conseguiram
prever o furacão. Na verdade, foi com o auxílio
dos norteamericanos.
Enquanto outros metereologistas, ou agora modernamente
chamados de consultores do tempo- meu Deus quanto babaquice!
- disseram aos seus ouvientes que naquele findi nada ocorreria,
poderiam pegar a prancha e ir surfar, os da Metsul se
levaram a sério, mas consultaram os norteamericanos
que desconfiaram que era mesmo um furacão em formação.
Passados cinco anos, até hoje se comentam os estragos
que ele fez na região. Ficou pros avós contarem
aos netos....
Coleguinhas
* A salinha J.C. Terlera,na ALE, onde
escrevo, é uma torre de Babel. Do lado de fora
tem umas gurias que fazem sinais pros deficientes da TV
Assembléia e nos intervalos elas se massageiam
pra descontrair. Ontem,26/03, o Najar Tubino, que sempre
aparece, foi embora mais cedo do " expediente"
porque era niver da esposa.
*O presidente Ercy Torma, da ARI, não tem mais
pintado nos chimarrão das quartas. Sempre ia. Ué,
se molestou por causa de uma historinha que escrevi no
blog sobre quando ele cobria bailes de carnaval nos puteiros
da cidade. Que coisa, essa gente não toma jeito,
mesmo...
* Osiiris Marins, de Rio Grande, Affonso Ritter de Pinhal
Alto, interior de Nova Petrópolis e o Cascatinha(Fernando
Albrecht) os apresentadores do Jornal Gente, de ontem,
dia 26/03, na Band AM. Todos do interior. Não digo
que Portinho é um amontoado de gente interiorana.
* Albrecht disse ontem que era de Montenegro. Ritter o
lembrou que era mesmo de S.Vendelino. Me lembrei de uma
colega minha do Julinho que tinha vergonha de dizer que
morava no Partenon. Dizia então que era do "
Baixo Petrópolis".
*Tarso de Castro, o fundador do Pasquim, quando frequentava
o Antonio´s a fina flor da burguesia carioca e brasileira
era ridicularizado pelo Roniquito de Chevalier - uma bicha
que se achava - que o chamava de grosso de P.Fundo. Isto
quando os dois brigavam. Quem narra isto é o Tom
Cardoso, na biografia do Tarso.
SOGAL RENOVA FROTA
COM 64 ÔNIBUS MARCOPOLO
Foto: Foto Traço

Veículos serão utilizados no transporte
público de Canoas (RS)
Caxias do Sul, 25 de março de
2009 - A Sogal, empresa de transportes de Canoas (RS),
acaba de adquirir 64 ônibus da Marcopolo. Os veículos,
dos modelos Torino, Senior Midi e Senior, foram entregues
em março para utilização no transporte
público da cidade e região.
Segundo Paulo Corso, diretor de operações
comerciais para o mercado brasileiro, a Marcopolo tem
uma tradicional parceria com a Sogal, construída
ao longo de muitos anos. “Os modelos escolhidos,
Torino, Senior e Senior Midi, proporcionam menor custo
operacional, maior valor de revenda e baixa manutenção,
características fundamentais para os empresários
do setor de transporte urbano de passageiros, além
de maior conforto ao usuário”, explica o
executivo.
Uma das principais viações
do Rio Grande do Sul, a Sogal possui frota de 139 ônibus,
dos quais 100% são modelos Marcopolo.
CICLO DE FILMES:
A MEMÓRIA NO CINEMA
O Ciclo de Filmes A Memória no
Cinema acontece por ocasião do XIII Congresso da
ABRACOR – Associação Brasileira de
Conservadores e Restauradores uma realização
da ABRACOR em parceria com Associação de
Conservadores e Restauradores de Bens Culturais do Rio
Grande do Sul (ACOR-RS) e apoio da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul (UFRGS) pela sua Secretaria do
Patrimônio Histórico.
LOCAL: SALA REDENÇÃO –
Cinema Universitário
Campus Central da UFRGS
Avenida Engenheiro Luiz Englert, s/n°
Farroupilha - Porto Alegre
Telefone(s):
(51) 3308-3933
ENTRADA FRANCA
Programação:
06/04/2009 – 16h e 09/04/2009 –
19h
Filme: Splendor (1988) 111min.
Diretor: Ettore Scola
Desde os seis anos de idade o cinema tem sido a vida de
Jordan. Os perigos por que passou, as guerras que lutou,
os amores que perdeu e conquistou, tudo isso ele viveu
no escurinho de seu cinema, o Splendor. Mas os tempos
mudaram muito. Hoje, o dono de um cinema já não
é uma celebridade, as suas poltronas não
atraem tanta gente e está cada vez mais difícil
pagar as contas. Resistir às ofertas para vender
o Splendor ficou impossível. Com seu dedicado projecionista
Luigi, e a bilheteria Chantal - um amor que começou
a 30 anos, Jordan vai jogar a sua última cartada.
A esperança é que, como no mundo das telas,
milagres acontecem. Mais uma história poética
e emocionante e Ettore Scola, o melhor representante do
lirismo e da poesia do cinema italiano, autor de obras-primas
como Casanova e a Revolução, O Baile, Um
Dia Muito Especial, Feios, Sujos e Malvados. Uma interpretação
inesquecível de Marcello Mastroianni, um personagem
profundo e humano a quem ste ator magnífico dá
uma dimensão heróica. Uma lição
de amor ao cinema.
06/04/2009 – 19h e 07/04/2009
– 16h
Filme: Mokoi Tekoá Petei Jeguatá - Duas
Aldeias, uma caminhada
(2008) - 63min.
Diretor:: Germano Beñites, Ariel Duarte Ortega,
Jorge Ramos Morinico
Sem matas para caçar e sem terras para plantar,
os Mbya-Guarani dependem da venda do seu artesanato para
sobreviver. Três jovens Guarani acompanham o dia-a-dia
de duas comunidades unidas pela mesma história,
do primeiro contato com os europeus até o intenso
convívio com os brancos de hoje. Melhor filme do
ForumDoc, Belo Horizonte, 2008.
07/04/2009 – 19h e 08/04/2009 – 16h
Filme: O fio da memória (1991) - 115min.
Diretor: Eduardo Coutinho
O fio da memória fala sobre o negro na História
Brasileira, tendo como personagem central o artista Gabriel
Joaquim dos Santos. Realizado de 1988 a 1991, no Estado
do Rio, o filme procura condensar, em personagens e situações
do presente, a experiência negra no Brasil, a partir
de dois eixos. De um lado, as criações do
imaginário, sobretudo na religião e na música,
e, do outro, a realidade do racismo, responsável
pela perda de identidade étnica e marginalização
de boa parte dos cerca de 60 milhões de brasileiros
de origem africana. O fio condutor do filme é o
trabalhador de salina e artista semianalfabeto, Gabriel
Joaquim do Santos, que construiu a Casa da Flor, feita
de restos de obras e fragmentos retirados do lixo, em
São Pedro da Aldeia, no interior fluminense. Ligando
temas e personagens, a vida de Gabriel, contada por ele
mesmo, revela o esforço obsessivo de um homem para
deixar marcas de sua existência no mundo. A música
é de Tim Rescala.
08/04/2009 – 19h e 09/04/2009
– 16h
Filme: Corazón de Fuego (2002) - 93min
Diretor: Diego Arsuaga
Coração de Fogo. Para seu próximo
filme um diretor de Hollywood compra uma histórica
locomotiva uruguaia do século 19. Embora a notícia
seja motivo de orgulho para muitos uruguaios, não
tem a mesma recepção entre os membros da
Associação de Amigos dos Trilhos, composta
por idosos, que um dia foram funcionários da empresa
estatal de trens. Decididos a boicotar o transporte da
locomotiva para os Estados Unidos, três velhinhos
e um menino vivem uma aventura que começa quando
seqüestram a máquina e passam a viajar pelas
estradas de ferro abandonadas do interior do país,
arrastando atrás deles uma série de acontecimentos,
que vão desde a perseguição das autoridades
até a solidariedade dos povos abandonados pela
falta de um meio de transporte que deixou de existir há
muito tempo.
14/04/2009 – 19h e 15/04/2009 –
16h
Filme: Per Firenze
Diretor: Franco Zeffirelli
Documentário produzido pela TV estatal italiana
RAI sobre a grande inundação que atingiu
Florença em 4 de novembro de 1966. Contém
as imagens da inundação e as conseqüências
que ela trouxe para a capital toscana e para o patrimônio
mundial que foi atingido. Mostra o trabalho dos “anjos
da lama”, pessoas que acorreram de todas as partes
do mundo para ajudar a recuperar e proteger as obras de
arte e auxiliar a população a voltar a normalidade.
15/04/2009 – 19h e 16/04/2009 – 16h
Filme: F For Fake (1974) 89 min.
Diretor: Orson Wells
“F de Fraude” conta a verdade de uma grande
mentira ou as mentiras sucessivas que compõem o
que chamamos de realidade. A partir da história
de um falsificador de obras de arte, Welles redefine aquilo
a que se pode ou não chamar a magia do cinema,
ou até mesmo a ilusão da legitimidade de
toda a arte. Mas a construção não
é a de um documentário, é uma reedição
da realidade filmada. Nunca estamos preparados para este
filme, porque é uma narração dele
próprio, uma imagem para lá do espelho de
Alice, da realidade. Ou da mentira.
16/04/2009 – 19h e 17/04/2009 –
16h
Filme: Fahrenheit 451 - (1966) – 112 min.
Direção: Francois Truffaut
Sinopse: A obra-prima literária de Ray Bradbury
sobre um futuro sem livros ganha assustadora dimensão
realística neste clássico filme dirigido
por François Truffaut, um dos grandes inovadores
do cinema de todos os tempos. Montag (Oskar Werner) é
um bombeiro designado para queimar livros proibidos até
conhecer uma revolucionária professora que se atreve
em lê-los. De repente ele se vê como um fugitivo
caçado, forçado a escolher não apenas
entre duas mulheres, mas entre sua segurança pessoal
e a liberdade intelectual. Primeira produção
de Truffaut em língua inglesa, o filme é
uma fábula extraordinária em que a própria
raça humana se transforma no terror mais assustador.
17/04/2009 – 19h
Filme: Arquitetura da Destruição (1992)
– 121
min.
Diretor: Peter Cohen.
Estudo do nacional-socialismo de Adolf Hitler sob o ponto
de vista estético. De sua chegada ao poder à
derrocada alemã na Segunda Guerra, passando pela
tese da "solução final" para os
judeus, o filme acompanha a ambição artística
do Führer, que se considerava um "artista na
política". Como um arquiteto disposto a "embelezar"
o mundo, ele planejava reconstituir a sociedade alemã
através da arte.
Eu X Eles - Coleguinhas

Betão
Beto Andreatta ajudou a qualificar o
jornalismo da FM Cultura!
Nos 20 anos da FM Cultura, completados no dia 20/03 último,lembrei-me
do coleguinha já falecido Humberto Andreatta, o
" Betão"- nome de guerra - e que os motoristas
chamavam de " farol apagado" porque tinha um
olho com um pequeno defeito.Seu nome completo era Humberto
Andreatta.
Betão é outro dos jornalistas dos anos 70
que ser identificado como o clássico " magro
Rural" uma expressão do falecido João
Aveline para designar aqueles repórteres que gostavam
de fazer matérias no interior, e sobre assuntos
rurais.
Nascido em Sarandi, em 08.02.1950, Betão faleceu
em 2008, de enfarte fuliminante. Teve o ataque enquanto
preparava um churrasco,em casa, num domingo de manhã.
Mas entre os colegas, sua correção e sua
competência deixou saudades.
Betão trabalhou no Jornal do Brasil, na sucursal
gaúcha,quando este veículo era um dos mais
respeitados jornais do país, na Fecotrigo( tinha
uma revista, lá também trabalhou o cartunista
Santiago) na Zero Hora(saiu dela pra ir por JB) na Coojornal(foi
dos principais editores das publicações
da Coojornal) e nba FM Cultura, onde implantou muita qualidade
ao jornalismo da novel emissora.
Betão foi casado até morrer com sua companheira
de toda a vida, a " Coca" com quem teve um casal
de filhos, Matheus e Luciana.
Coleguinhas
* Nikão Duarte está fazendo
seu doutorado.
* O " ecochato" Ulisses Nene,finalmente, aderiu:
está trabalhando na Funasa(Fundação
Nacional de Saúde).
* O gaúcho ,segundo Najar Tubino, come carne de
Nelore, vinda do Mato Grosso.
* Eduardo San Martin, que trabalha na ONU, em Nova Iorque,
esteve em Porto Alegre. Mas vai se aposentar e morar em
Montevideo.
* San Martin trabalhou na Folhinha, a famosa Folha da
Manhã.
Eu X Eles - Coleguinhas

Blasio Hugo Hickmann
Professor Blázio, era o único
que lecionava na Fabico!
Me formei na Fabico em 1982 e pelo que recordo, o professor
Blázio Hugo Hickmann era o único, junto
com a professora Vera, que realmente lecionavam.Os demais
" matavam" aula bonitaço. Não
sei até hoje como me formei, como consegui o diploma.
Por exemplo, não sei mexer numa máquina
fotógrafica mas " passei" em Fotografia
I e Fotografia II. Se formaram comigo o José Paulo
Bisol, o Pedrinho Chaves, o Roberto qu depois foi dono
da cervejaria Berlin, o Paulo Poli, e o maluco fundador
do Urubu Rei,
futuro integrante de um time de jurados do SBT(também
produtor de discos).
Bom, mas o Blázio era exigente, naquele tempo.
Por isto era visto como um professor chato.
Hoje,aposentado, o professor Blázio se dedica a
distribuidora Multilivros,depois de ter adquirido a editora
Sulina e ter desistido,depois. Blázio também
é dono da livraria da Osvaldo Aranha, a Cia de
Livros, se não me engano, que fica na frente do
Instituto de Educação Gal. Flores da Cunha.
Blázio nasceu em 02.03.1936. Já residiu
na rua Santana,667 e na av. Oscar Pereira,6.300.
Havia um professor, que era o suprasumo da preguiça:
gostava de mandar os alunos na pedra pra dar aula no lugar
dele. E todos passavam, no fim das contas.
Mas o professor Blázio se levava a sério.
Dava sua cadeira, do começo ao fim. Outro que também
lecionava legal era o Schneider.
Mutirão
de Comunicação América Latina e Caribe
CONVITE
Mesa redonda sobre Processos de Comunicação
e Cultura Solidária
Local: Teatro do Prédio 40 da PUCRS
Data e horário: 27 de março, às 20h
Convidados: professores, estudantes, profissionais da
comunicação, agentes de pastoral e pessoas
interessadas em debater e contribuir com tema da cultura
solidária.
De 12 a 17 de julho, na PUCRS, acontecerá o Mutirão
de Comunicação América Latina e Caribe
para abordar um tema vital para a vida e o futuro dos
povos que vivem e fazem história nessas terras.
Muitas iniciativas nos 37 países do Continente
estão sendo realizadas em preparação
desse megaevento no sentido de promover processos de diálogo,
à luz da Cultura Solidária, na construção
de uma sociedade comprometida com a justiça, a
liberdade e a paz.
Aqui, em Porto Alegre, realizaremos, no dia 27 de março,
um debate em forma de mesa-redonda, com direito à
participação e à intervenção
dos presentes, com especialistas no assunto e assessores
do Mutirão de Comunicação. Confira
a agenda da noite com a relação dos debatedores:
Processos de comunicação e cultura solidária...
Na sociedade esfacelada da América Latina e do
Caribe
• Prof. Washington Uranga - Universidade de Buenos
Aires, Argentina
Na universidade como centro de pesquisa
e formação de profissionais
• Prof. Pedro Gilberto Gomes - Unisinos.
Na Faculdade de Comunicação
como centro de formação dos profissionais
da comunicação
• Professoras Neka Machado e Vanessa Purper –
PUCRS
Na mídia comercial e empresarial
• Prof. Juremir Machado da Silva - jornalista e
Professor da PUCRS
Nas propostas do Fórum Nacional
pela Democratização da Comunicação
• Prof. Celso Augusto Schröder.
Os debates serão coordenados pela Professora Annamaria
Rodriguez, Presidente da Organización Católica
Latinoamericana y Caribeña de Comunicacion (OCLACC).
Sua presença será, sem dúvida, um
acréscimo na qualidade desta noite preparatória
do grande evento de comunicação latino-americano
de julho.
Marcelino Sivinski
Coordenador Geral do Mutirão
Contatos: Nara Roxo (9124.7995)
Baraco
Sexta última,dia 20/03, estava
indo a Serafina e como geralmente faz o buzum parou no
Laguinho na rodovia da produção. Havia ali
duas vans com logotipia da rádio Rural. E deviam
estar voltado do interior. Enquanto davam uma descansadinha,
um dos integrantes da equipe armou um baraco com um colega
que vou te contar...normal, saudades da patroa,fim de
viagem. Mas que pegou mal com toda aquela gente vendo,
pegou....
A sede administrativa
de União da Serra não deu certo!

Centro Administrativo de União da Serra
União da Serra,criado no começo
dos anos 90,parece que não está dando certo,
pelo menos da forma como conseguiram unir, como diz o
nome:Pulador e Vila Oeste.
Por isto, União da Serra por ser uma região
muito alta, mesmo.
A sede administrativa está fora dos dois distritos.
Fizeram um posto da Brigada Militar , um posto do Banrisul
e a sede da prefeitura, que fecha as 5 da tarde e adeus
tia Chica. Não fica mais ninguém na chamada
sede administrativa.
O asfalto de Vila Oeste - antiga Oeste, ou Borges de Medeiros(
que os italianos chamavam de " El Borze" já
que não consegem pronunciar corretamente o nome)
até a RS-129 nunca chegou a ser feito,apesar das
inúmeras promessas.
Fica só em promessa, em véspera de eleição.
Há um "zum-zum" de que estariam pensando
em fazer do município uma outra sede, porque a
que inventaram - no meio dos dois distritos - estaria
fadada ao esquecimento.
Quando foi inaugurada a agência do Banrisul, o Governador
Antônio Britto Filho esteve no local de helicóptero.
Desceu do aparelho e ao reunir-se com alguns presentes,
perguntou se alguém ali sabia porque o nome de
União da Serra. Como ninguém soube, Britto
acionou o seu estilo e passou uma descompostura na turma
toda...Até hoje a gente do povo comenta o episódio.
Vila Oeste de Guaporé tentou se desmembrar de Guaporé,quando
Serafina Correa se emancipou em 1960. Mas houve um incidente
com o ex-padre do local, Vitório Scoppel. Assim,misturaram
políticva com religião e deu xabu."
Chegaram a fazer cocô encima do capô do jipe
do padre" lembrou um morador de Serafina, que ainda
recorda do episódio.
João Arroque Filho, 88 anos, um dos que participou
do movimento de emancipação de Serafina
Correa disse que foi uma sorte que Vila Oeste não
se anexou a Serafina Correa:
- Aquilo só tinha buracos e mais buracos. Nós
não teríamos dinheiro pra pagar o diesel
das patrolas pra manter as estradas patroladas,lembrou
Arroque, que aos 88 anos vive sua velhice em Serafina,depois
de ter comandado o Frigorifico Ideal S/A durante mais
de 30 anos e ter sido duas vezes vice-prefeito do município.
Vial Oeste,contudo, é conhecida por ter colônia
muito forte. Hoje são aviários e mais aviários
e muita plantação de soja,milho e criação
de porcos . Mas a falta de asfalto torna a localidade
muito desértica, havendo nela apenas uma pousada.
A outra vila que forma União da Serra é
o Pulador, localizado nas barrancas do rio Guaporé,
quase na vizinhança de Arvorezinha.
Os primeiros moradores das duas localidades chagaram por
lá nos anos que antecederam o final do século
XiX e começo do século XX.
Vila Oeste já teve até um frigorífico
que depois foi a falência que abatia tantos ou mais
suínos do que o Frigorífico Ideal de S.Correa,
hoje uma das filiais da Perdigão.
O que se diz na localidade é que não foi
possível unir as duas vilas por causa da rixa de
duas famílias que não se entendem: uma lidera
Pulador e outra lidera Vila Oeste.
Assim,fizeram a sede do município, que é
quase uma sede fantasma, porque não tem casa nenhuma,
rua nenhuma,calçamento nenhum....
Sábado tem
aula inaugural gratuita na Escola Teatro Novo
Depois de 40 anos de atuação
como diretor e dramaturgo a frente da Cia Teatro Novo,
Ronald Radde expande os investimentos na área cultural
com a criação da *Escola Teatro Novo, *que
abre as portas neste sábado, dia 28, com aula inaugural
gratuita para crianças e pré-adolescentes.
Ministradas pelas atrizes da Cia, Karen Radde e Aline
Jones, as oficinas iniciam sábado e seguem até
dia 04 de julho. Os alunos serão divididos por
grupos: de 3 a 7 ficam aos cuidados de Aline (que já
interpretou Cinderela, Tatinha e agora Wendy em Peter
Pan ) e de 8 a 12 anos com Karen (que já interpretou
a Bruxa Cara de Janela e agora Peter Pan).
Segundo Radde, a idéia é
que através deste primeiro contato pais e crianças
saibam mais sobre a proposta das oficinas. " As aulas
tem como objetivo ampliar o imaginário infantil,
desenvolver a comunicação, trabalhar formas
de expressão e incentivar a autoconfiança",
diz ele. O processo será dividido em duas etapas.
Na primeira através de brincadeiras lúdicas
e jogos teatrais será estimulada a concentração
em grupo e o raciocínio rápido. Serão
duas horas semanais visando potencializar os conhecimentos
e a aprendizagem. Na segunda etapa exercícios mais
focados para a apresentação final. Sempre
utilizando técnicas de dicção, expressão
facial e corporal.
*SERVIÇO*
*De 28 de março a 04 de julho.*
*Horário: 10 às 12h aos sábados*
*Local: Teatro Novo DC - DC Shopping*
*Idade mínima: 3 anos*
*Investimento: R$ 90,00 mensais (até julho)*
*Informações: 51 3374-7626 ou pelo e-mail
teatronovo@teatronovo.com.br
*Saiba mais:*
O trabalho da Cia Teatro Novo com público
infantil começou em 1975, quando Ronald Radde e
a pedagoga Suzana Gutérres criam o Projeto *A Escola
vai ao Teatro*, possibilitando, assim, a ida dos estabelecimentos
de ensino ao teatro a preços especiais e de forma
integrada ao currículo escolar. *O Projeto A Escola
vai ao Teatro* tem levado ao Teatro Novo, sede da Cia
Teatro Novo, - em média - 30.000 escolares a cada
ano.
Lançamento
do The Best Jump 2009 tem nova data
O evento de lançamento do The
Best Jump 2009 foi transferido para o dia 9 de abril,
quinta-feira, às 11h30min, no GastroPub (Bourbon
Country). O Comitê Organizador do torneio optou
pela alteração da data, em decorrência
do jogo da Seleção Brasileira em Porto Alegre,
marcado para o mesmo dia, que vai envolver as equipes
de jornalismo dos veículos da Capital. Para atender
à imprensa e ao calendário esportivo, o
The Best Jump 2009, consolidado como um dos melhores eventos
hípicos da América Latina, adiou em uma
semana o lançamento de sua programação.
SERVIÇO
O QUE: Lançamento do The Best
Jump 2009
QUANDO: 9 de abril (quinta-feira)
ONDE: GatroPub (Bourbon Country)
Avenida Túlio de Rose, 80
HORÁRIO: 11h30min
PARA CONFIRMAR PRESENÇA: Pública Comunicação
(51) 3330-2200 ou através do e-mail thebestjump@agpublica.com.br
Coleguinhas

