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Praça
da Alfandega
Não
só as putas não estarão presentes,
sexta,dia 30/10 na Praça da Alfandega pra inauguração
da 55 feira do livro. Um ícone da feira, no caso
a SINETA do XERIFE(Salvador La Porta) estaria ausente, pelo
menos a original. É que ele a deu a alguém
pra consertar, ou o cara se apresentou como o consertador,
e a sineta sumiu...este era o boato que corria frouxo entre
os livreiros que preparavam as barracas esta seman....
Praça
da Alfandega
O
que mais se pergunta por aí é qual será
o livro mais vendido. Não tenho o menor palpite.
Talvez a biografia do Sartre que já vi na banca da
LPM Editores seja um dos mais vendidos, mas o preço
é salgado: 60 pilas....
A
memória de elefante do Lauro Dieckmann
A
Ananda Aple surgiu na mídia numa rádio FM
da RBS. Ela devia ter pelos 15 anos de idade e fazia um
programete sobre os Beatles. A ZH, na época, fez
uma matéria onde contou que a Ananda era uma menina
apaixonada pelos Beatles (que, à época, já
tinham se desintegrado). Ela tinha um álbum - bem
coisa de menina - onde fazia o registro de fatos referentes
aos Beatles que ela pesquisava. Com base nesse material
é que preparava o programete para a tal rádio
da RBS. Depois, como tomou gosto pela coisa, é que
foi estudar jornalismo.
A memória me falha quanto ao nome dessa rádio,
se ainda era Gaúcha-Zero Hora FM ou tinha outra denominação.
Em tempo: a Gaúcha-ZH FM foi uma rádio que
o "seu" Maurício montou para fazer concorrência
à Continental (não preciso explicar o que
era e o que significou, não é?), mas teve
vida curta, já que foi consumida por aquele incêndio
da TV Gaúcha (a rádio funcionava no mesmo
prédio, no Morro Santa Teresa).
Outra curiosidade: com a rádio fora do ar, o "seu"
Maurício reempregou o pessoal da rádio nos
outros "produtos" da RBS. O Nelsinho Mola, que
era uma das estrelas da rádio, por exemplo, foi relocalizado
como editor de Polícia na redação da
ZH.
Mas, não demorou muito, o "seu" Maurício
voltou a colocar no ar outra FM, agora para concorrer com
a Guaíba, e que hoje é a Itapena FM (mas a
programação era muito melhor que a atual;
um dos Loureiro Chaves era o programador, coisa muito fina).
Ah!, se não me engano, ainda antes de ir para SP,
a Ananda chegou a trabalhar um tempo na Folha da Manhã,
na época em que o Galvani era o secretário.
Na mesma época, andaram por lá, na FM, a Alice
Urbin e o Carlos Dorneles, estes eu tenho certeza.
Lauro Dieckmann
Luiz
Coronel na 55ª Feira do Livro
O poeta e escritor Luiz Coronel participa da 55ª Feira
do Livro de Porto Alegre. No primeiro dia da Feira, 30 de
outubro, às 10h e 30 min, conversa com as crianças
na Arena das Histórias (Armazém A do Cais
do Porto - Área Infantil e Juvenil da Feira). E no
dia 31 de outubro, às 17h, autografa o livro de poesia
infantil, Ave-Fauna ? Um canto de amor à natureza,
no deck de autógrafos do Cais do Porto no Pórtico
Central.
O livro Ave-Fauna, da Editora Mecenas, recebeu o Prêmio
Especial da Revista Plural, no México. É um
livro pleno de humor poético com o texto de apresentação
do poeta Manoel de Barros.
Ave-Fauna está em sua oitava edição
e vem crescendo, significativamente, em seu aspecto formal,
com a ilustração do colombiano Pedro Lopes.
O livro que tem o apoio da Cia.Zaffari e da Nestlé
abre a Coleção Esquilo, destinada à
Feira do Livro Infantil do Jardim Botânico, este ano
em sua terceira edição.
O livro Ave-Fauna estará a venda por R$ 4,50 dando
direito a um pôster educativo "O dia da inauguração
do Mundo" ou "Bloco das Letras".
Fórum
discute a situação das mulheres em áreas
fronteiriças
Emilia Fernandes coordena a mesa do V Fórum Mundial
das Américas, África e Amazônia
Tráfico de drogas, de armas, de mulheres e crianças
nas fronteiras do sul do Brasil foram alguns problemas citados
pela deputada federal Emilia Fernandes (PT-RS), no V Fórum
Mundial das Américas, África e Amazônia,
nos dias 27 e 28 de outubro, em Brasília.
Coordenadora da mesa “Protagonismo das Mulheres em
Áreas Fronteiriças com o Brasil”, a
parlamentar, e presidenta do Fórum de Mulheres do
Mercosul/Brasil , disse acreditar ser esses os grandes desafios
para superar as desigualdades na região. “Eu
venho de uma cidade no Rio Grande do Sul, na fronteira com
o Uruguai, chamada de Sant’Ana do Livramento. Não
tem ponte e nem militares impedindo que o povo se integre.
Aquelas cidades são unidas por uma rua e que na força
do seu povo tornaram a fronteira da paz e uma das mais irmãs
que se noticia no mundo. Porém, na fronteira temos
problemas comuns e que precisam do olhar atento dos governos
e das políticas públicas.”
Entre os problemas destacados pela deputada está
o esgotamento econômico, a fuga de agressores para
os países vizinhos, além do tráfico
de drogas, armas, mulheres e crianças no local. “Há
desafios com características muito próprias.
É uma região que fica afastada dos grandes
centros políticos e econômicos, além
da própria questão geográfica. O que
faltam são políticas específicas para
aquelas regiões”, disse.
Representando a entidade não-governamental, Emilia
agradeceu em nome do Fórum de Mulheres do Mercosul/Brasil,
a presença dos convidados e a realizadora do evento
Margarida Chaulet, presidente da Unifas Organ/World. “Ouvir
estudiosas, representantes de vários países,
que trouxeram a sua realidade para compararmos com a nossa
e ver que não é tão diferente assim
um país do outro. Nós sabemos que os desafios
são semelhantes no mundo todo”, concluiu.
O debate contou com a presença de representantes
do Fórum de Mulheres do Mercosul/Argentina, Rita
Quevedo; do Paraguai, Dóris Hermosilla; e do Ministério
de Minas e Energia, Verônica lima.
Premiação
A deputada Emilia Fernandes recebeu a placa “Político
do século, Senador Nelson Carneiro” em prol
dos direitos das mulheres e entregou a presidenta da Unifas
um livro com toda a legislação e direito das
mulheres. “Essa é uma homenagem feita pelo
parlamento brasileiro, que contém toda a legislação
que existe no país referente as mulheres, para que
a gente lute e coloque em prática e defenda os nossos
direitos. Esse país tem que respeitar e valorizar
as mulheres”, disse.
--
Bruna Yunes
Assessora de Imprensa
Luis
Carlos Prestes: Qual a sua opinião a respeito do
Velho?
recebo
da leitora Neusa Penalvo:
Vc. sabia que tive a honra de conhecer Dulphe Pinheiro Machado,
aqui em São Borja? Meu pai e ele eram amigos.
Vc. sabia que Dr. Dulphe é o pai do Paulo Pinheiro
Machado, Prof. orientador no mestrado do Marlon Aseff, autor
do livro sobre os exilados na fronteira?
Esta tenho certeza que vc. não sabe: A Câmara
de Vereadores de São Borja, em duas oportunidades,
negou o título de cidadão são-borjense
a Luis Carlos Prestes?
Sds.
Neuza Penalvo
Praça
da Alfandega
Quer dizer que depois que roubaram os livros do Carlos Drumond
de Andrade,agora vão roubando até a sineta
do Xerife???que urucubaca,hein....
Praça da Alfandega
Ontem, no programa do Mendelski, bem cedo, o apresentador
perguntou ao Luis Fernando Natchagall, do tempo:
-
como será o tempo pra feira?
- que feira, reagiu Luis Fernando
O
cara de são leo não ta aí pra feira
do livro de portinho.
Coleguinhas
* Flávio Pereira, de O SUL, me repassa uma notícia
que o delegado Edilson Chagas Paim, lhe passou: eles recuperaram
uma retroescavadeira que fora clonada e que estava sendo
levada pra Santa Catarina....Até isto tão
roubando, retroescavadeira...Hoje, na Freeway, os operários
dormem dentro delas pra não serem roubadas...
O
duelo
O
duelo que o Lauro e o Serginho
vão
fazer,hoje,dia 30/10
no
centro ao lado da prefeitura....
Finalmente
está tudo acertado pro Lauro Dieckmann e o Serginho
Ross tirarem as diferenças.Hoje, por volta do meio-dia,
ao lado do leão da prefeitura, vou estar mediando
o encontro dos dois. Tal como num bangue-bangue, terá
uma certa cerimônia antes que o primeiro puxou o gatilho...
Já
sei, o Serginho vai começar gritando:
-
BA BA BA CA!!!!!!!!!!
E
o Lauro vai responder:
-
Débil mental
Em
seguida, ouvir-se-rajadas de metralhadora....
Quem
viver,verá....
SAÚDE_MENTAL
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O
crime perfeito
Por Renan Antunes de Oliveira
Polícia
acusa de assassinato um médico e fazendeiro da alta
sociedade gaúcha, mas ele escapa da condenação
porque ninguém acha os corpos das duas vítimas.
Faz
mais de quatro anos que Sirlene foi vista pela última
vez. Ela vestia jeans e blusa preta de mangas longas, com
detalhes de flores no ombro. Eram quase oito da noite de
um sábado, 11 de junho de 2005, véspera do
dia dos Namorados. Ela atravessava a avenida Baltazar de
Oliveira Garcia, na Zona Norte de Porto Alegre, em direção
ao posto Petrobras. Levava pela mão o filho Gabriel,
sete aninhos, de camisa pólo vermelha, jeans e um
tênis Topper branco. Os dois estavam indo para um
encontro no qual o menino finalmente conheceria o pai Ernesto,
homem casado e com outra família num bairro chique
da capital gaúcha.
É
provável que nunca se saiba o que aconteceu depois,
porque Sirlene e Gabriel sumiram. A polícia está
convencida de que Ernesto matou os dois e escondeu os corpos
para não macular a imagem do casamento com a socialite
Anelise. Ele chegou a ser preso, acusado de ?sequestro,
cárcere privado e homicídio qualificado, sem
jamais confessar o crime. Ernesto passou alguns dias no
Presídio Central, mas o caso está arquivado
desde fevereiro de 2008 o Ministério Público
desistiu de levá-lo ao Tribunal do Júri porque
os corpos nunca foram encontrados.
Pouco
antes de desaparecer, a vendedora Sirlene Moraes, então
com 42 anos, casada havia 20 com Joel e mãe de outros
dois filhos, passava dias rezando na Igreja Universal do
Reino de Deus perto da parada 72 de Gravataí. Para
amigas, revelou que rezava para expiar a culpa de apaixonar-se
por um homem casado, Ernesto, ter um filho com ele, Gabriel,
e deixar o marido enganado, Joel, criá-lo como seu.
Buscava apoio na religião para ?voltar a viver na
luz da verdade.
Sirlene
veio menina de Santa Maria. Por todos os relatos, era (ou
é, na hipótese improvável de estar
viva) uma mulher séria, mãe carinho sa. E
guerreira. Por anos vendeu roupas de porta em porta, até
conseguir uma lojinha num shopping popular da rua Voluntários
da Pátria. Sustentava a casa. Aguentou Joel numa
fase em que o marido esteve doente e abusivo o homem estava
melhor nos últimos tempos, tornou-se pai dedicado
para o menino que pensava ser seu.
O
romance dela com médico homeopata Ernesto Alexandre
Caye foi um vale de lágrimas. Ela sofreu calada por
quase oito anos. Sirlene teve o bebê mesmo contra
a vontade dele. Ernesto lhe dava R$ 200 por mês para
manter o segredo e cuidar do menino bem longe da elegante
e legítima família dele.
Duas
semanas antes de desaparecer, Sirlene tinha dado o último
passo para livrar-se da culpa que a consumia: deixara Joel,
saindo de casa apenas com Gabriel e uma mala de roupas.
Foi viver na casa de um irmão, enquanto tentava um
acerto com Ernesto: ela queria o reconhecimento da paternidade,
um lugar para viver e pensão pro guri.
O
marido ciumento
No
sábado em que sumiria, foi esse irmão quem
levou Sirlene ao posto Petrobras. No caminho, ele ouviu
dela que o médico lhe prometera ?uma casa em Esteio
e aumento da pensão para 1.500 reais. Parecia que
um acerto estava perto. Uma cunhada conta que ?em troca,
Ernesto queria mais 10 anos de silêncio o segredo
do romance proibido deveria ficar na Zona Norte. Para o
encontro no posto, Ernesto exigira a presença do
pequeno Gabriel o filho que jamais quisera conhecer.
Foi
esta exigência que fez as autoridades suspeitarem
que Ernesto atraiu os dois para uma armadilha. Mais do que
se livrar da amante, seria preciso sumir com o menino, a
prova da infidelidade, para esconder o caso da esposa e
até impedir a futura divisão do patrimônio
com o filho ilegítimo o médico já tem
dois com dona Anelise, herdeiros de uma fortuna em fazendas
em Cachoeira do Sul e no Uruguai.
A
polícia fez, então, duas coisas qu e raramente
faz. Uma é acusar alguém de assassinato mesmo
sem encontrar os cadáveres. A outra é botar
no Presídio Central um cidadão classe A: médico,
milionário, fazendeiro e ex-oficial da Aeronáutica.
Não adiantou: semanas depois, por dois a um, os desembargadores
do Tribunal de Justiça acharam que ele não
representava nenhuma ameaça à sociedade e
o soltaram.
O
primeiro suspeito não era Ernesto. Era Joel, o marido
enganado, com antecedentes de ser excessivamente ciumento.
Fora deles, ou Sirlene surtou e foi se esconder com o menino
na Mesopotâmia, ou mãe e filho foram abduzidos.
Joel
tinha um álibi dos bons para a hora do sumiço:
estava em casa com os outros filhos, na rua Leonardo Da
Vinci, um beco de classe baixa na frente do Sesi daquela
parada de Gravataí.
O
foco da investigação foi, então, para
cima do amante. Sirlene já tinha dito aos irmãos
que, se alguma coisa lhe acontecesse e ao menino, ?podem
ir pra cima dele. No domingo anterior ao sumiço,
os amantes tinham saído juntos pela última
vez. E combinado que ele lhe daria a tal casa em Esteio
e a pensão maior. Depois desse encontro, ela contou
aos irmãos que o médico ?suava frio durante
a conversa. Disse ter ficado ?com tanta pena que decidira
não entrar na Justiça, fazer tudo por acordo
?para poupá-lo do escândalo.
O
médico começou a se defender mentindo para
a polícia: disse que, na hora do crime, estava com
a mulher no interior. Mas os dois estavam em Porto Alegre.
Foram denunciados pelos registros das ligações
de seus celulares. Ernesto ligou para Anelise às
19h39min daquele dia, por 2 minutos e 32 segundos. A chamada
saiu de uma estação da Vivo na Baltazar de
Oliveira Garcia, Zona Norte, perto do posto de gasolina
onde Sirlene e Gabriel foram vistos pela última vez.
Portanto, Ernesto estava na hora e no local do sumiço.
Para
piorar a defesa do médico, o melhor amigo dele apareceu
na delegacia contando que, num momento de fraqueza, E rnesto
lhe confidenciara ter matado Sirlene e Gabriel ?para se
livrar do problema. O médico então pediu cobertura
ao amigo. Queria que ele dissesse à polícia
que os dois tinham passado a tarde juntos num churrasco,
com as esposas.
A
mulher do melhor amigo ficou indignada e contou tudo à
polícia. Ela disse que Anelise a procurou invocando
os 20 anos de amizade entre as duas pra lhe pedir que forjasse
o álibi para Ernesto: ?Amigos não são
para estas coisas.
O
nome do casal consta do boletim de ocorrência. Os
dois foram entrevistados para esta reportagem. Mudaram de
endereço, temendo represálias dos ex-amigos.
O advogado de Ernesto contestou os depoimentos simplesmente
dizendo que os denunciantes eram inimigos dos Caye por definição,
amigo não denuncia. Ficou o dito pelo não
dito.
O
amante furioso
O
romance que virou ?problema começou no consultório
médico em 1995. A fase boa durou quase dois anos.
Sirlene foi indicada para tratar-se com Ernesto pelo próprio
marido, paciente dele. Ela começou a frequentar o
luxuoso consultório-residência, localizado
numa mansão de três andares na avenida Carlos
Gomes. Como o tratamento homeopático é demorado,
as sessões de amor eram mascaradas pelas consultas
frequentes a alcova era no térreo, dona Anelise vivia
perigosamente perto, na cobertura.
Sirlene
estava na flor de seus 32 aninhos quando começou
o tratamento. As fotos do álbum de família
mostram uma morena clara do tipo mignon, algumas curvas,
feições delicadas e muito atraente. Amigos
e familiares a descreveram como de jeito sempre meigo e
alegre, mas que era ?muito carente. Ela já pensava
em divórcio quando conheceu Ernesto. Ele a incentivava
a largar o marido, portador de um distúrbio psicológico
chamado Síndrome do Pânico. Ela se queixou
ao amante que, durante uma fase do casamento, sofreu abusos
do marido ciumento.
?Ela
não dava motivos, porque nunca foi namoradeira, defende
Nara, babá de Gabriel e confidente, vizinha da rua
Leonardo Da Vinci. Nara foi a primeira a saber do romance
proibido da amiga. Garantiu que foi o único caso
extraconjugal dela: ?Sirlene voltou já da primeira
consulta apaixonada.
O
romance durou até que ela engravidou: ?Ernesto ficou
furioso e tentou fazê-la abortar, usando drogas. O
tratamento fracassou. ?Ela disse que ele estava tão
bravo que teve medo que fizesse o bebê desaparecer,
então foi ter o filho em Tramandaí, cidade
praiana distante 100 km de Porto Alegre.
Como
foi o parto: na época, Sirlene vendia planos da Unimed
no litoral. Fez amigos num hospital da praia e foi para
lá, com Joel, a pretexto de pagar mais barato. Depois
que o bebê nasceu, ela o trouxe para casa sempre escondendo
do marido que ele não era o pai.
O
romance com Ernesto esfriou total. Mais Nara: ?O médico
cortou o relacionamento, mas ela continuou apaixonada por
ele até o fim a am iga, dramática, tem certeza
que Sirlene está morta.
Nara cuidava do menino enquanto Sirlene trabalhava. E ouvia
confidências: ?Ela vivia amargurada por ter que manter
o segredo. Nos últimos dois anos, Sirlene amadureceu
a decisão de separar-se e contar a verdade ao marido,
para assim viver de acordo com os ensinamentos da Igreja
Universal.
A
fofoca da rua
O
segredo que só a babá sabia virou fofoca geral
na Leonardo Da Vinci. Sirlene contara tudo para a própria
filha mais velha, Natiele. E esta para uma amiga do outro
lado da rua parece clichê, mas o marido foi mesmo
o último a saber. Quando foi que Joel soube da história?
?Eu já suspeitava, admitiu em entrevista, um mês
depois do sumiço. Ele falou de pé, na frente
do portão da casa onde viveu quase 20 anos com Sirlene:
?O menino era loiro, ninguém aqui é assim,
disse, com serenidade e, se algum dia foi ciumento, nada
deixou transparecer.
Já
q ue suspeitava, por que não pediu um DNA? Joel desmonta
a tese do ciumento: ?Não estava e não estou
interessado nisso. Só queria ele de volta, eu o criei,
é meu filho, nada importa.
Ele conta que ?o casamento ia mal, Sirlene vivia dizendo
que queria ir embora com ele. E se lamenta: ?Eu dizia ?vai,
mas deixa o menino?. Poucas semanas antes de desaparecer,
ela tava resmungando demais, então eu me enchi e
disse ?vai de uma vez?. Ela saiu e o levou. Aí os
dois sumiram. Estou arrependido de ter deixado que fossem.
Com
Joel contando o drama na calçada, os vizinhos vão
se juntando para ouvir de novo a história que todos
sabiam. Crianças dão palpite. O papo é
aberto, sem frescuras, com aquela cumplicidade que só
se vê na pobreza. Mais: Joel disse que queria mandar
uma foto do menino para o Linha Direta, da Globo. ?Pode
ser que alguém o reconheça em algum lugar
e ele volte pra casa. A torcida aplaude a decisão,
ansiosa pela notoriedade nunca obtida o show já saiu
da programação global e nada dos desaparecidos.
Como
foi o impacto do caso na elegante mansão da família
de Ernesto? ?Estamos muito abalados diz a irmã, de
nariz empinado. ?Ele é inocente, e nós vamos
provar isso. Ela se queixa do noticiário da época
e de que uma entrevista do advogado dele na TV saiu truncada.
?Nós não vamos falar mais nada, avisa, passando
a bola para um dos mais caros e respeitados advogados da
cidade aquele que lhe conseguiu o habeas corpus para sair
da cadeia e até botou o processo em segredo de justiça.
Visita
conjugal
Como
está reagindo dona Anelise, a esposa enganada? A
cunhada conta que ?ela sabia da história, porque
Ernesto teria lhe contado o caso alguns dias antes do incidente
que o levou à prisão não se sabe se
para preparar o espírito dela ou se para desabafar.
Com o telefonema dos dois flagrado na hora do sumiço,
a polícia chegou a investigar a possibilidade de
que a esposa tenha exigido do marido ?livrar-se do problema,
mas não conseguiu avançar nesta linha.
Com
o escândalo, a rotina de dona Anelise mudou. Por uns
tempos ela suspendeu as partidas de tênis com casais
amigos na exclusiva Sociedade Leopoldina Juvenil. Enquanto
ele esteve preso ela dedicava as tardes das terças
à visita conjugal no Presídio Central, o que
deve ter dado uma boa apimentada na relação.
Quatro
anos e seis meses depois do sumiço a polícia
já desistiu de novas diligências. Natiele assumiu
o balcãozinho do shopping da Voluntários da
Pátria. Ela fez faculdade, cuida do irmão,
ampara o pai, tem o papel da mãe na casa da rua Leonardo
Da Vinci.
Quanto
ao segredo que muitos conseguiram esconder por tanto tempo,
deu no Diário Gaúcho, na Zero Hora, na Globo.
Falta pouco para virar manchete na CNN em espanhol: a polícia
procurou os corpos até no Uruguai, suspeitando que
Ernesto os enterrou lá, numa de suas fazendas.
Desde
o arquivam ento e do segredo de justiça, o nome dele
sumiu da mídia, está num confortável
esquecimento então o nosso Ernesto Alexandre Caye
é um homem inocente, até que se prove o contrário.
A promotora Dirce Soler, da 2ª Vara do Júri,
já desistiu de pegá-lo porque ?não
temos provas para prosseguir. Para quem sonha com Justiça,
dona Dirce avisa que ?a polícia pode recomeçar
a investigar, se por acaso alguém encontrar dois
corpos por aí tipo assim, você vem caminhando
na rua e vê dois corpos...
Os
irmãos de Sirlene, mais pragmáticos, ofereceram
uma recompensa por qualquer pista. O Ministério Público
pelo menos ajuda divulgando em seu site que a recompensa
da família é um pedaço de terra avaliado
em 17 mil reais, nos cafundós do Rio Grande do Sul.
Enquanto
os corpos não pintam, o doutor Ernesto vai tocando.
Em 2007, fez um curso de pós na PUC. Voltou ao tênis.
Faz trilhas. Aos 46 anos, está em boa forma, alto,
magro, sempre bem vestido. Repórteres que se fizeram
passar por pacientes o descrevem como um homem frio, distante.
Um deles arriscou dizer que o homem é do tipo controlador
leitura feita porque, algumas vezes, ao invés de
ouvir os sintomas dos doentes, ele interrompe as pessoas
e diz para elas o que elas estão sentindo.
O
doutor Ernesto trabalha também numa clínica
geriátrica. É que seu consultório sentiu
o baque da acusação, teve diminuição
notável da clientela. Lá, na sala de espera,
oferece aos pacientes as clássicas revistas velhas,
a Bíblia e um livro cujo título é o
mais perto que ele já chegou de uma confissão:
?O passado não importa.
25/10/2009
Fonte:
ViaPolítica/O autor
Renan
Antunes de Oliveira é jornalista e colaborador permanente
de ViaPolítica. No país e no exterior escreveu
para os principais jornais e revistas brasileiros. Em 2004,
recebeu um prêmio Esso de reportagem pela reportagem
?A tragédia de Felipe Klein, escrita para o jornal
de bairro Já, de Porto Alegr e. Em 2007, participou
da coletânea Versus - Páginas da Utopia, da
Azougue Editorial e Laser Press Comunicação,
com a reportagem ?O caso Flávia Schilling, sobre
a brasileira ilegalmente presa e torturada pela ditadura
uruguaia na década de 70.
85
ANOS DA COLUNA PRESTES
Senhor Presidente.....Senhoras e Senhores Deputados......
Ocupo
esta tribuna para registrar a passagem dos 85 anos do Movimento
Revolucionário conhecido como Coluna Prestes, a Coluna
Invicta, que partiu de Santo Ângelo, exatamente na
noite do dia 28 de outubro de 1924, comandada pelo Cavaleiro
da Esperança, Capitão Luiz Carlos Prestes,
acompanhado de aproximadamente 300 pessoas, entre civis
e militares.
A
Coluna percorreu durante mais de dois anos cerca de 25 mil
quilômetros, de Sul a Norte, de Leste a Oeste do Brasil,
realizando uma das três maiores marchas da história
da humanidade, somente comparável à coluna
de Espártaco em Roma e a grande marcha de Mao-Tse-Tung
na China.
Objetivando
marcar esta data, muitas atividades acontecem e o Jornal
das Missões, de Santo Ângelo, dentro da programação
de comemoração de seus 26 anos de fundação,
lançou a X edição do Concurso de Redação
do Jornal, propondo o tema “85 anos de Coluna Prestes.
Movimento heróico ou vilão?”
Para
compreender a motivação da marcha revolucionária,
é preciso conhecer o contexto histórico e
político do País do início do século
20.