Juremir Machado da Silva
O polemista arreglou!
Na segunda, 23/03 dia do metereologista,o " polemista"
Juremir Machado envolveu-se numa discussão com
Alexandre Aguiar na rádio Guaíba sobre os
metereologistas. Eu não ouvi o debate - também
tenho outras coisas a fazer - mas fiquei sabendo que o
Juremir Machado os chamou de "chutadores". Ouvi
ontem,dia 24/03, o Luís Fernando, da Metsul, dar
uma bronca, as seis horas da manhã no Rogério
Mendelski sobre isto. Vi que os "homi do tempo de
São Leo" não gostaram nada dos comentários
do Juremir.
Achei que o polemista iria segurar a barra e não
se desmentir mas ontem assim que entrou no programa do
Mendelski ele arreglou. Disse que estava falando sobre
aquecimento global e meio que desconversou. Digo e repito:
eu não ouvi o que ele dissera no dia anterior,
mas deve ter gravação,com certeza.
Como ensinava o Samuel Wainer, não se desmente
notícia...Dizer assim no más e na primeira
pressão borrar-se todo, acho que fica mal, principalmente
pro veículo onde isto foi dito.
Uma coisa é discutir com o Haroldo de Souza no
terceiro tempo, sobre esporte, outra coisa é comprar
briga com uns alemon de S.Leo,que acordam 5 da matina
pra colher dados do tempo e passá-los a milhares
de pessoas.
Juremir havia se envolvido em outra polêmica na
ZH, em 1995 com o escritor e colunista L.F.Verissimo.
O filho de Érico entesou e colocou o p...na mesa:
" ou ele, ou eu..."O Juremir bailou na curva.
O episódio o tornou quase que " meia celebridade".
Juremir Machado da Silva nasceu em Santana do Livramento
em 29.01.1962.É filho de Victor Pires da Silva
e de Eneida da Silva.
Já residiu na rua Sarmento Leite, 1082/307.
Começou em ZH, como repórter cultural
Já editou vários livros,entre eles um ficcional
sobre Getúlio Vargas.
Se era mais celebridade que o polemista de Livramento
estava procurando,conseguiu. Ontem no programa do Mendelski,
43 ouvintes escrevaram para falar da discussão
entre Alexandre Aguiar e Juremir Machado.
Julgamento no TSE
provoca suspense em deputados
O deputado estadual Giovani Cherini(PDT)
será julgado dia 26/03,quinta-feira,acusado de
albergueiro. Há o temor de que as cabeças
de políticos rolem neste momento, pra saciar a
turba...
A vida como ela
é
Os fatos narrados são invenções.
Qualquer semelhança com a realidade é mera
coincidência
" A CASADINHA TÁ ME DANDO BOLA!!!"""
Numa redação de um jornal, nos anos 70,
do século passado- o jornal fechou mas a empresa
ainda existe -havia um casal de coleguinhas recém
saídos da lua-de-mel.Conheceram-se ou no Julinho
ou na Fabico. Jovens e apaixonados, casaram.
O terceiro elemento do triângulo amoroso que se
formou era um safo em pessoa.Grande repórter da
área econômica, muito competente, mas muito
abusado. De uma feita durante uma entrevista chegou a
passar a mão naquele local num diretor de uma estatal
que era irmão de um militar que havia ascendido
a vice-presidente da República.
Tinha o irônico apelido que começava com
as letras T e P...
Ele morava por esta época na rua Thomaz Flores,
no Bonfa.
Sempre que saía do jornal,no centro, ia beber num
barzinho da Andrade Neves onde o garção
que atendia era conhecido por " Beto Canarinho".
( é que o garção assobiava o dia
inteiro)
Cada vez que T.P. ia no tal bar, se queixava ao Beto Canarinho.
Era uma queixa, mas também quase que uma advertência:
- A casadinha tá me dando bola!
Mas como tu sabes, queria saber Beto Canarinho.
T.P. tinha certeza porque dizia que a mulher costumava
olhar pra ele,meio que escondido, na redação,
e enquanto o observava enrolava os cabelos com as mãos.Na
estranha intuição de T.P. quando uma mulher
faz isto, está a fim do cara....
Um dia finalmente rolou entre a mulher casada e o repórter
safo.
O marido, traído, simplesmente ameaçou matar-se.
Que baraco!
O filho do dono do complexo de jornais chamou os três
e foi logo advertindo:
- Esta situação aqui dentro não pode
perdurar.
Ou sai um, ou sai dois, ou saem os três.
O marido,traído, que ameaçou matar-se foi
morar com um colega, um cachoeirense,que mais tarde fez
carreira na Polícia.Foram morar na mesma pensão.
O repórter safo não ficou com a mulher que
ele chamava de " casadinha". Os três foram,anos
depois,embora pra outras plagas...Ela mais próxima,
mas os dois mais longe...Um deles regressou ao Estado.
O outro ficou. Só vem de vez em quando pra visitar
amigos e parentes.
Paris, que continua
atraindo milhares de turistas...
Um dos melhores livros que li nos últimos
tempos se chama " La chica mala",ou seja a Menina
Má, do Mário Vargas Lhosa. E o cenário
do romance se passa principalmente em Paris. A capital
francesa, nos últimos anos,apesar dos turistas
indesejados pelos franceses, continua sendo um grande
atrativo. Enquanto não puder ir, desfrute destes
fotos enviados pela leitora(e viajante inveterada)Naira
Sanes. Clique
aqui para para ver as imagens.
O editor
Atrações
na Câmara festejam os 237 anos da Capital
Um filme mudo de 1929, uma oficina de
origami e cinco exposições fazem parte da
programação cultural em homenagem aos 237
anos de Porto Alegre - comemorados em 26 de março
-, organizada pelo Memorial da Câmara Municipal
em parceria com entidades e órgãos públicos.
Iniciada na segunda-feira (23/3), a agenda conta também
com uma participação na 4ª Semana de
Leitura sobre Porto Alegre, realizada no Jardim Ipiranga.
A entrada para todas as atrações é
franca. A Câmara fica na Avenida Loureiro da Silva,
255.
Segunda-feira (23/3)
- Início da exposição Novo Mapa de
Porto Alegre, que reúne diversos mapas da cidade,
detalhando aspectos como sistema viário, topografia,
prédios importantes, morros e arroios, criados
pela American Software.
Local - Galeria Clébio Sória (térreo
da Câmara).
Visitação - Até 9 de abril, das 9
às 18 horas, de segundas a quintas-feira, e das
9 às 16h, às sextas-feiras.
- Abertura da exposição de fotos, desenhos
e gravuras Boemia, Aqui Me Tens, sobre os 20 anos do Clube
do Choro de Porto Alegre.
Local - T Cultural Tereza Franco, no 2º piso da Câmara.
Visitação - Até 9 de abril, das 9
às 18 horas, de segundas a quintas-feiras, e das
9 às 16h, às sextas-feiras.
QUARTA-FEIRA (25/3)
9h30min - Oficina para a Paz (de origami), com a pedagoga
Maria Marli Heck, que desenvolve atividades lúdicas
para difundir a cultura da paz.
Local - Térreo da Câmara
QUINTA-FEIRA (26/3)
14 horas - Projeção do filme Porto Alegre,
a Bela Capital Gaúcha (1929-1930), de 6 minutos,
uma das primeiras fitas mudas sobre a cidade, pertencente
ao acervo do Museu de Comunicação Hipólito
José da Costa.
Local - Plenário Otávio Rocha da Câmara
17 horas - Abertura da exposição Porto Alegre
pelo Olhar dos Fotógrafos, que retrata a trajetória
de pioneiros da fotografia na Capital, com destaque para
as produções de Lunara, Irmãos Ferrari,
Virgílio Calegari e Sioma Breitman.
Local - Museu de Comunicação Hipólito
José da Costa (Rua dos Andradas, 959, Centro).
Visitação - Até 30 de abril, das
9 às 18 horas, de terças a sexta-feiras,
e das 9 às 12h30min, aos sábados.
SEXTA-FEIRA(27/3)
10 horas - Palestra sobre Porto Alegre, com o coordenador
do Memorial da Câmara, Jorge Barcellos.
Local - Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Osvaldo
Aranha (Rua Parque dos Nativos, 545, Vila Ipiranga).
14 horas
- Abertura da exposição História
do Viaduto da Borges, sobre a modernização
de Porto Alegre a partir da construção do
Viaduto Otávio Rocha, situado sobre a Avenida Borges
de Medeiros.
Local - Térreo da Câmara
Visitação - Até 24 de abril, de segundas
a quintas-feiras, das 9 às 18 horas, e, às
sextas-feiras, das 9 às 16h30min.
- Abertura da exposição História
dos Planos Diretores, que resgata o planejamento urbano
na Capital em 15 banners, com destaque para o papel do
Legislativo na construção do desenho da
cidade.
Local - Térreo da Câmara.
Visitação - Até 31 de julho, de segundas
a quintas-feiras, das 9 às 18 horas, e, às
sextas-, das 9 às 16h30min.
Informações no Memorial da Câmara,
telefones (51) 3220-4187, 3220-4318 e 3220-4392.
Vereadora Juliana
Brizola faz homenagem ao Movimento de Justiça e
Direitos Humanos
A vereadora Juliana Brizola (PDT), neta
do falecido ex-governador Leonel Brizola (do Rio Grande
do Sul e do Rio de Janeiro, em duas oportunidades), mostra
que efetivamente teve uma densa educação
política junto a seu avô.
Em pouco menos de três meses do
exercício de seu primeiro mandato parlamentar,
ela vem tomando várias iniciativas importantes.
Uma delas foi protocolar uma proposta de homenagem ao
Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio
Grande do Sul, que será realizada no próximo
dia 26 na Câmara Municipal de Porto Alegre. A entidade,
que foi fundada pelo seu conselheiro Jair Krischke, tem
uma fundamental atuação na defesa dos direitos
humanos no Cone Sul, salvou centenas de vidas e denuncia
os crimes das ditaduras infames que infestaram a vida
na América do Sul.
A" praia"
do Carreiro

Marlene Chiarello, Geny Fleck, Olvindo Canton e Egydio
Chiarello no Camping Carreiro. Anos 70
No último findi,21/03 tive um
tempinho e com meu irmão paulistano Paulo e sua
companheira "Carol" estava em Serafina e aproveitei
o carro pra irmos tomar umas cevas e uns banhos na barragem
do rio Carreiro. Era uma bela tarde de outono, com cara
ainda de verão, mas não havia praticamente
ninguém no balneário. Fora de época,
pensei, mas pra mim era tudo o que queria. Detesto multidões.
O rio Carreiro está mudado,principalmente com a
construção de uma usina pela iniciativa
privada pra produção de energia elétrica.A
usina está produzindo energia desde o ano passado.
Um local chamado pelos nativos de " FOGE" -
uma cascata - desapareceu com a mudança provocada
pela usina. Perdeu-se em beleza natural, mas ganhou-se
em produção de energia.
O rio Carreiro já dá ares de quem quer emancipar-se
de Serafina. Já falam até em uma área
que fora demarcada pra constituir um novo município.
Seguramente os cabeças deste movimento são
alguns serafinenses que aproveitaram os preços
baixos e compraram muitos sítios em volta do rio
Carreiro. Se virar zona urbana, estes terrenos vão
explodir em valorização. O irmão
do ex-prefeito Valcir Reginatto é um que comprou
um terreno numa área bem privilegiada, junto à
ponte do rio Carreiro.

A cascata desapareceu com a construção da
Usina no rio Carreiro. Janeiro 1975
No nosso tempo de infância, conhecíamos
o rio Carreiro pelos afrodescendentes que moravam lá.
Tiveram até um cemitério próprio,
que hoje está desaparecido.
Muito dificilmente eles iam a pequena vila de Serafina,então
conhecida apenas por LA UNDEZE. No mais do ano, viviam
a beira do rio Carreiro,constituindo uma etnia propria.
Vitório Canton, um mascate ,irmão do meu
avó José, uma vez enfrentou sozinho quatro
destes moradores quando foi lá cobrar as contas.
E saiu-se bem.
Segundo João Arroque Filho, de 88 anos, duas vezes
vice-prefeito de Serafina, o primeiro vereador que se
interessou pelo rio Carreiro foi Cesar Piccoli Filho."
Ele ia lá nos obrigar a construir alguma coisa
no Carreiro. Não sei se tinha algum terreno por
lá, ou não. Mas o local pertencia a Marinha
e por isto não podíamos ainda fazer nada".
Com os anos foi feito um camping. Isto no começo
dos anos 70. SegundoGeni Fleck, esposa de Olvindo Canton,
no começou eles acampavam dois ou três meses
no camping e não havia ainda energia elétrica."
Tínhamos que levar liquinho" disse ela.
Agora tem até pista de motocross onde anualmente
são disputados campeonatos.
O acesso a praia do Rio Carreiro de Serafina é
pela VRS-351, uma rodovia que pelo grande número
de carros, nos finais de semana do verão, tem apresentado
um índice de acidentes fora do comum.
A morte de Seo
Maurício
Foi no 24 de março de 1986 -
23 anos atrás - que o fundador da RBS Maurício
Sobrinho morreu de um aneurisma descendente da veia Aorta.Nascido
em 1925, tinha,então apenas 60 anos.
Segundo Wilson Muller , um dos principais assessores do
falecido radialista, ele se sentiu mal no entardecer durante
uma reunião na sua sala. Estariam em discussão
os finalmente do lançamento do jornal Diário
Catarinense, cujo lançamento vinha sendo adiado
há vários meses.
Maurício ainda se desepediu do guarda na portaria
da av. Ipiranga, 1075 com um até logo,até
amanhã.
Foi levado no carro pelo filho, Pedrinho mas quando chegou
no Instituto de Cardiologia- alina av. Princesa Isabel
- ele não conseguiu mais caminhar. Tiveram que
lhe trazer uma cadeira de rodas.
Durante a reunião, como ele se sentiu mal, pediu
ao filho Pedrinho levá-lo ao Instituto de Cardiologia
" pra tirar a pressão".
Naquela segunda-feira de manhã,o radiailsta participara
do enterro do escritor Josué Guimarães,
diretor da sucursal da F. de S.Paulo, no RS.
Os funcionários em geral não ficaram sabendo
que o patrão tinha passado mal e estava no hospital.
Fiquei sabendo de sua morte apenas na manhã seguinte
com o telefonema madrugador do amigo Licinio da Silveira,
que, por uma coincidência fora quem me levara para
a ZH em 1973.
" Sabes quem morreu" ? perguntou-me à
queima-roupa o amigo.
- Não posso imaginar,lembro que respondi.
- O patrão, o " Mao-mao" disse Licínio
lembrando seus tempos de reportagem policial da ZH quando
era assim que chamavam o fundador da RBS na redação.
Naquela segunda fez 31,3 graus em Porto Alegre, registra
Lauro Schirmer na biografia da RBS que lançou alguns
anos atrás.
Lauro ainda registra em seu livro que o ministro Jorge
Bornhausen desembarcou naquela noite em Porto Alegre porque
queria, em nome do presidente José Sarney formalizar
o convite para que Maurício Sobrinho fosse candidato
a Governador, naquele ano.
Não o fez porque no dia seguinte representou o
presidente nas exéquias do fundador da RBS.
Particularmente guardo uma lembrana, aliás duas:
o chargista Marco Aurélio naquela tarde em que
Maurício iria ser enterrado,deu-me uma carona no
táxi e fez um comentário: " pelo menos
ele norreu quando estava no auge".
O outro incidente do qual me recordo foi físico
e me produziu muita dor. Na hora que o caixão com
o fundador da empresa passava na frente do prédio,
todos nós que estávamos lá ficamos
na frente para acompanhar sua despedida. E eu enfiei um
enorme espinho numa das pernas que ficou me doendo vários
dias. Eram uns arbustos espinhentos que haviam plantado
na entrada do prédio da redação do
jornal.
Do seo Mauríco guardo algumas poucas lembranças:
uma vez ele me viu com as duas filhas pequenas e me aconselhou
" a fazer um guri". Outra é de um dia
em que eu acompanhava uma inspeção que o
Ministro Affons,dos Transportes, fazia ao aeromóvel
na av.Loureiro da Silva e chegou um emissário de
sua secretária Catarina dizendo que seo Maurício
estava me convidado prum almoço que teria depois
no restaurante da empresa em homenagem a Affonso Camargo.
Coleguinhas
*Parou de assinar coluna em ZH o cara
que mais entende de futebol por estes lados. Pelo menos
quando queria ver a explicação de algum
jogo, este escriba lia a coluna do P.R. Falcão.
Vamos ver pra onde ele vai...
* Walmaro Paz assumiu na imprensa da
Assembléia Legislativa do Estado.
* É uma perda que a Laura Peixoto
tenha parado com seu blog. Parece que o destino é
a mediocridade triunfar....Volta Laura, Volta Laura....
*Nem abriu o barzinho na ARI na última
quinta,dia 19/03. Pouca gente na reunião da diretoria
da entidade e o presidente Ercy tinha compromisso depois.
Eu que levei uma amiga e colega pra lá,depois de
muito insistir, tive que ir tomar 3 cevas no boteco da
Duque de Caxias. Assim, foram 3 cevas a menos que o barzinho
da ARI não vendeu. Não adianta, quando as
pessoas não se ajudam, não adianta querer
ajudá-las. Na verdade, elas querem é deitar
na fama....e deixar por isto.Como diz o Paulo Coelho -
não estou tirando sarro - quando alguém
quer alguma coisa, o mundo conspira pra isto. Mas o camarada
tem que querer, não apenas dizer que quer....
Eu X Eles - Coleguinhas

Antônio Britto Filho
Antônio Britto Filho outro coleguinha
santanense!
Filho do jornalista Antônio S.C de Britto e de Yolanda
Britto, o jornalista que chegou a Ministro da Previdência
de Itamar Franco e que quase foi candidato a presidente
da República,Antônio Britto Filho passa pela
recuperção de uma cirurgia onde extraiu
um rim, informa na sua coluna Rosane de Oliveira em 23.03.
Britto como é conhecido entre os coleguinhas, há
muito largou as lides do jornalismo. Seguiu a carreira
política depois que se tornou porta-voz de Tancredo
Neves.
Nascido em 01.07.1952, em Santana do Livramento-dvisa
com Rivera, no Uruguai,Britto foi cedo morar em Bagé
porque seu pai trabahava no Correio do Sul daquela cidade.
Depois não retornaria mais a sua terra natal.
Em Porto Alegre Bitto estagiou no Jornal do Brasil,quando
este ficava em suas salas no prédio da ARI, na
av. Borges de Medeiros, 915,no Correio do Povo( é
o criador da sucursal do Interior da Caldas Junior), na
rádio Guaíba,( coordenador do setor de jornalismo)
na Zero Hora( foi repórter esportivo) e na rádio
Gaúcha,além da RBS TV.
Foi casado com a também colega Imara Stallbaum(11.09.1952).
Residiu em Porto Alegre na av. Venâncio Aires,476/304
e na rua Botafogo, 565/306.
Britto é o segundo ex-governador associado da ARI.
Foi apresentado lá pela então esposa. O
primeiro ex-governador sócio da ARI é Leonel
de Moura Brizola.
Eu X Eles - Coleguinhas

Ximba
Ximba, misto de diagramador e músico
O diagramador Ademir Tadeu dos Santos Fontoura, conhecida
por "Ximba" entre os colegas nasceu em Porto
Alegre em 10.03.1948,filho de Tupan Fontoura e de Geni
Fontoura.
Residu na rua Cristiano Fischer,2334. Além de diagramador,
Ximba tem um conjunto musical, que toca principalmente
sambinhas.
Já contratei ,em 2003,seu conjunto pro lançamento
do meu livro Pauta, no solar dos Câmara e fizeram
um belo show.Tevegente que disse que o evento valeu mais
pela apresentação do Ximba e seu conjunto
do que pelo livro em si.
Casado com Santa -pra aguentar o Ximba, só sendo
Santa mesmo -e tem as filhas Adriana( 08.06.1970) e Cassia
( 08.10.1970).
DEpois der trabalhar na imprensa da Assembléia,
o Ximba sumiu. Não sei onde andará?
Eu X Eles - Coleguinhas

Sandra Maria Terra
A porta de entrada pra falar com a governadora
Yeda Crusius
A RP(relações públicas)
Sandra Maria Terra é a porta de entrada pra se
falar com a governadora Yeda Crusius. Ela assessora a
política desde os tempos em que a professora Yeda
era deputada federal. Sandra Maria Terra nasceu em Porto
Alegre em 05.02.1952 filha de Luiz Francisco Terra e de
Sarah Terra.
Residiu na Vila São Lucas, em Viamão, mais
precisamente na rua Ospa, 398,quando foi casada com Pascoal
Ianni(10.03.1951).
Atualmente Sandra divide-se entre Porto Alegre e Brasília.
Já foi assistente técnica
da Emater e presidiu o Sindicato dos Profissionais de
Relações Públicas no Estado do RGSul.(
Rua Vigário José Inácio, 566/308).
Com Pascoal Ianni teve as filha s: Vanessa( 18.10.1974)
e Bibiana( 05.01.1983).
Eu X Eles - Coleguinhas

Adalberto Preis
O atual presidente da GRÊMIO EMPREENDIMENTOS
já foi cine-repórter !
Já se vão longe os tempos
em que Adalberto Preis era apenas um cine-repórter
como se chamava naqueles anos da Rádio e Televisão
Gaúcha, quando esta funcionava no Edifício
União, no 11 andar, no centro de Porto Alegre.Filho
de Henique Preis e de Zilda Arns Preis, Adalberto Preis
nasceu em Porto Alegre em 06.11.1943. Ele já residiu
na rua Florêncio Igartua,155/53 e depois na av.
Carlos Gomes 1805/103.
Preis deixou o jornalismo e anos depois
ocupou uma diretoria do IPE. Hoje seu nome é mais
vinculado ao Grêmio Foot-Ball Portoalegrense, onde
várias vezes esteve na iminência de ser o
presidente do clube. Finalmente emplacou como presidente
da Grêmio Empreendimentos, onde,seguramente, deixará
sua marca se conseguir construir o estádio d a
ARENA, na Zona Norte de Porto Alegre.
mputadores eram ocuapdos por outros colegas
que sabidamente não escrevem para jornais diários.
" As Boazinhas
do Melchiades "

Lasier Martins e Melchiades Stricher Filho
Sua marca pessoal, foi o Nada Pessoal....
Melchiades Stricher Filho deixou uma
lenda de histórinhas a seu respeito. No programa
do Lasier Martins,o Gaúcha Repórter, na
rádio Gaúcha, a partir das 14 hs, ele tinha
a mania de contar piada de negrão, o que sempre
era advertido pelo apresentador para não infringir
a lei.
João Antônio Dib, o vereador mais antigo
de Porto Alegre, lembra que quando ele foi escolhido prefeito
Melchiades estava hospitalizado no Beneficência
Portuguesa mais fugiu de lá e desculpou-se pelo
ato impensado:
- Eu preciso ir ajudar o João, disse.
Melchiades, mesmo com um calor de cão,durante
o verão só bebia destilados: especialmente
conhaque.
No porta-larga, aquele lendario boteco
- que ainda existe no mesmo local, mas hoje é um
simples buffet - na av. Erico Ve rissimo, na cidade Baixa,
Melchiades apresentava pros colegas suas namoradas.
- Olha, daqui há pouco vem uma me buscar.Ele não
fazia segredo. " E a mulher aparecia mesmo de carro"
conta uma testemunha.
Dizem, não se sabe se é
lenda, que um dia o Melchiádes tomou um porre daqueles
e antes de regressar pra redação da ZH onde
faria sua coluna de final de samana, resolveu entrar no
cabaré Regine´s e tirar uma soneca. Os colegas
que tinham bebido todas com ele, foram lá mijaram
no sapato dele.
Quando ele acordou, colocou o sapato e foi pra redação.
Quando chegou lá, aquele cheiro insuportável
de mijo velho acompanhava o Melchiádes sem que
ele se desse conta do que os gaiatos tinham feito.
O Melchiades, no fundo, era um ingênuo....
Uma vez, na saída da Prefeitura
Municipal, o prefeito Alceu Collares quis dar-lhe uma
carona. Mas o carro do prefeito estava lotadão.
- Melchíades,entra aqui, nem que
seja no meu c olo, disse o prefeito, brincalhão.
- Collares, tu sabe que eu não gosta nada do que
é mole, devolveu no mesmo tom o caústico
jornalista.
Melchiades Stricher cobria pela ZH poder
legislativo municipal e teve uma rixa braba com o vereador
Rubem Thomé(PMDB) depois PP.
O jornal madou para lá um emissário, Carlos
Alberto Kolecza, pra acalmar o vereador que estava puto
da vida com o colunista do jornal.
Quando Alceu Collares se tornou governador do Estado,
em 1990, Melchiades acabou ficando na CEEE como assessor
de imprensa. Quando lhe deram a notícia, ele passou
mal. Tiveram que lhe trazer água com açúcar
porque ele esperava um cargo maior do que lhe destinaram.
- Ele trabalhou muito durante a campanha do Collares ao
governo do Estado, diz uma testemunha.
Esta é uma das suas piadinhas
que foram reunidas num livro do Melchiades(esgotado,claro...)
Entrou aquela coisinha linda no ônibus
lotado. Chegou ao lado de u m senhor que estava sentado
e disse:
- O senhor poderia me ceder o lugar?É que eu estou
grávida.
-Claro, a senhora me desculpe, eu estava lendo o jornal.
E deu lugar pra moça. Ficou de pé um tempo
e começou a observar.
- Há quanto tempo a senhora está grávida?
- Ah, faz uma meia-hora...