deputado Adroaldo Loureiro(PDT)
Mesmo com a Proclamação da República,
em 1889, as oligarquias e os grandes latifundiários
comandavam o sistema econômico e político do
País. O povo não tinha terra, faltavam moradias,
transporte, escola, e cerca de 80% dos brasileiros eram
analfabetos. Imperava o “voto à cabresto”.
Esse
período da história do País ficou conhecido
como o da Política Café com Leite, onde São
Paulo e Minas Gerais alternavam-se no poder, e praticamente
excluíam os demais estados da representação
política.
Senhor
presidente...
Nesse
contexto, surge o jovem Luiz Carlos Prestes, um gaúcho
de Porto Alegre, recém formado em engenharia pela
Academia Militar do Rio de Janeiro. Destacado como um dos
seus melhores alunos, entra em cena pelo seu inconformismo
com a situação vigente no País.
Em
1921, com apenas 23 anos, o capitão Prestes encontra
parceiros de ideais dentro do Exército, onde o movimento
revolucionário começa a ser gestado, com o
objetivo de fazer mudanças e derrubar Arthur Bernardes
da Presidência da República, mais um representante
da política oligárquica que reinava no País.
Impulsionados por ideais de combate à corrupção,
educação gratuita para todos, voto democrático
e secreto, e melhores condições de trabalho
para os militares do Exército, dão seqüência
ao movimento que ficou amplamente conhecido como o Tenentismo.
Em
1922 no Rio de Janeiro acontece o episódio conhecido
como os 18 do Forte, onde 16 tenentes perderam a vida. Luiz
Carlos Prestes é um dos próceres dessa ação.
Em
represália, foi transferido para Santo Ângelo,
onde fica como responsável pelas construções
do então 1º Batalhão Ferroviário.
O isolamento não feriu os ideais de Prestes, que,
a par de cumprir suas funções, continuou conspirando.
Depois do horário de expediente, na Estação
Férrea, juntamente com tenente Mário Portela
Fagundes, seu braço direito, davam instrução
física e aulas de alfabetização, e
fazia a pregação revolucionária.
Assim,
na noite de 28 de outubro de 1924, 85 anos passados, Prestes
e seu grupo, após render o comandante do Exército
local, seguem de trem até São Luiz Gonzaga,
onde se aglutinam com outros militares vindos de quartéis
da região. No dia 29 Prestes divulga o documento
chamado Manifesto de Santo Ângelo, onde diz:
“O
povo gaúcho, altaneiro e altivo, de grandes tradições
a zelar, sempre o pioneiro de grandes causas nacionais,
levanta-se e brada: já é tempo de fazer o
governo respeitar a vontade do povo. Já é
tempo de restabelecer a harmonia na família brasileira.
Já é tempo de lutarmos, não peito a
peito, mas ombro a ombro para restabelecermos a situação
financeira do Brasil, para recobrar o dinheiro que os maus
governos nos roubaram. Hoje, 29 de outubro, por ordem do
General Izidoro Dias Lopes, levantam-se todas as tropas
do Exército das guarnições de Santo
Ângelo, São Luiz Gonzaga, Itaqui, Uruguaiana,
Sant’Ana do Livramento, Alegrete, Dom Pedrito, Jaguarão,
Bagé, Palmeira, Nova Wutemberg, Ijuí, São
Nicolau, São Borja e Santiago. Irmanados pela mesma
causa e pelos mesmos ideais, hoje entram no nosso Estado
os chefes revolucionários Honório Lemes e
Zeca Netto, tudo de acordo com o grande plano já
organizado. E desta mescla, desta comunhão do Exército
e do Povo, resultará a rápida definição
da luta armada no Brasil, para honra nossa e glória
dos nossos ideais”.
Sitiados,
conseguiram romper o cerco, dando assim início a
marcha revolucionária. O governo central do Presidente
Arthur Bernardes, reúne um Exército de 14
mil militares que recebem a incumbência de acabar
com o movimento. Mas a marcha estrategicamente conseguiu
enganar os inimigos e seguiu em frente, enfrentando as forças
legalistas, às vezes em sangrentos combates, como
o do rincão da Ramada, onde hoje se situa Nova Ramada.
Um
dos líderes do movimento e grande amigo de Prestes,
o Tenente Mário Portela Fagundes foi um dos primeiros
a morrer, em 27 de janeiro de 1925, próximo de Palmeira
das Missões. O seu corpo e foi enterrado às
margens do Rio Pardo, local onde há um túmulo
em sua homenagem no hoje Município de Pinheirinho
do Vale. O nome da cidade de Tenente Portela é também
uma reverência àquele combatente.
A
Coluna segue em frente e no Paraná, em 12 de abril
de 1925, onde hoje situa-se a cidade de Santa Helena, a
marcha se une aos paulistas, comandados pelo Major Miguel
Costa, reforçando o contingente da Coluna. Utilizando
a chamada guerra de movimento a Coluna infligiu sérios
reveses às tropas legalistas, atravessando 13 estados
do Brasil, percorrendo os cerca de 25 mil quilômetros,
em grande parte a pé. Por mais de 2 anos os rebeldes
marcharam pelo interior do Brasil, chamando a atenção,
contatando diretamente com a população, que
os recebia e acolhia, mantendo acesa a chama da revolução.
A
profunda miséria da população no interior
do país impressionou Prestes e foi fator decisivo
para que ele mudasse a estratégia de sua luta revolucionária.
Em fevereiro de 1927, desgastada pelos embates, e entendendo
que havia cumprido seu papel, a Coluna decide retirar-se
voluntariamente para a Bolívia, onde Prestes e outros
líderes pedem asilo.
Depois
de muita leitura e reflexões, adere ao comunismo.
Em 1930, discordando dos tenentes que se uniram a Getúlio
Vargas, exilou-se na Rússia. Retornou em 1935, acompanhado
de sua mulher Olga Benário e tenta nova revolução.
Fracassa e cumpre 10 anos de prisão. Libertado em
1945, elege-se senador com fantástica votação.
Mas em 1947 o Tribunal Superior Eleitoral cassa o registro
do seu partido, o PCB. Sem mandato e com ordem de prisão
decretada, fica na clandestinidade até 1958, quando
é permitida sua volta ao convívio do povo.
Seis anos depois, no entanto, vem o golpe militar de 64
e Prestes é perseguido ferozmente. Após novo
período clandestino, retorna a Rússia, em
1970, para outro exílio, só voltando ao Brasil
nas asas da Anistia em 1979. Em 1983 rompe com o comunismo
e apóia Leonel Brizola no Rio de Janeiro, sendo depois
um dos Presidentes de Honra do PDT.
Senhor presidente...
Para
resgatar a memória desta verdadeira saga heróica,
durante minha gestão como prefeito municipal de Santo
Ângelo, criei o Memorial Coluna Prestes, composto
de um museu e dois monumentos. Para isso, contei com o apoio
imprescindível da família Prestes, especialmente
seu filho Luiz Carlos Prestes Filho. O acervo histórico
localiza-se dentro da antiga Estação Férrea,
que foi restaurada; local das articulações
de Prestes e Mário Portela Fagundes.
Integra
o memorial um imponente monumento de concreto, denominado
Coluna Prestes, que simboliza o traçado percorrido
a partir de Santo Ângelo até o Rio Grande do
Norte.
Esta
obra foi projetada pelo grande arquiteto Oscar Niemeyer,
amigo, correligionário e admirador de Prestes, cujo
projeto foi feito gratuitamente.
Também
integra o memorial o Obelisco do famoso escultor Maurício
Bentes que também o fez graciosamente, denominada
“A Coluna Invicta“. No memorial, estão
expostos objetos pessoais e documentos da vida Prestes e
de sua Marcha Revolucionária, cedidos pela família,
que esteve presente na inauguração, em 1996,
através de seu filho Luiz Carlos e de D. Maria, viúva
e mãe de nove filhos de seu casamento com Prestes.
Senhor presidente
Quando exercia o cargo de vereador. Luiz Carlos Prestes
retornou do exílio e visitou Santo Ângelo,
em 1984, marcando os 60 anos da Coluna, em uma promoção
da nossa Universidade Regional. Tentei, como vereador que
era, outorgar-lhe o título de Cidadão Honorário,
o que foi negado pelos meus pares na Câmara Municipal,
demonstrando o reacionarismo que ainda imperava àquela
época.
Lembro-me como hoje que Prestes, que faleceu em 1990 aos
94 anos de idade, mesmo com 88 anos, ainda mostrava vigor
e falava com entusiasmo sobre a Coluna e seus ideais libertários.
O Cavaleiro da Esperança e sua Coluna, cumpriram
uma missão de valor inestimável para as mudanças
ocorridas no Brasil do início do século 20
e que redundaram na queda da República Velha e a
vitória da Revolução de 30, com Getúlio
Vargas no seu comando. Sem dúvida que Prestes e a
Coluna foram precursores dos avanços ocorridos no
nosso país.
Este
resgate é o sentido deste pronunciamento.
Muito
obrigado.
Solicito
a inclusão, nos anais desta Casa, do Projeto do Jornal
das Missões, onde constam entrevistas, depoimentos,
relatos e comentários, constituindo-se em um verdadeiro
compêndio histórico sobre a Coluna Prestes.
Finados(1)
Pues,entonces,
mais um Finados....
No
México esta data é comemorada com muito trago,
muita tequila...eles têm lá outra visão
da morte...
É
só ler o romance Serpente Emplumada, do D.H. Lawrence
que a gente sente o "clima".
Finados(2)
Num
ano estava no interior do Chile,viajando, junto com o fotógrafo
L.E. Achutti, e me chamava a atenção as grandes
lotações nas pequenas estações
de trens.Eram familiares que se deslocavam para visitar
seus mortos nos cemitérios.
Finados
(3)
Todos
meus mortos, como se diz, estão enterrados em Serafina
Correa.Outras o estavam no pequeno cemitério de Vila
Oeste, mas uns parentes juntaram os ossos dos Fonini(parentes
de minha mãe ) e levaram tudo pra Chapecó,SC,onde
vivem.
Finados
(4)
Pra
nós aqui, Finados, virou um grande feriadão.
Inda mais agora que o tempo promete muito calor...
Prestes
Prestes
( 1 )
O Cabeça,quando era comuna....
Pois
o colega José Luis Prévidi já teve
lá suas simpatias pelo Velho, como era chamado em
petit comitê o lider comunista Luís Carlos
Prestes. Isto foi em março de 1983,quando o Cabeça
era vice-presidente do Clube dos Repórteres Políticos
do RS. Nesta ocasião CAbeça recebeu Luis Carlos
Prestes no restaurante da Assembléia Legislativa
do Estado. Cabeça disse que se sentiu na ocasião
" Abestalhado"!

Prestes
( 2 )
Como
o III Exército não liberou minha credencial
pra cobrir a inauguração da duplicação
da ponte do rio Guaíba, em 27.04.1984, a colega Imara
Stalbaum foi desinganda pela Zero Hora. Ei-la anotando no
seu caderninho, no meio dos engenheiros e autoridades no
dia da inauguração da duplicação,obra
feita pela empreiteira Camargo Correa.A foto é do
acervo da empreiteira.
Bar
da feira
O
Bar da Feira ( 1 )
Houve
tempos em que o Bar da Feira, fundado pelo Dirceu Russi
que era dono do Espaço IAB ( na frente da Santa Casa)
tinha mais público do que a própria estande
onde se davam os autógrafos. Eis então que
a ciumeira começou a campear pelo lado da Câmara
Riograndense do Livro (CRL).

O
Bar da Feira ( II )
Daí
que o Bar da Feira teve que deixar o centro da Praça
da Alfândega e foi lá pros fundões.
Terminou o desfile...aí os bebuns e quem queria desfilar
mandou-se pro lado do bar do Margs....
O
Bar da Feira ( III)
O
bar da Feira deixou de ser uma concessão pro Dirceu
Russi e foi assumido pelo Alemão, do Opinião...Quando
saiu do centro da Praça da Alfândega a concessão
já era do Alemão, do Opinião...
O
Bar da Feiora ( I V )
Dirceu
Russi teve que entregar a concessão porque estava
com dificuldades financeiras e teve problemas com a Brahma
pra entregar a matéria prima do bar, a ceva....
Histórias
de La Ùndeze
El molin de Calza....
Meu
irmão Francisco, que pouco conheço porque
quando saí de casa,em 1969, era muito pequeno, sempre
que lhe pergunto algo sobre Serafina, toma sempre como referência
" o Moinho do Calza". É que ele também
foi muito lá levar milho e trigo e voltar com farinha
de milho e de trigo....
Localizado
junto a atual RS-129, bem retirado do centro, foi durante
anos uma alternativa do Moinho da Sociedade Estrela Guaporense,
que dominava na época o mercado. Mas o Moinho do
Calza ainda é muito conhecido na região, apesar
de ser um moinho digamos de médio porte...
O
casarão no qual ainda funciona é a típica
construção dos anos 50 e mereceria entrar
para o rol dos prédios que deveriam ser preservados
em Serafina, se o poder público - e aí acho
que o Ministério Público tem um papel fundamental
- quiser preservar um pouc o da arquitetura do que foi a
vila de Serafina Correa em anos passados...

Localizado
na Rua Otávio Rocha,1.814, o Moinho do Calza serviu
também no passado para um costume hoje totalmente
desaparecido.O costume a que me refiro é este: quando
as agricultoras iam à missa na Igreja Matriz, costumavam
fazê-lo de madrugada, ainda com as estrelas brilhando
no céu...E nas pequenas estradinhas do interior do
município, era um barral ou então pedregulho.
Elas caminhavam com tamancos e chinelos e quando chegavam
perto da cidade,sempre havia uma casa onde deixavam os calçados
mais rudes com os quais caminhavam no barro e os substituíam
pelos calçados de entrar na igreja...
"
Minha mãe sempre conta que elas vinham de Vila Oeste,
a pé, e que pra ir pra missa,trocavam os sapatos
e deixavam escondidos no Moinho do Calza" contou-me
Carlos Maccari,cuja mãe,Itália, ainda vive
com mais de 80 anos.
O
Moinho do Calza - na verdade o nome é Com ercial
Cerealista Calza Ltda) pertence a Edemar Calza. Ele funciona
há 60 anos.
O
pai de Edemar, Domingos - um dos eleitores do PTB(Partido
Trabalhista Brasileiro) na pequena vila,nascido em 1/1/1917
e falecido em 20/10/1997 -
sempre teve moinho.
O
primeiro deles foi em Dois Lajeados. Durante um ano teve
um em Guaporé( município-mãe de Serafina)mas
depois mudou-se para Serafina a antiga La Undeze.
Nos
dias de hoje, o moinho funciona com energia elétrica,
mas durante muitos anos foi a óleo diesel. Ali são
processados milho,trigo e descascado arroz.
Nos
anos passados, quando Edemar muito trabalhou no moinho,
ele dormia encima dos sacos, enquanto o equipamenjto funcionava
as 24 horas.
Por isto, condicionou-se a acordar com um " barrulhinho"
- um pequeno estalo - que a máquina do moinho fazia.
Era o sinal de que o cereal que estava sendo esmagado e
que estava depositado dentro de um recipiente(de madeira)
tinha terminado e era hora de repor pra que o moinho continuasse
a produzir a farinha...

Edemar
conta que na época do começo da primavera
e do verão, quando os colonos( seus principais fregueses)
tinham muito trabalho nas colônias,
eles levavam trigo,milho e arroz para ser beneficiados de
noite. O ritual era este: chegavam no final da tarde(depois
de trabalhar na roça) com comida armazenada para
os bois, e passavam a noite aguardando a farinha ficar pronta.
Os
colonos dormiam dentro das carroças e davam comida
aos bois com o que haviam trazido junto.
No
amanhecer do dia seguinte voltavam para casa.
Edemar me mostra um calo que tem na mão direita surgido
de tanto puxar a corda para ligar o motor que punha o moinho
em funcionamento.Na época, era usado óleo
diesel.
-
Eu tenho três culhões, brinca,referindo-se
ao calo que tem na mão direita.
O
Moinho do Calza ainda funciona.Mas hoje,seu dono, divide
o tempo c om a comercialização de cereais
nas regiões de Carazinho,Passo Fundo e Tapejara.
Se alguém disser que o Calza saiu de La Undeze, para
o mundo, não estará totalmente enganado.
Em
algum lugar do passado....
Turma
de amigos na casa da Regina Lemos,quando ela morava em Porto
Alegre.Na foto vê-se o Ximba(quando é que o
Ximba não estava numa roda de samba?)Marcos Dvoskin(
patrão da turma toda,praticamente) Paulo Santana,ainda
quando fumava muito e fazia gestos com o cigarro, o músico
Giba-Giba, tocando bumbo, uma aeromoça da Varig(
com o cigarro na mão)- era namorada de alguém
da turma . Regina Lemos disse que uma noite, numa destas
festas, houve uma briga generalizada e quando ela se deu
conta estavam todos na rua peleando, como se diz na Fronteira....

festa da Regina Lemos
O ano
desta foto é 1977.
Os
municípios e sua má fama....
1)Santiago
do Boqueirão, quem não é bicha, é
ladrão....
2)
Qual o município que tem CU no meio?
ItaCUrubi(
por sinal, terra natal do presidente Jango)
3)
O que se destaca em Pelotas?
O
Monumento ao veado desconhecido
4)
Como é que os caras de Taquara chamam seus vizinhos
de Santo Antônio da Patrulha?
- Rapadureiro e cachaceiro filho da puta!
5)Como
é que alguns caras de Serafina chamam a cidade depois
da invasão de trabalhadores do Sul do Estado?
- NOVA PELOTAS
6)
O município de ITAPUCA é conhecido por iTAPUCA
BRABA...80 por cento de quem está lá enterrado,
morreu numa briga.
7)Soledade:
bah, mas este todo mundo sabe que é terra de gaúcho
forte, se é preciso enfrenta a morte, não
lida pro tempo feio...
8)Passo
Fundo: a mais ´gaúcha das cidades: Terra do
Teixeirin ha( ele não nasceu lá, mas se criou
por lá, teve um circo onde os caras davam aqueles
tiros pra ganhar garrafas de cerveja)
9)São
Borja: Bejo Vargas, irmão do presidente Getúlio,
era bandido pra mais de metro. Matou uns quinhentos correntinos
de Santo Thome, nas incursões que fazia por lá.
Dizem que Aparício da Silva Rillo tinha uns escritos
sobre isto que nunca quis publicar...Será verdade?
ou mais uma lenda...
Uma das monstruosidades urbanas porto-alegrenses
(Foto Lauro Dieckmann)

Porto
Alegre é uma cidade bacana, ou uma cidade bem legal,
ou jóia. Quem vem de viagem por outros países,
por outras cidades, na volta, olhando a capital dos gaúchos,
a impressão que tem é essa: uma cidade bacana,
legal, jóia.
Certamente, é uma cidade que não merece nem
o prefeito, nem os vereadores que tem. É uma cidade
luminosa, clara, razoavelmente limpa (descontando o lixo
que os ?moradores de rua? reviram e deixam espalhados na
calçada e que os lixeiros dos caminhões vão
largando pelo caminho, na pressa de recolhê-lo).
O trânsito mal-administrado, afora as avenidas principais
? congestionadas praticamente em todos os horários
? é inexistente nas vias transversais, calmas e pacíficas,
como, por exemplo, as travessas da Venâncio Aires
na Cidade Baixa.
Ah! e tem o Guaíba e seu pôr-do-sol.
Mas, quando os porto-alegrenses metem-se a mexer na paisagem,
aí vêm os problemas. Parece que há uma
maldição: os projetos de urbanização
e de arquitetura desta cidade são, de um modo geral,
de um mau-gosto inexcedível. Até os estrangeiros
? vide o museu do arquiteto portuga lá perto da Ponta
do Dionísio ?, chegam aqui e... desandam.
Domingo, um dos tablóides locais publicou artigo
do historiador Voltaire Schilling, que aponta mais outro
aspecto lamentável do visual de Porto Alegre. Não
li, leram para mim, o texto do Schilling, que, em suma,
dá voz a todos nós que não nos conformamos
com a verdadeira bagulhada que os participantes da Bienal
do MERDOsul deixam ?de presente? para a cidade a cada edição
do evento.
O próprio jornal se encarregou de ?desconstruir?
a manifestação do Schilling em matéria
publicada na terça-feira seguinte (também
leram para mim). Mas é como diz a legenda deste blog:
não dá para enganar TODOS o TEMPO TODO. Na
versão anterior da famigerada Bienal (é capaz
de até destinarem algumas desonerações
fiscais para ela!), alguns colunistas do tal tablóide
chegaram a expressar tímidas críticas a ela.
Mas nada tão contundente quanto o texto do Schilling,
uma autoridade incontestável na área cultural
gaúcha.
Pois bem, o cara ? para usar uma expressão que está
mais do que nunca na moda, graças ao Obama ? fez
uma crítica irretocável. E, como o Schilling,
fazemos votos para que o Secretário de Cultura do
município, não receba as ?doações?
que os ?artistas? insistem em fazer à cidade, deixando
aqui as ?obras? que apresentaram na tal bienal.
PS: nesta terça-feira, dei mas uma volta no Centro
(Caldas Júnior, Praça da Alfândega,
Rua da Praia), estava um belo dia primaveril e a cidade
muito, muito linda, com um céu assum maravilhoso;
Porto Alegre luzia faceita... Em compensação,
no fim da tarde, saio para levar o cachorrinho para passear
e um carrinheiro com o seu 'instrumento de trabalho' atravessado
no passeio, trancando a calçada estreita, catando
nos sacos de lixo que aguardam o recolhimento que tarda
e impedindo a passagem das pessoas que chegam do trabalho.
O sujeito era quase um animal, de tão drogado. Como
é que um prefeito que se diz de esquerda permite
que aconteça isso na cidade que ele (des)governa.
Lauro Dieckmann ? 26-09-2009
Coleguinhas
*
Erno Schneider,fotógrafo que foi da Manchete e Cruzeiro,além
do Jornal do Brasil, anda festeando em Portinho. Tem como
anfitrião o Assis Hoffmann. Já comeram umas
churrascadas,segundo ele próprio me disse por telefone.
Estou tentando uma entrev ista, mas tá difícil...O
Erno ficou famoso com a foto aquela do Jânio, com
os pés trocados em Uruguaiana, em 1961.
* Lançamento da 55 feira do livro foi no hotel Ebaixador,
na manhã de terça passada. Mas a Câmara
Riograndense do Livro só avisa os grandes, os pequenos
ficam de fora...
*
No Serpentário,ontem,dia 28/10, um monte de veinhos
tavam reunidos. Ocupavam duas mesas...falavam como sempre
mal do governo, do Grêmio, dos técnicos e do
INSS...
*
Colega Valéria Reis não tem pintado na salinha
J.C. Terlera.Assim não fiquei sabendo da coletiva
da Câmara Riograndense do Livro.Ela sempre avisava...
*Mendelski,
no Bom Dia, de ontem,dia 28/10 pegou forte contra o vasamento
de uns audios da CPI da Corrupção...
*
O programa do Mendelski está mudando em alguns detalhes:
como as entradas do tempo do interior...Como ouvinte, gostei.
*
Pelo Prévidi.com fiquei sabendo que a Malu agora,
tem 3 horas de programa na Guaíba, no sábado...
*
Renato Martins, diretor da Band AM, era um dos jornalistas
que compareceu,terça,dia 27/10 ao lançamento
do filme do Boilsen, no cine Bancários...
* Outros coleguinhas que vi lá: Antônio Manoel
de Oliveira, Roger Lerina,(ZH).
A
Feira do Livro( 55 EDIÇÃO)
pOIS ABRE no sexta,feira,dia 30/10 mais uma feira do livro
de todos nós....Esta é a edição
55 e estamos vivos para vê-la.
Todos os anos os coleguinhas acabam fazendo turminha junto
a Barraquinha que a ARI sempre monta lá perto do
Santander.Este ano não será diferente...Nesta
foto feita Pelo Leo Guerreiro em 14.11.2008 aparecem a Carolina
e a Sirley, da ARI atendendo, mais o autor que " desfalça"
lendo alguma coisa....
ESPLANADA
DOS MINISTÉRIOS VIROU UM ATOLEIRO

Enquanto a Catedral Metropolitana de Brasília se
enfeita toda para
comemorar no ano que vem o cinqüentenário de
fundação da Capital da
República, a Esplanada dos Ministérios virou,
por incrível que
pareça, um imenso lamaçal.

O
Governo do Distrito Federal (GDF), simplesmente liberou
geral a
zorra no gramado bem cuidado que fica no centro da Esplanada,
onde
encontram-se todos os ministérios. Desde o inicio
do ano, está
deixando colocare m sobre o gramado, verdadeiros picadeiros
de circo.
Permitiu que ali realizem espetáculos de tudo o que
se possa imaginar.
Tem shows musicais, festas religiosas e tudo o que não
deveria ter
ali.

Brasília
é imensa. Tem lugares para tudo que se possa imaginar.
Mas
não. Este ano tudo foi em cima do gramado da Esplanada.
Agora o governo do Distrito Federal, que está gastando
uma nota preta
para que no próximo ano, Brasília possa comemorar
de maneira
espetacular os seus 50 anos de fundação, permitiu
que a Secretaria de
Desenvolvimento Tecnológico e Inovação
que pertence ao Ministério de
Ciência e Tecnologia (MCT), armasse na Esplanada um
imenso barracão de
lona. Mas o pior, é que autorizou carros e pesados
caminhões a
estacionarem sobre o gramado.

Resultado:
aquilo, com a chuva que cai em Brasília nesta época
do ano,
virou um verdadeiro lamaçal. Só espero que
o gramado, que sem pre foi
tão verde, volte a ser o gramado dos velhos tempos.

Eu
acho que essas cagadas do GDF foram a causa da internação
do
Niemeyer num hospital, onde está até hoje.
Não sou contra as festas e
as comemorações. Pelo contrario, até
gosto muito. Mas que essas festas
sejam comemoradas em lugares próprios. Brasilia está
cheia desses
lugares.







Por
Sérgio Ross
Histórias
de la Úndeze
LE
TETE E EL CUL( OS SEIOS E A BUNDA!)
Joanim
Corso estabelecido com uma loja de secos e molhados no centro
de Serafian queria seduzir a moradora da capela São
pedro Adélia Zardinello Guisso( morta em 22.07.1960)
que ia sempre a sua loja fazer compras.
E
a provocava:
-
mostreme el cul e le tete que te dao um quilo de fumo( mostre-me
a bunda e os seiso que te dou um quilo de fumo)
Ela
bolou um plano, esperta que era.
Uma
manhã foi à loja do Joanin e viu que no fundo
do pátio havio um " Biondin"( um pequeno
utensílio de ferro, com três hastes por onde
ele se mantinha em pé enquanto o fogo cozinhava o
que havia dentro) que estava virado de " bunda"
pro ar.
-
Vamo al fondo que te mostro el cul e le tete( vamos ai no
fundo que te mostro a bunda e os seios) desafiou ela.
Ele
caiu na armadilha
-
Ma vanti dame el fumo( mas antes me entrega o rolo de fumo)
acrescentou a Guissa.
Ele
fez a entrega de um rolo de fumo, de um quilo, daqueles
de se fazer palheiro. Era um rolo bem fechadinho, de um
fumo de Sobradinho, que um fornecedor lhe havia entregue
apenas uns dias antes.
Assim
que Joanin Corso entregou a Guissa o fumo, ela apontou para
o " Biondin" que estava com a " bunda"
pra cima e disse-lhe,desaforada:
- Varda la el cul e le tete...( olha aí a bunda e
os seios....)
( Devo estar estória ao advogado Oraldo Humberto
Rodrigues)
As
" tias solteironas"
Por
causa da pecinha esta da mulher querendo agarrar um homem,aos
40,me lembrei de uma pequena historinha: quando minhas duas
gurias eram pequenas minhas irmãs iam visitar-nos
aos domingos à tarde. Quando iam embora,descendo
a rua no bairro Monteserrat,eu ensinava e instruía
minhas filhas pequenas a gritar pras tias:
- CIAO TIAS SOLTEIRONAS. ATé domingo que vem!!!
Minhas
irmãs ficavam putas da cara e ameaçavam voltar
pra pegar as gurias...
Evento
O desfile da esquerda...
Pois
na estréia do filme do industrial Boilsen - assassinado
por um comando guerrilheiro em abril de 1970 -em SP, no
cine Bancários, na Ladeira, na friazinha noite de
terça passada, ouve o que podemos chamar de desfile
das esquerdas....
Ah,
porque as esquerdas também desfilam...É o
lado social,digamos...
Estava
lá o deputado Raul Carrion, do PCDOB, sempre presente
a estes eventos - é a praia dele,ora bolas - a Susana
Lisboa ( que há anos vive da "glória
" de ter tido o marido morto pela repressão(
O Ico Lisboa, mais conhecido com o irmão do cantor
Nei) entre outros...
Tout
le monde da esquerda portoalegrense apareceu pra ver o filme...E
teve sorte: antes do filme,onde teve debate com o diretor,
houve champanhotas com petiscos....
Depois
o Mendelski ainda diz que a esquerda gosta de passar mal...nem
tanto....
O
filme ainda...
O
que impressionou no filme do assassinato do industrial Boilsen
- um dinamarquês que se apaixonou pelo Brasil- foram
os empresários da FIESP dando grana e colaborando
pra que a OBAN tenha sido o que foi....E muitos não
deram a cara,depois....No filme, alguém diz que os
dois únicos que não foram chantageados pelos
militares na ocasião foram José Mindlin e
Antônio Ermínio de Moraes....Preciso ter bala
na agulha pra não se dobrar pros milicos naquela
situação....
Memória
Política
Prestes e EU
Calma,calma, não sou tão antigo...não
participei da Coluna Prestes,aquela que uma coleguinha refês
a trajetória,anos atrás, só pra dizer
as atrocidades que os camaradas do velho Prestes tinham
feito...Teve quem achou isto de última, mas enfim....a
coleguinha acabou indo mesmo depois para Sampa,de onde era
o seu diretor na ocasião que liberou a viagem pra
recontar esta história...
enfim,aí está a velha animosidade Paulistas
X gaúchos, que nunca se deram mesmo...
No
dia 28,ontem, de 1924 foi quando deu-se o levante no RS
comandado pelo capitão Prestes. Seu epicentro foi
Santo Angelo. Lá hoje tem até um monumento
sobre isto,feito pelo Niemeyer e inaugurado pelo governador
Antônio Britto Filho.Tive apenas um ou dois encontros
com Prestes,depois que regressou do exílio..Uma das
vezes foi quando recebeu um título na Câmara
Municipal de Porto Alegre - cidade,por sinal,onde ele nasceu
-e outra não recordo,agora,quando...
Na
vez que ele teve na Cãmara Municipal, depois fui
com ele até a rádio Gaúcha onde intermediei
com o Flávio Alcaraz Gomes,diretor da rádio,
uma entrevista que ele apresentou naquela emissora, num
programa que tinha...( Prestes havia dado outra grande entrevista
a Tânia Carvalho na TVE mas a animosidade do diretor
-presidente desta emissora, o fotógrafo Leonid Streliaev,
o UDA, com a Tânia, fez com que ele a mandasse deletar).
Pouco
depois queimei meu filme com os militares ( eu que nunca
tinha levantado uma palha contra a ditadura) por causa do
Prestes.É que meu cunhado da época resolveu
fazer uma reunião no apartamento que estava alugado
no meu nome( Mariante,200/6) e os militares seguiram os
passos de Prestes, mesmo já estando em período
de abertura...
Quando
foram inaugurar a duplicação da ponte do rio
Guaíba, a ZH mandou meus dados pra obter credenc
ial junto ao III Exército e ela foi negada...Claro,
tava já com o nome " sujo" por causa do
encontro do Prestes no apartamento onde eu morava( claro
que este encontro foi feito a minha revelia,eu fiquei sabendo
dele anos depois...)
Pois
por uma brincadeira destas, quase que minha vaca se fue
a la cria, como dizem....
Imagina
as confusões de grande monta,então....
Coleguinhas
Ananda
Aple
começou por aqui, na TVE
- Onde anda esta mulher, perguntou-me o Carlos, do cyber,onde
escaneio fotos...
A
pergunta, pra os gaúchos, que haviam se acostumado
a ver o belo rosto da Ananda Aple na TV Gaúcha e
na TVE - onde começou com o programa QUIZUMBA, ela
e um montão de outras pessoas que depois tomaram
outros rumos - faz sentido. Ananda Aple( nome artístico)
está ha anos na TV Globo em Sampa( nem mais sei se
ainda está na Globo)
Sua
" história " na TV Globo começou
porque a TV Gaúcha mandava sempre repórteres
para lá para aprenderem na Globo. Ela foi e casou
com um dos diretores, se não estou enganado...mas
acho que não. Foi e ficou...

Fmos
colegas( não amigos) na Fabico, faculdade que o Lauro
Dieckmann quer que eu conte algumas coisas...Acho até
um pouco perigoso porque alguns personagens ainda estão
aí...Na noite da formatura, por exemplo, foi um fumacê...eh,
fumacê, ah..ah.fumaça, tão queimando
coisa,aqui.tão queimando coisa lá...
Voltando
a Ananda: depois que se mandou do Sul, nunca mais tive contato
pessoal com a mesma. Ouvia notícias delas por coleguinhas.
Turismo
se integra às Caminhadas Orientadas do Viva o Centro
a Pé
A partir da edição programada para este sábado,
31, as Caminhadas Orientadas – Viva o Centro a Pé
contarão com um guia de turismo que irá contribuir
com informações sobre a importância
que as estruturas e atrativos visitados têm para o
turismo e o interesse que despertam em quem visita Porto
Alegre. O trabalho será em apoio aos professores
especialistas em história e arquitetura que orientam
os roteiros e marcará a integração
da Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR) à promoção
ao lado das secretarias municipais de Planejamento, da Cultura,
do Programa Viva o Centro e Gabinete da Primeira Dama.
Além do trabalho profissional do guia de Turismo,
a SMTUR passa a divulgar as Caminhadas Orientadas –
Viva o Centro a Pé em seu site (www.portoalegre.rs.gov.br/turismo)
como uma das opções que a cidade oferece a
turistas na seção “O que Fazer”,
e também na mídia especializada do setor como
mais um atrativo da capital gaúcha que tem reunido,
a cada edição, mais de uma centena de pessoas,
entre residentes e gaúchos do interior do Estado.
Roteiro inédito – Com duração
aproximada de duas horas, a próxima Caminhada Orientada
terá um roteiro inédito pelo bairro Cidade
Baixa, incluindo visita ao Museu de Porto Alegre Joaquim
José Felizardo, antigo Solar Lopo Gonçalves.
O prédio histórico, construído provavelmente
entre 1845 e 1855, numa chácara com fundos à
Rua da Margem (atual João Alfredo), era a residência
da família de Lopo Gonçalves Bastos. O passeio
será orientado pelo arquiteto Paulo Cesa, arquiteto,
especialista em restauração arquitetônica
pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, mestre em
Teoria, História e Crítica da Arquitetura
e professor nas faculdades de arquitetura da Pontifícia
Universidade Católica (PUCRS).
A saída ocorrerá às 10h, do totem do
Caminho dos Antiquários, na Demétrio Ribeiro
em frente a Praça Daltro Filho (encontro das ruas
Coronel Genuíno e Marechal Floriano). As inscrições
podem ser feitas no e-mail vivaocentroape@gmail.com. O valor
é 1 kg de arroz, feijão ou leite em pó.
As doações serão encaminhadas a instituições
do município. Existem caixas para o recolhimento
no ponto de saída das caminhadas. As inscrições
por e-mail devem ser feitas até o dia 30, às
14h.
Secretaria de Turismo de Porto Alegre
Coordenação de Comunicação
Eliana Zarpelon (MTb 3821)
Por
onde anda o Benigno
paradeiro
do colega Benigno Rocha
Segundo
a fonte de informação que é o serpentário,
o Benigno Rocha está morando em Flopis....
O Lauro sabe por onde anda o Benigno
O Beligno Rocha, pelo menos até alguns meses atrás,
andava muito faceiro caminhando pela Getúlio Vargas,
onde mora ou morava perto do Chips e do Carlitos. Como,
nessa vida, "em vinte minutos tudo pode mudar",
não sei agora. Pelo que me contou, andou adoentado
coisas do coração, mas se recuperou. Também,
pelo que me falou por alto, andou se estressando com uns
e outros na ARI e caiu fora. Com razão, afinal, para
que se incomodar depois de velho e numa boa situação
financeira?
Lauro Dieckmann
Quem
é Pepe Mujica
Certa
do momento oportuno, já que teremos 2º turno
nas eleições presidenciais no Uruguay, repasso
a opinião do companheiro Brizola Neto, Deputado Federal
PDT/RJ.
Neuza Penalvo
As eleições no Uruguai: quem é Pepe
Mujica
Como
tratei aqui, outro dia, amanhã há eleições
no nosso vizinho Uruguai. Comentei as pesquisas e falei
da falta de atenção que nossa imprensa tem
com o que se passa aqui, exceto quando se trata de dar espaço
aos adversários das forças e governos progressistas
que hoje se espalham neste continente. Pois hoje, por isso,
quero trazer a vocês um pouco de informação
sobre o homem que, ao que parece, está a um passo
de se tornar presidente uruguaio e sobre o qual não
me recordo de ter lido nada nos jornais brasileiros.
José Mujica tem 75 anos. Foi um dos fundadores do
Movimento de Libertação Nacional (MLN), os
tupamaros, que surgiu como uma oreganização
de esquerda ainda no período civil, em contraponto
ao bipartidarismo blanco-colorado que dominava o país.
Depois de 1973, com a implantação de uma ditadura
militar, passou à luta armada. O nome tupamaro vem
de Tupac Amaru, um líder inca que lutou contra a
dominação espanhola.
Por conta disso, Mujica passou 14 anos detido em diversas
unidades militares e fez parte do grupo de líderes
do MLN mais próximos ao fundador dessa guerrilha,
Raúl Sendic. Com a redemocratização,
o movimento integrou-se à Frente Ampla, uma coalizão
de forças de esquerda liderada pelo legendário
opositor da ditadura, o General Liber Seregni.
Mujica, que é conhecido como “Pepe”,
disputou a escolha interna com o moderado Danilo Astori,
ex-ministro da Economia. No congresso da Frente Ampla, Mujica
obteve 71% dos votos, enquanto que Astori teve 23%. Depois,
passou por uma eleição interna entre os filiados
ao partido e venceu Astori por 50 a 38%.
Agricultor, carismático, “Pepe” Mujica
é famoso por sua fala simples, direta, “campechana”
, como dizem lá. Andava sempre com uma velha lambreta
pelas ruas de Montevidéu, é considerado o
político mais popular no Uruguai, especialmente entre
os jovens e os uruguaios que migraram do país. Foi
eleito deputado nas eleições de 1994 e senador
em 1999. Nas eleições de 2004 foi o legislador
com maior quantidade de votos, cargo a que renunciou ao
ser designado ministro de Pecuária, Agricultura e
Pesca em março de 2005, onde ficou até de
março do 2008.
O passado de Mujica não parece causar-lhe problemas
eleitorais. Suas tiradas, porém, já renderam
muita polêmica. Passou a se cuida mais e definiu que
“”a democracia começa na orelha, escutando
a todo mundo”.
Sob o silêncio da imprensa brasileira, Mujica tem
entre 46 e 49% das intenções de voto no Uruguai.
Precisa de 50% para vencer no primeiro turno. Amanhã,
se conseguir, será o novo presidente uruguaio. Senão,
poucos duvidam que vença o segundo turno, dia 29
de novembro. Publicado no Blog do Brizola Neto www.tijolaco.com
Coleguinhas
ERNO
SCHNEIDER ganhou o Prêmio ESSO de 1961
com "foto" dos pés trocados do Jânio
Quadros.
Está
em Porto Alegre - no hotel Savoy - o fotógrafo ERNO
Schneider, prêmio ESSO de fotografia de 1961 com a
foto que fez em Uruguaiana, na divisa com a Argentina, em
21.04.1961, quando o Presidente brasileiro Jânio da
Silva Quadros foi encontrar-se com o colega argentino, Arturo
Frondizi(1958-1962).