Charge do Spritzer
Combate à
leishmaniose visceral marcou a semana
Foto: DECOM/PMSB
Durante os dias 17, 18 e 19 de março,
o Clube Comercial de São Borja sediou a Oficina
de Trabalho de Vigilância e Controle da Leishmaniose
Visceral, promovido pelo Ministério da Saúde,
Secretaria Estadual de Saúde e Prefeitura de São
Borja através da Secretaria de Saúde (SMS)
e a Vigilância Sanitária Municipal. O objetivo
foi realizar um trabalho de planejamento das ações
de combate contra a epidemia. O evento reuniu as principais
autoridades neste assunto, como a médica veterinária
Andreza Madeira e a biomédica Vera Camargo Neves
do Ministério da Saúde, os médicos
Regina Lunardi e Celso dos Anjos, do Centro Estadual de
Vigilância em Saúde, além da delegada
regional de Saúde, Saionara Almeida dos Santos,
o secretário municipal de Saúde Almir Bertin.
O Prefeito Mariovane Weis acompanhou a discussão
técnica. O trabalho articulou ações
práticas imediatas no combate da doença
e criou um documento com a síntese das práticas
necessárias.
Uma das conclusões do encontro
é que o combate à doença precisa
ser uma atitude coletiva, envolvendo toda a comunidade.
Em sua grande maioria, os integrantes do encontro favoráveis
em salientar a participação de todos neste
processo, seja na limpeza e desinfecção
dos terrenos, pátios e casas, bem como a eliminação
de lixos acumulados, folhas e materiais orgânicos
em seus terrenos.
Uma ação imediata deflagrada
nesta sexta-feira, devendo se prolongar pelo sábado
e domingo, é a eutanásia nos 87 cães
que foram confirmados com a doença. Segundo a diretora
da Vigilância Sanitária, Janaína Leivas,
o processo de eutanásia segue todos os procedimentos
técnicos determinados pelos órgãos
responsáveis. O animal recebe um tranquilizante,
em um segundo momento é aplicado uma anestesia
geral e depois é injetado o componente químico
que acelera a morte do animal. Estão confirmados
três casos em seres humanos, que já estão
sendo tratados e em plena melhora dos indivíduos.
Janaína confirmou que existem ainda dois casos
de suspeita de infecção pelo protozoário
Leishmania chagasi. Os pacientes estão sendo acompanhados
de perto pela SMS.
O Prefeito Mariovane Weis participou
do encontro e manifestou sua preocupação.
O objetivo do decreto de emergência na saúde
é dar respaldo para que o Poder Executivo local
busque recursos extras para combater a leishmaniose visceral.
Weis indagou as integrantes do Ministério da Saúde
sobre os recursos que a União deverá repassar
ao município. A médica veterinária
Andreza Madeira, do Ministério da Saúde,
confirmou que além de recursos financeiros, o Governo
Federal vai encaminhar materiais de coleta de sangue e
equipamentos de trabalho de campo. A 10ª Coordenadoria
de Saúde de Alegrete está deslocando equipes
de Saúde para virem a São Borja, permitindo
agilidade e integrando os grupos de combate à epidemia.
Eutanásia de cães
infectados começa hoje
Uma ação conjunta entre
a Vigilância Sanitária da prefeitura de São
Borja e o Exército Brasileiro programou o início
ao procedimento de eutanásia dos animais infectados
para a tarde de hoje, sexta-feira (20/03). 87 cães
que já tiveram a infecção confirmada
por exames de sangue serão sacrificados em um hospital
de campanha instalado em uma área da 2º Regimento
de Cavalaria Mecanizada (2ºRCMec), e os cadáveres
serão enterrados nessa área militar. O procedimento
de eutanásia é o recomendado pela Comissão
Federal de Medicina Veterinária e deve iniciar
às 14:00. Segundo a diretora da Vigilância
Sanitária, Janaína Leivas, a equipe que
vai conduzir o procedimento é mista, envolvendo
servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS)
e militares da guarnição.
Moinhos de Vento
Prezados senhores (as)
Ao cumprimentá-los (as), gostaria de comunicar
que a primeira edição do livro Moinhos de
Vento - Histórias de um bairro de Porto Alegre,
lançada em outubro de 2008, se esgotou em janeiro
de 2009. Sendo assim, agradeço aos leitores e divulgadores
que contribuíram para o grande e rápido
sucesso da obra, pouco comum em trabalhos de caráter
histórico.
Como o livro foi lançado por órgão
público, ou seja, a Prefeitura de Porto Alegre,
seria necessário fazer uma licitação
para que houvesse uma segunda edição. Isto
faria com que Moinhos de Vento - Histórias de um
bairro de Porto Alegre só voltasse às livrarias
na metade do mês de maio.
Entretanto, a legislação permite que a impressão
de um livro seja totalmente financiada por uma empresa
privada.
Portanto, graças à gentileza da Goldzstein
Construtora, tenho o enorme prazer de informá-los
que a segunda edição de Moinhos de Vento
- Histórias de um bairro de Porto Alegre deve chegar
às livarias nos primeiros dias de abril.
Aproveito, também, a oportunidade para convidá-los
à assistir minha palestra sobre o livro e o bairro
Moinhos de Vento, que vai acontecer na segunda-feira (23/03)
no Café do Porto (Rua Padre Chagas, 293). O evento
deve iniciar por volta das 19h30.
Atenciosamente,
Carlos Augusto Bissón
Coleguinhas
* Lamento dizer mas a salinha J.C. Terlera,
na Assembléia Legislativa do Estado perdeu o propósito
para o qual foi criada. Virou meio que um depósito.
Já vi ali um titular de coluna diária sem
terminal para escrever enquanto os computadores eram ocuapdos
por outros colegas que sabidamente não escrevem
para jornais diários.
* Computadores da salinha J.C.Terlera
da ALEstado,onde trabalham jornalistas "frileiros"
são umas carroças. Dois andaram parados
dois ou três dias.
* Elmar Bones da Costa, o Bicudo, aposentou-se por idade(65
anos)" Bicudo" toca a Já Editores, no
Bonfa.
* ARI está pedindo as salas que o editor do site
Brasil Imprensa Livre ocupa no prédio da entidade.
* O jornalista Luis Osório, o Barão,do jornal
Krônica, durante anos ocupou uma sala no prédio
da ARI.
* Historiador Sérgio da Costa Franco é frequentador
do bar do " Beto Canbarinho" na rua Andrade
Neves.
* Na entrada do prédio da ARI uma surpresa: um
aviso de que há salas para alugar na entidade.
* Jornal Gazeta Regional,de S.Correa(RS)completa 4 anos
no dia 31/04 próximo.
Sua melhor coluna é Veramente Talian, do médico
Roberto Arroque, onde ele recupera as origens e a cultura
do município.
* Adriano Mazzarino anda pedindo as duas revistas do Barranco
editadas até agora. Chiquinho Tasca ficou de providenciar.
* Múcio Castro Filho, diretor de O Nacional de
P.Fundo,jantava dias atrás na churrascaria Barranco.
* Tarso de Castro,irmão de Múcio, também
frequentou o Barranco, em tempos idos. Mandava uma vodca
que só vendo.
* Já Editores fará uma blitz de venda do
livro sobre o Inter, do Kenny Braga ,neste fim de semana,quando
devem vir ao Beira-Rio cerca de mil cônsules do
Interior do Estado.
* Carmen Gamba comanda a fotografia do Jornal O SUL.
* O produtor cultural Mário Rozano reuniu-se com
o historiador Sérgio da Costa Franco. Projeto sobre
a história da cidade em vista, com certeza.
* Amigos do livreiro Ivo Almansa torcem pela sua saúde.
Eu X Eles - Coleguinhas

Fernando Goulart
Fernando rolou 10 metros pela escada
e salvou-se milagrosamente!
Fernando Antônio Lemos Goulart,nascido em Pelotas
em 05.10.1948 ainda está vivo por obra dos médicos
da Beneficência Portuguesa. Alguns anos atrás,
ele teve uma queda de uma escada em casa onde reside na
rua Jerônimo de Ornellas e partiu a cabeça.Levado
em estado mais morto que vivo, foi salvo pela dedicação
da equipe que o atendeu.
Hoje, Fernando, aposentado, passa o tempo num bar que
existe perto de sua casa. Ali entre conhecidos e amigos
passa suas horas de aposentado.
Conheci o colega na ZH em 1973 e era um dos repórteres
mais qualificados da equipe. Fernando tinha militância
política ligada ao então clandestino PCdoB
e por conta disto em 1977 acabou preso, junto com os primos,
Horácio e Luís .
O sonho do colega é comprar uma casa na praia do
Chuy e lá terminar seus dias.
Filho de João Torres Goulart e de Eglantina Lemos
Goulart,além da ZH, ele trabalhou no Estado de
S.Paulo(" Estadão)e na Folha da Tarde, onde
cobriu esporte.
Colorado fanático, era da turma do deputado federal
Ibsen Pinheiro(PMDB) e do deputado estadual Luis Fernando
Záchia(PMDB), que quando foi vereador levou-o a
trabalhar na assessoria de imprensa daquela casa. Por
lá se aposentou.
Foi casado com a colega Otília Riet com quem tem
um filho, que ele chama de " Sujo", jornalista
como os pais.
Atualmente está casado em segundas núpcias.
Quando trabalhava na ZH, nos anos 70, teve um acidente
de trânsito muito feio,quando regressava de Pelotas
para Porto Alegre onde fora fazer uma matéria.
Ficou tempo imobilizado no Hospital Cristo Redentor.
Só voltou a caminhar depois de muito fisioterapia.
A mim me colocou um apelido cruel: " sugismundo",
um personagem que a ditadura havia inventado para falar
mal na televisão de quem não tomava banho.
Felizmente o apelido não pegou. Mas ele o repetia
a toda hora...Teve brigas homéricas com o então
delegado de Polícia Pedro Seelig, no caso da morte
do filho adotivo deste, Pedro Arébalo, num acidente
ocorrindo dentro da área policial.
Eu X Eles - Coleguinhas

André Pereira
André Pereira foi o guru de Carlos
Wagner
O clássico "magro rural", no dizer do
saudoso João Baptista Aveline foi o colega André
Luis Simas Pereira, nascido em 13.03.1952, em Porto Alegre.
Embora seja da capital,André representou nos anos
70 o típico repórter preocupado com as questões
do campo, principalmente da reforma agrária com
os agricultores que no interior do Estado foram perdendo
suas terras por causa do plantio extensivo da soja.
Alguns colegas chegam a atribuir a influência que
André Pereira tinha sobre Carlos Wagner o motivo
que teria tornado este último o grande repórter
dos sem-terra durante muitos anos em ZH. Completava o
trio de repórteres especializados em assuntos de
campo Humberto Andreatta, o Betão, que faleceu
em 2008,vitimado por um enfarte.
André é filho de Mário Lopes Pereira
e de Cecília Simas Pereira.
Morou na rua São Francisco,446 e trabalhou,além
da Zero Hora, na editora Abril(Revista Veja) - de onde
ele se demitiu por não ter concordado com a reescrita
de uma reportagem sua que enviara a editora em S.Paulo.Andrétambém
fez parte de uma equipe de repórteres que trabalharam
no interior do Estado, mais precisamente no jornal O Interior,
em Carazinho, sob a liderança de Waldir Hech.Ganhador
de alguns prêmios ARI de Jornalismo, André
Pereira é há vários anos assessor
de imprensa do deputado estadual Adão Villaverde(PT).
André foi casado com a fotógrafa Jaqueline
Joner com quem teve o filho Pedro.
Nas horas de folga, gostava(e gosta) de bater uma bola
com os colegas e amigos.
Eu X Eles - Coleguinhas

Adão Oliveira
Não queira ter o Adão de
inimigo que o diga o Haroldo de Souza!
Nascido em Canguçu em 21.03.1949( estará
de aniversário este final de semana) Adão
Osmar dos Santos Oliveira, atual colunista do Jornal do
Comércio e comentarista político da Band
AM além de titular de um site
é do típo de pessoa que gosta de dar uma
ovelha pra não entrar numa briga mas de dar 10
pra não sair dela.Que o diga o radialista e atual
vereador Haroldo de Souza(PMDB) que em 1982, por desavenças
como Adão Oliveira- na época coordenador
de esportes da Gaúcha - foi tirado da escala de
narradores da rádio Gaúcha para cobrir o
Mundialito, em Montevideo.
Adão marcou tanto Haroldo na paleta que alguns
anos depois deu um pau no coleguinha na sua coluna do
JC porque na noite anterior Haroldo de Souza, narrando
um jogo no estádio Olímpico foi interrompido
de Brasília pelo correpondente da emissora que
queria transmitir a notícia da morte do deputado
federal Luís Eduardo Magalhães(PFL), em
circunstâncias não esperadas, de um enfarte.
Haroldo interrompeu meio que abruptamente o colega de
Brasília e dias depois levou um pau na coluna do
JC do Adão.
Adão é filho de Marcelino Coutinho de Oliveira.
Já residiu na Rua Marechal Mesquita, 244. Trabalhou
na Rádio e TV Gaúcha, mas nunca trabalhou
em Zero Hora.
Foi casado com Marta(27.05.1947) e com ela tem os filhos
Janaína(27.08.1976) e Marcelo( 29.12.1979).
Agora está casado em segundas núpcias.
Adão nos finais de semana vai para a Serra gaúcha,
mais precisamente Canela, onde tem uma casa perto do Hotel
Laje de Pedra.Seus colegas mais chegados são Felipe
Vieira, Nikão Duarte, José Luis Monteiro
Fuscaldo.
Quando foi inaugurado o trem metropolitano, em 1984, ele
veio de Brasília especialmente para coordenar a
assessoria da estatal,encarregado pelo ministro Cloraldino
Severo pra a missão. E saiu-se bem.
Trabalhou ainda com o governador Amaral de Souza. De tão
amigo que foi do jogador Falcão, do Inter,quando
este se mudou para Roma, para jogar lá,Adão
trabalhava no Palácio Piratini, mas conseguiu com
seu chefe,Roberto Eduardo Xavier, o Bodoque, 15 dias de
folga para ir visitar o amigo em Roma.É Adão
é assim: é oito,ou oitenta!
Coleguinhas
* O prefeito de S.Gabriel, Rossano Gonçalves,
dia 17/03, foi comemorar no Barranco sua absolvição
durante a tarde no TRE.
* FM Cultura vai comemorar 20 anos no dia 20/03.
*Publicidade da Assembléia Legislativa para este
ano está demorando a se definir. Já estamos
no terceiro mês do ano.Há rumores de que
propaganda do poder legislativo em sites estaria complicada.
Ué, porque? Sites não são veículos
de comunicação? que requerem profissionais
tão sérios como nas rádios, tevês
e jornais?
* Revista Carta Capital dá um " furo"
na edição desta semana informando que o
bispo Edir Macedo está doente. E não é
pouca coisa. Dono da Record e dirigente máximo
da IURD, talvez seja a pessoa que mais poder concentra
no país,depois de Roberto Marinho, na área
das comunicações.
O Nacional, jornal
tradicional de P.Fundo

Mucio de Castro, pai de tarso
Múcio de Castro, nascido em 8/6/1915
foi o fundador do Jornal O Nacional,de P.Fundo, que é
quase um porta-voz da região.
Múcio,além de jornalista, foi deputado estadual
pelo antigo Partido Trabalhista Brasileiro.(PTB).
Pai de Tarso de Castro, o filho mais velho que se tornou
uma lenda do jornalismo brasileiro por ter fundado o Pasquim,em
1969, Múcio passou o jornal O Nacional para o filho,
Múcio de Castro Filho.
Uma das filhas de Múcio é casada com outro
jornalista,Idalino Tasca,de Barra Funda,hoje município,
mas antigamente um distrito de Sarandi.
Assim que os jornalistas da região em encontram
no O Nacional.
Na mesa do Barranco
Nestes 40 anos de Barranco, muitos episódios
e negócios foram decididos na mesa da famosa churrascaria
da Protásio.
Por exemplo, Júlio Pacheco lembra que foi durante
um almoço naquela casa que ele lançou o
cronista Paulo Santana na mídia pra fazer um comercial
dos televisores Colorado RQ.
Foi assim:
O presidente da empresa que produzia os televisores Colorado
RQ, ainda em preto e branco, veio ao Sul porque aqui as
venda não iam bem.
Foram almoçar no Barranco e Júlio convenceu
o empresário a substituir o cantor Teixeirinha
( muito popular naqueles anos 70 com seu programa Teixeirinha
amanhece cantando, como se fosse um Gugu Streit, da Farroupilha,
hoje ) pelo cronista que começava a se tornar popular.
O empresário topou e no domingo do Grenal, Santana
realmente entrou no estádio Olímpico portando
uma camiseta com a marca daqueles televisores.
Antes passara a semana dizendo no Sala de Redação
que entraria no grenal com a camiseta do Colorado.É
claro que o grande público pensou que seria a camiseta
do Inter, era do televisor.
Júlio Pacheco lembra que Pelé também
participou do comercial.
Barranco 40 anos!
* Um diretor da casa não entende como existe na
praça um boato de que a casa estaria quebrada,devendo
impostos.
*Abadia, o André, o guarda-carros que trabalhava
em volta do Barranco, agora está apenas durante
o dia.
* O Barranco nunca quis colocar fotos de ninguém
na parede. Se contenta um desagrada dois.
Memória
da Imprensa
Benito Giusti, hoje morando nas cercanias
do Parcão,está gozando de sua aposentadoria
mas houve tempo que deu muito duro. Quando era diretor
da Folha da Tarde - ele deu uma informação
que acabou o complicando com o III Exército.Eram
anos ainda da " redentora". Benito foi chamado
do III Exército para prestar esclarecimentos sobre
aquilo que tinha escrito mas sua surpresa maior foi no
dia seguinte ver publicada no jornal concorrente, a Zero
Hora, na página 3, uma nota na coluna assinada
por Carlos Coelho(Informe Especial)-falecido- que dizia
mais ou menos o seguinte: agora que estamos em início
de uma abertura política, vem um jornalista provocar
os militares".
No III Exército, o General Álvaro Alves
da Silva Braga (falecido) recebeu Benito e o tranquilizou:
entendeu que era missão do jornalista dar a informação.
Dica saiu da prefa,subiu
a Uruguai pra terminar a briga com o marido

Celso Augusto Schroder
O jornalista e professor da Famecos,
Celso Augusto Schröder era presidente do Sindicato
dos Jornalistas do RS ( foi durante duas gestões)
e estava numa reunião tensa de diretora.
Sua esposa, também jornalista, a Dica Sitoni, trabalhava
na assessoria de imprensa da Prefeitura de Porto Alegre.
Telefonou pro marido e os dois começaram uma discussão.
Dica, que é mulher de faca na bota, desligou o
telefone, saiu pela porta da prefeitura e subiu a rua
Uruguai, atravessando algumas poucas quadras. Chegou 10
minutos depois,entrou na sede do sindicato localizado
na rua da Praia e pediu pra falar com o marido. Informaram
que ele estava reunido.
Ele interrompeu a reunião,puxou o marido para uma
sala contígua e "terminaram a briga"
numa saleta.
Hoje, Celso Augusto Schröder ocupa a Superintendência
de Comunicação Social da Assembléia
Legislativa do Estado.Dica Sitoni trabalhou na gestão
passada como assessoria de imprensa do prefeito Ary Banazzi,
em S.Leopoldo(RS).
De primeira
Os chamados deputados estaduais "albergueiros"
estã tendo seu julgamento pelo TSE adiado. O do
deputado Giovani Cherini(PDT) foi marcado para a próxima
terça-feira,dia 24/03.
Coleguinhas

Mauro Santos de Mattos
O fotógrado de Antônio Britto
só desconfiou que o chefe perderia a eleição
na véspera.
Mauro Santos de Mattos foi o fotógrafo do governador
Antônio Britto Filho em 1998,quando este tentou
reeleger-se governador do Estado. Mauro só desconfiou
de que Birtto perderia a eleição poucos
dias antes,quando foram fazer uma "arrastão"
da campanha em Viamão e ouviu da boca do governador
licenciado - era assim que Britto exigia que seus assessores
o chamassem - a fatídicafrase:"acho que ainda
tenho chances".
" Se ele acha que anda tem chances é porque
considera a eleição perdida",raciocinou
Mauro, que não queria saber da notícia.Olívio
Dutra, oponente de Britto elegeu-se governador com o apoio
do pDT. Coisas da política.
Como fomos colegas naquela campanha, desafiei Mauro Mattos
prum jantar no Riverside´s: se houvesse segundo
turno, ele pagaria o jantar, se não houvesse, eu
pagaria. Foi-se pro segundo turno e ainda o candidato
para o qual Mauro trabalhava perdeu a eleição.
Poucos dias depois abriu a Feira do Livro de Porto Alegre.Encontrei
o Mauro lá, puto da vida.
- Não te pago a janta e não falo contigo,desabafou.
Mauro entrou depois para o Jornal O SUL e atualmente está
aposentado,até onde sei. Ele nasceu em Porto Alegre,filho
de Ademar Estácio de Mattos e Maria Nina S.Mattos.
Trabalhou no Correio do Povo, na Objetiva Press, na Zero
Hora(onde fomos colegas) e no Palácio Piratini.
Mauro foi casado com Rosa Maria( 23.12.1952) e tem os
filhos Alexandre( 07.05.1975) e a filha Tatiana( 10.07.1977).
Coleguinhas

Lucia Fontanivi
A Lúcia levou um gancho do Bastos
por ter colocado a imagem do Brizola onde ele aparecia
ao lado do líder.
Maria Lúcia Furtado Fontanive nasceu em Porto Alegre
no dia 31.05.1957,filha de Maria Apparecida Furtado Fontanive
e de Bentito Fontanive.
Formou-se em Jornalismo pela Fabico(UFRGS).
Trabalhou de repórter na ZH e foi editora da TV
Gaúcha,atual RBS TV.
Uma vez,quando era editora do Jornal da Globo, na parte
regional, ela colocou no ar uma visita que Leonel Brizola
fez a emissora e foi recebido pelo diretor Carlos Bastos.
Bastos no dia seguinte deu-lhe um gancho: ela colocara
no ar uma imagem do Brizola onde ele aparecia recepcionando
o líder trabalhista.
Depois de alguns anos tocando uma empresa de assessoria
de imprensa, Maria Lúcia Furtado Fontanive voltou
ao batente das redações: está na
TV Record,canal dois, levada para lá por Marcos
Martinelli. Os dois haviam sido colegas na RBS TV.Lúcia
foi casada com Roberto Andrade,o Beto, com quem tem um
filho.
Reside,ou residiu na rua Corte Real,523/13.
Coleguinhas
* Presidente do Sindicato dos Jornalistas,
José Nunes, opina que a faculdade de Jornalismo
da FEEVALE é uma das melhores que tem por aí...
* Ataídes Miranda está de férias
na rádio Guaíba....
* Mesmo tendo assumido a Superintendência de Comunicação
da Assembléia Legislativa do Estado, Celso Augusto
Schröder continua dando aulas na PUC(Famecos).
Histórias
do Barranco
* Na madrugada de 17 de março
de 2008, uma quadrilha de assaltantes invadiu a churrascaria
Barranco.Era já madrugada de segunda-feira. Estavam
no Barranco, o filho do dono, Junior, mais alguns fregueses
entre eles Caio Araujo Ribeiro, o advogado Luis Fernando
de Araujo Elhers, o " Lulu",entre outros.
Os assaltantes pelaram todo mundo. " Lulu" já
tinha tomado uns tragos,principalmente champagne, que
é o que ele bebe, e reagiu com o bandido que lhe
deu um coronhaço e um tapa no rosto.
Os amigos de Lulu espalharam depois que ele teria pedido
areglo com o bandido:
- O meu, vamos tomar uma champagne antes!
*Desta história sou protagonista.
Num final de ano da primeira metade dos anos dois mil,
saí na véspera de um feriadão de
Ano Novo pra caminhar. Eu morava na Rua Perpétua
Teles,55/203.
Quando cruzo a Perpétua e me encaminho em direção
a Jaime Telles, onde se localiza os fundos da churrascaria
Barranco, vi um papel no chão. Agachei-me instintivamente
e o juntei.
Logo,logo não dei muito bola. Botei no bolso e
fui fazer minha caminhada. Na volta, olhei aquele rascunho
com muito nomes de jogadores do Internacional,
tinhaaté o celular do atacante Viola, no rascunho.
E desenhado um mapa de um campo de futebol, com todos
os nomes que o Internacional de Porto Alegre estava,ou
queria, querendo contratar.
Vi logo que se tratava de um bilhete indiscreto, que continha
muita informação.
Guardei-o e pensei em levá-lo ao Hiltor Mombach,
colunista de esporte do Correinho.
Passou-se o feriadão e no primeiro dia útil
fui na Rua da Praia. Lá encontrei o colega Fernando
Albrecht,que praticamente me tirou o rascunho da manhã.
Deu na sua coluna, tudo o que estava ali não foi
desmentido. Até o celular do atacante Viola era
legítimo.
O Jornal do Comércio chamou o episódio de
" Dossiê Barranco" fez várias matérias
mas oficialmente o Inter nunca assumiu nada.
Nem confirmou,nem desmentiu.
Até hoje não adianta contar a história,como
ela realmente aconteceu. Os caras não acreditam.
Acham que algum garção achou o rascaunho
dentro do Barranco e me passou. Não é verdade,
eu vi o papel no chão o e juntei. Se fosse um bilhete,
teria ganho na loteria.
* Uma boa história contada por um garção
de lá, o Sadi, é o que ocorreu com uma turma
que foi jantar lá num sábado de noite. Comeram
e deixaram um bebê de poucos meses dormindo embaixo
da mesa.Pagaram a conta e foram embora.
Quando os garçãos foram fazer a limpeza
viram aquele moisés ali. Ficaram apavorados. De
quem seria a criança?
Empoucos minutos chegou um pai e uma mãe em pânico
atrás do filho.
* O dono Santo Tasca, do Barranco, uma vez notou que Dirceu
Sperotto estava demorando muito a sair do banheiro.
Foi lá conferir e não deu outra: estava
a mil com uma cantora de nome nacional.
O ´Ti-ti-ti´
das cantoras do rádio

da esq p/ dir; Elllen de Lima e Carmelia Alves, duas das
cantoras da noite
Um repórter tem que ter sorte.
Quem não precisa desta bruxa!
Pois sexta-feira última,dia 13/03( era dia de sorte,
não de azar, e havia uma linda lua cheia no céu)fui
ver o filme as cantoras do rádio,no Santander.
Quando o filme estava indo pro final,sentaram do meu lado
duas senhoras, que pelo linguajar entra elas notei logo
tratarem de cariocas,ou que moravam no Rio de Janeiro.
Me caiu a ficha: eram Carmélia Alves e Ellen de
Lima, que depois do final participaram de um bate-papo
com o diretor do filme e outro convidado.
Só que as duas fofoquearam pra cacete nos dez minutos
finais do filme revelando bastidores dos personagesm que
iam desfilando na tela.
Não vou contar aqui por respeito às duas
cantoras. Mas um comentário que a Carmélia
Alves, a mais ferina das duas,fez eu concordo: a Marlene
só fala dela mesma....
Pra ver como fofoca não é coisa de idade....
Coleguinhas
* Manhã de segunda,ontem,dia
16/03, Rogério Mendelski e Rui Strelow recordaram
fatos acontecidos outrora na rádio Guaíba.
Como o dia que Paul Muriah esteve dando entrevista pro
falecido Osmar Meletti, do programa Discorama, e depois
Meletti pediu pra ele tocar uma música no piano
que havia no estúdio." Quando ele sentou no
teclado saltaram remédios de dentro do paino que
um colega nosso guardava" lembrou Strelow.
* Hoje este piano foi levado para a TV2,
TV Record.
*Cesar ¨Tasca, Felipe(dono do Metropolis) o garção
Queijinho(Daniel) reuniram-se no domingo de noite no restaurante
Metropolis, na praça João Antônio,ao
lado do estádio Olímpico. E dê-lhe
cerveja e carreteiro.
* Neste bar, um sábado à tarde, um coleguinha
tomou várias jarras de vinho. Na hora de pagar
a conta queria pagar o que ele queria pagar. O dono, o
Felipe, entessou. Ou paga tudo, ou nad.a
Foi um garção e o radialista- muito conhecido,
por sinal - pra segunda DP. O garção voltou
de lá com a grana. Chinelagem pura, como se diz...
*Cesar Tasca, do Agápio Lanches, na José
de Alencar, virou anunciante da Folha do Porto, da Sayonara
e do Bertrand Kolecza.
Este jornal está tomando conta do público
que um dia foi do OI Menino Deus.
É o único jornal que não aceita anúncios
de órgãos do governo.
* Por enquanto, nenhum jornal da ARI....Só papo.
*O que um dia foi visto com desprezo - a venda de livros
porta a porta, como as vendedoras de Avon, ou da Natura,
de Curitiba,- está sendo apontada por estudiosos
como o futuro da venda de livros. Como diz aquele ditado
antigo, longos dias têm cem anos.
Bastidores dos
bares de Porto Alegre
Recebo do advogado,ex-garção
do Barranco e empresário,César Tasca, sobre
os 40 anos da churrasquaria da av. Protásio que
faz niver no dia 11 de abril vindouro.
O Barranco nasceu de um lance de sorte do seu fundador,que
ganhou duas vezes seguidas no Jogo do Bicho.
" Carta a Santo Tasca
Há vários anos que deves repousar em paz.Foi
nos idos dos anos 50 do século passado, que deixastes
a Linha Agusso, para vires a Porto Alegre trabalhar, junto
com uma mulher poderosa, a Tia Elza.
De pronto comprastes o Bar Azul, que o transformaria em
restaurante e churrascaria, o " La Churrasquita".
Para tal operação, usando tua sagacidade
pusestes dois cardápios: um, com preços
elevados, para os habitués do trguinho,cachacinha
com bitter, e o outro com preços normais, para
os clientes que formariam um dos melhores restaurantes
da época.Em pouco tempo, só os clientes
do segundo cardápio seriam os frequentadores da
casa. Também, com a Tia Elza comandando a cozinha!
Em 1969, com o Osvaldo e o Tio Albino, fundastes o Barranco,
que agora completa 40 anos e esta é a razão
destas linhas.Na mesma época o Beira-Rio era inaugurado,
e segundo tu contavas, um galo, veio daquele estádio
e se assentou no sobrado da casa e cantou. Se veio,realmente
doBeira - Rio não há testemunhas, mas ninguém
contestou a história,até agora. O fato é
que o gala cantou e isto foi tomado como um sinal de augúrio
para a casa, bons ventos soprariam ali, como até
hoje.
Reza a lenda que um bom negócio, o elemento sorte
é fundamental. E isto tu tivestes. Estavas abastecendo
teu carro, quando o motorista do carro que abastecia primeiro
deixou cair 300 cruzeiros. Não me lembro a moeda
de então, mas pegastes o dinheiro e saístes
atrás do carro para devolver aquilo que não
lhe pertencia.
Não conseguindo encontrar mais o motorista, fostes
entregar o dinheiro para o Pão dos Pobres. o padre
queria dar um recibo da doação, mas alegastes
que como o dinheiro não era seu, não era
necessário. Ante a insistência, pegastes
o recibo e porque não, jogastes no bicho. Pegastes
de prêmio 3.000,00 cruzeiros e com este valor comprastes
um Opala Comodoro, lembro que saiu por uns 7.000,00 cruzeiros.
A sorte não parou aí. Com o número
da placa do Opala, apostantes no bicho novamente e não
precisa nem contar o resto da história.. Tanta
sorte que o investimento feito no Barranco foi recuperado
em menos de dois meses. Quem consegue isso?
Dizem que tinhas mais de 300 afilhados. Não sei
quiantos, mas quase todo dia aparecia alguém para
ser socorrido.
E isto era impressionante: todos que precisassem ,tu ajudastes,
de alguma ou de outra forma. Até meu pai que faliu
duas vezes,encontrou em ti o guarda-chuva. Na última
falência contam que meu pai na pequena cidade onde
morava, só não devia para o vigário
da paróquia, mas já estava pensando em lhe
fazer uma visita.
Trouxestes mais dois irmãos teus para a sociedade,
o tio Ernesto e o tio Vicente.Saindo o Osvaldo do trio
original.
Tinhas uma peculariedade. Se gostavas de alguém,
tiravas até o sapato para esta pessoa, mas senão
cruzavas com a cara da pessoa, sai de baixo. Neste ponto,devo
dizer quenós não nos cruzávamos as
caras, mas nos quinze anos que trabalhei contigo,sempre
houve respeito e quando precisei,bem, eu era parente também,nunca
tive não como resposta.
Eram quatro irmãos trabalhando junto com personalidades
um tanto distintas e enquanto estavas vivo, a unidade
foi mantida.
Lembro que o sonho da Tia Elza era fazer uma viagem "
volta ao mundo". Mas preferias as férias em
Novia do Mar ou as visitas em Sarandi,saudades da origem.
Agora, a casa que tu criastes e foi tua cara até
morreres, completa 40 anos,e parece que nem teus filhos
vão lá comemorar. Mas não esquenta,
por aquelas árvores contam que muitos fantasmas
andam por lá desde que ali era um quartel-general
na Guerra dos Farrapos. Talvez algum velho frequentador
dos que ainda vivem te veja por ali olhando atentamente
debaixo daqueles óculos de lente grossa.
No mais, deves descansar em paz, que dono de restaurante,
normalmente é assim que consegue um pouco de sossego".
Nota do editor:
O acima me faz lembrar um ditado que existe lá
na minha terra:
" qui sparanha, gata manha"( quem pouca, o gato
come...)
Evento na Fiergs
dá continuidade a ciclo de palestras de Mendes
Ribeiro Filho

Mendes em evento promovido na Fiergs em 2007, com o presidente
da entidade, Paulo Tigre
Em março, Mendes retomou sua agenda
com força, onde apresenta palestra sobre os trabalhos
na Comissão de Orçamento (CMO), entre as
quais, a que está programada na Fiergs na próxima
terça-feira (17/03), às 18hs na sede da
entidade, em Porto Alegre. O parlamentar já programou
visitas ao Interior gaúcho, bem como em Brasília,
onde marcou presença nos Ministérios do
Esporte, Planejamento, Turismo, Secretaria Nacional de
Segurança Pública, FNDE e ainda, com a ministra
Dilma Roussef, ao qual defendeu pleitos do Estado. Também
em evento promovido em Canoas, na manhã desta segunda-feira
(16/03), o peemedebista proferiu palestra às lideranças
do muncípio, com a participação do
prefeito da Cidade, Jairo Jorge. Em sua apresentação,
o peemedebista discorreu sobre a questão do Orçamento
da União, o panorama político e os investimentos
a serem realizados na Região Metropolitana, como
o Trensurb.
A ( triste) história
dos quatro irmãos fundadores do Barranco!

Vicente e Santo Tasca - Fundadores do Barranco
No dia 11 de abril deste ano, o bar e
churrascaria Barranco completa 40 anos com o mesmo clima
descontraído de quando foi fundado.Pelo menos assim
o dizem os que o conheceram desde o começo.
Não acontecerão festas - uma festa para
um evento deste quilate estaria orçada em 200 mil
reais - e os atuais donos do Barranco - localizado na
av. Protásio Alves,1578 - optaram por comemorar
a data de forma simples, dando de brinde um botão
comemorativo da data e mais uma edição da
revista do Barranco(será a terceira).
A historiografia oficial não fala muito disto,
mas a história do Barranco é também
a história triste de quatro irmãos que no
final não se entenderam entre eles.Não fizeram
sucessores, a não ser um deles, o Vicente. Os demais
preferiram vender suas ações para um funcionário
que galgou posições na casa,até tornar-se
o principal acionista. Falo de Elson Furini.
Como costuma acontecer com sociedades entre familiares,houve
muitas desavenças no final.Acusações
de parte a parte,muitas queixas de que viúvas de
ex-donos no final da vida não tinham recursos nem
para comprar remédios para tratar de suas doenças.
Pelo menos é o que conta um dos sobrinhos dos fundadores,
César Tasca, que foi garção da churrascaria
durante muito anos.Hoje César Tasca é dono
de uma casa de lanches, na av. José de Alencar.
Dos quatro irmãos fundadores do Barranco - Santo,
Albino, Vicente e Ernesto - apenas Vicente, pai de Ilmar
José Tasca( O Chiquinho) que tem 30% da sociedade,continua
vivo. Está com 86 anos e ainda comparece quase
que diariamente à churrascaria.
Santo, o pioneiro
Segundo os dois ex-garçãos do Barranco ,
Felipe, hoje dono de um restaurante na Praça Antônio
João, no bairro Azenha, o Metrópolis e César
Tasca, o fundador do Barranco foi Santo Tasca, que não
era marinheiro de primeira viagem.
" Ele estava procurando um local pra botar um bar
ao ar livre, porque uma churrascaria com ambiente fechado
ele já tinha, já que era o dono da Churrasquita,
no centro da cidade, na rua Riachuelo" diz César.Tanto
é verdae]de que a idéia dos fundadoresera
de que fosse um bar que no nome consta Bar e Churrascaria
Barranco. Ninguém diz isto, mas os donos queriam
que fosse apenas bar, de petiscos e chopp. Churrascaria
eles já tinham, a Churrasquita. Mas o povo quis
o churrasco e a casa virou no que virou.
Um dia, como conta a lenda, Santo teria ido a uma festa
e na descida da avenida Protásio Alves - quando
se podia estacionar dos dois lados porque não havia
corredor de ônibus - viu uma placa de aluga-se no
meio daquelas árvores quase centenárias.
No local funcionava uma escola maternal. Luís Fernando
Verissimo na revista do Barranco número 1, diz
que " nossa filha Fernanda estudou no Jardim da Infância
que havia no casarão original e não foram
poucas às vezes que fui levá-la ou buscá-la".
Felipe, que acompanhava Santo Tasca, diz que a relação
dos moradores da região com o Barranco foi imediata."
Não houve um período de pouca freqüência.
Nos primeiros dias de abril,quando abriram a casa, começaram
a vender chopp que foi uma loucura. Fez um calorzinho
naquele abril de 1969 e desde então isto parece
que tem um sapo enterrado debaixo daquelas árvores,
tá sempre cheio" relembra Felipe, que saiu
da casa, depois que o fundador, Santo Tasca, se retirou.
Fantasmas no sótão
Evidente que muitas histórias os garçãos
ou ex-garçãos tem para contar pois em 40
anos de vida, muitos fatos sucederam. " Quando o
Barranco foi aberto, em 1969, uma mulher que botasse os
pés lá era vista como uma puta" conta
um morador da Corte Real, em Petrópolis,que viu
os primeiros dias da nova churrascaria pra caracterizar
o quanto a casa mudou e quanto os costumes mudaram em
40 anos.
Uma noite, conta ainda a lenda do Barranco,havia rumores
de que eram vistos fantasmas na parte superior da casa.E
lá pelas 11 da noite, um garção que
já dormia para no dia seguinte acordar cedo,teria
visto um destes fantasmas circulando pelo sótão.
Desceu a escadaria e atravessou todo o salão correndo
só de cuecas. Foi parar em plena avenida Protásio
Alves. Depois foi pra casa dormir, porque morava em Alvorada.
Não era uma festa
mas um velório
Outra história das mais lembradas entre os garçãos
mais antigos diz respeito a uma célebre noite depois
do expediente que três garçãos - Palhinha,
Jorge Sadi de Oliveira, o Sadi, e o Borges estavam combinados
de participar de uma festa no Morro Santana.
Quando terminou o expediente, lá se foram eles
no " navio negreiro", o ônibus que serve
a linha do Morro Santana.
Chegaram lá na casa indicada pelo Borges lá
pelas 4 da manhã.Botaram o pé na porta equando
viram, havia um " presunto" sendo velado dentro
da sala e algumas poucas pessoas velando o cadáver.Não
era uma festa que eles foram, era um velório, brinca
até hoje o colega Felipe, relembrando o episódio.
Argentinos fugões
Clientes fugões são comuns numa casa com
tanta freqüência." Uma noite dois argentinos
comeram a noite toda e beberam. Na hora de pagar, fugiram.
Eu me pendurei no carro dos dois e na descida da Protásio,
quando eles tiveram que parar o carro na sinaleira com
a Lucas, desci do carro e cobrei a conta. Fiz eles pagarem
a conta,senão chamava os brigadianos" lembra
Felipe,
Uma outra noite, dois outros clientes fugiram sem pagara
conta pela Amélia Teles e o garção
Sadi correu atrás do carro até a avenida
Nilópolis, mas não conseguiu pegá-los.
Uma noite,houve também um mal-entendido. Um dos
supostos fujões sem pagar conta, estava vestido
meio maltrapilho numa das ruas lindeiras do Brranco, dois
ou três garçãos o pegaram achando
que era ele que havia jantado e depois sumido. Deram um
pau no cara. Só que o sujeito não tinha
comido na casa e era filho de um general.Os donos tiveram
que pessoalmente pedir desculpas ao rapaz e ao pai dele.
O Barranco é feito assim, de muitas histórias.De
gente que casou lá dentro, se separou lá
dentro, casou de novo lá dentro.
Houve uma época que era o local da cassação
de Portinho. Tanto que Continental, uma rádio tri
descontraída nos anos 70, costumava dizer sutilmente
em seus bordões:
- Na Porto Alegre, dos maridos em férias....tantos
graus.
Só faltava dizer, que estão todos no Barranco.
Hoje não, hoje o público feminino frequenta
a casa pari passo com o masculino.
É uma casa que não é mais acessível
a qualquer bolso, como o foi no passado.
O segredo do Barranco?
Olha, acho que eu sei o segredo da casa : na noite do
sábado de carnaval passado,dia 21/02, fui lá
jantar com familiares. Um dos garçãos ainda
brincou: hoje em Porto Alegre, só estão
abertos a rodoviária, o HPS e o Barranco.
No dia seguinte,domingo,dia 22, lá pelas 9 horas,
estava na frente da churrascaria esperando uma carona.Iria
pro interior. Quem vejo descendo do ônibus na parada
Eça de Queiros,da Protásio? o garção
mais antigo da casa, Antônio Carlos Vieira, o "Xumbinho".Mas
não era o primeiro a chegar.
As funcionárias da limpeza já haviam feito
a faxina. Ao meio-dia o Barranco atenderia a escassa cliente
que estava em Porto Alegre,
Quem estava aberto em Porto Alegre no domingo de carnaval?
O HPS, a rodoviária e o Barranco.
Coleguinhas