A
foto encaixou-se perfeitamente no espírito da indecisão
que o Jânio vivia naquele ano,recorda o repórter
político Carlos Esquivel Bastos, o Nene.
É que ela mostrava justamente a indecisão
de Jânio, de ir pra esquerda, ou pra direita. Um dos
gestos de ir pra esquerda foi condecorar o comandante Ernesto
CHE Guevara com a ordem do Cruzeiro do Sul, o maior galardão
que o Itamaraty pode dar a uma autoridade estrangeira.
O
Jornal do Brasil, para quem Erno fez a foto explorou justamente
esta indecisão de Jânio e a foto acabou ganhando
o Prêmio ESSO de Fotojornalismo daquele ano tornando
o alemão Erno Schneider, nascido na FELIZ, na região
de colonização alemão, uma celebridade
na cional.
Schneider
também fez outra foto muito lembrada: ele foi com
um repórter ao presídio Frei Caneca, perto
da redação da revista Manchete, no Rio de
Janeiro, e bateu apenas uma chapa do entrevistado. Disse
pro repórter:
- Vou ali naquele boteco da esquina tomar um trago( como
alemão, gosta de um trago).
Pouco tempo depois, para sorte sua - a sorte persegue os
talentos - ele olhou e notou que tampa do bueiro ao lado
do bar onde ele estava sentado começou a se mexer.
Estranhou aquilo. Pegou sua laica e ficou atento. Quando
viu, começou a sair uma cabeça de um homem
do bueiro.Pelo bueiro fugiram 16 presos do presídio
Frei Caneca e ele os fotoigrafou todos, na fuga...Consagrou-se
com mais esta foto...
Ercno Schneider trabalhou em Porto Alegre no Diário
de Notícias, na A HORA, na Ultima Hora, e depois
nos anos 50 foi embora pro Rio de Janeiro de onde não
saiu mais.
Lá
trabalhou 8 ou 10 anos no Jornal do Brasil, ao tempo que
o JB era o grande jornal brasileiro e considerado o jornal
que os jornalistas liam,trabalhou ainda 10 ou 12 anos no
O Globo.
Carlos
Bastos conta que uma vez ele estava no Rio de Janeiro e
foi visitar o Erno na redação do JB. Chegou
lá eo chefe de redação, chamado Lemos,
pediu ao ERNO uma foto pra capa no dia seguinte:
-
O JB,se vocês lembram, tinha o costume de abrir sempre
uma grande foto na capa. Como eles não tinham nenhuma
pra edição do dia seguinte, o Lemos chamou
o Erno e lhe deu esta missão.
Erno,segundo Bastos, disse ao Lemos:
- Espera aí uns 20 minutos...
Subiu
num estrado e lá de cima fez uma foto da multidão
portando guarda-chuvas. Chovia no Rio de Janeiro depois
de 45 dias de um calorão de doer...
Foi pra capa aquele fotão!
Em Porto Alegre, onde veio passar uns dias, o fotógrafo
premiado tem aproveitado pra dar umas talagadas no TUIM
da Ladeira e comer uns churras,sempre na companhia do seu
amigo Assis Hoffmann. Imagina agora que na sexta-feira chega
o Serginho Ross de Brasília, que turma da pesada
que vai se reunir pra relembrar as grandes fotos de suas
vidas.
Exemplo
de companheirismo
Repasso
noticia da eleição de Alceu Nicola para presidir
o PDT/Santiago/RS. Fundador do PDT, seu Nicola buscou na
Juventude Socialista (Fábio Monteiro) a composição
da Comissão Executiva do partido. Nicola também
trata de preservar a memória trabalhista/getulista
na Estância do Itú onde é um dos proprietários.
O local onde Dr. Getúlio Vargas passou seu exílio
voluntário está aberto a visitações
agendadas.
Nicola assume a presidência do PDT - 23/10/09
Em convenção no dia 17, os 650 filiados do
PDT elegeram o empresário Alceu Nicola para ser o
novo presidente da sigla. Como 1º vice, ficou bioquímico
Mauro Burmann e 2º, Ismael Ramos. O tesoureiro é
Paulo Dri. E a secretaria-geral ficará sob a responsabilidade
Cleudo Irion, respaldado por Fábio Monteiro, presidente
da Juventude e 2º secretário. Alceu Nicola foi
o primeiro presidente do partido em Santiago em 1982 chegando
a concorrer a prefeito. Agora, Nicola assume um partido
organizado com várias sub-sedes na cidade e no interior
do município e em plena expansão política
e de filiados tendo a previsão de atingir o numero
de mil filiados ainda no primeiro semestre de 2010.
http://www.expressoilustrado.com.br/
Serpentário...
Marco
Froes,e x-contato comercial e atualmente corretor de imóveis,
também frequenta o Serpentário. pela tarde.!!!
Coleguinhas
*
Leio no artigo do Lauro Dieckmann que o Affonso Ritter deixou
a batina....quando entrou pra Famecos.Era padre vermelho
ou conservador? Cruz credo, o alemão Ritter de batina
devia ser um horrror...
*Vou
contar dias destes como foi a formatura do primeiro semestre
de 1982. Mas quero me lembrar daqueles malucos todos. Lembro
do José Bisol,do maluco que tinha um conjunto o URUBU
REI que depois virou jurado do SBT do Silvio Santos, lembro
do Beto BERLIM( foi casado com a Fontanive,depois casou
com uma filha do Josué Guimarães e hoje vive
no Rio) lembro do Poli, o Bisol tinha seu filho, que sumiu
daqui, que se formou junto, acho que a Ananda Aple também
era desta turma...Aos poucos a memória vai puxando.
Teria que ir na Fabico ver isto....
*
Falei ontem com o SILVAS,que teve um programa na Guaíba.
Está abrindo uma chopperia, ao lado do TUIM, na ladeira.
Ele me disse que ela não ficará pronta pra
esta feira do livro, só pra próxima. Estava
feliz, no meio da sujeirama da obra...
* Esta notinha o Nelson Moura vai levar lá pro seu
colega do Serpentário:este seu colega me disse que
há um muro que ameaça desabar e provocar uma
tragédia localizado na Alvaro Alvim, em frente a
rua prof. Duplan, perto dos colégios Americano e
Ipa...Ele nem passa lá de táxi porque está
com receio que desabe qualquer hora. E nunca ligou pra prefeitura
porque diz que é perda de tempo: um fica empurrando
pro outro....
Luis
Carlos Prestes
Luis
Carlos Prestes
Ao
rememorar a saída da Coluna Prestes,de Santo Angelo,
o deputado Adroaldo Loureiro(PDT) lembrou ontem que quando
a coluna fez 60 anos, ele era vereador e fez uma proposição
na Câmara de Vereadores de Santo Angelo que foi negada.
Os tempos eram outros.
Luis
Carlos Prestes
Quando
vinha a Porto Alegre,depois que foi anistiado, Prestes,
um dos cérebros mais militares que o Brasil conheceu
nos últimos 100 anos, se hospedava na casa do Tonico
Pinheiro Machado, em Ipanema.Era quase um monástico.Levantava
tri cedo, fazia sua higiene pessoal, como a barba,e depois
só lia, por um bom tempo.Lia todos os jornais do
dia de Porto Alegre mais o Jornal do Brasil, o Glogo, FSP,
EStadão, do dia anterior. Tomava café e em
seguida dava início a o que só fez a vida
toda: contatos políticos.
Luis Carlos Prestes
No
ano passado, no dia de finados, o túmulo de Luis
Carlos Prestes, o outrora incensado Cavaleiro da ESperança
recebeu apenas a visita de Danilo Groff e sua esposa Ione
e da filha Anita Leocádia ( filha da Olga Benário)
no cemitério do Rio de Janeiro. O homem que um dia
calou o Pacaembu lotado, que foi motivo de poemas de Pablo
Neruda, que conspirou contra Getúlio Vargas e depois
se aliou a ele, tem poucos fãs que o visitam pós
morte.
Luis
Carlos Prestes
Não
há ainda uma grande biografia do líder comunista,que
teve uma grande influência na vida política
do país do se´culo passado. Em 1982,quando
a Globo torpedeava a candidatura de Leonel Brizola, no Rio,Prestes
fez uma recomendação:
- Chame a imprensa internacional e denuncie, aconselhou-o
ele. O intermediário entre Brizola e Prestes era
Darci Ribeiro.
Luis
Carlos Prestes
Em
Porto Alegre,um grande cupincha de Prestes, foi Dulphe Pinheiro
Machado. Era unha e carne com o Velho, mesmo depois que
houve o racha no PCB
Luis
Carlos Prestes
Já
ouvi críticas a posição política
de Prestes de ex-colegas, mas nunca ouvi dizer nada contra
sua honra pessoal..E todos sabem que Oscar Niemeyer pagava
as contas do Velho.
E
daí companheiro!
Foram a 25 anos atrás que o movimento das diretas
inflamou o país de esperança.
Os comícios iniciaram em Porto Alegre no Paço
Municipal depois foi em: Florianópolis, Curitiba,
s. Paulo, Rio de janeiro e Recife.

O povo saiu para rua como nunca tinha se tinha visto nos
úiltimos tempos, parecido só a morte de Getúlio.
O sindicalista Lula compareceu a todos foi a sopa no mel.
Fafá era a musa das Diretas!

Mas o que importa é que muitas destas cenas das fotos
vamos assistir no filme chamado "Lula" que irá
para exibição em todas às salas de
cinema do Brasil em janeiro de 2010.
Mera coincidência!


Alfonso Abraham
“Como
Agarrar um Marido”
De volta a Casa de Cultura Mario Quintana a comédia
que vai revelar os segredos que nem Santo Antônio
descobriu
Do mesmo autor do consagrado sucesso “Como Emagrecer
Fazendo Sexo...” a comédia “Como Agarrar
um Marido” aborda de forma divertida e bem-humorada
um dos assuntos mais badalados do mundo contemporâneo:
a busca pela alma gêmea.

Lúcia (Marlise Damine), uma bem-sucedida advogada,
percebe que vai fazer 40 anos e ainda está solteira.
Ela entra em total desespero e resolve achar de qualquer
maneira um marido nos seis meses que ainda lhe restam antes
da fatídica data.

A história conta todas as investidas, atropelos e
aventuras da protagonista, sua melhor amiga recém
separada (Suzi Martinez) e sua empregada de santo forte
e língua afiada (Denizeli Cardososo) na busca de
um grande amor antes do seu 40º aniversário.

Quer saber a recita para arrumar um marido e ainda se divertir
muito tentando?
Então junte uma solteirona com crise de meia idade,
mais uma divorciada bem resolvida, uma empregada de santo
forte e língua afiada mais uma corrida contra o tempo..
O resultado é uma divertidíssima comédia
que vai revelar os segredos que nem Santo Antônio
descobriu.
Serviço:
O que? “Como Agarrar um Marido”
Quando? De 30/10 a 29/11/2009. Sexta a domingo às
20:30h
Onde? Sala Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana
Quanto? R$ 25,00 com 20% de desconto para assinantes do
Clube ZH e 50% de desconto para estudantes e idosos
CHE
e a BOLIVIA
Fui ver o chamado CHE -2, o filme biográfio de Che
Guevara, baseado em seus diários...
No
final do filme,quando a tragédia se aproxima, um
cidadão do meu lado soluçava alto...
cedidas
do arquivo pessoal de Maria Siliprandi em viagem à
Bolívia e Peru naquele anos.

O
filme realmente é comovente....
Mostra
um CHE debilitado pela Asma( e ele não levou os medicamentos)
E
o que realmente aconteceu foi que ele foi pego pelo exército
boliviano no dia 8 de outubro de 1967 ,mas morto no dia
9...
Dizem
que CHE escolheu a Bolívia porque sabia que ela era
a mais pobre das republiquetas da América Latina
e achava que no meio dos camponeses poderia encontrar eco
pros seus propósitos revolucionários...
cedidas
do arquivo pessoal de Maria Siliprandi em viagem à
Bolívia e Peru naquele anos.

Não
vou contar o filme, vão ver....
Publico
três fotos da Bolívia, o que mostra sua riqueza
folclórica, seus habitantes que mascam folhas de
coca pra não sentir fome(ficam com a boca anestesiada).
Cruzei de caminhão duas vezes a Bolívia, da
entrada da Argentina( em La Chiaca) até Puno,quando
se entra pelo Lado Titicaca ao Peru....
cedidas
do arquivo pessoal de Maria Siliprandi em viagem à
Bolívia e Peru naquele anos.

Mas
lembro perfeitamente( as duas vezes que a cruzei foi em
boléia de caminhão) o fedor das índias
que não tomam banho, a pobreza daqueles povos andinos...Numa
das ocasiões oc aminhão chegou a Oruru( o
filme fala na cidade) de noite e a temperatura ali estava
abaixo de zero graus( é plena cordilheira dos Andes)..
Lembro ainda dos desfiladeiros, onde as lhamas povoam o
descampado e carajo, porque não, de como me sentia
integrado no meio daqueles descendentes de índios
que " elaboram" a queda do império incaico
há centenas de anos...
Do
filme, impressionou-me ( como do primeiro sobre o personagem)
sua determinação,sua liderança e porque
não, sua dignidade.
Nada
de processo
Via
computador o Matz,vulgo " Cigarrinho" manda notícias
pro Ayres, porque agora ele virou correspondente da revista
das putas, ou seja, a revista Programa....(aliás,segunda,sentado
lá pelas quatro da tarde, na praça da Alfandega,
uma delas que estava sentada,descansando, me sussurou :
vamos fazer um programa?)
Amigo
Olides Canton, vulgo Tengo Hambre:
Por favor, quem falou em processo foi o amigo. Perguntou
se eu iria te processar. Eu respondi que jamais processaria
um jornalista e ainda mais um jornalista amigo meu de tão
longa data, como tu és.
Nadei segunda-feira novamente em Bombinhas. A água,
de um esmeralda brilhante, estava ainda mais límpida.
Infelizmente o Bar do Beto não axiste mais, para
a cachaça com butiá de depois da água
fria. Existem apenas pousadas de alto luxo hoje em dia,
na orla de Bombinhas
Hoje almocei camarão ao bafo e filé de abrótea
com cebolas e tomates ao forno. Os camarões que posso
comprar nessa entressafra são pequenos, mas continuam
tão saborosos como os camarões gigantes daquela
época que veraneávamos aqui em Porto Belo.
Ainda estou em férias. Mas junto com um vizinho,
filho da jornalista Carmen Olmedo, aquela da Central do
Interior do nosso tempo da ZH, estamos planejando o segundo
nº do nosso hebdomanário SomusPortoBelo. Aguardem.
Abraços
Luiz Oscar Matzenbacher
PS
ao Ayres: Na semana passada mandei a coluna MaréMansa
prometida. Foi por e-mail, tratando da temporada de navios
de luxo que fazem escala em Porto Belo. Serão 83
escalas na temporada 09/2010.
Abraços a toda a roda de amigos da gaçleria
Chaves.
Se o Inter ganhar do São Paulo amanhã, farei
o possível para ir ao Beira-Rio no sábado
e na Galeria Chaves na sexta.
Abração
Matz.
A arte de enganar o povo
O
santiaguense Júlio Prates, sociólogo e jornalista,
estará lançando, dia 18, às 19h, no
Memorial do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, seu quinto
livro, intitulado A arte de enganar o povo.
Produzido em Santa Maria, na Pallotti Editora, e com a capa
levando a assinatura do designer Guilhes Damian, da Revista
Veja, o livro escrito com humor, versa sobre os embustes,
golpes e manipulações que os políticos
usam para enganar as pessoas.
Na verdade, segundo Julio Prates, “o livro é
um texto leve, sintético e nada lembra os artigos
maçantes e cansativos. A temática é
a política, mas sob uma ótica diferente”,
observa o autor. Com puro escárnio e deboche, Júlio
sintetizou, praticamente, tudo que é importante para
os políticos. O livro, considerado polêmico,
mostra que tudo na política e nos políticos
é mentira, desde a forma como cumprimentam as pessoas,
beijam uma criança, abraçam um velhinho e
se comportam num velório. Explica Julio Prates que
são dezenas de situações reunidas e
analisadas, por exemplo, as roupas, joias, perfumes, cabelo,
unhas, dentes, hálito, aniversário, horóscopo.
”O livro é curioso, pois ensina como mentir,
como construir discursos sobre cada situação,
ensina como enganar, mas revela-se extremamente útil
por escancarar todos os expedientes manipulatórios
que os políticos usam para enganar o povo”,
comenta Prates.
A definição de política na visão
de Prates é curiosa “é falar várias
linguagens embutidas numa só, é aparentar
uma coisa e ser outra, é dizer uma coisa e fazer
outra”. Nada escapa da fúria literária
de Prates, albergues, saúde, amantes, roubos, corrupções,
esquerda, direita, gays, religiões, casamento, filhos
bastardos, imprensa, militares, poder judiciário.
O estilo de Prates lembra Maquiavel, embora resguardadas
todas as particularidades do contexto, época. O livro
contém 175 páginas, divididas em seis capítulos.
O primeiro livro de Julio Prates foi “O Papel do Jornal”,
editado em 2003; depois,” O que importa em Oracy”,
em 2004, e “Boca de Lobo” e” Pampa em
Progresso”, lançados juntos em 2006.
O lançamento do livro “A Arte de Enganar o
Povo” deve acontecer até outubro deste ano.
A situação de alerta epidemiológico
por causa da gripe A, fez com que a sessão de autógrafos
fosse transferida do próximo dia 22 de agosto, para
uma data ainda a ser marcada. Apesar disso o livro estará
sendo comercializado nas principais livrarias ao valor de
R$ 30,00.
Crime
em Santiago
Caso
Dirce sepultado
Depois de 11 anos, um dos crimes mais bárbaros já
acontecidos em Santiago chegou ao final. O Superior Tribunal
de Justiça, em Brasília, absolveu Luiz Alcino
Nascimento Pereira, acusado de matar sua mãe, Dirce
Helena Brum. Ao longo do processo, Alcino foi defendido
pelos advogados Dionísio da Costa e Ronald Miorin,
que acreditaram em sua inocência, sustentando que
contra o réu havia apenas uma suspeita e meras suposições
(conjecturas). E essa suspeita, por mais veemente que seja,
não equivale a uma prova, argumentaram os defensores.
O advogado Miorin ainda desabafou: "A polícia
foi pelo caminho errado e não chegou a lugar nenhum."
O
crime
Dirce era funcionária da URI e, em julho de 1998,
foi encontrada morta dentro de sua casa, com vários
golpes de faca. Durante todo esse tempo, a família
sempre clamou por justiça, acreditando que o autor
do homicídio seria identificado, julgado e condenado,
no entanto, essa tragédia acaba de entrar para a
história de Santiago como um crime sem solução.
Fonte:
Jornal Expresso Ilustrado de Santiago
POLICIA
DE BRASÍLIA PERDE O CONTROLE
Faz mais de cinqüenta dias que o casal José
Guilherme Vilella, sua
esposa Maria Carvalho Mendes Vilella e a empregada da família,
Francisca Nascimento Silva, foram encontrados mortos a facadas
(73
facadas) em seu apartamento localizado no Plano Piloto de
Brasília.
A
polícia, que estÁ sob o comando da Delegada
Martha Vargas, perdeu o
controle da situação. Já ouviram mais
de cem pessoas e até agora,
nenhum suspeito.
A
minha impressão e de que vÍ o arrumar uma
vítima qualquer e jogar
sobre ela a culpa de um crime em que até familiares
do casal já foram
suspeitos.
Este
crime me lembra muito o caso Kliemann, ocorrido nos anos
60 aí em
Porto Alegre e até hoje insolúvel.
Quando
repórter da Ultima Hora, trabalhei por muito tempo
na cobertura
deste crime. Fiquei amigo do delegado Júlio Moraes,
encarregado do
caso e acabou aposentado pela cúpula da polícia
gaúcha, pois estava
chegando perto da solução do caso...
Por
Sérgio Ross
BRASILIA
VAI FERVER NO FIM DE NOVEMBRO
Esta
confirmada para o próximo dia 23 de novembro,a chegada
em
Brasília do Presidente do Iran, Maumond Ahjadinejad.
E a maior saia
justa que o Brasil já se meteu nos últimos
meses. Só perde para a de
Honduras, onde protege o presidente Zellaya.

Brasília
vai ferver quando o homem que não acredita no holocausto,
e
não quer deixar de fabricar material atômico,
desembarcar por aqui.
Tem gente, que até pedido de prisão já
esta providenciando, assim que
o avião que traz o cara, entrar no espaço
aéreo nacional.

O
Itamaraty ultimamente não tem tido muita sorte nas
suas decisões
diplomáticas. A culpa está caindo sobre o
gaúcho Marco Aurélio Garcia,
o homem do top, top, que segundo gente ligada ao Palácio
do Planalto e
ao Itamaraty, ele, por questões de vaidade, tem metido
os pés pelas
mãos, deixando assim, Lula na fogueira.

Mas
os mais otimistas ainda acham que vai acontecer um novo
cancelamento dessa viagem, como ocorreu no início
do ano...
Ah!!!
O Marco Aurélio Garcia, nos anos cinqüenta,
quando ainda
estudava direito e Porto Alegre, venceu um concurso cultural
que a
Guaíba punha no ar. O programa era do tipo o Céu
é o limite. Ele
venceu a competição e ganhou uma passagem
para Paris. Só que ele não
gosta muito de contar essa sua façanha...
Por
Sérgio Ross
Coleguinhas
*
" Titãs" segundo o coleguinha Prévidi
:Osiris Marins e Fernando Albrecht se pegaram na segunda
no jornal Band. Há tempos que os dois não
se bicam. Pelo menos mostram suas diferenças: pior
é os muristas do programa, que ficam sempre emcima
do muro...
*
Ah, mas esta vou me gabar: ontem, no IRPAPUS, o professor
Edson veio me dizer que o Cascatinha tinha lido no meu modesto
FITNESS de outubro que a famosa dona de casas noturnas ADELAIDES
tinha morrido em agosto...Quer dizer que o maior sabetudo
da paróquia não sabia nem disto...Como disse
o Santana sobre o treinador do Grêmio, essa gente
tem mais cartaz que outra coisa...
*
E o EDSON,ainda no IRPAPUS de ontem, quando me deu este
baita elogio,acrescentou que o Cascatinha não confiava
na notícia do FITNESS e que ia averiguar a veracidade
dela: ah, toma furo e ainda vai confirmar se tomou o furo
mesmo. Assim não vale, coleguinha....Levanta,sacode
a poeira e dá a volta por cima, como diz a música....
*
Outro furo aí pro Cascatinha repercutir,se quiser:
o Antônio Manoel de Oliveira( que muita notícia
passava pra ele pra coluna do JC e pro seu site e que pra
mim nunca mandou nada) saiu há um mês e pouco
da TRENSURB onde tinha sido posto por Olívio Dutra
quando este era o Ministro das Cidades...
*
Onde foi o Antônio? Descubro e vou informar.
A
vida como ela é...
Episódio
de hoje:
Deu rebu na casa da "camanga"!
Pois o nosso patrãozinho ainda estava um pouco pobre,
ainda não era dono da Gazeta dos Pampas, mas já
tinha uma carreira popular bem grande.Isto foi lá
entre 1968 e 1970. E como era putanheiro e camangueiro,
tinha arrumado uma camangua lá na rua Berlim, no
quarto distrito( não sei se ainda chamam assim,aquela
parte de Porto Alegre onde outrora tinha muitos restaurantes
e caminhoneiros). Chegava,segundo o BETO, que recém
tinha casado e que tinha morar lá, e estacionava
o MUSTANG vermelho há uma ou duas quadras do local
onde morava a camangua( chegava sempre a pé,sem dar
muita bandeira)..
O
BETO sempre ficava controlando aquela camanga do homem que
já tinha uma certa fama." Ela era muito bonita.
Tinha uma filhinha. Aparecia na sacada da casa e a gente
ficava todo orrisado" lembrou o BETO numa roda de amigos,
caminhando na pracinha da Encol...
Uma
noite, contou o BETO, deve ter havido encontro do patrãozinho
com outro homem lá dentro porque os vizinhos ouviram
uma gritaria medonho dentro do apartamento da camanga...
O
BETO sempre imaginou que o patrãozinho chegou lá
e encontrou outro homem lá dentro porque o estrilo
que ele deu,ouvido pelos vizinhos, não foi pouca
coisa...Depois deste rolo,que foi assunto muito comentado
pelos vizinhos, o patrãozinho deu um tempo no pedaço.
Falavam na vizinhança que o patrãozinho pagava
tudo pra camanga e pra sua filhinha. Ela era uma mãe
solteira, como sei dizia naqueles tempos preconceituosos....
Coleguinhas
* VERDI,diretor da ARI,anda um pouco estressado demais,
pelas conversas que tem tido com outros diretores da entidade.
Anda sugerindo exclusão de colegas...mas quem é
ele? Que história tem o VERDI no jornalismo gaúcho
pra se meter,agora, a pato e ganso? O último que
fazia isto era o diretor de lá, o Benigno Rocha,
que ninguém sabe onde foi parar...pelo menos na ARI
não tem pintado...eles acabam brigando entre eles....
*Se
o VERDI não quer mais o cargo que ocupa na ARI que
se demita....Outros farão o que ele faz...
*
Tenho tido ao longo da vida diferenças com colegas.
Mas no nível de chegar a sugerir exclusão
de quadros, é um pouco de prepotência demais....
*
Marcelo Nepomuceno,d iretor de jornalismo da Assembléia
Legislativa, deu um " rasante",ONTEM,dia,27/10,
na salinha J.C. Terlera...
Dossiê
COOJORNAL ( 3 )
A
FUga para Moçambique
O
Osmar Béssio Trindade,que fora vice-presidente da
COOJORNAL e o Antônio Manoel de Oliveira foram convidados
a ir trabalhar na república socialista de Moçambique
no começo dos anos 80,depois que a Coojornal tinha
degringolado.Acompanhei bem de perto a negociação
para eles irem, porque quem os veio buscar, hospedou-se
na minha casa, na época na rua Dona Laura, 200 no
apartamento 06.
Antônio
e Trindade foram contatados aqui pelo Licínio da
Silveira, que na época trabalhava junto ao governo
socialista de Moçambique, mais precisamente ao Ministério
das Comunicações de lá...

Antonio Manoel de Oliveira
A
negociação para eles irem foi um pouco complicada
porque teriam que levar a família junto e todos tinham
crianças pequenas.As famílias no caso participaram
da negociação.
Trindade
estava num ostracismo tão grande, profissionalmente
falando, que pouco saía de sua casa, localizada na
estrada dos Alpes, em Teresópolis. Sua companheira,
a também jornalista Lenora Vargas, trabalhava naquela
época no departamento de divulgação
da ZH.
Assim
que o convite feito pelo Licínio, que foi no caso
portavoz do Ministério das Comunicações
de Moçambique, veio em boa hora...
Havia
contudo um grande receio que era justamente na hora que
os dois acessassem o computador da Polícia Federal,
no Galeão, se não ficariam retidos ali, porque
o Trindade havia estado preso no Madre Peletier por causa
de uma matéria em que ele participou chamada Segredos
do Exército...