José Antonio Zulian
Os repórteres motoqueiros
Conheci dois coleguinhas que eram motoqueiros.Marcelo
Rech, hoje diretor-geral de Produto da RBS e José
Antônio Zulian, que depois de trabalhar em redações,
andou assessorando alguns políticos.
José Antônio Zulian nasceu em Lages,Santa
Catarina em 15.06.1953,filho de José Antônio
Zulian e de Maria Francisca Delfes Zulian.Residiu uma
época na avenida José de Alencar,509.
Nos anos 70, na ZH tinha como companheira, a colega de
redação Cristina Blauth, filha de um general.
Uma das reportagens que teve maior destaque de José
Antônio foi uma matéria que ele fez,saindo
de Porto Alegre e indo até o Mato Grosso
mostrando os diferentes paisagens humanas e geográficas.
Não tenho certeza, mas acho que ele ganhou um prêmio
ARI com a reportagem.
Marcelo Rech iniciou sua profissão de repórter
na Empresa Brasileira de Notícias, a EBN . Filho
de um general,foi levado para a redação
da ZH, nos anos 80, pela editora Núbia Silveira
para ser repórter especial.
Fez uma ascenção vertiginiosa na empresa.
Chegou a editor-chefe e no ano passado passou o bastão
para o colega Ricardinho Stefanelli.
Marcelo também fora um repórter motoqueiro.
No ano de 1991 ganhou o primeiro lugar no Prêmio
ARI de Jornalismo pela ZH com a matéria Guerra
no Golfo" e em 1992 também conquistou o primeiro
lugar no Prêmio ARI de Jornalismo com a reportagem
" Operação Uruguai" também
publicada em ZH.
Coleguinhas
* O apresentador do programa "
Motivos de Campo" da rádio da UFRGS que antecede,aos
sábados, o " Conversa de Jornalista"
transmitido do barzinho da ARI esteve no local no sábado
14/03.
* Elmar Bones da Costa, o Bicudo, ficou impressionado
com o que chamou de solidão da Yeda da quarta-feira,11/03,
na Federasul.Era pra bombar, e segundo " Bicudo"
diretor da JA Editores, não bombou.
Coleguinhas
* Coleguinha Ségio Becker poderá
se incomodar com a carta que mandou pro recente número
do Jornal da Noite. Intitulada Boca Livre,ele fala assuntos
sobre os quais não tem domínio. Só
não vou abrir um processo contra ele porque o Becker
foi o copy que me ensinou a escrever na redação
da ZH em 1973, quando nós entramos no Jornalismo
não por vocação mas porque queríamos
fazer a revolução,ou seja, dar pau nos milicos.
*Na fila do lançamento do Livro
do poeta Luís de Miranda, na noite do dia 11/03,
Clóvis Malta e Olyr Zavaschi.Foram prestigiar quem
tanto colabora com o Almanaque da ZH. Aliás ali
são divulgadas muitas poesias do Luis de Miranda
e livros do Sérgio da Costa Franco. Eu,particularmente,
não posso me queixar porque sempre que lancei um
livro, o Zavaschi publicou seu lançamento.
* Quando Antônio Goulart fazia
o Almanaque da ZH,seguidamente era procurado por leitores
que queriam saber quanto e le cobrava pra publicar um
poema deles ali. Não cobrava nada, por supuesto.
Eu x Eles - Coleguinhas

Ise Mara Silveira
A beleza estonteante que deu rebu na
redação!
Em carta que recebi da colega Heloiza G. Hercovitz no
ano passado, ela mencionsa um personagem da redação
da Zh dos anos 70." O Vladimir já estava casado
com outra, não sei se era aquela mulata linda da
ZH que era casada com alguém da editoria de Esporte
ou se com a japonesa que tinha sido namorada do (Eduardo
)San Martin".
Sem querer,ou querendo, a colega acabou relembrando um
episódio que nos anos 70 mexeu com a redação
do jornal onde estes personagens trabalhavam.
Ise Mara Silveira - mulata linda da ZH - que a colega
Heloiza relembra esteve casada com o colega José
Manosso. Os dois até moraram um tempo na França,
Paris, se não estou enganado.
Depois Ise Mara se separou do José Manosso e começou
a namorar outro colega de redação, o Vladimir
Ungaretti, ou o " Canasvieiras", que era subchefe
dereportagem.
Foi aquele rebu.
Os chefes tomaram partido, num assunto que só deveria
dizer aos três.
Vladimir como uma espécie de represália,foi
remanejado para trabalhar de madrugada no jornal. A ele
cabia uma tarefa, completamente distante do dia-a-da da
redação.
Vladimir e Ise foram morar em Viamão, num sítio
que o Ungaretti tinha.
E vindo ou voltando do trabalho,acidentou-se no carro
ou na moto que andava.
Pronto, virou vítima.
Quando começou a trabalhar na ZH,Ise Mara Silveira
morava na av. Ipiranga,4740/356/bloco 3. Filha de Astrogildo
Silveira e de Anita Scôtto Silveira, ela nasceu
em Porto Alegre em março de 1949.Entrou pra ZH,
como repórter.
Sua mãe,Anita, era funcionária pública.Ise
Mara se formou na Fabico, da UFRGS.
Além da editoria de Economia de ZH, Ise Mara Silveira
também trabalhou na Intermédio, do Isnar
Ruas, em assessoria de imprensa. Anos depois teve sua
própria assessoria. Hoje está aposentada.
Aborto, um assunto
complexo!
Não entendi ainda porque o aborto
não foi legalizadono Brasil - será que é
mesmo porque a Igreja Católica é contra,
ou é porque sendo feito às escondidas dá
um grande lucro pra muita gente e pra muitas clínicas
que o praticam sob o manto da impunidade?- Legalizado,
caberá às autoridades de saúde pública
assumirem os encargos das mulheres que não podem
pagar um aborto, ou interrupção da gravidez(deseja
ou indesejada). Aliás, eu particularmente não
acho que existe gravidez indesejada, a não ser
em caso de estupro. Rompimento de camisinha, é
gravidez deseja, a mulher foi transar sabia do risco que
corria.
Mas,enfim, muitas mulheres pensam diferente.
" Estão fechando as clínicas(de aborto)
todos os dias uma mulher aparece pedindo o endereço
de uma clínica. O (hospital) Fêmina) do grupo
hospitalar Conceição só o faz com
autorização do juiz. As grávidas
geralmente têm entre 12 e 13 anos" desabafou
uma representante de uma ONG na noite de 112/03, no debate
que teve no Sindicato dos Bancários, depois de
passarem o filme O Aborto dos Outros, de Carla Gallo(
por sinal proibido na PUC-RJ).
Esta é a situação hipócrita
que anda por aí enquanto o aborto é praticado
em clínicas sofisticadas e outras nem tanto.
A sociedade já tem seus nomes próprios pra
se defender da situação. No meio médico,
os colegas que o praticam(legalmente ou ilegalmente) são
os chamados " açougueiros".
Já nas vilas, onde as populações
carentes sem assistência médica o praticam,
denominam a mulher que o pratica com práticas domésticas
e rudes de " mães de anjo". Pô
que título mais irônico?
A cidade está cheia de placas penduradas nos postes
de luz elétrica onde se pode ler: conserta-se gaitas.E
um telefone. Dizem que ali está uma clínica
clandestina de aborto.
Quando vai acabar com esta hipocrisia? Não é
a única, mas é uma das tantas...
O assunto foi debatido no dia 11/03, no sindicato dos
bancários, depois do filme da Carlo Gallo por três
mulheres. A única que não confessou tê-lo
praticado, mas que deu uma pista foi a médica Anita
Lucas Oliveira, formada em Medicina, em Cuba, por sinal,
onde o aborto é legal.
Memorial
Com a criação do memorial
do Ex-presidente Jango em Brasília, os restos mortais
ficarão em S.Borja,ou irão para lá?
Aveline teve que
negociar com Paulo Santana o prefácio do seu "
Macaco...."

da esq. p/ dir., Renato Pinto da Silva, José Manosso,
João Borges de Souza, João Batista Aveline
c/ a placa na mão e Paulo Santana em 1975 depois
que Aveline saiu da cadeia.
Vão se completar agora no meio
do ano 10 anos do lançamento do livro " Macaco
Preso pra Interrogatório" de João Baptista
Aveline.
Quando o livro ficou pronto, ele o encaminhou ao editor
Paulo Ledur que depois de lê-lo mandou dizer que
o publicaria.
Aí começou a negociação pro
Paulo Santana fazer o prefácio.Santana leu o livro
mas disse que somente o escreveria se ele retirasse uma
crônica onde Aveline não deixava tão
bem assim a empresa onde Santana trabalhava e ainda trabalha,
a RBS.
Aveline capitulou.
Mas o prefácio do Santana acabou enriquecendo a
obra, pois mostra bem quem era o João Aveline -
ele tinha horror do segundo nome, Baptista -
principalmente seus comícios-relampagos que faziam
dentro da redação por qualquer motivo. Aveline
dava um discurso até pra defender um repórter.
Prisão
Quando foi preso, pelo Exécito, em 1975 - episódio
descrito pelo sua filha em meu livro Pauta - Aveline foi
levado para um quartel no Partenon. Vestido de mulher,
ele foi sendo descontituído aos poucos. Até
que entrou numa contradição e entregou tudo.
O que sabia e o que não sabia.
Isto ele contou depois ao colega Ib Kern.
Pros que não sabem, João Aveline, falecido
em 13. de novembro de 2005,fora do Serviço Secreto
do Exército, quando morou nos Rio de Janeiro, no
tempo da ditadura de Getúlio Vargas.
Teatro Novo DC
abre temporada de 2009 com Peter Pan e a Terra do Nunca
Foto: Sérgio Souza

A Cia. Teatro Novo volta aos palcos com
a ESTREIA da grande produção:
“Peter Pan e a Terra do Nunca”
Direção de Ronald Radde
SERVIÇO
Temporada: 14 de março a 09 de
agosto
Sábados e Domingos – 17h
Teatro Novo DC
Ingressos no local (1 hora antes da peça)
Inteiro: R$ 12,00
Clube ZH: 25% de desconto para titular e 01 acompanhante
Acima de 60 anos: R$ 7,50
Crianças até 02 anos não pagam.
Sinopse
O clássico eternizado na literatura
e no cinema ganha uma versão da Cia. Teatro Novo
com grande elenco, belos cenários e efeitos especiais,
trazendo ao palco a história do menino que não
quis crescer: Peter Pan. Uma aventura cheia de magia e
encantamento.
Em cena, o grande navio pirata do Capitão
Gancho, a árvore esconderijo dos Meninos Perdidos,
os voos de Peter Pan com Wendy, a aparição
mágica da fada Sininho, as grandes batalhas com
piratas, índios, e a presença do crocodilo
Tic-Tac.
Músicas e coreografias emoldurando
uma das mais belas histórias de todos os tempos
e que fala a todos os corações de todas
as idades.
“É para as praias encantadas
da Terra do Nunca que as crianças estão
sempre levando os seus barcos. Nós também
já estivemos lá. E, se fecharmos bem os
olhos, ainda poderemos ouvir o rugir da arrebentação”
A Terra do Nunca é o lugar onde os sonhos sempre
se realizam!” James Barrie
Ficha Técnica
Texto de James Matthew Barrie
Direção: Ronald Radde
Direção de Produção: Ellen
D´avila
Assistente Administrativo: Bernardo Altenbernd
Trilha Sonora Original: Simone Rasslan e Álvaro
RosaCosta
Letras: Simone Rasslan e Álvaro RosaCosta
Coreografias: Sayonara Sosa
Figurinos: Ellen D´avila e Titi Lopes
Confecção e Execução de Figurinos
e Acessórios: Titi Lopes
Cenografia a Adereços: Júlio Freitas
Apoio/Execução: Joaquim Fiúza e José
Cavalheiro
Contrarregra: José Hildemar Cavalheiro
Iluminação e Operador de Luz: Osmar Montiel
Operador de Som: Ronald Radde /Gabriel Severo
Equipe do Teatro Novo DC: Cristiane Cavalheiro, José
H. Cavalheiro, Joaquim Fiúza e Osmar Montiel
Bilheteria: Hamilton Dias
Programação Visual: Rogério Araújo
Fotos: Sérgio Souza
Assessoria de Comunicação: Ancila Ferreira
Espaço de Artes Zoravia Bettiol: Ane Marie Kranen
Web Designer: Rosana Almendares
Projeto A Escola vai ao Teatro: Ronald Radde (coordenador)
Realização: Cia. Teatro Novo - 41 anos
Elenco
Peter Pan – KAREN RADDE
Wendy – ALINE JONES
João – CASSIANO FRAGA
Miguel – LUCIA BENDATI
Capitão Gancho – LEONEL RADDE
Barrica – ÁLVARO ROSACOSTA
Borraccio e Crocodilo TIC TAC – VINÍCIUS
CÁURIO
Meninos Perdidos:
Red – ELLEN D´AVILA
Esperto e Índia Raio de Sol – DAIANE OLIVEIRA
Marcha Lenta e Cacique – CASSIANO DE SOUZA
www.teatronovo.com.br.
Eu x Eles - Coleguinhas

Nelci de Castro o "Leca"
Leka exibia pro Torves um brinde que
ganhara de Roberto Marinho
Alguns anos atrás,quando o José Carlos Torves
era presidente do Sindicato dos Jornalistas-RS, o Leka(
Nelci canto de Castro) que chegou a trabalhar na TV Globo,
junto ao dr. Roberto Marinho,segundo ele, aparecia no
sindicato pra matear com o Torves - de quem era muito
amigo - e relembrava esta e outras histórias.
Uma como a de uma manhã que ele fez uma molecagem
num programa de grande audiência na rádio
Gaúcha,quando tinha um programa entre 7h30 e 8h30,
um jornal que ele lia junto com outro locutor.
Ele foi ler um telex de uma notícia da agência
TASS e leu um sobrenome russo ao qual chamou de ESTROGONOFF,
de pura sacanagem.
Assim que terminou o programa, o operador atendeu o telefone.
- Pois, não, já vou chamar um deles, disse
o operador a quem estava do outro lado da linha.
E pra tremor dos dois apresentadores, o locutor fez o
sinal que no outro lado da linha havia um sujeito de nariz
volumoso que queria parlamentar.
- Vai tu atender que é mais velho,disse o colega
do Leka.
Puto da vida do outro lado da linha estava o dono da rádio
Gaúcha, Maurício Sobrinho.
- Que que manda patrão,começou a dizer Leka,
com as boas.
E aí ouviu uma mijada daquelas do Maurício.
Leka depois trabalhou na direção da TV Gaúcha,
hoje RBS TV, onde foi chefe de produção.
Também trabalhou na TV Guaíba, nos tempos
que Breno Caldas era seu dono.
Depois mudou-se para Manaus, onde foi dirigir a rede Amazonas
de Televisão, uma filiada da rede Globo.
Nelci Castro, o Leka, nasceu em Porto Alegre, em 05.04.1941
filho de Álvaro Pires de Castro e de Natividade
C. de Castro.
Residiu na av. Nilo Peçanha,396/1203.
É casado com Clarice( 24.02.1950) e tem o filho
Rafael( 10.12.1974) e Rachel( 08.10.1977).
Eu X Eles - Coleguinhas

Mario Marona
Vou tratar hoje de dois " cupinchas"
do velho João Baptista Aveline,quando ele foi chefe
de reportagem da ZH, nos anos 70(segunda metade) ele protegia
pra caramba. O velho enxergava longe. Tanto que um deles,
Mário Marona, chegou a diretor de jornalismo da
TV Globo. O José Zulian ficou pela província,
e passou a trabalhar como assesor de políticos,além
de ter integrado a imprensa da Assembléia Legislativa
do Estado.
Mário Renato Gomes Marona nasceu em Porto Alegre
em 06.03.1955,filho de Mário Osório Marona
e Maria Z. Gomes Marona. Morou Rua Riachuelo,809/715.
Marona antes da ZH, foi um dos redatores da rádio
Continental, que chamavam de a rádio de esquerda
do Roberto Marinho.
Era " criativa", não de esquerda, na
minha opinião.
Numa sexta-feira Santa, Mário Marona chegou pra
trabalhar, meio azedo porque trabalhar em feriado ninguém
gosta,embora depois pagassem hora extra. Ele recém
estava começando na ZH, era tido por radical -
apesar do seu talento - e pertencia a "LIBELU"
-aquela corrente do Partido dos Trabalhadores que muito
furor fazia no meio estudantil na segunda metade dos anos
70 e início dos 80.
Pois o Marona chegou meio dispiclente na redação
e não imaginava a pauta que o velho João
Baptista Aveline,seu chefe mediato, tinha lhe reservado
para aquela sexta-feira da Paixão.Era aquilo que
o Marona menos queria, principalmente prum radical como
ele, tri de esquerda: ir no morro da Cruz cobrir a subida
do morro,liderada pelo então Padre Angelo Costa.
- Esta pauta é uma merda, não vou fazer!
O velho Aveline sentiu que o osso era duro de roer."
Eu gosto de fazer pauta social, não esta merda
de pauta, de padre subindo o morro da cruz na sexta-feira
santa" desabafou Marona.
Aveline, com aquela manha que lhe era peculiar- há
quem diga que o velho foi um dos instrumentos mais úteis
da direção do jornal dentro da redação
justamente porque com seu charme de esquerda amaciava
os jovens repórteres(talentosos) mas rebeldes e
tinha contra ele o fato de ser membro do Partido Comunsita
Brasileirao(Partidão) acusado pelas outras correntes
de esquerda de ser tri conchaveiro - amassiou o rebelde
Marona e o jogou pro Morro da Cruz pra cobrir o evento.
Já no entardecer, Marona voltou, sentou nas máquinas
e redigiu seu texto. Antes de ir embora, Aveline, que
gostava de ler as matérias antes de passá-las
à secretaria gráfica, sentiu a maldade do
Marona: bem no ´rabo da matéria´, como
se dizia, ele colocouque a Maria Madalena ao lavar os
pés de Cristo na cruz, o fez usando um balde de
plástico comprado numa destas lojas de miudezas
da Voluntários da Pátria.
Aveline tentou convencer Marona a tirar este deboche da
matéria, mas or epórter foi irredutível:
não queria que mexessem na essência do texto.
- Tá bom, reagiu o velho Aveline, com a redação
já entrando em ritmo de fechamento.
Vou passar a matéria, mas tu não vais embora,
fica aí pra ver o estrilo que o Gago( José
Antônio Ribeiro, secretário do Jornal) vai
dar quando ele ler isto aqui.
Não deu outra. Como a matéria seria capa
no dia seguinte, pouco depois enquanto Aveline e Maronatomavam
um cafezinho no bar do Aurélio Guillosso no subsolo,
o Gaguinho teve tempo de ler a matéria e saiu bufando
do cercadinho da secretaria em direção ao
local onde estava a geral:
- Magro filho da puta, magro filho da puta, tu acha que
eu vou deixar passar isto aqui, seu corno, tu queres me
foder, tu queres me fazer perder o emprego desopilava
o Gaguinho,furioso naquele seu jeito.
Aveline, quieto, só olhou pro Marona que matreiro
fingiu que li o Estadão ou o Globo.
- Eu não te disse, desabafou o velho do alto de
sua experiência.
Marona foi casado com Jussara Beatriz(companheira dele)
que faleceu anos depois de um câncer.
Hoje,depois de passar pelo JN,da TV Globo,Marona mora
num sítio e te um site.
Coleguinhas
* Na noite de terça,dia 10/03,depois
que o Inter meteu 7 a 0 no Brasil de Pelotas, Sílvio
Benfica, no estúdio da rádio Gaúcha,
em Porto Alegre, tenta entrevistar o presidente do clube
mais popular da zona sul do Estado.
- Alô presidente, diz Benfica, tudo bem?
E o outro com uma voz de poucos amigos achava que Benfica
estava tirando sarro:
- Olha, Benfica, dentro das circunstâncias....
Aí caiu a ficha do Benfica:
- Sabe como é que é presidente, a gente
diz mais por vício....
- Ah, respondeu o presidente do Brasil, e eu também
respondo por vício.
Pô o Brasil tinha tomado sete, está com jogadores
em campo que estão com costelas quebradas, tendo
que pagar salários de jogadores machucados e os
latinhas me saem com esta insensibilidade? Pode?
Quem quiser conferir, é só pegar a gravação.
Mas depois a entrevista rolou legal e o Benfica, com sua
competência de sempre, levou na boa.
* Júlio César Magalhães, coleguinha
assesor da diretoria da Fiergs, andava fulo estes dias
com o que a mídia vem fazendo,segundo ele,com o
Celso Roth,técnico do Grêmio. Um massacre,segundo
o Júlio.
* Ontem,dia 11/03, na Guaíba, Nei Mânica,
da Expodireto de Não - Me - Toque fala pro Mendelski
que haverá uma festa lembrando 300 pessoas que
contribuíram com o sucesso da feira" Trezentos
e Um" diz Mendelski, porque também vou estar
aí.
Comissão
aprova audiência pública proposta pelo deputado
Cassiá Carpes

Durante reunião da Comissão
de Saúde e Meio Ambiente, o deputado Cassiá
Carpes (PTB) teve seu requerimento, de inclusão
da Fronteira Oeste no cronograma de audiências públicas
da comissão, aprovado por unanimidade. A cidade
de Alegrete, que é a coordenadoria da região,
foi definida como sede do encontro. O deputado lembrou
que "ao notar, na reunião anterior, que a
Fronteira Oeste estava inserida na macro-região
de Santa Maria, percebi a necessidade de criação
desta nova macro-região, por ser um zona de grande
importância para a economia e desenvolvimento do
estado."
Foram citados algum temas urgente que
os municípios tem tratado, entre eles carências
de investimentos na área de saúde, doenças
como a febre amarela e a leishmaniose, investimentos da
Corsan na região quanto a questão do saneamento
básico e o Aquífero Guarani.
A região da Fronteira Oeste engloba
os municípios de Alegrete, Barra do Quaraí,
Itacurubi, Itaqui, Maçambará, Manoel Viana,
Quaraí, Rosário do Sul, Santa Margarida
do Sul, Santana do Livramento, São Borja, São
Gabriel e Uruguaiana.
Carnaval de Uruguaiana
uma sacada do prefa que deu certo!
O carnaval de Uruguaiana que agora está
sendo chamado de " fora de época" - uma
sacada do prefeito Sanchotene Felice(PSDB) - sempre foi
muito forte,segundo recorda meu amigo e colega José
Nelson Gonzalez, que nasceu lá e se criou naquela
cidade fronteiriça."! Existiam dois blocos
muito fortes.Os ´Loucos do Amor´e o `Cordão
de Ouro`" lembra ele.
Os dois blocos eram rivais. O bloco `Loucos do Amor´era
liderado pelos Fagundes ( nada aver com os Fagundes tradicionalistas,estes
são do Alegrete,tchê!)." Eram 4 irmãos"
conta Nelson.
Um outro Nelson,este ligado a Ulbra TV andou neste último
carnaval fora de época em Uruguaiana evoltou contando
que ele já é mais luxuoso do que o de Porto
Seco, em Porto Alegre.
A tradição do carnaval de Uruguaiana tem
uma explicação muito lógica, como
tudo: os fuzileiros navais que iam do Rio de Janeiro para
o porto fluvial de Uruguaiana é que na semana do
carnaval saíam pras ruas pra festejar,lembrando
sua cidade de origem.
Assim nasceu esta tradição uruguaianense.Mas
também existe carnaval em S. Borja, e bem forte,por
sinal.
Eu X Eles - Coleguinhas
Clóvis de Souza Maciel - Cinegrafista
Os (bons) cinegrafistas dos anos 70!
Alguns dos cinegrafistas da TV Gaúcha como Clóvis
de Souza Maciel marcaram história na televisão
do RS. Com seu estilo black power, Maciel,como é
conhecido, nasceu em Bento Gonçalves em 06.07.1953
filho de Júlio Veiga Maciel e de Doralina de Souza
Maciel.
Iniciou como cinegrafista nos anos 70 na TV Gaúcha,
depois foi embora para trabalhar na TV Globo e agora está
de volta para a RBS TV . Casado com Sandra Helena( 6.9.1955).
Alguns dos colegas de Maciel nos anos 70 na TV Gaúcha
foram o Jair, o " Capacete"( Flávio)
e o "Alegrete". Estes dois últimos estão
mortos." Alegrete" quando cobria praia, no Litoral,
fervia que só ele. Uma manhã,quando desci
cedo para tomar o café da manhã porque tinha
um compromisso em Porto Alegre vi uma cena insólita:
" Alegrete" fazendo amor com uma funcionária
do Hotel Beira-Mar,encima do fogão da cozinha do
Beira-Mar, que evidentemente ainda não fora aceso."
Alegrete" chegou a trabalhar como cinegrafista no
Palácio Piratini.
Coleguinhas
* Marcelo Nepomuceno, do Jornalismo
da Assembléia Legislativa,mandou pra salinha J.C.
Terlera uma cópia do clipping dos jornais que os
demais departamentos recebem. Boa medida!
*O helicóptero que sobrevoou o centro de Porto
Alegre no final da tarde da segunda,dia 09/03 era por
causa do imbróglio na sede da Corsan e não
por causa da meia dúzia de gatos pingados que estavam
na esquina democrática ouvindo o senador Cristóvão
Buarque(PDT) falando sobre educação. E houve
gente que postada na esquina democrática achasse
que a bronca fosse com eles!
*Uma escola de samba,da Glória, animou o pequeno
comício de Cristovão Buarque na segunda,dia
09/03 na esquina democrática.Na Padaria Copacabana,
no mercado público, as atendentes ficaram ouriçadas:
- Ué, voltou o carnaval,dizia uma delas!
E a outra:
- Não,boba, não vês que é o
desfile das campeãos
Toing!!!!
Memória
da Imprensa!