Osmar Béssio Trindade
A
operação de embarque do Antônio e do
Trindade, que foram junto com o Licínio - as esposas
foram depois - foi antecedida de uma grande bebedeira que
durou pr aticamente 24 horas no Rio de Janeiro, onde Trindade
tinha um irmão,também jornalista, o Riomar,
que lhe dava bastante cobertura...
"
Ciao, Licinio e
Pau no cu do povo..."disse minha filha Renata, no auge
da tensão no Galeão!!!
O
Licinio que ficara uns 20,30 dias lá em casa,negociando
esta ida( mais parecia uma fuga que outra coisa) veio de
Moçambique com uma expressão que não
cansava de dizer: a Luta continua, pau no cu do povo....".
Sempre que ele falava, terminava com este bordão...A
luta continua e pau no cu do povo...
A
Renata foi assimilando, mas como ninguém deu bola
para aquilo, acho que até no colégio ela estava
dizendo...
Pois
a ida do Antônio e do Trindade, acompanhados pelo
Licínio, para Moçambique,deixando para trás
o projeto da Coojornal,deu-se se não estou enganado
num janeiro oufevereiro: o ano 1982,ou83...
Naquela
véspera de viagem, com a tensão a mil,começaram
a beber lá pelas sete da noite em vários botecos
do Rio...
Mas
foram terminar a noite no LAMAS, tradicional boteco do Botafogo....
Ali
literalmente beberam todas. porque já era alta madrugada,
hora de ir para o Galeão e só saíram
do Lamas naquela hora...
Amanhecia
quando aquela turma toda chegou ao Galeão para embarcar
os três amigos....]
Não me recordo agora o motivo, mas minhas duas filhas
estavam juntas....
Foi
uma tensão tão grande na hora de passar pela
Polícia Federal, como poucas vezes vi...O Trindade
contra quem pesava um processo do Exército tinha
quase a certeza que seria preso ali na hora....
Mas
por estas coisas da vida, os três - Antônio,
Trindade e Licínio - apresentaram seus passaportes
e foram convidados a entrar,sem nenhum problema. Quando
já os perdíamos no horizonte, os três
loucos de faceiros que iriam finalmente realizar seu sonho,
a minha guria maior, a Renata - que hoje vive no Rio de
Jane iro e já é mãe de uma bebê
- gritou lá de trás, do lado de fora do balcão,
para surpresa dos policiais federais que controlavam o embarque:
-
CIA0 LICINIO E PAU NO CU DO POVO!!!
Nem
os policiais entenderam aquilo....
E minhas duas filhas, que eram bem pequenas, começaram
a assimilar aquele ditado...
Os
leitores X COOJORNAL
Recebei
esta bonita cartinha da leitora Neusa Penalvo sobre a COOJORNAL,tema
que estou tratando aqui:
"
adorava ler o COOJORNAL. Sempre ficávamos esperando
quando aparecia uma LIMITADA edição em São
Borja.Das reportagens que mais lembro está a do CEL
JEFFERSON CARDIN DE ALENCAR OSÓRIO" aSSINADA
nEUSA PENALVO( sÃO . bORJA-rs)
Resposta
O
MATZ fala em processo?
Mas
o que eu disse pra ele me processar???
E
eu tenho lá medo de processo!!!!
Mas
a essência do colega e amigo é esta que esta
neste bilhete...que publico,embora sem sua licença.
E ainda mais que o Inter ganhou, então ele deve estar
mais feliz, ainda....
Amigo
Tengo Hambre:
Jamais eu processaria um jornalista, ainda mais com a tua
longa história de amizade comigo.
Mas o teu enfoque me causou um certo desconforto, ainda
mais que sei que o amigo não é psiquiatra
e muito menos psicólogo para fazer uma análise
médica de minha personalidade, ainda que equivocada.
Nadei na praia de Bombinhas nessa manhã de domingo,
a água ainda está fria, mas tão límpida
como se fosse em Seychelles. Lembrei de tua estada lá
naquela casa sem forro, a 20 metros do mar com tua família
e das centenas de camarões ao bafo que experimentamos
aqui em casa lá pelos anos 1975/80.
Abração.
Bom domingo.Luiz Oscar Matzenbacher
Um
domingo em Paris
Por
Beatriz Maia Alves
Hoje
fez um dia lindo, cerca de 16 graus, sem vento, sem chuva,
muito agradável para se caminhar e descobrir lugares
que dificilmente um turista apressado consegue ver.
Primeiro, ficamos espreguiçando em casa, no ritmo
de domingo. Saímos pelas 11:30, com a finalidade
de curtir um tipo "Brique da Redenção"
que fica dobrando a esquina da Av. Renê Coty, pela
direita do numero 32, aonde estamos, e entrando na Rue d'Alesia.
Lá, enfeitando a rua, estavam as bancas de quinquilharias.
E eram ceram de duas quadras de um lado e de outro. Senti-me
meio francesa, já que não havia turistas,
apenas pessoal da cidade. Vasculhei o que deu, mas havia
pouca coisa de meu interesse. Enfim, achei um pequeno e
lindo crucifixo, que colocarei numa parede que tenho em
San Antonio , para acompanhar meus santos de devoção,
já que tenho uma mini Igreja la em casa. Ficara lindo,
tenho certeza e não me deixara esquecer mais essa
aventura.
De láa, fomos direto direto para a Gare de Montparnasse,
aqui perto (três estações de Metrô)
comprar nosso passeio ao Monte Saint Michel, outro sonho
antigo que espero realizar agora. Iremos quarta-feira e
retornamos quinta. Serão 4 horas de trem até
Rennes, dai pegando um ônibus que nos deixara no lindo
e famoso Monte. Estou feliz com mais esse passeio.
Pensei que Paris, no domingo, acalmasse, mas que nada! As
ruas repletas de felizes parisienses com a nesga dourada
do sol e o dia especial para relax. Hoje, conseguimos encontrar
um restaurante que nos agradou, aonde almoçamos.
Por acaso, o que deixou saudade do prato, foi uma espécie
de bolo salgado, recheado de batata, carne de ovelha desfiada
e queijo cobrindo isso tudo. Delicioso. Sobremesa, "fruit
fraiche com glace "(sorvete) e o indispensavel expresso.
Dai em diante, fizemos uma bela caminhada, para encontrar
uma famosa (mas desconhecida para mim) Capela da Nossa Senhora
das Medalhas Milagrosas, citada pelo nosso senhorio. Mapa
na mão e, não muito longe, exatamente na rua
Babilon, bem nos fundos do antigo mercado Bon Marche (prédio
histórico). A historia da Capela é de que
Nossa Senhora apareceu em 1830 para uma das freiras (Soeur
Catharine) do convento e é considerada, até
hoje, muito milagrosa. Bem, achamos o procurado e foi uma
das mais belas surpresas da minha vida. Numa ruela, entramos,
empurramos uma grande porta e quando abrimos: espetáculo
comovente, uma linda CHAPELLE, toda decorada em tons pasteis,
com a imagem da Virgem Maria no fundo, numa delicadeza sem
fim, um coro de freiras cantando um salmo, tão lindo
que comovia e lá nos quedamos, sem podermos nos mexer
tal, a emoção da imagem da Santa e o ambiente
todo propicio para a meditação e orações.
Foi um balsamo para a alma, um momento de reflexão
e um grande sentimento de paz. Claro que rezei por todos,
amigos, inimigos, parentes, contraparentes, e principalmente
agradeci fervorosamente por mais esse presente que a vida
tem nos dado.
A cerimônia de cânticos e orações
perdurou por uns 30 minutos e de la saímos com a
alma leve e decerto com os pecados todos perdoados. Gostei
tanto que voltarei la, principalmente porque o setor que
vendia as medalhas milagrosas estava fechado e com certeza
tu e Jeff serão agraciados pelas bênçãos
de Maria, Nossa Senhora das Medalhas Milagrosas. Se Deus
quiser.
Na continuação, um chocolate bem quente com
guloseimas parisienses e após, toda essa emoção
retorno a casa para o merecido descanso. Amanhã tem
mais.
Coleguinhas
* Erno Schneider, o que fez a famosa foto dos pés
trocados do Jânio Quadros está em Porto Alegre.
Vive no Rio. Quem está sendo seu anfitrião
é o Assis Hoffmann....
*
Futebol, com os gremistas revoltados contra o time, foi
o assunto primordial do Serpentário,ontem, dia 26/10
*
Já os colorados tavam quietos, mas felizes da vida:
um conhecido meu interpretou o fato de se falar tanto em
futebol aqui no SUL pelo seguinte motivo: é o único
canal que o gaúcho tem no momento pra se projetar
nacionalmente...Acho que é por aí...
A
vida como ela é....
O Formigão de Vacaria....
Os
fatos são inventados. Se houver semelhança
com a realidade é mera coincidência....
Pues,
como lhes ia contando, o Formigão de Vacaria gosta
de atacar as incautas ou as mulheres que estão passando
por crises no casamento. Dizem que ele vai nos super de
tarde,quando elas vão lá fazer algumas comprinhas
e matar o tempo,além de pensar no que vão
fazer na vida...Ah, o maridão está no serviço,neste
horário...]
O
Formigão de Vacaria atacou tempos atrás uma
coleguinha incauta, mas que estava meio que se separando
do marido...
Uma tarde, quando a intimidade ia crescendo aos poucos -
falavam muito sobre literatura e política - assuntos
do seu dia a dia do trabalho(ambos eram funcionários
públicos)eles foram passear no parque farroupilha,
também conhecido pelo povo como o parque da Redenção...
Caminha
ram,caminharam e um deles lembrou de um episódio
ocorrido tempos atrás também que se passara
com três elementos de uma redação de
um jornal da capital: no affair, o ricardão tinha
visto marido e mulher caminhando de mãos dadas no
parque farroupilha num domingo e na segunda ele chegou na
redação estrilhando com ela: que tu trepes
com teu marido eu não me importo, mas que andes de
mão dada, isto é amor, isto não pode....
Mas
o Formigão de Vacaria, rondou, rondou a possível
" vítima" mas o affair não teve
futuro. Sabe-se porque não....
Tempos
depois, ou anos depois,conversando entre amigos, um dia
o Formigão de Vacaria contou o episódio a
um colega, numa manhã de muita chuva que não
tinha muito o que fazer mesmo....
Sua
única preocupação foi esclarecer que
" não fomos ás vias de fato"..
-
E o que isto importa,pergunto eu?
Isto basta dar uma lavadinha e fica tudo igual a antes....
Só
que com o ele é igual ao general Flores da Cunha
que se pelava de medo da mulher, dona Irene, o Formigão
de Vacaria pediu ao colega uma recomendação:
- Não contes pra CM, viu???
CM
é a sigla como ele conhece sua esposa....
Coleguinhas
A
ANTAGORDENSE que se
negou
a ser demitida da ZH!!

Rosane Tremea
Como
Anta Gorda está na boca do povo, vou aproveitar a
deixa e lembrar a história de uma coleguinha, a Rosane
Tremea, que em 13 de abril de 1992 - dia em que o passaralho
campeou solto na redação da ZH com 46 demissões
- se negou a ser demitida.Ela estava na editoria de Geral,se
não me engano,ou do Interior e quando foi comunicada
que era uma das degoladas, viajou a Anta Gorda, onde residem
seus familiares e de lá despachava telefonemas tentando
reverter sua demissão...
- Não tem porque me demitir...Meu texto é
bom,sou uma boa repórter,alegava ela ao José
Onofre, um dos que comandaram a degola...
Não
é que a situação reverteu! Ela foi
readmitida(depois de ser demiitida) e pelo visto estava
com a razão, porque permanece lá até
hoje, mas está num patamar superior, hoje é
edito ra....
Enfim,
uma antagordense que v enceu pela persistência....
CHE
e a Bolívia ( dois)
No ônibus,domingo passado,depois de ver o CHE-2 consegui
entender finalmente porque o herói conseguiu,com
sua morte, provocar o maio de 1968, que estourou primeiro
em Paris e se alastrou pelo mundo....E o meu amigo Rogério
Mendelski, estes dias, na Guaíba, conseguiu sintetizar
um homem desta grandeza pelo " mau cheiro que exalava"(palavras
do Rogério). Sartre, o grande filósofo francês,
disse que CHE foi o homem mais revolucionário do
século XX.
nÃO É POR NADA que CHe, pelo bem ou pelo mal,
foi nosso herói na juventude....
Histórias
de La Úndeze
O
"promoteur " de Serafina
-
Meu avó foi o primeiro promoteur( realizador de festas)
de Serafina,disse-me dias atrás a neta Simone Rodrigues,
professora de Biologia do Colégio EStadual Carneiro
de Campos.
O
advogado Oraldo Humberto Rodrigues, tio de Simone diz que
Eusébio João Dondoni realmente promovia bailes
em Serafina nos anos 50 e 60, do século passado,
nos quais cobrava ingresso. Os bailes eram em sua casa,
ainda hoje existente, localizada na rua Otávio Rocha,2354
e um dos últimos vestígios de um tipo de casa
que existia muito e que está praticamente desaparecida
de Serafina.
A neta sIMONE disse que seu avó, Eusébio (
nascido em 16.12.1915 e falecido em 28.03.2004) além
de ter sido
promoteur
foi ainda " barbeiro e agricultor".
Foto: Romano

o casarão de Eusébio Dondoni , na rua Otávio
Rocha, 2354, é um últimos vestígios
de um tipo de arquitetura colonial e merece ser preservado.
Oraldo Humberto Rodrigues disse que quem trabalhava nas
terras dos Macari era mais a esposa de Eusébio, Luiza
Macari Dondoni( nascida em 24.05.1917 e falecida em 10.08.2009)
e ofilho mais velho.
Foto: Romano

o casarão de Eusébio Dondoni , na rua Otávio
Rocha, 2354, é um últimos vestígios
de um tipo de arquitetura colonial e merece ser preservado.
-
Ele ficava mais em casa, lembrou-se Oraldo, que é
advogado e foi vizinho dos Dondoni, na rua Otávio
Rocha.
De
minha parte - afora estas outras profissões que exerceu
em vida - recordo-me do barbeiro Eusébio Dondoni,
que tinha a barbearia no prédio da av. Miguel Soccol
- naqueles anos dr. Júlio Campos- onde um dos poucos
luxos que tive na minha infância era a permisão
de meu pai,Alfredo, pra ir lá e cortar o cabelo.
-
Va lá de Dondoni, dopo mi lo pago( Vai lá
no Eusébio,depois eu o pago) dizia-me meu pai antes
que eu me dirigisse para a barbearia ouvir as conversas
dos adultos e deixar que sua tesoura hábila tirasse
parte dos cabelos.
Já
no final da vida, Eusébio,adoentado, era aconselhado
a ir aos médicos em Paso Fundo, mas ele resistia:
- Ndar al dotor parque? respondia aos familiares quando
queriam que ele procurase o médico.
A
vida como ela é...
E
a coleguinha cruzou os
dois
dedos lembrando
a
prisão que ele tivera....
O
episódio aqui narrado é pura invenção.
Qualquer semelhança com a realidade é mera
coincidência...
Pois naquela salinha de trabalho, os dois não se
aturavam mais...ninguém sabe como nasceu aquela inimizade...Os
coleguinhas já não aguentavam mais ver as
discussões e as rixas entre os dois, embora isto
se dese de modo surdo,não aos gritos...O fato é
que mostram que um queria comer o fígado do outro...
Dias
atrás, houve um evento naquela praça dos poderes,
justamente um daqueles tantos eventos que costuma acontecer
num destes poderes...
ali é que os dois foram à forra...
Não
se tem idéia de como começaram a se inticar
de novo...O que ocorreu depois foi um xingamento um no outro,
mas ela apenas cruzou os dedos fazendo o sinal das grades...Foi
o que bastou pro coleguinha quase se botar nela, como se
diz...Mas sua reação foi menos violenta: não
deu tiros desta vez( não se sabe se estava armado,ou
não)
simplesmente derramou um copo de champagne nela...
Uma das testemunhas da provocação dela não
quis ver: virou-se pro lado porque não queria depois
ser arrolado como testemunha por ninguém, não
queria bronca pro lado..
O
fato é que foi bom pros dois este desfecho: ela sumiu(
alguém a teria visto usando computadores em outro
local público) e ele parece que arranjou um trabalho
mais fixo,digamos..
Informação
confidencial -
Política: Em São Borja, o assunto do momento
é o Prefeito Mariovane Weis (PDT) x Deputado Federal
Luiz Carlos Heinze (PP). "Tudo começou quando
Mariovane deu uma entrevista dizendo que Heinze não
manda para São Borja, verbas correspondentes à
sua votação no município." "A
cidade parou para ouvir as entrevistas onde sobraram criticas
e acusações." (A Folha Regional, p.6
- Ed.240.23/10/2009)
Articulistas: "A Folha Regional", semanário
de circulação em alguns municípios
da Fronteira Oeste, passa a contar com dois novos articulistas,
os netos de Jango e Getúlio, respectivamente Christopher
Goulart e Manoel Vargas. A Folha Regional, p.7 - Ed.240.23/10/2009
Ônibus São Borja-Santo Tomé deixa de
funcionar: A linha de ônibus entre São Borja
e Santo Tomé, que era mantida pela empresa argentina
Crucero del Norte, interrompeu suas atividades devido a
falta de usuários e não tem intenção
de reativar segundo comunicado da própria empresa
ao controle de tráfego da Ponte da Integração.
A Folha Regional, p.7 - Ed.240.23/10/2009
RECORD: A Ponte Internacional São Borja-Santo Tomé,
bateu novo record em passagem de caminhões. O fato
aconteceu segunda-feira, quando passaram na ponte 360 caminhões
carregados. A agilidade na liberação e o Centro
Unificado de Fronteira, são os fatores que mais contribuem
para o aumento no movimento de caminhões. Em outras
travessias entre Brasil e Argentina, uma carga leva até
70 horas para obter liberação, enquanto que
em São Borja, a média é de, no máximo
8 horas. Ataulmente, de todo o comercio entre Brasil e Argentina,
20 % passa pela Ponte Internacional. A Folha Regional, p.11
- Ed.240.23/10/2009
Dando
banda no Portinho...
Foi
vista ontem, dia 26/10 lá pelas 14h30minutos, no
bar do Renato, o Vila Maria, na Duque de Caxias, no centro
de Porto Alegre, uma senhora que há muito tempo se
exilou em Tramandaí Beach. Trata-se de dona Eneida
Sampaio, viúva do falecido chargista....Eneida, como
dizem os colunistas sociais, veio dar um rasante em Portinho,
mas deve regressar a Tramanda Citi, onde cuida de um neto....
A
vida como ela é....
As
putas estão se despedindo da Praça da Alfandega...
Alegria
de uns, tristeza de outros....
Além
dos gremistas, as putas que fazem point na praça
da Alfândega, em Porto Alegre, estavam meio tristinhas
ontem à tarde...é que com a movimentação
dos livreiros e trabalhadores nos últimos dias antes
da feira, estão sumindo os clientes,ou melhor ditos"
amorzinho" como elas chamam quando abordam o vivente...
Ontem,segunda,
sentei no meio de duas e fiquei escutando a conversa.Estavam
meio descansadas porque ninguém as procurava...
-
E aquele teu Velhinho, tens levado naquele hotel? quis saber
uma( e eu ali no meio,sentado no banco, me fazendo...)
- Não porque lá naquele hotel me roubaram...reagiu
a colega,sentada do lado e sorvendo um café preto
que levava num copo plástico.
As duas continuaram conversando...
E
dele livreiros in do e vindo, muito barulho...
Passou
o livro Rui, da Palmarinca,acompanhado de dois colegas...conversavam
tanto entre si que nem se deram conta das putas ali sentadas,
descansando, a procura do freguês...
Pouco
antes do gigolô de uma delas sentar ao seu lado, disfarçadamente,
uma delas me viu ali e deu aquela abrodadazinha:
- Vamos prum programa,amorzinho....
Fiquei
quieto, na minha...não se dá papo pra puta
que senão ela quer conversa e começa aquela
triste história de sempre, que ela nunca fez isto,
mas que anecessidade a obrigou, sempre é uma história
cheia de dramas, não guento papo de puta...enfim.
Mas
daí a pouco o gigolô encostou numa delas, acho
que queria a féria do dia e me levantei e cai da
boca...
As
putas estão tristes...até o final da feira,
adeus tia Chica pra elas na praça da Alfandega...
Ampliação
dos molhes do Mampituba
Agora a coisa vai! Os senadores Sérgio Zambiasi (RS)
e Ideli Salvatti (SC) estão apoiando o projeto de
recuperação e ampliação dos
molhes do Rio Mampituba, na divisa entre Rio Grande do Sul
e Santa Catarina.
Quarta-feira da semana passada, eles estiveram reunidos
com o prefeito de Torres para tratar do assunto.

Visual do projeto de remodelação dos molhes
do Mampituba
O projeto de revitalização dos molhes do Mampituba
foi elaborado pelo Governo de SC, está orçado
em R$ 13,4 milhões, e é iniciativa conjunta
dos municípios de Passo de Torres e Torres, com participação
dos governos estaduais. Prevê a ampliação
e recuperação do que foi feito
ainda na época em que o coronel Mário Andreazza
foi ministro dos Transportes do governo do Figa, ocasião
em que o trabalho ficou pela metade, devido à eterna
falta de verbas e pela pressa em inaugurar a obra ainda
no governo do João. Agora, a intenção
é ampliar os molhes da
margem direita do rio em 213,21m e recuperar os 150,3m já
concluídos, assim como ampliar os molhes da margem
esquerda em 168,81m e ajeitar os 111,91 que estão
prontos.
Além das obras de recuperação e ampliação
dos molhes, o projeto prevê a urbanização
da área, o que incluir a implantação
de uma ciclovia (o pessoal usa muito bicicleta tanto em
Torres como no Passo de Torres, pois as duas cidades são
muito planas, o que favorece), passarela com
trapiche para pesca de tarrafa e plataforma de pesca. A
ampliação dos molhes deve resolver de vez
o problema do acesso à barra do Mampituba, que nos
dias de mau tempo fica muito perigosa, e favorecer o acesso
de barcos de lazer e turismo (atualmente, por causa da barra
difícil, só
entram barcos pesqueiros mesmo, os amadores não se
arriscam).
Lauro Dieckmann ? direto do Passo de Torres
ENGENHEIROS DA PETROBRAS DEFENDEM USO
DO PRÉ-SAL PARA DESENVOLVER PAÍS
O Pré-Sal é a última chance para a
redenção do povo brasileiro e é preciso
adotar medidas para protegê-lo da cobiça internacional
porque os países industrializados, que são
os grandes consumidores, têm poucas reservas de petróleo.
Este posicionamento foi defendido hoje (22) pelo delegado
da Associação dos Engenheiros da Petrobras
(AEPET) no Estado, eng. Raul Bergmann, ao falar no Café
da Manhã Bom Dia Engenharia, promovido pela Sociedade
de Engenharia do Rio Grande do Sul (SERGS) na sede da entidade,
em Porto Alegre. Analisando o tema O Pré-Sal e suas
Perspectivas para o Brasil, o dirigente reforçou
o entendimento de que deve ser retomada a propriedade total
das reservas brasileiras de petróleo para o País,
utilizando-se esta riqueza em benefício de toda a
população. “Os recursos que serão
gerados pelo Pré-Sal devem ser usados no interesse
nacional sustentado”, resumiu, ao preconizar a criação
de “uma Embrapa industrial” para, a exemplo
do que esta estatal faz para o desenvolvimento da agropecuária,
promover a capacitação do parque produtivo
brasileiro para aproveitar as encomendas que serão
criadas pela exploração do Pré-Sal,
cujo início ocorrerá em quatro a cinco anos.
Até 2020, projetou, o Pré-Sal exigirá
a construção de 296 barcos de apoio e especiais,
plataformas de produção (45 no total) e navios
de grande porte, entre outros, além de uma imensa
gama de equipamentos, instalações e serviços
de logística bem como investimentos pesados em pesquisa
e desenvolvimento. Se a exploração do Pré-Sal
ficar com empresas estrangeiras, alertou, a tendência
será a de que as mesmas contratarão esses
fornecimentos em seus países de origem. O presidente
da SERGS, eng. Cylon Rosa Neto, informou na oportunidade
que a entidade criou uma diretoria de projetos industriais
especialmente focada na inserção da engenharia
gaúcha nas oportunidades que serão abertas
pelo Pré-Sal. Uma das ações programadas
é a realização de cursos para aumentar
a qualificação das empresas e profissionais
visando o atendimento das exigências da Petrobras.
Todt Comunicação
O
DIA EM QUE SARNEY FICOU PRESO EM UM ELEVADOR
Quinta feira última Brasília teve um apagão
como nunca tinha tido antes. O Plano Piloto (onde está
o Congresso e todos os Ministérios) ficou sem luz
por mais de 40 minutos. Os técnicos alegaram que
foi um problema com Furnas. O Metrô parou, as sinaleiras
ficaram sem luz e o trafego parou completamente. Todos os
elevadores da cidade,também ficaram parados e cheios
de gente. Uma dessas vítimas, que ficou presa por
vários minutos num elevador, não foi nada
mais e nada menos que o Presidente do Senado, José
Sarney.
O Carlos Chagas e eu, havíamos, poucos minutos antes
desse apagão, entrevistado o ex presidente da República.
Não tinha sido uma entrevista das mais brilhantes.
Mas tudo bem, ele nos falou sobre as suas superstições.
Falou que era contra a reeleição de Lula e
nos contou o que passou nas ultimas 24 horas, antes de sua
posse no lugar de Tancredo Neves.
Depois do último cafezinho, fomos leva-lo até
a porta do elevador. Ah! Estávamos no 13º andar...Ele
com mais dois seguranças e um assessor, despediu-se
de nós e entrou no elevador. Desceu dois andares
e...faltou luz. Sarney ficou preso por mais de 30 minutos.
Os seguranças conseguiram no muque, abrir uma parte
da porta e tirar o homem que estava bem assustado. Ele voltou
para o andar onde nós estávamos e ficou conversando
por mais alguns minutos até que a luz voltasse à
cidade e quis saber em que andar estava. Quando dissemos
que estávamos no 13º andar, ele disse :”vocês
viram porque eu sou supersticioso??????”.
Na entrevista, ele contou que sempre que lhe acontece uma
coisa ruim, ele culpa a gravata e nunca mais usa essa gravata.
Disse que não gosta de ternos marrom. E não
gosta nem de ficar perto de alguém que usa um ternos
dessa
cor.
Sarney contou ainda, que há muitos anos, quando ainda
estava começando sua carreira política (era
deputado federal,recém eleito pelo Maranhão)
foi convidado pelo Magalhães Pinto, pelo José
Aparecido e por alguns escritores mineiros, como o Oto Lara
Resende, a visitar com eles, Araxá. Como o Zé
Aparecido e o Oto Lara Resende queriam agradar o Magalhães
Pinto, convidaram uma das mais famosas videntes de Minas
Gerais, Maria do Correio. Quando ela chegou, a primeira
pergunta foi mais ou menos essa:” a senhora vê
aqui entre nós um futuro Presidente do Brasil?????”.
Eles não tinham combinado nada com ela , mas tinham
a certeza de que ela diria que o futuro Presidente seria
o Magalhães Pinto. Para a surpresa de todos, ela
disse, apontando para o Sarney: “o futuro Presidente
do Brasil, é este moço aqui...” O Zé
Aparecido, pediu que ela olhasse melhor as pessoas que estavam
ao seu redor, certo de que ela indicaria o Magalhães
Pinto...Mas a Maria, voltou a insistir confirmando que o
moço que estava ali no meio do pessoal, seria sim
o futuro Presidente. Sarney conta que nunca mais esqueceu
a Maria dos Correios.
Sobre um novo mandato para Lula, ele não acredita.
Disse que o Brasil amadureceu muito e não concordaria
em dar a Lula mais quatro anos. Mas disse que a grande aspiração
do PMDB é ter sim um candidato próprio e que
no momento, não tem nenhum nome em condições
de concorrer. E que assim sendo, o partido vai de Dilma
mesmo.
Falando sobre as últimas 24 horas que antecederam
a sua posse na Presidência, contou que espera nunca
mais passar por momentos assim tão desagraveis. Passou
uma noite inteira de reuniões e sem conseguir dormir.
O Ulisses Guimarães, disse Sarney, contava como certa
a indicação do seu nome para ocupar a vaga
deixada por Tancredo Neves. Só se acalmou e passou
a apoiar Sarney depois que o General Leonidas Pires Gonçalves
teve uma conversa com o gaúcho Leitão de Abreu
e bateu na mesa, dizendo que ele, Sarney, deveria assumir.
Como a faixa presidencial não foi passada por Figueiredo,
que havia deixado o Palácio do Planalto pela porta
dos fundos,Sarney contou que só foi usar a faixa
no desfile de Sete de Setembro.
Sergio
Ross
OS
GRENAIS DE ANTIGAMENTE
Eu sou
do tempo que no Rio Grande só tinha dois Grenais
por ano. Mas
nós da imprensa, vinte dias antes, começávamos
a dar noticia do jogo.
Era
um tal de inventar matérias sobre o assunto. A gente
ouvia ex-
jogadores, pais de santo, videntes e tudo que pudesse dar
matéria.
Eu me recordo que um dos que nunca deixavam de estar na
lista, era o
Homem do Cachos. Um cara que circulava pela Rua da Praia
com um
malinha de madeira, com tampo de vidro e cheia de notas
de dinheiro.
Ele não entendia nada de futebol. Só posava
para as fotos que o
Bernardo Gothe, então na Ultima Hora, que cobria
esporte comigo,
bolava a foto que davam sempre na capa do jornal.
O
texto era de menos. Ele falava duas frases e o resto a gente
enchia
duas ou três laudas. E aí, ficávamos
torcendo para que o resultado do
jogo fosse o que nos havíamos escrito.
Mas
teve um dia, que depois de termos percorrido a cidade de
ponta a
ponta, passei em frente ao apartamento onde morava, ali
na Felipe
Camarão. Como estava muito quente e o Gothe e eu
estávamos morrendo
de sede, entrei em casa para tomar um copo com água.
O Gothe então me
disse que o material tinha ficado ótimo, mas que
nós não tínhamos
nenhuma foto para a capa do jornal. Aí eu não
tive dúvidas: “deixa
comigo que eu resolvo”
disse para o Gothe.
Eu
tinha uma empregada, a Nair, que trabalhava comigo há
muitos anos.
A Nair era mulata muito gorda e nada bonita. Mas contratá-la
foi
imposição da minha noiva na época,
muito ciumenta. Chamei a Nair e
colocamos primeiro um lenço na sua cabeça,
imitando um turbante, e
botamos uns óculos nela. Sobre seus ombros, colocamos
um velho
cobertor como fosse um manto “sagrado”. Aí
o Gothe tirou do teto do
apartamento o bojo de luz e colocou sobre a mesa, imitando
uma bola de
cristal. Apagou as luzes da sala, deixando aceso só
o bojo que havia
tirado do teto.
Naquela
época fazer uma foto com pouca luz, sem usar um flash,
era uma
temeridade. Mas o Gothe era homem para isso. Feita a foto,
corremos
para a redação da Ultima Hora, que ficava
na Rua Sete de Setembro, em
cima de um cinema, cujo nome não me recordo. O Gothe
foi para o
laboratório fotográfico, para revelar e ampliar
o material que havia
feito. Eu fui para a redação escrever o texto
e me vangloriar do
material que tínhamos conseguido.
Na
época, a redação da Ultima Hora, tinha
um copydesck. Era o cara que
reescrevia os nossos textos para dar uma uniformidade aos
textos
finais do jornal. No esporte nós tínhamos
o Sérgio Jockyman e uma
figura maravilhosa que se chamava Paulo Koetz. O Paulo tinha
sempre
uma manchete sobre grenais, que ele insistia em publicar
uma vez por
ano, em cinco colunas. A manchete era: GRENAL: SANGUE, SUOR
E
LÁGRIMAS.
Quando
as fotos do Gothe chegaram à mesa do Nestor Fedrizi,
um outro
grande craque do jornalismo gaúcho, foi aquele sucesso.
O Nestor deu a
foto na primeira página com a manchete de Koetz –
GRENAL: SANGUE, SUOR
E LAGRIMAS...
Não
me recordo mais, se o que a Madame Nair “profetizou”
sobre o
clássico do futebol gaúcho saiu parecido.
Mas a verdade é que um ano
depois, a Zero Hora, que entrava no lugar da Ultima Hora,
publicou uma
matéria sobre pais de santo e tascou em destaque
a foto da Nair, com
um outro texto, que não era nada sobre o Grenal...
Sergio
Ross
A
Anta vai fugir pro Rio...
Anta
Gorda virou famosa,agora,com o assalto..só assalto
cinematografico mesmo pra colocar aquele c...de mundo no
mapa...
Não fale mal, porque senão uns parentes que
tenho lá vão se insurgir e ameaçar
La Ùndeze, com facões...