Juliana Mueller, de Esteio, Garota Verão 2009
Como nasceu o evento que encerra no verão
no RS!
No sábado passado,dia 07/03, ocorreu a 27 edição
da Garota Verão da RBS TV.Criada em 1982, ele tem
um apelo muito grande principalmente no interior do Estado.
Sou testemunha disto, porque lá em Serafina Correa,
alguns meses antes o jornal local, do Fiorin e do Reder,
o Gazeta Regional, começa a publicar as fotos das
concorrentes regionais, que irão disputar o título
num evento sempre realizado no Camping do Rio Carreiro.
De lá sai a escolhida da região para no
domingo de março e Capão da Canoa concorrer
com as demais representantes do Estado.
Como geralmente todas as idéias que dão
certo - como a comida a quilo,por exemplo - foi uma idéia
simples que tornou o evento da RBS TV o marco do fim do
veraneio no RS.
O colunista Saul Junior,que fazia a coluna de clubes da
ZH mas que assessorava a diretoria de efentos da empresa
diz que ele recebeu uma porção de óculos
de sol de uma marca que ele representava no Rio Grande
do Sul para dar de brinde durante o verão no Litoral
Gaúcho.
Dois anos depois, ele criou o evento denominado Garota
Verão.
Depois que Saul deixou de ser o representante da marca
de óculos de sol,Claro Gilberto da TV Gaúcha
assumiu o evento que acontece até hoje sempre na
primeira semana de março de cada ano.
PDT-RS promove
ato e caminhada em defesa do Piso Nacional dos Professores

Defensor intransigente da educação,
o senador Cristovam Buarque (PDT/DF) retomou nesta segunda-feira
(9), em Porto Alegre, a luta pela defesa da lei de sua
autoria que instituiu o piso nacional dos professores.
A lei, sancionada em 2008 pelo presidente Lula, já
entrou em vigor, mas a governadora Yeda Crusius, com outros
quatro governadores, questiona o tema através de
uma ação de inconstitucionalidade. O assunto
foi tema de entrevista coletiva do senador, na sede do
PDT, em encontro de dirigentes políticos na Assembleia
Legislativa e ato suprapartidário com entidades
sindicais, encerrando com caminhada pela Rua da Praia.
Convencido de que somente a federalização
da educação poderá mudar o perfil
do País, Cristovam Buarque procura transformar
os professores numa categoria nacional gerenciada pelos
estados e municípios. "O piso salarial é
uma referência para garantir a igualdade, mas o
importante é fazer da educação a
revolução para um novo Brasil", conforme
define o senador, que disputou a presidência da
República pelo PDT em 2006, com a educação
como sua principal proposta. Ele explicou que a lei garante,
além do salário, maior número de
horas para que os professores fiquem fora da sala de aula,
buscando o aperfeiçoamento. Observou, também,
que os estados e municípios sem condições
financeiras podem recorrer ao governo federal para aporte
de recursos para o cumprimento da lei.
Radicalizar a luta
Abordando o tema em meio ao conflito entre os professores
e a governadora Yeda Crusius, que não aceita pagar
os dias de paralisação da categoria em 2008,
o senador Cristovam Buarque adiantou que pagar os dias
parados é uma tradição no Brasil.
Postulante de métodos mais radicais para enfrentar
os governos, Cristovam não é partidário
da greve na educação. "Quem paga são
as crianças, a família e o País",
disse ele, durante entrevista coletiva na sede regional
do PDT, ao lado do presidente Romildo Bolzan Jr., e do
vice-prefeito de Porto Alegre, José Fortunati.
Para o senador, os professores devem protestar sem parar
sua atividade na sala de aula. "Podem cercar um governador
na entrada do palácio, sentar na rua e ficar ali
durante semanas, obrigando o cumprimento de suas postulações,
mas nunca interrompendo as aulas", prega o ex-reitor
da Universidade de Brasília. Em conversa com dirigentes
partidários e deputados na Assembleia Legislativa,
Cristovam pediu a derrubada, nessa terça-feira
(10), do veto da governadora Yeda Crusius.
Escola aos quatro anos
Mas o incansável lutador pela educação
quer mais e anunciou que também está mobilizado
pelo cumprimento de outra lei de sua autoria, que assegura
vaga na escola mais perto da casa a qualquer criança
no dia que completar quatro anos de idade. "A lei
está em vigor, mas não está em prática
ainda", explica detalhadamente o senador, preocupado
em garantir vagas nas escolas para todas as crianças
e que os pais passem a cobrar esse espaço público
para seus filhos.
Candidato da educação
Confiante na educação como o melhor caminho
para revolucionar o Brasil, o senador Cristovam Buarque
está disponível para enfrentar pelo PDT
uma nova candidatura presidencial. Desanimado com o Senado
Federal, cuja credibilidade põe em risco até
mesmo o processo democrático, ele não teme
ficar sem mandato em caso de uma nova derrota. "Sou
professor e nunca deixei de exercer minha profissão",
lembrou. Crítico do governo Lula, de quem se diz
decepcionado por não estar cumprindo o que prometeu,
mas fazendo um governo de acolhimento, Cristovam Buarque
disse ainda que a crise financeira deveria ser enfrentada
pelo governo de outra maneira, buscando outros caminhos
para os setores mais atingidos, como o automobilístico,
que poderia estar direcionando sua produção
para novas ambulâncias, veículos para segurança
ou transporte escolar, evitando, assim, a dispensa dos
trabalhadores. Lembrou que Getúlio Vargas tirou
o Brasil da crise de 29 num cenário mais adverso,
mudando o perfil rural do País para o modelo exportador
e urbano. Disse que as medidas do governo são pouco
inovadores e voltou a sugerir a educação
como caminho: combater o analfabetismo em quatro anos,
investindo em cem mil alfabetizadores.
A mobilização pelo piso nacional dos professores
em Porto Alegre foi uma iniciativa da liderança
do PDT na Assembleia Legislativa, do deputado Adroaldo
Loureiro, e do presidente estadual do partido, Romildo
Bolzan Jr., e também do presidente nacional da
sigla, deputado Vieira da Cunha. Também acompanharam
o ato os deputados Kalil Sehbe, Gilmar Sossella, Giovani
Cherini, Gerson Burmann e Paulo Azeredo, além do
deputado federal Pompeo de Mattos. Diversos prefeitos
e vice-prefeitos do PDT, assim como os jovens pedetistas,
estiveram na sede partidária e na Assembleia Legislativa.
Também o presidente regional do PT, ex-governador
Olívio Dutra, e deputados petistas estiveram no
ato, assim como o PCdoB, UNE, UGES, CPB, CNTE, e CPERS.
O amor contrariado
das redações!
Assim como tem histórias de amor
em redações que deram certo, tem outras
que não. Óbvio,ululante.
Conheço uma que envolve o José Carlos Torves,
hoje morando em Brasília e mais dois personagens,
uma mulher e um repórter do setor de esportes de
um grande jornal local.
O camarada havia se engatado na coleguinha, mas ela estava
resistente. Ele levava flores, fazia-lhe a corte, mas
a moça bravamente resistia. Não tava a fim.
Uma sexta de noite, no bar do Beto, o José Carlos
Torves, que andava solteiro matou a pau. Ou então
foi ela que matou a pau...sei lá,tanto faz.
Era uma sexta,beberam todas e no final da noite, ela o
arrastou pro apê no Menino Deus.
De manhã, lá pelas oito horas,toca a campainha
do apartamento.Era o tal do namorado,ou pretexto da moça,
que chegava carregado de flores pra sua amada.
E ela ali naquela saia justa. Levantou-se foi atender
e quando viu a cena, mandou o gajo entrar.
Mas nunca imaginou que o Torves, com que tinha passado
a noite, fosse se levantar da cama. Os dois se conheciam...
A moça mandou o cara entrar,sacumé, nunca
se sabe o dia de amanhã,né.
-Fulano, tou me acordando, vou fazer um café preto,
fica aí e toma um café.
O coleguinha sentou-se na mesa e enquanto ela botava água
pra esquentar, o Torves ouviu a voz do conhecido e não
se aguentou.
Trajando apenas uma mini cueca, levantou-se apesar do
frio que fazia, e apareceu na cozinha na maior cara de
pau:
- O fulano, como é que vai, tu por aqui...
Ficou aquele clima com o cara.
Em seguida, ele começou a se desculpar.
- Acho que vou indo,só dei uma passadinha etc e
tal...
O Torves acho que nunca mais teve nada com ela, mas o
pretendente também.
Coleguinhas
* A Laura Peixoto largou de mão
seu blog, pelo menos diariamente, por um comunicado que
escreveu dias atrás.Dá muito trabalho mesmo
atualizar diariamente.Tem que entrar grana, senão
não entusiasma.
* Estréia do barzinho da ARI,
no sábado passado,dia 07/03 foi com um público
reduzido, os de sempre.É que havia ainda gente
no Litoral. Mas espera-se um incremento ao barzinho da
entidade, com o início dia 14/03 dos programas
ao vivo do Conversa de Jornalista, da rádio da
UFRGS.
*Máquinas de escrever,antigas, que andavam por
vários quartos da ARI foram todas reunidas numa
mesa do barzinho.Qualquer dia vira uma redação,das
antigas, com lauda e tudo.
*A idéia é mais maluca(no bom sentido)ainda.
Levar várias destas máquinas para Taquari
e lá sentar na frente do jornal mais antigo em
funcionamento no Estado - o Taquariense - e fazer um sábadão
cultural.
Memórias
dos bares da cidade
O BAR DO BETO!

No dia em que o Beto se despede do bar. José Alberto
Cravo, o Beto, sua esposa Terezinha e as netas Priscila
e Letícia. Nas paredes os clientes escreveram:
Fica,Beto! outros dizeres eram, Tchau, e por aí
afora. Foi um bota-fora a la punk, com grafites nas paredes!
Ano: 1980
O tão conhecido Bar do Beto, inicialmente,
foi um boteco onde só se vendia cachaça
no balcão. Localizado na esquina da av. Venâncio
Aires com Vieira de Castro,- hoje tem ali uma farmácia
- levou o nome do proprietário que o fez transformar-se
numa grife. Chamava-se José Alberto Cravo, um português
que abandonou Rio Grande em 1960, desempregado da Swifft
Armour, para se instalar em Porto Alegre,atrás
de alguma coisa para fazer.

José Alberto Cravo, o Beto, aposentado.
O engenheiro Saul Gil Cardoso, hoje morando
em Florianópolis, conheceu os primórdios
do Bar do Beto porque morava nas cercanias.
Deixo ele falar:
" O Bar do Beto começou bem antes ,ali pelo
final dos anos 50, no endereço ali da esquina da
Vieira de Castro com a Venâncio (Aires),embora ainda
sem este nome.
O Betinho veio de Rio Grande e comprou o bar que eu já
frequentava antes,dado que morei 10 anos em vários
endereços ali pelas imediações. No
local havia uma espécie de vestiário nos
fundos no qual os alunos da então Escola de Cadetes
trocavam e guardavam a farda nos fins de semana, em armários
locados já pelo antecessor do Beto, para irem à
paisana à " vida social" domingueira.Um
amigo e colega de então já conhecia o Betinho
lá de Rio Grande e,assim, nos entrosamos de saída.
Pelo que lembro está mais ou menos tudo aí
encima.É posível que ao tempo que morei
na JUC-2 o bar original já existisse mas desse
período eu não lembro. Da JUC 1( Rua Lima
e Silva) saí entre o final de 1957 e início
de 1958, com uma turma de mais seis, que montou "
república de apartamento" no Edifício
Dora. Este edifício ficava na rua Olavo Bilac,805,
próximo à Vieira de Castro.Trata-se de prédio
foi posteriormente reformado para sediar filial do Hotel
Ornatus e, mais recentemente, passou a abrigar entidade
de clínica médica chamada instituto Klapan.
No que se refere à " república"
sucedendo à inicial, aí por 1959 e no retorno
de um dos integrantes após permanência de
um ano no Batalhão de Suez, na Faixa de Gaza, formou-se
uma "dissidência" que saiu e formou outramenor
na rua Santana,192,entre Venâncio e Olavo(Bilac).

A cozinheira do Bar do Beto, dona Téia e sua filha
Com essas localizações
sucessivas o primitivo bar(sem nome e sem placa) e posteriormente
o Betinho ( também sem nome e sem placa) constituía
uma escala natural para as nossas andanças. Creio
que aos domingos o RU( Restaurante Universitário)
da Azenha não dava janta e eranormal pegarmos um
picadinho de arroz, devidamente regado a Charrua de litro,
à noite, ali no local. O Betinho era auxiliado
no trabalho pela esposa e tinha ao que me lembro, um casal
de filhos então na faixa dos 5 aos 7 anos. Tanto
no sábado à noite, como no domingo à
noite havia a "romaria" dos cadetes da EPPA(
Escola de Cadetes de Porto Alegre), que, como disse, iam
ali para trocar de roupa, locar os armários para
a guarda desta e para fazerem seus lanches.
Maiores " elementos" somente se eu esbarrar
com o único sobrevivente,além de mim, da
" república da Santana", mas, para isso,
vou ter que ir a Rio Grande."
Saul Gil Cardoso.

Em maio de 1978, dia do batizado de Priscila, uma das
netas do Beto(José Alberto Cravo),filha da Marta
Cravo quando finalmente foi autorizada a colocação
de uma placa no Bar do Beto. Antes, o dono seo Petry,
não havia autorizado.
Nota do editor.
A filha do José Alberto Cravo e da Terezinha, Martha,
por ironias do destino, não casou com um cadete
da Escola Militar e sim com um aluno.
Aconteceu,de fato
O " carteiraço" do
José Nelson Gonzalez!
José Nelson Gonzalez precisou, há uns anos
atrás, registrar uma ocorrência policial
junto a delegacia de polícia da Demétrio
Ribeiro. Houvera um furto dentro de um hospital - de talonário
de cheques - e ele levou um funcionário do hospital,onde
sua esposa Celina estava internada para registrar o furto.
Dois policiais que estavam de plantão disseram
que ali não se registrava este tipo de ocorrência.Que
procurasse outro local da Polícia Civil.
Ele, que já levara uma testemunha do hospital -
um funcionário - insistiu pra fazê-lo. Argumentou,argumentou
até que se lembrou que seu filho,Nelsinho,era genro
do delegado de Polícia Claúdio Barbedo.
- Ah, alegou o Nelson para os policiais, mas meu filho
é genro do Barbedo.
- Com qual filha que ele está casado, perguntou
um dos policiais
- Com a Kátia, disse Nelson, usando o nome da nora.
- Mas com um carteiraço destes claro que vamos
registrar a ocorrência
E assim foi feito.
Nelson precisou dela depois porque do talão roubado,
foram passados 18 talões. E ele se incomodou um
bocado porque os comerciantes que receberam os cheques
roubados, queriam a todo custo que ele os honrasse.
O golpe da barata
no prato em um restaurante fino!
Falei aqui dias atrás do seo
Dario Kras Borges que tinha a voz do poste à beira
do mar, na praia de Tramandaí.
Pois seu parente, o corretor Nestor Krás Borges
me contou no sábado,07/03 uma passagem incrível
do Seo Dario numa ocasião que andava por Porto
Alegre, numa m...de dar dó.
Era noite e ele queria comer, mas estava sem um puto no
bolso.Foi num lugar sujo, escolheu uma barata, pisou em
cima da coitada, botou dentro de um saquinho.
Escolheu um restaurante fino pelo centro de Porto Alegre
e pediu um bom prato. Quando já estava quase no
final da refeição, tirou barata morta de
dentro do saquinho, colocou-a ao lado da comida e chamou
o maitre:
- Senhor, que vergonha, um restaurante fino como este
tendo uma barata dentro do prato? Mas como isto pode?
O maitre tratou de pôr calma no seu Dario.
- Senhor por favor, não vai fazer escândado.O
sr. não precisa pagar aconta.
E assim seo Dario encheu o bucho e saiu de fininho.
Pensou,pensou
Memória
da Imprensa
O quarteto da Intermédio

Ana Melia Lemos
Em 1974, quatro profissionais reuniram
suas forças para criar a Intermédio: Ana
Amélio Lemos, que trabalhava no Jornal do Comércio,
na editoria de Economia,Políbio Braga, que fazia
a página 3 da Zero Hora,Geraldo Canalli que chefiava
a Geral da ZH e Isnar Ruas, que trabalhava no Correio
do Povo, mas que deixou o jornal para fundar a Intermédio.
A Intermédio foi o embrião
de centenas de assessorias de imprensa espalhadas hoje
pelo RS.
Ayres Cerutti, hoje dono da Revista Programa
um dos produtos da editora Intermédio,trabalhava
na época no Esportes da ZH, como repórter
e falou com Júlio César Magalhães,então
da editoria de Economia sobre onde conseguir um frila
pra reforçar o seu orçamento: fala com o
Políbio que estão fundando uma empresa ,disse
Júlio,hoje assessor da direção da
Fiergs.
Ayres se incorporou então a turma
que fazia a Intermédio mas depois ficou apenas
ele com a revista Programa. Os demais, cada um tomou um
novo rumo.
Os fundadores da Intermédio, por serem oriundos
das editorias de Economia tinham facilidade em escrever
sobre o assunto e também conseguir clientes.

Isnar Ruas
" Notamos que os donos pediam maior
divulgação de suas atividades" disse
Isnar, num depoimento dado ao sindicato dos Jornalistas.
A primeira empresa cliente da Intermédio
foi a Companhia Rio-Grandense de Nitrogenados(CRN). Depois
vieram o Banco Meridional,a Habitasul( Péricles
Druck, um dos donos da habitasul trabalhara com Ruas na
Economia do Correio do Povo) e a Copesul.
Ruas, por exemplo, notou logo que os
clientes gostavam da "taxação"
- será que ainda existe isto? - ou seja, quando
o dono chegava na empresa tinha um xerox sobre sua mesa
das notícias que lhe diziam r espeito. Para isto,
a equipe da Intermédio tinha que madrugar.

Políbio Braga
Políbio Braga, outro do quarteto
fundador da Intermédio vinha da ZH e antes disto
do Correio da Manhã.Ana Amélia Lemos estava
quando entrou pra Intermédio no Jornal do Comércio,
mas ela também havia iniciado no Correio da Manhã,
cuja redação ficava na av.Borges de Medeiros.

Geraldo Canalli
Geraldo Canalli era da Zero Hora,depois
trabalhou no Jornal do Brasil e na Folha da Manhã.
Foi o que menos tempo ficou na editora
Intermédio.
O endereço onde a editora Intermédio
começou foi na rua Andrade Neves,155/98.
Lá foram editadas pela Intermédio as revistas
Ilustrada e Programa.
Depois a Intermédio mudou-se para
um endereço mais seletivo, a Gal. Chaves,4 andar,
conjuntos 41 e 45.
Dos 4 fundadores ninguém mais
ficou na editora. Ela passou para o editor Ayres Cerutti
que mantém a revista programa, que já completou
35 anos.
Um dos prod utos da editora Intermédio
foi um guia de motéis(estes dias ainda tinha um
exemplar, que é uma relíquia).
A Intermédio conseguiu patrocínio para este
guia do BRDE, cujo assessor de comunicação
era o locutor Júlio César Dreyer Pacheco.
" Tive que dar muitas explicações à
diretoria porque autorizei aquele patrocínio"
lembrou Júlio Pacheco estes tempos.
A Revista Programa é meio vista
como que uma revista de "programa" mesmo, na
verdadeira acepção da palavra.
Mas contém muita dica de utilidade pública
para a cidade.
Coleguinhas
* Depois de dois meses em compasso de
espera, está sendo preparado um novo jornal Versão
dos Jornalistas, do Sindicato da mesma categoria.
Dentro de um rodízio dos frilas, é uma outra
colega que o está preparando.
* O dr. Ary Florêncio dos Santos,
depois de umas férias da RBS, voltou ao batente.Presidente
do Sindirádio,Ary está a fim de fazer um
levantamento de histórias passadas nas ráidos
do interior.
vou mandar foto do cotia.
Eu x Eles - Coleguinhas

Arménio Abascal
O " cotia"
Não sei qual a origem do estranho apelido que o
fotógrafo Armênio Abascal Meirelles tinha,
o de " Cotia". Ele se tornou fotógrafo
dentro da Zero Hora e morreu quando trabalhava para a
revista Placar, num acidente de trânsito, nas cercanias
de Belo Horizonte. Armênio é o autor da famosa
foto do centroavante do Grêmio Porto Alegrense,
André Catimba, que num Grenal em 1977 dou um salto
mortal depois de marcar um gol do seu time.A foto entrou
pro rol das exibidas nas exposições itinirantes
da Zero Hora.
Armênio nasceu em 11.09.1953 em Porto Alegre.
Filho de Zilda Abascal Meirelles e de Walmore Soares Meirelles.
Residia na zona sul da cidade, mais precisamente na rua
Capivari,587/403.
Ângulo perfeito
Clique
aqui para ver uma seqüência de fotos com ângulo
perfeito.
Saiu a pensão
digo a anista a Jango
Depois de 10 anos, finalmente saiu dias
atrás anisitia política do presidente Jango
Goulart.A viúva,dona Maria Tereza Goulart vai receber
quase 6 paus mensais, mais um total acumulado de 1999
para cá que dá quase 700 mil reais.
A bancada do PDT na assembléia gaúcha respira
aliviada....
Bateu a cagacite...
A cassção do governador
Jackson Lago(PDT), do Maranhã, pelo TSE, deu um
pânico na bancada do PDT do RS: há três
deputados que estão com seus processos no TSE.
São os chamados deputados " albergueiros".
São Giovani Cherini( que no ano de 2010 deverá
ser o presidente da Assembléia Legislativa do Estado),
Gerson Burman e Adroaldo Loureiro.
memória
da imprensa