Mas
não conhecia esta anta horrorosa no centro da cidadezinha.cruiz
credo, que mau gosto, pior que isto somente uma melancia
gigante que o prefeito de Taquara mandou fazer anos atrás
na praça central e depois mandaram derrubar porque
virou piada na cidade...agradeço ao mazzarino por
ter mandado esta charge..
A
verdade não é tua conhecida.
Meu
Amigo da Onça - Olides Canton:
Fiquei admirado com o teu poder de síntese, mais
ainda com a tua falta de preocupação com a
verdade.
No mais, agradeço a publicação da matéria
a meu respeito em teu site.
Mas, para o bem da verdade dos fatos, recomendo ao amigo
que LIMPE diariamente os Olhos e Ouvidos. Caso contrário,
os fatos continuarão a sair mais desviados da realidade
que o umbigo do Ronaldo Nazário, antes da lipoaspiração.
Em tempo: É verdade que o teu apelido na Zero Hora
era Tengo Hambre?
Abraço, mas não de Urso.
Luiz Oscar Matzenbacher
O
Matz responde:
Tive
sim dois apelidos em ZH, que muito me honraram...O primeiro
foi inventado pelo Fernando Goulart que me chama va de Sugismundo(
O karnas estes dias lembrou-se do apelido...é porque
ele gosta de mim.... o outro o Tengo Hambre era uma maldada
do velho J.B. Aveline, que nunca me incomodou....O Aveline
dizia que tinham ido me visitar no apartamento da Princesa
Isabel( onde aliás morei sim uns tempos....) e eu
só dizia Tengo Hambre.....) Não me incomodo
com isto, pelo contrário....me deixa até feliz
que se lembrem do meu apelido...só me chama pelo
apelido quem gosta de mim...Tenho dito....
Resposta
ao MATZ( os leitores nada tem a ver com isto....)
Depois
que o colega Oscar Donat Matzenbaclker disse lá no
chimarródromo da ARI que " FUI EU QUE QUEBREI
A CALDAS JUNIOR" posso esperar tudo....Menas,né,
coleguinha....
As
memórias do Lauro Dieckmann na Famecos I
Fiz o curso de Jornalismo na Famecos-PUC. Aliás,
a minha primeira frustração foi que a faculdade
se denominava Comunicação Social e o que eu
queria mesmo era Jornalismo. A segunda decepção
foi quando vi, no quadro de aulas, a indicação
dos professores. Um, de História, era professor do
(então) ginásio do Rosário. Outro,
de Cultura Brasileira, era um advogado metido a poeta, que
eu já conhecia por ir oferecer os livros dele na
livraria onde (na época) eu trabalhava.

Colegas da Famecos numa aula de cinema
Cursei a Famecos entre 1969-1972, ou seja, já na
era AI-5, que havia sido imposto pela Ditadura Militar no
final do ano anterior. Na época, fazia-se vestibular
para cada faculdade. Muitos dos meus colegas pretendiam
Direito, mas também faziam vestibular para Comunicação
Social, pois era mais fácil. Alguns que passaram
em Direito claro que passaram também em Comunicação
Social e acabaram cursando as duas faculdades (uma pela
manhã e outra à noite).
Minha turma tinha iniciou com 120 alunos e ocupava um enorme
salão do prédio da Economia da PUC, nas salas
onde, de manhã, funcionava o curso de Serviço
Social, um curso, acho, que só existe nas universidades
de padres e freiras. Nessa turma enorme, as idades variavam
de 17 a 40 anos. O mais moço era um guri catarinense,
muito chato, que apelidamos de Tri-X, inspirados nos filmes
Kodak de alta sensibilidade que aprenderíamos a operar
(inclusive fazer a revelação) nas aulas do
ótimo professor Schardong.
Os bixos da minha turma foram recebidos pelos veteranos
com um churrasco na (ainda existente) Fazenda Chambá,
que Assis Chateaubriand havia instalado em Viamão,
"para ensinar os gaúchos a criar gado".
Sim, isso mesmo. O paraibano dono dos Diários Associados
tinha estas ousadias. Afinal, ele disse que "os gaúchos
têm de parar com essa bobagem de plantar trigo; têm
de criar gado e importar francesas". Falou isso em
Passo Fundo, justamente uma das regiões mais propicia
para o cultivo do trigo no Rio Grande do Sul.
Também fomos recebidos com um belo texto, assinado
pelo presidente do Centro Acadêmico Arlindo Pasqualini,
que, na época, era Alexandre Garcia (sim, este que
é atualmente comentarista da Rede Globo). Uma frase
que não me esqueço do texto do Alexandre é
que "jornalista é um sujeito que almoça
com empresários e janta com prostitutas" (a
frase não era bem assim, as tinha este sentido).
Quando entramos na Famecos, os Irmãos Maristas que
controlavam (e ainda controlam) a PUC haviam dado uma mexida
na faculdade, para melhorar um pouco a qualidade. Mesmo
assim, no primeiro ou no segundo ano, o Alexandre Garcia
andava se movimentando para pressionar os "padres",
reclamando que "pagava-se caro por um produto deteriorado".
De um modo geral, porém, minha turma deu sorte porque
os "padres" haviam contratado o jornalista Nestor
Fedrizzi, que deu uma "enquadrada" na Famecos,
contratando profissionais que andavam afastados do mercado,
mas que, na sua maior parte, haviam trabalhado na edição
local da Última Hora de Samuel Wainer. Ou seja, era
gente muito boa, ou de média para boa.
Antoninho Gonzalez, que acabou, anos mais tarde diretor
da própria faculdade, Iara Bendatti e seu marido
Aníbal Bendatti, e Eunice Jacques (que nos ensinou
o método de redação do Jornal do Brasil,
onde ela trabalhava na época e que era o melhor jornal
do País), salvavam a Famecos da mediocridade geral
do produto que os Maristas nos ofereciam.
Pena que Fedrizzi, lá por abril ou maio, passou de
aula em aula se despedindo, pois havia sido contratado por
um jornal de Blumenau, que, na época, era o melhor
de Santa Catarina (Blumenau era a terra do dinheiro, a cidade
dos empresários, muito mais importante que Flops,
dominada pelo que o correspondente do Correio do Povo de
lá chamava simplesmente de "oligarquia"
dos Ramos, os Bornhausen etc...).
Fedrizzi foi rapidamente substituído por Alberto
André, que era presidente da Associação
Rio-Grandense de Imprensa. Foi uma solução
"caseira", pois André já era professor
da PUC, só que (curiosamente) de contabilidade na
Faculdade de Economia (que funcionava no mesmo prédio).
André ficou bastante tempo no cargo e foi substituído
pelo já mencionado Antônio Gonzales, que, por
sua vez, foi substituído por um coronel da Brigada
(!), quando teve de se afastar por doença.
Durante os dois primeiros anos, o fato de a turma ser enorme,
provocava sérios inconvenientes (no segundo anos,
fomos divididos entre pretendentes a jornalistas, publicitários
e relações-públicas). Alguns professores
tentavam dar aulas usando microfones. Mas, não adiantava,
quando eram ruins, a turma não aguentava e os sujeitos
ficavam enlouquecidos. Vários desistiram. Havia um,
de ética, que era muito ruim, mas, quando reclamamos,
veio a explicação de que o pai dele havia
feito doações para ajudar na construção
do campus da PUC na Av. Ipiranga, e, por isso, não
podiam demiti-lo. Este foi um dos que não aguentou
a rebeldia da turma e desistiu de lecionar para nós.
Quando a pressão dos militares aumentou sobre a faculdade,
apareceu até um sargentão da Aeronáutica
(sargentão!) para dar aulas sobre alguma coisa ligada
à tecnologia de comunicações. Na hora
da prova foi uma bagunça, lembro que entreguei a
folha em branco e chamei o cara de palhaço. Ele retrucou,
claro: "Palhaço é o senhor!". Mas
acabou desistindo e foi substituído.
Às vésperas de concluirmos o curso, pouco
antes da formatura, os Maristas estavam quase aprontando
o novo prédio próprio para a Famecos. Um dos
colegas, um dos mais velhos da turma, nos contou que o irmão
Elvo Clemente (já falecido e que era um dos manda-chuva
da PUC) o havia convidado para conhecer o novo prédio.
Ao final da visita, esse colega deu uma paulada no Élvio:
"Que beleza, Irmão. Mas vai ficar melhor mesmo
quando isso aqui for uma universidade de verdade".
E, olha, anos mais tarde (1989) comecei um curso de Direito
lá (cursei apenas o primeiro semestre), e, pelo que
vi, ainda não tinha virado universidade de verdade.
Tanto assim, que os meus jovens colegas comentavam, a PUC
é o Rosário com o recreio do Farroupilha,
ou na PUC não se paga mensalidade, paga-se consumação.
Uma jovem advogada, há pouco, me contou que entrara
na faculdade (de Direito) com todo o gás de um bom
segundo grau, mas que, vendo o desinteresse dos colegas
e a facilidade em passar de semestre estudando pouco, acabou
entrando no mesmo ritmo e estudando o mínimo necessário
para ser aprovada. Depois não sabem por que vão
tão mal no exame da Ordem. Por sorte, o meu filho,
que cursou Direito por lá, estudou bastante por conta
própria e hoje domina muito bem a matéria.
De qualquer forma, por falta de concorrência, a Famecos
acabou tendo um bom conceito nos ?rankings? como aqueles
feitos pela Playboy e assemelhados. Do meu ponto de vista,
porém, o que salvou a minha estada por lá
foram o Antoninho, a Iara e, principalmente, a Eunice. Os
quais, infelizmente, não podem ler este reconhecimento,
pois os três já faleceram.
(Lauro Dieckmann)
Minhas
memórias de jornalista II - A turma da Famecos (69-72)
Éramos 120 quando começamos em 1969. Como
o vestibular para o curso de Comunicação Social
da PUC-RS era relativamente fácil, os candidatos
a cursos mais difíceis, como o de Direito, se inscreviam
em ambos. O resultado era que a maioria preferia o curso
mais difícil e abria vagas, que iam sendo preenchidas
pelos que não estavam na relação dos
100 primeiros chamados (a idéia é que seriam
duas turmas de 50 alunos). Mas, a administração
da PUC, de olho no caixa, claro, permitiu que, ao final,
entrassem 120.
Não seria tão ruim, se fossem distribuídos
em duas turmas de 60 (quando fiz um semestre de Direito
também na PUC, 20 anos depois, em 1989, enfiaram
um pouco mais de 140 em duas salas de um pouco mais de 70!).
Os maristas, porém, não se deram tanto trabalho,
e reuniram os 120 bixos num anfiteatro do último
andar do prédio da Faculdade de Economia, que era
repartido com a Comunicação Social à
noite, o Serviço Social pela manhã e outros
cursos de ciências humanas à tarde. Pobres
de nós, que balbúrdia.
Cabe uma observação: na época houve
uma confluência de dois fatores, de um lado começavam
a procurar as faculdades os egressos dos cursos ?supletivo?,
uma versão facilitada dos tradicionais cursos de
?madureza?, ao mesmo tempo ocorria a expansão das
universidades privadas. Tudo estimulado pelo Governo Militar
que havia assumido o controle do País cinco anos
antes. Os militares visavam o crescimento acelerado do Brasil
e entenderam de facilitar a vida de quem havia deixado de
estudar na época regular e compensar a escassez de
oferta das instituições públicas. Houve
um aumento de oportunidades, sem dúvida, mas, nesse
processo, perdeu-se enormemente em qualidade.
A nossa turma era um portfólio de diferenças.
Tanto em idades como em interesses ? variava de 17 a 40
e tantos anos. Havia, certamente, quem pretendia uma profissão
nas áreas ofertadas (Jornalismo, Publicidade-Propaganda
e Relações Públicas). Mas Comunicação
Social também era o curso da moda naquela época,
o que atraia um sem-número de deslumbrados e festivos.
Havia desde meninas que o que queriam mesmo era arranjar
um bom-partido e casar a funcionários públicos
que apenas buscavam acrescentar um título, qualquer
que fosse, ao currículo pessoal. Havia até
um casal de amantes (!): um funcionário qualificado
de um banco ? casado, claro ? e a sua secretária.
A aula era o momento em que eles podiam ficar juntos, namorar.
Não davam a mínima importância ao que
acontecia ao redor deles, passavam todo o tempo conversando
entre si, sussurrando. Mas não foram muito longe,
desistiram logo no segundo semestre.
Houve, logo no início do curso, um episódio
tragicômico. Também era nossa colega uma senhora,
integrante de uma das mais tradicionais famílias
de origem germânica do Estado. Assim como o casal
de amantes, ela igualmente era bancária e tinha um
bom poder aquisitivo. Tanto que comprara um Fusca novinho
para ir às aulas (naquela época a indústria
automobilística começava sua expansão
no Brasil e eram poucas as pessoas que já tinham
carro próprio). Bem, quando começaram as aulas
do segundo semestre, depois das férias de inverno,
estranhei a ausência daquela colega. Então,
me contaram que, num domingo de férias, ela se envolvera
em um acidente de trânsito, na confluência das
ruas República e Lima e Silva. O carro ficou destruído
e o curso acabou...
Dos que mais se destacou na vida profissional, um só
passou a integrar a turma no segundo ou terceiro ano: o
jornalista Affonso Ritter, que havia deixado ? ou estava
deixando ? a batina. Ele aproveitou créditos de suas
outras formações universitárias e entrou
já na metade do curso. Affonso e o hoje ?global?
Alexandre Garcia, que já era veterano (estava um
ano na nossa frente), talvez se configurem nos nomes que
conseguiram maior projeção entre as duas turmas.
Outro que se destacou como jornalista foi Celso Rosa, um
caxiense que trabalhou como repórter policial da
Folha da Tarde e depois foi para a Bahia e, mais tarde,
para o Paraná. Assim também, José Antônio
Vieira da Cunha, da tradicional família de jornalistas
de Cachoeira do Sul, que chegou a Secretário da Comunicação
do Governo do Estado e atualmente é um dos controladores
do saite Coletiva.Net.
Entre as mulheres, o destaque foi Maria do Carmo Bueno,
que alcançou não demorou muito a se projetar
como apresentadora do Jornal do Almoço da RBS-TV,
substituindo nada menos do que a jornalista Célia
Ribeiro. E, por fim, elegeu-se deputada estadual por varios
mandatos e concorreu ao cargo de vice-governadora. Ainda
durante o curso, Maria do Carmo, que sempre foi muito bonita,
elegeu-se Rainha da Primavera da PUC (naquele tempo havia
dessas coisas).
Alem de Vieira da Cunha, outros dois colegas que também
cursaram Direito pela manhã foram Luís Vitello,
já falecido, que foi assessor de imprensa das bancadas
e governos do PMDB, e Ana Maria Rossi, que foi repórter
de ZH por breve período, mudou-se para os EUA, estudou
psicologia, retornou, e, durante um bom tempo, manteve uma
coluna sobre o assunto também na ZH.
O hoje radialista Rogério Mendelski chegou a cursar
um semestre conosco. Mas, no meio daquele primeiro ano de
curso, os militares instituíram a regulamentação
da profissão de jornalista ? essa que o STF derrubou
há pouco tempo ? e garantiu o registro para quem
atuava na profissão há mais de dois anos.
Mendelski preenchia esse requisito, efetuou o registro na
DRT e desistiu da faculdade. Uma pena, pois, mesmo fraquinho,
um curso universitário faz a diferença. E
o nosso curso, de fato, era mesmo muito fraco, embora, curiosamente,
a Famecos tivesse alcançado um grande prestígio
a partir daí (talvez porque em terra de cego etc
e tal...).
O que nos salvou, do meu ponto de vista, foi o fato de os
?padres? da PUC terem se obrigado a dar uma mexida na faculdade,
diante das reclamações das turmas anteriores
e resolvido contratar uma série de novos professores,
que tinham real experiência em jornais. Então,
a partir do segundo ano, fomos divididos em três turmas,
conforme as especializações (de fato, o primeiro
ano representava um ?ciclo básico?, com matérias
de interesse geral que não nos interessavam nem um
pouco).
E, na nossa formação de jornalistas, três
professores se destacaram: Antônio Gonzales, Iara
Bendatti e Eunice Jacques. Não eram nem medalhões
nem sumidades, mas pelo menos nos forneceram as bases para
um exercício profissional de razoável qualidade.
Entre os colegas, não dá para deixar de lembrar
nomes queridos, como o de Dina Streliaev, que era namorada
do também veterano Geraldo Canalli, seguramente a
mais bonita de todas (era modelo profissional, filha de
russos, alta, loura), a Vanilda, a Zelinda, a Ericina, a
Renatinha e a suavemente bela Ana Maria Lopes de Almeida.
Da minha parte, no segundo ano da faculdade, fiz estádio
na Assessoria de Imprensa da Secretaria da Segurança
e, na altura do terceiro ano, comecei a trabalhar como repórter
da ZH, no início como repórter policial e,
mais tarde, como repórter da Geral. Fiquei por lá
três anos e pouco e, em seguida, fui trabalhar na
sucursal do Jornal do Brasil. Quando me formei, ainda trabalhava
na ZH.
*Neste texto, ocorreram repetições e relação
a um anterior, do qual é complemento, mas tais repetições
foram propositais.
Lauro Dieckmann ? Passo de Torres - out/2009
União
estável, concubinato adulterino, partilha de bens
e afins
Olha
o que o meus artigos sobre a amásia daquele chefe
daquele local de trabalho provocou....um belo artigo do
Lauro sobre a União estável.....
Atualmente,
no Brasil, mais vale o que decidem os juízes do que
o que prescreve a legislação. De um modo geral,
os julgadores brasileiros privilegiam a Justiça,
em detrimento do que determina a letra fria da lei. Na questão
da união estável e do concubinato, este posicionamento
do Judiciáro é muito claro. Pode-se dizer
que os julgadores brasileiros estão, cada vez mais,
tendendo para o tipo de prática judiciária
que é adotada nos Estados Unidos e na Inglaterra,
onde o que vale mesmo é o precedente, o caso paradigmático.
Por isso, aos que se denomina ?operadores do Direito? (advogados,
juízes, promotores), importam sobretudo as decisões
dos Tribunais, que formam a jurisprudência. A seguir,
vão transcritas algumas recentíssimas decisões
tomadas no âmbito do Tribunal de Justiça do
Rio Grande do Sul na área da união estável
e do concubinato.
É preciso que fique bem claro: a união estável
é a convivência duradoura de um casal como
se casado fosse e o concubinato é a união
de uma pessoa com outra que já é casada (geralmente
é a mulher solteira ou separada com homem casado
com outra mulher, da qual não se separou, e que com
ela mantém o casamento). Aí vão as
decisões do TJRS sobre os dois temas (união
estável e concubinato)
Verificado
que o imóvel objeto da partilha foi havido pelo recorrente,
por herança, deve ele ser afastado da partilha pois
se trata de bem incomunicável, a teor do artigo 1.659,
inciso I do Código Civil. (Apelação
Cível Nº 70027071992, Oitava Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova,
Julgado em 15/10/2009)
Comentário: só entram na partilha, em caso
de união estável, os bens adquiridos de forma
onerosa, durante o período em que ocorreu a união.
Herança, por exemplo, quando recebida por apenas
um dos companheiros, não entra na partilha quando
se separam ou um deles morre.
Comprovado
que a construção edificada sobre terreno de
terceiro foi realizada na constância da união
entre as partes, de boa-fé pelos conviventes e com
autorização expressa do proprietário
do terreno, cabível se mostra a partilha do valor
atualizado da obra edificada, à razão de 50%
para cada parte. Também, devem ser indenizados à
demandante o valor de 50% dos aluguéis percebidos
pelo demandado com os contratos de locação
dos imóveis de propriedade de ambos, desde o rompimento
do relacionamento. Do mesmo modo, quanto aos bens móveis,
comprovada a existência pelas notas fiscais juntadas,
devem ser indenizados à autora, à razão
de 50% do valor atualizado constantes das notas. Em conseqüência,
devem ser redimensionados os ônus de sucumbência,
diante do decaimento maior ao demandado. (Apelação
Cível Nº 70029143054, Sétima Câmara
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
José Conrado de Souza Júnior, Julgado em 14/10/2009)
Comentário: Acórdão que define bem
os princípios básicos da partilha de bens
entre companheiros.
Na
união estável, salvo disposição
expressa em contrário, vigora o regime da comunhão
parcial de bens (art. 5º, da Lei 9. 278/96, reproduzido
pelo art. 1.725 do Código Civil vigente), motivo
pelo qual deverão ser partilhados igualitariamente
os bens adquiridos a título oneroso na constância
da união, presumindo-se o esforço comum. A
contribuição financeira do ex-companheiro
para a construção de um apartamento integrante
de um prédio de quatro pavimentos, custeado em sua
quase integralidade pelo pai da ex-companheira e erigido
sobre terreno pertencente a esta e ao seu irmão,
não comporta solução por meio de partilha
de bens em sede de ação relativa à
união estável, devendo ser buscada na via
própria. As dívidas contraídas no curso
da união estável devem ser incluídas
na partilha. O automóvel que foi adquirido e vendido
durante a convivência deve ser excluído do
monte partilhável. O maquinário adquirido
na constância da união deve ser partilhado
igualitariamente, visto que fora adquirido pelo réu
e pelo pai da autora, antes do término da convivência
entre as partes. Ausência de interesse recursal quanto
ao pedido de exclusão da partilha do automóvel
Corsa, visto que o veículo de placas IDU 2089, adquirido
em 1998, já havia sido excluído da divisão
na sentença. Recurso não conhecido no tópico.
APELAÇÃO CONHECIDA EM PARTE E, NESTA, PARCIALMENTE
PROVIDA. (Apelação Cível Nº 70028966596,
Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: André Luiz Planella Villarinho, Julgado
em 14/10/2009)
(No mesmo sentido: processo nº 70028918712)
Comentário: ementa de acórdão que define
bem qual o regime de bens que vigora na união estável
e os princípios básicos que regem a partilha
para estes casos.
Não
comprovada a existência de união estável
anterior ao casamento, impunha-se a exclusão, na
partilha do bem imóvel, dos valores relativos à
subrogação de bens particulares dos separandos.
(Apelação Cível Nº 70028899755,
Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: André Luiz Planella Villarinho, Julgado
em 14/10/2009)
Observação: Quando alguém utiliza para
aquisição de um bem os valores resultantes
da venda de outro bem, que lhe pertencia antes de começar
a união estável, o bem adquirido durante a
união não é partilhável.
Não
é todo e qualquer relacionamento amoroso que pode
ser reconhecido como união estável, tendo
a legislação pátria apenas lançando
mão à proteção da entidade familiar
pública e notória que mantém união
de esforços com ?affectio maritalis?, nos termos
do art. 1.723 do CC. (Apelação Cível
Nº 70028456754, Sétima Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Raupp
Ruschel, Julgado em 14/10/2009)
Comentário: Outro acórdão que define
os requisitos para o reconhecimento da união estável.
Comunicam-se
os bens adquiridos na constância da união,
independentemente da contribuição financeira
de cada um dos companheiros. No caso, a autora deve ser
indenizada pelas benfeitorias construídas sobre o
terreno de propriedade do de cujus. Além de possuir
o direito a meação de todos os bens móveis
que guarneciam a ex-residência do casal. (Apelação
Cível Nº 70028156479, Sétima Câmara
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Ricardo Raupp Ruschel, Julgado em 14/10/2009)
Comentário: Não é preciso colaborar
diretamente, com dinheiro, para o convivente ter direito
à partilha. Parte-se do pressuposto de que o companheiro
que não entrou com dinheiro ou trabalho, o simples
fato de dar apoio moral e afetivo à outra parte já
foi suficiente para ele melhorar de condição
de vida.
A
companheira-agravada não exerceu atividade laboral
durante a união estável e atualmente está
desempregada. Logo, não há negar a necessidade
de receber alimentos do ex-companheiro. O agravante-companheiro,
por sua vez, não comprova a impossibilidade de arcar
com o pensionamento fixado em um salário mínimo
e meio. Nesse passo, presentes as necessidades da alimentada,
bem como as possibilidades do alimentante, é de rigor
a manutenção dos alimentos. (Agravo de Instrumento
Nº 70031579758, Oitava Câmara Cível, Tribunal
de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado
em 13/10/2009)
Comentário: Acórdão que trata do direito
da convivente aos alimentos.
Havendo
indícios de que a agravada tenha vivido em união
estável com o autor da herança, é de
rigor a sua habilitação no inventário
do suposto companheiro. Habilitação que serve
para que a agravada defenda seu legítimo interesse
enquanto se discute, em ação própria,
a sua qualidade de companheira-herdeira. (Agravo de Instrumento
Nº 70031016066, Oitava Câmara Cível, Tribunal
de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado
em 13/10/2009)
Comentário: são dois os processos, um é
o de reconhecimento da união estável, outro
é o do inventário. Mesmo que o primeiro não
tenha sido definitivamente julgado ainda, o convivente pode
se habilitar no inventário do companheiro, ficando
a decisão final, claro, na dependência do que
for decidido no processo de reconhecimento.
A
relação mantida entre um casal octogenário,
que não só morava no mesmo pátio, mas
fisicamente muito próximo, pode ser caracterizada
como de amizade, não de união estável.
A relação configuradora da união equiparada
ao casamento pressupõe a convivência pública,
contínua e estabelecida com o objetivo de constituição
de família, o que não se identificou no caso
concreto. EMBARGOS INFRINGENTES ACOLHIDOS, POR MAIORIA.
(Embargos Infringentes Nº 70029898111, Quarto Grupo
de Câmaras Cíveis, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em 09/10/2009)
Comentário: mera amizade não configura união
estável.
Devem
ser fixados alimentos a serem pagos à ex-companheira,
quando verificado o preenchimento dos requisitos para tanto
¿ necessidade da alimentada, impossibilidade de prover
o próprio sustento e possibilidade do alimentante.
(Apelação Cível Nº 70030167589,
Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em 08/10/2009)
Comentário: quando a companheira tem direito a alimentos.
Ausente
a caracterização da união estável,
em especial do indispensável requisito da ?affectio
maritalis?, deve ser mantida a sentença de improcedência.
Ainda que se admita a existência de uniões
estáveis paralelas ou com a presença de infidelidade,
é preciso encontrar no relacionamento ?sub judice?
a convivência que visa à constituição
de uma verdadeira entidade familiar. NEGARAM PROVIMENTO
AO APELO. (Apelação Cível Nº 70029679396,
Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em 08/10/2009)
Comentário: o fundamental na união estável
é a convivência com características
de união familiar.
Não
comprovada a dependência econômica, é
indevida a pretensão de habilitação
à pensão previdenciária. (Apelação
Cível Nº 70032321960, Vigésima Primeira
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do
RS, Relator: Liselena Schifino Robles Ribeiro, Julgado em
07/10/2009)
Comentário: quando não há cabimento
à pensão previdenciária por não
ter havido dependência econômica entre os companheiros.
1.
Não constitui união estável o relacionamento
entretido sem a intenção clara de constituir
um núcleo familiar, ficando comprovado que eram namorados
e que pretendiam futuramente constituir uma família,
tanto que chegaram a noivar, pouco antes de romperem a relação
entretida. 2. A união estável assemelha-se
a um casamento de fato e indica uma comunhão de vida
e de interesses, reclamando não apenas publicidade
e estabilidade, mas, sobretudo, um nítido caráter
familiar, evidenciado pela affectio maritalis. 3. Não
comprovada a entidade familiar, nem que a autora tenha concorrido
para aquisição do imóvel, a improcedência
da ação se impõe. (SEGREDO DE JUSTIÇA)
(Apelação Cível Nº 70029276110,
Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves,
Julgado em 30/09/2009)
Comentário: mero namoro não configura união
estável
Comprovada
a relação de companheirismo, com as peculiaridades
de quem já tem idade avançada, fica configurada
a intenção de constituir família, e
a procedência da ação se impõe.
(SEGREDO DE JUSTIÇA) (Apelação Cível
Nº 70028988962, Sétima Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Sérgio
Fernando de Vasconcellos Chaves, Julgado em 30/09/2009)
Comentário: mesmo em avançada idade pode-se
configurar a união estável.
1.
Comprovada a união estável, todos os bens
adquiridos a título oneroso na constância da
vida em comum devem ser partilhados de forma igualitária,
pouco importando qual tenha sido a colaboração
prestada individualmente pelos conviventes. Inteligência
do art. 1.725 do CCB. 2. Não tendo o recorrente comprovado
que todos os bens descritos na inicial foram adquiridos
na constância da vida marital, descabe estabelecer
a partilha na forma pretendida, pois era dele o ônus
de produzir as provas relativas ao fato constitutivo do
seu direito. (SEGREDO DE JUSTIÇA) (Apelação
Cível Nº 70028904142, Sétima Câmara
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves, Julgado em
30/09/2009)
Comentário: só são partiláveis,
em caso de união estável, os bens adquiridos
durante a existência do relacionamento e que foram
adquiridos de modo oneroso se um bem foi recebido por herança
por um dos companhairos, não entra na partilha).
Impõe
reconhecer a validade e eficácia de acordo extrajudicial
de dissolução de união estável,
quando se tratam de partes maiores e capazes, não
demonstrado nenhum vício de consentimento capaz de
lhe retirar higidez. (Apelação Cível
Nº 70028831170, Sétima Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: André
Luiz Planella Villarinho, Julgado em 30/09/2009)
Comentário: acórdão que trata da validade
do acordo particular firmado entre os companheiros e definindo
os termos da união.
Se
mesmo não estando separado de fato da esposa, vivia
o réu em união estável com a autora/companheira,
entidade familiar perfeitamente caracterizada nos autos,
procede o reconhecimento da sua existência, mas com
a declaração de que era concomitante ao casamento
dele. Sobre os bens dos companheiros, sendo um casado, não
há meação da autora, mas sim, devem
ser divididos em três partes, cabendo à companheira
uma das partes. (Apelação Cível Nº
70029861663, Oitava Câmara Cível, Tribunal
de Justiça do RS, Relator: José Ataídes
Siqueira Trindade, Julgado em 02/07/2009)
Comentário: acórdão que trata da situação
em que o homem era casado e nunca deixou de sê-lo,
mas teve uma amante (concumbina) enquanto casado. No caso,
os bens não são divididos pela metade (meação),
mas por três: uma para o homem, outra para a amante
e a terceira para a esposa.
Se
mesmo não estando separado de fato da esposa, vivia
o falecido em união estável com a autora/companheira,
entidade familiar perfeitamente caracterizada nos autos,
procede o reconhecimento da sua existência, paralela
ao casamento. Sobre os bens dos companheiros, sendo um casado,
não há meação da autora, mas
sim, devem ser divididos em três partes, cabendo à
companheira uma das partes. Precedentes. Apelação
provida. (Apelação Cível Nº 70029112687,
Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: José Ataídes Siqueira Trindade,
Julgado em 02/07/2009)
Comentário: situação similar à
do acórdão anterior.
APELAÇÃO
CÍVEL. FAMÍLIA. UNIÃO ESTÁVEL.
ELEMENTOS CONSTITUTIVOS NÃO COMPROVADOS PELA APELANTE.
IMPOSSIBILIDADE DE CONSTITUIÇÃO DE UNIÃO
ESTÁVEL SENDO O ?DE CUJUS? CASADO. RELAÇÃO
AFETIVA QUE NÃO CONFIGURA UNIÃO ESTÁVEL,
ANTE O IMPEDIMENTO DE UM DOS COMPANHEIROS QUE MANTEVE, ATÉ
O SEU ÓBITO, O CASAMENTO COM TERCEIRA PESSOA. SEPARAÇÃO
FÁTICA NÃO COMPROVADA. EXEGESE DO ARTIGO 1.723
E §1º, DO CÓDIGO CIVIL. PRECEDENTES DESTE
TRIBUNAL E DO STJ. APELAÇÃO DESPROVIDA. (Apelação
Cível Nº 70029836384, Sétima Câmara
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
José Conrado de Souza Júnior, Julgado em 27/05/2009)
Comentário: amigação com homem casado
não configura união estável (mas, como
se vê em outros acórdãos, se houver
bens resultantes de esforço comum dos amantes, pode
ocorrer uma partilha, pois se caracteriza uma sociedade
de fato.
Constituiu
concubinato adulterino a relação entretida
pelo falecido com a autora, pois ele era casado e sempre
manteve vida conjugal com a esposa, sem dela se afastar
jamais. Inteligência do art. 1.727 do Código
Civil. (Apelação Cível Nº 70026568352,
Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves,
Julgado em 11/03/2009)
Comentário: acórdão que define o que
é concubinato adulterino.
Considerando
que o requerido sempre foi casado e que o relacionamento
havido entre as partes jamais teve por finalidade a constituição
de família, não há falar em união
estável. Entretanto, a prova carreada nos autos conduz
à conclusão de que houve sociedade de fato,
cumprindo ao demandado restituir à autora os valores
que esta lhe alcançou para quitar prestações
do imóvel e pagar benfeitorias, sob pena de enriquecimento
ilícito. (Apelação Cível Nº
70025620725, Oitava Câmara Cível, Tribunal
de Justiça do RS, Relator: Alzir Felippe Schmitz,
Julgado em 11/12/2008)
Comentário: acórdão que trata da sociedade
de fato, que dá direito a partilha de bens, mesmo
em caso de concubinato adulterino.
A
prova dos autos demonstra que a autora conhecia a condição
de casado do requerido com quem convivia. Comprova, ainda,
que a esposa deste desconhecia tal situação,
com a qual não anuiu quando de seu conhecimento.
(...) Ainda que afastada a existência de união
estável, poderia haver a divisão de bens comuns
regida pela sociedade de fato. (Apelação Cível
Nº 70024095689, Sétima Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Raupp
Ruschel, Julgado em 27/08/2008)
Comentário: Decisão que também possibilita
partilha de bem com base na sociedade de fato, porquanto
não configurada a união estável.
Observação
final: sociedade de fato é uma situação
que ocorre no direito comercial e que foi trazida, pelos
juízes e desembargadores, para o direito de família
e sucessões, para solucionar os problemas decorrentes
das uniões estáveis ou concubinatos adulterinos
(quando um dos companheiros não pode casar por já
ser casado). Isso é uma postura dos julgadores razoavelmente
recente (em termos de Direito), tendo começado a
se impor lá pelo início dos anos 1990.
Lauro Dieckmann
A
( IN) sensibilidade de Mário Barbará....
Conhecia
o Mário Barbará apenas de nome, por ser autor
da famosa canção Desgarrados. No sábado,dia
3/10 depois que o poeta Nelson, sanborjense que sempre publica,
tinha autografado seu livro de poemas na 24 feira do livro
de são borja, fomos uma turma para o al manara...tomar
ceva,refris e comer batatas fritas... Quando de repente
todo mundo parou de falar( havia um no grupo que falava
pelos cotovelos....) e fez-se um silêncio. Chegou
um senhor, uma senhora e uma terceira pessoa....
Era
Mário Barbará, em pessoa sua namorada( ou
seria esposa é o que menos importa pra mim) e o poeta
Nelson o chamou pra lhe dizer que o havia homenageado com
um poema no seu livro....
Mário
Barbará ficou mudo....não disse que gostou,
não disse se tinha um exemplar pra comprar ali, não
perguntou onde tinha pra comprar um....
Bah,
mas que ( IN) sensibilida de, tchê!!!!!
Aí
vai então o poema desgarrados, que o Barbará
musicou....
Desgarrados
Composição: Sérgio Napp e Mário
Barbará
Eles se encontram no cais do porto pelas calçadas
Fazem biscates pelos mercados, pelas esquinas,
Carregam lixo, vendem revistas, juntam baganas
E são pingentes das avenidas da capital
Eles
se escondem pelos botecos entre cortiços
E pra esquecerem contam bravatas, velhas histórias
E então são tragos, muitos estragos, por toda
a noite
Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é
o sonho
Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade
Viram copos viram mundos, mas o que foi nunca mais será
Cevavam mate,sorriso franco, palheiro aceso
Viraram brasas, contavam casos, polindo esporas,
Geada fria, café bem quente, muito alvoroço,
Arreios firmes e nos pescoços lencos vermelhos
Jogo do osso, cana de espera e o pão de forno
O m ilho assado, a carne gorda, a cancha reta
Faziam planos e nem sabiam que eram felizes
Olhos abertos, o longe é perto, oque vale é
o sonho
Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade
Viram copos viram mundos, mas o que foi nunca mais será
Lauro
Dieckann está reclamando
Agora, até a Famurs resolveu me mandar 'spam'. Ora,
não tenho o menor ineresse na Famurs, nem no "maior
encontro de municipalismo" que ela promove. Não
sei porque essa gente não pergunta, antes de enviar
os 'spams' deles, se o 'peixe' que querem vender nos interessa.
Também há dois vereadores de Porto Alegre,
o Ely e o Nedel, que seguidamente me mantam e-mails sobre
assuntos que igualmente não me interessam. Será
que eles não tem disconfiômetro? Cai tudo na
lixeira do browser, claro.
Lauro Dieckmann
O
URBIM encontra O PROFESSOR!
Bom
dia.
Olides, algumas imagens do URbim no ENcontros
-i.jpg)
Waldir da Silveira e Marô Barbieri
-i.jpg)
idem com Ruy
-i.jpg)
Sec Cult POA. Sérgius Gonzaga
-i.jpg)
ZOravia Bettiol ilustradora (Admissão ao Ginásio)
-i.jpg)
com a Dinora Araujo
-i.jpg)
Sérgio Bassotti dono do REi do MOcotó que
feez um almoço especial (paeja) em homenagem ao Urbim
"patrono" (colocou um banner com uma foto que
fiz do Urbim)
-i.jpg)
senhora que esta com ele e o Ruy é Maria DInair Acosta
Gonçalves - Pdte da Comissão da Criança
e do Adolescente da OAB RS - nascida aí em Livramento
-i.jpg)
senhora que esta com ele e o Ruy é Maria DInair Acosta
Gonçalves - Pdte da Comissão da Criança
e do Adolescente da OAB RS - nascida aí em Livramento
Histórias
de La Úndeze....
Gringo
é chegado num foguinho....Os escombros da Cooperativa
Vitivinicola Guaporense(criada em 15/12/1932) incendiaram-se(ou
foram incendiados) não faz muito tempo...
Romano Video Foto

A
Cooperativa está localizada no bairro Gramadinho,
o local que hoje em dia cresceu muito, junto com a cidade....
Romano
Video Foto

Os
escombros da Cooperativa lembram uma época em que
em Serafina todas as propriedades rurais tinham um ou dois
parreirais. Meu avó e meu pai tinham dois, por exemplo...Hoje
quase não há parreiras em Serafina...
Romano
Video Foto

Uma
coisa característica desta Cooperativa é que
ela era formada basicamente por partidários do PTB...(hoje
seria do PMDB)
Romano
Video Foto

Um
primo do meu pai, Armando, foi seu dirigente pouco antes
de ser fechada....Dizem que ela fechou as portas depois
de mais de 30 anos produzindo vinho e Graspa...
Romano
Video Foto

Uma
das princi pais dificuldades que ela encontrou foi as dificuldades
de estradas para escoar os produtos.Assim ela foi sendo
prejudicada na concorrência com outras cantinas da
região, que tinham mais condições de
competição...
Romano
Video Foto

Associados
e fundadores ainda lembram da Guaporense com nostalgia....
Romano Video Foto
A
vida como ela é....
Os
fatos aqui narrados são pura invenção.
Qualquer semelhança com a realidade é mera
casualidade....
O
dia que o patrãozinho
caiu
no arroio da Merda....
Pues, como ia lhes contando, uma noite o patrãozinho
do nosso personagem aquele daquele local de trabalho depois
de tomar alguns uisques pela cidade - dizem que foi visto
no Tivoli, ali na Protásio( tá eu sei que
fechou!!!!)no Carcará, na Independência, ou
perto da Cristóvão e depois também
no Vinha Da Alho foi dirigir seu possante carro pela avenida
aquela que circunda o arroio da Merda que corta a cidade
Sorriso de Leste até o lago aquele que tem o mais
bonito por do sol do mundo...
Numa
certa altura, já de madrugada, o patrãozinho
não segurou a direção e caiu dentro
do riacho da Merda, no meio da dita cuja...
Foi
salvo porque um carro da briosa passava pelo local e interce
deu pelo vivente que adentrara dentro do arroio....
Nem
imaginavam os soldados da briosa que ali dentro tinha um
peixe graudo que sem seu socorro se afogaria na dita cuja
e na água pestilenta...
Dias
depois de salvo - claro que na Gazeta dos Pampas a ´notícia
tomou conta da rádio corredor - um time da briosa
foi fazer-lhe uma visita de cortesia e eis que o patraozinho
deu uma de suas grandes puxadas de demagogia:
-
Se eu não fosse o fulano de tal, dono disto aqui,
seria mais um membro da briosa...
Saíram
todos felizes e contentes...
Dias
depois um vereador, muito conhecido por ter participado
daquela governo da Redentora, mas que há tempos mudou-se
para as hostes pedetistas e que sempre angariou muitos votos
na Restinga, foi visitar nosso patrõazinho...
No
meio da conversa, o vereador puxou assunto:
-
Seo fulano de tal, quando o senhor tava caído dentro
do rio da Merda, em que o senhor pens ou mesmo...????
O
patrãozinho pensou e saiu-se rápido( pra bobo
ele nunca serviu) com esta:
-
Eu pensei na manchete do ARREIO DO OVO: Judeu rico morre
na merda....
Coleguinhas
*
Cascatinha disse na rua da Praia que sente saudades do Carlos
Bastos porque este sempre costumava errar em seus palpites:
véspera de Grenal,quando Bastinhos dizia que ganhava
o Grêmio,dava Inter e vice versa....
*
Fernando Veronese é um manancial de histórias
sobre o velho Breno Caldas: um dia,depois da queda do Breno,
- " quando a companhia quebrou" diz o Veronese,ele
encontrou o Breno dentro do elevador do edifício
Ouvidor( na rua da Praia, onde, por sinal, Breno ia seguidamente)
e lá estava o político Alceu Collares que
não estendeu a mão a Breno,quando este o cumprimentou.
Como se diz, rei morto,rei posto....
*
Veronese diz que a Guaíba FM ficará uma ANTENA
UM. Outra de cocheira dele: das 7 da noite, as 7 da manhã,
na Guaíba FM vai´entrar a AM....
*
Cuidado com estes desmentidos de demissões na Guaíba:
Onde tem fumaça, há fogo....
Dossiê
COOJORNAL(2)
A
amante dos jornalistas em geral....
A
Coojornal era a amante dos jornalistas em geral...Dentro
de suas redações - e isto valia para ZH,Folhinha,FT,CP,
GM- sempre que algum editor exitava em dar alguma matéria
- a ditadura ainda estava forte e não se sabia quem
iria ganhar a parada, se o lado duro( onde provavelmente
muitos morreriam) ou o lado mais favorável a abertura,
no caso Geisel e cia....- o repórter bradava como
tendo um escudo a lhe proteger:
-
Vou levar esta matéria pra Coojornal...
O
repórter afirmava isto como que dizendo entre outras
linhas: lá eles tem aquilo roxo, eles vão
dar a matéria....
Isto
ocorreu muito no episódio do sequestro dos uruguaios
Universindo e Lilian em 1978. A Coojornal teve importantes
episódios neste evento que foi decisivo acho até
para a abertura....
Mas
a Coojornal se carcomia dentro entre Situação
e Oposição....
-
Estes dias fui tomar uma cerveja com a Jaque(Jaqueline Joner,fotógrafa)
e ela me disse:
-sabe Bicudo, que tu tinhas razão....lembrou o repórter
Elmar Bones da Costa, conhecido por Bicudo, sobre os episódios
e os rachas dentro da Coojornal....
-
Alguns até chegaram a começar a puxar fumo
lá dentro. Isto eu proibi, disse: aqui não,
visados como nós somos, vocês ainda vão
dar motivo pra reação vir pra cima de nós,
disse Bicudo estes dias, recordando aqueles tempos...
Um
dueto que funcionou muito bem lá dentro foi o Bicudo
e o Jorge Polydoro...Filho de um sócio da casa Coates
e da Casa Vityor, Jorge Polydoro, um ex-arquiteto, da turma
do Ivan Pinheiro Machado na faculdade de Arquitetura da
URGS,mostrou-se logo de início na Coojornal um grnade
vendedor. Isto porque filho de um empresário as portas
se lhe abriam com facilidade...
-
Topas que façamos isto, perguntava ele a Elmar....
-
Topo, fecha o contrato, respondia geralmente Bicudo...
Aí
entrava o time em campo pra trabalhar....
Ao todo a Coojornal chegou a ter 100 jornalistas trabalhando
lá. Produziram muitos boletins para terceiros mas
o veículo que lhe deu fama( e problemas ) foi a publicação
chamada Coojornal, um órgão muito audacioso
para sair com as matérias que saiu naqueles anos
de fim da década de 70 começo da década
de 80
(
Prossegue....)
Coleguinhas
*
Sábado,dia 24/10, no barzinho da ARI tinha mais PINGODROMO
depois do torró do que gente....isto no começo,lá
pelo meio-dia, mas depois até que deu um bom público....
*Serginho
Ross, nosso correspondente na nova cap estará em
Portinho,dia 30/10. Almoço no Gambrinus, já
confirmado..Quem gostava muito do Gambrinus era a Virginia
Rigatto.Sempre que vinha do exterior, íamos lá,ela
adorava aquele local, é tri interessangte mesmo...
*
Serginho Ross depois no sábado quer ir a outro local....mas
antes vou levá-lo ao barzinhyo da ARI para matar
as saudades. Serginho é do tempo que Belmiro Soutier
era repórter aqui no Sul. Faz tempo, hein....
*Alberto
Blum recebeu um telefonema do colega Ivo Stigger pelo passamento
de sua esposa, pouco tempo atrás...
Se eu tivesse alguma ingerência em algum órgão
da CATIGORIA cuidariua numa hora destas pra mandar um cartão
pra pessoa....
*
Pingodromo de sábado no barzinho da ARI é
o testemunho de que o prédio precisa de reparos..Mas
grana pra Isto...Há um livro ouro correndo, mas até
agora ninguém o assinou....
*"
Formigão de Vacaria" é o apelido que
coleguinha que muito vai ao Barzinho da ARI já ganhou
dos colegas...
*Bicudo
subiu do segundo andar do prédio da ARI,onde está
a editora, direto pro barzinho, no sábado...Agora
tá tudo em casa.....
*
Ayres Cerutti anda querendo instalar um café no andar
térreo do prédio da ARI. Tomara que alguém
se habilite....
Direto
de Paris
Por
Beatriz Maia Alves
Foto
de Lauro Dieckmann
.jpg)
Paris
é Paris, sempre charmosa e agradável. Estamos
gostando muito e, calmamente, curtindo tudo o que dá.
A história de que aqui esta mais caro que o resto
da Europa não é tão verdade, calmamente
se encontra comida barata(em relação a Berlim
e Espanha é claro). Os preços são iguais
aos de outras grandes capitais, media de 10 a 15 euros a
refeição bem sentados num restaurante com
direito a luz de vela e tudo o mais, servidos por garçom
e com a vista maravilhosa de Paris, seja no lugar que se
esteja.
Aqui já está fresquinho, ainda bem que pouca
chuva, mas não se compara com o frio intenso de Berlim.
Cidade pela qual me apaixonei, cidade tranquila, calma e
organizada. Mas, Paris é Paris. Hoje subimos no Arco
do triunfo, vista fantástica de l'Etoile, distribuição
perfeita das ruas de Paris em torno do Arco. Para dar água
na boca e sentir inveja fomos visitar o Hotel L'Atenee,
mais do que cinco estrelas, tal a graça e beleza,
internamente um show a parte com frequentadores "caixa
altíssima" e para nossa surpresa, estacionado
em frente ao hotel um Bugatti, carro que nunca tinha visto
na minha vida. Parecia um carro do futuro, tão lindo
e diferente que todos paravam e tiravam fotos do objeto
dos desejos de todo o homem. Isso é Paris e muito
mais, metrô, ônibus, trens tudo funcionando
muito bem, e levando milhares de pessoas de um lado para
outro com facilidade, segurança e praticidade, Bem
que o Brasil poderia imitar. No mais, espero que tudo ai
esteja bem. Bjs, Beatriz
publicado originalmente em http://lauronews.blogspot.com/
Mercado
imobiliário em Torres
O
sempre atento Lauro Dieckmann, correspondente deste blog
em Torres e Passo de Torres, envia o que segue:
O setor de construção civil em Torres vai
de vento em popa, tal como os barcos dos pescadores de Passo
de Torres que se aventuram todos os dias mar a dentro.
Depois que resolveram o problema dos estogos em Torres,
no governo Rigotto, com a construção de uma
nova estação de tratamento, as obras (que
estavam embargadas pelo Judiciário, por iniciativa
do Ministério Público) foram retomadas.

De lá para cá, cresceu notavelmente o número
de prédios altos e bonitos na cidade. E a construção
de novos edifícios não pára. Cada vez
que se chega por aqui, constata-se a conclusão de
vários prédios e o início das obras
de novos edifícios.
E, destaque-se, são prédios muito bem projetados,
bonitos como raramente se encontra em Porto Alegre (cidade
que parece ser amaldiçoada em termos de inspiração
arquitetônica). Olhando-se Torres, atualmente, a impressão
é de que logo isso aqui vai ficar parecendo Camboriu.

Texto e foto: Lauro Dieckman - Direto do Passo de Torres
- 24-10-09
O
mutismo do Ercy
No
barzinho da ARI,sábado, o nosso ETERNO presidente(
na ARI,os presidentes são saem quando morrem, e como
custam a morrer...)Ercy Torma, outrora conhecido por PACIENCIA,
estava surumbático, num mutismo total. Só
falou na hora do microfone da rádioda UFRGS e quando
o Bicudo,chegou com um copo de vinho na mão...
Já
no balcão do bar do VERDI -onde o garção
Adolar se esmera em atender bem ao diretor - este diretor
e o Ayres discutiram temas fundamentais da entidade, principalmente
do seu futuro....
Quem
viver, verá....!!!!
Sobre
o Ercy
Lauro,
o Ercy continua pugnando,sim
principalmente
contra alguns fantasmas que só ele enxerga....
Olides:
lembrei do nosso dinâmico e profícuo presidente
da ARI, hoje à tarde, quando, vindo do Fórum
Regional do Alto Petrópolis passei por onde ele vivia
nos velhos tempos em que ele era funcionário da Rádio
Gaúcha e fazia bicos na ZH. Na época, eu era
repórter da ZH e, eventualmente, levava ou ia buscar
o Ercy Pereira Torma em casa, usando aquelas caminhonetes
Willis que a ZH usava de dia para transportar os repórteres
e, na madrugada, distribuir o jornal.
Aí, pergunto, como és frequentador da ARI,
o nosso Ercy continua pugnando para manter a nossa entidade
de classe como um orgão realmente representativo
da categoria?
Lauro Dieckmann
Histórias
de La Ùndeze....
A
briga dos netos....
As
duas fotos da casa que foi a vida toda da dona Hercília
Fonini Gasparin, na rua Tobias Barreto,115, no centro de
Serafina, mostram o estado de abandono e penúria
do prédio. Mas é que ali será construído
um prédio pela Imobiliária Cella que adquiriu
o terreno após uma disputa judicial entre os quatro
netos herdeiros, as irmãs Marlusa e Marlete Pierotto
e os dois filhos do ex-prefeito Irceu Gasparin, Ricardo
e Letícia...." Ela deu apoio a eles e por isto
não falo com ela" disse-me tempos atrás
a consultora do Senar, Marlusa, a Duda, que não fala
com a irmã desde a briga pela disputa do terreno.
Marlusa
e seu marido foram despejados da casa,onde residiam. Hoje
foram morar num outro lado da cidade, mas numa casa onde
existe toda a dignidade de se morar....Marlusa vive viajando
pelo Estado, como consultora que é do Senar e ensina
as pessas a fazer dressa( palha feito com espigas de trigo...)
Os
dois filhos de Irceu, que sempre moraram em Porto Alegre,
continuam na capital. E a Marlete reside em Serafina...
Naquela
casa cujas fotos estão publicadas aqui dona Hercília
atendia centenas de pessoas que iam consultar com ela. Ela
era um misto de curandeira,conselheira,parteira e não
era bem vista pelos padres porque lhes tirava pacientes
do hospital. E não cobrava nada dos colonos que a
procuravam. Simplesmente dizia para pagarem com aquilo que
podia....Morreu aos 80 anos e sua neta Marlusa diz que tem
a sensação de que ainda a ouve dizer com sua
voz firme e forte:
- QUA COMANDO MI!!! (
AQUI EM CASA MANDO EU)
e
MANDAVA MESMO. Uma vez, vários vereadores foram lhe
pedir para ela parar de criar cabritos dentro da área
urbana que tinha atrás de sua casa(esta mesma da
foto...)
Nem
deu bola...continuou com os cabritos. Ali foi lá
o prefeito Sérgio Massolini, que sucedeu seu filho,quando
este morreu em 14.12.1982. Dona Hercilia foi educada,sempre
o foi, o recebeu, ofereceu ambrosia e cafezinho e no final
o levou até a saída do portão,depois
dele ter-lhe pedido pra parar de criar cabritos porque os
vizinhos se queixavam dos berros e do mau odor da merda
dos bichos....
Dona Hercilia, na soleira da porta da rua Tobias Barreto,
voltou, pegou um facão e disse pro prefeito que estava
se despedindo,sem não antes fazer um risco delimitando
o que era público e o que era dela:
-
Varda Massolini, de coa in dentro comando mi( Olha Massolini,
daqui pra trás mando eu|)
Era
uma mulher de faca na bota...mais ou menos como quem comando
o Piratini, hoje em dia....
TODOS
OS HOMENS ( E MULHERES) DA COOJORNAL)

1 -Antõnio Manoel de Oliveira : quando o Coojornal
teve problemas, mudou-se para Moçambique,onde foi
trabalhar num projeto de comunicação do governo
socialista daquele país...

2
- Carlos Wagner, foi motorista de uma kombi da Coojornal
e entregava os boletins da cooperativa.

3-
Assis Valdir Hoffmann, fotógrafo que organizou todo
o arquivo fotográfico,depois mandado incinerar por
um juiz...

4-
Carlos Rafael Guimaraens Filho, o " Rafaelzinho",
um dos quatro presos em 1981 por causa da "matéria
do capitão Lamarca no Vale da Ribeira"

5
- Gerson Lopes Filho, fotógrafo, "último
presidente da COOJOrnal"...passou a chave na casa da
rua comendador coruja,372 e foi fazer o " Doce Vida"

6
- Rosvita Sauressig, chamada pela Oposição,
em termos pejorativos de " CAPITÃO Froner",
uma referência ao rigorismo do treinador, também
foi um dos quatro presos pela matéria sobre o Vale
da Ribeira e o Capitão Lamarca...

7-
André Luiz Simas Pereira, repórter que brilhava
no Coojornal. Fez uma matéria sobre Tramandaí
no verão ainda lembrada hoje e que deu prêmio...Integrava
a ala da Oposição

8
-A Associação Riograndense de Imprensa, apesar
do "nariz torcido" do seu eterno presidente, Alberto
André
reconhecia a COOJORNAL e dava carteirinha de associado aos
integrantes da cooperativa...

9
- Maria Eneida Serrano Levitan, fotógrafa que começou
na ZH e depois foi pra Coojornal.Integrava a Oposição.
Especializou-se mais tarde em fotografar bichos, principalmente
pra a Riocell...

10
- Najar José Gody Tubino. Parente do conhecido delegado
de Polícia do mesmo sobrenome, fazia competentes
matérias na área policial da Coojornal. Até
hoje é lembrado por causa de uma matéria que
ele fez sobre um rolo com o delegado Apolo em Alvorada...Muitos
o tinham por porraloca...

11-
BICUDO( Elmar Bones da Costa) jornalista respeitado na categoria,
tinha saído da Folhinha e fundado a Verbo, junto
com o Jorge Polydoro. Nunca foi presidente da Coojornal,
como se imagina.. Foi um dos quatro presos na matéria
que deu prêmio ESSO em 1981 sobre a Guerrilha no Vale
da Ribeira.

12
- Affonso Ritter - " namorava" com a COOJOrnal,
por causa de suas boas relações com o Jorge
Polydoro e com a área empresarial.Fez uma matéria
exclusivo pro Coojornal com o Brizola,dizendo que voltaria
e refundaria o PTB. A matéria teve uma longa negociação
com o próprio exilado pra poder sair..

13
- Carlos Alberto Kolecza - nunca foi muito visto pelos lados
da Coojornal. Dentro da ZH, onde tinha papel importantissimo,
procurava não deixar que a Coojornal brilhasse tanto
jornalisticamente falando...

14
- Thomás Ireneo da Luz Pereira: não era via
INTELSAT, e sim via laudas e correio, ele mandava matérias
de Sampa, pra onde se mudou, pros camaradinhas da Coojornal....

15
- Licinio Silveira de Azevedo : de Sampa, também,onde
residia depois da derrocada da Folhinha, mandava matérias
especiais pra turma da Coojornal, porque tinha ligações
com eles desde a Folhinha.

16
- José Guaraci Fraga, cartunista, que ficou mais
conhecido por ter posado como o médico do Analista
de Bagé, do Verissimo...Trabalhou na Coojornal e
era da turma do Polydoro.

17
- Antônio Firmo Gonzales de Oliveira, o ANTONINHO!
- eis aqui o X da questão. Perdeu um apartamento,onde
morava a família, na Quintino Bocaiuva, porque foi
fiador da Coojornal num empréstimo junto a Caixa
Economica Estadual. Passou pra história como a "
grande vítima " do fechamento da Coojornal...

18
- Osmar Béssio Trindade : faleceu em 30.06.2009 pobre
como um rato de igreja. Foi presidente da Coojornal e um
dos presos em 1981 por causa da matéria sobre o Vale
da Ribeira e do Capitão Lamarca.Quando tudo tremeu,
ele foi pra Moçambique, junto com o colega Antônio
de Oliveira, trabalhar num projeto de cunho socialista.
No seu enterro, no João XXIII, estavam todos os w
ex-colegas da Coojornal, da Situação e eda
Oposição...Era um conciliador, mas também
um turrão....Passava fome mas não cedia aos
seus princípios...Ficará na História
do jornalismo gaúcho.

19 -
Humberto Andreatta : o Betão...da turma da Rosvita
Sauressig, fazia muito material do campo, por isto tinha
o apelido de " magro rural". Fez o Jornal do Grêmio
pela Coojornal. Muito competente, porém, não
era um destrambelhado...

20
- Aníbal Bendatti - Jornalista trazido pra a úLtima
Hora, no Coojornal, ficou com a idéia de um boletim
pros supermercados que ele chamou depois de O CARRINHO.
E que teve sucesso...Morreu este ano...Trabalhou ainda em
A HORA e foi professor da FAMECOS

21
- Tânia Helena Krütacka Barros: Trabalhou no
Coojornal fazendo boletins para terceiros. Não era
de aparecer muito. Primava pela discrição.
Ex-mulher de Jefferson Barros, que nunca foi muito ligado
ao projeto da Coojornal.

22
- Euclides Pinto Torres: Cupincha do Bicudo. Na FABICO,
da UFRGS, quando lecionou lá, promoveu um debate
ao vivo( só podia ser,né...) entre Bicudo
e o falecido Antoninho onde foi discutido também
o famoso apartamento que o avalista perdeu. Bicudo exigiu
que o debate entre eles dois fosse gravado e ele o foi.
Não se sabe,porém,onde andará este
depoimento que hoje é histórico....

23
- Marcelo Oscar Lopes : colega já falecido: muito
talentoso, mas considerado o líder da Oposição
dentro da Coojornal. Era cu e calça com Gerson Schirmer,
que acabou presidente da Coojornal...Foi um dos que participou
da edição da matéria de 1981 sobre
as operações no Vale da Ribeira, que acabou
na prisão de 4 jornalistas da Coojornal.