Telex na Cia. Jornalistica caldas Junior
No tempo do telex
Os mais antigos sabem do que estou falando. Do terrível
telex.Antes tinha que picotar todo o texto numa fitinha
e depois se ele encrencava, a matéria não
chegava do outro lado , ou seja, não caía
na redação do jornal. Existem inúmeros
episódios de repórteres que descuidaram
de conferir se a matéria tinha chegado e ela não
tinha chegado. Aí era um rolo só...
Os telex eram também useiros e vezeiros em praticar
artimanhas nos repórteres que pensavam que suas
matérias estavam nas redações, mas
que na verdade, por algum defeito, não tinham sido
transmitidas.
Esta aconteceu com o colega Alberto Blum, o Beto, quando
era repórter dos veículos da Cia Jornalistica
Caldas Junior - Folha da Tarde, Correio do Povo,Folha
da Manhã. Ele foi cobrir um jogo do Grêmio
em Manaus. Picotou toda sua matéria e foi na agência
dos Correios transmiti-la. Lembro-me que do outro lado
da linha o telex ficava tilintando, chamando, como se
dizia, pra operador responder se a matéria havia
chegado completa ou não.
Pois bem: o Alberto mandou sua matéria, chamou
de lá várias vezes e como ninguém
aqui na redação do Correio do Povo, na central
dos telex respondeu, ele tinha que largar a agência
e correr pro aeroporto pra pegar o avião da VASP
e voar de volta.
Mas ficou com a pulga atrás da orelha, por causa
de sua responsabilidade. Quando o avião desceu
em Brasília, Alberto solicitou pra ir até
o saguão pra dar uma ligada a cobrar. Chamou aqui
a Porto Alegre e o operador lhe deu a triste notícia:
não havia uma linha da matéria.
Ele não teve o que fazer: entrou no avião
disse pro fotógrafo seguir viagem e ele ficou em
Brasília e correu pruma agência dos correios
pra mandar novamente os textos. Ainda bem que tinha na
sacola de mão os originais das anotações.
Depois num outro voo, seguiu para S.Paulo onde se encontrou
com o fotógrafo.
A matéria foi parar numa fábrica de armas
e o DOPS cercou o centro de convenções.
Em 1982, vi outra artimanha pregada por telex. Estávamos
no centro de convenções de Recife,durante
um congresso de transportes. O repórter José
Roberto Alencar, da Gazeta Mercantil - o único
que estava lá com tudo pago pelo jornal - os demais
eram todos convidados do congresso, mandou o seguinte
recado,via telex, pra redação em S.Paulo
"Vou sequestrar o ministro,enxugo ele e mandou pra
segunda -feira"
Como era um sexta,a operadora do telex errou o número.
Ao invés de cair na redação da Gazeta
Mercantil, em SP, o telex foi parar num número
que pertencia a uma fábrica de armas de S. José
dos Campos.Era 1982, o presidente era Figueiredo, mas
o DOPS tomou logo providências: quando vimos lá
pelo meio da tarde, os policiais disfarçados, haviam
cercado o centro de convenções de Recife.
Descobriram a origem do aparelho.
Aí foi desfeito o mal entendido.
A tragédia no espaço
O saudoso colega João Aveline narra a importância
dos telex dentro de uma redação. No seu
livro de memórias Macaco Preso para Interrogatório,
na pagina 23, ele descreve a cena de um telex dentro da
redação da ZH no capítulo Tragédia
no espaço:russos morreram.
" - Alguma novidade,Teixeirinha?
- Nada de novo, tudo calmo.
- Então desliga, mas antes disse me lê o
último telegrama.
Era uma rotina. Checar para ver se de fato a noite sumia
como notícia.
Ele, meio atrapalhado com o texto do " despacho telegráfico"
( a expressão é de um tempo em que a informática
era ficcão científica),disse apenas o seguinte:
- A novidade é que tem uns russos que morreram....
Interrompi: " Não desliga,Teixeirinha. Em
dois minutos, estou aí".
Fui até a sala dos teletipos e me deparei com um
´churrio´de telegramas que não paravam
mais. Uma nave espacial russa estava no espaço
e, no seu interior, três cosmonautas soviéticos
cumpriam missão na corrida que travavam os Estados
Unidos e a URSS pela conquista do cosmos.
Imediatamente mandei parar a rotativa e mudei a manchete
de Zero Hora. A nova chamada:" Tragédia no
espaço:russos morreram". Logo abaixo do titulão,
no alto da primeira página, para ganhar tempo e
levar logo a notícia para as ruas, reproduzi o
telegrama sem mudar nada, mantendo na íntegra o
texto, sem qualquer alteração:
- " Urgente, Moscou,quarta-feira 30 (UPI) Os três
cosmonautas que viajavam em órbita terrestre a
bordo da Salyut- George Dobrovolsky, Vladislau Volkov
e Viktor Patsayev - morreram misteriosamente enquanto
procuravam pousar, segundo informou hoje a agência
de notícias Tass".
O restante, quem quiser saber, compre o livro do Aveline(que
por sinal é muito bom.
Dias atrás, Emanuel Mattos, em seu blog, recordou
que em 1978 durante a Copa do Mundo, ele teve que agir
como picatador dos textos do Cid Pinheiro Cabral, do Ruy
Carlos Ostermann e dos dele, porque o diretor Marcos Dvoskin
alugou um aparelho de telex, mas não quis contratar
um operador.Segundo seu depoimento, ele passava as madrugadas
no corredor do hotel,onde estava o aparelho, picotando
os textos dele e dos colegas pra enviar depois pra redação
do jornal.
Hoje, na era do email, os telex estão desaparecidos.
Ficaram as lembranças dos episódios!
Bolívia
e Peru destino dos jovens nos anos 70 e 80
Minha geração teve como
objeto do desejo ir ao Peru e a Bolívia. Não
sei bem porque,se foi o CHE que ficou gravado em nós,
ou o que.
Ou talvez o ayausca que se tomava na selva peruana, principalmente
em Pucalpa.
Se de muita gente que foi, que voltou e outros que piraram...
Publico quatro fotos daqueles anos em que a estrada era
um sonho...
Hoje talvez sonhamos pouco...
Todas as quatro fotos são do acervo da Maria Siliprandi,
hoje uma veneranda médica, com consultório
estabelecido e funcionária de um hospital público
que atende principalmente os pobres, o Conceição.

Lago Titicaca
Foto Um: eis o que a Maria escreveu atrás
da foto. " Essa é a foto mais linda.Aí
se usa balsa para cruzar o lago( Titicaca,evidente) As
' cholas' ( índias)
estão tipicamente vestidas,descendo do caminhão
" colectivo". Ao fundo a paisagem é típica
das cercanias do lago. À Direita Sérgio,
Daniel( dois argentinos)e Tita, uma amiga da Maria. Data
Primeiro de Maio de 1981

Machupichu
Foto Dois:Maria Siliprandi, Marcos Cunha(
hoje agrônomo em Campinas(SP) e um colega dele.Local
Ruínas de Machu Pichu, no Peru.
Data: Maio de 1981

Lago Tititcaca aos fundos a cidade de Puno
Foto Três: O porto e aos fundos
a cidade de Puno,na Bolívia,divisa com o Peru.
Data 1 de Maio de 1981

Ruas de La Paz
Foto quatro: Rua em La Paz,capital da
Bolívia. Final de abril de 1981
Eu X Eles - Coleguinhas

Vilson Muller
Seo Maurício, um grande gozador,
aprontou uma pro seu assessor Wilson Muller
Seo Maurício Sirotsky tinha bolado uma promoção
chamada Gaúcho Honorário na RBS e todos
os anos um grupo de executivos ligado a ele se reuniam
para deliberar quem seriam os escolhidos para a laúrea.
Mas havia alguns anos que seo Maurício, um grande
gozador, havia notado que seu assessor mais próximo,
O RP, Wilson Muller, embora não votasse,assim que
saía a fumaça branca dos escolhidos ia pruma
sala ao lado e dava a boa nova pros escolhidos.Assim,
somava pontos a seu favor junto aos escolhidos.
Maurício chamou alguns entre eles Saul Junior e
disse:
- Vamos anunciar o fulano, mas ele não será
escolhido. Deixa que eu anuncio.
Wilson Muller, presente ao evento, não fez diferente.
Foi correndo ao telefone anunciar ao lauredo que ele fora
um dos escolhidos daquele ano. Só que o gajo está
esperando o troféu até hoje.
Wilson Rocha Muller completou 80 anos no último
dia 25 de fevereiro.
Um grupo de amigos estão querendo lhe prestar uma
homenagem. Há dúvidas se será na
ARI ou num restaurante. Entre os que estão na liderança
desta homenagem estão a Jurema Josefa, do Correinho.
Wilson Muller começou sua longa trajetória
no jornalismo na Folha da Serra, de Cruz Alta, onde ele
nasceu.No final do ano,quando foi um dos homenageados
pela ARI como um oitentão ainda em trabalho, quem
lhe entregou o troféu foi o Segundo Brasileiro
Reis, que é de Passo Fundo." Cruz alta sendo
homenageada por P.Fundo!" disse Muller.
Wilson trabalhou no Diário de Notícias e
na Zero Hora, onde além de uma coluna sobre empresas
e empresários era assessor do dono, Maurício
Sobrinho.
Ele tem muitas histórias a contar sobre o fundador
da RBS.Uma delas é que uma feita foram a NY fazer
compras de equipamentos de televisão. No final
da jornada, os americanos chamaram seo Maurício
oferecendo-lhe um cheque. Eles pensavam que ele fosse
empregado e estava ganhando ali sua comissão.
- Wilson diz pra eles que eu quero este valor em mercadorias,
disse Maurício.
Ligado ao jornalismo de turismo, foi presidente da Abrajet
( Associação Nacional dos Jornalistas de
Turismo)que algumas línguas afiadas chamam de "Abra
janta"!
É funcionário aposentado do INSS.Junto com
outros três jornalistas foi posto no antigo INPS
pelo presidente Jango Goulart. No tempo da Revolução
de 1964, os quatro foram demitidos. Mas Wilson Muller
foi falar com o coronel Perachi Barcellos e os quatro(jornalistas)
foram readmitidos.Há quem diga que nenhum deles
sabia onde ficava seu local de trabalho.
Wilson Muller sempre foi trabalhista. Concorreu a vereador
pela sigla do PDT e por pouco não se elegeu.
É um dos mais respeitados RP das últimas
gerações.
Quando todos pensam que ele vai jogar a toalha, ele está
de novo na luta!
Memória
da Imprensa:
Dois artigos do falecido presidente da
ARI Alberto André



Seo Ebanês,
tomou um trago federal e empatou seu carnaval!

Ebanês Flores
Ebanês Flores é acho eu
o último profissional que ainda conserta máquina
de escrever. Sua loja fica ali no final da rua Espírito
Santo, na parte mais baixa do centro de Porto Alegre.
No último carnaval, seo Ebanês queria tirar
uns dias de folga e ir a São Pedro do Sul, sua
terra natal, tomar uns tragos e fazer uma pescaria.
Botou o irmão no carro,encheu de caniço
e lá se foram eles na sexta-feira, dia que antecede
o final de semana do carnaval.
Chegaram,foram a S.Sepé porque ele queria comer
uma carne de ovelha que sabia que lá tinha.
Chegaram no entardecer da sexta,depois de umas paradas
pra calibrar, não os pneus, mas os copos.
Se instalaram no velho hotel de S.Pedro do Sul. "
Eu só ia a S.Pedro nos últimos 15 anos pra
ir em enterro. Por isto planejei uma pescaria" contou-me
Flores.
No sábado tinham um churrascao marcado na casa
de um parente no município de Mata. Tomaram todas
durante aquele sábado,né.
Na volta,de noite, pela BR-287, seo Flôres "levantou"
um cara que tinha saído do seu carro em plena pista.
Não deu outra: chegaram os patrulherios, botaram
o bafômetro no Flores e deu 7.8, o que eles nem
acreditaram. Era muito álcool. Fizeram o teste
do bafômetro,de novo. Deu a mesma coisa.
Então tá. O carro do Flores ficou preso
e ele foi pra casa de um sobrinho. Só que pra desembaraçar
o carro foi um deus nos acuda. Tudo fechado. O Detran
de lá e os guinchos só iriam voltar a funcionar
na quarta-feira de cinzas.
Flores ficou no hotel e pra aliviar a tensão ,
iam prum boteco de um amigo e de-lhe umas calibradas.
Na sexta,já quase no final de semana, já
fazia dias que estavam fora de casa, Florês começou
a se deprimeir.
" Sabe de uma coisa,pensou ele, vou comprar duas
passagens e voltar a Porto Alegre.Foi o que fez. Pegou
o bus da Planalto e veio embora. Mas a brincadeira lhe
custou 2.500,00 reais.
Tinha levado apenas 500,00 pro findi, nem imaginando que
iria gastar tudo isto.
No final, ele se consolou: " vão -se os anéis
e ficam os dedos..."
O carro dele ficou lá numa oficina pra conserto.
Ainda bem que em quem ele bateu não houve nada
de mais grave...
Recebemos da ARI
BAR DA ARI
O Bar Social da ARI, após o período
de férias, reabre neste sábado, para acolher
profissionais da Comunicação e seus convidados
em encontro de confraternização. O encontro
dos sábados é uma tradição
de mais de 40 anos, que foi instituída pelo professor
Alberto André, que comandou a entidade durante
mais de três décadas.
Venha trocar experiências e informações,
ou participar de um agradável bate-papo com veteranos
e jovens jornalistas. O Bar Social da ARI fica no 8º
andar do Edifício Alberto André, na Avenida
Borges de Medeiros, 915, e o encontro acontece a partir
das 11h30min deste sábado.
DIVA'S NIGHT NO
ART BAR: show em homenagem ao dia internacional da mulher

DIVA'S NIGHT
Dia 07/03, sábado, às 23h no Art & Bar
(Silva Jardim, 16).
Três cantoras que estão se destacando em
casas de shows em Porto Alegre uniram-se para fazer uma
apresentação especial em homenagem ao dia
Internacional da Mulher.
Marina Garcia (vocalista da banda Lady & Jacks), Kátia
Barea (vocalista da banda 80 por Hora) e Denizeli Cardoso
(vocalista da banda Soulnegra), farão a festa Diva´s
Night cantando muito rock, Pop e Black respectivamente.
O trio promete muita animação e surpresas
para a platéia feminina.

Esq. p/ direita: Marina Garcia, Kátia Barea e Denizeli
Cardoso (foto by Gisele de Sá Magrisso)
As Divas serão acompanhadas pelos
músicos: Mauricio Magrisso (teclados e vocais),
PC (guitarra e vocais), Beto Kbça (baixo) e Ronie
Martinez (bateria). fone/reservas (51) 3333-0408. Ingressos:
feminino R$ 10,00 e masculino R$ 12,00. Realização
e Informações BK Produções,
fones: (51) 3225-6859 ou (51) 9206-7723 c/ Gisele.
SERVIÇO:
o que: Marina Garcia, Kátia Barea e Denizeli Cardoso
quando: 07 de março sábado 23h
onde: Art Bar(rua Silva Jardim, 16) F:3333.0408
quanto: fem:R$10 reais masc:R$12 reais
estilo:rock, pop e black
PROJETO REGULAMENTA
TROTES UNIVERSITÁRIOS EM SÃO BORJA
Apresentado na Câmara Municipal
da cidade projeto de Lei que regra a recepção
de calouros em universidades públicas e privadas
de São Borja.
O autor da proposta, Vereador Celso A.
Lopes, diz que sua preocupação é
de que não tenhamos futuramente trotes mal intencionados
como vemos no centro do País.
Pela proposição, fica estabelecida
a proibição de trotes violentos, lesivos
ou abusivos à integridade física e moral
dos calouros, bem como, constrangimentos dos novos universitários
e à perturbação da ordem pública.
A prática desses atos será considerada suscetível
à aplicação de penalidades legais,
cíveis e criminais cabíveis, sendo o artigo
4º da proposta.
Celso enfatiza ainda que: “as Instituições
de ensino superior devem estar empenhadas em campanhas
de conscientização dos estudantes, sobre
os malefícios e riscos dos trotes tradicionais,
com uso de produtos nocivos à saúde, ingestão
de bebidas alcoólicas e a prática de atos
atentatórios à integridade física
e moral e à dignidade dos calouros”; finaliza.
Coleguinhas
Estou relendo com atenção
- e conferindo na coleção do Pasquim - as
histórias do Tarso de Castro: minha conclusão
depois de tudo: era um mau caráter,com talento.
Pior são os malka,sem talento nenhum!
Aconteceu na TVE...
Carlos Bastos, hoje no dolce far niente,era
chefe de jornalismo da TVE no Governo de Germano Rigotto,indicato
pro cargo pelo PDT.Um dia, ele cheio de pepinos pra quebrar,
pressão daqui,pressão dali, o Machadinho
pra atender, mais a Núbia pressionando,chega da
rua num fim de tarde o repórter Rossetto que o
procura muito circunspecto:
- Bastos,esta noite sonhei com teu velório...
Bastos ficou ficou quieto. E agora?
Tentou desconversar, mas o Rossetto começou a dar
detalhes do velório. Isto intrigou o Bastos.
- Mas Rossetto,reagiu ele, tu sabes que isto é
bom sinal pra mim!
E o Rossetto ali na sua frente descrevendo cenas do velório
do chefe.Aí o Bastos reagiu:
- Mas escuta Rossetto,tinha muita mulher em volta do caixão
chorando?
Aí o Rossetto perdeu o rebolado.
Desemprego
Um avó foi ontem pagar o colégio
dos netos em Porto Alegre e encontrou uma preocupação
muito grande entre os diretores do mesmo: com o desemprego
da GM e da Gerdau. Parcelamentos à vista!
Memória
da Imprensa!
Imara e Mafalda em 1981, antes de viajar a Espanha
Os encontros nas redações!
Dos vários casamentos que vi acontecerem nos meus
tempos de redações - estou fora delas há
quase 20 anos - um dos que sempre me intrigou foi o do
Antônio Carlos Mafalda e da Imara Stalbaum.Pelas
diferenças entre ambos.
Tinha tudo pra dar errado, e deu certo!
Quando eles se conheceram, na segunda metade dos anos
70, acho que foi na redação da ZH,onde ambos
trabalhavam, os futriqueiros de plantão apostaram
que iria dar errado:
- Não dura um mês,diziam.
Dura até hoje.
A Imara vinha de um casamento desfeito com o também
colega Antônio Britto Filho e Mafalda tinha se separado
da sua então esposa, Miriam, com quem teve o filho
Antônio Carlos Junior(21.02.1971)
Começaram a namorar - sem dar bandeira - e saíam
fazer reportagens junto. Fizeram grandes matérias
onde a Imara ganhou vários prêmios ARI com
elas. Eu tenho quase a certeza que a pauta era sempre
do Mafalda,(sem substimar a Imara,claro) porque ele conhecia
o interior e seus assuntos como a palma da mão.Tinha
prova disto uma vez que fomos fazer uma grande ronda pelo
interior pra escrever sobre uma safra de soja.
Mafalda e Imara foram depois para a Espanha, preparando
para a ZH a cobertura da Copa do Mundo de 1982. Fizeram
várias reportagens sobre o país da copa,
num projeto que teve o incentivo da empresa onde trabalhavam.
Tudo isto provocou muita inveja,claro.
E dê-lhe a falar mal dos dois....
Uma noite eu morava na rua Antônio
Parreiras,203, numa região da cidade ainda um pouco
desabitada. Fiz aniversário e me esqueci de convidá-los,
mas havia muita gente do jornal na festinha. Quando vi
apareceram os dois lá, e bem que fizeram.
A Imara era tão charmosa que o velho Cid Pinheiro
Cabral esquecia os óculos de propósito ao
lado da máquina onde ele redigia sua coluna sobre
futebol. Voltava quando já estava de saída
pra recolher os óculos pesados e poder dar mais
umas olhadinhas pra repórter que redigia seus textos.Sem
maldade. Não sei se ainda imperam estas situações
nas redações atuais.
Ah, em tempo: hoje são avós. E de vez em
quando, no final do ano, vêm a Porto Alegre, visitar
os familiares da Imara. E matam a saudade do velho portinho
comendo em botecos do Mercado Público.
Rosa X Garopaba
Foto: Divulgação

Praia do Rosa

Garopaba em 1972
São vizinhas estas duas praias
do litoral catarinense, mas as duas são xodós
de gaúchos, principalmente portoalegrenses. No
último Carnaval, centenas de portoalegrenses dirigiram-se
ao Litoral de SC, principalmente o Rosa e Garopaba.
O Carlos e sua esposa, do cyber ali da galeria Edith,
no centro, foram pra passar uns dias no Rosa e tinham
prometido aos seus clientes estar de volta na quarta dia
25 de fevereiro,pós almoço.
Mas foram adiando a volta. Somente na segunda,dia 02/03
é que estavam de novo no batente. Também
pudera, com uma paisagem destas e um mar destes, o que
se quer mais....
A outra foto é da Garopaba antiga, dos anos de
1972,1973, quando se ia pra lá na boléia
de um caminhão e o motorista que dava carona ainda
tendo que pagar um "PRATO FEITO"(PF) pro caronistas.
Muitas vezes comi estes PFS ali num posto de gasolina,
em Tubarão, local onde paravam 90% dos motoras
que circulavam quela BR-101 rumo ao Rio de Janeiro e Nordeste,
ou voltando de lá,carregados.
Em Garopaba tínhamos os barracões dos pescadores
pra ficar, quero dizer, pra dormir. Não havia hotéis
e nem tínhamos grana para isto. Era tudo no mol
mesmo, e a fome matávamos com sanduíches
de mortadela. Mas o mar de Garopaba fazia valer a pena,
o que poderíamos chamar de um pouco de sacrifício.
Deputado Cassiá
Carpes entra na discussão da "ambulanciaterapia"!

O deputado Cassiá Carpes (PTB)
protocolou, nesta quarta-feira (04), na Comissão
de Saúde e Meio Ambiente, um pedido de audiência
pública para analisar e diagnosticar o motivo da
falta de atendimento a pacientes do interior em cidades
mais próximas. "Temos que avaliar porquê
o Estado não cumpre todas suas funções
na área de saúde. Neste tipo de serviço
de transporte de pacientes para outras cidades, por exemplo,
o custo é alto e pode gerar riscos como o acidente
que ocorreu hoje.", salientou o parlamentar.
Ao repercutir o acidente com micro-ônibus
ocorrido nesta manhã em Venâncio Aires, com
pessoas que se dirigiam a seis estabelecimentos de saúde
em Porto Alegre à procura de atendimento médico,
Cassiá apontou que, "o principal tema a ser
discutido é o porquê da necessidade de trazer
os pacientes para a capital do Estado e não oferecer
a possibilidade de tratamento em cidades do interior."
A Farra do Boi
por Marcio de Almeida Bueno
Terminado o Carnaval, época essa em que parece
que pular e suar faz o brasileiro mais brasileiro –
e que a concessão da Rede Globo parece orquestrar
um pouco mais a vida das pessoas, começa o temor/tremor
pelo período da Farra do Boi, especialmente no
litoral de Santa Catarina, culminando em uma data chamada
de, vejam só, 'Sexta-feira Santa'. Segundo os caras-de-pau
que ainda defendem publicamente essa prática, é
apenas uma tradição – palavra bastante
elástica, que abrange muita coisa.
Tradição é aquilo
que mantém o miserável temente ao coronelismo
no Nordeste, tradição é o que anualmente
mata ou cega alguns jovens que passaram no vestibular,
graças ao 'trote', tradição é
o que obriga muita gente a começar sua vida sexual
sob efeito do álcool e com uma prostituta, tradição
é o que explica a violência doméstica,
pais que surram os filhos, colegas de escola que atormentam
os meninos menores, a necessidade de ser macho a partir
de automóvel, cerveja, cigarro e tatuagem tribal
no ombro. Tradição é o que perpetua
o machismo, o sexismo, o racismo, o especismo.
Com direito a discursos de prefeitos
e vereadores picaretas, aplausos da massa ignara que se
ilude com qualquer brilho ou imagem de santa que chora,
que vota sempre no pior, que luta para perpetuar crenças
vindas do outro lado do mundo, que gasta o salário
em produtos que espelham a realidade vista na televisão,
que corta o cabelo, veste-se, vive e finge amar conforme
o modelo. Que chora ouvindo o hino nacional, mas na primeira
oportunidade vai sonegar imposto, estacionar em local
proibido ou 'pagar uma cervejinha' para se livrar de problemas.
Erguem-se tradições tal como cercas de arame
para a pecuária. Com a diferença de que
o gado está ali à força.
Incapazes de qualquer reflexão
sobre a própria vida, os farristas – que
jamais leram um livro sobre os Açores ou sabem
dizer o porquê do simbolismo do ato, contentam-se
em brincar de gato e rato com as autoridades, agora que
a coisa está apertando, e extravasar um pouco da
raiva de si e de suas próprias vidas sobre um boi
oferecido por algum político/empresário/picareta/todas
as alternativas anteriores. Naquele momento, estão
todos embalados pela euforia do álcool e da ação
em grupo – claro, pois se você dança
sozinho na rua, você é louco, mas se dança
em grupo, é Carnaval. O boi é quase coadjuvante
de grupos de autômatos humanos que vão ter
um pouco de tempero na vida se enfrentarem um cordão
policial, se jogarem pedras na viatura, se capricharem
na tortura a um animal senciente, e se virem a si mesmos
no noticiário da TV no dia seguinte. Semelhante
às crianças que tocam a campainha e saem
correndo.
Mas quem conhece História um pouco
além do que foi obrigado a aprender na escola,
sabe que as tradições mudam conforme o tempo
passa. Cai o Império Romano, morrem ditadores onipotentes,
legaliza-se o que era clandestino, proíbe-se o
que era sacrossanto, 'o que é moda não incomoda',
e segue o baile.
Pois, no futuro, espero ainda ver uma
sangrenta tradição religiosa/folclórica
açoriana no litoral catarinense, com grande participação
popular, e no mesmo esquema de todos esses anos, com vista
grossa de algumas autoridades, aval de parte da polícia
e bênção do padre. Sim, terá
animais como atração.
O nome? 'A Desforra do Boi'.
Começam
os espetáculos de teatro em Porto Alegre

Quem é mais
gaúcho::::
Ontem, num boteco na Duque de Caxias,
ouvi uma piada muito boa;os bageenses que me perdoem,
mas ela é sensacional
- Sabes porque o bageense põe aquela faca atravessada
por trás nas costas?
- É pra sentir o FERRO mais perto!
Outra do boteco da Duque:
- Tu sabes qual é o menor circo do mundo?
Não.
- É uma bombacha porque só cabe um palhaço
dentro!
Audiência
O desempenho deste site foi de 6.490
acessos nos 28 dias do mês de fevereiro. Obrigado
pela preferência. O editor.
Memória
da Imprensa

Na Procissão da Medianeira um
rebu com a Polícia Federal!
Em novembro (14) de 1976, fui cobrir a Procissão
de Nossa Senhora da Medianeira, em Santa Maria da Boca
do Monte. Era um domingo. Na segunda,dia 15/11/1976, haveria
a eleição municipal depois de muito tempo
e eu tinha a missão de levar o fotógrafo
(era o falecido Olívio Lamas) pra fazer fotos na
zona rural.
Mas na procisão de domingo, peguei uma nota boa
do Presidente da Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil(CNBB) que coloquei no " rabo" da matéria.
Dias depois apareceu um policial da Policia Federal pra
me ouvir na redação do jornal. O editor-chefe
Carlos Machado Felbherg pegou pra si o problema e além
de não autorizar minha ida a PF, solicitou ao profissional
que se retirasse.Felbherg pediu pra o policial apresentar
uma ordem por escrito para me ouvir, o que evidente o
policial não tinha.
Não é pra me gabar, mas fiquei sabendo do
episódio muitos anos depois. E o credito ao jornal
em si, não à minha importância.Estes
pequenos(grandes)episódios mostram que em 1976
já havia uma lenta abertura democrática
no país.
Coleguinhas
* Ulbra TV não fez cobertura
de carnaval no Porto Seco. O diretor comercial da televisão
pediu demissão dois dias antes do evento no Porto
Seco. Estaria negociando sua ida para a TV Record.
* Fabiano Brasil, na noite do dia 02/03,
no Programa das Sete, da rádio Guaíba,entrevistou
Lya Luft, pela data do dia internacional da mulher ( 8
de março).A escritora mostrou-se mais uma vez uma
tímida.
Eu X Eles - Coleguinhas

As redações antigas com as máquinas
de escrever sem tampa
O " moderno" de Faxinal dos
Guedes!
Nascido em Encantado, no Vale do Taquari, Olyr Zavaschi
- responsável pelo Almanaque do Jornal Zero Hora
- foi o responsável pela implantação
do
sistema computadorizado do jornal em 1987.
" Sempre sonhei com um jornal em que o ambiente fosse
silencioso. Sem aquela barulheira das máquinas
de escrever" confessou um dia Olyr.E conseguiu. A
redação,com computadores - passou do primeiro
para o terceiro andar - realmente ficou silenciosa.Além
de não ter as tradições guerras de
papel feito pelas laudas amassadas,o cheiro do cigarro
também desapareceu dela.
É que o cigarro,diziam,era inimigo dos computadores.E
o ar condicionado (refrigerado) também passou a
ser parte do cotidiano da redação com computador.
Alguns dizem que o ar refrigerado foi posto pra preservar
as máquinas do que propriamente para o conforto
dos usuários delas.
Nascido em Encantado, Olyr Zavaschi criou-se em Faxinal
dos Guedes, no Oeste de Santa Catarina.
De lá veio para Porto Alegre e foi um dos tantos
que chegou a frequentar as JUCs que haviam na capital.
Olyr fazia as refeições numa delas.
Zavaschi iniciou no Diário de Notícias,
na av. São Pedro. Depois mudou-se para a Zero Hora,onde
foi editor internacional. Nesta condição
cobriu a volta de Juan Domingos Peron, junto com o fotógrafo
Gerson Schirmer, em 1974. De uma turma de veteranos da
ZH, foi um dos poucos que sobreviveu às mudanças
impostas pelo editor chefe Augusto Nunes, em 1992,quando
foi contratado pela empresa para gerir a ZH.
Além de fazer o Almanaque diariamente, Olyr é
o chefe do setor de Opinião do jornal.
Casado com a médica psiquiatra Lucrécia
Zavaschi, tem três filhos.Nenhum seguiu a profissão
de jornalista, do paí.
Eu X Eles - Coleguinhas

Wanderley Costa Soares
O poeta que tem faro pela notícia!
Wanderley Costa Soares, um poeta que escreve em prosa,tem
faro pela notícia. Estes dias deu na sua coluna
que assina em O SUL uma mutreta que estão querendo
enbuchar para os donos dos carros. Seguramente, alguma
fonte passou isto para ele.
Todos os dias passo os olhos pela coluna do colega. Geralmente
são comentários que ele tece sobre episódios
policiais, mas volta e meia me deparo com um tópico
que prima pela informação.
É nele que me detenho com mais interesse.
Wanderley Soares não ferve na primeira cozida como
se diz. Já tem corrida de jornal. Nasceu em Porto
Alegre em 15/06/1939 - segundo Emanuel Mattos o colunista
Paulo Santana,de ZH, é do mesmo dia,mês e
ano.Wanderley trabalhou na Última Hora, de Samuel
Wainer e na Zero Hora de Ari de Carvalho.
Foi também redator da Folha da Tarde, da Cia Jornalistica
Caldas Junior(CJCJ) e durante cinco anos mudou-se para
Carazinho onde trabalhava no Jornal da Produção,editado
por uma cooperativa e tinha como diretor Waldir Hech.
Os dois iam para Panambi para imprimir o jornal numa gráfica
de lá e passavam a noite num bar ouvindo música
mecânica enquanto a gráfica imprimia o jornal
destinado aos agricultores associados da cooperativa.
Waldir e Wanderley( podia até ser nome de dupla
gaudéria) largavam de madrugada de Panambi e amanheciam
em Carazinho com os exemplares que seriam distribuídos
aos leitores. Esta rotina era feita todas as quintas e
a distribuição começava a ser efetuada
na sexta-feria de manhã.
Eram os tempos do jornalismo romântico.
Filho de Valdomiro Soares e de Vidalvina Costa Soares,
Wanderley tem outros dois irmãos que foram ligados
à imprensa: os fotógrafos Valdomiro, o saudoso
" Tio Miro" e Wyss Soares, um fotógrafo
que trabalhou no Diário de Notícias.
Wanderley é hoje o representante da ARI no Conselho
Estadual de Cultura.
Irpapos volta
a atividade: fazer nada
O Irpapos - um grupo de amigos - que
se encontram diariamente na frente da antiga Livraria
do Globo,entre 12 e 14 horas( com pausa para o cafezinho)
já tem a data marcada para o seu primeiro jantar
do ano: será no dia 13 próximo, na sede
campestre da Asfic, na zona sul da cidade.Os mais devotos
do Irpapos são alguns jornalistas, um funcionário
da Secretaria da Fazenda, no momento deslocado para o
Palácio Piratini, o Paulinho "Quarta-Feira",
Ayres Cerutti, da revista Programa e um colunista local,
de rádio e jornal, que vai lá sempre na
esperança de pegar uma notinha exclusiva.
A frequência ao Irpapos é feita de rodízios.
Quando um podem,outros não.Ninguém tem obrigação
de ir, talvez este seja seu segredo. Só há
uma mulher que participa dele, mas sua presença
é esporádica.
Há frequentadores do espaço que moram no
interior e que se deslocam de suas cidades para participar
dos jantares.Não se sabe quem começou bem
este costume, mas ele valeria um estudo. A esposa de um
dos mais assíduos frequentadores achava que era
desculpa dele em casa, que ele não poderia ir tanto
ao mesmo local, e sempre. Mas depois de várias
incertas, ela viu que era verdade: o marido realmente
estava lá reunido com os amigos.
Quando não havia celular, havia um orelhão
em que alguns amigos ligavam pra lá. Alguém
atendia e chamava um membro do Irpapos:
- Fulano, telefone pra ti!
Esta cena, repetida várias vezes, fez com que o
Irpapos ganhasse o apelido de " escritório".
Dante Caravetta, um jornalista que trabalhou na CRT -
atual Brasil Telecom - teria sido o fundador do Irpapos.
Matei a pau...
Quem lê este blog ficou sabendo
há um mês o que o secretário municipal
da cultura,de Porto Alegre,prof. Sergius Gonzaga, disse,ontem,02/03
,na ZH, sobre a Coordenação da Memória.
Ele informou o nome de Luís Antônio Custódio
pro lugar que foi ocupado nos quatro primeiros anos de
Fogaça na prefeitura por Miriam Avruch.
Miriam pediu o boné porque não conseguia
fazer seus projetos andar haja visto que era sabotada
por uma eminência parda, uma espécie de Cardeal
Richieleu que manda na SMC. Ela já mandava no tempo
da adminsitração do Partido dos Trabalhadores,
aposentou-se mas voltou a SMC via um aliado da coligação
que elegeu Fogaça a prefeitura de Porto Alegre.
Barzinho da ARI
reabre dia 7 de março!

Barznho da ARI: Onde até os presidentes mandam
um trago
O conhecido bar social da ARI reabre
depois de longos dois meses de férias - é
um costume imposto pelo falecido presidente André:
como ele ia pra praia, ninguém mais ia no barzinho.
O chamado bar social da ARI é possivelmente único
no seu gênero. Lá reúnem-se associados,
diretores, aniversariantes, e alguns amigos da entidade.
Dito bar não tem ecônomo - alguns acham que
ele deveria ser terceirado, como o colega Vilnei.
Não há comes, só quando há
algum evento importante e aí quem o promove tem
que levá-los. Nos últimos anos é
servido um amendoim(alguns maledicentes dizem que o amendoin
é o mais duro possível, mas isto é
intriga da Oposição).
Não se sabe porque que todo o barmen do barzinho
da ARI geralmente é mal humorado. Houve um,muitos
anos atrás, o Deoclides Berneira,que tinha um péssimo
humor: mas havia alguns habitués que achavam que
seu mau humor era apenas da boca( ou do fígado
pra fora...)
Deoclides estava sempre com cara de poucos amigos, zangado,
mas atendia a todos.
Depois o barzinho da ARI passou para as mãos do
Adolar,que o cuida há 12 ou 13 anos. Apesar de
colorado fanático e de ser também o zelador
do prédio da ARI, o Adolar é gente fina,
desde que não pise nos seus calos .Se você
chegar no prédio da ARI e ele estiver na portaria,
diga logo quem é, onde vai e o que vai fazer: senão
é bronca na certa.
Por ele, os amendoins duros já deveriam ter sido
eliminados de aperitivo no barzinho,mas quem os compra
acha que não...
Alguns habitués do barzinho da ARI já abriram
uma dissidência. Depois do barzinho da ARI esticam
( como diria aquele colunista social) pro Picanha, ali
na Lima e Silva.
Principalmente o Wanderley Soares e o Vilnei tem mesa
cativa.
Pois do barzinho da ARI é que é transmitido
o programa " Conversa de Jornalista" da rádio
da UFRGS,ao vivo. Por isto que se ouve barulho de copos,quando
o programa é feito dali ao vivo.
Fora do AR...
Ontem,dia 02/03, pela volta de 15 horas,
depois da coletiva da governadora Yeda Crusius, os coleguinhas
que precisaram falar com o jornalista JOABEL PEREIRA que
é oficialmente o porta-voz da governadora estava
DESLIGADO!
Coleguinhas
Esta ninguém me contou. Eu ouvi
o L.C.Reche, na Rádio Guaíba lembrar a semelhança
do segundo gol do Inter no Clássico,dia 1/03 com
o de Figueiroa, em 1975, contra o Cruzeiro, no campeonato
brasileiro. Ontem,dia 2/3 o blog da ZH o reproduziu com
fotinho antiga e tudo. Como dizia o Lavoisir, nada se
cria,tudo se copia....
1) Rosane de Oliveira, da RBS, pelo
comentário que fez ontem, dia 2/03, no Gaúcha
Atualidade,é gremista.
2) Rogério Mendelski, depois de umas férias
em Jurerê Internacional, está de volta ao
Bom Dia, na Guaíba.
3) Era furada a informação do Ataídes
Miranda, da Guaíba, de que Mendelski estava na
Venezuela e iria entrevistar Hugo Chaves.
4) Começou o ano...
5) Guaíba, pelo visto, investiu forte na cobertura
de Carnaval local.
6)Meia dúzia de gatos pingados compareceu neste
domingo,01/03 na Câmara Municipal de S.Borja que
lembrou os 81 anos de Jango. Depois foram todos ao cemitério
Municipal Jardim da Paz, onde repousam os restos mortais
do ex-presidente. Esvaiu-se por enquanto a notícia
de que o corpo de Jango seria transladado para Brasília,
onde estaria sendo construído um memorial.Notícia
não caiu bem principalmente em S.Borja.
Estranheza....
Causou muita estranheza, pra dizer o
mínimo, a quem foi neste último domingo,
dia 01/03 homenagear a memória do ex-presidente
Jango,o estado total de abandono em que a prefeitura municipal
de Porto Alegre deixou o busto do ex-presidente da República
localizado na av. do mesmo nome, junto a Usina do Gazometro.O
busto de Jango está todo pichado e com arbustos
crescidos em volta dele. Um descaso total. " Afinal
de contas, ele foi um presidente da República"lembra
um dos participantes do ato realizado no último
domingo junto ao busto para lembrar os 81 anos de Jango.
Jango
O MJDH,leia-se Jair Kristche anda investigando
a possibilidade de que o ex-presidente Jango tenha sido
vítima da chamada Operação Condor.
Abaixo um documento obtido por ele. O editor.








Há 82 anos
nascia Teixeirinha
Teixeirinha
Vctor Matheus Teixeira , o popular cantor
Teixeirinha, nasceu há 82 anos atrás, no
distrito de Rolante, então município de
Santo Antônio da Patrulha. Pessoalmente, segundo
João Baptista Aveline, Teixeirinha era um baita
grosso. Aveline e Teixeirinha foram colgas na rádio
Gaúcha, quando o cantor tinha um programa líder
de audiência de manhã cedo, o " Teixeirinha
amanhece cantando".
Conheço também quem usou muito a popularidade
do falecido cantor( Teixeirinha morreu 10 pra meia noite
do dia 4 de dezembro de 1985).O repórter policial
Milton Galdino, de ZH, uma noite teve que atender um chamado
e foi até Charqueadas pra conferir um princípio
de rebelião na penitenciária de segurança
máxima. Na volta, parou numa churrascaria, já
alta madrugada, na BR-290, na altura de Eldorado do Sul.
Adentrou o recinto,acompanhado de fotógrafo e motorista.
- Compadre Teixeira está aí, pediu Galdino
ao já solonento gerente que fechava a casa.
- Não, não está mais.
- Mas ele combinou pra mim que me esperaria pra comer
um churrasco comigo.
- Não seja por isto.
E o gerente fez o churrasqueiro preparar um churra pros
comunicadores.
Teixeirinha mulherengo
Teixeirinha teve filhos com três companheiras. Mas
praticamente sempre morou com Zoraida, numa casa que construiu
na Glória, onde tinha uma piscina de péssimo
gosto,diga-se de passagem.É que ele mandou fazer
a piscina em forma de cuia de chimarrão. Lá
está a piscina até hoje. O local é
conhecido por " A casa do Teixeirinha".
A grande dor de corno de Teixeirinha foi com Mary Terezinha
que escreveu um livro botando pra fora os podres do ex-companheiro.
Dizendo,inclusive, que ela foi praticamente estuprada
pelo cantor, quando jovenzinha porque sua vó queria
que ela fosse contar com o já conhecido compositor
de " Coração de Luto", que o apresentador
Flávio Cavalcanti apelidou de " churrasquinho
de mãe".
O cantador de P. Fundo
Muita gente pensa que Teixeirinha nasceu em P.Fundo, porque
ele cantou muito a " capital do Planalto Médio",
como a chama numa canção. É que P.Fundo
tem muita mulher bonita, mesmo.
Teixeirinha na verdade chegou a P.Fundo no começo
de sua carreira mais pobre que rato de igreja.Lá
primeiro colocou uma espécie de minicirco com uma
loninha e o tradicional jogo de azar, aquele que se dá
um tiro numa garrafa e dependendo da pontaria do sujeiro,
ele ganha presentes.Assim ele começou a vida em
P.Fundo. Se não me engano, este minicirco do Teixeirinha
em P.Fundo ficava na av. Brasil, que é a mais movimentada
da cidade, que a corta de Norte a Sul.
Depois que se separou de Mary Teixeirinha - que o trocou
por Ivan Trilha,sanborjense - Teixeirinha entrou numa
enorme desilusão. " Morreu de desilusão"
lembra um fã do finado autor de " Coração
de Luto" e de " Querência Amada"
uma espécie de hino gaudério gaúcho.
Todos os anos, no dia de Finados, no Cemitério
da Santa Casa de Misericórdia, reunem-se alguns
fãs pra tocar músicas do compositor e lhe
depositar flores.Uma fã sempre é vista lá
esbravejando contra Mary Teresinha, a quem acusa "
de ter matado" Teixeirinha.
Eu X Eles - Coleguinhas
Dario K. Borges
A voz do poste da beira da praia de Tramandaí.
O verão está terminando e por isto me lembrei
do seo Dario Kras Borges que nos anos 70 e 80 ficava na
sua " casinha" à beira do mar de Tramandaí
transmitindo recados,principalmente sobre crianças
perdidas.
Era comovedor ver seo Dario,como nós, os canetinhas,
o chamávamos, se interessando para ajudar as pessoas
que estavam desfrutando de seus momentos de lazer à
beira mar.
Também ele acobertava algum " gambá"
dentro de seu pequeno quiosque até que curasse
a bebedeira.
Dario Krás Borges faleceu há alguns anos
pelo que sei. Seu lugar agora está sendo ocupado
pela rádio FM Praia e pelo radialista José
Bueno, que atua nesta rádio de beira de praia -
chamada de rádio comunitária - há
20 anos.
Dario Kras Borges nasceu em Torres - de uma família
tradicional daquela praia -e sempre foi um solteirão.
Filho de Procópio Krás Borges e de Belmira
Raupp Krás Borges morava na rua Professor Pedro
S´Helena,205, em Tramandaí.
Dario começou na frente do Bar Gaivota, nos anos
40, em Tramandaí, com um pequeno microfone. Desde
estes tempos heróicos, o comando da rádio
comunitária mudou algumas vezes.Durante os anos
de 2003 e 2004 chegou a ficar desativada. Atualmente a
rádio funcina no período de 15 de dezembro
a 15 de março, no horário entre 8hs e 18
horas.
Segundo o Correio do Povo de 27/02, a rádio fundada
pelo seo Dario é tocada hoje pelo radialista José
Bueno, de 45 anos. Ele também tem a missão
de encontrar principalmente crianças perdidas."
Uma excursão de Viamão chegou a esquecer
uma criança de 5 anos na praia" contou o radialista
ao Correinho.
MEMÓRIA
Decreto-Lei 477 faz 40 anos
Os 40 anos do Decreto-Lei 477 serão
lembrados hoje (27/02/2008), na 8ª Anistia Cultural,
na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio
e Janeiro. O decreto, editado em 6 de fevereiro de 1969,
durante a ditadura militar, define infrações
disciplinares praticadas por profesores, alunos, funcionários
ou emregados de estabelecimentos de ensino público
ou particulares.
Na prática, o decreto estabeleceu
rito sumário para demissões e desligamento
de professores, funcionários e estudantes que praticassem
infração disciplinar considerada subversiva
nas universidades brasileiras. O evento de amanhã
é promovido pela OAB, pela Comissão de Anistia
do Ministro da Justiça e pela União Nacional
dos Es tudantes (UNE).
Assinada pelo segundo presidente do regime
militar, marechal Arthur da Costa e Silva, a norma considerava
infração disciplinar a participação
em paralisações da atividade escolar e na
organização de eventos não-autorizados,
a confecção de material subversivo, a prática
de atos contrários à ordem pública
ou à moral, o seqüestro de pessoas e atentados
contra o patrimônio das universidades. “No
início, a gente pensou que não fosse para
valer, dado o rigor ditatorial sem precedentes”,
recorda-se o então estudante de Arquitetura e Urbanismo
da Universidade de Brasília (UnB) e presidente
da federação dos estudantes da capital federal,
José Antônio Prates, hoje prefeito reeleito
de Salinas, no interior de Minas Gerais. O decreto “era
o AI-5 das universidades”, afirma o cientista político
Octaciano Nogueira, professor da UnB, rememorando o Ato
Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, que
cassou direitos e garantias fundamentais.
O ex-ministro da Educação
e Cultura Jarbas Passarinho, que assumiu a pasta nove
meses depois da expedição do decreto, confirma
que o 477 foi, de fato, “um corolário”,
“um produto do AI-5”. “[O decreto] foi
baseado no teorema do AI-5, que era a decisão de
fazer frente às guerrilhas que já tinham
começado”, diz o ex-ministro, que percebia
nas universidades um foco de resistência ao governo
da época, inclusive com o risco de luta armada.
fonte: Gazeta Mercantil