24
- Caco Barcellos: não muito, mas também fez
algumas matérias pra Coojornal, acho que mais por
insistência do Licínio de quem era muito amigo....
TODT
Aproveitando
a série de eventos do Ano da França no Brasil,
a fabricante de fertilizantes Timac Agro, do grupo francês
Roullier, anunciou hoje 22/10 a expansão de sua unidade
industrial gaúcha, localizada junto ao porto de Rio
Grande.
Todt Comunicação

O presidente da empresa, Alain Fossoux, revelou que a ampliação
será possível como resultado da compra de
terreno pertencente ao Governo do Estado, localizado ao
lado da fábrica. A aquisição da área,
com 70 mil m², foi formalizada durante ato realizado
na Secretaria do Desenvolvimento e Assuntos Internacionais
(SEDAI), com as presenças do titular da Pasta, Marcio
Biolchi, do presidente da Caixa RS, Carlos Rodolfo Hartmann
e do deputado riograndino Sandro Boka (PMDB). A Timac foi
representada pelo seu presidente, Alain Fossoux e pelo diretor
de relações institucionais e presidente do
Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do
Sul, Torvaldo Antonio Marzolla Filho. Segundo o presidente
da empresa, que agradeceu a ajuda da equipe da SEDAI que
foi preponderante para a concretização do
projeto de expansão industrial, elaborado desde 2005,
o empreendimento não foi implementado antes devido
ao período de tempo decorrido para a liberação
da área.
Todt Comunicação

Por isto, o projeto deverá obrigatoriamente ser revisto
em sua íntegra, não só para contemplar
os novos produtos da Timac Agro, como também para
atender aspectos decorrentes de inovações
tecnológicas e de proteção ambiental.
A previsão é de que o início de implantação
da nova unidade produtiva aconteça no segundo semestre
de 2010 O investimento previsto, ainda está em fase
de reavaliação. A expansão consolidará
a fábrica de Rio Grande como a maior do grupo Roullier
no mundo, devendo totalizar uma capacidade instalada de
produção de 600 000 toneladas anuais de fertilizantes,
além de outros produtos, especialmente no segmento
de nutrição animal. Além do atendimento
da demanda de adubos da região Sul (RS, Santa Catarina
e Paraná), e de Estados como São Paulo e Mato
Grosso do Sul, cerca de 30% da produção da
fábrica é exportada para países como
Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile. O grupo Roullier está
presente em 40 países com 60 unidades industriais,
conta com 6.300 colaboradores e faturou 2 bilhões
de Euros em 2008.
Um abraço
Todt
Carlos
Karnas na internet
Oi!
Acabo de inaugurar a minha página pessoal na internet:
http://www.carloskarnas.com.br/
Ela foi criada para movimentar atenções e
energias para o meu livro "Um Quarto de Mil".
Portanto, esta página ainda está em construção,
mas já é visível como ponto de referência.
Gostaria que você acessasse o meu "site"
e me desse retorno para eu saber se o endereço web
está funcionando corretamente no seu navegador.
Aos poucos irei complementar esse espaço com novidades
sobre o que escrevo e, especialmente, sobre o "Um Quarto
de Mil". Independentemente da editora que quer publicá-lo
-- estou com contrato para avaliar e assinar --, pretendo
comercializar minha obra também pela internet. Portanto,
conto com o apoio dos amigos e das amigas. Eis a minha novidade
neste newsletter inaugural.
Obrigado pela sua atenção. Um abraço.
Carlos Karnas
c.f.karnas@carloskarnas.com.br
Coleguinhas
*
Valtair Santos, que foi repórter esportivo da rádio
Gaúcha nos anos 70, depois passou pelo Funturra.
Atualmente estaria com uma pousada em Gramado.
*
Carlos Augusto Bisson trabalha de noite assessorando a Polícia
Civil
*
Noeli Lisboa está na Polícia Civil como assessora
de imprensa.
*
Gustavo Motta, na Guaíba,ontem, mostrou o valor de
uma trajetória jornalística: lembrou que nos
tempos da Constituinte estadual, a atual ministra - candidata
Dilma Roussef se reunia seguidamente com o então
deputado estadual Mendes Ribeiro Filho pra discussão
de emendas a nova Constituição.Dos encontros
também participavam outros deputados.Gustavo disse
não se espantaria se a ministra Dilma , eleita Presidente
da República convidasse Mendes Ribeiro pra seu seu
ministro.Ele é um dos que dentro do PMDB a está
apoiando,lembrou o competente repórter político.
Dossiê
da COOJORNAL!!!!
" Não perguntes por quem dobram os sinos, eles
dobram por todos nós...."
Se há um assunto tabu na CATIGORIA, este é
o tema da Coojornal...., uma cooperativa de jornalistas
fundada nos anos 70 e que durou até meados dos anos
80( juridicamente ela ainda existe)E lamentavelmente o assunto
passou pra história entre os jornalistas como a perda
de imóveis que os colegas-fiadores, Antoninho Gonzales
e Clarisse Aquistapace tiveram porque foram fiadores junto
a Caixa Economia Estadual de um empréstimo...pra
Coojornal, que nunca foi pago ,claro não por má
fé mas porque a Coojornal,pressionada pela ditadura,
não obtinha mais anúncios publicitários
para seus projetos.
-
Pô que "enrabada " que eles deram no Antoninho!?
disse um colega assim que mencionei o tema,ontem....
Já
no dia que o Trindade - nome de guerra de Osmar Béssio
Brindade - morreu, um colega na rua da Praia apenas sentenciou:
- Morreu um dos que ajudou a f....o Antoninho!!!!
Vista
por este ângulo o assunto é mesmo complexo....
Cartas
de longe
Em
16/10/1996, a colega Lenora Vargas,então residindo
em Maputo, Moçambique, companheira de um dos últimos
presidentes da Coojornal,o Osmar Trindade, me escreveu um
pequeno tópico como resposta a um boletim da ARI
que lhe enviei, onde colegas trataram da morte do Antoninho
Gonzales( 08.08.1996) e do tema tabu que foi o apartamento
que ele perdeu por ter dado fiança a Coojornal.
A
Lenora diz isto na sua missiva:
"
Sutilissima a idéia de me mandar aquele boletinzinho
da ARI que virou " newsletter" quá...quá....Realmente
quando leio coisas como aquelas, passo a entender como o
jornalismo gaúcho involuiu. A Beatriz Dornelles(
a Lenora fala da editora do boletim) teve a chance de ouro
de sair do anonimato. Que triste glória, não?
Ela já deveria ter aprendido que em qualquer reportagenzinha
de m...ouve-se sempre os dois lados...Mas ela preferiu(
ela ou quem dirige aquele vibrante newsletter) o tom oba-oba
da galera bajuladora do "dinossauro de papelão"
que foi o Antoninho Gonzalez. Mas à parte esta minha
reação, acho que quem de direito deveria se
manifestar , no caso os 5 principais dirigentes da COOJORNAL.
Eu faria isso. Porque só o que falta é o Antoninho
Gonzalez,depois de morto, e a Clarice Aquistapace, se tornarem
os " resgatadores oficiais da história da Coojornal
e da honra da categoria". Eles que nunca puseram os
pés na cooperativa"...
Versão
do Bicudo...
Elmar
Bones da Costa, o Bicudo, hoje dono da Já Editores,relembrou
a disputa interna que à certa altura dos acontecimentos
se travou dentro da cooperativa. Esta disputa sempre foi
um pouco abafada....No entanto, ela foi a responsável
pelo afastamento da Coojornal, no começo dos anos
80, do próprio Bicudo - que foi pra Livramento dirigir
a Platéia( jornal tradicional de Livramento)de Jorge
Polydoro(diretor comercial e principal angariador junto
aos empresários de verbas publcitárias).|Polydoro,deixando
a Coojornal, foi pra Fiergs e ali fez uma série de
eventos, que impressos, deram origem a pequenos folhetos
e publicações chamados de AMANHÃ. Com
este nome, depois ele seguiu sua trajetória e fundou
a editora Plural que edita a revista Amanhã...
Bicudo
lembra da Oposição que havia dentro da Coojornal
a diretoria capitaneada pelo Vieirinha(o atual dono da Coletiva
Net).( José Antônio Vieira da Cunha)
Prossegue.....
Normandia
- No dia D e hoje
Clique
aqui para ver PPS sobre Normandia - colaboração
de leitor.
A
Vida como ela é....
Os
fatos aqui narrados são invenção.Qualquer
semelhança com a realidade é mera coincidência
Episódio
de hoje
-
Meu Deus o que vai pegar fogo agora ?
Pois
naquele local de trabalho os patrões resolveram que
iriam fazer uma segunda lua de mel Como eu ia dizendo, a
segunda lua de mel foi patrocinada por um fragla que a esposa
deu no patrão quando ele estava com uma amante num
hotel no interior do Estado.
É que o patrão era muito camangueiro, ou putanheiro...Frequentava
muito por exemplo, em Porto Alegre, o Vinha Dalho, na Azenha,
o Carcará no bairro Independência...e por aí
afora. Tem gente que o acha um verdadeiro ícone da
noite de Porto Alegre....A história da noite dePorto
Alegre segundo estes, não pode ser escrita sem mencionar
este nome....
O
patrão resolveu viajar e o nosso personagem foi até
o Salgado Filho acompanhar o casal,que ia para uma segunda
lua de mel....
O
nosso personagem daquele local de trabalho levou junto um
fotógrafo pra registrar, é claro....Saíria
tudo depois na Gazeta dos Pampas, um jornal que começou
como um jornal que se dizia " torcia saía sangue"....Mas
depois ele cresceu e se tornou muito respeitável....
O
apelido do fotógrafo era GAL,não a Gal Costa,
mas simplesmente Gal....
Quando
o patrão e a esposa entraram no hall dos passageiros,
o nosso personagem deu meia volta e comentou com o Gal:
-
Meu Deus oque é que vai pegar fogo agora?
É
que sempre que pegava fogo algum pertence do patrão,ele
estava em viagem e era chamado urgentemente para reerguer
o empreendimento das cinzas.Costuma chegar de mãos
dadas com a esposa e dar grandes declarações
de entusiasmo para os funcionários,alguns dos quais
tinham até arriscado a vida para tentar salvar alguns
pertences da " Gazeta dos Pampas...."
Explicação
Atenção
pessoal que anda com amásias, eis ai a explicação
que um " cachimbo"( como popularmente são
chamados os advogados) amigo me mandou sobre prova de união
estável....eu particularmente acho que as "
outras" tem mais que tomar a grana mesmo....
Para
fins de reconhecimento deunião estáve não
importa se o casal vive em casas separadas, ou seja, pode
haver união estável mesmo vivendo-se em domicílios
distintos. o que pode complicar é se o varão
for casado no papel com outra mulher. mas, mesmo assim,
há casos em que a amante acaba dividindo a pensão
com a viúva. é, é isso mesmo.
Memória
dos anos 70....
Nas
trilhas do Peru,
me encontrei com um "amigo" do destino
que me falou da letra desta música....
Quando
em 1974 visitei CUSCO( sim em quechua quer dizer UMBIGO
DO MUNDO, pra ver como os Incas se achavam) resolvei fazer
uma experiência alucinógena,ou seja, comi peiote...Ele
dá numa árvore no deserto, a vi em La Paz
e no deserto que cerca Cuzco no Peru....É o mesmo
arbusto de que Castenhada fala nos seus livros que dá
no deserto mexicano....
Comi
aquele arbusto - a forma de ingeri-lo é depois dele
fervido muito tempo em água,fica um caldão
brabo a a gente engole - lá pelas 11 da manhã
e fui a pé subir as ruinas de Cusco....Lá
pelo meio da tarde, a experiência alucinógena
começou a me bater forte e aquilo que era uma pequena
fenda entre duas pedras começou a me parecer um grande
vale....Tudo ganhou uma dimensão extraordinária....Olhava
pro céu e vi as nuvens meio que desenhando personagens...é
mais ou menos a experiência que Aldous Huxley descreu
em as Portas da Percepção na sua experiência
com mescalina....
Spo
que eu estava sozinho e comecei a me apavorar....Não
é uma boa....Resolvei voltar daquela minha expedição
de subir os morros de Cusco e quando cheguei na praça
central de Cusco - quem conhece o local sabe do que estou
falando - olhei pro lado e havia ali uns hippies sentados
vendendo artesanato...Fui conservar com um eles, cujo nome
não lembro até hoje(embora ele tenha se identificado....)
Pois
foi o amigo que o destino colocou naquele momento no meu
caminho....
Eu me abri pra ele, disse o que estava acontecendo comigo
e ele entendeu: falou-me da letra desta música linda
dos Beatlhes e ele a sabia de cor.... porque a recitou várias
vezes....caminhamos pela praça várias vezes
até que me acalmei as alucinações foram
ficando menores....mas se não fosse este amigo providencial,
não sei se estaria aqui escrevendo estas linhas....
O
amigo do imprevisível me disse que ele morava numa
comunidade de hippies - uma moda muito em voga naqueles
anos - no Vale do Sol, que é um vale mesmo que tem
em Cusco e que tem muita mística....alio viviam numa
comundiade rural e faziam artesanato que levavam até
a praça central de Cusco pra vender para os turistas...Viviam
assim desta forma simples e humilde....
Lembro
bem que este amigo tinha horror das cidades grandes: para
defini-las ele dizia que elas são como o câncer
da humanidade, onde tudo o que é de ruim acontece..
Nowhere Man
He's a real nowhere man,
Sitting in his Nowhere Land,
Making all his nowhere plans
for nobody.
Doesn't have a point of view,
Knows not where he's going to,
Isn't he a bit like you and me?
Nowhere Man please listen,
You don't know what you're missing,
Nowhere Man,the world is at your command!
(lead guitar)
He's as blind as he can be,
Just sees what he wants to see,
Nowhere Man can you see me at all?
Nowhere Man, don't worry,
Take your time, don't hurry,
Leave it all till somebody else
lends you a hand!
Doesn't have a point of view,
Knows not where he's going to,
Isn't he a bit like you and me?
Nowhere Man please listen,
you don't know what you're missing
Nowhere Man, the world is at your command!
He's a real Nowhere Man,
Sitting in his Nowhere Land,
Making all his nowhere plans
for nobody.
Making all his nowhere plans
for nobody.
Making all his nowhere plans
for nobody!
Tradução:
Ele é um autêntico Homem de Lugar Nenhum
Sentado em sua terra de lugar nenhum
Fazendo todos os seus planos inexistentes
Para ninguém.
Não tem uma opinião,
Não sabe para onde está indo
Ele não é um pouco parecido com você
e eu?
Homem de Lugar Nenhum, por favor escute,
Você não sabe o que está perdendo
Homem de Lugar Nenhum, o mundo está sob o seu comando.
Ele é tão cego quanto deseja ser,
Só vê o que quer vê,
Homem de Lugar Nenhum consegues ver-me?
Homem de lugar nenhum, não se preocupe,
Pegue teu tempo, não tenhas pressa,
Deixa tudo até que alguém
Te dê uma ajuda
Não tem opiniões
Não sabe para onde está indo
Ele não é um pouco parecido com você
e eu?
Homem de Lugar Nenhum, por favor escute,
Você não sabe o que está perdendo,
Homem de Lugar Nenhum, o mundo está sob o seu comando.
Ele é um autêntico Homem de Lugar Nenhum,
Sentado em sua terra de lugar nenhum,
Fazendo todos os seus planos inexistentes
Para ninguém.
Fazendo todos os seus planos inexistentes
Para ninguém.
Fazendo todos os seus planos inexistentes
Para ninguém.
Coleguinhas
-
Olides, sabes o que é INTERREGNO?
PRA
CONTAR como aconteceu esta historinha tenho que usar alguns
termos um pouco chulos...portanto, perdão,leitores....aconteceu
o seguinteno começo dos anos 90, fui passar um findi
num destes aparts que a Haydee Porto tinha em Gramado ela
me emprestou....Findo o domingo, ao invés de voltar
a Porto Alegre, fiquei em Gramado porque na segunda tinha
um rolo em Caxias, na Marcopolo....
Fui
dar uma volta por Gramado, que no domingo de noite estava
deserta...entrei num restaurante,acho q ue servia fondue...e
só vi lá o garção com cara de
sono,atrás do balcão e um casal sentado sozinho,bebendo
um vinho, nos fundos do restaurante...Mas não reconheci
ninguém conhecido. Quando me dou conta o colega que
estava lá acompanhado era o Caco Schmidt, repórter
dos melhores....Tinha ido passar um findi em Gramado e ainda
estava por lá jantando...
O
Caco, que devia ter bebido uns copos de vinho, quando me
viu se entusiasmou e gritou lá do seu canto:
- Olides sabes o que é interregno....
-
Não Caco, o que é?
-
É o espaço que vai do c...a boceta....
A
namorada que estava com ele ficou quietinha da silva....
Tempos
depois encontrou o caco em Porto Alegre e lhe pergunto:
- E a namorada?
_ Sumiu depois daquele lance....
Vi
o Caco dias atrás na Borges em Porto Alegre. Me parece
que está de volta de Brasília, onde trabalhou
pro MDA. O Bicudo que foi seu chefe no Já, diz que
o Caco agora está no poder....
caco shcmidt é o de barba, fazendo piquete na folha
de são paulo, em 1979,quando era grevista. Hoje ,como
diz o Bicudo, " está no poder"!
Palanque!!!
*
Explicar batom em cueca não é fácil.....
*
Cassiá Carpes ( PTB) ao se abster de votar na terça
sobre o impedimento da governadora, pode ter ficado como
se diz na fronteira oeste, sem o mel nem o porongo....
*A
entrevista que o presidente do PDT deu terça ao Lasier
Martins não deixa a menor dúvida: Romildo
Bolzan Jr foi clarissimo: o PDT quer ser vice na chapa de
Fogaça....
*
Pelas minhas andanças pelo interior, a entrevista
coletiva da governadora,ontem de manhã, foi apenas
pra cumprir pauta.....claro, os repórteres são
obrigados a ir...
*
Jogar toda a culpa no vice, o careca Feijó também
não tá mais colando muito,não. Já
colou mais...
*
Deste espaço tenho a impressão de que 2010
voltará a ser de novo PT contra PMDB....O que ocorreu
em 2006 foi um "acidente de percurso" neste dualismo...
*
Aliás, no dia 18 de agosto de 1998, prum pequeno
grupo de corregio´nários, antes de tomar o
helicóptero e regressar a Porto Alegre, o então
candidato ao senado, Pedro Jorge Simon, foi claro:
- Por muitos anos vai ser NÓS contra ELES
Claro
que Simon queria dizer PMDB contra PT
Naquele
ano a Maré vermelha de Porto Alegre inundou o interior
e Olívio, o galo missioneiro, ganhou de Britto no
segundo turno com o apoio do PDT!!!
*
Sereno Chaise, presidente da CGTEE, abriu seu voto: pra
diretório municipal do PT vai de Adeli Sell.
Prédio
Interditado:
A
SMIC interditou dias atrás o prédio onde funcionou
por muitos anos o cine Coral, na rua 24 de outubro,624,
no Moinhos de Vento.
Ali
passou a funcionar, por apenas alguns dias, o Shopping de
Fábrica. Mas o prédio foi lacrado!
Anta
Gorda
Anta
Gorda, pequeno município do Vale do Taquari, ficou
conhecido dias atrás com um assalto espetacular...
Eis,segundo
o livro origem do nome dos municipios, o motivo do local
se chamar este:
"
A origem do nome ANTA GORDA dá-se por volta de 1900,
quando o território se estendia por uma vsta área
de mata virgem, entre os rios Guaporé e Forqueta.
Havia naquela região muitos animais selvagens entre
os quais " antas" sempre perseguidas pelos caçadores.
Em sua selva possuía muitos animais selvagens, entre
eles a anta.
Uma
delas, muito gorda, perseguida por cães e caçadores,
lançou-se no Arroio Zeferino, não muito distante
da atual cidade de Anta Gorda, a mesma foi abatida nesta
região.Quando alguém desejava referir-se a
esse local dizia: lá onde mataram a " anta gorda",
daí o nome".
Ulbra
liquidando....
A
Ulbra vendeu dias atrás mais de mil máquinas
de escrever e cerca de 700 monitores de computador...Um
representante do Ebanês Flores foi lá pra tentar
adquirir as máquinas, mas outro comprador as levou....E
não foi em leilão...." Estão dando
máquinas de escrever por aí" comentou
o Jorginho que trabalha pra o Ebanês Flores.....
Histórias
de La Úndeze( 1)
A mulher que jogava
ovos podres nos adversários políticos....
O
foguetório que ouvi terça-feira,dia 20/10
no centro de Porto Alegre( o motivo foi a votação
que livrou a governadora do impedimento) fez-me lembrar
de uma senhora lá de Serafina, a dona Hercília
Fonini Gasparin( 22.7.1917/17.6.1998), conhecida como a
" velha Gasparina" que quando os adversários
políticos iam lhe tocar foguetes encima de sua casa,
localizada na rua Tobias Barreto,115,por causa de uma eleição
perdida pelo seu partido, o PSD,depois ARENA, ela lançava
mão de um recurso muito cruel: jogava os ovos podres
que tinha guardado nos adversários...Mediante o fedor
que deixavam, todos não voltavam mais a tentar perturbar
seu sossego....
foto de romano

Nesta casa vivia Dona Hercilia Gasparin, que atirava ovos
podres nos adversários politicos que iam jogar-lhe
foguetes...
Dona
Hercília deixava durante semanas os ovos encima de
um muro no sol pra que ficassem bem podres e fedidos....
Foto de Romano

Nesta casa vivia Dona Hercilia Gasparin, que atirava ovos
podres nos adversários politicos que iam jogar-lhe
foguetes...
Ali os guardava e pá nos adversários que iam
lhe tocar foguetes quando ela perdia a eleição....
Mãe
do prefeito Irceu Gasparin( cuja eleição ajudou
muito pra que ocorresse) dona Hercília uma vez foi
ao banco retirar sua aposentadora e encontrou ali o Jacir
Salvi, que era do PMDB, portanto,adversário político.
Quando soube quem era, ela cuspiu na frente do Salvi, mesmo
dentro do banco...
Dona
Hercília era uma mulher de faca na bota. Muitas brigas
ela fez que foram parar com queixa na Delegacia de Polícia....A
atual ocupante do Palácio Piratini é um pouco
o que dona Hercília foi...
Novo
codinome !!!!
Ja
tem gente na rua da Praia chamando o deputado Cassiá
Carpes de um novo codinome: o murista!!!!
Exposição no Atelier Livre

The
Beatles remastered - "Beatles for Sale" (1964)
A ninguém escapou que lançar um disco com
metade de covers representou um passo atrás na evolução
da banda, considerando-se que o álbum anterior "A
Hard Day´s Night" continha apenas composições
próprias da banda (embora se possa conceder que não
é fácil a tarefa de preencher discos com material
novo a cada semestre). "Beatles for Sale" caracteriza-se,
ainda, pelas letras autobiográficas de Lennon em
"I´m a Loser", "No Reply" e "I
Don´t Want to Spoil the Party". Indiscutivelmente
as melhores são "Baby´s in Black"
(com vocais harmonizados de Paul e John e bonita melodia)
e "Eight Days a Week" (outra das instantaneamente
identificáveis, com marca registrada e Iso 9001 de
Lennon e McCartney, ficando aqui o destaque também
para a linha de baixo de Paul, com várias notas e
andamento "walking"). "Every Little Thing"
é uma daquelas típicas obscuras e boas da
discografia de uma banda, e conta com um refrão muito
bom, acompanhado por uma melodia muito boa nos violões
e no baixo. Seja como for, os Beatles voltariam em espetacular
forma no disco seguinte, lançado em 1965.
Texto original em: http://erga-omnes.blogspot.com/
A
vida como ela é..
Os
fatos aqui narrados são invenção...qualquer
semelhança com a realidade é mera coincidência...
Episódio
de hoje!
Os
gritos!!!
Pois
o nosso personagem aquele daquele local de trabalho, era
até um bom sujeito. No passado, na cidadezinha de
Santarém,onde nasceu e se criou fizera uma matéria
contrariando no jornal que ele escrevia, a Voz do Povo,
os fazendeiros daquelas localidades doPampa gaucho e como
vingança o tocaiaram e lhe enfiaram o fucinho no
barro fazendo-o comer merda..Ah, este é nosso Rio
Grande amado, não violento,tão decantado pelo
clube dos poetas gaudérios que se abrigam num ctg
só pra ganhar verbas públicas , Rio Grande
este que só foi violento nos tempos das guerras entre
chimangos e maragatos, do adão latorre,aquele negro
fdp que decepou não sei quantas cabeças...
Mas
a madame naquele local de trabalho não brincava em
serviço. Berrava com os contínuos como se
berra com um pobre diabo,..Vai ver seu marido fazia que
nem ouvia...Ah, e como eram marido e mulher, ele como chefe
que era nunca pedia aumento pra ela, deixando fula da vida..
Um
dos pobres contínuos era chamado de " rabo preto",
só porque era negro mesmo..Como dizia o Erico Verissimo
- que me perdoe o nosso escritor maior Juremir Machado da
Silva - aqui no Brasil não temos racismo, porque
o negro já sabe seu lugar.
Este
continuo sabia seu lugar: ouvia uns berros da madame e ia
correndo atendê-la. Sim porque ela era a mulher do
diretor..
Mas
ele bem que gostava de sair com uns colegas e meter-se digamos
em ambientes de não muito etiquetas, como era o caso
da famosa churrascaria Itabira, na Getulio Vargas, onde
se comia um excelente carreteiro de madrugada..Ali pontificavam
policiais, repórteres( principalmente de editoria
de policia e de politica e de esportes)marginais, proxenetas,
rufiões,prostitutas, e até atrizes e atores
de teatro..O nosso personagem ia lá e gostava até
deste ambiente, embora não parecesse..
Enfim,
descobriram após sua morte que tinha uma amásia...que
bom penso eu ela deve lhe ter dado uma doçura que
a sua madame secura não lhe dava seguramente e não
estou falando de sexo..estou falando de ternura,carinho,
compreensão..
A
FOTO DO DIA!!!!!
Recebo
do fotógrafo espanhol!

Na convenção
do PSDB de domingo passado, Paparazzo tava impossível.
Cuidado Paparazzo, não quebra o vaso da Governadora,
que vai dar problema!
Foto de Alfonso Abraham
Visita ilustre
A
ex-primeira dama não foi a S. Borja( da correspondente
na terra dos presidentes) Neusa Penalvo.
São Borja: E a tão
esperada visista da ex-primeira dama do país Maria
Thereza Fontella Goulart não aconteceu. Mais uma
vez foi adiada sua visita a São Borja. Provavelmente
no dia de finados. É aguardar p/ver.
Vieira
da Cunha
Eis
o que deu em S. Borja na convenção do PDT(
Por Neusa Penalvo)
Convenção
Municipal PDT São Borja: O Dep. Pompeo de Mattos,
com 107 votos, foi o nome mais lembrado entre os convencionais
para representar o partido no Estado nas eleições
2010. O segundo é o Dep. Vieira da Cunha com 40 votos.
O partido com o qual o PDT deve coligar, segundo os mesmos
convencionais, é o PMDB, com 55 votos, PT com 14,
sendo que 68 optaram por concorrer com candidatura sem coligação.
Coleguinhas
*
Não se sabe se aquele coleguinha teve tempo de colocar
o pen drive pra governadora ver uma foto especial feita
em Brasília....
URUGUAY:
HISTÓRICA DECISÃO DA SUPREMA CORTE DECLAROU
INCONSTITUCIONAL A LEI DE CADUCIDAD Nº 15.848
MOVIMENTO
DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:
LA
REPÚBLICA – AÑO 10 – Nº 3424
Montevideo, Martes, 20 de octubre, 2009.
Páginas 4 y 5
HISTÓRICO
FALLO. LA SCJ DECLARÓ INCONSTITUCIONAL A LA LEY DE
CADUCIDAD Nº 15.848
"Ley violó separación de poderes"
La Ley de Caducidad fue declarada ayer inconstitucional
por unanimidad. Los ministros consideraron que la norma
impugnada "viola la separación de poderes"
y de ninguna forma puede ser considerada una ley de amnistía.
Asimismo, impide el derecho de las víctimas y las
familias a conocer la verdad.
Mauricio Pérez

Fallo unánime. Con matices, los cinco ministros se
pronunciaron en el mismo sentido

Fiscal Mirtha Guianze. "Me congratulo de la Suprema
Corte de Justicia", dijo al momento de ser notificada.
La
Suprema Corte de Justicia (SCJ) consideró ayer por
unanimidad que la Ley Nº 15.848, "Ley de Caducidad
de la Pretensión Punitiva del Estado", es "inconstitucional",
por violentar los artículos 4, 82 y 233 de la Constitución
de la República, así como diversas normas
del derecho internacional aprobadas por el Estado uruguayo.
El fallo del máximo órgano del Poder Judicial
determinó, en este sentido, que la norma violenta
el principio de separación de poderes, transgrede
el derecho de las víctimas y las familias de acceder
al sistema judicial para identificar y castigar a los culpables
"de los hechos acaecidos durante la dictadura militar"
y de ninguna manera puede ser considerada una ley de amnistía.
Sin embargo, no fue de recibo el argumento sobre la violación
del principio de igualdad.
En este sentido, "las normas atacadas excluyeron del
aparato sancionatorio del Estado a sujetos que, para ello,
no necesitaron ser juzgados por el Poder de gobierno que
tiene a su cargo la función soberana de aplicar las
penas", por lo que al excluir de la órbita del
Poder Judicial "el juzgamiento de conductas de apariencia
delictiva", la ley "transgredió el principio
de separación de poderes y afectó seriamente
las garantías que el ordenamiento constitucional
puso en manos de aquel", señala la sentencia.
POTESTAD LIMITADA
El fallo considera que el artículo 3º de la
Ley Nº 15.848 "condiciona la actividad jurisdiccional
a una decisión del Poder Ejecutivo, con eficacia
absoluta, lo cual colide ostensiblemente con las facultades
de los jueces de establecer quiénes son o no son
responsables de la comisión de delitos comunes".
"En la medida en que la potestad jurisdiccional queda
limitada a una previa decisión del Poder Ejecutivo,
se viola flagrantemente el artículo 233 de la Constitución".
"La potestad soberana del Estado de aplicar penas se
le confirió al Poder Judicial, razón por la
cual el Poder Ejecutivo tiene vedado, naturalmente, supeditar
la actuación del Poder Judicial a una decisión
suya sin expresar motivo alguno que la justifique",
expresa la sentencia.
"Esta función jurisdiccional de neto rango constitucional
no puede ser otorgada a otra autoridad o Poder del Estado
sin transgredir el principio de separación de poderes".
"En el supuesto sometido a juicio de la Corporación,
se le otorgó a otro Poder del Estado una facultad
que desplaza la originaria del Poder Judicial, a través
de la cual se decide, con carácter vinculante, si
el juez de la causa puede o no continuar con las investigaciones
en un expediente donde se ha comprobado la existencia de
un hecho con apariencia delictiva", detalla la sentencia.
"NO FUE AMNISTÍA"
El fallo de la Corte, además, considera que la norma
impugnada no consagró una amnistía para los
militares y policías sindicados como responsables
de violaciones a los derechos humanos durante la última
dictadura, como afirman sistemáticamente los defensores
de la ley.
En este sentido, el artículo 1º de la norma
"cuando reconoce que, como consecuencia de la lógica
de los hechos originados en acuerdo político no institucional
, 'ha caducado el ejercicio de pretensión punitiva
del Estado' respecto de delitos cometidos desde el período
de facto hasta el 1º de marzo de 1985, se aparta claramente
de nuestro ordenamiento institucional".
"Ningún acuerdo político ni la lógica
de los hechos subsiguientes cuenta con previsión
constitucional que autorice a desconocer lo que establecen
los artículos 4 y 82 de la Constitución como
principio fundamental de nuestra organización democrática",
señala el fallo.
La Asamblea General tiene la potestad de "conceder
indultos y acordar amnistías en casos extraordinarios"
pero "esta ley no es ni una cosa ni la otra".
"Nadie niega que, mediante una ley dictada con una
mayoría especial y para casos extraordinarios, el
Estado puede renunciar a penalizar hechos delictivos (...)
Sin embargo, la ley es inconstitucional porque, en el caso,
el Poder Legislativo excedió el marco constitucional
para acordar amnistías", dicen los ministros.
En este sentido, durante la legislatura en la cual se aprobó
la norma "se había rechazado ya la propuesta
de amnistía" para militares y policías,
al mismo tiempo que en la Cámara de Representantes
no se alcanzó la mayoría legal para sancionar
una ley de esas características.
"La reinterpretación de la Ley Nº 15.848
como amnistía encontraría serias dificultades,
porque si fuera amnistía, la ley sería inconstitucional
por vicios de forma: no podía presentarse otro proyecto
con ese contenido en el mismo período de la legislatura
y los votos que reunió no alcanzaron la mayoría
requerida por la Constitución".
Asimismo, la hipótesis de caducidad de la pretensión
punitiva "también es inconstitucional".
"Declarar la caducidad de las acciones penales, en
cualquier supuesto, excede las facultades de los legisladores
e invade el ámbito de una función constitucionalmente
asignada a los jueces", indica el fallo.
NORMAS SUPRANACIONALES
Asimismo, "la Corporación comparte la línea
de pensamiento según la cual las convenciones internacionales
de derechos humanos se integran a la Carta por la vía
del artículo 72, por tratarse de derechos inherentes
a la dignidad humana que la comunidad internacional reconoce",
dice el fallo.
"No puede invocarse la teoría clásica
de la soberanía para defender la potestad estatal
de limitar la protección jurídica de los derechos
humanos. Los derechos humanos han desplazado el enfoque
del tema y ya no se puede partir de una potestad soberana
ilimitada para el Estado en su rol de constituyente".
"Por el contrario, la regulación actual de los
derechos humanos no se basa en la posición soberana
de los Estados, sino en la persona en tanto titular, por
su condición de tal, de los derechos esenciales que
no pueden ser desconocidos con base en el ejercicio del
poder constituyente, ni originario ni derivado", expresa.
En este sentido, la SCJ recuerda que la Ley de Caducidad
ha sido impugnada por el Comité de Derechos Humanos
de la ONU y por la Corte Interamericana de Derechos Humanos,
al mismo tiempo que recuerda la sentencia 29/92 de la Comisión
Interamericana que declaró la norma como un escollo
en la búsqueda de la verdad y la justicia.
REBATE ARGUMENTO DE 1989
El histórico fallo de la Suprema Corte de Justicia
(SCJ) rebate, además, uno de los principales argumentos
esgrimidos por los defensores de la legalidad de la Ley
de Caducidad, el cual deviene de su legitimación
por parte del Cuerpo Electoral durante el referéndum
de 1989. "No se puede desconocer que los artículos
de la Ley Nº 15.848 tachados de inconstitucionalidad
fueron ratificados por el Cuerpo Electoral", pero "la
ratificación popular que tuvo lugar en el recurso
de referéndum promovido contra la Ley en 1989 no
proyecta consecuencia relevante alguna con relación
al análisis de constitucionalidad que se debe realizar".
"El rechazo de la derogación por parte de la
ciudadanía no extiende su eficacia al punto de otorgar
una cobertura de constitucionalidad a una norma legal viciada
'ab origine' (desde el origen) por transgredir normas o
principios consagrados o reconocidos por la Carta",
expresaron los ministros.
"Ninguna mayoría alcanzada en el Parlamento
o la ratificación por el Cuerpo Electoral ni aún
si lograra unanimidad podría impedir que la Suprema
Corte de Justicia declarara inconstitucional una ley que
consagre la pena de muerte en nuestro país",
ejemplifica la Corte. "De la misma manera, tampoco
la mayoría legislativa ratificada por el Cuerpo Electoral
puede desplazar hacia el Poder Ejecutivo el ejercicio de
la función jurisdiccional que le compete exclusivamente
al Poder Judicial, salvo disposición expresa de la
Constitución que le atribuya, excepcionalmente, tal
cometido a otro órgano estatal".
Al mismo tiempo, la Corte desestimó el planteo del
fiscal de Corte, Rafael Ubiría, por el cual se estima
que la Ley de Caducidad fue derogada "tácitamente"
por el advenimiento de la Ley Nº 18.026. La prohibición
de otorgar amnistías para crímenes de lesa
humanidad impuesto por la ley 18.026 "opera hacia el
futuro", pero aun si se entendiera que la prohibición
rige para el pasado "la tesis de la derogación
tácita (tampoco) puede prosperar".
Beneplácito de la fiscal Guianze
La acción de inconstitucionalidad contra la Ley de
Caducidad fue promovida por la fiscal Mirtha Guianze, en
el marco de la causa por la cual se indaga la muerte de
la militante de la UJC, Nibya Sabalsagaray, en junio de
1974, dentro de una unidad militar.
En este sentido, la fiscal Guianze se mostró conforme
por el fallo de la Corte. "Me congratulo de tener una
SCJ que es independiente. Los ministros han demostrado que
están en muy buen nivel y son estudiosos, y nos honra
al Uruguay tener una Corte como ésta", expresó
Guianze a la prensa.
Por su parte, el abogado de la familia Sabalsagaray, Juan
Errandonea, consideró como "una gran satisfacción",
la declaración de inconstitucionalidad promovida
por la Corte. El abogado brindó su reconocimiento
a la acción de la fiscal y se congratuló por
el momento en que fue dictada, porque "elimina todo
argumento que se pudiera esgrimir en defensa de la ley".
"Es un aporte sustancial para la anulación",
dijo Errandonea.
El presidente, Tabaré Vázquez, y el ministro
de Defensa Nacional, Gonzalo Fernández, firmaron
ayer una nueva resolución que excluye el caso Gerardo
Alter de la Ley de Caducidad de la Pretensión Punitiva
del Estado. Fernández comentó que sería
la última vez que firmara caso a caso, porque se
supone que ya estaba el fallo de la Suprema Corte de Justicia
sobre la inconstitucionalidad de la Ley de Caducidad.
Gerardo Alter, militante del PRT-ERP en la República
Argentina, se trasladó a Uruguay en julio de 1973
y se vinculó al MLN-T en el marco de la coordinación
entre ambas organizaciones para concretar acciones conjuntas
en defensa de la clase obrera.
El 19 de agosto de 1973 Alter fue detenido por efectivos
de la dictadura cívico-militar en el cruce de Camino
Carrasco y Veracierto, junto a otros dos militantes del
MLN-T Jorge Selves y Walter Arteche. Los tres detenidos
fueron torturados en el Batallón Florida de Infantería
Nº1. Horas más tarde, Alter y Arteche mueren
a causa de la tortura. Alter tenía 27 años.
El 4 de agosto, el abogado José Luis González
se presentó ante el juez penal de 4º Turno,
Oscar Pereyra, y solicitó el desarchivo de las actuaciones
ante la existencia de nuevos hechos supervinientes y la
presunta participación de civiles en su secuestro.
El caso por el homicidio de Alter había sido presentado
ante la Justicia en 1986, pero el entonces presidente de
la República, Julio María Sanguinetti, consideró
que el hecho se encontraba bajo el amparo de la Ley de Caducidad
FALLO RECONOCE POTESTAD PARA IMPUGNAR
Fiscales penales están legitimados
La sentencia de la Suprema Corte de Justicia (SCJ), divulgada
ayer, posee otros elementos relevantes de orden jurisdiccional,
por cuanto considera que los fiscales penales están
legitimados para impugnar, por la vía de la inconstitucionalidad,
las normas de apariencia ilegal. La Fiscalía "está
investida del interés directo, personal y legítimo
que le habilita para promover la declaración de inconstitucionalidad
de las normas que obturan la posibilidad de deducir la pretensión
punitiva del Estado, a fin de satisfacer el deber funcional
de cumplir las obligaciones inherentes a su cargo",
expresa la sentencia unánime de los ministros. En
este sentido, la fiscal Mirtha Guianze "es la competente
para intervenir en la indagatoria penal de autos y, por
otro, el acogimiento de dicha pretensión resulta
indispensable para que se continúe con el procedimiento
correspondiente", en el caso de la militante de la
UJC, Nibia Sabalsagaray.
"Habida cuenta de que el titular de la acción
penal es el Ministerio Público parece claro que el
interés de la Sra. fiscal consiste en ejercitar dicha
acción si se verifican los requisitos normativos
exigidos a tales efectos", expresa el fallo. En este
sentido, la Corte rebate los argumentos del fiscal de Corte,
Rafael Ubiría, quien en un primer momento solicitó
desestimar la demanda ante la ilegitimidad de la fiscal
Guianze de accionar.
La argumentación esgrimida por el fiscal de Corte
se sustentó en una hipótesis de legitimación
devenida de la órbita civil, pero eso no se impone
en los procesos penales, según la Corte. "Una
cosa es que un representante del Ministerio Público
pida la declaración de inconstitucionalidad de una
ley por vía de acción, invocando el interés
general de la sociedad y la protección pública,
y otra muy distinta es que (...) plantee la inconstitucionalidad
de una norma llamada a regir la relación jurídica
procesal trabada en el proceso", destaca.
La postura esgrimida por la SCJ, por tanto, habilita la
interposición de nuevas acciones de inconstitucionalidad
contra la Ley de Caducidad, por otros fiscales penales.
LA
REPÚBLICA – AÑO 10 – Nº 3424
Montevideo, Martes, 20 de octubre, 2009.
Página 10
"HASTA
LA LLEGADA DEL GOBIERNO FRENTEAMPLISTA"
Ferreira: "Ley de Caducidad nunca se aplicó"
El ex diputado del Partido Nacional, Juan Raúl Ferreira
dijo que la Ley de Caducidad no se respetó jamás
hasta la llegada el gobierno frenteamplista. "La Ley
de Caducidad tiene un artículo 4º, que antes
de este gobierno nunca se aplicó", afirmó
el domingo en Canal 5 durante el programa La Sed y el Agua.
"Entonces prosiguió la Ley de Caducidad perdió
ese argumento legitimador que era ese artículo cuarto;
no ha sido aplicada como se previó desde que se votó".
Ferreira reconoció "como un dato de la realidad",
haber votado la ley, pero precisó que "las circunstancias
que nos llevaron a votar en aquél momento, hoy, no
existen". Recordó el dolor con el que su padre,
Wilson Ferreira Aldunate, acompañó el voto
a esa ley, que "no formaba parte de nuestro programa,
de nuestros sueños, nada".
Ferreira discrepó con el candidato del Partido Nacional,
Luis Alberto Lacalle. "Cuando dice "a mí
me vendieron un paquete que era amnistía, caducidad,
y restitución de los destituidos" no es verdad",
afirmó. "La amnistía era nuestra plataforma
política. Wilson recorrió el mundo exigiendo
la libertad de todos los presos políticos. En ese
momento el Dr. Luis Alberto Lacalle no estaba de acuerdo,
y se opuso a la amnistía, ¿y el partido se
dividió? No". Asimismo recordó la frase
de Lacalle, cuando afirmó que si se anulaba la Ley
quedarían libres los torturadores hoy presos. "Eso
es una picardía política, hoy no hay ni un
solo preso por la Ley de Caducidad, todo lo contrario",
dijo.
Minhas
memórias de jornalista: marrecos e computadores
Um dos episódios que vivi como jornalista e que jamais
esqueci foi quando saí de um mini-zoológico
no bairro Glória, em Porto Alegre, e fui direto para
os salões atapetados do Plaza São Rafael,
na época, o ambiente mais chique da capital dos gaúchos.
O Jornal do Sitiante, uma publicação do Grupo
Visão, me pautou uma matéria sob criação
de marrecos. Entrei em contato com a Secretaria da Agricultura
e a assessoria de imprensa me indicou um médico dermatologista
que morava e tinha consultório na Glória,
o Dr. Célia, como possível fonte.
Acertei a entrevista e fui ouvir o homem. A casa ficava
na esquina da Oscar Pereira com a Aparício Borges
e, nos fundos da construção, situava-se o
mini-zoológico. O Dr. Célia, entre outros
bichos domésticos, criava marrecos e, de fato, me
passou as informações que eu precisava para
fazer o texto. Ele até expunha os seus marrecos na
Expoínter.
No final da conversa, ele comentou que esse negócio
de ovo e galinha era uma questão de segurança
nacional, pois o Brasil não produzia as matrizes.
Toda avicultura industrial brasileira dependia (e ainda
depende) da importação de matrizes desenvolvidas
nos Estados Unidos. Então, se, um dia, os americanos
resolvessem suspender a remessa de matrizes para o Brasil,
a avicultura brasileira iria para o brejo.
Encerrada a entrevista, feita no meio das marrecas, galinhas
e outros bichos que andavam livres pelo pátio da
casa do Dr. Célia, me desloquei para o Plaza, para
ouvir, numa reunião-almoço da ADVB, o Cel.
Ditz, que era o manda-chuva na SEI (Secretaria Especial
de Informática).
Na época, os governos militares estavam apostando
no desenvolvimento de uma indústria nacional de informática.
Haviam, pelo menos isso, reconhecido que a IBM era imbatível
e, então, poderia comercializar livremente as suas
“main frames”, ou seja, os grandes computadores.
Já os midi-computadores – coisa que logo foi
superada pelos minicomputadores – seriam fabricados
no mesmo esquema que dera certo na petroquímica:
uma participação estatal, uma participação
de capitalistas nacionais e um sócio estrangeiro
que aportaria a tecnologia.
O Rio Grande do Sul chegou a ter uma dessas fábricas
de midi-computadores, a Edisa, que acabou ficando sob o
controle do Grupo Ioschpe e, por fim, se extinguindo ao
natural, liquidada pelo sucesso dos PCs que passaram a entrar
livres no mercado a partir da “Era Collor”.
Bem, ou ouvindo o Cel. Ditz (que era gaúcho) me ocorreu
que estava ocorrendo um paradoxo: um país que não
tinha capacidade sequer para produzir galinhas-matrizes,
estava pretendendo produzir computadores, coisa de muito
maior complexidade. Dei-me conta de que aquela equação
dos milicos com relação à informática
não fechava. E o tempo provou que não fechava
mesmo.
(Lauro Dieckmann - out/09)
Em
algum lugar do passado....
Pois
aís aí o legítimo boteco que existiu
na av. Venâncio Aires,esquina João Pessoa(
hoje é uma farmácia, me parece)...Os dois
personagens da foto são Jorge Angrissani e Alícia
Angrissani, que estavam,segundo a filha Sílvia dona
desta foto " em começo de namoro...."
Ela
trabalhava no bar e um dia deu um sururu lá dentro,
porque uma outra mulher foi dar bola para o namorado da
Alícia....
acervo
de Sílvia Angrissani

Era
bem este o espirito da Porto Alegre do final da de´cada
de 50,começo da década de 60....
É
como diz a filha Sílvia pra sua amiga Regina pra
matar um pouco a saudade....Já o filosófo
popular Paulo Santana,aquele mesmo da RBS escreveu uma vez
que nós não temos saudades dos bondes de porto
alegre, nós temos saudades da juventude....é
uma constatação que deveria dar laurea para
o nosso principal filósofo de botequim, que por sinal
muito deve ter frequentado em Porto Alegre, este tipo de
casa,quando era apenas um inspetor de Polícia e ia
nos programas de rádio participar de graça
e torcer no alambrado da geral do Grêmio....
Coleguinhas
Eu
X Eles
A militante do OITO!

Eleonora de Lucena dirige a folha de São Paulo, ela
está no círculo.
Eleonora
de Lucena é hoje diretora de redação
da Folha de S.Paulo( " Folhão" como é
chamado em Sampa) - o mais influente jornal do país
- mas nem sempre foi assim...Na segunda metade dos anos
70, na redação da ZH, ela era mais uma das
militantes do chamado Oito( MR-8)- partido que começou
clandestino no tempo da ditadura e pelo qual passaram nomes
ilustres da atual política brasileira como José
Fogaça, César Busatto,Clênia Maranhão,Fernando
Gabeira,entre outros.O OITO se abrigava depois dentro do
MDB e foi ele que denominou Ulysses Guimarães, o
presidente do MDB de " o senhor diretas" ou então,
o "o timoneiro".
Eleonora,discretamente,
fazia sua campanha de filiar coleguinhas no então
MDB. Levava umas fichas do partido na sua bolsa a tiracolo,
e enquanto folgávamos no barzinho, ela fazia seu
corpo a corpo....tinha umas rixas principalmente com os
representantes do Partidão, tipo Diabão(fernando
saes) e Xuvisco( Luis Fonseca).
Ela
namorava então o Rodolfo de Lucena, com quem viria
a casar...Da ZH, os dois foram foram para sampa, onde estão
até hoje....
Rodolfo, que trabalhava na central do interior de ZH naqueles
anos 70, tinha o apelido de " magro macacão"
dado pelo João Aveline, porque ele era magro, uma
expressão pra designar os jovens de então
e macacão porque usava este traje mesmo....
Em
Sampa,uma vez, tive a oportunidade de visitar a colega na
redação do Folhão e embora estivesse
no horário do pique do jornal tivemos tempo de tomar
um cafezinho no restaurante do jornal dos Frias....
SERGS
DEBATE PERSPECTIVAS DE
FORNECIMENTOS PARA O PRÉ-SAL
A Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul – SERGS
– está dando início a uma ação
que visa aproveitar os investimentos no Pré-Sal como
uma efetiva oportunidade de mercado para a engenharia gaúcha.
O programa começa nesta quinta-feira (22) durante
o café da manhã Bom Dia Engenharia, em que
o delegado da Associação dos Engenheiros da
Petrobras no RS (AEPET), eng. Raul Bergmann, fará
apresentação sobre o tema “O Pré-Sal
e suas Perspectivas para o Brasil”. O evento acontece
às 8h30min, na sede da SERGS, Trav. Acylino de Carvalho,
nº 33 – 7º andar. O presidente da SERGS,
eng. Cylon Rosa Neto, explica que embora num primeiro momento
a costa do RS não esteja contemplada na exploração
da reserva do Pré-Sal, as empresas e os profissionais
da engenharia locais poderão obter um notável
incremento de suas atividades, passando a fornecer serviços
e produtos para o atendimento desta nova demanda. “O
exemplo do Pólo Naval de Rio Grande poderá
ser ampliado de forma significativa, abrangendo desde a
elaboração de projetos, fabricação
de máquinas, equipamentos e instalações,
serviços de logística e suprimentos diversificados”,
projeta, o dirigente da Sociedade de Engenharia.
A
vida como ela é...
episódio
de hoje....
A
amásia( que nome que cheira a naftalina....)
tinha um instituto de beleza,é isto?
Pois a amásia daquele chefe do local aquele de trabalho
onde ele dizia pras susbordinadas( - não vai embora
sem falar comigo ) tinha,dizem, um instituto de beleza perto
digamos da catedral....nada mal, que problema há
em se ter instituto de beleza perto da catedral...é
pra se arrumar pra ir à missa do cardeal,ora bolas....como
dizia um companheirinho que já foi há tempos
desta pra melhor(será mesmo) e que hoje é
nome de uma sala de imprensa de um clube campeão
do mundo....
Pois
a amásia,dizem os coleguinhas, foi vista uma certa
feita num barzinho tri moderno na Cidade Baixa aos berros
com seu "patrãozinho". Será que
ela era teúda e manteúda dele?Que sacanagem
ele teria aprontado pra coitadinha....Teria viajado pra
assistir um dos seus tantos certos de música erudita
pelo mundo, pelos quais aliás comprava com muita
antecedência os ingressos...( e foi numa destas viagens
que ele foi fazer um check up e não é que
diagnosticaram uma doença maldosa.....) teve que
suspender ali sua turne de música erudita....
Ah,quanta
hipocrisia....
Mas enfim, como estes casos correm em segredo de Justiça,
tudo será acobertado pra que a moral e os bons costumes
da família brasileira não sejam tocados....
Mas um rábula deste escriba já me disse: se
ela foi buscar " seos dereitos " na Justiça
não vai levar nada com certeza porque não
repartiam o mesmo teto....Não adianta provar, nada,
não vai levar,enfim o patrimõnio foi salvo,
ora bolas e é ele que conta, sempre em último
caso.....
Coleguinhas
"
Meméia",se for candidata ao senado
precisará de mais simpatia....

Ana Amelia Lemos
Os
taxistas do ponto do Hotel Sheraton, na elegante zona do
Moinhos de Vento, já diagnosticaram: de graça
estão dando um conselho a possível futura
candidata ao senado pelo PP(Partido Progressistas) a jornalista(competente,
por sinal) Ana Amélia Lemos, a " Meméia
" dos íntimos: ela precisa de um consultor de
imagem, porque eles, os taxistas a acham muito carrancudo,
muito fechada...Já seu marido, Octávio Cardoso,
que foi senador pela ARENA( Aliança Renovadora Nacional)
os motoras o acham bem mais simpático e falante...
Pois então caso se concretize a candidatura da "
Meméia" ela precisará de um consultor
de imagem:podeia ser seu amigo JK(Jayme Keunecke, o JK)
ou o Zé Barrionuevo, que está na praça
fazendo este tipo de trabalho.
Vale
lembrar aqui que Ana AMÉLIA nascida em Lagoa Vermelha
em 23.03.1945 já foi Miss Lagoa Vermelha. Depois
conseguiu com o governador Leonel Brizola uma bolsa de estudo
pra fazer o curso superior. Meméia, pra quem não
sabe, fez até parte de um filme do Teixeirinha....
Agora
pode estar entrando numa outra etapa de sua vida, mas se
o fizer, já sabé né: os motoras que
a conduzem do Sheraton até a TV RBS a acham muito
pouco simpática, pessoalmente falando....E motorista
de táxi é o maior fofoqueiro de uma cidade....
Gente
da Noite( I)
Na
foto UM, estão Bruno Kniest, compadrão do
Ratão( Aristides Saldanha,dono da Caverna do Ratão,
da av. Protásio Alves,esquina com Eça de Queirós,em
Petrópolis) Shirley Saldanha, filha do Ratão
e já falecida e o próprio Aristides no bar,
nos anos 70....

Gente da Noite II)
Na
foto DOIS

Na
foto dois, feita durante um churrasco na casa do Ratão,
na rua Eça de Queirós,207, estão, da
esquerda para a direita Demetrio( com o churrasco) Buby
Schmidt, Bruno Kniest, o próprio Ratão,as
filhas Vera, Bete, " Tio Feijó( ( trabalhava
no Banco Real) " Tio oscar" Domildo Tarasconi(
trabalhava na empresa Castro, material de escritório)
Wilson Albino Moreira, Deoclides Gudolle, Flávio
Luz, Vitor Hugo....
É
que hoje, dia 21/10 é o niver(digamos assim) da morte
do Ratão que faleceu no dia 21 de outubro de 1995.
Emilia
Fernandes participa do IV Seminário Internacional
sobre Federalismo e Desenvolvimento
Com o objetivo de discutir e apontar soluções
para o desenvolvimento dos municípios brasileiros,
ante a crise econômica internacional, a deputada federal
Emilia Fernandes (PT-RS) participou do IV Seminário
Internacional sobre Federalismo e Desenvolvimento, nos dias
19 e 20, em Brasília. O seminário intitulado
“O município e seus desafios de desenvolvimento
frente à crise econômica mundial”, foi
promovido pela Associação Brasileira de Municípios
(ABM) e a Subchefia de Assuntos Federativos da Presidência
da República.

Especialistas e representantes de lideranças políticas
do Brasil e do exterior estiveram presentes no seminário.
Emilia Fernandes, que também ocupa a presidência
do Fórum de Mulheres do Mercosul/Brasil, integrou
a mesa de abertura oficial do evento com representantes
do Ministério de Relações Institucionais
da Presidência da República, Banco do Brasil,
Caixa Econômica Federal (CEF) e SEBRAE. Além
de organismos internacionais. “Estou aqui como deputada,
mas principalmente como presidenta do Fórum de Mulheres
do Mercosul, que existe há mais de 15 anos nos países
deste bloco, representando interesses e anseios das mulheres.
Aproveito para frisar nossa cooperação com
a ABM, no fortalecimento das políticas municipalistas”,
disse.

Emilia Fernandes coordenou, também, a mesa de trabalho
que abordou as principais iniciativas de apoio a gestão
municipal apoiados pela CEF, com o tema “Gestão
Municipal: o desafio da boa governança na esfera
municipal”. A parlamentar, junto com o palestrante
Kleyferson Porto de Araújo - gerente de Relacionamento
Institucional da Caixa, destacou a importância das
medidas de fomento da Caixa Econômica Federal. “São
ações importantes que a Caixa desempenha.
Eu diria que são até mesmo indispensáveis
para o desenvolvimento da gestão local.”
Outros temas abordados no seminário foram considerados
importantes para subsidiarem os gestores eleitos para o
exercício 2009-2012, com sugestões para o
programa de governo. São eles: programas de transparência,
combate à corrupção e a modernização
da gestão pública, ações de
controle social, participação cidadã
e o planejamento estratégico das cidades para o enfrentamento
da crise mundial.
--
Bruna Yunes
Assessora de Imprensa
Gab. Deputada Emilia Fernandes PT/RS
Coleguinhas
*
E o fotógrafo vai ficar " chocando" aquela
foto?
The
Beatles remastered - "Rubber Soul" (1965)
Pouco depois de lançar "Help!" os Beatles
se puseram a compor o que viria a ser "Rubber Soul"
(a fim de coincidir com um lançamento natalino) e
os resultados não poderiam ser mais expressivos.
Trata-se de um álbum só com composições
do quarteto e, acima de tudo, representa uma grande evolução
da banda em muitos sentidos. Geralmente se diz que é
um álbum inovador, no qual foram empregados instrumentos
inusitados (cítara em "Norwegian Wood"
é o exemplo mais evidente, mas há outras novidades
em "Michelle", "Think for Yourself"
e "Run For Your Life"), novas influências
foram demonstradas, e até as letras ganharam roupagem
mais elaborada ("Nowhere Man", por exemplo).

A faixa que abre o disco é "Drive My Car"
e desde logo se
percebe a predominância de riffs e licks - com um
punhado de slides e hammer-ons e pull-offs - de guitarra
e baixo, desacompanhados das levadas de violão que
caracterizavam boa parte do repertório dos discos
anteriores. Não que a banda tenha ainda desprezado
músicas acústicas, pois a faixa seguinte é
conduzida por violões e é daquelas que contam
com as fantásticas melodias típicas dos Beatles:
"Norwegian Wood" tem aqueles vocais assertivos
de Lennon, uma levada de violão muito boa em 12/8,
um tema bem melódico executado na cítara e
também no violão solo. É a melhor faixa
do disco, ao lado de "Nowhere Man", sendo certo
que ambas contam com as mesmas qualidades e que "Nowhere
Man" tem o acréscimo de um belo solo de guitarra
com timbre bem limpo (finalizando com harmônicos),
e um tema na guitarra de cinco notas que é executado
ao final dos versos antes da ponte para o refrão.
"You Won´t See Me" traz de volta as guitarras
e o piano, bem como uma linha de baixo pulsante e bem trabalhada,
conduzindo a música de maneira diversa dos acordes
de guitarra executados com pausas e staccatto; nos vocais
aparecem os tradicionais "oooh-lah-lah-lah" em
músicas pop. "Think For Yourself", de Harrison,
apresenta cada instrumento tocando partes diversas: o baixo
dá conta da estrutura sobre a qual são tocados
acordes com pausas e staccatto numa guitara e melodias com
timbre fuzz na outra guitarra, e tudo fica ainda mais sofisticado
se considerarmos que a melodia da voz é igualmente
diferente. "The Word" é outra que demonstra
a tendência para a adoção de riffs e
acordes marcantes de guitarra, especialmente nos versos
em que Lennon canta desacompanhado e na base do solo de
"harmonium" (conforme o wikipedia, George Martin,
o produtor, quem gravou essa parte).
McCartney mandou mais uma de suas delicadas e melódicas
composições em "Michelle", cheia
de violões inspirados e solo de guitarra no qual
me parece que o botão de tom foi deixado no zero,
produzindo um som bem fechado. Tanto quanto "Act Nacturally"
de "Help!", "What Goes On" é
mais uma das agradáveis contribuições
de Ringo Starr. As guitarras são deixadas de lado
e voltam os violões em "Girl" e "I´m
Looking Through You". Por outro lado, "In My Life"
contém guitarras com timbres limpos e um solo de
piano que, conforme descrição do wikipedia,
foi composto e executado por George Martin em estilo Bach-barroco,
mas como o andamento da faixa era rápido, o cara
tocou lentamente e após aplicou reprodução
no dobro do tempo, gerando um efeito de cravo. Um exercício
interessante é ouvir certas músicas dos Beatles
e associar com músicas de bandas que vieram depois
deles, sabendo-se como se sabe que os Beatles são
influência universal no rock. Nesse sentido, "If
I Needed Someone" me lembra o Yes, pela linha de baixo,
timbre de guitarra e os vocais harmonizados (é possível
que eu esteja pensando em "Yours Is No Disgrace").
"Rubber Soul", não por acaso, é
tido como um verdadeiro disco clássico, e se atribui
a ele a influência em Brian Wilson dos Beach Boys
para compor outro clássico, "Pet Sounds"
de 1966.
Publicado originalmente em: http://erga-omnes.blogspot.com/
Em tempo: os discos originais dos Beatles foram todos relançados
recentementes em gravações remasterizadas.
O comentário acima refere-se a um destes discos relançados.
O disco comentado é original. O álbum é
escaneado ainda na embalagem de plástico. Não
é cópia pirata!
MANGABEIRA
UNGER QUER SER PRESIDENTE
O ex ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos
do governo Lula,está de volta ao Brasil. Ele,em entrevista
ao Carlos Chagas,confessou,que voltou ao país para
reestruturar o PMDB e insistir que o partido entre na próxima
sucessão presidencial com um candidato próprio.
Disse que deixou o governo,não para cuidar da sua
aposentadoria junto a Universidade de Harvard, como a imprensa
informou, mas sim para ficar perto da sua família
que mora nos Estados Unidos.
Antes de iniciar a entrevista,pediu ao Chagas,para ter com
ele,um papo reservado. Foram então para uma sala
fechada e pediu para que as perguntas que o Chagas fosse
fazer, não fossem muito agressivas,uma vez que o
Chagas bateu muito nele durante a sua passagem pelo ministério.
Na conversa reservada,disse que ele pretende lançar
dois nomes para a serem os representantes do PMDB,na próxima
sucessão presidencial. Um nome seria o do governador
Paraná Roberto Requião e outro,pasmem,seria
o nome do nosso prefeito de Porto Alegre José Fogaça.
Aí o Chagas disse que esses dois nomes não
teriam força suficiente para enfrentarem um José
Serra,uma Dilma e até mesmo o Ciro Gomes. Sabem o
que ele respondeu? Encheu o peito e disse que ele,Mangabeira,
estava também preparado para ser um candidato...
Um detalhe que chamou muita a atenção do pessoal
que ficava atrás das câmeras de televisão,foi
o fato de Mangabeira Unger,em determinados momentos da entrevista,não
exagerar na sua pronuncia americanizada,até certo
ponto bastante exagerada. Aí,um assessor dele,disse
que ele vem treinando muito para falar um português
correto,já que deverá no próximos dias,
subir nos palanques eleitorais.
Sergio
Ross
Ti-ti-ti
da hora....
Teria aparecido uma outra pretendente além da tradicional
e conhecida senhora no espólio de um coleguinha recentemente
falecido.....
Coleguinhas
* Pedro Macedo,ontem,dia 19/10, no Cultura na Mesa, da FM
Cultura, teve dificuldades de " segurar" o entrevistado,
o economista Orion Cabral, que é ex-presidente da
Associação dos Moradores da av. Ganzo. Que
ronha entre aquela entidade e a SMAM, hein???
*
Vinicius Sinotti,o Prof. de Cursinho( que agora está
com uma CC na Secretaria da Copa do Governo de Porto Alegre,
leia-se secretaria do José Fortunatti ) e também
comentarista esportivo da Rádio Guaíba,estava
tomando umas qui outras com amigos, no domingo de noite,
dia 18/10 lá pelas 21 horas, na calçada da
rua da Praia, perto do Hotel Açores...
Histórias
de La Ùndeze( I)
O
Muro de Berlim que divide as duas casas....
Foto:Romano

Nada
irrita mais o ex-vice-prefeito ( duas vezes) João
Arroque Filho, na sua velhice de 88 anos, do que o muro
que seu vizinho,Paulo Massolini, radialista,médico
e vereador do DEM, do que um muro que ele, Paulo, mandou
construir dividindo o número 3241 da av. Miguel Soccol(onde
Paulo reside com a família) e o número 3259,
da mesma avenida, onde João Arroque Filho reside,
com a esposa Anita.
Foto:Romano

E
isto que no pass |